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O Software que eles dão é um scrobbler, que serve para registar o que tu ouves no site. de resto, a rádio, não vale a pena.

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30 dias para usar a rádio de lá, o site tem mais potencial que isso (conhecer nova música maioritariamente) e essa parte é gratuita.

Ah, já percebi. :mrgreen:

 

Pois ó Hugo, quando aqui se fala de Last.fm, em princípio é do scrobbling. Isto é, o tal software que se liga ao teu player e regista o que ouves (desde que tenhas as tags dos ficheiros .mp3 bem organizadas, senão é uma salganhada).

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Apesar destas tiradas de incrível sobranceria supostamente intelectual do Ghelton devo dizer que a mim também me acontece perguntarem-me o que é que ando a ouvir e apesar de ter ouvido uma dúzia de bandas novas durante a semana não me lembrar do nome de nenhuma.

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Nem me passa pela cabeça dizer a um/a pobre coitado/a qualquer que conheço e que me pergunta o que ando a ouvir e sair-me com um "Bem, adoro Predator Vision, Vatican Shadow, Drexciya e gostei do novo de Main Attrakionz e da colaboração entre o Radu Malfatti e o Keith Rowe". Ele/a que me eduque a mim.

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Só eu é que tenho vontade de me matar quando me perguntam que música é que oiço?

Vontade de matar não digo mas é uma questão assim meio estranha. Eu acabo sempre por responder meia dúzia de géneros musicais que eu ouço na esperança de que a outra pessoa se possa identificar com algum género e assim haver a possibilidade de ter uma conversa sobre música.

 

Evito é sempre responder "um pouco de tudo", apesar de ser mais ou menos o que eu faço... porque sempre que me respondem isso eu vou a descobrir que são pessoas que nem ouvem música regularmente.

 

Em relação ao educar, percebi o que ele quis dizer, como todos aliás, mas é inevitável cair-se no ridículo aqui por isso... conheci muita coisa em conversas informais com fãs de música. Trata-se de ir falando de música e dizer o tal : "E o que achas de banda X? E de banda Y? Já ouviste a Z?".

 

Claro que estas conversas são mais porreiras em lojas de discos, onde é possível ir buscar logo o disco e dar uma escutadela.

Editado por Gylve Fenris Nagell

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Eu já desisti de falar sobre música em geral.

 

"Hey foste ao Super Bock? O que é que foste ver?"

"Slash."

 

"Hey, foste a Paredes de Coura? O que é que foste ver?"

"Fui só pelo convívio."

 

Ou então estar a falar com alguém sobre coisas interessantes e essa pessoa virar-se e perguntar? "E B Fachada, gostas? É tão lindo." Já nem sequer digo isto com o mesmo tom que dizia há uns anos. Já não sinto que seja incompreendida, que os outros ouvem música má e que eu é que tenho razão. Já nem sequer sinto a necessidade de encontrar alguém com gostos em comum, simplesmente não quero saber disso para nada agora.

Editado por freudianslip

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1. Ir ver ao SBSR ver Slash. É mau porque foi ver Slash ou mau porque só foram ver isso quando há lá tanta coisa boa?

 

2. É uma pergunta algo injusta eu sei mas, o que vocês não gostam na música do Fachada?

 

Eu por acaso tenho sempre a esperança que alguém se identifique musicalmente comigo, e de preferência alguém que conheça muitas coisas e que me possa apresentar muita coisa nova. Mas isso vai sendo apenas uma "ideia maluca". Actualmente não costumo falar muito dos gostos dos outros, só digo que não gosto de banda X ou Y quando me perguntam directamente.

Editado por Gylve Fenris Nagell

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1. Ir ver ao SBSR ver Slash. É mau porque foi ver Slash ou mau porque só foram ver isso quando há lá tanta coisa boa?

 

2. É uma pergunta algo injusta eu sei mas, o que vocês não gostam na música do Fachada?

 

Eu por acaso tenho sempre a esperança que alguém se identifique musicalmente comigo, e de preferência alguém que conheça muitas coisas e que me possa apresentar muita coisa nova. Mas isso vai sendo apenas uma "ideia maluca". Actualmente não costumo falar muito dos gostos dos outros, só digo que não gosto de banda X ou Y quando me perguntam directamente.

Se no meio daquele cartaz foi Slash que levou lá a pessoa só posso deduzir que não é boa companhia. O Fachada irrita-me solenemente, a voz, a maneira de cantar, as letras, tudo.

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Tens é que perceber que há imensas pessoas ainda ligadas fortemente ao hard rock. Sendo o Slash um ícone desse género é normal que isso aconteça. Se o Iommi fosse ao SBSR eu também deveria ir lá por ele... claro que aproveitaria para ver o resto. Se calhar tens é que pensar que o SBSR é uma coisa desenquadrada ao Slash e que às pessoas aproveitam as poucas oportunidades para ver os seus ídolos. É quase como ver Rush num festival de metal.

 

Detestas tudo o que gosto no gajo. :lol: Tirando a musicalidade, parece-me ser um gajo bem porreiro. O paixão que ele nutre pelo Godinho e o José Afonso é contagiante também.

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Se me embebedarem e me derem uma guitarra acústica para a mão eu faço um álbum de Fachada. É música feita às três pancadas com letras amorosamente parodiantes do 'castiço português', para miúdos da cena poderem sentir-se sarcasticamente inteligentes ao apoiar a música portuguesa. Mas é um gajo que já nem me incomoda, simplesmente já não me preocupo com ele.

