Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Revenge

Governo quer acabar com indemnizações por despedimento até 2013

Publicações recomendadas

Quem trabalhar bem, certamente não terá medo de ser despedido. E creio que estas medidas vão ajudar o país, já que agora as empresas podem contratar mais pessoal, coisa que não o faziam por causa dos contractos de trabalho e respectivas indemnizações em caso de crise.

 

Ser competente, em contexto laboral, é também uma ameaça. E não sou eu que o digo, baseado numa afirmação naif, há factos, dados e estatísticas que o comprovam.

 

Se elas estão lá a ganhar demasiado, é porque interessa a alguém e não vai ser esta lei que vai parar isso.

 

Jobs for the boys

 

Pegando também no post do Vaart que respondia ao vampirado, porque é que o acusas de insinuar que há mais incompetentes do que competentes e depois saltas com uma estatística de 3/4 de competentes?

 

Como também há muitos competentes que não são despedidos, porque realizam o seu trabalho de maneira correcta, honesta e competente. Começas por falar dos incompetentes, dizendo que há muitos que não são despedidos, por causa da indemnização, porém não falas dos competentes. Porque, não tenho dúvidas que há mais competentes do que incompetentes, mas como sempre dá mais jeito conotar a Função Pública como incompetente.

 

Uma explicação da frase:

 

- O vampirado é que refere que há muitos incompetentes que não são despedidos e eu digo "Começas por falar dos incompetentes, dizendo que há muitos que não são despedidos, por causa da indemnização, porém não falas dos competentes. ", desmontando a frase:

 

1) Começas por falar dos incompetentes: o vampirado começou por falar de pessoas incompetentes;

2) dizendo que há muitos que não são despedidos por causa da indemnização: continuo a falar da asserção do vampirado, onde ele refere que conhece muita gente incompetente que garante os mínimos olímpicos para não ser despedido;

3) Porque, não tenho dúvidas que há mais competentes do que incompetentes, mas como sempre dá mais jeito conotar a Função Pública como incompetente: agora falei sobre a minha percepção, ou seja que há mais competentes que incompetentes, logo isso vai ao encontro da percentagem que refiro a seguir 75% de competentes e 25% de incompetentes, baseada na minha percepção.

 

Disto pode-se depreender que eu me situo num pólo oposto do vampirado, ele acha que há mais incompetentes, eu cá acho o contrário.

Editado por Vaart

Compartilhar este post


Link para o post

Já para não falar nos Patrões que têm este tipo de pensamento:

 

"tenho 100 empregados, mas agora posso despedir 50 de borla, e meto os outros 50 a trabalhar o dobro, e é se querem ter emprego... E os meus lucros ao final do mês sobem. Que boa ideia, vou fazer isso."

 

Mas duvidam que isto vai acontecer? lol

Em certos casos? Nao duvido, ainda há por ai muito asno á solta.

 

Se os lucros dele ao final do mês sobem assim? Talvez, mas garanto que nao vai ser por mto tempo.

Compartilhar este post


Link para o post

E esses 50 a trabalhar o dobro não produzem o mesmo que os 100 e o gajo f*de-se ao fim do mesmo

 

Vê-se bem que não estás mesmo dentro da realidade Portuguesa.

Tanta gente que trabalha horas a mais sem receber nada... Tanta gente que trabalha em condições sub-humanas...

 

Antigamente, quando havia muito emprego, as pessoas se não gostavam do que o Patrão estava a fazer, mudavam de emprego. Hoje em dia, sujeitam-se a estas condições, porque têm contas para pagar ao final do mês, e têm medo de não conseguirem arranjar outro emprego.

 

Até te dou um exemplo muito rápido, a minha namorada trabalha num hiper mercado, faz o trabalho de duas pessoas, chega a casa completamente rota que só lhe apetece ir para a cama e não fazer mais nada. Faz horas extras e não recebe o dinheiro, vai para uma bolsa de horas, mas nunca as goza. É insultada pelos chefes, se não conseguir fazer trabalho a dobrar etc etc

E se ela for ter com os Chefes, dizer que está mal etc etc, sabes o que eles dizem? "Se não estas contente, vai-te embora..." lol...

Se ela se for embora, como paga depois as contas, se neste momento é muito difícil arranjar emprego?

