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Razia nos resultados de Matemática no 4.º e 9.º ano

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Razia nos resultados de Matemática no 4.º e 9.º ano

 

O desastre anunciado está confirmado. A média dos alunos do 9.º ano no teste intermédio de Matemática, realizado em Maio passado, ficou-se nos 31,1%, segundo dados disponibilizados ontem ao PÚBLICO pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), o organismo do Ministério da Educação e Ciência (MEC) responsável pela elaboração dos exames.

 

Ontem conheceram-se também os resultados das provas de aferição do 4.º ano: a média a Matemática desceu 14 pontos percentuais por comparação a 2011, situando-se agora nos 53,9%. A percentagem de negativas mais do que duplicou, passando de 19 para 43%.

 

Miguel Abreu, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, faz outras contas, mas todas apontam no mesmo sentido: o que estes resultados mostram é “extremamente preocupante para o ensino e para o futuro do nosso país”, alerta. “Para progredirem mais tarde é absolutamente fundamental que os alunos cheguem ao final do 1.º ciclo com tudo bem sabido, mas as provas de aferição do 4.º ano [que não contam para a nota final] só 25% conseguiu ter um nível A ou B”, que são os mais altos, frisa Miguel Abreu. “Isto quer dizer que só ¼ dos alunos sai do final do 1.º ciclo com preparação adequada para progredir com sucesso”, acrescenta.

 

A situação agrava-se ainda mais no final do 3.º ciclo. Segundo dados recebidos pela SPM, dos cerca de 90 mil alunos que realizaram o teste intermédio de Matemática em Maio passado, só 10% conseguiu ter um resultado superior a 60%. O que isto significa, realça Miguel Abreu, “é que só perto de 10 mi8l estão preparados para seguir Matemática A no ensino secundário”, o que também quer dizer que só uma ínfima minoria terá possibilidades de chegar aos cursos e profissões que não existem sem aquela disciplina. É este o problema para o futuro do país.

 

Elsa Barbosa, presidente da Associação de Professores de Matemática, estava à espera duma razia nos resultados do teste intermédio. O parecer da APM, divulgado no dia da prova, já alertava para tal. “Não foi um teste ajustado à realidade actual dos alunos”, confirmou ontem. No seu parecer, a APM considerou que o teste, por se apoiar muito no novo programa de Matemática, “prejudica claramente os alunos que ainda estão a trabalhar no programa antigo”. Ontem, o Gave contestou esta leitura: os resultados conhecidos mostram que “ a diferença da média das classificações nas escolas onde está em vigor o programa ‘antigo’ e nas escolas que estão a aplicar o programa ‘novo’ foi irrelevante – 0,5 em 100 pontos”, indicou. Quer dizer que o desastre foi total. A APM também já tinha alertado para essa possibilidade, ao considerar desadequada a exigência do teste. “É fundamental que o aumento do nível de exigência seja feito de forma gradual, o que não aconteceu de todo”, frisou no seu parecer.

 

Português também em queda

 

Segundo o Gave, a descida dos resultados nos testes intermédios de Matemática, e também de Língua Portuguesa, “decorre, entre outras razões do ajustamento dos níveis de exigência adoptados”. No ano passado, os alunos do 9.º ano realizaram dois testes intermédios de Matemática, que servem de preparação para os exames. As médias foram de 40,7 e 44,2%. No teste de Português chegaram aos 55%, mas este ano desceram para 46,7%.

 

Também na prova de aferição de Língua Portuguesa a média desceu de 69,3% para 66,7% e a percentagem de negativas subiu de 12 para 20%. Ambos os resultados não surpreendem a presidente da Associação e Professores Português, Edviges Ferreira, que atribui a descida na aferição ao facto de a prova ser mais longa do que de costume e no teste intermédio à estrutura da prova e a perguntas que podiam “gerar alguma confusão”.

 

@ Publico

Isto é preocupante :-|

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A parte engraçada é que as matérias são bastante simples. Nem é uma questão da avaliação ser complicada, é mesmo falta de estudo e empenho.

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Vi a prova do 4º ano por alto e era puxada... A do 9º não vi.

 

A parte engraçada é que as matérias são bastante simples. Nem é uma questão da avaliação ser complicada, é mesmo falta de estudo e empenho.

Concordo contigo, mas este ano têm dificultado e muito os testes intermédios de matemática. E de português do que vi também não eram muito fáceis...

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A parte engraçada é que as matérias são bastante simples. Nem é uma questão da avaliação ser complicada, é mesmo falta de estudo e empenho.

Eu sinceramente acho é que os professores andam é cada vez piores, a miúda cá em casa de vez em quando conta com cada história da prof dela que até assusta.

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Não me surpreende nada. E a culpa nem é só dos alunos.

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O teste intermédio de matemática de 9º ano tinha lá uma ou duas perguntas que eram manhosas.

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Eu sinceramente acho é que os professores andam é cada vez piores, a miúda cá em casa de vez em quando conta com cada história da prof dela que até assusta.

Haverá certamente casos em todo lado de maus professores tal como haverá de bons. Não duvido de tal coisa.

 

Agora, um aluno empenhado é meio caminho andado para chegar a um exame nacional e ter uma boa nota. São todos avaliados no exame da mesma forma (apesar de há quem discorde disto, basta ver os panfletos que a JCP anda a distribuir pelos Secundários) e se existir empenho e esforço por parte do aluno (estudando em casa, estando atento nas aulas e consultando antigos exames se disponíveis) ele conseguirá quase de certeza uma boa classificação.

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A parte engraçada é que as matérias são bastante simples. Nem é uma questão da avaliação ser complicada, é mesmo falta de estudo e empenho.

