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Governo quer acabar com indemnizações por despedimento até 2013

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Governo quer acabar com indemnizações por despedimento até 2013

Anos de casa deixarão de contar para o cálculo da compensação. No futuro, a verba virá apenas de uma conta poupança individual.

 

A ideia é acabar com o conceito clássico de indemnização. Este direito cai para 20 dias por ano trabalhado no final deste ano para os novos contratos. No final de 2012, deve descer para dez dias e a medida será alargada aos actuais contratos. Em 2013, deve ser de zero dias. Verba será paga através do fundo financiado pelas empresas. Cortes na despesa vão emagrecer mais a função pública.

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1935693

 

Às pessoas que votaram no Passos, que sejam boas trabalhadoras na sua empresa, mas que um dia no futuro sejam despedidas, apenas porque o Patrão acordou virado para o outro lado, e porque pode... Só tenho uma coisa a dizer: Mamem... votaram numa pessoa que nunca trabalhou na vida sequer, agora estão na rua porque o Patrão tem a liberdade de o fazer.

 

Aos outros, os meus pesemos, não têm culpa. É simplesmente o pais que vão passar a ter a partir de 2013.

Podem dedicar-se à empresa a 100%, fazer o que os outros empregados não faziam, terem vários anos dedicados, mas se o Patrão acordar mal disposto e lhe apetecer despedir-vos, é livre de o fazer... E faz-lo sem vos dar um único tusto.

Editado por Revenge

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Epá, isto a ser assim já passa um bocado do lógico e toleravel....

 

Aguardo por mais informaçoes, afinal, nem sempre as noticias sao exactas.

Editado por P_KOR

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No acordo com a Troika, não está nada definido para 2013, relativamente a este assunto.

 

O que lá está referido é isto:

 

Para 2011:

 

 

1) ]total severance payments for new open ended contracts will be reduced from 30 to 10 days per year of tenure (with 10 additional days to be paid by an employers’ financed fund) with a cap of 12 months and elimination of the 3 months of pay irrespective of tenure;

 

2) total severance payments for fixed-term contracts will be reduced from 36 to 10 days per year of tenure for contracts shorter than 6 months and from 24 to 10 days for longer contracts (with 10 additional days to be paid by an employers’ financed fund);

 

3) implementation of the fund agreed in the March Tripartite Agreement to partly finance the cost of dismissals for new hires.

 

@Plano da Troika

 

1) Passamos de 30 dias para 20 (10 dias por cada ano de trabalho + 10 dias adicionais pagos pelo fundo) (contratos por tempo indeterminado);

 

2) Passamos de 36 dias/ano para 10 dias/ano para contratos com tempo inferior a 6 meses e de 24 dias/ano para 20 dias/ano (10 dias por cada ano de trabalho + 10 dias adicionais pagos pelo fundo), este último caso para contratos de longa duração;

 

3) Implementação de um fundo que assuma os custos das rescisões para novas contratações.

 

Para 2012:

 

 

1) By 2011, the Government will present a proposal to align severance payment entitlements for current employees in line with the reform for new hires, (taking into account the revised link between entitlement and seniority and the cap to total entitlements) without reducing accrued-to-date entitlements. This plan will lead to draft legislation to be submitted to Parliament by 2012;

 

2) By 2012, the Government will prepare a proposal aiming at: aligning the level of severance payments to that prevailing on average in the EU; allowing the severance pay entitlements financed from the fund agreed in the Tripartite agreement to be transferable to different employers by means of the creation of notional individual accounts. On the basis of this proposal, draft legislation will be submitted to Parliament no later than 2012;

 

3) Definition of dismissals. The Government will prepare by Q4-2011 a reform proposal aimed at introducing adjustments to the cases for fair individual dismissals contemplated in the Labour Code with a view to fighting labour market segmentation and raise the use of open-ended contracts. This proposal will lead to draft legislation to be submitted to Parliament by 2012:

