Sincèire Publicado 25 Agosto 2011 (editado) Nome: Jurgen Klinsmann País: Alemanha Posição: Avançado Clubes: Stuttgarter Kickers (1981-84), Stuttgart (84-89), Inter (89-92), Mónaco (92-94), Tottenham (94-95), Bayern (95-97), Sampdoria (97-98), Tottenham (97-98), Orange County Blue Star (2003) Internacionalizações/golos: 108/47 "Os jogadores alemães podem ser mais - Oliver Kahn - ou menos - Franz Beckenbauer - temperamentais mas são sempre sólidos. Pelo que produzem no relvado mas sobretudo no balanço da carreira. Jurgen Klinsmann é alemão, substantivo e adjetivo. Não está no livro dos 100 melhores jogadores da história porque um dia marcou um golo fantástico ou porque durante um mês foi o dono da bola. Está no livro, como todos os seus compatriotas, porque durante vinte ou mais anos foi um grande e consistente jogador de futebol. Um grande avançado, no caso. Mas extravagante. Em miúdo aproveitou cada momento em que teve uma bola nos pés ou nas mãos: de guarda-redes a extremo-esquerdo experimentou todas as posições do onze. Talvez por isso, na posição em que especializou, apresentasse tantas aptidões. Os reflexos de um guarda-redes, a resistência de um lateral, o posicionamento de um central, a determinação de um médio defensivo, a classe de um 10, a velocidade de um extremo, ou seja, tudo o que é exigido aos pontas-de-lança excecionais. Ainda na fase ascendente, passou do Stuttgart, onde se apresentou à Europa, para o Inter, onde conquistou uma Taça UEFA. Na fase experimentalista, andou pelo Mónaco e pelo Tottenham. Em Inglaterra teve de jogar o dobro para conquistar o público hostil, ainda irritado com a eliminação da seleção inglesa aos pés da alemã no Mundial de 1990. Chamaram-lhe diver, ou seja, jogador que se faz ao penálti. E a cada golo, Cataklisnmann respondeu com um mergulho para o relvado. Os adeptos ingleses gostaram, os do Tottenham deliraram. Mas ainda quando o viram pela primeira vez a estacionar o inseparável Volkswagen carocha entre os bólides dos colegas de equipa. Mudou então de fase novamente: trocou as excentricidades por títulos. Foi para o Bayern ser campeão alemão e ganhar mais uma UEFA. Pela seleção, já tinha tudo o que desejava, um Mundial, o de 90, e um Euro, o de 96, sempre como referência das equipas mesmo quando não ganhou nos EUA-94 ou no França-98. No total, tem onze golos em três mundiais, 47 em 108 chamadas. Com 39 anos e a carreira acabada deu-lhe outra vez para extrevagâncias. Na Califórnia, que adoptou como terra natal, aventurou-se na quarta divisão americana com as cores do Orange County Blue Star. Qualificou-se para os play-off e marcou cinco golos em oito jogos mas sob o pseudónimo de Jay Goppingen, o nome da cidade onde nasceu." http://www.youtube.com/watch?v=41y22-6RcTk Editado 25 Agosto 2011 por Sincèire Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 25 Agosto 2011 Nome: Kocsis Sándor Péter País: Hungria Posição: Avançado Clubes: Kobanyai (1945-46), Ferencváros (46-50), Honvéd (50-56), Young Fellows Zurique (57-58), Barcelona (58-65) Internacionalizações/golos: 68/75 "Kocsis fez parte de uma das mais exclusivas famílias do futebol: a família real dos jogadores que marcam golos de qualquer lugar, a qualquer hora, por qualquer razão, de qualquer forma. De qualquer forma, não tanto, de cabeça de preferência, por isso ficou conhecido por "Cabeça de Ouro". A seleção húngara que varreu a Europa nos anos cinquenta precisava de alguém que concluísse o que Bozsik pensava, o que Czibor e Hidegkuti criavam, o que Puskás não completava porque estava a fazer tudo o resto. Kocsis foi o homem ideal na equipa certa. O curriculum vitae de Kocsis incluia uma lista imensa de pokers, hat-tricks, bis e golos decisivos. Resumamos as honrarias: marcou 75 golos em 68 jogos pela seleção, o que, portanto, quer dizer que marcava mais do que jogava. Em 1952 e em 1954 foi o melhor marcador de todos os campeonatos europeus. Em 54, aliás, foi o artilheiro-mor do Mundial da Suiça, o tal que a Hungria só não ganhou à RFA por um triz ( como se diz triz, em alemão? ), com onze golos assinalados, uma média superior, inclusivamente, à de Fontaine, que marcou 13 quatro anos depois. Na lista absoluta de número de golos pela seleção dos seus países, só é superado pelo iraniano Ali Daei ( com mais do dobro dos jogos