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Lebohang

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Tudo que Lebohang publicou

  1. Bolívia 2-1 Suriname, com remontada em sete minutos. Jogam agora contra o Iraque
  2. Fala-se que as previsões meteorológicas de amanhã também vão fazer cair a subida final de amanhã
  3. João Direitinho, vocalista dos ÁTOA, foi o primeiro a admitir que aquilo que o grupo toca não é Cante. “Mas crescemos com muita influência do Cante”, contou. “Cante e canto são dois campeonatos”, retorquiu José Francisco Guerreiro. “Não concorrem um com o outro”. E lamentou: “sei que os cantos, ou cantares, estão de vento em popa. Mas a outra parte etnomusical, a que foi inscrita como Património Imaterial, está a correr graves riscos de colapsar”. O historiador descreveu um futuro negro para esta tradição. “Em Castro Verde, à data da classificação da UNESCO, havia nove grupos corais. Hoje, há dois e meio”, desabafou. “Não há um plano de salvaguarda para o Cante Alentejano. Todos lhe voltaram as costas, nada se faz em prol desse património. A própria sedução que os cantos”, como José Francisco Guerreiro descreveu este tipo de grupos, “fazem relativamente ao Cante… É muito mais agradável estar num grupo de canto, com saídas e deslocações. E os grupos corais vão-se eclipsando”. “A maioria dos grupos corais poderia fazer cinquenta atuações por ano. Hoje, fazem cinco, a maioria no seu concelho ou freguesia”, afirmou Pedro Mestre, que logo atirou: “Não estamos a falar do mesmo Cante. Não vivemos todos no mesmo Alentejo. Custa-me ver tantos foguetes lançados em volta do Cante e haver todos os dias grupos corais a recusar atuações, por falta de elementos ou de convites. Esta é a realidade. O que a Comunicação Social passa são só os que estão no auge”. Algo que, note-se, é transversal a qualquer estilo ou género musical. Pedro Mestre não se diz contra esta ênfase em certos artistas em detrimento de outros, mas ressalvou: “os grupos corais estão em vias de extinção”. Buba Espinho procurou defender-se, destacando os “Alentejos e educações diferentes” entre si e os dois outros convidados do painel. “O Cante que me foi passado é outra coisa. Não é meu, nem do João [Direitinho], nem de ninguém. O que me ensinaram foi que o que interessa é fazer música e estarmos juntos”. Para o músico, foram também os media quem arranjaram “formas de empacotar os artistas”. “Nasci na cidade, não tive contacto com o campo, mas o que o meu pai [Luís Espinho, dos Adiafa] me ensinou é que o Cante é inclusivo. Faço a minha música, não estou a seduzir ninguém.” O historiador José Francisco Guerreiro no Talkfest Push-Off/Talkfest Música para turista cantar Correto ou não, ortodoxo ou não, o Cante – ou pelo menos esta palavra – é o que tem sido utilizado para promover não só estes novos artistas como a região em si. Para José Manuel Santos, Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, esta música “sempre foi um instrumento, um expoente máximo, daquilo que é a identidade da cultura alentejana”. “É muito interessante verificar que este fenómeno foi um movimento espontâneo”, destacou. “Há trabalho feito por municípios, por associações, mas não há uma rede de património, uma política que tenha sido desenhada para que o Cante fosse um grande sucesso”. Esta colagem do Cante ao turismo terá contribuído para que, recentemente, o Alentejo obtivesse reconhecimento além-fronteiras: nos prémios atribuídos pela Forbes Travel, a região foi finalista na categoria de Melhor Destino Internacional, tendo por companhia o Japão e o Chile, o grande vencedor. “O Alentejo não está na moda, é a moda”, acrescentou José Manuel Santos, que espera que a escolha de Évora como Capital Europeia da Cultura, em 2027, possa colocar ainda mais holofotes sobre a região. O Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo não se esquivou ao choque entre gerações, afirmando que é preciso “contextualizar o Cante”. “É impossível querermos que o Cante tenha o mesmo grupo de cantadores. A estrutura socioeconómica do Alentejo tem mudado muito”, disse. “Claro que devíamos ter uma rede de apoio ao Cante, e falta estabelecer isso na região. Ainda há muito trabalho a fazer, mas não sinto, com toda a honestidade, esse pessimismo relativo ao futuro do Cante”. Amanhãs que não cantam Porém, sem que esse trabalho seja efetivamente feito, José Francisco Guerreiro não vê motivos para otimismos. “Todos nos regozijámos com a classificação da UNESCO, mas o estado, a partir do momento em que ela se deu, desapareceu. Não houve nenhum passo dado, nenhum estudo da realidade do Cante”, afirmou. “Sou coordenador do Observatório e Centro de Documentação do Cante Alentejano, em Castro Verde; tenho uma atualização global dos grupos corais, tanto dos novos como dos que deixaram de existir [Guerreiro não avançou, no entanto, com números]. É por isso que estou perplexo. Não concordo que uma determinada Câmara Municipal faça um evento intitulado ‘Semana do Cante Alentejano’ e depois convide artistas que não o cantam”. Revelando que procurou incentivar o Cante, em 2012, também através de ações escolares – e “nem todas mantiveram esse projeto” –, Buba Espinho referiu a vitória dos Bandidos do Cante no Festival da Canção 2026 como um “orgulho do caraças”. José Francisco Guerreiro voltou a precisar: “O que sinto em perigo não são os cantadores, mas o Cante. Parto com a realidade estatística: o número de grupos corais vai descendo”. E também valorizou essa vitória: “Um grupo coral podia participar no Festival da Canção. Não o fez, ganhou outro grupo. Ainda bem”. José Manuel Santos defende que a discussão entre Cante e cantos acaba por não fazer sentido ante a modernidade. “Quando a Carminho canta com a Rosalía, aquilo é fado? As coisas evoluem”, argumentou. Guerreiro insistiu: “nem tudo o que se ensina é Cante, a questão é essa. Não pode haver evolução nesse sentido. Há outros cantares. Só queria que se desse outro nome”. Apetece dizer: “Tu na tua e eu na minha.”