 

a) Individual dismissals linked to unsuitability of the worker should become possible even without the introduction of new technologies or other changes to

the workplace (art. 373-380, 385 Labour Code). Inter alia, a new reason can be added regarding situations where the worker has agreed with the employer

specific delivery objectives and does not fulfil them, for reasons deriving exclusively from the workers’ responsibility;

 

b) Individual dismissals linked to the extinction of work positions should not necessarily follow a pre-defined seniority order if more than one worker is

assigned to identical functions (art. 368 Labour Code). The predefined seniority order is not necessary provided that the employer establishes a relevant and non- discriminatory alternative criteria (in line with what already happens in the case of collective dismissals);

 

c) Individual dismissals for the above indemnizações should not be subject to the obligation to attempt a transfer for a possible suitable position (art. 368, 375

Labour Code). As a rule, whenever there are work positions available that match the qualifications of the worker, dismissals should be avoided.

 

@Plano da Troika

 

1) Alinhamento dos direitos das indemnizações dos empregados actuais com as reformas delineadas para as novas contratações. Deverá ser apresentado ao Parlamento em 2012;

 

2) Alinhamento do pagamento das indemnizações de acordo com a maioria dos países da União Europeia. Proposta a apresentar até 2012;

 

3) Nova definição dos despedimentos por justa causa, fazendo assim com que haja alterações ao código de trabalho (apresentar em 2012):

 

a) Será possível despedir por inadaptação ao posto de trabalho, bem como será possível despedir pelo não alcance de objectivos definidos pelo próprio trabalhador e não cumpridos por ele;

 

b) os despedimentos individuais relacionados com a eliminação dos postos de trabalho não deve estar ,necessariamente, ligada à ordem de antiguidade pré-definidas. Se houver mais de um trabalhador é-lhe atribuído a funções idênticas;

 

c) os despedimentos individuais pelas razões acima mencionadas não deve estar sujeito à obrigação de tentar uma transferência para um eventual cargo adequado, porém quando esse cargo adequado existir o trabalhador não deve ser despedido.

 

Isto é o que está no acordo da Troika, agora a ser verdade a notícia do DN, parece-me que serve para colmatar alguma medida que eles não vão conseguir cumprir ou então estão a fazer isto pela sua livre e espontânea vontade. Mas, ao faze-lo, quanto a mim, estão a ser incoerentes, não faz sentido ignorar os anos de trabalho que uma pessoa dá a uma casa, não tem cabimento tratar os trabalhadores desta maneira. Sinceramente, creio que não entra na cabeça de ninguém.

Editado por Vaart

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Isto só é mau para quem acha que a razão pela qual mantêm o trabalho é pq a indemnização para o despedir é mto alta.

 

Eu espero que tenha trabalho porque sou competente e não pq sou caro de despedir. Obviamente que quem for despedido sem justa causa deve ser indemnizado, os valores e a forma é que têm de ser re-pensados e acho corajoso que se pegue neste tema. Actualmente há muitos incompetentes que só não são despedidos pq a legislação em vigor torna quase impossível que isso aconteça.

 

Não há leis perfeitas, o facilitar o despedimento vai injustiçar algumas pessoas mas vai beneficiar muitas mais. Eu tenho um trabalho que me permite interagir com departamentos de grande responsabilidade entre empresas do Governo, Banca e Serviços, e ao longo da minha vida profissional nunca pensei que existiam tantas pessoas a ganhar balurdios que só mantém o emprego pq conhecem a lei e fazem os minimos olimpicos indispensáveis, usando a lei e respectivas indeminizações para se manterem no posto.

 

Resumindo, para mim um dos problemas da nação é as pessoas erradas estarem nos lugares errados e quando eventualmente aparece alguém que quer mudar isso é uma tarefa ao melhor estilo da missão impossível! Facilitar o despedimento, minimizando as leviandades e as injustiças, é uma das bases essenciais para libertar a nação dos incompetentes e desta forma conseguirmos sair do fosso.

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Actualmente há muitos incompetentes que só não são despedidos pq a legislação em vigor torna quase impossível que isso aconteça.

