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Poeira

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Tudo que Poeira publicou

  1. O Pedro Neto ainda disfarça na direita, mas é hilariante vê-lo tentar jogar futebol pela esquerda. Parece o Capel nos dias de decadência. Acredito genuinamente que a coisa melhorava se ele trocasse com o Nuno de posição lol Mesmo assim, não chega ao nível do Veiga. Ontem foi um tratado, tem o toque de Midas invertido. Also, já que estou embalado, gostava de perceber o racional por detrás da escolha deste Bernardo Silva, em 2025, para jogar no corredor lateral. É que no meio faz sentido e continua a ser um excelente jogador. Mas na ala? Há algum profissional deste nível por quem o Bernardo passe em velocidade, ganhe no físico ou consiga bater no 1x1, naquela zona?
  2. Foi um "late goal" que veio das estrelas. Não poderia ser de outra forma. O futebol é tramado nestas coisas.
  3. Que cena épica, via isto mais duas horas.
  4. Cheguei agora. O que é que se está a passar no andebol?
  5. Que assalto mais explícito, ele marca o fdj mal o outro faz o passe no 4x1 😂 Vão fechar isto em casa.
  6. Normalmente ela até entra num dos laterais, que jogam por dentro. Em Alvalade há golo a partir de um passe do central para o Zaidu, nas costas dos avançados do Sporting. Quando não dá, ou vai directa para o Samu ou é bola longa. Ontem foi quase sempre a segunda, e o Samu também não fez grande coisa quando a bola entrou nele.
  7. É propositado pelo Farioli e igual a algo que o Amorim fazia com o Coates/Diomande no Sporting, e que me agrada muito. Quando o adversário não pressiona/recua depois da reacção à perda, o central que comanda a defesa "mata" o ritmo e deixa que a equipa se estruture totalmente. Reparem que o Porto está sempre plenamente organizado e pronto para atacar quando o Bednarek joga a bola em alguém que não o Kiwior. O primeiro golo em Alvalade, de resto, parte desta organização. Serve essencialmente para controlar o ritmo do jogo e para perceber como é que o adversário se vai organizar e reagir.
  8. Não me surpreende, infelizmente era questão de tempo. A equipa não faz a mais pequena ideia de como gerir e/ou controlar um jogo com bola. E tem limitações, na forma de jogar, que a impedem de o conseguir. Depois claro, falha muitos passes de risco, falha muitos passes na construção, emperra na saída e vai para as laterais em desespero... nada disto é novo. Troque-se o Inácio ou o Hjulmand (ou mais alguns) por outros, vamos assistir aos mesmos erros e vamos continuar a questionar. É colectivo. E um colectivo que não retira o melhor de alguns dos melhores jogadores da equipa.
  9. Não houve golo madrugador, e portanto o jogo arrastou-se para o marasmo eterno e para uma festa de equilíbrios e quebras de ritmo, que era a ideia do Mourinho. Podia ter sido diferente se o Pepê faz aquele golo cantado de pé esquerdo na primeira parte, mas de resto acabou por ser um resultado justo. Nota para o árbitro, que nem conhecia. Fossem todos assim em clássicos. Simulações, exageros, divididas, de pouca intensidade, lances em que os jogadores procuravam a falta... cagou de alto neles todos e quis a bola a rolar.
  10. Se o Porto marca nos primeiros 15/20 minutos, vai ser um festival.
  11. "Dão o ar"? Foi algo assumido pelo André Bernardo, nem sequer fez questão de disfarçar. A gestão do Porto no último ano é excelente e mais uma de imensas provas de como, por cá, tem de se gerir com coragem e no risco para acrescentar valor. Não que não tenham mérito na forma como muitos custos foram reduzidos/dívidas foram restruturadas, mas a postura arrojada de investimento deste Verão foi e será o grande diferenciador.
  12. Vi lá melhores, não nego. Como o Alvarez é que vejo poucos avançados no mundo, e não é de agora.
  13. É. Bateu o recordo do Ronaldo e do Haaland por um jogo.
  14. O Busquets vai-se retirar no fim da época. O melhor médio-defensivo que o jogo alguma vez viu
  15. Não faço ideia. É meio fuço, mas é porque tem um talento enorme e consegue desequilibrar sem grande ajuda. Já agora, o Alarcón era capaz de não perder tantas bolas como o Borja. Que peixe fora de água.
  16. O Freitas Lobo chegou primeiro, mas é só para dizer que o Alajbegovic é um mega craque. Vai ser o próximo dali a chegar ao topo.
