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Petar Musa

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Guest fiasco

Se tem competências para ganhar mais, que procurem quem de mais. Se ninguém da (se calhar não merecem) e precisam desses 500/600 euros para viver, não vejo porque não.

 

Temos que aceitar que os tempos não são os melhores. Que bons salários para quem não tem qualificações não abundam.

 

 

Ainda me lembro da entrevista para esta empresa onde estou.

O que me foi dito foi.

 

"Quanto pretende ganhar"

"ah e tal x."

".....pois isto tá dificil. a crise fofofofo. acaba-se por escolher sempre quem esta disposta a trabalhar mais por menos"

"ah é? se é abaixo disto (e já tava a fazer alta desconto) escusam de gastar saldo a ligar-me. sei o que valho. se quer um zé disposto a ganhar isso, e a encostar-se pq lhe pagam mal. força. depois diga-me o que lhe saia mais barato. eu ou ele."

 

e ligaram-me na propria tarde.

 

Sao todos espertos os "RH"

Esquecem-se que o primeiro ano do meu curso é pior que os 5 anos do deles juntos. :cadeirada:

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Um professor de recursos humanos que ainda ensina coisas que vigoravam nos anos 80? :lol: Bom ensino esse, oh laercio...

 

Após 1995, ocorre uma viragem do que à "gestão dos recursos humanos" diz respeito; deixa de se pensar em "gestão do pessoal" (que privilegiava isso mesmo que tu referes, o tipico "amor à camisola" e à carreira profissional numa empresa só) para dar lugar à "gestão de pessoas". Um professor, que, em plenos anos 2000, ensina um modelo bacoco, arcaico e obsoleto, leva-me a duvidar seriamente da capacidade cognitiva desse senhor.

Por uma frase feita deduziste logo a capacidade cognitiva do meu professor? Porreiro.

 

Não sei onde é que o amor a camisola é típico da gestão de pessoal. Não é uma frase associada a nenhuma fase da evolução dos RHs. A gestão de pessoal não é personalizada enquanto a gestão de pessoas é. A mais actual tem como foco o individuo, enquanto a ultrapassada o "rebanho".

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Por uma frase feita deduziste logo a capacidade cognitiva do meu professor? Porreiro.

 

Não sei onde é que o amor a camisola é típico da gestão de pessoal. Não é uma frase associada a nenhuma fase da evolução dos RHs. A gestão de pessoal não é personalizada enquanto a gestão de pessoas é. A mais actual tem como foco o individuo, enquanto a ultrapassada o "rebanho".

 

Por isso mesmo. O "amor à camisola" não existe. Existe sim, motivação. E essa é variável, e não depende só do salário que trazes para casa. Tem a ver com um sem número de coisas que incrementam a tua motivação. Todavia, já é ultrapassada a ideia do "amor à camisola". E isso já não vigora desde os anos 80. Ou pelo menos as empresas que em 1995, apostaram no "racionalismo radical" (Microsoft, google, etc), são aquelas que são líderes de mercado e que são case study para o pessoal.

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Ah ok. O trabalho, para além de ser uma obrigação, é uma benesse que os benevolentes dos empresários dão à malta para nos orientarmos no dia a dia. Brilhante raciocínio! Os tempos não são os melhores, eu ganho 500€ por mês a recibos verdes enquanto o patrão anda a comer no Gambrinos e a fumar Cohibas...Deve ser comigo deve.

Bora la juntar tudo num pote e dividir de forma igual para todos. Ha muita gente que ganha mais do que devia, enquanto outros ganham menos. É uma realidade. Se não consegues viver com isso, paciência. Se o teu patrão leva a vida que leva é porque lutou passa isso, e/ou aproveitou as oportunidades que teve, assim como tu farias se as tivesses.

 

Mas não vou andar discutir isto contigo, pois tens o discurso bem ensaiado e nao iriamos sair daqui hoje. Ja deixei o meu ponto de vista.

 

Por isso mesmo. O "amor à camisola" não existe. Existe sim, motivação. E essa é variável, e não depende só do salário que trazes para casa. Tem a ver com um sem número de coisas que incrementam a tua motivação. Todavia, já é ultrapassada a ideia do "amor à camisola". E isso já não vigora desde os anos 80. Ou pelo menos as empresas que em 1995, apostaram no "racionalismo radical" (Microsoft, google, etc), são aquelas que são líderes de mercado e que são case study para o pessoal.