 

Como também há muitos competentes que não são despedidos, porque realizam o seu trabalho de maneira correcta, honesta e competente. Começas por falar dos incompetentes, dizendo que há muitos que não são despedidos, por causa da indemnização, porém não falas dos competentes. Porque, não tenho dúvidas que há mais competentes do que incompetentes, mas como sempre dá mais jeito conotar a Função Pública como incompetente.

 

Não há leis perfeitas, o facilitar o despedimento vai injustiçar algumas pessoas mas vai beneficiar muitas mais. Eu tenho um trabalho que me permite interagir com departamentos de grande responsabilidade entre empresas do Governo, Banca e Serviços, e ao longo da minha vida profissional nunca pensei que existiam tantas pessoas a ganhar balurdios que só mantém o emprego pq conhecem a lei e fazem os minimos olimpicos indispensáveis, usando a lei e respectivas indeminizações para se manterem no posto.

 

Vai injustiçar algumas? Como sabes se são só algumas? Estás a partir do pressuposto, mais uma vez, que há mais gente incompetente do que competente. A mim, pouco me interessam os incompetentes, mas sim os competentes e são esses que devem ser protegidos e que não o vão ser se esta medida for aprovada.

 

Resumindo, para mim um dos problemas da nação é as pessoas erradas estarem nos lugares errados e quando eventualmente aparece alguém que quer mudar isso é uma tarefa ao melhor estilo da missão impossível! Facilitar o despedimento, minimizando as leviandades e as injustiças, é uma das bases essenciais para libertar a nação dos incompetentes e desta forma conseguirmos sair do fosso.

 

Uma coisa é certa, há demasiadas pessoas erradas nos lugares errados. Arrisco a dizer que muitas delas são jobs for the boys, corte-se na incompetência, sem dúvida, mas não se prejudique quem é sério e trabalha. O problema de muito boa gente desta nação é pensar que se pode tratar todos de igual forma, ou são todos competentes ou são todos incompetentes. Façamos sim, é uma triagem competente de quem deve sair e de quem deve ficar, isso sim levaria a nação a libertar-se dos seus fardos. Arrisco-me a dizer que por 4 pessoas que saiam 3 são competentes e 1a será incompetente, logo isso liberta-nos de 75% pessoas competentes e de 25% de pessoas incompetentes.

 

Se formos a analisar este ratio, 75/25, podemos pensar no que, eventualmente, irá acontecer aos níveis de produtividade e performance.

 

Editado por Vaart

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Isto só é mau para quem acha que a razão pela qual mantêm o trabalho é pq a indemnização para o despedir é mto alta.

 

Eu espero que tenha trabalho porque sou competente e não pq sou caro de despedir. Obviamente que quem for despedido sem justa causa deve ser indemnizado, os valores e a forma é que têm de ser re-pensados e acho corajoso que se pegue neste tema. Actualmente há muitos incompetentes que só não são despedidos pq a legislação em vigor torna quase impossível que isso aconteça.

 

Não há leis perfeitas, o facilitar o despedimento vai injustiçar algumas pessoas mas vai beneficiar muitas mais. Eu tenho um trabalho que me permite interagir com departamentos de grande responsabilidade entre empresas do Governo, Banca e Serviços, e ao longo da minha vida profissional nunca pensei que existiam tantas pessoas a ganhar balurdios que só mantém o emprego pq conhecem a lei e fazem os minimos olimpicos indispensáveis, usando a lei e respectivas indeminizações para se manterem no posto.

 

Resumindo, para mim um dos problemas da nação é as pessoas erradas estarem nos lugares errados e quando eventualmente aparece alguém que quer mudar isso é uma tarefa ao melhor estilo da missão impossível! Facilitar o despedimento, minimizando as leviandades e as injustiças, é uma das bases essenciais para libertar a nação dos incompetentes e desta forma conseguirmos sair do fosso.

