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Austrália ordena caça a tubarão assassino

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Basicamente, o que aí diz é que qualquer espaço usado pelo Homem para se abrigar e sobreviver faz parte do seu habitat natural. Estão excluídos espaços de lazer, de trabalho e outros. Ora, pelo que se entende, o mar entra na abrangência da definição, pelo que não podemos simplesmente dizer que não partilhamos o mesmo habitat natural com o tubarão. Tanto assim é que os ataques repetem-se ao longo dos tempos um pouco por todo o mundo.

 

Também não me agrada a ideia de matar animais indiscriminadamente, mas não se pode simplesmente ficar de braços cruzados perante a perda de vidas humanas. A única solução que envolvesse a defesa dos tubarões e do ser humano em simultâneo seria a de impedir o acesso às águas povoadas pelos grandes peixes. Porém, já se sabe que isso não vai acontecer por ir contra a natureza do próprio homem. Ou seja, vemo-nos num dilema moral: defender os direitos da nossa espécie ou aqueles doutra, que nos ameaça.

 

Pessoalmente, incomodam-me mais as mortes de 3 pessoas do que de 3 tubarões. E tenho muitas razões para isso.

Editado por 13thReverend

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Explica-me como é que o Homem se abriga e sobrevive no oceano? Podemos usar o mar como uma fonte de alimento, mas isso não faz dele o nosso habitat. As pessoas morreram, matar os tubarões responsáveis é solução para quê? Estás a sugerir que se limpe os oceanos dos tubarões para evitar novos acidentes?

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Não tem de ser necessariamente no oceano. Basta ser do oceano. Os espaços utilizados por uma espécie para a sua sobrevivência, a qual inclui os territórios de caça, são também parte integrante do seu habitat natural. Ou, se preferires, explica-me antes como sobrevive o Homem sem uma fonte de alimento no seu habitat natural.

 

Pode não ser uma solução definitiva, mas ao menos irá trazer uma paz aparente aos familiares das vítimas e às pessoas que precisam de utilizar aquelas águas. Pelo contrário, não fazer nada só vai contribuir para o aumento do preconceito e do ódio contra os tubarões. Não é uma solução muito boa, mas nem eu disse que tal era possível.

 

E o que eu sugiro é que se impeçam as pessoas de entrar em contacto com os tubarões ou qualquer outro bicho que possa ser transtornado pela nossa existência. No fundo, sugiro a exterminação da nossa própria espécie... :roll:

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Não tem de ser necessariamente no oceano. Basta ser do oceano. Os espaços utilizados por uma espécie para a sua sobrevivência, a qual inclui os territórios de caça, são também parte integrante do seu habitat natural. Ou, se preferires, explica-me antes como sobrevive o Homem sem uma fonte de alimento no seu habitat natural.

 

Pode não ser uma solução definitiva, mas ao menos irá trazer uma paz aparente aos familiares das vítimas e às pessoas que precisam de utilizar aquelas águas. Pelo contrário, não fazer nada só vai contribuir para o aumento do preconceito e do ódio contra os tubarões. Não é uma solução muito boa, mas nem eu disse que tal era possível.

 

E o que eu sugiro é que se impeçam as pessoas de entrar em contacto com os tubarões ou qualquer outro bicho que possa ser transtornado pela nossa existência. No fundo, sugiro a exterminação da nossa própria espécie... :roll:

 

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Mas repara que a nossa sociedade chegou a um ponto que não precisa de mergulhar nos oceanos para encontrar alimento, logo, mesmo usando uma definição de habitat bastante abrangente, não consigo considerar o oceano como um habitat para o ser humano, até porque não é um local seguro e não só devido aos animais que o habitam, é um ambiente imprevisível e que por si só consegue roubar vidas.

 

No teu segundo ponto tenho de discordar veemente, matar um animal selvagem por pura vingança parece-me ridículo e não acredito que essa forma de "justiça" consiga trazer algum sossego a quem perdeu o familiar. A melhor solução é encarar o acidente como isso mesmo, um acidente. Procurar mecanismos para prevenir futuros ataques, fazer questão que as pessoas estejam informadas de que as águas são perigosas e que ao mergulharem nelas estão a tomar uma decisão em plena consciência dos riscos que com ela advêm.