  17. E mais um hattrick do Paulão no México. Os adeptos tratam-no como se fosse a reencarnação do Pelé.
  18. É complicado porque, mesmo com a linha a pisar o meio-campo, temos muita gente que facilmente fica batida quando perdemos a bola, precisamente por envolvermos tantos jogadores na zona central. A equipa está montada para uma sobrecarga na zona central, e por vezes nem os médios estão propriamente preparados para reagir bem à perda da bola. Diria que é tudo uma questão de encontrar o equilíbrio mais saudável. Nota-se que as rotinas entre os dois também os levam a jogar muitas vezes de cor. Há vários momentos do jogo onde a bola entra logo de primeira num espaço onde dantes até poderia aparecer alguém, mas agora não há ninguém. Ou entra logo na profundidade com uma tabela simples, sobretudo no caso do Pote. Calculo que isso também será moldado com a habituação a esta forma de jogar. Enfim, pequenas coisas e algumas intenções que, espero, não sejam um entrave à evolução da equipa. Demos uma excelente resposta depois da derrota com o Porto, mas continuo a ter algum receio de como poderemos reagir no campo a eventuais resultados negativos na UCL. Não vejo nada que me indique que o Pote perdeu capacidades físicas. Acho é que se fixa mais na sua zona, enquanto que o Trincão deambula mais por todo o ataque. Mas o Pote continua a fazer muito bem aquelas diagonais curtas ou aqueles movimentos de ataque à profundidade para finalizar. É mesmo indicação táctica, parece-me. Tanto à esquerda como à direita, raramente há um "overlap" do lateral. Simplesmente chegamos ao último terço e evitamos ao máximo ter jogadores que não estejam prontos a chegar à baliza adversária com uma combinação simples.
  19. Swansea x Manchester City na próxima ronda, porreiro.
  20. A passividade da linha defensiva, para já, pode ser explicada pela alteração de sistema. O Debast e o Inácio jogavam por fora na defesa a 3, e esses centrais eram menos chamados a antecipar e a largar a linha defensiva para sair no portador da bola. Esse papel cabia ao central do meio, que era o Diomande. E mesmo ele, muitas vezes, preferia ser mais conservador e esperar pela referência individual na sua zona. Quem fazia isso muito bem, por oposição, era o Coates. Estes hão-de lá chegar, com o avançar dos jogos. O que não pode acontecer é ficarem tão expostos, e isso já é colectivo. Eu não digo que a largura total seja obrigatória, mas acho que resolveria alguns obstáculos no ataque. E não precisa sequer de ser dada pelos laterais. Pode (e deve) ser algo dinâmico, e pode até ser um desenho mais assimétrico, com o ala a dar largura à esquerda e o extremo a dá-la pela direita. Pelas características do Maxi e do Quenda/Geny, continuaria a ser uma equipa voltada para criar e terminar pelo corredor central, sem perder a capacidade de variar e esticar mais o adversário em largura. A partir daí, pode-se até montar a base para um desenho mais equilibrado, mantendo o Kocho/Morita em cobertura sobre a esquerda e/ou o Vagiannidis (ou o Quaresma, que eu vejo muito como lateral-direito neste sistema) a fazer linha de 3 com os centrais ou os médios, dependendo do contexto do jogo. Agora, concordo que as ligações já existentes entre Trincão e Pote - que potenciam as outras - está a ser bem aproveitada, e tem de ser aproveitada. É apenas uma questão de gerir melhor o timing com que as coisas são feitas no último terço. Noto que a equipa quer muito entrar de forma apoiada pela área dentro, em vez de procurar chegar na área para finalizar. Esse era um aspecto em que éramos exímios no ano passado (sem perdermos capacidade de também desmontar blocos baixos). Nisso e na gestão do ritmo a que se joga, que é outro aspecto em que ainda pecamos. Mas aí admito que seja um efeito colateral da velocidade que queremos imprimir ao jogo, com bola. Quanto ao Suárez, se calhar fui injusto porque não me queria referir especificamente a ele, mas sim ao que parece ser a utilização dele. Ele oferece mais que o Gyokeres ao jogo quando serve de referência para envolver os colegas, mas depois também tem muita capacidade para simplesmente atacar a profundidade e oferecer essa variabilidade que referes. Porém, pode ser consequência do bold, com o qual concordo totalmente. Não é segredo que sou fã do Kocho e defendi muito a contratação dele. Talvez por isso, acho que para já a dinâmica colectiva o prende em demasia a terrenos recuados, quando ele é naturalmente um jogador associativo (e já se tem visto fogachos disso com o Pote) e tem uma capacidade de chegada à área muito forte. É raro o jogo em que não tem tido uma oportunidade para finalizar a 10/15 metros da baliza. O Hjulmand é mais cerebral e capaz de fazer a bola entrar no bloco adversário pelo passe, o que também o complementa bem. Estou esperançoso que o avançar dos jogos traga outro entrosamento entre os dois, porque tem sido o sector menos... entusiasmante, do meio-campo para a frente. Sobre o último parágrafo, pouco ou nada discordo. Deu-se uma boa resposta depois da derrota, que era o que se pedia. Foram exibições superiores às do jogo com o Porto. Mas vai ser preciso subir o nível para Nápoles e Marselha, pegando nos dois jogos mais exigentes do próximo mês. O Pote já fez imensos golos no Sporting com o ataque à profundidade, ou com movimentos de ruptura do género. O Suárez já demonstrou que, das poucas vezes que os faz, é mais do que competente. É intencional. Como o André disse, é para tentar furar o bloco pela zona central. Eu acho que o passo evolutivo natural é simplesmente deixar de sobrecarregar essa zona com todos os jogadores ofensivos, ou pelo menos entender-se que movimentos complementares só beneficiam a criação de espaço a quem ataca como nós atacamos. Para o Suárez vir em apoio, alguém tem de atacar o espaço que ele criou com essa movimentação. A equipa fazia isto muito bem com o Gyokeres. Sim, o perfil de praticamente todo o sector defensivo não ajuda. É consequência de se ter jogado 4 anos e tal num sistema diferente, que potenciava outro conjunto de características. Mas mudar isso é trabalho de vários mercados, se é que a intenção é mesmo mudar a eito.