de Kocsis ), pelo amigo Puskás e pelo monstro Pelé. Mas ganha a todos na média. Natural de Budapeste, jogou no Honvéd com três dos quatro parceiros falados acima ( sem Hidegkuti ). Mesmo depois de perderem a final do Suiça-54 para a Alemanha por 3-2, os fab four mantiveram uma intocável reputação na Europa: na Taça dos Campeões Europeus de 1956 eram celebridades por quem todos os grandes clubes suspiravam. Durante uma viagem a Bilbau para jogar com o Athletic, os jogadores deram ordens às famílias para abandonarem o país e iniciaram uma digressão pelo Sul da Europa, incluindo Portugal, e Brasil. De regresso à Europa, Bozsik e outros voltaram imediatamente a Budapeste, os restantes nunca mais voltaram. Puskás foi para o Real Madrid, Kocsis e Czibor para a Suiça, onde encontraram o compatriota Kubala que os persuadiu a irem para Barcelona. Por lá ganharam tudo. Tudo não, a Taça dos Campeões Europeus de 1961, perderam para o Benfica, no mesmo estádio, o Wankdorf, em Berna, onde tinham perdido aquela final com a Alemanha. E outra vez por 3-2. Kocsis retirou-se em Barcelona e abriu na cidade catalã um restaurante chamado - o quê mais? - Cabeça de Ouro. Morreria mais tarde, suicídio alegadamente, quando estava internado com uma doença terminal, aos 49 anos." http://www.youtube.com/watch?v=x32KgfjlHi0 Compartilhar este post Link para o post
Hawkeye Publicado 26 Agosto 2011 Kocsis e Puskas e aquela magica selecção que nunca ganhou uma prova internacional mas que fizeram tremer Wembley ao serem a primeira equipa não-bretã a ganhar fora á Inglaterra Continua Sinceire quero ver o resto Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 26 Agosto 2011 Nome: Ronald Koeman País: Holanda Posição: Defesa-central Clubes: Groningen (1980-83), Ajax (83-86), PSV Eindhoven (86-89), Barcelona (89-95), Feyenoord (95-97) Internacionalizações/golos: 78/14 "Há um brasileiro chamado Rogério Ceni que tem um notável mas estranho recorde. É o guarda-redes com mais golos marcados no futebol. Ronald Koeman tem um parecido. Nunca nenhum defesa marcou tanto como o robusto holandês: foram 193 golos em 533 jogos, à frente do argentino Daniel Passarella, com 182 e em mais jogos. O recorde é o brinde porque o bolo-rei de títulos conquistados ao longo da carreira já justificava uma presença entre os melhores jogadores do mundo e um lugar de honra entre os defesa-centrais de elite. Um bolo-rei grande mas também cristalizado, porque inclui feitos inéditos como o Euro-88 holandês ou a vitória europeia do PSV Eindhoven. Koeman foi um defesa, eventualmente lento, mas de um sentido posicional perfeito, de uma capacidade física capaz de intimidar o mais afoito atacante e, claro, de um pontapé vigoroso. Se os seus livres e remates de bola corrida de fora da área já era um pesadelo, de acordo com um estudo universitário, os seus penáltis, se colocados à baliza, eram impossíveis de defender sem consequência físicas para o guarda-redes. Daí, tantos golos. Entre 1986 e 90, não marcou menos de 15 por temporada, sendo que em 88, pelo PSV, esteve perto de se sagrar melhor marcador do campeonato holandês com 21. Estava no sangue a propensão para o futebol. O pai Martin tinha sido internacional holandês uma vez. Não adivinharia, no entanto, que teria dois filhos com mais de cem internacionalizações somadas: o mais velho, Erwin, foi colega de Ronald na vitória da Holanda no Europeu da Alemanha, em 1988. Koeman ganhou títulos sem parar: foi campeão europeu pelo PSV Eindhoven e pelo Barcelona, a única vez do clube holandês, a primeira do emblema catalão. A do PSV sobre o Benfica ( que viria a treinar ), após penáltis, a do Barça com um golo seu, em Wembley, frente à Sampdoria. Claro que Ronald conquistaria ainda oito títulos nacionais, quatro na Holanda ( o primeiro no Ajax ) e quatro em Espanha. Na qualidade de um dos estrangeiros mais cotados da história do futebol espanhol ganhou a carinhosa alcunha de "Tintim", por causa da aparência similar à do jornalista belga de Hergé, mas também o revelador nome de guerra "El Diós". Como em todos os bolos-reis, uma fava na carreira de Tintim: quando a Holanda eliminou a Alemanha no Euro-88, fingiu limpar o rabo com a camisola que tinha acabado de trocar com Olaf Thon minutos antes. Lamentou o incidente depois. Menos mal." http://www.youtube.com/watch?v=SbvnAUweepw&feature=related Compartilhar este post Link para o post