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Isso não corresponde à verdade, desculpa. A nossa população aumenta de tal forma que a grande maioria dos recursos naturais ao nosso dispor ou está a desaparecer a olhos vistos ou nos está a fazer criar problemas ambientais de modo a conserva-los. O mar é simplesmente o nosso recurso mais rico, do qual dependemos desde sempre e sem o qual não seremos capazes de sobreviver como espécie. E todo o planeta é como dizes, não existem lugares livres de risco, pelo que o argumento cai por aí.

 

Tu insistes em apelidar a ação de vingança, quando não tem de ser assim. Estivéssemos a falar de formigas ou térmitas e o termo já seria "prevenção". Uma vida humana não vale mais ou menos de acordo com o animal que a incomoda. Uma praga é uma praga, tal como uma ameaça não deixa de o ser porque o animal não tem consciência do facto. O que interessa aqui é a proteção da nossa espécie e não daquela que nos tira a vida.

 

E esses mecanismo já existem e as pessoas já estão consciencializadas, não te parece? Há já décadas que se lidam com ataques de tubarões na Austrália e eles sabem muito bem o que fazer para se proteger. Se ainda assim as medidas não são suficientes, resta-lhes não pôr o pé no mar, o que não é sequer uma hipótese. Não tenho a certeza, mas não acredito que as autoridades australianas se limitem a ir para alto-mar, de arpão na mão, a desatar ao tiro a tudo quanto é tubarão. Existem zonas delimitadas por redes, conhecimento dos movimentos sazonais dos bichos e dos seus comportamentos típicos. Neste caso, não serão muitos os tubarões a fugir dos padrões conhecidos e pode ocorrer de nem um sequer aparecer. O que não se pode deixar de fazer é ter a certeza que as zonas costeiras estão novamente seguras, haja sushi ou não.

 

:mellow:

matias2.jpg

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Guest Masha

Ui o 13 já manda beijinhos... ! :mrgreen:

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Isso não corresponde à verdade, desculpa. A nossa população aumenta de tal forma que a grande maioria dos recursos naturais ao nosso dispor ou está a desaparecer a olhos vistos ou nos está a fazer criar problemas ambientais de modo a conserva-los. O mar é simplesmente o nosso recurso mais rico, do qual dependemos desde sempre e sem o qual não seremos capazes de sobreviver como espécie. E todo o planeta é como dizes, não existem lugares livres de risco, pelo que o argumento cai por aí.

 

Tu insistes em apelidar a ação de vingança, quando não tem de ser assim. Estivéssemos a falar de formigas ou térmitas e o termo já seria "prevenção". Uma vida humana não vale mais ou menos de acordo com o animal que a incomoda. Uma praga é uma praga, tal como uma ameaça não deixa de o ser porque o animal não tem consciência do facto. O que interessa aqui é a proteção da nossa espécie e não daquela que nos tira a vida.

 

E esses mecanismo já existem e as pessoas já estão consciencializadas, não te parece? Há já décadas que se lidam com ataques de tubarões na Austrália e eles sabem muito bem o que fazer para se proteger. Se ainda assim as medidas não são suficientes, resta-lhes não pôr o pé no mar, o que não é sequer uma hipótese. Não tenho a certeza, mas não acredito que as autoridades australianas se limitem a ir para alto-mar, de arpão na mão, a desatar ao tiro a tudo quanto é tubarão. Existem zonas delimitadas por redes, conhecimento dos movimentos sazonais dos bichos e dos seus comportamentos típicos. Neste caso, não serão muitos os tubarões a fugir dos padrões conhecidos e pode ocorrer de nem um sequer aparecer. O que não se pode deixar de fazer é ter a certeza que as zonas costeiras estão novamente seguras, haja sushi ou não.