 

Tu ate podes ser um trabalhador dedicado e ser uma mais valia para a empresa, mas o teu Patrão decide-te despedir, porque o sobrinho dele precisa de trabalho, e então despede-te e mete-o no teu lugar. Ou então porque acordou mal disposto, e apeteceu-lhe despedir-te. Ou então, porque tiveste um pequeno erro, que toda a gente comete, e ele ficou tão quente e/ou nervoso e despede-te etc etc

 

E ele vai poder passar a despedir-te sem preocupações, porque pode-o fazer de graça.

E tu que eras um trabalhador dedicado, vai para o fundo de desemprego ganhar 75% do que recebias, sem garantia que consegues encontrar novo emprego, e sem um único tusto de indemnização, e tens de continuar a pagar as tuas contas ao final do mês.

 

É isto que é justo? :)

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Isto só é mau para quem acha que a razão pela qual mantêm o trabalho é pq a indemnização para o despedir é mto alta.

 

Eu espero que tenha trabalho porque sou competente e não pq sou caro de despedir. Obviamente que quem for despedido sem justa causa deve ser indemnizado, os valores e a forma é que têm de ser re-pensados e acho corajoso que se pegue neste tema. Actualmente há muitos incompetentes que só não são despedidos pq a legislação em vigor torna quase impossível que isso aconteça.

 

Não há leis perfeitas, o facilitar o despedimento vai injustiçar algumas pessoas mas vai beneficiar muitas mais. Eu tenho um trabalho que me permite interagir com departamentos de grande responsabilidade entre empresas do Governo, Banca e Serviços, e ao longo da minha vida profissional nunca pensei que existiam tantas pessoas a ganhar balurdios que só mantém o emprego pq conhecem a lei e fazem os minimos olimpicos indispensáveis, usando a lei e respectivas indeminizações para se manterem no posto.

 

Resumindo, para mim um dos problemas da nação é as pessoas erradas estarem nos lugares errados e quando eventualmente aparece alguém que quer mudar isso é uma tarefa ao melhor estilo da missão impossível! Facilitar o despedimento, minimizando as leviandades e as injustiças, é uma das bases essenciais para libertar a nação dos incompetentes e desta forma conseguirmos sair do fosso.

 

Isto :handclap:

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Quem trabalhar bem, certamente não terá medo de ser despedido. E creio que estas medidas vão ajudar o país, já que agora as empresas podem contratar mais pessoal, coisa que não o faziam por causa dos contractos de trabalho e respectivas indemnizações em caso de crise.

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Pegando no post do Vaart

 

Cada empresa tem de fazer a sua triagem, (e vou repetir o que disse ontem no topico da politica, empresário que despede gente compentente sofre de uma vontade crónica de "shit where he eats" porque o prejudicado maior é sempre ele. ) a questao é que esta lei actual, na ansia de proteger todos (os com competencia , felizmente defendem-se a si proprios com a mesma) proteja uma enorme franja de incompetente (de novo remeto para o topico da politica de ontem , onde relato uma historia que se passa na minha empresa) se me perguntares, a legislaçao ideal protegia os competente de desprotegia os inuteis, mas como isso nao é ezequivel, eu, pessoalmente (que nao sou patrao nem nada) prefiro que a empresa tenha possibilidade de largar elementos nao produtivos com menor custo, de modo a substitui los por outros de maior competencia, vistas bem as contas, no final, quem ganha tmb sou eu (funcionário) .

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Não há leis perfeitas, o facilitar o despedimento vai injustiçar algumas pessoas mas vai beneficiar muitas mais. Eu tenho um trabalho que me permite interagir com departamentos de grande responsabilidade entre empresas do Governo, Banca e Serviços, e ao longo da minha vida profissional nunca pensei que existiam tantas pessoas a ganhar balurdios que só mantém o emprego pq conhecem a lei e fazem os minimos olimpicos indispensáveis, usando a lei e respectivas indeminizações para se manterem no posto.

E tu achas mesmo que esta lei vai afectar essas pessoas? Se elas estão lá a ganhar demasiado, é porque interessa a alguém e não vai ser esta lei que vai parar isso. Isto é tudo areia para os olhos e já sabemos quem vai afectar.

 

Enquanto tivermos um país de mansos, isto não vai andar para a frente. Continuem com os do costume lá em cima e sofram que nem cães.