 

É esta a realidade ;)

Editado por Revenge

Compartilhar este post


Link para o post

Qual questão?

 

Não vai mudar nada? Então não vai ajudar que isso aconteça? Não era melhor prevenir isto tudo?

 

Não sei qual é a tua questão sobre a legislação laboral mas se estás a falar do caso que citei, é mais uma das "vantagens" dos recibos verdes. Podem despedir a qualquer momento porque não há protecção e depois voltam quando eles querem. O problema é que isto também acontece a pessoas com contratos e a tendência será sempre a aumentar.

 

Tenho esses exemplos na minha empresa. Pessoal que até faz um trabalho exemplar e são despedidos passado 2 meses. Como já me disseram "nós aqui trabalhamos com números", aquando confrontei essa situação com os meus chefes. É a forma mais directa possível de descrever como funcionam muitas empresas por cá. Eu até percebo que o importante para uma empresa seja o lucro mas andar com funcionários a recibos verdes que podem ter a sorte de passado 1 mês não ter emprego e depois enviam e-mails a informar que no ano de 2010 geraram milhões de lucro, e dizer "obrigado pela vossa ajuda", é mesmo cuspir na cara das pessoas.

 

Agora diz-me como é que numa empresa do género (1 em tantas outras), um patrão pode-se queixar da produtividade? Epá eu não sou nenhum entendido na matéria mas estas situações tiram-me do sério e o problema é que não vejo ninguém a mudar isso.

Ás vezes, quando ouço Louçãs e Jeronimos da vida, fico com a impressao que, segundo a doutrina, os patroes nem o direito de despedir deviam ter, como tu és dos vermelhos assumidos mais sensatos e ponderados gostava de saber como seria, no teu prisma de esquerda, o cddigo laboral ideal para a questao dos despedimento e indeminizaçoes.

 

 

Em relaçao ao resto, infelizmente é verdade e mais usual do que deveria. Mas isso tmb vai em parte de cada um, se sao pessoas que fizeram um trabalho exemplar, tanto o farao na tua empresa como na concorrencia ou noutro sitio onde sejam realmente valorizados... eu nao estou a falar de cabeça, passei por isso na pele na minha carreira profissional, nao me sentia valorizado, mudei, sentia me valorizado mas o "pilim" falhava, mudei de novo, para melhor... pá, se tenho competencia nao estou aqui para ser comido.

Editado por P_KOR

Compartilhar este post


Link para o post

Tudo bem Vaart.

Mas porque é que dizes que ser competente é uma ameaça? Idealmente, ter formação + experiência + vontade é tudo aquilo que se deseja de um trabalhador.

 

Já para não falar nos Patrões que têm este tipo de pensamento:

 

"tenho 100 empregados, mas agora posso despedir 50 de borla, e meto os outros 50 a trabalhar o dobro, e é se querem ter emprego... E os meus lucros ao final do mês sobem. Que boa ideia, vou fazer isso."

 

Mas duvidam que isto vai acontecer? lol

 

 

E quem perde é o Estado. Quantos mais desempregados, mais dinheiro o Estado paga de subsídios de desemprego e/ou beneficio social.

Quantos mais desempregados, menos poder de compra. Quanto menor o poder de compra, menos as empresas vendem. Se as empresas vendem menos, menos lucros têm, logo mais despedimentos.

 

Resumindo. Estamos f*didos e completamente enterrados :)

 

Estás a ser tão incorrecto. A mim parece-me que estás a ver a medida do ponto de vista popular. É óbvio que se trata de uma medida económica que até pode diminuir bastante o desemprego no nosso país. Se calhar, até vai doer para alguma pessoas, grande parte delas incompetentes, ams é preciso pensar também naqueles que agora podem ter um novo emprego.

Compartilhar este post


Link para o post

Pegando no post do Vaart

 

Cada empresa tem de fazer a sua triagem, (e vou repetir o que disse ontem no topico da politica, empresário que despede gente compentente sofre de uma vontade crónica de "shit where he eats" porque o prejudicado maior é sempre ele. ) a questao é que esta lei actual, na ansia de proteger todos (os com competencia , felizmente defendem-se a si proprios com a mesma) proteja uma enorme franja de incompetente (de novo remeto para o topico da politica de ontem , onde relato uma historia que se passa na minha empresa) se me perguntares, a legislaçao ideal protegia os competente de desprotegia os inuteis, mas como isso nao é ezequivel, eu, pessoalmente (que nao sou patrao nem nada) prefiro que a empresa tenha possibilidade de largar elementos nao produtivos com menor custo, de modo a substitui los por outros de maior competencia, vistas bem as contas, no final, quem ganha tmb sou eu (funcionário) .

