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Abraxas

Razia nos resultados de Matemática no 4.º e 9.º ano

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O problema é que quando um professor tem uma atitude menos correcta, devido a problemas pessoais, é comer e calar, enquanto se for um aluno já é logo rua e com falta.

Mas eu nunca defendi isso. E sei que é o que acontece, com a maioria dos professores. Também já fui aluno.

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Uma coisa é analisar e resolver exercícios de uma dificuldade, e depois chegar ao exame apanhar com exercícios de dificuldade muito superior. E em alguns casos não chega só aprender a matéria.

Não? Então, é preciso saber fazer o pino? :mrgreen:

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Mas eu nunca defendi isso. E sei que é o que acontece, com a maioria dos professores. Também já fui aluno.

 

Apenas referi isso porque são situações que já aconteceram mas não deviam acontecer.

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De facto nao admira, a culpa e' um pouco de todos: Comeca nos pais, passa pelos professores, e acaba nos miudos. A criancada hoje nao esta' para se chatear a pensar ate' porque ter nega e' "cool", por tanto uns querem ser jogadores como o Ronaldo, outros querem ser basofes, outros simplesmente nao tem capacidades, mas muito sinceramente, o maior problema passa pela desmotivacao da criancada e pela incapacidade dos professores para motivarem os seus alunos de forma criativa (claro que e' mais facil dizer do que fazer).

 

Mas eu ainda me lembro dos meus tempos, onde acho que fiz isso no 9o ano, e so' precisava de ter um 2 para ter um 3 ou um 4 e por isso so fiz as respostas de opcoes e um que tinha um mapa onde tinhamos que fazer uma circunferencia nao sei onde ja nao me lembro e nem fiz rigorosamente mais nada e so' queria era ir jogar a bola com os amigos a seguir. :celebracao:

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Não? Então, é preciso saber fazer o pino? :mrgreen:

 

:lol:

 

É preciso saber aplicar a matéria às perguntas pedidas e analisando as perguntas que já saíram em anos anteriores podemos ter uma certa ideia. Mas assim do nada, mudarem completamente a dificuldade não me parece correcto.

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Estava curioso para saber a resposta.

 

Eu acho que pode em parte ser dos professores e talvez dos pais. Mas talvez o maior culpado seja o próprio sistema de ensino.

Os pais, muitos deles são ocupados até mais não, aliás deves saber que Portugal é dos países europeus onde os pais passam menos tempo com os filhos.

Os professores, sim existem maus professores e devem ser muitos, mas não acho que sejam maus porque querem: "ah agora vou ser mau só mesmo para embirrar" :mrgreen: - são como disseste pessoas com problemas pessoais e é difícil separar as vidas. Isso de deixar a vida pessoal em casa e a vida profissional no trabalho é muito giro mas é só no papel.

Não é só no papel. Eu não digo que as pessoas não tenham direito a estar mais chateadas ou tristes num dia, ou assim. Mas daí a chegar a pontos em que, por exemplo, se recusam a dar uma aula porque um aluno chega atrasado e entra sem bater à porta, por exemplo... pá...

O problema passa um bocado por todos. Este varrer para debaixo do tapete é que não pode continuar.

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De facto nao admira, a culpa e' um pouco de todos: Comeca nos pais, passa pelos professores, e acaba nos miudos. A criancada hoje nao esta' para se chatear a pensar ate' porque ter nega e' "cool", por tanto uns querem ser jogadores como o Ronaldo, outros querem ser basofes, outros simplesmente nao tem capacidades, mas muito sinceramente, o maior problema passa pela desmotivacao da criancada e pela incapacidade dos professores para motivarem os seus alunos de forma criativa (claro que e' mais facil dizer do que fazer).