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Eu espero que tenha trabalho porque sou competente e não pq sou caro de despedir.

Isto é claramente frase a reter.

 

A legislaçao laboral ideal neste prismapara ti seria?????

 

A sério, completa...

Editado por P_KOR

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Quem trabalhar bem, certamente não terá medo de ser despedido. E creio que estas medidas vão ajudar o país, já que agora as empresas podem contratar mais pessoal, coisa que não o faziam por causa dos contractos de trabalho e respectivas indemnizações em caso de crise.

 

Isso é verdade, metem uma data de pessoal a ganhar o ordenado mínimo, servem-se deles e depois mandam embora e não pagam nada, maravilha. O que interessa é assegurar o lucro ao final do mês nem que para isso se tire estabilidade e perspectivas de futuro aos trabalhadores.

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Isso é verdade, metem uma data de pessoal a ganhar o ordenado mínimo, servem-se deles e depois mandam embora e não pagam nada, maravilha. O que interessa é assegurar o lucro ao final do mês nem que para isso se tire estabilidade e perspectivas de futuro aos trabalhadores.

Como ocorre em mercados de despedimento "livre" como os EUA?

Coitados lá ninguem sobe na carreira pela competencia nem sequer sao valorizados...

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O pessoal tem medo de ser despedido e ficar no desemprego, mas esquecem-se que esta lei também beneficia a contratação de mais pessoal. E quem ler aqui alguns post, até pode ficar a pensar que já não há gente séria a empregar.

Pegando também no post do Vaart que respondia ao vampirado, porque é que o acusas de insinuar que há mais incompetentes do que competentes e depois saltas com uma estatística de 3/4 de competentes?

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Pegando no post do Vaart

 

Cada empresa tem de fazer a sua triagem, (e vou repetir o que disse ontem no topico da politica, empresário que despede gente compentente sofre de uma vontade crónica de "shit where he eats" porque o prejudicado maior é sempre ele. ) a questao é que esta lei actual, na ansia de proteger todos (os com competencia , felizmente defendem-se a si proprios com a mesma) proteja uma enorme franja de incompetente (de novo remeto para o topico da politica de ontem , onde relato uma historia que se passa na minha empresa) se me perguntares, a legislaçao ideal protegia os competente de desprotegia os inuteis, mas como isso nao é ezequivel, eu, pessoalmente (que nao sou patrao nem nada) prefiro que a empresa tenha possibilidade de largar elementos nao produtivos com menor custo, de modo a substitui los por outros de maior competencia, vistas bem as contas, no final, quem ganha tmb sou eu (funcionário) .

O que interessa a muitas empresas, além de ter funcionários competentes, é ter o menor custo possível e máximo rendimento a curto prazo. Conheço empresas que despedem funcionários porque acham que não são uma mais valia e passado 1 mês ligam para eles a perguntar se querem voltar. Pessoas que nem sequer tiveram tempo de mostrar o seu valor e estamos a falar de empresas de top. Porquê? Porque ganham funcionários que vão começar no dia 1 já com noção de como tudo funciona. Win.

 

Em muitas empresas a competência não chega. É tudo muito bonito dizer "se eu fosse patrão..." mas a verdade é que não somos. Eu também se fosse primeiro-ministro não implementava estas medidas.

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O pessoal tem medo de ser despedido e ficar no desemprego, mas esquecem-se que esta lei também beneficia a contratação de mais pessoal. E quem ler aqui alguns post, até pode ficar a pensar que já não há gente séria a empregar.

 

@ 1º Bold-por acaso até nem acho isso... vai dar é para diminuir as estruturas das empresas de elementos a mais sem custos tao elevados.

 

@ 2º Bold- Resquicios doutrinais de uma esquerda onde o patrao tem, obrigatoriamente de ser um demonio explorador. Acho que por eles nem se podia despedir, afinal, bom ou mau, tens de te aguentar á bomboca, nao o contratasses...