P_KOR Publicado 27 Agosto 2011 Koeman, adorava o, e esse golo ao Baia é fantástico... Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 28 Agosto 2011 (editado) Nome: Raymond Kopaszewski ( Kopa ) País: França Posição: Médio-ofensivo Clubes: Angers (1949-51), Stade Reims (51-56), Real Madrid (56-59), Stade Reims (59-67) Internacionalizações/golos: 45/18 "Raymond Kopaszewski, de sangue polaco, foi o primeiro grande número 10 francês, anunciando Michel Platini, de sangue italiano, e Zinedine Zidane, de sangue argelino. Kopa, como o futebol em França, é uma história de imigração. Cresceu num bairro industrial da mineira Noeux-les-Mines e chegou ao maior Real Madrid da história e a uma meia-final de um Mundial liderando a seleção francesa, o maior feito do futebol nacional até à chegada das gerações formadas em torno dos fenómenos Platini e Zidane. O cliché dos jogadores que em crianças passavam o dia a jogar à bola tem que ser utilizado no caso de Kopa. O próprio diz que não percebia nada de matemática, não se interessava minimamente por história e em relação ao francês basta dizer que em casa só falava polaco com os pais e os avós, católicos empedernidos e preservadores acérrimos da cultura do país de origem. Por isso a escola era a bola. Aos 8 anos fundou uma equipa de bairro e aos 11 começou a jogar mais a sério no clube da cidade. Vivia-se a Segunda Guerra Mundial e o pequeno Raymond e os colegas entretinham-se a roubar bolas de couro aos soldados alemães.. "Um acto de resistência, não?", perguntou Kopa já adulto. Paralelamente ao futebol, trabalhou nas minas como quase toda a gente da sua terra, até um acidente de trabalho lhe destruir o polegar e o indicador. Há males que vêm por bem: empenhou-se mais no futebol, chegou a seleções jovens da região norte francesa e acabou segundo classificado num concurso para apurar o melhor miúdo do país em 1949. O Angers interessou-se e contratou-o. Ofereceu-lhe um part-time como electricista, não cumpriu, mas mais tarde tornou-o futebolista profissional. O passo seguinte foi chegar ao Stade Reims, uma espécie de Lyon à época, já sem o complicado "szewski" no final do nome. Em Reims ganhou títulos e chegou, perdendo, à final da Taça dos Campeões contra o Real Madrid, que o contratou. Ao serviço dos merengues bateria o Reims numa das três taças europeias que conquistou. Na seleção, alcançou o terceiro lugar no Suécia-58, o mesmo ano em que foi eleito o melhor jogador europeu, já nem era Kopaszewski, nem Kopa, era o "Napoleão", por causa da pequenez física e da grandeza futebolística." Editado 24 Setembro 2011 por Sincèire Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 2 Setembro 2011 (editado) Nome: Rudolf Jozef Krol ( Ruud Krol ) País: Holanda Posição: Defesa-lateral e defesa-central Clubes: Ajax (1968-80), Vancouver Whitecaps (80), Nápoles (80-84), Cannes (84-86) Internacionalizações/golos: 83/4 "Como Rita Lee é a mais completa tradução da cidade de São Paulo segundo Caetano Veloso, Ruud Krol também é a mais completa tradução do futebol total holandês segundo Rinus Michels. Com altura suficiente para defesa-central, velocidade indicada para defesa-lateral e capacidade técnica certa para médio-centro, jogou em seis ou sete posições sem esforço. Quase sempre com a camisola dividida entre o branco e encarnado, do Ajax, ou a totalmente laranja, da Holanda. Como Michels e como o mítico Johan Cruyff. Krol foi, aliás, o terceiro vértice desse triângulo magnífico que partiu de Amesterdão para o mundo: Michels pensava no banco, Cruyff encantava no ataque, Krol assegurava o bom funcionamento da máquina na retaguarda. Mas o treinador só esteve na primeira conquista da Taça dos Campeões Europeus pelo Ajax e o fantástico avançado falhou, por vontade própria, a fase final do Mundial-78 pela Holanda. Krol esteve em todas, tricampeão europeu no clube e duas vezes vice-campeão mundial com a Laranja Mecânica. Foi um jogador de fôlego: 12 anos no Ajax, 83 internacionalizações, um recorde que durou até aos tempos modernos, quando os jogos internacionais começaram a tornar-se mais frequentes. No Alemanha-74, marcou um golo à Argentina, num potente remate de longe, outra das especialidades deste jogador multifunções, e