Pronto, um trabalhador motivado da o tudo por tudo pela empresa. É como que se vestisse a camisola. Não é o amor a camisola de manter um emprego para a vida. Problema resolvido?

Editado por ProkhoLov

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Bora la juntar tudo num pote e dividir de forma igual para todos. Ha muita gente que ganha mais do que devia, enquanto outros ganham menos. É uma realidade. Se não consegues viver com isso, paciência. Se o teu patrão leva a vida que leva pé porque lutou passa isso, e/ou aproveitou as oportunidades que teve, assim como tu farias se as tivesses.

 

Mas não vou andar discutir isto contigo, pois tens o discurso bem ensaiado e nao iriamos sair daqui hoje. Ja deixei o meu ponto de vista.

 

Começamos já com os mitos e estigmas anti-comunas? Calma mano, não é preciso vires já com isso, estamos a falar numa boa...

 

Há gente que ganha mais do que devia, sim, sem dúvida. Outros ganham menos. É injusto, certo? Não tneho que me contentar com essa realidade... lol

 

E alguns patrões são patrões porque buliram no duro para serem quem são, e acredita que esses, são aqueles que respeitam os seus empregados, porque sabem bem o que é ser "trabalhador". Portanto, não estou contra esses.

Contudo, há muito boa gente que nasceu com o cuzinho virado para a lua, e cuja politica empresarial é a da exploração e desrespeito pelos seus colaboradores. E é contra isso que eu não concordo.

 

 

 

Pronto, um trabalhador motivado da o tudo por tudo pela empresa. É como que se vestisse a camisola. Não é o amor a camisola de manter um emprego para a vida. Problema resolvido?

 

Problema resolvido, mas creio que estás com algumas dificuldades ao nível do vocabulário utilizado. Principalmente porque o 'vestir a camisola' é direccionado à 'gestão do pessoal' e não à 'gestão de pessoas' que se pratica, ou devia praticar lol, actualmente.

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Começamos já com os mitos e estigmas anti-comunas? Calma mano, não é preciso vires já com isso, estamos a falar numa boa...

É logo a pés juntos :mrgreen:

 

Há gente que ganha mais do que devia, sim, sem dúvida. Outros ganham menos. É injusto, certo? Não tneho que me contentar com essa realidade... lol

 

E alguns patrões são patrões porque buliram no duro para serem quem são, e acredita que esses, são aqueles que respeitam os seus empregados, porque sabem bem o que é ser "trabalhador". Portanto, não estou contra esses.

Contudo, há muito boa gente que nasceu com o cuzinho virado para a lua, e cuja politica empresarial é a da exploração e desrespeito pelos seus colaboradores. E é contra isso que eu não concordo

.

Essa injustiça não vai acabar, assim como o desemprego. Tenta-se reduzir ou estancar. Como? Não faço a mínima. O que é que propões?

 

Problema resolvido, mas creio que estás com algumas dificuldades ao nível do vocabulário utilizado. Principalmente porque o 'vestir a camisola' é direccionado à 'gestão do pessoal' e não à 'gestão de pessoas' que se pratica, ou devia praticar lol, actualmente.

Nunca me preocupei com o vocabulário.Sou daqueles que vêem 1000 significados numa só palavra.

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É crl, já perdi a conversa toda. Escrevam menos. :mrgreen:

 

Vou tentar responder-te, laercio. Não sabia que eras tu, btw. :mrgreen:

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Ora, eu sou da opinião de que existe muita gente empregada que não é minimamente produtiva, enquanto muitos jovens lutam por pequenos lugares e vêem oportunidades de carreira passarem ao lado. Trabalhadores que após entrarem para os quadros limitam-se a fazer mínimo dos mínimos. Uma papel que mandem arrumar que não é habitual da função é o fim do mundo. Como diria o meu professor de RH, empregados que não vestem a camisola de empresa. Isso pelo que vejo aqui em baixo.

 

Isso é muito bonito, mas pessoas que andam com contratos a termo, a ganhar perto do salário mínimo e sem saberem o seu futuro, estão bem a cagar-se para a camisola da empresa. Se eu sou contratado para uma empresa com um contrato a 6 meses, a ganhar 600€/mês e sem saber se o contrato é renovado, quero lá saber da camisola da empresa. Se calhar fico lá só 6 meses e depois é olá desemprego.

 

As pessoas são o motor da empresa sendo os custos com pessoal, na maioria das empresas, a grande fatia dos custos. Se esse motor não é produtivo e só gera custo, há que trocar de motor. Dar lugar a rotatividade e encontrar quem realmente queira ajudar a empresa.