 

Mas eu ainda me lembro dos meus tempos, onde acho que fiz isso no 9o ano, e so' precisava de ter um 2 para ter um 3 ou um 4 e por isso so fiz as respostas de opcoes e um que tinha um mapa onde tinhamos que fazer uma circunferencia nao sei onde ja nao me lembro e nem fiz rigorosamente mais nada e so' queria era ir jogar a bola com os amigos a seguir. :celebracao:

Agora falta saber porque é que, hoje em dia, ter nega é 'cool'. Há uns anitos era motivo para ter orelhas de burro à janela...

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Haverá certamente casos em todo lado de maus professores tal como haverá de bons. Não duvido de tal coisa.

 

Agora, um aluno empenhado é meio caminho andado para chegar a um exame nacional e ter uma boa nota. São todos avaliados no exame da mesma forma (apesar de há quem discorde disto, basta ver os panfletos que a JCP anda a distribuir pelos Secundários) e se existir empenho e esforço por parte do aluno (estudando em casa, estando atento nas aulas e consultando antigos exames se disponíveis) ele conseguirá quase de certeza uma boa classificação.

 

isto. :handclap:

 

 

Isso é muito relativo

 

como? Não percebi o que é relativo

 

 

 

 

Mas isso não é propriamente positivo. Se lhes mudam o exercício e deixam de saber resolver é porque não aprenderam o que deviam, limitaram-se a decorar resoluções de casos particulares.

 

 

Sim, é verdade ! Quando vais para a vida profissional não tens nenhum exemplo para te guiar !

Editado por alex

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:lol:

 

É preciso saber aplicar a matéria às perguntas pedidas e analisando as perguntas que já saíram em anos anteriores podemos ter uma certa ideia. Mas assim do nada, mudarem completamente a dificuldade não me parece correcto.

Tu analisas se o conhecimento foi bem assimilado, não pela capacidade de o aplicar a meia-dúzia de situações já praticadas, mas pela capacidade de a aplicar quando necessário. Se tu praticares muito um exercício de probabilidades com uma moeda, e eu te colocar um dado, pode parecer mais complicado por ter mais casos possíveis, mas se tu não és capaz de resolver isto é porque não sabes aplicar o estudo das probabilidades, e não deves passar apenas porque entendeste uma situação que viste anteriormente. Dando um exemplo real, eu estudei a bom estudar para o meu exame nacional de Matemática. Resolvi todos os exercícios de exame que pude, ao longo do 12º ano, e não tive 20 porque errei uma pergunta de complexos. Tal como eu, muita gente na minha escola a errou, mas eu não culpo o exercício. Aquilo resolvia-se bem com uma simples semelhança de triângulos que se aprende no 9º ano, mas como eu preparei mais a resolução em massa que o raciocínio nem me ocorreu algo tão simples. Como no meu caso, muitos tiveram o mesmo problema. Faltou a capacidade de aplicar conhecimentos, porque a matemática não é uma máquina de encher chouriças.

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Não é só no papel. Eu não digo que as pessoas não tenham direito a estar mais chateadas ou tristes num dia, ou assim. Mas daí a chegar a pontos em que, por exemplo, se recusam a dar uma aula porque um aluno chega atrasado e entra sem bater à porta, por exemplo... pá...

O problema passa um bocado por todos. Este varrer para debaixo do tapete é que não pode continuar.

Eu acho, sinceramente, que a culpa passa pelo sistema de ensino e até mais pela sociedade em geral.

Se eu tivesse um filho e tivesse de escolher, hoje em dia, preferia que o meu filho tivesse homeschooling do que fosse para uma escola (tanto pública como privada). Ainda para mais com as provas que desmistificam que as crianças que têm homeschooling são menos sociais ou interagem menos com crianças da mesma faixa etária.

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Correcto, ainda por cima muitos dos alunos têm por hábito, para estudar para um teste intermédio/exame indo ver os anteriores e depois quando chegam ao dia do teste apanham uma coisa completamente diferente...

Isso é um péssimo hábito.

 

Agora falta saber porque é que, hoje em dia, ter nega é 'cool'. Há uns anitos era motivo para ter orelhas de burro à janela...