 

Se estamos a falar do sector público, quem se encarrega da triagem é a Direcção Geral da Administração Pública, a ela cabe a responsabilidade de recrutar e seleccionar os trabalhadores para a Administração Pública nacional e aí é onde ocorre a maioria dos erros, especialmente ao nível do capital social.

 

Empresários que despedem gente incompetente têm problemas gastro-instestinais graves e sofrem desses problemas na pele? Bem, atendendo aos cada vez mais comuns casos de downsizing, parece-me que os empresários não sofrem desses problemas, despedem pessoas, livram-se delas, têm menos custos operacionais e transformam-nos em lucros operacionais. Porquê? Têm menos custos em pessoal e esses revertem para lucros que podem ser aplicados em várias áreas. Os funcionários que ficam sofrem na pele o excesso do trabalho, mas isso que importa? O lucro da empresa, por um lado, corte nos empregados, está assegurado .

 

Falas que não te importas que a tua empresa de livre dos incompetentes para contratar competentes, mas quem te garante que não despede competentes e contrata incompetentes? Falas com tanta segurança, que fiquei confuso.

 

Por fim, é exequível.

Compartilhar este post


Link para o post

 

Até te dou um exemplo muito rápido, a minha namorada trabalha num hiper mercado, faz o trabalho de duas pessoas, chega a casa completamente rota que só lhe apetece ir para a cama e não fazer mais nada. Faz horas extras e não recebe o dinheiro, vai para uma bolsa de horas, mas nunca as goza. É insultada pelos chefes, se não conseguir fazer trabalho a dobrar etc etc

E se ela for ter com os Chefes, dizer que está mal etc etc, sabes o que eles dizem? "Se não estas contente, vai-te embora..." lol...

Se ela se for embora, como paga depois as contas, se neste momento é muito difícil arranjar emprego?

Hipermercados, shoppings e similares, sao claramente a escravidão dos tempos actuais. E falo por experiencia propria. é dos sitios onde ser competente vale menos que zero (e alem disso, ser competente em que? em arrumar produtos na prateleiras ou em passar rápido artigos na caixa?)

 

é daqueles ramos que devia ter uma legislaçao especifica e um sindicato forte (tem uma legislaçao de trampa (só analisar a questao recentes dos Hipers abrirem aos Domingos) e um sindicato quase inexistente.

Compartilhar este post


Link para o post

e ´preciso ser muito aluado da realidade para pensar que isto vai prejudicar quem ~está a receber muito e a fazer pouco

Compartilhar este post


Link para o post

 

 

Falas que não te importas que a tua empresa de livre dos incompetentes para contratar competentes, mas quem te garante que não despede competentes e contrata incompetentes? Falas com tanta segurança, que fiquei confuso.

 

Por fim, é exequível.

Falo com a segurança de saber as pessoas com quem trabalho e os meus patroes, apenas isso, no meu caso especifico tenho essa plena certeza...

MAs é um ponto interessante, de modo a evitar erros "de casting" , evitas que a incompetencia tenha o resultado que deve ter...

 

E és um Nazi da gramática do raio, eu quando faço textos longos, raras vezes vou fazer a correção, depois sai disso... :mrgreen:

 

e ´preciso ser muito aluado da realidade para pensar que isto vai prejudicar quem ~está a receber muito e a fazer pouco

No sector privado nao duvido que existem bastantes rabinhos pagos a peso de ouro que vao encolher o esfincter...

No sector publico, business as usual...

Editado por P_KOR

Compartilhar este post


Link para o post

Ás vezes, quando ouço Louçãs e Jeronimos da vida, fico com a impressao que, segundo a doutrina, os patroes nem o direito de despedir deviam ter, como tu, junto com o Vladimir e o Peplin, é és dos vermelhos assumidos mais sensatos e ponderados gostava de saber como seria, no teu prisma de esquerda, o cddigo laboral ideal para a questao dos despedimento e indeminizaçoes.