  4. Vitória de Sernache 0-0 Benfica e Castelo Branco BCB ficará sempre em segundo no final da jornada visto que tem vantagem no confronto direto contra o União da Serra caso vençam Os Marialvas. Agora não têm desculpas de defrontar equipas da metade superior da tabela, calendário até ao final é Peniche (f), Samora Correia (c) e Fátima (f), mais do que obrigação de fazerem 9 pts.
  5. Faltou o Vingegaard para ser uma masterclass de João Almeida
  6. Polícia Judiciária faz buscas na Câmara de Albufeira, autarca eleito pelo Chega é principal visado. Em causa estão suspeitas de crimes de discriminação racial e incitamento ao ódio
  7. Ansioso por um novo meteorito para fazer um reboot a isto como há 66 milhões de anos atrás
  8. Amigos já sabem: no dia em que comprarem uma casa peçam ao Luís Filipe Vieira para fazer um relatório prévio
  9. Korda já foi de vela, perdeu com o Landaluce. Para quem tem boa memória este espanhol andou na luta com o Henrique Rocha em 2024 por um lugar na ATP Next Gen (acabou por ficar de fora como Alternate, juntamente com o português). Chega agora aos quartos de final e fica à beirinha do top-100
  10. Lisboa a dar um vislumbre ao país de como será o futuro com o Chega no poder
  11. É como diz o velho ditado "Se o @a.lopes nao vêm ao CMPT, o CMPT vai ao @a.lopes" Futeboladas CMPT irão regressar quando estivermos estacionados em Varsóvia na World War III
  12. Livre: no partido da democracia aberta cresce contestação às decisões fechadas da “elite” Está a passar ao lado com tudo o que está a acontecer lá fora mas aparentemente as coisas estão tensas no partido unipessoal do Rui Tavares
  13. Candidato do Chega em Fafe detido por abuso sexual de menores e pornografia. É o quinto caso de suspeitas de abuso sexual de menores envolvendo dirigentes e candidatos do Chega
  14. Em grupos fechados no Signal, alguns elementos ligados a grupos anti-fascistas rejeitam as suspeitas da PSP, destacando que se encontravam envolvidos numa outra manifestação, a da defesa do direito à habitação, igualmente realizada em Lisboa naquele dia. Ao Expresso, o Grupo de Ação Revolucionária Antifascista (GARA) garante não ter conhecimento de quem é este suspeito. "Não fazemos ideia de quem possa ter feito isto. E tenho alguma dificuldade em acreditar nesta informação. Até porque não existe qualquer indicação disso nos nossos grupos de comunicação. E o meio é relativamente pequeno. Só se fosse um grupo completamente novo que não conheçamos, o que é muito pouco provável", diz ao Expresso Elisabete Lopes do GARA. A ativista diz ainda que considera "estranho" haver de repente eventuais ligações de elementos anarquistas ligados a eventos violentos. "Defendemos o contrário do que defendem as pessoas daquela marcha, mas eles têm a total liberdade de se expressarem." https://expresso.pt/seguranca/2026-03-24-homem-que-lancou-um-cocktail-molotov-na-marcha-pela-vida-nao-tem-antecedentes-criminais-5ca6d47f
  15. O mais engraçado disso tudo é quando descobrirem que esse zeca deve ser alguém de extrema-direita que apenas queria atrair atenção para um não-assunto como é a proibição do aborto
  16. Segunda tragédia consecutiva na mudança de hora, a primeira na de Inverno quando se acordou com Rui Costa à frente com 40% dos votos na Primeira Volta, a segunda na de Verão quando acordarmos com Portugal a ser goleado por 3 ou 4 golos de diferença
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