Porque o que interessa é dar pontapés na bola e ser fixe.

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Tu analisas se o conhecimento foi bem assimilado, não pela capacidade de o aplicar a meia-dúzia de situações já praticadas, mas pela capacidade de a aplicar quando necessário. Se tu praticares muito um exercício de probabilidades com uma moeda, e eu te colocar um dado, pode parecer mais complicado por ter mais casos possíveis, mas se tu não és capaz de resolver isto é porque não sabes aplicar o estudo das probabilidades, e não deves passar apenas porque entendeste uma situação que viste anteriormente. Dando um exemplo real, eu estudei a bom estudar para o meu exame nacional de Matemática. Resolvi todos os exercícios de exame que pude, ao longo do 12º ano, e não tive 20 porque errei uma pergunta de complexos. Tal como eu, muita gente na minha escola a errou, mas eu não culpo o exercício. Aquilo resolvia-se bem com uma simples semelhança de triângulos que se aprende no 9º ano, mas como eu preparei mais a resolução em massa que o raciocínio nem me ocorreu algo tão simples. Como no meu caso, muitos tiveram o mesmo problema. Faltou a capacidade de aplicar conhecimentos, porque a matemática não é uma máquina de encher chouriças.

x2

 

Os alunos esquecem-se que estão a aprender conceitos para aplicarem no futuro em exercícios não necessariamente, à primeira vista, similares.

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Porque o que interessa é dar pontapés na bola e ser fixe.

Não foi isso que eu perguntei, perguntei porque é que ter nega, é 'cool', quando há uns anos era o oposto? E também havia futebol.

Partindo do princípio que ter nega, principalmente a PT e MAT é sinal de má retenção dos conhecimentos/pior aprendizagem/menor capacidade de raciocínio.

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Isso é um péssimo hábito.

Porquê? Até na fac se faz isso... Acho normal, ver que tipo de exercícios calham, ver a estrutura, ver se conseguimos fazer as coisas no tempo...

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Tu analisas se o conhecimento foi bem assimilado, não pela capacidade de o aplicar a meia-dúzia de situações já praticadas, mas pela capacidade de a aplicar quando necessário. Se tu praticares muito um exercício de probabilidades com uma moeda, e eu te colocar um dado, pode parecer mais complicado por ter mais casos possíveis, mas se tu não és capaz de resolver isto é porque não sabes aplicar o estudo das probabilidades, e não deves passar apenas porque entendeste uma situação que viste anteriormente. Dando um exemplo real, eu estudei a bom estudar para o meu exame nacional de Matemática. Resolvi todos os exercícios de exame que pude, ao longo do 12º ano, e não tive 20 porque errei uma pergunta de complexos. Tal como eu, muita gente na minha escola a errou, mas eu não culpo o exercício. Aquilo resolvia-se bem com uma simples semelhança de triângulos que se aprende no 9º ano, mas como eu preparei mais a resolução em massa que o raciocínio nem me ocorreu algo tão simples. Como no meu caso, muitos tiveram o mesmo problema. Faltou a capacidade de aplicar conhecimentos, porque a matemática não é uma máquina de encher chouriças.

Amen to this post.

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Tu analisas se o conhecimento foi bem assimilado, não pela capacidade de o aplicar a meia-dúzia de situações já praticadas, mas pela capacidade de a aplicar quando necessário. Se tu praticares muito um exercício de probabilidades com uma moeda, e eu te colocar um dado, pode parecer mais complicado por ter mais casos possíveis, mas se tu não és capaz de resolver isto é porque não sabes aplicar o estudo das probabilidades, e não deves passar apenas porque entendeste uma situação que viste anteriormente. Dando um exemplo real, eu estudei a bom estudar para o meu exame nacional de Matemática. Resolvi todos os exercícios de exame que pude, ao longo do 12º ano, e não tive 20 porque errei uma pergunta de complexos. Tal como eu, muita gente na minha escola a errou, mas eu não culpo o exercício. Aquilo resolvia-se bem com uma simples semelhança de triângulos que se aprende no 9º ano, mas como eu preparei mais a resolução em massa que o raciocínio nem me ocorreu algo tão simples. Como no meu caso, muitos tiveram o mesmo problema. Faltou a capacidade de aplicar conhecimentos, porque a matemática não é uma máquina de encher chouriças.

