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Lebohang

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Tudo que Lebohang publicou

  1. A dias do Mundial de paraciclismo, Bernardo ainda desconhecia se participaria. Procurou a media­ção de José Marques, que falou com Cândido Barbosa, mantendo-se o presidente intransigente. A Comissão de Atletas Paralímpicos e Surdolímpicos mediou o conflito, propondo que fosse feita a integração no projeto sem técnico da FPC associado. Foi assim que se deu a participação no Mundial, na Bélgica, ficando em 9º no contrarrelógio e na prova em linha. No entanto, não se deu a prometida integração na bolsa paralímpica. Insultos, gritos, impasse Entre 16 e 19 de outubro decorreram, no Brasil, os Mundiais de Paraciclismo de Pista. Portugal fez-se representar por dois atletas: Telmo Pinão, que realizou a última prova antes de mudar de funções, e Miguel Pacheco. José Marques era o vigente selecionador nacional, mas não viajou com a comitiva. Além disso, os convocados não foram escolhidos pelo técnico. Após as opiniões de José Marques não terem sido consideradas, o selecionador paralímpico viria a ser afastado imprevisivelmente do cargo, passando a coordenar as escolas de ciclismo, segundo o organigrama federativo. Em simultâneo, Pinão foi anunciado como sucessor. A mudança formal de líder da equipa nacional deu-se em novembro de 2025. Telmo Pinão convocou então Bernardo Vieira, tal como outros corredores, para uma reu­nião. Aí, garante o atleta, o novo responsável transmitiu que, se Vieira não aceitasse os critérios impostos pela FPC, seria “expulso” da seleção e do projeto paralímpico. A meio desse encontro, Bernardo foi mandado sair, descrevendo as “asneiras” utilizadas no vocabulário de Pinão. Ao Expresso, a FPC nega esta chantagem. Já em janeiro houve uma outra reunião, em que a mensagem foi reforçada: “Se eu não aceitasse as condições, não seria reintegrado no projeto paralímpico”, assegura o campeão nacional de fundo e contrarrelógio na categoria C1. “O Telmo quer pôr e dispor à maneira dele. Sempre estive disponível para colaborar e arranjar uma solução, mas não pode ser com este ‘quero, posso e mando’. Já estive no passado em projetos com o Telmo e tenho-me vindo a afastar por não gostar da forma de ele trabalhar. Estou a ser obrigado a treinar com alguém de quem só quero distância”, desabafa Bernardo, que fala em “assédio moral e laboral”. A Comissão de Atletas Paralímpicos e Surdolímpicos lembra, através de declarações ao Expresso de Nelson Lopes, o presidente, que “nos contratos-programa para LA 2028 está explícito que a escolha do técnico é da total responsabilidade do atleta” e que “não se compreende esta intransigência”. Em fevereiro, o heptacampeão nacional soube que não lhe tinha sido atribuída qualquer competição para 2026 Entretanto, e já depois de ser proposto que Pinão tivesse o controlo de dois treinos por semana do paraciclista — fórmula que o selecionador disse ser a única aceite por Cândido Barbosa e rejeitada pelo corredor —, houve um encontro, a 13 de fevereiro, para apresentação do planeamento e orçamento da nova temporada. Bernardo foi surpreendido com o facto de não lhe ser atribuída qualquer competição para 2026. Nesse mesmo dia deram ao paraciclista documentação para assinar. Tratava-se da justificação de despesas de 2025, em rubricas como nutricionistas e psicólogos. No entanto, Vieira assegura não ter utilizado quaisquer desses serviços no ano passado. A Federação, em resposta ao Expresso, garante que “todos os procedimentos administrativos e financeiros são conduzidos em conformidade com as normas aplicáveis, garantindo controlo, validação e transparência na gestão dos recursos”. A postura da FPC liderada por Cândido Barbosa é descrita, quer por Bernardo Vieira, quer por outras fontes, como agressiva, de coa­ção. Quando o atleta falou com o Comité Paralímpico ou com a Comissão de Atletas, a Federação