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Tudo que Lebohang publicou
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Previsível que isto ia acontecer exceto para o Paulo Martins que, por algum motivo, achou que o Eulálio iria fazer 2° nesta etapa.
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Calma Paulo Martins
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Eu pelo contrário estou a adorar. Os que votaram no Ganda Ruie que fechem a porta no final.
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Vitória de Cobo na 1ª etapa do GP Beiras e Serra da Estrela numa chegada restrita de 15 corredores onde, tirando o Nych, estavam lá todos.
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Roman "Terror dos Portugueses" Safiullin no Quadro Principal de Roland Garros
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A Igreja Católica também foi uma acérrima adversária, devido ao laicismo militante do novo regime que não hesitou em confiscar boa parte do património eclesiástico, proclamar a liberdade de culto e legalizar o divórcio. Os grandes grupos económicos juntaram-se à oposição após os governos da Primeira República instituírem o direito à greve, a jornada de oito horas de trabalho e o descanso semanal — liberdades e direitos que consideravam um perigo mortal para os lucros das suas empresas. Além de uma oposição orgânica, a República teve de lidar com a ascensão de movimentos políticos ancorados em ambos os extremos do espetro político, como os comunistas e os anarquistas, à esquerda; e uma direita radical que gerou o Integralismo Lusitano — defensor de uma monarquia em que o rei governa sem limites constitucionais. Eram inimigos poderosos para uma democracia que procurava consolidar-se, mas o seu maior desafio era de ordem interna. As várias alas do Partido Republicano Português entraram em conflito sobre o que deveria ser a República e a cisão foi inevitável, levando a um rotativismo que não sanava as divergências e feria a sua legitimidade: foram 45 governos em menos de 16 anos, à média de um a cada quatro meses. E a fome e o desemprego eram dos maiores de sempre, talvez os maiores de toda a História de Portugal. O clima de tensão constante acabou por produzir um rol de crises que minou a confiança pública no novo regime, porque apesar de todas as liberdades e progresso social que tinha criado, faltava-lhe a estabilidade política e económica que era essencial para uma sociedade funcional. A 18 de abril de 1925, e após muitos avanços e recuos, um grupo de 61 oficiais decidiu sublevar-se. Era uma operação de grande escala que juntava homens de diferentes latitudes políticas, como o capitão de fragata Filomeno da Câmara, que não escondia a sua admiração por Mussolini e desejava um governo de matriz fascista, e o general Sinel de Cordes, que tinha ascendência aristocrata e um interesse particular por finanças. A ideia era tomar a capital e assumir o poder, mas o plano tinha falhas que se revelaram fatais: várias unidades de Lisboa eram fiéis ao governo, além disso, a GNR agiu como se esperava, como a guarda pretoriana do regime. O general Gomes da Costa (1863-1929), mais tarde promovido a marechal, liderou o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 e seria, durante menos de um mês, o segundo Presidente da República da ditadura Museu da Presidência da República Dominada a ameaça, seria de esperar que o governo democrático punisse severamente aqueles que o tentaram derrubar, mas o que aconteceu a seguir só revelou a sua fragilidade. Num julgamento militar em que o promotor de justiça era o general Óscar Carmona, os réus foram recebidos como heróis e a audiência serviu de plateia para os acusados virarem acusadores. Carmona dirigiu-se aos réus num tom que raiava a reverência e propôs a sua absolvição (que foi plenamente aceite), sendo-lhe atribuída a frase que simboliza todo o processo: “A Pátria doente manda acusar e julgar neste tribunal os seus filhos mais diletos!” Sucedeu então um fenómeno inesperado. Os golpistas eram tratados na imprensa conservadora como heróis e o governo mantinha-se impávido perante a impunidade com que era ameaçado, os derrotados eram afinal os vencedores. Ao longo do ano seguinte as conspirações que se teciam nem mereciam essa qualificação, eram feitas de forma pública. O único obstáculo para