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pedropb13

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Tudo que pedropb13 publicou

  1. 2015, dez anos depois Pedro Nuno Santos 26 de Novembro de 2025, 6:10 Não correu tudo bem, cometeram-se erros e houve várias insuficiências que devem servir de reflexão para toda a esquerda. Em 2015, depois de quatro anos duros, de desesperança e angústia, abriu-se um raio de esperança com a formação de um Governo apoiado por uma maioria absoluta, constituída por todos os partidos de esquerda representados no parlamento: PS, PCP, BE e PEV. Eram muito poucos os que acreditavam na sua viabilidade, mesmo dentro do PS. A verdade é que não só foi possível chegarmos a acordo, como também foi possível garantirmos que a legislatura chegasse ao fim, com estabilidade e com grande apoio popular. O Presidente da República da altura, que não acreditava nem um pouco na possibilidade de acordo, acabou por dar um grande contributo para a estabilidade desta solução governativa, ao exigir um acordo escrito, que comprometeu todos os partidos. O atual Presidente da República, pelo contrário, ao não fazer a mesma exigência depois das eleições de 2019, acabou por contribuir para a instabilidade política. Não tenho qualquer dúvida de que a renovação de um acordo escrito, em torno de novas políticas e reformas económicas e sociais, teria garantido mais estabilidade à nova legislatura iniciada em 2019, que infelizmente não chegou ao fim. Com o acordo entre toda a esquerda, duas novidades enriqueceram a nossa jovem democracia: Primeiro, no caso de nenhum partido conseguir sozinho maioria absoluta, governaria quem a conseguisse no parlamento. Nada de mais elementar no nosso quadro constitucional (e no da esmagadora maioria das democracias avançadas), mas que, mesmo hoje, é contestado por muitos. Porém, é possível, que dentro de poucos anos, alguns destes também passem a defender este tipo de solução, constitucionalmente consagrada. Segundo, o PS, que até 2015, com exceção da maioria absoluta em 2005, dependeu sempre da direita para governar, alargou o seu quadro de autonomia estratégica, e pôde governar sem necessitar do apoio do PSD ou de deputados do CDS No entanto, o mais importante desta inédita solução governativa esteve mesmo nas políticas e nos seus resultados. A maior e a mais importante foi que se provou, na prática, aquilo que a esquerda vinha há anos a dizer — o equilíbrio nas contas públicas não se atinge com austeridade. Pelo contrário, a estratégia austeritária é uma corrida para o fundo, que destrói empresas e encolhe a economia. A decisão de acelerar a reposição dos cortes nos rendimentos e de vários direitos que tinham sido suspensos durante a troika permitiu acelerar a recuperação económica e, pasme-se, facilitar o equilíbrio das contas públicas. Parece contraintuitivo, mas é mesmo assim que funciona a economia de um país, de forma bem diferente da economia de uma família. E aquele Governo não se ficou apenas pela reposição de direitos e rendimentos que tinham sido cortados, uns por imposição da troika e outros porque Passos Coelho quis ir além da troika. 2015, dez anos depois O Governo apoiado pelo PS, PCP, BE e PEV aumentou o salário mínimo nacional como nunca tinha sido aumentado em Portugal, debaixo das críticas do atual Ministro das Finanças, que advertia para o risco de aumento do desemprego. Este foi, aliás, mais um mito que destronámos — o salário mínimo bateu recordes de crescimento, mas o nível de emprego também. Para além de termos descongelado o mecanismo legal de atualização anual das pensões, fizemos sucessivos aumentos extraordinários. Congelámos e reduzimos as propinas; acabámos com a maioria das taxas moderadoras no SNS e garantimos a gratuitidade das creches e dos manuais escolares.2015, dez anos depois. Estes avanços sociais muito importantes, grande parte deles para lá da mera reversão das medidas da troika, não teriam existido sem a constituição de um Governo apoiado pela maioria de esquerda no parlamento, ainda que tenha sido mais fácil ao PS a capitalização destas medidas e dos seus resultados, porque era o partido que estava a governar. A direita tem-se esforçado muito por vilipendiar esta experiência governativa, mas a verdade é que aqueles anos foram os anos em que a confiança dos portugueses nas instituições políticas foi mais alta. Uma experiência extraordinária, de discussão permanente, intensa e difícil entre os parceiros parlamentares e o Governo que trouxe ânimo, esperança e resultados ao