 

O que interessa a muitas empresas, além de ter funcionários competentes, é ter o menor custo possível e máximo rendimento a curto prazo. Conheço empresas que despedem funcionários porque acham que não são uma mais valia e passado 1 mês ligam para eles a perguntar se querem voltar. Pessoas que nem sequer tiveram tempo de mostrar o seu valor e estamos a falar de empresas de top. Porquê? Porque ganham funcionários que vão começar no dia 1 já com noção de como tudo funciona. Win.

 

Em muitas empresas a competência não chega. É tudo muito bonito dizer "se eu fosse patrão..." mas a verdade é que não somos. Eu também se fosse primeiro-ministro não implementava estas medidas.

Isso infelizmente ocorre, por exemplo no comercio retalhista/ grossista é brutal... mas já ocorre actualmente, nessa aspecto isto vai mudar nada.

 

E nao me respondeste á questao da legislaçao laboral...

Editado por P_KOR

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Não concordo com o primeiro bold, P. Se assim fosse, não fazia sentido implementar esta medida, não era? Acho que com os 30 dias por ano de indemnização, numa economia débil como a nossa, dificulta bastante o investimento em capital fixo. Mas se os patrões deixarem de estar presos ao medo de ter de pagar uma pipa de massa no caso de o empregado não valer nada ou de eclodir uma crise, vão empregar mais algumas pessoas. Pessoas essas que, se calhar, nem emprego arranjariam, nos moldes legislativos actuais.

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Como ocorre em mercados de despedimento "livre" como os EUA?

Coitados lá ninguem sobe na carreira pela competencia nem sequer sao valorizados...

 

Realidades e mentalidades diferentes.

 

Cá um patrão prefere andar a contratar 5 ou 6 sem termo a pagar 500euros (penso que ainda recebem um apoio do estado por colocarem pessoas, um acordo que assinaram com o PS para incentivar a contratação) e passado uns meses despedem e vão buscar outros. Não digo que seja em todo o lado mas que existe algum aproveitamento por parte de patrões existe.

 

É claro que estas situações não ajudam à produtividade "baixa" que tantos patrões falam.

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Realidades e mentalidades diferentes.

 

Cá um patrão prefere andar a contratar 5 ou 6 sem termo a pagar 500euros (penso que ainda recebem um apoio do estado por colocarem pessoas, um acordo que assinaram com o PS para incentivar a contratação) e passado uns meses despedem e vão buscar outros. Não digo que seja em todo o lado mas que existe algum aproveitamento por parte de patrões existe.

 

É claro que estas situações não ajudam à produtividade "baixa" que tantos patrões falam.

Generalizaçao... o que nao falta é patroes e sao mtos que fogem a esse estigma. MAs é inegavel que isso existe, é a mentalidade de tretar de alguma classe empresarial, e fora os ramos onde isso é pratica vigente (grandes superficies e afins) sabes onde acabam, e nao demora mto, essas empresas? na falencia.

 

Tive em tempos um cliente em Paços, um empresa grande Qb, com uma larga centena de pessoas a trabalhar, investiram num equipamento que custou quase meio milhao de euros, 1 pessoa recebeu quase mes e meio de formaçao no mesmo, (primeiro erro, nunca se manda 1 pessoa apenas para formaçao, ainda por cima para poupar dinheiro quando se investiu um rio dele ) que custou os olhos da cara (na volta de 15mil € entre viagens para a Alemanha, Estadia e formaçao em si ) ao final de 1 ano o empregado que tinha feito formaçao (e que era mal pago, na boa tradiçao da industria de Paços e do Vale do Ave) foi exigir um aumento de 150€ , o patrao nao quis e pagou lhe para sair (erro segundo- relembro que tinha investido 15mil € nele) pouco depois,para nao ter a maquina parada, teve de pagar nova formaçao a outra pessoa (mesma dose 15mil € ) , basicamente gastou 15mil € para nao aumentar uma pessoa competente em 150€... sabes onde está este empresa actualmente? Insolvencia... E o moço que recebeu aquela formaçao? a trabalhar na concorrencia e a receber á altura. Empresários do calibre deste só subsistem enquanto há "tropa macaca" (pessoas sem minimo de formaçao para trabalhar) , quando se exige um minimo de habilitaçao para a funçao que se faz, espalham -se ao comprido.