a sua concretização passava pelas diferentes visões de governação que cada fação militar defendia e até Óscar Carmona se permitiu conspirar abertamente contra o regime que deveria defender: “Estreitei ainda mais as relações que já mantinha com os meus camaradas que haviam tomado parte naquele movimento. Reunimo-nos, alguns, na Leitaria Suíça, à esquina do Rossio para a Rua do Amparo. Dia a dia verificávamos que era mesmo preciso fazer alguma coisa para pôr termo à situação em que se estava – a qual, todos concordávamos, era impossível de continuar. Mas não se saía de conversas, não se assentava um plano.” A solução acabou por surgir quando o comandante Mendes Cabeçadas o interpelou a caminho da leitaria Suíça e lhe expôs o que ele e outros oficiais tinham em mente. A ideia era simples, usar um general popular para galvanizar os militares, iniciar a operação fora da capital para evitar as forças fiéis, e depois convergir nela para tomar o poder. Gomes da Costa seria o líder, Braga o ponto de levantamento, e Lisboa o destino final. O golpe em curso Era já noite quando Gomes da Costa chegou à Cidade dos Arcebispos; com ele vinham dois ajudantes e ao volante estava Charters de Azevedo, antigo visconde de São Sebastião e um devoto conspirador. Era o dia 27 de maio, e Braga era palco do Congresso Mariano Nacional que juntava os principais líderes da Igreja Católica, mas Gomes da Costa não vinha para rezar. Vestidos à paisana, os quatros seguiram para a casa de Miguel Couto, um civil que fazia a ligação com os militares, e foi ali que encontrou o major Mendes Norton e um grupo de oficiais que o aguardavam com ansiedade. Queriam informar o líder que podia contar com a guarnição da cidade para iniciar o golpe. O general ficou entusiasmado e começou a partilhar os seus planos. Declarou que no dia seguinte iria marchar sobre o Porto para esmagar quem lhe resistisse, e depois seguiria para Lisboa. Era ainda madrugada quando os soldados do Regimento de Infantaria 8 (RI 😎 foram acordados a toques de corneta para formarem na parada, onde lhes foi dada a razão para uma alvorada tão repentina: iriam participar numa revolução, um anúncio que não terá surpreendido muitos, habituados que estavam às intentonas da época. Por aquela altura já outras unidades se tinham sublevado, o Regimento de Cavalaria 11 uniu-se com entusiasmo aos infantes e os homens do RI 29 iam a caminho do quartel-general, que ocuparam sem resistência e que passou a servir de centro nevrálgico das operações. A grande dúvida seria a postura do batalhão da GNR, mas até este se juntou aos revoltosos e engrossou as suas fileiras. Estava assegurado o primeiro passo, a eclosão não seria sufocada à nascença, agora vinha a parte difícil. Reunião do Governo Provisório, no Palácio de Belém, em Lisboa, a 7 de junho de 1926, com Mendes Cabeçadas ao centro e Manuel Gomes da Costa e Óscar Carmona à sua direita Museu da Presidência da República De Braga começaram a ser enviados telegramas para unidades de todo o país, apelava-se à insubordinação contra o governo, além de ativar as que já estavam comprometidas. Contudo, nem todos os oficiais se assumiram no primeiro dia da revolta. Óscar Carmona foi um dos que preferiram esperar pelos acontecimentos, até porque, mesmo que impunes, poderiam ver as suas carreiras estagnarem e muitos ainda privilegiavam os seus interesses particulares. Naquele primeiro dia de revolta, a maioria dos quartéis manteve-se neutro, mas entre os jovens oficiais era inegável o entusiasmo com que receberam as notícias. O então alferes Humberto Delgado (que anos mais tarde perderia a vida a lutar contra a ditadura) deslocou-se até Mafra acompanhado por dois tenentes O trio tentou convencer os camaradas da Escola Prática de Infantaria a revoltar-se, mas os veteranos aconselharam-lhes calma e preferiram seguir o exemplo do Carmona. Apesar das reticências de muitos, a aritmética das armas começava a pender para o lado dos golpistas. As guarnições de Valença e de Viana do Castelo juntaram-se a Gomes da Costa e várias pareciam prestes a seguir o mesmo caminho, mas nem todos os militares tinham abandonado a República. Quando a notícia do golpe chegou ao Porto, o general Sousa Dias decidiu enfrentar os rebeldes com as forças de guarnição da Invicta e organizou duas colunas que entregou ao comando do coronel David