 

Dou-te a razão na maior parte, apenas acho que não está certo apanhar exercícios muito mais difíceis que os dados na aula.

 

Isso é um péssimo hábito.

 

Quais são as outras soluções?

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o intermédio de Matemática de 9º ano foi bem f*dido

resumindo, os putos tão cada vez mais desinteressados, o sistema de ensino tá cada vez pior e o governo em vez de tentar contornar isto, opta pela medida mais fácil que é dificultar a vida àqueles que realmente se esforçam

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:lol:

 

É preciso saber aplicar a matéria às perguntas pedidas e analisando as perguntas que já saíram em anos anteriores podemos ter uma certa ideia. Mas assim do nada, mudarem completamente a dificuldade não me parece correcto.

Já não era sem tempo. Fazer provas e exames de m*rda para poder apresentar bons resultados é que está errado. Os exames têm que ser difíceis e têm que por à prova os conhecimentos. Mais ainda em matemática, onde decorar nunca resultou. E se os exames são banais e os exercícios parecidos, vais estar a meter no mesmo saco quem decora e pouco percebe e quem sabe e percebe realmente.

 

E aproveito, o Nuno Crato é dos poucos ministros que se aproveita.

 

Tu analisas se o conhecimento foi bem assimilado, não pela capacidade de o aplicar a meia-dúzia de situações já praticadas, mas pela capacidade de a aplicar quando necessário. Se tu praticares muito um exercício de probabilidades com uma moeda, e eu te colocar um dado, pode parecer mais complicado por ter mais casos possíveis, mas se tu não és capaz de resolver isto é porque não sabes aplicar o estudo das probabilidades, e não deves passar apenas porque entendeste uma situação que viste anteriormente. Dando um exemplo real, eu estudei a bom estudar para o meu exame nacional de Matemática. Resolvi todos os exercícios de exame que pude, ao longo do 12º ano, e não tive 20 porque errei uma pergunta de complexos. Tal como eu, muita gente na minha escola a errou, mas eu não culpo o exercício. Aquilo resolvia-se bem com uma simples semelhança de triângulos que se aprende no 9º ano, mas como eu preparei mais a resolução em massa que o raciocínio nem me ocorreu algo tão simples. Como no meu caso, muitos tiveram o mesmo problema. Faltou a capacidade de aplicar conhecimentos, porque a matemática não é uma máquina de encher chouriças.

Um dos posts mais lúcidos que eu tenho lido por aqui. Parabéns.

 

Isso é um péssimo hábito.

 

 

Não é um péssimo hábito. É uma forma de estudar como outra qualquer. O que é um péssimo hábito é ver como se resolvem esses exames, decorar as resoluções e achar que basta, que é o que muita gente faz. E depois, se se muda um bocadinho as coisas, não se safam, porque não percebem a matéria. Decoraram-na.

 

o intermédio de Matemática de 9º ano foi bem f*dido

resumindo, os putos tão cada vez mais desinteressados, o sistema de ensino tá cada vez pior e o governo em vez de tentar contornar isto, opta pela medida mais fácil que é dificultar a vida àqueles que realmente se esforçam

Bem pelo contrário, complicar os exames só beneficia quem estuda, quem se esforça e quem é capaz.

 

Dou-te um exemplo que se passou comigo: o meu exame de Matemática de 12º ano foi muito difícil. Eu saí de lá quase a chorar a pensar que já não entrava na faculdade, uma vez que matemática era específica. Nunca fui o melhor aluno da escola a matemática no secundário, embora sempre tenha tirado boas notas. Os melhores eram aqueles que decoravam tudo e mais alguma coisa. Veio o exame, toda a gente se espalhou e aqui o Tio foi o melhor da escola.