ainda criou outro para Cruyff frente ao Brasil. Jogou nesse Mundial partindo da posição de lateral-esquerdo para outra que fosse necessário, obedecendo ao dinamismo defendido por Michels. Em 78 já foi líbero, atrás da defesa, a comandar lá atrás a seleção que seria derrotada na fiinal, como em 74, pelo país organizador - neste caso, foi a Argentina o algoz. Foi como líbero que chegou ao Nápoles para se assumir como um dos melhores jogadores estrangeiros da história do clube do Sul de Itália. Antes, experimentara o futebol canadiano e depois a segunda divisão francesa, ao serviço do Cannes. Era o pronúncio do que aí vinha: o holandês tornou-se um treinador viajado, orientando desde o Zamalek egípcio ao Orlando Pirates sul-africano. Krol sente-se bem hoje em qualquer parte do mundo, como se sentiu antes em qualquer posição do campo." http://www.youtube.com/watch?v=sKp9W_gJ2r8 Editado 2 Setembro 2011 por Sincèire Compartilhar este post Link para o post
Scirea Publicado 2 Setembro 2011 (editado) Não conhecia nenhum, vou ser sincero (especialmente o Kopa) mas gostei bastante do que li. Então o Krol, só por esse vídeo dá pra ver a excelência de jogador que foi. E tal como o Gullit, um polivalente que faz realmente tudo em campo. Continua com isto Sinceire, já li aqui coisas que não fazia a mínima ideia que tinham acontecido ou conhecido jogadores que nunca soube que existiram. Mostra mais! :D Editado 2 Setembro 2011 por Ғred Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 2 Setembro 2011 (editado) Mostro sim, amanhã é dose dupla :mrgreen: Se quiseres partilhar ideias, fazer críticas e inclusivamente partilhar vídeos de jogadores que te marcaram ( que constem na lista ), podes também fazê-lo no Facebook ( http://www.facebook.com/pages/Os-100-Melhores-Futebolistas-de-Todos-os-Tempos/206996999359046 ), diretamente com o autor do livro e comigo ( co-admnistrador ) :compinchas: Editado 2 Setembro 2011 por Sincèire Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 3 Setembro 2011 Nome: Kubala László País: Hungria / Espanha Posição: Avançado Clubes: Ganz (1944), Ferencváros (45-46), Slovan Bratislava (46-48), Vasas Budapeste (48-49), Pro Patria (49-50), Hungaria (50), Barcelona (51-61), Espanyol (63-65), Zurique (66-67) Internacionalizações/golos: Checoslováquia 6/4, Hungria 3/0, Espanha 19/11 "Esta é a história do melhor jogador do Barcelona do século XX. Mas podia ser a do homem que teve cinco nacionalidades e viveu em nove países diferentes. Ou a do refugiado que atravessou milagrosamente a cortina de ferro e inventou um clube para poder jogar futebol. Ou do atleta que resistiu a uma tuberculose e escapou à morte porque um dia não voou para Lisboa. László Kubala nasceu na Hungria em 1927, filho de emigrantes eslovacos - a mãe meio eslovaca e húngara, o pai meio eslovaco e polaco. Com 11 anos já jogava futebol, a nível amador, com rapazes cinco anos mais velhos, e aos 18 chegava como promessa, ao lado de Kocsis, ao Ferencváros, um dos grandes húngaros. Mas a Segunda Guerra Mundial apanhou a juventude de Kubala em cheio: mudou-se para a Checoslováquia para fugir ao serviço militar, assinou pelo Slovan Bratislava e casou-se com a filha do treinador Ferdinand Daucik. No ano seguinte, outra vez para não ser alistado no exército, voltou à Hungria para o Vasas Budapeste. Chegou 1949 e a revolução comunista. László, então já um jogador famoso de 22 anos, despediu-se da mãe após um jogo do Vasas, sem a avisar que decidira partir nessa noite com a família na caixa de um camião de matrícula soviética para uma zona de domínio americano na Áustria. De lá escapou-se para Itália e começou a jogar no modesto Pro Patria, enquanto vivia num campo de refugiados. Despertou a atenção do Torino, a mais forte equipa italiana da altura, e concordou em fazer uma viagem a Lisboa para defrontar o Benfica. No regresso o avião chocou com a basílica de Superga. Não houve sobreviventes. Kubala tinha falhado a viagem à última da hora porque o filho adoecera. A federação húngara, entretanto, pediu a punição do fugitivo por um ano e a FIFA anuiu. Proibido de jogar, criou com o sogro Daucik, o Hungaria, clube composto de refugiados de Leste que fez bem sucedidas digressões pela Europa. Uma delas, a Espanha, deixou Barcelona e Real Madrid de sobreaviso. Acabou