Rodrigues. O objetivo passava por ocupar a estação ferroviária da Trofa e bloquear a passagem para sul, ganhando tempo até chegarem reforços de Lisboa para os esmagar. O plano era simples, mas a execução foi complicada. Logo à saída do Porto, começaram os rumores de que nem todos os oficiais estavam contentes com o seu papel, muitos desejavam estar do outro lado da barricada e o coronel viu-se obrigado a dispensar uma dezena. Apesar dos contratempos, as forças governamentais chegaram a Trofa antes do adversário e as forças de Gomes da Costa limitaram-se a ocupar posições defensivas nas estradas de Nine e Famalicão. O dia 28 de maio chegava ao fim sem a vitória fácil que muitos esperavam, mas em Lisboa o ambiente era pesado. No dia seguinte saiu o artigo n’ “A Época”, e o timing não podia ser melhor. O golpe tinha começado e Gomes da Costa estava longe de Lisboa, já ninguém o podia deter, o curioso é que todo aquele cenário lírico tinha sido encenado. O general não tinha sido casualmente interpelado no Rossio, ele tinha-se deslocado propositadamente à casa de Manuel Múrias para dar a entrevista, o episódio com o general a esbracejar e aos gritos no meio da rua nunca aconteceu e Manuel Múrias não era um jornalista convencional, era um seguidor comprometido com os ideais do Integralismo Lusitano, e consta que terá sido ele a redigir a proclamação que Gomes da Costa efetuou em Braga; aquele artigo foi apenas uma peça de propaganda. Entretanto, continuava o jogo de xadrez em que se transformara a revolta. De julho a setembro de 1939, o Presidente Óscar Carmona visitou as colónias de Cabo Verde, São Tomé, Moçambique e Angola. Salazar apresentou “cumprimentos de boa viagem” antes do embarque, no Terreiro do Paço Ullstein bild via Getty Images A guarnição de Guimarães estava com o governo e 300 marinheiros estavam a caminho vindos de Lisboa, o coronel David Rodrigues contaria com cerca de 3 mil homens e decidiu avançar sobre Nine, mas depois vieram as más notícias: Penafiel revoltou-se, o chefe da sua artilharia parecia decidido a disparar para o vazio em vez de apontar aos rebeldes, e um grupo de oficiais vindo do Porto tinha uma mensagem para lhe entregar: “Senhor coronel, nós viemos aqui para o informar que a maioria da guarnição do Porto deseja que V. Ex.ª ponha termo a isto...”, o isto era resistir a Gomes da Costa, e o coronel percebeu que a sua retaguarda estava em risco, que as suas forças tinham uma moral baixa, e a batalha que se avizinhava poderia acabar ainda antes de começar. Enquanto se mediam forças a norte, o comandante Mendes Cabeçadas minava a resistência em Lisboa. O oficial já contava com apoios suficientes para iniciar a revolta em Lisboa e declarou-se em rebelião, mas não deixou de manter em aberto a comunicação com um governo que já se sabia perdido. No dia 30, consciente de que as suas forças não aguentariam o embate, o governo apresenta demissão e Bernardino Machado entrega a presidência ao comandante Cabeçadas, que também assume o poder executivo sem qualquer resistência do governo demissionário. A lógica da rendição radicava numa premissa algo ingénua: ele era republicano e maçom, já Gomes da Costa era monárquico e radical, ele representava a esperança de continuidade do regime liberal, ainda que numa versão “diminuída”. A Revolução devora os seus heróis Mendes Cabeçadas não perdeu tempo, tomou posse no dia seguinte e emitiu uma série de decretos que estabeleceram o modus operandis da nova ditadura militar: o parlamento foi dissolvido e a imprensa passou a estar sujeita à censura. De seguida fez as suas forças virem para a rua para garantir que a sua autoridade seria respeitada. Se impor a sua vontade aos vencidos foi fácil, gerir as sensibilidades dos vencedores era uma tarefa destinada à frustração. Ele era o líder de um triunvirato que representava as várias fações militares, incluindo os generais Sinel de Cordes e Gomes da Costa, mas quando o Ministério da Guerra recebeu os representantes das diversas instituições para se discutir os nomes que iriam formar o novo governo, Luiz Charters de Azevedo assistiu exasperado às quezílias que deixavam claras as profundas diferenças daquele grupo, assim descritas, em 1937, no livro “Os que arrancaram em 28 de Maio”, de Oscar Paxeco: “Estando a escolher-se ministros, alguém apontou em certa altura o