 

 

Em relaçao ao resto, infelizmente é verdade e mais usual do que deveria. Mas isso tmb vai em parte de cada um, se sao pessoas que fizeram um trabalho exemplar, tanto o farao na tua empresa como na concorrencia ou noutro sitio onde sejam realmente valorizados... eu nao estou a falar de cabeça, passei por isso na pele na minha carreira profissional, nao me sentia valorizado, mudei, sentia me valorizado mas o "pilim" falhava, mudei de novo, para melhor... pá, se tenho competencia nao estou aqui para ser comido.

Nada disso. Obviamente que têm o direito de despedir, quem mereça. Mas o que disse também dou-te um exemplo oposto na mesma empresa. Um gajo que anda lá há não sei quantos anos, passou a efectivo e é um incompetente. Não o despedem, como é óbvio, e ele sabendo disso, não se esforça minimamente e fica lá até alguém o mandar embora mas já sabemos que no final ele vai sair pelo próprio pé, porque há muitas formas de fazer a vida negra a uma pessoa além de o despedir.

 

A questão aqui é despedir quem mostra competência ou ainda nem sequer teve tempo para isso. Não sabem potencializar as qualidades dos funcionários. E como gostam de contratar do que renovar, para eles é excelente.

 

O que acho é que não deveria haver tantas facilidades económicas. Nem estou a falar em balúrdios mas se há gente a sair de mãos a abanar, acho que está tudo dito. O tempo de casa também é um papel importante no despedimento, algo que já não existirá.

 

Obviamente que é sempre uma faca de dois "legumes" mas da minha perspectiva, se querem potencializar as qualidades de quem têm lá a trabalhar e aumentar a produtividade, não deveria ser tão fácil despedir. O problema é que isso não interessa para quem está lá em cima.

 

E de que importa ser fácil contratar se depois podem mandar embora as pessoas quando quiserem? Até ajuda. Mas pronto, vamos ver como isto vai andar nos próximos 4 anos, apesar de não ter esperança nenhuma.

Compartilhar este post


Link para o post

Tudo bem Vaart.Mas porque é que dizes que ser competente é uma ameaça? Idealmente, ter formação + experiência + vontade é tudo aquilo que se deseja de um trabalhador.

 

Hard, vou-te relatar situações (raras, mas cada vez mais comuns) que ocorrem em empresas públicas e não públicas que servirão para te elucidar:

 

Em empresas ou departamentos dominados pelo ócio, preguiça e procrastinação, há uma maneira simples de trabalhar: isto não é um trabalho, é um emprego e como tal não tenho qualquer obrigação de me esforçar, porque esforçar cansa. Porém, nessas empresas ou departamentos podem também existir, e existem, pessoas que trabalham de forma séria, honesta e competente, o que desagrada aos procrastinadores, logo é necessário retaliar. E como? Vamos tramar o tipo competente, não vá ele roubar-nos o poleiro e prejudicar-nos, pensam os preguiçosos, ociosos e procrastinadores. Essa acção de prejudicar pode ser feita de várias formas, chantagem, coacção, intimidação, violência psicológica ou física, e em muitos casos isolamento social. Qual será o resultado final? O competente vai entrar numa situação de desgaste, esgotamento, porque só ele trabalha e por trabalhar é prejudicado, a partir de certa altura ele vai querer deixar a empresa ou departamento, porque atingiu o limite e a sua resiliência já se encontra muito desgastante.

 

Estas situações existem, são comuns e assustadoras, além de que demonstram também que ser competente é um grande perigo.

Editado por Vaart

Compartilhar este post


Link para o post

P_kor, já ontem tinha ficado com essa noção no tópico da política, tu apoias e, bastante os patrões.

Eu percebo o teu ponto de vista, em relação a esta medida. Mas achas mesmo que os nossos patrões são tão inteligentes a ponto de usarem bem a medida?

Pensa Nisto com patrões com tão baixa escolaridade o que impera é a má gestão e não me espantava nada que isto fosse apenas uma desculpa para despedir pensando só no curto prazo

Compartilhar este post


Link para o post

e ´preciso ser muito aluado da realidade para pensar que isto vai prejudicar quem ~está a receber muito e a fazer pouco

 

Isto é uma grande verdade.