Editado por Tio Hans

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o intermédio de Matemática de 9º ano foi bem f*dido

resumindo, os putos tão cada vez mais desinteressados, o sistema de ensino tá cada vez pior e o governo em vez de tentar contornar isto, opta pela medida mais fácil que é dificultar a vida àqueles que realmente se esforçam

O intermédio de 9º ano teve alguns exercícios mais complicados, em especial um sobre um conjunto de círculos. No entanto, contradizes-te depois. O caminho mais fácil é baixar a fasquia limitando quem se esforça, para poder passar os putos desinteressados. Ao aumentar a dificuldade, exige que quem se preocupa tenha que aprender mais e se crie um sistema real de mérito.

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Não foi isso que eu perguntei, perguntei porque é que ter nega, é 'cool', quando há uns anos era o oposto? E também havia futebol.

Partindo do princípio que ter nega, principalmente a PT e MAT é sinal de má retenção dos conhecimentos/pior aprendizagem/menor capacidade de raciocínio.

Sinceramente eu não tenho uma resposta directa para essa pergunta.

 

Para eles ser "fixe" é ser rebelde, diferente e irreverente, é aquele puto que não tem medo dos outros e manda bocas a toda a gente, inclusive aos mais velhos (algo que no meu tempo era impensável, eu burrava-me todo se um miudo de 9º ano vinha ter comigo e eu era tipo 5º ou 6º, e tinha respeito pelos adultos), agora falando pelo que vejo por aqui, a irmã da minha namorada fez agora 10 anos e passava a vida colada à TV (algo que eu tambem fazia a ver Dragon Ball principalmente :mrgreen:) e as coisas que ela vê metem-me medo, ela passa o dia a ver canais que promovem os miudos a fazerem asneiras, procurarem namoros, mais brincadeira que estudo e por aí. Sempre que ela começa a fazer trabalhos pede ajuda no sentido "faz tu" e a mãe dela que passa os dias a trabalhar e não tem paciência para pensar 5 min sobre o assunto faz e ela vai embora toda feliz jogar no pc ou ver tv, se a mãe não está vem-me pedir a mim ou à irmã e nós dizemos-lhe um não redondo e dizemos para ela fazer sozinha, e em 70 a 80% da vezes a reacção dela é começar a chorar a dizer(gritar) que não sabe e que a professora "disse que podia ter ajuda" e por isso não sabe fazer sozinha. No meu tempo a única coisa que o meu pai me ajudava era a perceber a matéria que os professores não tinham explicado, lembro-me particularmente bem do teorema de Pitágoras, mas os exercícios ele recusava sempre fazer por mim (a menos que fosse uma coisa muito complicada).

Já a ouvi chamar nomes à irmã e a mim por este tipo de coisas, grita connosco como se fossemos colegas dela e depois vai fazer birra à mãe que nós somos maus :lol:

 

No outro dia tive na festa dela e vi lá miúdos que ainda eram piores que ela, um andava a atirar balões de água na rua ia acertando numa mulher, só quando ela começou a vir ter com ele é que ele começou a fugir por até ai estava a ser 'fixe'.

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Deixo aqui o link para verem o enunciado do teste intermédio (para quem não o viu).

 

Chamo especial atenção para a pergunta nº9!

 

Não faço a mais pálida ideia se esta é difícil ou não para os miudo. Envolve muito raciocínio, mas neste eles não têm essa capacidade ! Tenho conhecimento de alguns miúdos que simplesmente nem olharam para a pergunta por acharem que era difícil !

 

Enunciado Teste 9º ano

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Agora falta saber porque é que, hoje em dia, ter nega é 'cool'. Há uns anitos era motivo para ter orelhas de burro à janela...