nome do Dr. José Pequito Rebelo para ministro da Agricultura. E logo uma voz a discordar: — Esse não que é monárquico. Mas a seguir um dos presentes lembrou um nome para substituir a indicação do Dr. Pequito Rebelo. E soou o nome do Dr. Ezequiel de Campos, o que levou o comandante Ferreira do Amaral, que a um canto analisava a balbúrdia, a exclamar: — Esse não que é republicano.” Para Gomes da Costa que observava a instauração do novo regime à distância, a vitória era agridoce. Não iria ser o herói que derrotava o inimigo no campo de batalha, e como se não bastasse, o seu camarada tinha-se antecipado na tomada do poder. Mas quem julgava que ele iria sujeitar-se sem dar luta estava muito enganado. Nesse mesmo dia escreveu uma carta a exprimir “o receio que elementos de várias ordens possam especular; deturpar, intervir neste movimento a cuja frente me acho. E por isso conservarei as forças militares do norte concentradas aqui no Porto”. Estava dado o toque, ele era o líder e Cabeçadas não devia esquecer quem tinha o controlo do exército. Para o “centurião africano” era necessário criar algo similar à ditadura espanhola de Primo Rivera, ou o modelo fascista de Benito Mussolini, mas Mendes Cabeçadas tinha uma ideia diametralmente oposta, acreditava ser necessário suspender as liberdades democráticas apenas temporariamente; para regenerar as instituições e criar as condições para uma governação saudável. O duelo era simples: Cabeçadas podia ter o poder da razão, mas Gomes da Costa tinha o poder da força, e seria a razão da força a prevalecer. Gomes da Costa não fizera a revolução para outros terem os louros e por isso decidiu imitar os fascistas com uma “marcha sobre Lisboa”. A 6 de junho, uma semana após ter dado início ao golpe, uma salva de artilharia deu o sinal de arranque para uma das maiores paradas militares da História de Portugal. À sua cabeça vinha o general Gomes da Costa, montando a cavalo e a brandir a sua espada, atrás seguiam 13 mil homens vindos de todo o país que marcharam pelo Campo Grande e a Avenida da República. Aquela era a celebração da vitória, mas contrariamente ao que seria de se esperar, Gomes da Costa não mandou desmobilizar os seus homens após a parada, pelo contrário, organizou patrulhas em redor da cidade para marcar a sua presença. Só faltava a jogada final, que chegou no dia 17 de junho. Alegando que o comandante Cabeçadas se opunha ao seu plano de governo, o general fez-lhe um ultimato: ou saía a bem, ou saía com a ajuda do “seu” exército. Sabendo de antemão que não tinha hipóteses de lhe resistir, o comandante optou pela opção do bem. A revolução destruía o seu primeiro herói. Gomes da Costa decidiu imitar os fascistas com uma “marcha sobre Lisboa”. A 6 de junho, uma salva de artilharia deu o arranque para uma das maiores paradas militares da História de Portugal Não se pode dizer que a queda de Mendes Cabeçadas tenha criado um vazio de poder, porque o poder era agora de um só homem e todos sabiam o seu nome. Gomes da Costa era senhor dos destinos do país e sentia-se o seu líder indiscutível, um estado de espírito que o levou a agir de forma autoritária sem medir as consequências. A lógica era a mesma que usava no quartel: as suas ordens tomavam a forma de decretos cujo cumprimento deveria ser imediato e inquestionável, a sua política era inspirada no Integralismo Lusitano, com cedências à Igreja Católica e o favorecimento dos militares, sem ter em conta a difícil situação financeira do estado nem as diferentes correntes de pensamento dos seus apoiantes. Nas semanas seguintes a situação agravou-se rapidamente, a sociedade começava a ganhar anticorpos contra um caudilho que tentava impor a civis a disciplina militar, mas o seu maior erro foi pensar que o Exército seria um mero instrumento ao seu dispor, um erro que se tornou claro quando tentou demitir os ministros afetos a Sinel de Cordes e mostrou aos conservadores que ele só contava com a ala radical. Foi neste ambiente de tensão que se desenhou o seu destino. A 8 de julho, um grupo de generais e coronéis apresentou-se ao caudilho para lhe dar a conhecer a sua última conspiração, tinham decidido que poderia ficar como presidente, mas teria de ceder o poder executivo. Gomes da Costa parecia acreditar que ainda era chefe dos homens que tinham marchado com ele por Lisboa e recusou-se