 

Falo com a segurança de saber as pessoas com quem trabalho e os meus patroes, apenas isso, no meu caso especifico tenho essa plena certeza...MAs é um ponto interessante, de modo a evitar erros "de casting" , evitas que a incompetencia tenha o resultado que deve ter... E és um Nazi da gramática do raio, eu quando faço textos longos, raras vezes vou fazer a correção, depois sai disso... :mrgreen:No sector privado nao duvido que existem bastantes rabinhos pagos a peso de ouro que vao encolher o esfincter... No sector publico, business as usual...

 

P, no teu caso, mas por esse país fora o que existe são patrões incompetentes, que não delegam e que cometem erros que prejudicam a empresa em toda a linha.

 

Segundo, na AP cometem-se vários erros de casting, o capital social sobrepõe-se frequentemente à competência. Disso não tenho dúvidas, em 11 meses presenciei várias dessas situações.

 

Por fim, muitos vão saltar do privado, como dizes, mas não tenho dúvidas que alguns deles vão aterrar no público, um El Dorado para os gestores de topo.

Compartilhar este post


Link para o post

Falo com a segurança de saber as pessoas com quem trabalho e os meus patroes, apenas isso, no meu caso especifico tenho essa plena certeza...

MAs é um ponto interessante, de modo a evitar erros "de casting" , evitas que a incompetencia tenha o resultado que deve ter...

 

E és um Nazi da gramática do raio, eu quando faço textos longos, raras vezes vou fazer a correção, depois sai disso... :mrgreen:

 

 

No sector privado nao duvido que existem bastantes rabinhos pagos a peso de ouro que vao encolher o esfincter...

No sector publico, business as usual...

 

O teu problema, é fazeres do teu caso, ou do caso da empresa odne trabalhas, o exemplo de Portugal.

 

Acredita, que em Portugal existe os mais variados casos, em muitas situações, o completo oposto do caso a que estás habituado :)

Compartilhar este post


Link para o post

No sector privado nao duvido que existem bastantes rabinhos pagos a peso de ouro que vao encolher o esfincter...

No sector publico, business as usual...

até pode ser, mas achas que se sair desse emprego quem o meteu lá não lhe arranja um equivalente ou ainda melhor?

Compartilhar este post


Link para o post

Há que separar aqui duas coisas a meu ver:

 

- O principio politico estratégico (ou seja, a teoria) de facilitar os despedimentos.

 

Esta, ou outra medida equivalente, a não ser que seja gritantemente injusta, terá sempre o meu apoio, seja PS, PSD, CDU, USB, PQP, AGP, XPTO etc! Um estado social que trata os seus trabalhadores como "coitadinhos, se forem despedidos a vida acaba" é um estado que cria a ilusão que um trabalho é um posto fixo quando é tudo menos isso. Vi uma vez numa entrevista um Português que conseguiu um cargo de director de uma das empresas mais poderosas do mundo (não me recordo quem era a empresa nem o senhor) e a jornalista a perguntar-lhe "então como é que um Português consegue chegar onde chegou..." e ele "nunca trabalhei no mesmo sitio, nas mesmas funções, mais do que 10 anos, é esse o meu segredo". Isto marcou-me pq tava á espera do "costume", ou seja, mto trabalho e dedicação e blablabla, enfim, por alguma razão que desconheço deu-me mto a pensar pq eu tmb cresci a pensar que "arranjo um trabalho e pronto, qtos mais anos lá estiver melhor" e ouvir alguém que a razão do sucesso não é a estabilidade mas sim a instabilidade marcou-me. Isto não significa que temos todos de ser assim, o Fergusson por exemplo tá lá há uns 30 anos e se ficasse mtos mais não fazia mal nenhum, o principio aqui da coisa é que mudar de emprego, por vontade própria ou não, não é necessariamente um drama como querem fazer parecer. É como cortar metade do subsidio de natal, AIAIAIA e agora, como vou esbanjar rios de dinheiro em pokemons e em nenucos que fazem xixi?!?! Enfim, no minimo parece-me hipocrisia da população.

 

- A exequibilidade e os danos colaterias (ou seja, a prática).

 

Aqui é que me faz "comichão". Gostando eu do principio de não tratar os trabalhadores como coitadinhos, tmb sei que no mundo em que vivemos os fortes, leia-se patrões, fazem tudo para se aproveitar dos menos fortes, leia-se trabalhadores. Basicamente este é o único ponto negativo que vejo nesta medida.