país. No entanto, não correu tudo bem, cometeram-se erros e houve várias insuficiências que devem servir de reflexão para toda a esquerda. Podíamos e devíamos ter feito mais no que ao investimento público diz respeito. Invertemos a estratégia austeritária que vinha sendo implementada em Portugal, mas podíamos ter ido mais longe. Não fomos além da troika, mas fomos além do que as regras orçamentais europeias exigiam. Podíamos e devíamos ter feito um ajustamento mais lento, para resolvermos alguns problemas mais depressa: investirmos mais nos serviços públicos e aumentarmos mais os salários na administração pública, porque era justo, porque era necessário e porque havia capacidade financeira para o fazer. Na habitação, devíamos ter começado a construir mais cedo e muito mais casas, mas, mesmo assim, nunca teria sido suficiente. Quando a habitação passa a ser procurada (também) como ativo financeiro e não apenas para cumprir a sua função residencial, não há construção e aumento da oferta que nos valha. Era preciso intervir e regular o mercado, de forma a restringirmos a procura que não era dirigida a comprar ou arrendar casas para viver, o que só começámos a fazer em 2023, ainda que de forma insuficiente. Nas políticas migratórias também não estivemos bem. Bem sei que, à esquerda, a maioria entende que as alterações à lei dos estrangeiros foram boas e necessárias, mas eu tenho uma opinião diferente. A economia precisava e conseguiu integrar no mercado de trabalho a esmagadora maioria dos estrangeiros que entraram em Portugal, mas o país não estava preparado, nem se preparou, para receber mais de um milhão de pessoas em cerca de meia dúzia de anos. Há quem considere que a intervenção do Estado é irrelevante e absolutamente ineficaz na regulação dos fluxos migratórios, mas isso é mais próprio de liberais do que de socialistas. A cedência excessiva às dinâmicas do mercado e a setores dependentes de mão-de-obra intensiva, indiferenciada e pouco qualificada permitiu à economia e ao emprego crescerem um pouco mais e trouxe mais receita fiscal e contributiva, sim. Mas os fluxos migratórios não têm apenas impactos económicos e orçamentais, de que um discurso tecnocrático tende a ficar refém. Quando, em larga escala, esses fluxos podem gerar problemas e tensões de cariz social, cultural e político (como se tem visto um pouco por toda a Europa), a esquerda tem a obrigação de não desvalorizar, sob pena de perder as pessoas e, em particular, aquelas que primeiro pretende representar. Vejamos, por exemplo, o caso das creches e da ausência de vagas para todas as crianças que delas necessitam — tornámos gratuito o acesso às creches, mas não cuidámos de garantir vagas suficientes para todas as crianças que delas precisavam e ficámos com um problema em mãos: crianças sem vagas na creche e milhares de jovens famílias revoltadas. E a esquerda também não pode fazer de conta que a entrada massiva de trabalhadores estrangeiros em situação de extrema necessidade e disponíveis para trabalhar mais por menos salário não veio facilitar a vida a muitos empregadores que não queriam aumentar os salários dos seus trabalhadores. A solução governativa, constituída em 2015, foi de uma riqueza imensa e merece ser celebrada; mas tão ou mais importante é sermos capazes de retirar desse período e dessa experiência governativa os ensinamentos que nos permitirão recuperar a confiança dos portugueses. Ao fim de 50 anos de democracia, e de avanços sociais e económicos extraordinários, a maioria da população, apesar do seu trabalho, luta diariamente para que o seu salário chegue ao fim do mês, enquanto apenas uma minoria consegue acumular e viver de forma desafogada. É preciso recuperar a confiança para vencermos eleições, mas vencermos eleições para transformarmos estruturalmente a forma como a maioria dos portugueses vive e como se distribui o fruto do seu trabalho. https://www.publico.pt/2025/11/26/politica/opiniao/2015-dez-anos-2155957
  2. O Otamendi ainda mete uma solha no Bobo só pela cultura
  3. Primeiro jogo de pré época, outro treinador e a p*ta da mania de jogar com 40 médios centro continua
  4. E acabaram de anunciar com o governo eslovaco um reforço quase para o dobro em Bratislava. Money talks.
  5. Sendo que em competições nacionais temos 3V em 6J em casa e fora são 6 em 7 (com o empate no Dragão), até nos fizeram um favor em ter jogos só fora da Luz. 😂
  6. A sorte do Lukebakio é que se lesionou. Amanhã era um bom jogo para o Dedic lhe fazer semelhante, contra o Casa Pia esteve quase.