a aceitar, mas no dia seguinte foi preso e teve a ingrata surpresa de ver que o Exército se manteve impassível. Caía o segundo herói da revolução. Resolvida a depuração, ficou assente que o seu substituto teria de ser uma figura consensual e Óscar Carmona foi o escolhido. Ele era o general que se absteve de participar no “18 de abril de 1925” para absolver quem nele participou, que se tinha mantido neutro a 28 de maio, quando o golpe era incerto, e agora recebia de bandeja o poder pelo qual não se arriscara. A sua missão passava por apaziguar as hostes e começar a resolver os problemas do país, e nenhum era mais importante que a questão financeira. Inicialmente, atribui a missão de equilibrar as contas a Sinel de Cordes, mas o general revelou-se incapaz de lidar com um cargo técnico que exigia conhecimentos profundos. O regime decide então convidar um jovem professor com um brilhante percurso académico. Chamava-se Oliveira Salazar, mas só ficou 13 dias e voltou a Coimbra. A razão era simples, queria o controlo absoluto das contas públicas para as conseguir equilibrar. Na sua ausência as finanças pioraram, e Óscar Carmona convida-o uma segunda vez com a atribuição dos poderes que tinha exigido. Salazar voltava com aura de salvador e desta vez não voltaria a largar o poder, muito pelo contrário, proferindo um discurso que se revelou premonitório: “Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura.” Chegada a altura os militares obedeceram-lhe, e Salazar fez o seu caminho. “Pai Nosso”: os últimos dias de Salazar deram um filme Após meses de internamento, a 1 de maio de 1969, António de Oliveira Salazar saiu do Hospital da Cruz Vermelha para a sua residência oficial, enquanto presidente do Conselho, em São Bento. Desde setembro, verificada a incapacidade definitiva de Salazar para a governação, que Marcello Caetano fora nomeado para o substituir, mas ele nunca soube. O regime deixou-o ficar na casa do Estado que ocupava há décadas e os seus próceres foram encenando a realidade de modo a enganar o velho ditador de Santa Comba. Havia ministros a despacho, reuniões, atividade. Até 27 de julho de 1970, data da sua morte, a vida de Salazar foi uma farsa trágica. A RTP tem em arquivo imagens terríveis da tentativa de gravação de uma comunicação ao país nesta fase: Salazar nem conseguia ler em continuidade um pequeno texto apesar de sucessivas paragens e recomeços. É um velhinho atarantado a não querer sair de cena. Fazer um filme sobre o ocaso do mais importante político português do século XX é propósito ousado. Atreveu-se José Filipe Costa, cineasta com uma filmografia essencialmente centrada nos anos do PREC: “Pai Nosso — Os Últimos Dias de Salazar” tem estreia agendada para 28 de maio. Os riscos do empreendimento são muitos e de variado recorte. O maior é o do tom assumido pelo olhar. Podia ser hagiográfico se o autor fosse um saudosista, ou de combate, se estivesse do lado de um empedernido antissalazarismo. Posturas, uma e outra, bafientas, sobretudo porque, à distância de mais de meio século, o que importa é compreender, não pelejar. Escolheu José Filipe Costa situar-se em modo factual, num registo figurativo fundado no naturalismo, opção difícil para um protagonista de rosto massivamente conhecido. Curioso, todavia: o filme não claudica por esse lado. O espectador que sou sentiu-se, todo o tempo, disposto a aceitar Jorge Mota enquanto Salazar e Catarina Avelar como a fiel governanta Maria de Jesus. Já o mundo das criadas parece apenas destinado a arejar a soturnidade da casa (o realismo pintalga-se de quase comédia), enquanto o dos dignitários do regime surge bastante desprovido de ossatura (não se acredita naquele Américo Thomaz com João Lagarto enfiado numa farda que lhe não serve — nenhuma culpa para o ator, está bom de ver…). As coisas esfarelam-se, porém, na indecisão dramatúrgica. O naturalismo não consegue estar à altura da aura do personagem (aura de que o autor está consciente, ou não teria chamado ao filme “Pai Nosso”), nem ser bastante para materializar a tragédia, ou dar conta da farsa. O realizador intuiu a limitação e, a espaços, introduz cenas de delírio, todavia sempre ancoradas no registo verista de onde nunca sai. Teria sido preciso um golpe de asa em direção à lucidez alucinada, a mesma de que se apoderou Aleksandr Sokurov quando filmou os últimos dias de Lenine (“Taurus”, 2001) ou se aproximou de Hitler (“Moloch”, 1999). Salazar é uma figura histórica demasiado pesada para ficções resvés ao soalho, à cama, ao cadeirão, à mesa de jantar. Jorge Leitão Ramos