contactou-o de forma intimidatória, para impedir gestos semelhantes no futuro. Comissão de Atletas Paralímpicos fala em posição “pouco democrática” da federação, que nega acusações “Isto coloca em causa a minha carreira. Eles não estão habituados a que os enfrentem”, atira Bernardo Vieira, que aguarda por uma solução para nova polémica a envolver a direção do ex-ciclista. Em dezembro, a Procuradoria-Geral da República confirmou ao Expresso que o líder da FPC estava a ser investigado por alegada venda fictícia da StrongSpeed, empresa que se dedica à montagem de estruturas de corridas e que durante 2025 foi contratada para eventos da FPC. No mesmo mês, o ex-assessor José Carlos Gomes, revelou a intenção de ir para tribunal contra a FPC por assédio laboral. O presidente da Comissão de Atletas Paralímpicos e Surdolímpicos manifesta “apreensão, surpresa e preocupação” pelo problema. “Não conseguimos perceber a posição da Federação”, diz Nelson Lopes, que classifica de “pouco democrática” a atitude para com Bernardo, utilizando a mesma expressão do paraciclista para descrever o modus operandi da direção de Barbosa: “Tivemos conhecimento de comentários da Federação que traduzem uma situação de ‘quero, posso e mando’.” Contactada pelo Expresso, a FPC diz “não ter conhecimento de qualquer acusação de assédio moral ou laboral” e refere “desconhecer a ligação entre o treinador André Nunes e o atleta Bernardo Vieira”, já que “todo o percurso” do corredor “dentro da Federação” foi com a orientação de José Marques. Apesar de “todos os atletas terem liberdade para escolher a sua equipa técnica”, vinca que a “integração em projetos de preparação e representação nacional está sujeita a um modelo técnico e institucional definido pela Federação, aplicável de forma transversal a todos os atletas de alto rendimento”, o qual “visa garantir coerência, equidade, controlo e qualidade no acompanhamento desportivo, sendo condição para a participação em ações oficiais, nomeadamente no âmbito do projeto paralímpico”.
  2. Bolívia 2-1 Suriname, com remontada em sete minutos. Jogam agora contra o Iraque
  3. Fala-se que as previsões meteorológicas de amanhã também vão fazer cair a subida final de amanhã
  4. João Direitinho, vocalista dos ÁTOA, foi o primeiro a admitir que aquilo que o grupo toca não é Cante. “Mas crescemos com muita influência do Cante”, contou. “Cante e canto são dois campeonatos”, retorquiu José Francisco Guerreiro. “Não concorrem um com o outro”. E lamentou: “sei que os cantos, ou cantares, estão de vento em popa. Mas a outra parte etnomusical, a que foi inscrita como Património Imaterial, está a correr graves riscos de colapsar”. O historiador descreveu um futuro negro para esta tradição. “Em Castro Verde, à data da classificação da UNESCO, havia nove grupos corais. Hoje, há dois e meio”, desabafou. “Não há um plano de salvaguarda para o Cante Alentejano. Todos lhe voltaram as costas, nada se faz em prol desse património. A própria sedução que os cantos”, como José Francisco Guerreiro descreveu este tipo de grupos, “fazem relativamente ao Cante… É muito mais agradável estar num grupo de canto, com saídas e deslocações. E os grupos corais vão-se eclipsando”. “A maioria dos grupos corais poderia fazer cinquenta atuações por ano. Hoje, fazem cinco, a maioria no seu concelho ou freguesia”, afirmou Pedro Mestre, que logo atirou: “Não estamos a falar do mesmo Cante. Não vivemos todos no mesmo Alentejo. Custa-me ver tantos foguetes lançados em volta do Cante e haver todos os dias grupos corais a recusar atuações, por falta de elementos ou de convites. Esta é a realidade. O que a Comunicação Social passa são só os que estão no auge”. Algo que, note-se, é transversal a qualquer estilo ou género musical. Pedro Mestre não se diz contra esta ênfase em certos artistas em detrimento de outros, mas ressalvou: “os grupos corais estão em vias de extinção”. Buba Espinho procurou defender-se, destacando