 

Conclusão:

Metendo tudo na balança, de acordo com a minha opinião obviamente, estas medidas, mesmo correndo o risco de serem aproveitadas pelos patrões para se abusarem nos despedimentos nas alturas dos downsizings e etc, parecem-me positivas. O tempo dirá, mas acho que estamos no caminho certo.

Compartilhar este post


Link para o post

Vampirado: Mudar de emprego sim, mas como mudamos se ninguém contrata, hoje em dia?

Compartilhar este post


Link para o post

P_kor, já ontem tinha ficado com essa noção no tópico da política, tu apoias e, bastante os patrões.

 

Se passasse por uns sacanas, se calhar teria opiniao diferente, como a minha experiencia é totalmente positiva, acho que (apesar de haver uns asnos na questao) os patroes sao uma "carreira" um bocado injustiçada.

Editado por P_KOR

Compartilhar este post


Link para o post

Generalizaçao... o que nao falta é patroes e sao mtos que fogem a esse estigma. MAs é inegavel que isso existe, é a mentalidade de tretar de alguma classe empresarial, e fora os ramos onde isso é pratica vigente (grandes superficies e afins) sabes onde acabam, e nao demora mto, essas empresas? na falencia.

 

Tive em tempos um cliente em Paços, um empresa grande Qb, com uma larga centena de pessoas a trabalhar, investiram num equipamento que custou quase meio milhao de euros, 1 pessoa recebeu quase mes e meio de formaçao no mesmo, (primeiro erro, nunca se manda 1 pessoa apenas para formaçao, ainda por cima para poupar dinheiro quando se investiu um rio dele ) que custou os olhos da cara (na volta de 15mil € entre viagens para a Alemanha, Estadia e formaçao em si ) ao final de 1 ano o empregado que tinha feito formaçao (e que era mal pago, na boa tradiçao da industria de Paços e do Vale do Ave) foi exigir um aumento de 150€ , o patrao nao quis e pagou lhe para sair (erro segundo- relembro que tinha investido 15mil € nele) pouco depois,para nao ter a maquina parada, teve de pagar nova formaçao a outra pessoa (mesma dose 15mil € ) , basicamente gastou 15mil € para nao aumentar uma pessoa competente em 150€... sabes onde está este empresa actualmente? Insolvencia... E o moço que recebeu aquela formaçao? a trabalhar na concorrencia e a receber á altura. Empresários do calibre deste só subsistem enquanto há "tropa macaca" (pessoas sem minimo de formaçao para trabalhar) , quando se exige um minimo de habilitaçao para a funçao que se faz, espalham -se ao comprido.

 

E como este existem outros tantos do genero na mesma empresa... lógico que esta laia nao faz falta no mercado de trabalho.

 

Sim é uma generalização à sempre patrões mais "sensíveis" em relação aos empregados. Generalizando mais uma vez até diria que patrões/empresas portugueses pertencem a essa categoria que tu falas.

 

 

 

Estás a ser tão incorrecto. A mim parece-me que estás a ver a medida do ponto de vista popular. É óbvio que se trata de uma medida económica que até pode diminuir bastante o desemprego no nosso país. Se calhar, até vai doer para alguma pessoas, grande parte delas incompetentes, ams é preciso pensar também naqueles que agora podem ter um novo emprego.

 

1º bold: como sabes se serão as mais incompetentes?

 

2º bold: e como será esse emprego? Trabalhar a dobrar, receber o salário mínimo, ter que trabalhar por exemplo ao fim de semana, fazer sacrifícios familiares e pessoais e depois o que recebem no futuro?

 

Esta medida na teoria era capaz de ser boa, na realidade só favorece os patrões e apenas vai introduzir uma rotatividade entre um emprego e o fundo de desemprego.

Compartilhar este post


Link para o post

O teu problema, é fazeres do teu caso, ou do caso da empresa odne trabalhas, o exemplo de Portugal.

 

Acredita, que em Portugal existe os mais variados casos, em muitas situações, o completo oposto do caso a que estás habituado :)

Em parte tem a ver com isto

 

Se passasse por uns sacanas, se calhar teria opiniao diferente, como a minha experiencia é totalmente positiva, acho que (apesar de haver uns asnos na questao) sao uma "carreira" um bocado injustiçada.