 

O problema é que de vez em quando lá aparece num concerto qualquer a fazer a primeira parte de alguém decente e não só tenho de aguentar com aquilo como ainda tenho de ouvir comentários como "é o grande artista português do momento, o Vitorino desta geração" ou "ai, ele é um artista tão inspirador, escreve tanta boa música tão facilmente".

 

Btw, o meu problema com tentar falar de música às pessoas não é o delas não gostarem do que eu gosto ou gostarem de determinada banda que eu desprezo. O meu problema é que já parto do princípio que a grande maioria das pessoas simplesmente não gosta de música. Apenas a usam em ocasiões sociais para proveitos sociais.

Editado por Roadrunner

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Tens é que perceber que há imensas pessoas ainda ligadas fortemente ao hard rock.

Eu não tenho de perceber nada, elas que vão, que façam a festa e que se divirtam. Não é por estarem ligadas a isto ou àquilo que eu tenho que ser ou deixar de ser compreensiva com elas. Elas não precisam da minha compreensão para nada.

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Se me embebedarem e me derem uma guitarra acústica para a mão eu faço um álbum de Fachada. É música feita às três pancadas com letras amorosamente parodiantes do 'castiço português', para miúdos da cena poderem sentir-se sarcasticamente inteligentes ao apoiar a música portuguesa. Mas é um gajo que já nem me incomoda, simplesmente já não me preocupo com ele.

 

O problema é que de vez em quando lá aparece num concerto qualquer a fazer a primeira parte de alguém decente e não só tenho de aguentar com aquilo como ainda tenho de ouvir comentários como "é o grande artista português do momento, o Vitorino desta geração" ou "ai, ele é um artista tão inspirador, escreve tanta boa música tão facilmente".

 

Btw, o meu problema com tentar falar de música às pessoas não é o delas não gostarem do que eu gosto ou gostarem de determinada banda que eu desprezo. O meu problema é que já parto do princípio que a grande maioria das pessoas simplesmente não gosta de música. Apenas a usam em ocasiões sociais para proveitos sociais.

Já ouvi muitas pessoas a dizerem o mesmo de muitos outros artistas. Já ouvi músicos a arrependerem-se de o dizer. Isso da música da cena é uma coisa que muitas bandas passam por isso, mesmo que nada façam por estar inseridos nisso. Até os Rush tiveram que levar com pessoas parvas quando editaram o Moving Pictures.

 

Olha tu a tentar evitar o Fachada nos concertos e eu a querer um concerto dele :lol:

 

É um princípio muito válido, aliás é essa conclusão que retiro. Muitas vezes penso que o facto de certos artistas venderem milhões e milhões de discos advém do facto da maioria da população musical não gostar verdadeiramente de música. São os ouvintes de ocasião.

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Mas achas que o Fachada não pensa no cred que lhe dá cada álbum que escreve? Aquele act todo dele (o músico desmazelado, dos acordes de meio minuto, o artista que "quer lá saber daquilo tudo", a vozinha 'irónica', as letras que parodiam a 'portugalidade') parece-te natural? Achas que ele não acha que aquilo que ele faz é cool e que ser cool não é o que lhe distingue do resto da manada? Achas que ele ouviu determinados artistas, inspirou-se nele e aquilo que ele faz é a consequência natural desse processo?

 

Não achas que nada daquilo é fabricado? Não achas que nada daquilo é desonesto? No fundo, acho que esse é que é o meu principal problema com ele: é música desonesta e artificial.

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Road tenho que te ser muito honesto, não acho nada disso. Se calhar é ingenuidade minha, mas eu vejo-o como um artista que não faz as coisas pela tal cred.

 

Ok confesso que é estranho ver alguém tão novo com as raízes tão profundas num Portugal que já não existe mas por outro lado ainda hoje em dia há gajos a dedicarem a sua vida a escrever coisas que têm como base coisas dos anos 70. Acontece com o stoner e sludge que inspiram-se muitas vezes todo o seu trabalho no que os Black Sabbath fizeram nos primeiros cinco/seis discos.

 

A única diferença entre o Fachada e uma banda como os Sungrazer é que o Fachada atinge um grupo que vive do momento, os tais hipsters. Mas confesso que não acredito que ele faz a sua música a pensar nisso.

 

Só não se pode comparar o Fachada a um Godinho ou a um Zeca, como deve haver muita boa a gente a fazer. São duas realidades completamente diferentes e que não são para ser comparadas.

Editado por Gylve Fenris Nagell

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Acho que a Rita não chegou a postar, mas fica aqui o resto da sessão dos Real Estate para a Fader, com um cover de uma das minhas predilectas dos anos 80, Sunlight Bathed The Golden Glow dos Felt. Btw, o álbum de que é retirada, The Strange Idols Pattern and Other Short Stories, vale bem a pena, o songwriting é fantástico. Fica aqui o original e o cover dos RE:

 

http://www.youtube.com/watch?v=X6L8rHyzQj0

 

http://www.youtube.com/watch?v=-Wekq7PTA4o

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Não só não cheguei a postar como também não cheguei a ouvir. Li a notícia, meti-me a ouvir Felt e esqueci-me da cover.

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