 

Falso. Belo mito que a direita neo-liberal tem criado. Os custos com pessoal, muito raramente, representam a grande fatia dos custos de uma empresa.

 

E quem te garante que há rotatividade. Eu aposto mais em despedir 5 pessoas para contratar 2, que farão o mesmo trabalho que as 5. E depois, passamos a ter mais 3 desempregados, com todos os custos que isso acarreta para o Estado.

 

É fácil para mim falar, porque sou jovem e quero contribuir. Quero ter uma carreira e não me importava de ocupar o lugar de alguém de 40s e 50 e tal, se pra isso tivessem que acabar com a justa causa. Se calhar para quem tem 40s e 50s e quer manter o rendimento a pingar todos os meses, limitando-se a fazer pouco e mau, não.

 

Ninguem garante que esses mesmo jovens não se venham a "acomodar" como os jovens do passado fizeram. So posso responder por mim, mas uma coisa é certa, os jovens portugueses nunca foram tão qualificados como os de hoje.

 

Acabar com o termo "justo causa" acarreta que o empregador despeça... porque sim. "Olha, hoje o Antunes está com uma camisa às bolinhas, vou já despachá-lo para o desemprego. hihihihi"

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Sou a favor da revisão Código do Trabalho.

 

 

Facilitar despedimentos e contratações.

 

Podes explicar-me exactamente onde é que o actual Código do Trabalho dificulta as contratações?

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Sangue, queremos sangue... isso é que agora está na moda.

 

Fusão, tira as pás do fundo do baú e utiliza-as novamente, por favor. Assim estás na moda actual.

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Ando com as pás lentas. :(

 

Mas eu fiquei parado na parte em que ele dizia que o pessoal não tinha amor à camisola, mas na frase a seguir já os mandava ir procurar um salário melhor. Tem graça. Eu continuo com a minha solução para o desemprego, a partir de hoje o patrão pode contratar quem quiser sem necessidade de pagar ordenados, ora então faz-se assim: o patrão do alto da sua benevolência considera que pode pagar, vá lá, quatro ordenados, mete uns trinta ou quarenta gajos na empresa e todos os meses sorteia os benditos quatro ordenados, assim pronto, mata-se dois coelhos de um cajadada, acaba-se com o desemprego porque toda a gente pode trabalhar já que os patrões não têm de gastar com os lacaios e acaba-se com essa história de uns ganharem demais e ou outros andarem a ser explorados, ficam todos em pé de igualdade, a única diferença é o factor sorte no final do mês.

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Guest Vladimir Ilitch

Ando com as pás lentas. :(

 

Mas eu fiquei parado na parte em que ele dizia que o pessoal não tinha amor à camisola, mas na frase a seguir já os mandava ir procurar um salário melhor. Tem graça. Eu continuo com a minha solução para o desemprego, a partir de hoje o patrão pode contratar quem quiser sem necessidade de pagar ordenados, ora então faz-se assim: o patrão do alto da sua benevolência considera que pode pagar, vá lá, quatro ordenados, mete uns trinta ou quarenta gajos na empresa e todos os meses sorteia os benditos quatro ordenados, assim pronto, mata-se dois coelhos de um cajadada, acaba-se com o desemprego porque toda a gente pode trabalhar já que os patrões não têm de gastar com os lacaios e acaba-se com essa história de uns ganharem demais e ou outros andarem a ser explorados, ficam todos em pé de igualdade, a única diferença é o factor sorte no final do mês.

E se protestarem correm o risco de verem o seu papelinho retirado do sorteio mensal [/homem das dividas do Imagens]

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Guest fiasco

Tas-te a esquecer o factor C

 

O primo da prima do Chefe.

Do irmão na mulher.

Do filho do padeiros.

 

Esses teriam sempre mais 10 papelinhos a mais que os outros.

Ou de outro tipo de papel, mais áspero, para se sentir a diferença.

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A das leis laborais já é um mito muito batido. Já foram revistas várias vezes, sempre para 'flexibilizar', mas nunca chega. A última vez que ouvi falar daquele dinamarquês que tinha inventado esse termo peregrino da 'flexisegurança' estava o homem a dizer que tinham levado as ideias dele longe demais. :laugh: Se tivesse um euro por cada vez que já ouvi o termo 'rigidez do mercado de trabalho' naqueles painéis de discussão da SicNotícias...

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Guest fiasco

Isto qualquer dia toda a gente quer ser patrão e ninguém quer ser empregado. É a única maneira de não ser chulado.

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