 

Mas atenção que trabalhei 5 anos num Hipermercado, já vi mta coisa, comigo o meu patrao sempre foi porreiraço e disponivel, mas sei bem o que "as casas" gastam.

Compartilhar este post


Link para o post

Há que separar aqui duas coisas a meu ver:

 

- O principio politico estratégico (ou seja, a teoria) de facilitar os despedimentos.

 

Esta, ou outra medida equivalente, a não ser que seja gritantemente injusta, terá sempre o meu apoio, seja PS, PSD, CDU, USB, PQP, AGP, XPTO etc! Um estado social que trata os seus trabalhadores como "coitadinhos, se forem despedidos a vida acaba" é um estado que cria a ilusão que um trabalho é um posto fixo quando é tudo menos isso. Vi uma vez numa entrevista um Português que conseguiu um cargo de director de uma das empresas mais poderosas do mundo (não me recordo quem era a empresa nem o senhor) e a jornalista a perguntar-lhe "então como é que um Português consegue chegar onde chegou..." e ele "nunca trabalhei no mesmo sitio, nas mesmas funções, mais do que 10 anos, é esse o meu segredo". Isto marcou-me pq tava á espera do "costume", ou seja, mto trabalho e dedicação e blablabla, enfim, por alguma razão que desconheço deu-me mto a pensar pq eu tmb cresci a pensar que "arranjo um trabalho e pronto, qtos mais anos lá estiver melhor" e ouvir alguém que a razão do sucesso não é a estabilidade mas sim a instabilidade marcou-me. Isto não significa que temos todos de ser assim, o Fergusson por exemplo tá lá há uns 30 anos e se ficasse mtos mais não fazia mal nenhum, o principio aqui da coisa é que mudar de emprego, por vontade própria ou não, não é necessariamente um drama como querem fazer parecer. É como cortar metade do subsidio de natal, AIAIAIA e agora, como vou esbanjar rios de dinheiro em pokemons e em nenucos que fazem xixi?!?! Enfim, no minimo parece-me hipocrisia da população.

 

1) Tu deves querer dizer: Um Estado Social que desrespeita os seus trabalhadores em toda a sua linha e que lhes quer tirar alguns dos seus, poucos, direitos;

 

2) Eu vi essa entrevista, essa afirmação é muito próxima daquela que ele proferiu, porém ele saía da empresa por vontade própria, não por estabilidade ou instabilidade. Era uma vontade própria;

 

3) Conversa de rapaz ou homem que poucas, ou nenhumas, dificuldades viveu na vida e não sabe o esforço que muitas famílias fazem para sobreviver dignamente. E o sobreviver é a palavra certa, porque muitas pessoas em Portugal sobrevivem, já não vivem.

 

- A exequibilidade e os danos colaterias (ou seja, a prática).

 

Aqui é que me faz "comichão". Gostando eu do principio de não tratar os trabalhadores como coitadinhos, tmb sei que no mundo em que vivemos os fortes, leia-se patrões, fazem tudo para se aproveitar dos menos fortes, leia-se trabalhadores. Basicamente este é o único ponto negativo que vejo nesta medida.

 

1) O único ponto negativo? É O ponto negativo, porque os patrões vão poder usar e abusar do seu poder, para despedir todo e qualquer funcionário que lhe apraz. Se hoje me dia despedir já é fácil, com estas novas medidas mais fácil será.

 

Conclusão:

Metendo tudo na balança, de acordo com a minha opinião obviamente, estas medidas, mesmo correndo o risco de serem aproveitadas pelos patrões para se abusarem nos despedimentos nas alturas dos downsizings e etc, parecem-me positivas. O tempo dirá, mas acho que estamos no caminho certo.

 

1) De positivo, para mim, pouco, ou nada, tem.

Editado por Vaart

Compartilhar este post


Link para o post

Vampirado: Mudar de emprego sim, mas como mudamos se ninguém contrata, hoje em dia?

 

Fui agora ao site netempregos, fiz um pesquisar de ofertas sem filtros, e apareceram-me 100 páginas (deve ser o limite máximo) e cada página tem 15 ofertas, enfim, é fazer as contas. Falta de emprego, ONDE?