Eu queria dizer que não existe necessidade de fisicamente mergulhar no oceano para alimentar a vasta população mundial. O Homem criou as urbanizações e tenta mantê-las seguras, é aí que vivemos e sobrevivemos no nosso quotidiano. Claro que nem aqui estamos livres de perigo, mas não vamos comparar os perigos do oceano. É de facto uma fonte rica em alimento e da qual temos abusado, isto se os documentários que tenho visto não estiverem enganados.

 

Neste caso em particular eu só desejo que as pessoas tenham a consciência de que estão a correr um risco ao tomar a decisão de nadar em águas profundas e se o ataque ocorrer não deverá haver um desejo de represália. A perseguição a uma espécie já de si ameaçada não é uma solução preventiva, a não ser que os extingam, os ataques continuarão a ocorrer, ano após ano, com mais ou menos frequência. As pessoas tomam comportamentos de risco e deveriam estar dispostas a arcar com as consequências. Será sempre difícil para os que ficam lidarem com a dor e sofrimento, mas desejar a morte do tubarão não é uma verdadeira solução. A questão das pragas não se aplica aos tubarões, é verdade que houve um que invadiu acidentalmente uma embarcação, mas continua a ser uma espécie em perigo de extinção e só terás problemas com eles se nadares nas suas imediações, ou seja, basta evitar esses locais que estás safo. Se me dissessem, a população de tubarões está a aumentar desgraçadamente ao ponto de colocar em risco o equilíbrio do ecossistema, a conversa já era outra. Se me apresentassem provas definitivas de que um tubarão ao estilo Jaws andasse de modo selectivo a matar pessoas, também a situação ganharia diferentes contornos. Este não parece ser o caso, daí eu apelidar como uma acção de vingança.

 

Nestes locais as zonas costeiras dificilmente vão estar seguras. Há pessoas que não se arriscam a nadar nessas águas, porém haverá sempre quem esteja disposto a fazê-lo, só acho insensato declarar caça ao tubarão assim que o número de vítimas num curto espaço de tempo é anormal.

Editado por bmfpcdm

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A questão é que não podemos declarar apenas a superfície do mar como nosso habitat, até porque mesmo assim este se iria cruzar com o do tubarão. E os perigos são mesmo relativos, dependendo apenas dos meios tecnológicos para os esbater.

 

Quanto ao resto, acho que acabamos mais por desacordar no método mais do que em outro ponto qualquer. Tu dizes que a culpa é das pessoas que se metem entre eles; eu digo que não é assim tão simples e que as pessoas têm o direito a explorar o mar. Tu dizes que esta caça ao tubarão não resolve nada; eu digo que tem os seus efeitos na consciência das pessoas, mesmo que ela não dê em nada- como é previsível.

 

http://aeiou.expresso.pt/australia-caca-ao-tubarao-branco-que-matou-turista-video=f682609

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É aqui o tópico da tourada?

Não, isso é tradição. E a tradição não se discute.

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Percebi a tua noção de fazer sentido... Então quantas pessoas é que ele tem de matar para que faça sentido matá-lo? Duas? Cinco? Dez? Vinte? E se forem crianças? Como são mais pequenas talvez seja necessário o dobro.

 

 

E gostei dessa desvalorização das aranhas em relação aos tubarões. Deve ter a ver com o tamanho. Um tubarão pode matar uma pessoa que não faz sentido matá-lo só por isso. Mas ai de uma aranha que se arme em idiota e queira fazer a sua teia no canto do tecto da tua casa. Leva logo uma vassourada para ver quem manda!!!!

 

Não se trata do número de pessoas, trata-se de analisar a circunstância o tubarão matou a pessoa porquê? Não sou nenhum perito no assunto, mas o seu habitat natural foi "invadido" por algo que para ele não é habitual, sendo eles seres irracionais é fácil deduzir que classificam o sucedido como perigo para eles, uma ameaça.

Agora imaginemos um cão com raiva e um permanente estado de agressividade (pode ter várias razões) que mata uma pessoa não importando agora o sexo ou a idade. Sendo impossível fazer algo com o animal que o beneficie a curto, médio ou longo prazo o abate neste caso não seria uma hipótese? É preciso ver que para pessoas que não sejam vacinadas contra a raiva só em 2004 é que foi curada a 1ª pessoa que sofria dessa doença.