  21. Mais 4 a 5 meses para o Gavi. Vai-se perder um talento enorme para as lesões.
  22. Vai parcialmente na linha do que também tenho achado, e estes primeiros jogos acessíveis são bons para se tirar o "raio-x" à ideia de jogo. Mas não estou tão optimista. Gosto da facilidade com que chegamos à fase de criação de oportunidades de golo e do volume que a equipa é capaz de gerar, mas a transição defensiva não me transmite segurança nenhuma. Dá ideia que a probabilidade de termos um jogo onde o adversário vai lá uma ou duas vezes e faz logo estragos é bem superior agora, comparativamente ao que acontecia no passado. Para além disso, e como já se viu na maioria dos jogos, é relativamente fácil saltar a nossa linha média e ter campo aberto para atacar os nossos centrais. O Porto explorou bem esse aspecto e nunca deixou de ser uma equipa ameaçadora precisamente porque foi tacticamente mais inteligente numa zona essencial para o controlo dos jogos. E nem digo isto por terem vencido em Alvalade. Até o Kairat foi capaz de o fazer aqui e ali, e a qualidade individual deles é miserável. Depois, acho que há uma explicação lógica para aquilo que aparenta ser apenas "falta de eficácia". Sim, é verdade que especialmente o Suárez tem falhado lances com alta probabilidade de golo (ainda hoje tem dois iguais). Mas a própria equipa também coloca entraves a essa eficácia pela forma como entra na área adversária. Há demasiada gente no corredor central e num curto espaço de terreno. Tem sido frequente ver lances em que o passe ou a combinação não entram porque aglomeramos vários jogadores na mesma zona e o espaço torna-se muito congestionado, e depois o lance acaba numa insistência individual, na meia distância ou numa finalização com menor probabilidade de golo. Falta capacidade para fazer mexer o bloco adversário como um todo, noto muita diferença nesse aspecto. A equipa passa jogos praticamente completos sem procurar e atacar a profundidade (diferença radical do Suárez para o Gyokeres), e também tem dificuldades em abrir bem o campo na largura. Não há um grande aproveitamento dos "half spaces" porque os próprios laterais (os elementos de largura neste sistema) entram por aí, e isso também nos impede de termos mais golos "de encostar", que para mim são a derradeira oportunidade de golo clara e que ocorriam com frequência no passado. Isto também encaixa naquilo que são os problemas dos nossos médios. Num jogo como o de hoje, o Hjulmand tem muitas dificuldades em encontrar soluções dentro do bloco porque elas estão todas amontoadas. Por sua vez, o Kocho também não tem forma de chegar à frente sem estorvar o espaço onde normalmente anda o Pote, e isso tem sido uma constante. Vai dando para umas tabelas e pouco mais, mas depois há uma perda de bola, sai transição e o rapaz anda perdido em terra de ninguém. Com o Morita já é diferente, porque ele tem outro entendimento posicional e também permite ao Hjulmand soltar-se mais do duplo-pivot e fazer esse papel do outro lado, onde o Quenda já abre mais e o Trincão é mais aleatório posicionalmente. É o início e ainda faltam muitos meses e muitas oportunidades para evoluir. E também concordo que individualmente estas questões não farão grande fossa enquanto os adversários forem deste nível. Mas já há algumas coisas que eu mudaria ou, pelo menos, adaptaria para tornar a equipa mais capaz de dominar jogos e, sobretudo, concretizar o seu volume ofensivo contra adversários de um nível superior.
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