 

Nao penses que concordo com isso, pelo contrario. Mas hoje em dia, talvez pelo que vem na televisao, ser basofe e revoltado e' "cool" por tanto vemos muitos "que mandam na zona" e passam a ser "cool" porque fumam desde os 12 anos e cenas do genero, e acho que a meu ver isso esta' a passar e a passar cada vez mais para os putos mais novos, e' a "moda" agora....

 

Mas sinceramente, e' estupido e com o que se esta a passar no pais e se isto vai parar a novas geracoes, ta' tudo bem lixadito ta' :D

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Tu analisas se o conhecimento foi bem assimilado, não pela capacidade de o aplicar a meia-dúzia de situações já praticadas, mas pela capacidade de a aplicar quando necessário. Se tu praticares muito um exercício de probabilidades com uma moeda, e eu te colocar um dado, pode parecer mais complicado por ter mais casos possíveis, mas se tu não és capaz de resolver isto é porque não sabes aplicar o estudo das probabilidades, e não deves passar apenas porque entendeste uma situação que viste anteriormente. Dando um exemplo real, eu estudei a bom estudar para o meu exame nacional de Matemática. Resolvi todos os exercícios de exame que pude, ao longo do 12º ano, e não tive 20 porque errei uma pergunta de complexos. Tal como eu, muita gente na minha escola a errou, mas eu não culpo o exercício. Aquilo resolvia-se bem com uma simples semelhança de triângulos que se aprende no 9º ano, mas como eu preparei mais a resolução em massa que o raciocínio nem me ocorreu algo tão simples. Como no meu caso, muitos tiveram o mesmo problema. Faltou a capacidade de aplicar conhecimentos, porque a matemática não é uma máquina de encher chouriças.

 

Nem mais. O grande problema na matemática é que muita gente simplesmente não liga à disciplina e aqueles que ligam, mais do que 90% estuda matemática como quem estuda por exemplo Geografia: a decorar a matéria e a marrar naquilo. A Matemática é uma disciplina única, diferente de todas. O caminho que o Ministério devia de seguir era desenvolver a capacidade de raciocínio, que maior parte dos alunos do Básico e Secundário não sabem: pensar. E foi isso que fizeram no TI do 9º ano. Tive oportunidade de o ver e à excepção de dois ou três exercícios de cálculo, os outros eram apenas pelo raciocínio. Este é o caminho certo, tornar cada vez mais a Matemática numa coisa "real", desenvolvendo tanto a capacidade teórica e prática da Mat. Mas para isso tem de se mudar a forma como ainda se lecciona a disciplina, porque os alunos ainda não estão preparados para tal. E muitos deles estão - se a cagar para uma das poucas áreas em Portugal onde ainda há trabalho, e só querem boa vida. Esquecem - se é de uma coisa: actualmente, nem para as obras há trabalho, portanto...

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Porquê? Até na fac se faz isso... Acho normal, ver que tipo de exercícios calham, ver a estrutura, ver se conseguimos fazer as coisas no tempo...

Quais são as outras soluções?

Eu estou na fac e por experiência própria posso dizer que esse é o pior metodo de estudo.

 

1º Os profs fazem sempre por os testes não serem iguais, e os que fazem depressa percebem que estao a fazer m*rda e mudam.

2º Se eu simplesmente decoro a forma de resolver o exercício e não a matéria em si, eu corro o risco de passar uma cadeira sem compreender a matéria. Numa cadeira mais à frente posso ter a necessidade de usar esses conceitos e depois não sei usá-los, é claro que posso sempre estudar depois sozinho mais compensa mais estudar na altura com um prof ao lado a explicar do que depois meter-me em aventuras, conheço gente que está encalhada na mesma cadeira à 5 ou 6 anos à pala dessa brincadeira.

3º Os próprios professores normalmente dão uma lista de exercícios para nós resolvermos e deles tirar-mos a matéria necessária, eu uso os exames apenas como um extra.

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