 

Continuo com a minha opinião, invadiram o habitat do animal e ele defendeu-se, não acho que seja correcto tomar essas medidas da noticia.

 

Em relação à questão das aranhas, todos os animais têm o seu papel na vida existem para alguma coisa, quem nunca matou uma formiga que seja, consciente ou inconscientemente que atire a 1ª pedra... E sim tenho consciência que estou a agir mal ao matar uma aranha sempre que não a consigo tirar do meu campo de visão sem lhe tirar a vida, contudo não me impede de ter uma opinião sobre este assunto.

 

Já que estamos numa de aprofundar, vamos imaginar que vos é apresentado ao jantar uma deliciosa dourada grelhada, portanto um ser vivo que foi morto para alimentar outro, até aqui tudo bem. Mas subitamente não vos apetece comer acabando pela dourada ir para o lixo e não servir para nada. Sendo assim também matámos um animal para nada certo? É um exemplo parvo? é mas eu penso que como disse anteriormente depende da circunstância dos sucedidos, sendo que no final ao tirar a vida a outro ser vivo estamos a cometer o mesmo erro, independentemente da sua dimensão etc. Acaba por ser um circulo vicioso onde as opiniões de dividem.

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Não se trata do número de pessoas, trata-se de analisar a circunstância o tubarão matou a pessoa porquê? Não sou nenhum perito no assunto, mas o seu habitat natural foi "invadido" por algo que para ele não é habitual, sendo eles seres irracionais é fácil deduzir que classificam o sucedido como perigo para eles, uma ameaça.

Agora imaginemos um cão com raiva e um permanente estado de agressividade (pode ter várias razões) que mata uma pessoa não importando agora o sexo ou a idade. Sendo impossível fazer algo com o animal que o beneficie a curto, médio ou longo prazo o abate neste caso não seria uma hipótese? É preciso ver que para pessoas que não sejam vacinadas contra a raiva só em 2004 é que foi curada a 1ª pessoa que sofria dessa doença.

 

Continuo com a minha opinião, invadiram o habitat do animal e ele defendeu-se, não acho que seja correcto tomar essas medidas da noticia.

 

Em relação à questão das aranhas, todos os animais têm o seu papel na vida existem para alguma coisa, quem nunca matou uma formiga que seja, consciente ou inconscientemente que atire a 1ª pedra... E sim tenho consciência que estou a agir mal ao matar uma aranha sempre que não a consigo tirar do meu campo de visão sem lhe tirar a vida, contudo não me impede de ter uma opinião sobre este assunto.

 

Já que estamos numa de aprofundar, vamos imaginar que vos é apresentado ao jantar uma deliciosa dourada grelhada, portanto um ser vivo que foi morto para alimentar outro, até aqui tudo bem. Mas subitamente não vos apetece comer acabando pela dourada ir para o lixo e não servir para nada. Sendo assim também matámos um animal para nada certo? É um exemplo parvo? é mas eu penso que como disse anteriormente depende da circunstância dos sucedidos, sendo que no final ao tirar a vida a outro ser vivo estamos a cometer o mesmo erro, independentemente da sua dimensão etc. Acaba por ser um circulo vicioso onde as opiniões de dividem.

Nada a ver. Os tubarões não atacam humanos por defesa de território. E é falso dizer que um humano entrar no mar está a invadir o habitat do tubarão pois como sabes existem milhões de animais de milhares de espécies nos oceanos. Para além do mais os humanos estão fartos de mergulhar em águas cheias de tubarões e os ataques simplesmente não acontecem, ou são bastante raros.

Resta dizer que o tubarão-branco não é um animal que defende o seu território.

Editado por GSousa

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Acho mal.

 

Se não fossem as pessoas a nadar ali, a raça de tubarões brancos já se tinha extinguido!

 

:laugh:

 

Well done sir.

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