 

E como este existem outros tantos do genero na mesma empresa... lógico que esta laia nao faz falta no mercado de trabalho.

Editado por P_KOR

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Já para não falar nos Patrões que têm este tipo de pensamento:

 

"tenho 100 empregados, mas agora posso despedir 50 de borla, e meto os outros 50 a trabalhar o dobro, e é se querem ter emprego... E os meus lucros ao final do mês sobem. Que boa ideia, vou fazer isso."

 

Mas duvidam que isto vai acontecer? lol

 

 

E quem perde é o Estado. Quantos mais desempregados, mais dinheiro o Estado paga de subsídios de desemprego e/ou beneficio social.

Quantos mais desempregados, menos poder de compra. Quanto menor o poder de compra, menos as empresas vendem. Se as empresas vendem menos, menos lucros têm, logo mais despedimentos.

 

Resumindo. Estamos f*didos e completamente enterrados :)

Editado por Revenge

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@ 1º Bold-por acaso até nem acho isso... vai dar é para diminuir as estruturas das empresas de elementos a mais sem custos tao elevados.

 

@ 2º Bold- Resquicios doutrinais de uma esquerda onde o patrao tem, obrigatoriamente de ser um demonio explorador. Acho que por eles nem se podia despedir, afinal, bom ou mau, tens de te aguentar á bomboca, nao o contratasses...

 

 

Isso infelizmente ocorre, por exemplo no comercio retalhista/ grossista é brutal... mas já ocorre actualmente, nessa aspecto isto vai mudar nada.

 

E nao me respondeste á questao da legislaçao laboral...

Qual questão?

 

Não vai mudar nada? Então não vai ajudar que isso aconteça? Não era melhor prevenir isto tudo?

 

Não sei qual é a tua questão sobre a legislação laboral mas se estás a falar do caso que citei, é mais uma das "vantagens" dos recibos verdes. Podem despedir a qualquer momento porque não há protecção e depois voltam quando eles querem. O problema é que isto também acontece a pessoas com contratos e a tendência será sempre a aumentar.

 

Tenho esses exemplos na minha empresa. Pessoal que até faz um trabalho exemplar e são despedidos passado 2 meses. Como já me disseram "nós aqui trabalhamos com números", aquando confrontei essa situação com os meus chefes. É a forma mais directa possível de descrever como funcionam muitas empresas por cá. Eu até percebo que o importante para uma empresa seja o lucro mas andar com funcionários a recibos verdes que podem ter a sorte de passado 1 mês não ter emprego e depois enviam e-mails a informar que no ano de 2010 geraram milhões de lucro, e dizer "obrigado pela vossa ajuda", é mesmo cuspir na cara das pessoas.

 

Agora diz-me como é que numa empresa do género (1 em tantas outras), um patrão pode-se queixar da produtividade? Epá eu não sou nenhum entendido na matéria mas estas situações tiram-me do sério e o problema é que não vejo ninguém a mudar isso.

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Já para não falar nos Patrões que têm este tipo de pensamento:

 

"tenho 100 empregados, mas agora posso despedir 50 de borla, e meto os outros 50 a trabalhar o dobro, e é se querem ter emprego... E os meus lucros ao final do mês sobem. Que boa ideia, vou fazer isso."

 

Mas duvidam que isto vai acontecer? lol

 

 

E quem perde é o Estado. Quantos mais desempregados, mais dinheiro o Estado paga de subsídios de desemprego e/ou beneficio social.

Quantos mais desempregados, menos poder de compra. Quanto menor o poder de compra, menos as empresas vendem. Se as empresas vendem menos, menos lucros têm, logo mais despedimentos.

 

Resumindo. Estamos f*didos e completamente enterrados :)

E esses 50 a trabalhar o dobro não produzem o mesmo que os 100 e o gajo f*de-se ao fim do mesmo

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