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Uma vida à espera de um momento assim
um tópico no fórum postou Lebohang Jornais e outras publicações
Toínha percorre a exposição. Os troféus estão livres de vitrines. O conhecimento enciclopédico dos artefactos permitir-lhe-ia trabalhar como guia. Aponta para uma fotografia dele próprio numa eliminatória da Taça de Portugal, em 1987, na Luz. Por cima está José Couceiro. Certo dia chocou com o colega e partiram a cabeça um ao outro. Mesmo assim, num ato de resiliência e de amor ao símbolo, continuaram em campo. Desses tempos não faltam histórias: “Na altura, o treinador era o grande Mário Wilson. Fomos jogar à Tapadinha, contra o Atlético. Almoçámos em Lisboa, no Hotel Embaixador. No dia do jogo há sempre aquele formigueiro. Faltavam cinco minutos para sairmos e disse a um dos capitães que ia à casa de banho. O autocarro arrancou e eu não estava lá. Nos anos 80 não tinha telemóvel. Tive que arranjar táxi. Demorei mais de meia hora a conseguir um. Cheguei à Tapadinha, disse que era jogador do Torreense, mas o porteiro não me deixou entrar. Precisei da ajuda de um adjunto do Atlético que tinha estado no Torreense. Os meus colegas estavam a aquecer, o Mário Wilson já tinha dado a palestra e eu ia jogar de início. Ninguém deu pela minha falta.” Recordar o percurso de Toínha é percorrer muita da história do Torreense. Não se esquece de mencionar a subida à I Liga, que permitiu ao clube, em 1991/92, atingir as seis participações no nível mais elevado, a maioria delas na década de 50, quando a equipa era conhecida por onde passava como os “Milionários do Oeste”. Como presidente, entre 2014 e 2018, orgulha-se de ter liquidado as dívidas que constrangiam a organização do clube, mas também de ter recebido o antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no centenário, em 2017. “O pai dele tinha vários quadros dos clubes de que era sócio honorário, mas o único que estava emoldurado era o do Torreense.” Museu do Torreense, que Toínha conhece de ginjeira. É lá que se encontra uma fotografia da equipa que representou o Torreense numa eliminatória da Taça de Portugal em 1987 Um fulgor maior que o estádio Os adeptos do Torreense caminham sobre as nuvens dirigindo-se ao Estádio Manuel Marques antes do jogo da 1ª mão do play-off, contra o Casa Pia. Afinal, vivem o momento de uma vida. A linha de comboio passa por trás do campo e a estação nas imediações poderia muito bem indicar “Paraíso”. O pão com chouriço e a cerveja motivam as gargantas para que o apoio não esmoreça nos momentos em que a equipa precisar. Também servidos em boa quantidade são os cachecóis, comemorativos da final da Taça de Portugal. José António, adepto que aguarda a hora do princípio do jogo, nunca presenciou nada assim. “A malta está mobilizada. Vê-se pelo ambiente.” Tem 83 anos e é orgulhosamente o sócio nº 797. Quando emigrou, nos anos 70, era do Torreense que sentia falta de receber notícias. A fila para entrar quase sai do perímetro do estádio. Após se passar os torniquetes, os adeptos quase vão parar dentro de uma das balizas. É atrás do posto do guarda-redes que se posicionam os mais ruidosos e a proximidade torna impossível que Patrick Sequeira não tenha ouvido os impropérios que lhe foram dirigidos durante as sucessivas assistências médicas que o guardião do Casa Pia solicitou. O jogo terminou com um nulo. José António é um dos indefetíveis. Diz logo: “Só sou do Torreense.” Com adeptos mais ou menos assíduos, as bancadas preenchem-se. O número de sócios do SCUT já ultrapassava os cerca de 2500 lugares do estádio. Com o furor provocado pelo bom momento, mais se quiseram juntar. “O Torrense tinha 3 ou 4 mil sócios. Agora penso que já vai nos 8 ou 9 mil. Foi uma coisa impressionante”, descreve Toínha. “Contra o Fafe houve por volta de 200 a 300 pessoas que tinham bilhete que nem conseguiram entrar.” Uma notícia do “Record” deu conta de que houve adeptos do Sporting a fazerem-se sócios do Torreense para conseguirem estar no Jamor a apoiar a equipa verde e branca. “Quando fui levantar os meus sete bilhetes, vi pessoas pagarem