os “Alentejos e educações diferentes” entre si e os dois outros convidados do painel. “O Cante que me foi passado é outra coisa. Não é meu, nem do João [Direitinho], nem de ninguém. O que me ensinaram foi que o que interessa é fazer música e estarmos juntos”. Para o músico, foram também os media quem arranjaram “formas de empacotar os artistas”. “Nasci na cidade, não tive contacto com o campo, mas o que o meu pai [Luís Espinho, dos Adiafa] me ensinou é que o Cante é inclusivo. Faço a minha música, não estou a seduzir ninguém.” O historiador José Francisco Guerreiro no Talkfest Push-Off/Talkfest Música para turista cantar Correto ou não, ortodoxo ou não, o Cante – ou pelo menos esta palavra – é o que tem sido utilizado para promover não só estes novos artistas como a região em si. Para José Manuel Santos, Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, esta música “sempre foi um instrumento, um expoente máximo, daquilo que é a identidade da cultura alentejana”. “É muito interessante verificar que este fenómeno foi um movimento espontâneo”, destacou. “Há trabalho feito por municípios, por associações, mas não há uma rede de património, uma política que tenha sido desenhada para que o Cante fosse um grande sucesso”. Esta colagem do Cante ao turismo terá contribuído para que, recentemente, o Alentejo obtivesse reconhecimento além-fronteiras: nos prémios atribuídos pela Forbes Travel, a região foi finalista na categoria de Melhor Destino Internacional, tendo por companhia o Japão e o Chile, o grande vencedor. “O Alentejo não está na moda, é a moda”, acrescentou José Manuel Santos, que espera que a escolha de Évora como Capital Europeia da Cultura, em 2027, possa colocar ainda mais holofotes sobre a região. O Presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo não se esquivou ao choque entre gerações, afirmando que é preciso “contextualizar o Cante”. “É impossível querermos que o Cante tenha o mesmo grupo de cantadores. A estrutura socioeconómica do Alentejo tem mudado muito”, disse. “Claro que devíamos ter uma rede de apoio ao Cante, e falta estabelecer isso na região. Ainda há muito trabalho a fazer, mas não sinto, com toda a honestidade, esse pessimismo relativo ao futuro do Cante”. Amanhãs que não cantam Porém, sem que esse trabalho seja efetivamente feito, José Francisco Guerreiro não vê motivos para otimismos. “Todos nos regozijámos com a classificação da UNESCO, mas o estado, a partir do momento em que ela se deu, desapareceu. Não houve nenhum passo dado, nenhum estudo da realidade do Cante”, afirmou. “Sou coordenador do Observatório e Centro de Documentação do Cante Alentejano, em Castro Verde; tenho uma atualização global dos grupos corais, tanto dos novos como dos que deixaram de existir [Guerreiro não avançou, no entanto, com números]. É por isso que estou perplexo. Não concordo que uma determinada Câmara Municipal faça um evento intitulado ‘Semana do Cante Alentejano’ e depois convide artistas que não o cantam”. Revelando que procurou incentivar o Cante, em 2012, também através de ações escolares – e “nem todas mantiveram esse projeto” –, Buba Espinho referiu a vitória dos Bandidos do Cante no Festival da Canção 2026 como um “orgulho do caraças”. José Francisco Guerreiro voltou a precisar: “O que sinto em perigo não são os cantadores, mas o Cante. Parto com a realidade estatística: o número de grupos corais vai descendo”. E também valorizou essa vitória: “Um grupo coral podia participar no Festival da Canção. Não o fez, ganhou outro grupo. Ainda bem”. José Manuel Santos defende que a discussão entre Cante e cantos acaba por não fazer sentido ante a modernidade. “Quando a Carminho canta com a Rosalía, aquilo é fado? As coisas evoluem”, argumentou. Guerreiro insistiu: “nem tudo o que se ensina é Cante, a questão é essa. Não pode haver evolução nesse sentido. Há outros cantares. Só queria que se desse outro nome”. Apetece dizer: “Tu na tua e eu na minha.”