por escolher a Catalunha, desde que o sogro fosse o treinador. E assim foi. Ficou dez anos de sonho - excetuando 1952, em que uma tuberculose quase o matou - com poder até para contratar os compatriotas Kocsis e Czibor que estavam na Suiça. Ganhou ligas, coinventou com Didi os livres diretos marcados em folha seca, jogou por Espanha, pela Catalunha, depois de já ter atuado por Hungria e Checoslováquia, faltou a Polónia paterna. Como treinador, percorreu a Europa, viajou pela Arábia Saudita, andou no Paraguai. E um dia foi a Budapeste pedir desculpas à mãe." http://www.youtube.com/watch?v=Xev9JJj_GnQ Compartilhar este post Link para o post
FabioK Publicado 3 Setembro 2011 (editado) Que história :o Gosto da última parte " E um dia foi a Budapeste pedir desculpas á mãe " :lol: :prayer: Editado 3 Setembro 2011 por FabioK Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 3 Setembro 2011 Nome: Grzegorz Boleslaw Lato País: Polónia Posição: Médio-ofensivo Clubes: Stal Mielec (1966-80), Lokeren (80-82), Atlante (82-84) Internacionalizações/golos: 100/45 "Grzegorz Lato nunca se escondeu na caixa de um camião para escapar à cortina de ferro. Ficou por lá, na sua Polónia, durante quase toda a carreira. Foi, por isso, um jogador esquecido que aparecia de dois em dois anos nos mundiais ou nos Jogos Olímpicos a mostrar a sua capacidade extraordinária e a sua marcante careca. Ao contrário de, por exemplo, Boniek, a outra resposta comum à pergunta "quem foi o melhor jogador polaco de sempre?", que saiu do confinado futebol do país e assinou pela Juventus de Platini e companhia quando estava no auge. O médio-ofensivo, que jogava tanto descaído para a direita, como no meio ou mesmo a ponta-de-lança, passou a carreira quase inteira (14 anos) no obscuro Stal Mielec porque a lei polaca não aceitava a emigração dos seus futebolistas antes dos 30 anos. Só em 1980, teve ordem para jogar no modesto Lokeren, da Bélgica, depois de recusar um convite em pessoa de Pelé para alinhar pelo Cosmos - a mudança de Mielec, cinquenta mil habitantes, para Nova Iorque seria demasiada. Grzegorz Lato ainda experimentaria uma aventura no México mais tarde. Boniek, e por respeito a Lato não se falará mais dele, por ser mais novo beneficiou mais tempo da revogação daquela lei. A seleção, onde Lato jogou cem vezes ( recorde do país ) e marcou 45 golos ( só ultrapassado pelo atacante Lubanski ), foi o seu refúgio e cartão-de-visita. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1972 ( embora como suplente de luxo da estrela Deyna ) e a prata em 1976 ( quando marcou três golos ). Em 1974, sem ser um ponta-de-lança, sagrou-se melhor marcador do Mundial da Alemanha ( e é um feito sê-lo em qualquer prova onde Gerd Muller esteja presente ), com sete golos, entre os quais dois à Argentina e um ao Brasil mais dois outros decisivos na cavalgada até à meia-final, quase todos fruto de jogadas reveladoras de foorça e técnica invulgares. Em 1978, na Argentina, marcou dois e em 1982, já com a coliderança de Boniek ( ops! ), concluiu com um golo e mais um terceiro lugar coletivo o Mundial espanhol. Retirado, tornou-se deputado e também presidente da federação polaca. Adivinhem quem ele derrotou nas eleições? Esse mesmo." http://www.youtube.com/watch?v=07HR8wrkRas 2-0 por Lato, frente ao Perú, no Espanha-82 Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 3 Setembro 2011 Nome: Michael Laudrup País: Dinamarca Posição: Médio-ofensivo Clubes: KB (1981-82), Brondby (82-83), Juventus (83-89), Lazio (83-85), Barcelona (89-94), Real Madrid (94-96), Vissel Kobe (96-97), Ajax (97-98) Internacionalizações/golos: 104/37 "Como a educação de Michael Laudrup nunca lhe permitiria um autoelogio, é melhor que sejam os outros a falar. "Foi o melhor jogador com quem atuei", disse Raúl em 2006, já depois de ter conhecido Zidane, Ronaldo "Fenómeno" ou Figo. "Podia ter sido o melhor da história, não fosse preferir ver os outros brilharem", resumiu Michel Platini. "Está entre os cinco melhores de sempre: com Pelé, Maradona, eu e Zidane", afirmou Romário, que se permite todos os autoelogios. Raúl, Romário ou Platini não foram os únicos. Em Espanha elegeram-no o melhor estrangeiro do último quartel do século XX, mesmo concorrendo com praticamente toda a gente que conta do mundo do futebol, e na