  7. Áustria meio aleatoriamente na final do Mundial 😆 Este Johannes Moser encarnou no Messi de Salzburgo no Mundial
  8. Desliguei a meio do Q2 a pensar que estava mais que feito com o 21-0 e que ia acabar uns 55-3, fdx lmao wtf
  9. Tenho saudades da paragem de seleções, nunca mais é março.
  10. Atlético de nome e equipamento de Real Madrid só podia dar nisto. Que belo amasso
  11. Cassiano Klein: «Tivemos conflitos. Ele queria controlo absoluto. Dizia-me como treinar, como recuperar, como viver fora do treino. Eu disse: “Sei o que estou a fazer. Já jogo há muitos anos.” Ele não gostava da minha independência. Dizia: “Já vi jogadores como tu. Confias demais em ti próprio.” E quando eu jogava bem, ele dizia: “Tiveste sorte.” Quando corria mal, dizia: “Eu avisei-te.”» Por exemplo, se o jogo é sábado, eu sei que na quinta posso treinar a 70–75%. O treinador queria sempre 100%. Mas ninguém consegue manter 100% toda a semana sem quebrar. Ele também acreditava que fora dos treinos o jogador devia viver só para o futsal. Eu não concordo. Tenho família, vida, interesses. O futsal é parte da minha vida — mas não é tudo» Querias ter copiado estas, provavelmente. Estava mal habituado, teve 4 anos em Lisboa a apanhar sol e longe da guerra tranquilo da vida. Quando apareceu um treinador a sério que o apertou sentiu a diferença. O Nuno ainda é capaz de ser pior nesse aspeto que o Cassiano, mas se ele o quer é porque tem garantias que nós não temos.
  12. Se tivessem ido buscar Mangas ou Alissons da vida, a discussão aqui iria ser porque é que foram gastar 10m em 2 ou 3 gajos para raramente jogarem se há Equipa B com jovens cheios de talento que deviam assumir essas vagas 😆 Eu não vejo os jogos todos da B, vou apanhando um ou outro mas vejo lá muita malta que sabe que a bola é redonda e tem talento. Não percebo mesmo qual é o medo de lançar um gajo destes de vez em quando para ir rodando os "craques". Preferem ir adaptando e adaptando e acabam por jogar sempre os mesmos 13 ou 14 até rebentarem. Ainda mais quando os tais "craques" só têm feito m*rda, não ia ser um puto aleatório a estragar o tiki-taka Barça 11 que esta equipa pratica, muito pelo contrário. In other news, dizem que o Mourinho vai ensaiar mudança para 3 centrais.
  13. Aqui em Viena também tinham planeado aumentar a base de 20 para 30+ e acabaram por cortar para 14.
  14. O xor Musa leu mal o comunicado, estão mesmo a anunciar isso e não a ameaçar 😆 Acaba por ser normal, agora a moda é Croácias e Grécias da vida e os aviões não esticam. Para além de que têm os governos regionais italianos nas mãos e fazem o que querem lá. Devem cobrir mais aeroportos em Itália que a própria ITA 😆 A encomenda dos Max 10 que está parada há anos por causa da Boeing baralhou os planos todos. A desculpa das fees e taxes é só para manter a linha editorial, continuassem a ser rotas mega rentáveis e eles pagavam e não bufavam.
  15. Escócia, Áustria e Noruega de volta ao Mundial. Todas tinham participado no França 98 pela última vez.
  16. Acho que a média anda em 1/2 lightning strikes por ano para cada avião que anda no ar. É comum mas não é comuuuum. 😆 O avião é uma Faraday Cage, portanto é só um atalho que a eletricidade apanha no caminho da nuvem para o chão. O avião sai praticamente intacto, salvo raras exceções mas o motivo pelo qual tem que ser sempre inspecionado quando chega ao chão. Normalmente quando há diversions é apenas por motivos de manutenção e da falta de meios para o fazerem no aeroporto de destino.
  17. Esse tem particularmente piada porque no dia 9 andava a fazer stories no insta com a p*cha do Rui Costa na boca. Mas a Kika só saiu porque quis. E é perfeitamente natural a vontade dela, foi jogar com as ídolas para o melhor clube de atualidade. Não é um caso João Neves nem nada do que pareça em que precisavam de dinheiro na conta para pagar salários e despesas. A época estava planeada com ela e a renovação estava em cima da mesa. Quando aparece o Laporta a bater à porta do Rui com o Mendes a fazer força pela vontade da jogadora é só uma questão de tempo. Só acho que podia ter saído por mais, mas o contrato acabava em 2025. É o que é.
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