  5. Vitória de Sernache 0-0 Benfica e Castelo Branco BCB ficará sempre em segundo no final da jornada visto que tem vantagem no confronto direto contra o União da Serra caso vençam Os Marialvas. Agora não têm desculpas de defrontar equipas da metade superior da tabela, calendário até ao final é Peniche (f), Samora Correia (c) e Fátima (f), mais do que obrigação de fazerem 9 pts.
  6. Faltou o Vingegaard para ser uma masterclass de João Almeida
  7. Polícia Judiciária faz buscas na Câmara de Albufeira, autarca eleito pelo Chega é principal visado. Em causa estão suspeitas de crimes de discriminação racial e incitamento ao ódio
  8. Ansioso por um novo meteorito para fazer um reboot a isto como há 66 milhões de anos atrás
  9. Amigos já sabem: no dia em que comprarem uma casa peçam ao Luís Filipe Vieira para fazer um relatório prévio
  10. Korda já foi de vela, perdeu com o Landaluce. Para quem tem boa memória este espanhol andou na luta com o Henrique Rocha em 2024 por um lugar na ATP Next Gen (acabou por ficar de fora como Alternate, juntamente com o português). Chega agora aos quartos de final e fica à beirinha do top-100
  11. Lisboa a dar um vislumbre ao país de como será o futuro com o Chega no poder
  12. É como diz o velho ditado "Se o @a.lopes nao vêm ao CMPT, o CMPT vai ao @a.lopes" Futeboladas CMPT irão regressar quando estivermos estacionados em Varsóvia na World War III
  13. Livre: no partido da democracia aberta cresce contestação às decisões fechadas da “elite” Está a passar ao lado com tudo o que está a acontecer lá fora mas aparentemente as coisas estão tensas no partido unipessoal do Rui Tavares
  14. Candidato do Chega em Fafe detido por abuso sexual de menores e pornografia. É o quinto caso de suspeitas de abuso sexual de menores envolvendo dirigentes e candidatos do Chega
  15. Em grupos fechados no Signal, alguns elementos ligados a grupos anti-fascistas rejeitam as suspeitas da PSP, destacando que se encontravam envolvidos numa outra manifestação, a da defesa do direito à habitação, igualmente realizada em Lisboa naquele dia. Ao Expresso, o Grupo de Ação Revolucionária Antifascista (GARA) garante não ter conhecimento de quem é este suspeito. "Não fazemos ideia de quem possa ter feito isto. E tenho alguma dificuldade em acreditar nesta informação. Até porque não existe qualquer indicação disso nos nossos grupos de comunicação. E o meio é relativamente pequeno. Só se fosse um grupo completamente novo que não conheçamos, o que é muito pouco provável", diz ao Expresso Elisabete Lopes do GARA. A ativista diz ainda que considera "estranho" haver de repente eventuais ligações de elementos anarquistas ligados a eventos violentos. "Defendemos o contrário do que defendem as pessoas daquela marcha, mas eles têm a total liberdade de se expressarem." https://expresso.pt/seguranca/2026-03-24-homem-que-lancou-um-cocktail-molotov-na-marcha-pela-vida-nao-tem-antecedentes-criminais-5ca6d47f
  16. O mais engraçado disso tudo é quando descobrirem que esse zeca deve ser alguém de extrema-direita que apenas queria atrair atenção para um não-assunto como é a proibição do aborto
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