Dinamarca foi considerado oficialmente o número um da história, deixando Elkjaer Larsen, Simonsen, Schmeichel ou o irmão Brian para trás. Laudrup era um playmaker completo, capaz de desfazer uma defesa com um passe ou pegar na bola e driblar toda a gente até à baliza se considerasse essa a melhor opção. Cresceu a ver, ouvir, sentir futebol, como filho de internacional dinamarquês, Finn Laudrup, e claro também a jogar: quase sempre nas camadas jovens dos clubes que o pai treinava. Habituou-se desde miúdo a que os olhos estivessem postos nele, não só por ser filho de craque mas porque jogava sempre em escalões acima da sua idade. E assim se estreou aos 17 anos no KB, o passo imediatamente anterior a assinar pelo Brondby, aos 18, a sagrar-se o melhor jogador dinamarquês do ano e a transferir-se para a Juventus. Como a Juve tinha os dois lugares de estrangeiros ocupados ( Boniek e Platini ), o prodigioso dinamarquês foi cedido à Lazio. No regresso a Turim, a herança de Platini foi demasiado pesada - jogou trinta partidas, passou muitas bolas mas não marcou, o tal defeito apontado pelo antecessor. O Barcelona aproveitou para o contratar e a lenda nasceu. Quatro títulos seguidos conquistados e muito espetáculo de Laudrup mas também de Koeman, Stoitchkov e Romário. Na final de 1994 da Liga dos Campeões com o Milan ( derrota catalã por 4-0 ), Cruyff deixou-o de fora. O dinamarquês sentiu que era o fim da linha em Camp Nou. E foi para...o Santiago Barnabéu. No Real Madrid foi logo campeão, ou seja, ganhou a quinta liga consecutiva. Na seleção, estreou-se aos 18 anos e foi, ao lado de Elkjaer, o destaque dinamarquês no Euro-84 e no Mundial-86. Falhou o Euro-92, após conflito como o selecionador Moller-Nielsen, e não conquistaria o Europeu pela sua seleção. Provavelmente porque preferiu ver os outros brilharem." http://www.youtube.com/watch?v=lMyytRbOcRs Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 3 Setembro 2011 É delicioso ver a panóplia de passes do Laudrup. Que classe! :prayer: Compartilhar este post Link para o post
Hodor Publicado 3 Setembro 2011 Laudrup :prayer: Continua com o bom trabalho Sincèire. :handclap: Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 4 Setembro 2011 Nome: Leônidas da Silva País: Brasil Posição: Avançado Clubes: São Cristovão (1929), Sírio Libanês (29-30), Bonsucesso (31-32), Peñarol (33), Vasco da Gama (34), Brasil (35), Botafogo (35-36), Flamengo (36-41), São Paulo (42-50) Internacionalizações/golos: 37/37 "Em 1942, o mundo estava em guerra mas no Brasil festejava-se: dez mil pessoas foram à estação ferroviária da Luz, no centro de São Paulo, aplaudir Leônidas da Silva, o melhor jogador brasileiro pré-Pelé, que chegava para atuar no São Paulo Futebol Clube. Leônidas tinha conquistado três títulos cariocas por três clubes diferentes e sido a referência nacional nos mundiais de 1934 e 1938. Mais: havia criado uma jogada que deixara o planeta futebolístico de boca aberta. Nascido no Rio de Janeiro, era adepto do Fluminense em criança, afinal o único dos quatro grandes da cidade que não representou. Passou por clubes importantes à época, como o São Cristovão ou o Bonsucesso, no qual jogou també, basquetebol, arriscou o Peñarol do Uruguai até voltar ao Rio para ser campeão pelo Vasco. No Botafogo e no Flamengo seria novamente rei estadual, numa época em que só no clube da colónia portuguesa não era vista com maus olhos a presença de um negro na equipa. Leônidas ajudou a combater o preconceito também contra inovações técnicas: em 1932 testou pela primeira vez o pontapé de bicicleta, quando ainda jogava no São Cristovão. Esse pontapé apresentá-lo-ia ao mundo em 1938, no Mundial de França, para delírio dos espetadores mas escândalo do árbitro, que apita falta não se sabe muito bem porquê. A imprensa ficou enlouquecida com o exotismo do movimento e o Paris-Match chamou Leônidas de "Diamante Negro" e "Homem-Borracha", na sequência da bicicleta. É neste contexto que a multidão paulistana acolhe Leônidas, o primeiro grande astro do futebol brasileiro. Inovador - pontapé de bicicleta - vencedor - tricampeão do Rio - e global - dois mundiais na bagagem, sendo o melhor marcador num deles. Já em 1934 havia marcado o único golo brasileiro na prova; em 38 marcou oito, foi a estrela da competição e viu de