quase €200 de quotas para arranjarem bilhetes”, conta Carlos Matias. O clube, que não partilhou com o nosso jornal o atual número de sócios e o crescimento desde o início da época, optou por não alimentar a teoria, defendendo que a cidade está totalmente mobilizada. José Carlos Franco, outro dos que disputa a sombra à entrada do estádio, acha “normal” que o bom momento atraia as pessoas. “É como tudo na vida”, reflete aquele que foi massagista do Torreense durante 30 anos. Ao lado tem o compincha Hélio Feliciano. Ainda não decidiu se vai abancar no Jamor na véspera ou no dia da final, mas a ementa está escolhida: “Duas pernas de javali, caracóis e moelas.” Carlos Matias vai apostar no “peixe e marisco”. Toínha leva “o churrasco, a carne, o porco no espeto, o frango assado e um bom vinho de Torres Vedras”. Mas todos querem mesmo é conhecer o sabor da vitória. -
Oposição em frente comum para derrubar Rui Costa ‘Operação Salvação’
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[Benfica] Transferências e Rumores de Mercado
Lebohang respondeu a Mister Master em tópico SL Benfica
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[Restantes Ligas mundiais] - Tópico Geral
Lebohang respondeu a Diogo_CFB em tópico Resultados e Prognósticos de Futebol
Ronaldo já veio dizer que ganhar a Liga Saudita é como ganhar uma Liga dos Big-5 da Europa? -
Que pena não jogar a Champions Leage na próxima época.
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Não concordo porque descuras um pouco a qualidade individual dos ciclistas, Narvaez em sprints reduzidos é OP desde os tempos da INEOS, Christen e Arrieta são bons para estas etapas de sobe e desce e o Morgado também, com esta qualidade individual se mandas um para a frente serás sempre favorito.
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Faria venceu por 63 76 Tinha feito Primeira Ronda no ano passado (com entrada direta no QP) portanto agora tudo o que vier é lucro.
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Ter qualidade individual a rodos é bem diferente de trabalhar como equipa quando o Pogacar está ausente.
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Nunca na vida, o salário do Mourinho deveria ser para aí 3M limpos
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Falava-se de valores da renovação a rondar os 8 milhões de libras/ano, o que daria quase 4 milhões de euros/ano líquidos, só mesmo pelo coração é que viria para cá
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[Benfica] Transferências e Rumores de Mercado
Lebohang respondeu a Mister Master em tópico SL Benfica
Se não fosse o ano do Schmidt já estaríamos numa seca de 7 anos, a segunda maior da história apenas atrás dos 10 anos do Vietname. Mas mesmo contando com esse título nunca antes tinha havido duas secas de 3 anos na mesma década. -
https://expresso.pt/curtas/2026-05-20-video-a-febre-dos-cromos-do-mundial-centenas-de-colecionadores-juntam-se-para-eventos-de-trocas-743e53ba
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Já estiveram bem ao vencer um jogo cada
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Só se pode queixar dele próprio. Creio que agora vai cair para zonas dos 140 no ranking, mas ainda dentro do top-150. A sorte é que até Setembro não tem assim muitos pontos para defender.
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Rocha eliminado por 36 63 67 Tuguice máxima no tie break onde a liderar por 9-8 e a servir desperdiçou 1 MP e perdeu o outro ponto Vai levar agora uma grande talhada no ranking.
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Eulálio a fazer um Almeida, a dormir no posicionamento para a descida.
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Tudo partido e aparentemente a única câmara que funciona é a do helicóptero
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[Benfica] Transferências e Rumores de Mercado
Lebohang respondeu a Mister Master em tópico SL Benfica
"Filipe Luís é um treinador vencedor de um dos Grandes das Américas, não há ninguém melhor para orientar um dos Grandes da Europa" Rui Costa, 20 de Junho de 2026 "Demos todas as condições a Filipe Luís mas infelizmente ele não se conseguiu adaptar ao futebol europeu. Não atiramos a toalha ao chão, há ainda três competições a disputar com Nélson Veríssimo" Rui Costa, 3 de Janeiro de 2027 -