 

Uso-me como exemplo. Eu sou informático e trabalho numa área especifica de sistemas (virtualização). Há uns anos trabalhava numa empresa que faliu, e em portugal dificilmente arranjava trabalho a fazer o mesmo e a ganhar o mesmo nesta área. Portanto fui trabalhar como DBA (não percebia um chavelho daquilo mas tinha as bases que eram precisas para poder trabalhar e aprender) pq foi o melhor que consegui arranjar, podia ficar no desemprego com casa e carro para pagar, chuxar a teta do estado e ficar á espera do meu emprego de sonho. Mas sem ajuda de pais nem ninguém, tive de me desemerdar e passados 3 dias no desemprego, fui para DBA (BLHECK). Detesto ser DBA, ver tabelas e modelos de dados e sql e oh catano, tenho alergia aquilo, mas fui pq os emprestimos n se pagam sozinhos e n tenho feitio para estar parado. Agora já trabalho novamente na área que gosto e está tudo bem mas... sei lá o que vai acontecer daqui a 1 ano, eu planeio a minha vida a pensar que o trabalho pode mudar de um dia para o outro.

 

Isto vale o que vale, cada caso é um caso e etc, mas a moral da história é que não faltam prai é oportunidades, as pessoas é que têm a mentalidade errada para o mundo moderno. Se estudas marketing e não encontras emprego em marketing, vai para outra área. A área que tem mais necessidade de trabalhadores não é a informática, medicina, prostituição, etc... é a competência, e sim, a grande maioria das pessoas são incompetentes nas funções que executam, não pq sejam parvas, mas pq a mentalidade laboral que está não os puxa a serem melhores.

Compartilhar este post


Link para o post

é a competência, e sim, a grande maioria das pessoas são incompetentes nas funções que executam

 

Dados? Fontes? Ou será uma percepção?

Editado por Vaart

Compartilhar este post


Link para o post

Fui agora ao site netempregos, fiz um pesquisar de ofertas sem filtros, e apareceram-me 100 páginas (deve ser o limite máximo) e cada página tem 15 ofertas, enfim, é fazer as contas. Falta de emprego, ONDE?

 

Uso-me como exemplo. Eu sou informático e trabalho numa área especifica de sistemas (virtualização). Há uns anos trabalhava numa empresa que faliu, e em portugal dificilmente arranjava trabalho a fazer o mesmo e a ganhar o mesmo nesta área. Portanto fui trabalhar como DBA (não percebia um chavelho daquilo mas tinha as bases que eram precisas para poder trabalhar e aprender) pq foi o melhor que consegui arranjar, podia ficar no desemprego com casa e carro para pagar, chuxar a teta do estado e ficar á espera do meu emprego de sonho. Mas sem ajuda de pais nem ninguém, tive de me desemerdar e passados 3 dias no desemprego, fui para DBA (BLHECK). Detesto ser DBA, ver tabelas e modelos de dados e sql e oh catano, tenho alergia aquilo, mas fui pq os emprestimos n se pagam sozinhos e n tenho feitio para estar parado. Agora já trabalho novamente na área que gosto e está tudo bem mas... sei lá o que vai acontecer daqui a 1 ano, eu planeio a minha vida a pensar que o trabalho pode mudar de um dia para o outro.

 

Isto vale o que vale, cada caso é um caso e etc, mas a moral da história é que não faltam prai é oportunidades, as pessoas é que têm a mentalidade errada para o mundo moderno. Se estudas marketing e não encontras emprego em marketing, vai para outra área. A área que tem mais necessidade de trabalhadores não é a informática, medicina, prostituição, etc... é a competência, e sim, a grande maioria das pessoas são incompetentes nas funções que executam, não pq sejam parvas, mas pq a mentalidade laboral que está não os puxa a serem melhores.

Isso é muito bonito.

Mas facto: Desde maio que estou a enviar CV's para tudo, desde empresas da minha área a empresas de outra área e até para lojas eu enviei.

Quantas respostas? 0.

E no outro dia passei por uma das lojas onde enviei o CV e dizia a vendedora para uma cliente: "Ninguém quer trabalhar. Veja lá que tenho aqui a placa a pedir colaboradores e nada." Tipo. Nada? E o meu CV não conta?

Compartilhar este post


Link para o post

Tenho uma forma de encarar as coisas a nivel profissional similar á do Vampirado.,com experiencias positivas tmb, mas sei que nao é assim tao linear(por norma)

Editado por P_KOR

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...