fora, lesionado, a canarinha ser eliminada nas meias-finais. Aos 25 anos, poderia ter ido mais longe mas, como outros do seu tempo, foi prejudicado pelo cancelamento dos mundiais de 1942 e 1946 por causa da guerra. Na despedida do São Paulo, teria muito mais dos que os dez mil que o receberam porque pelo clube tricolor ganharia cinco títulos paulistas e tornar-se-ia no seu primeiro grande ídolo. Na sequência de doença de Alzheimer, foi hospitalizado em 1974 e morreria em 2004. O São Paulo pagou o internamento. E imortalizou Leônidas no museu do clube com uma réplica de uma das suas famosas bicicletas." http://www.youtube.com/watch?v=PvVM52pc5v4 Como diz o João, "para quem pensa que bicicleta é assunto de ciclismo" :grin: Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 4 Setembro 2011 (editado) Nome: Gary Winston Lineker País: Inglaterra Posição: Ponta-de-lança Clubes: Leicester City (1978-85), Everton (85-86), Barcelona (86-89), Tottenham (89-92), Nagoya Grampus Eight (92-94) Internacionalizações/golos: 80/48 "A história de Lineker não se escreveu apenas com golos, ou muitos golos que marcou. A história do avançado inglês também escreveu com cartões, os poucos cartões que viu. Poucos? Nenhum. Em mais de seiscentos jogos marcou para lá de trezentos golos e não foi uma única vez repreendido pelo árbitro com um amarelo. Lineker, matador sem sujar as mãos. Gary Winston Lineker, Winston porque nasceu no dia de aniversário de Churchill, nunca conseguiu explicar o killer instinct, porque esse nem ele, nem Muller, nem Kocsis, nem Romário, nem mesmo o mais sábio estudioso do jogo sabem trocar por palavras. Mas explicou a relação com os árbitros sobre quem, afinal, não tinha boa opinião. "Os árbitros são de uma maneira geral muito irritantes: nunca vi nenhum dizer "sim, sim, convenceste-me com os teus protestos", por isso mais vale estar calado". Nasceu em Leicester, filho de um merceeiro, e começou a jogar a sério no City local aos 17 anos, já depois de ter abandonado a escola para se poder dedicar completamente à carreira. Os golos levaram-no ao então campeão Everton, em 1985, e daí, imagine-se, ao Barcelona. Foi a fase british dos catalães, uma fase não tão bem sucedida quando comparada com a holandesa ou a sul-americana: além de Lineker, também o técnico Terry Venables e o galês Mark Hughes estavam em Camp Nou. Pessoalmente, não desiludiu com 42 golos em três temporadas mas ganhou "só" uma Taça e uma Taça das Taças. No regresso a Inglaterra, assumiu o papel de lídero do Tottenham, ganhou mais uma Taça, e marcou como nunca. Foi para o Japão preparar a retirada, ou seja, começar a transição para o seu bem amado golfe e para uma elogiada carreira de comentador desportivo. Pela seleção, Lineker marcou dez golos em mundiais, recorde inglês, e ficou a um golo apenas da marca geral de Bobby Charlton - 49 golos internacionais. Foi também o melhor marcador do Mundial de 1986, em que a Inglaterra caiu aos pés e à mão de Maradona nos quartos-de-final, e foi, ao lado de Gascoigne, peça nuclear na caminhada inglesa até às meias-finais do Mundial-90, altura em que bateu contra o muro da Alemanha, futura campeã. Como tantas vezes a Winston Churchill, a Gary Lineker também é atribuída uma frase histórica: "O futebol é um jogo de onze contra onze em que no fim ganha a Alemanha"." http://www.youtube.com/watch?v=WXlD11O-948 Editado 4 Setembro 2011 por Sincèire Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 4 Setembro 2011 Nome: Josef Dieter Maier ( Sepp Maier) País: Alemanha (RFA) Posição: Guarda-redes Clubes: Bayern (1962-79) Internacionalizações/golos: 95 "Foram 12 anos: começou no rock psicadélico e acabou no disco sound ou, se preferir uma referência nacional, foi de "O Vento Mudou" ao "Sobe Sobe Balão Sobe". Doze anos, durante 12 longos anos, de 1967 a 1979, Sepp Maier não falhou um jogo na Bundesliga, no equivalente a 442 encontros consecutivos. Nem por lesão, nem por castigo, nem por capricho, nem por piedade dos suplentes. Os colegas foram mudando, os treinadores também, o Estádio Olímpico foi-se degradando, os adeptos passaram de jovens a adultos, de adultos a velhos e ele sempre ali, no mesmo lugar, entre os postes em Munique e for de Munique. Maier foi um talento das balizas mas antes de tudo o resto foi um alemão, e como tal um jogador disciplinado, metódico e dificilmente abalável. Fez uma carreira toda ( quase seiscentos jogos ) no seu clube de criança, intervalado com presenças marcantes na seleção. Ganhou como poucos - cinco campeonatos, quatro taças, três taças dos Campeões Europeus, uma Taça UEFA, uma Intercontinental, um Mundial e um Europeu e só não conquistou nada interplanetário porque não foi inventado. Individualmente, conseguiu um feito ainda mais notável: três vezes eleito o melhor jogador alemão, apesar da posição em que jogava e da concorrência de monstros como Beckenbauer, Muller, Breitner ou Rummenigge. Mas "O Gato", como foi apelidado, não era tão rígido como os números estonteantes fazem pensar - Maier era o piadista do grupo de fabulosos alemães que varreu o futebol europeu nos anos setenta. De luvas e calções demasiado grandes para o corpo, era uma figura igualmente intimidante e divertida, capaz de perseguir um pato durante um jogo sem se preocupar com a bola. E conta-se que um dia, no Maracanã, o colega Fischer queria desancar o jornalista que perguntara "como é que um jogador tão mau, joga pela Alemanha?", afinal, a questão era do intratável Maier, travestido de repórter. Menos engraçado foi o fim da sua carreira, consequência de um acidente de viação por excesso de álcool que lhe causou lesões graves. Se não fosse esse acidente - quando ainda tinha 33 anos - provavelmente ainda estaria hoje a defender a baliza do Bayern jogo após jogo até cair para o lado. Nessa impossibilidade, tornou-se técnico de guarda-redes e mentor de, entre outros, Oliver Kahn, o seu sucessor." Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 4 Setembro 2011 O Kahn deve muito do que foi a ele. O melhor guarda-redes da melhor escola de guarda-redes. Compartilhar este post Link para o post
Sincèire Publicado 4 Setembro 2011 Nome: Paolo Maldini País: Itália Posição: Defesa-lateral esquerdo e defesa-central Clubes: Milan (1984-2009) Internacionalizações/golos: 126/7 "Paolo Maldini jogou na seleção italiana entre 1988 e 2002, por isso não foi campeão do mundo pouco antes de começar, no Espanha-82, e pouco depois de acabar, no Alemanha-06. E pronto, está encontrada a única imperfeição no currículo do defesa italiano. O resto é do domínio dos sonhos: estreou-se no Milan, aos 16 anos, e retirou-se no mesmo clube, sem conhecer outro, em 2009, com 40. Jogou mais de novecentos jogos de rossonero, é o futebolista com mais presenças na Série A italiana (647) e nas competições europeias (174), conquistou 26 títulos em 25 anos de carreira, incluindo cinco ligas dos Campeões Europeus, oito finais ( recorde partilhado com Gento ), alinhou 126 vezes pela squadra azurra ( segundo mais internacional a seguir a Cannavaro ), 74 delas com a braçadeira de capitão, participou em 56 dérbis com o Inter, conseguiu manter uma imagem simultânea de intransponibilidade e elegância em campo, foi um dos melhores laterais-esquerdos da história e também um excelente defesa-central, o melhor defesa que Ronaldo "Fenómeno" defrontou. Maldini, filho de Cesare, um ex-capitão milanista que levantou a primeira Taça dos Campeões Europeus do clube exatamente quarenta anos antes de Paolo levantar a sexta ( penúltima ), chegou a San Siro com 10 anos e só saiu de lá três décadas depois. Modelo profissional, foi um marcador implacável, capaz de discutir um centímetro de terreno como se disso dependesse a sua vida, sem no entanto jamais exceder os limites. Fez parte de grandes equipas, jogou ao lado de enormes jogadores mas, acima de tudo, foi um dos pilares daquela que é, provavelmente, a melhor defesa da história do futebol: com Mauro Tassoti à direita, Franco Baresi a liderar ao centro, Alessandro Costacurta e o próprio Maldini, à esquerda. Rijkaard, Gullit, Ancelotti, Donadoni ou Van Basten também faziam parte da equipa que se confunde com os anos noventa. No meio dessa era dourada rossonera, ganhou o troféu de melhor do mundo da revista World Soccer, um feito inédito num defesa, mas quis dedicá-lo ao parceiro Baresi. Casado com uma modelo venezuelana, tem dois filhos, Christian e Daniel, ambos já membros das escolas do Milan, para seguir as pisadas do pai e do avô." http://www.youtube.com/watch?v=EVRy4Y_Q9_U Mario Cesar, este post é para ti :compinchas: Compartilhar este post Link para o post