 

:lol:

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Eu sinceramente acho é que os professores andam é cada vez piores, a miúda cá em casa de vez em quando conta com cada história da prof dela que até assusta.

O que mais há é gaiatos a culparem os professores pelos seus insucessos. A diferença muitas vezes é que os pais agora aceitam tudo o que os filhos lhes dizem.

Não estou a dizer que é o teu caso, mas é o que mais conheço. Em especial, pais que nunca se preocuparam em ir à escola saber mais sobre o insucesso dos filhos.

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O que mais há é gaiatos a culparem os professores pelos seus insucessos. A diferença muitas vezes é que os pais agora aceitam tudo o que os filhos lhes dizem.

Não estou a dizer que é o teu caso, mas é o que mais conheço. Em especial, pais que nunca se preocuparam em ir à escola saber mais sobre o insucesso dos filhos.

Pá, há de tudo. Há professores maus, há professores que são bons mas não têm bons alunos que o aproveitam, há também pais despreocupados...

 

Uma escola aqui em Viseu teve mais de metade dos alunos com 90%. E a média anda a rondar isso, que diferença :lol:

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Pá, há de tudo. Há professores maus, há professores que são bons mas não têm bons alunos que o aproveitam, há também pais despreocupados...

 

Uma escola aqui em Viseu teve mais de metade dos alunos com 90%. E a média anda a rondar isso, que diferença :lol:

Qual delas?

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Pá, há de tudo. Há professores maus, há professores que são bons mas não têm bons alunos que o aproveitam, há também pais despreocupados...

 

Uma escola aqui em Viseu teve mais de metade dos alunos com 90%. E a média anda a rondar isso, que diferença :lol:

O que eu vejo é que sempre houve casos como descrevi e as coisas cada vez estão piores. E relativamente a notas, na minha zona o corpo docente tanto quanto vou percebendo pelas pessoas que conheço em várias escolas, é o mesmo há bastante tempo, mas os alunos são cada vez piores, mal educados e despreocupados com a escola. Para além disso, tenho exemplos próximos de gaiatos que estão em situação complicada na escola e quando se lhes pede que façam algum trabalho fora do tempo "de escola" não podem porque têm o fim de semana muito ocupado para ir passear ou beber café com as amigas. Gaiatos de 9º ano que não sabem somar 7 e 7, não sabem fazer contas com fracções, que não têm tempo para estudar porque precisam ir sair? A culpa é de quem? Do professor? Para mim é dos pais.

 

E não, não sou professor. Graças a deus. :mrgreen:

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É de quem?

Dos pais e dos professores. O que não falta são professores que são maus, ponto. As coisas agravam-se ainda mais quando há professores que levam a frustrações da sua vida pessoal para a sala de aula. Além da falta de capacidade para ensinar, fazem com que os alunos se sentam imensamente desconfortáveis. Depois agarram-se aos chavões "não estou aqui para agradar, estou aqui para ensinar!!!" quando não fazem nem uma, nem outra. Sim, também há professores bons, gosto de acreditar que são mais do que aqueles que são maus, mas, hoje em dia, tenho sérias dificuldades a acreditar nisso. Também não tenho a mais pequena dúvida que os resultados dos alunos com esses "bons professores" são muito superiores. Depois há também os pais que não querem saber, estão mais preocupados com a crise e companha limitada, esquecem-se é que as crianças não são surdas. Se querem saber, fingem muito bem o contrário.

 

Se calhar é dizer que eu não disse que os alunos não têm culpas, não vá o diabo tecê-las.

Editado por Lawliet D. River

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Eu acho piada é a política do senhor Crato. Vem com a história de aumentar a exigência mas isso não se faz assim sem mais nem menos, muito menos aumentado de um dia para o outro a exigência dos testes intermédios, não pode ser assim. Estão a dar provas aos alunos para os quais eles não estão minimamente preparados, o aumentar da exigência tem que vir desde baixo, com os professores e programa, não de um ano para o outro nos exames. Os exames estão longe de ser a solução para os problemas, longe disso e nem sequer me parece que a política de aumentar exames (Filosofia e certamente mais) seja a adequada,

 

Tudo isto deixa-me triste porque o Nuno Crato é um tipo extremamente inteligente mas que conhecimento sobre as realidades do ensino básico e secundárior tem 0. Parece que o conhecimento dele se fica pelo ensino superior,

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Eu acho piada é a política do senhor Crato. Vem com a história de aumentar a exigência mas isso não se faz assim sem mais nem menos, muito menos aumentado de um dia para o outro a exigência dos testes intermédios, não pode ser assim. Estão a dar provas aos alunos para os quais eles não estão minimamente preparados, o aumentar da exigência tem que vir desde baixo, com os professores e programa, não de um ano para o outro nos exames. Os exames estão longe de ser a solução para os problemas, longe disso e nem sequer me parece que a política de aumentar exames (Filosofia e certamente mais) seja a adequada,

 

Tudo isto deixa-me triste porque o Nuno Crato é um tipo extremamente inteligente mas que conhecimento sobre as realidades do ensino básico e secundárior tem 0. Parece que o conhecimento dele se fica pelo ensino superior,

 

Correcto, ainda por cima muitos dos alunos têm por hábito, para estudar para um teste intermédio/exame indo ver os anteriores e depois quando chegam ao dia do teste apanham uma coisa completamente diferente...

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Dos pais e dos professores. O que não falta são professores que são maus, ponto. As coisas agravam-se ainda mais quando há professores que levam a frustrações da sua vida pessoal para a sala de aula. Além da falta de capacidade para ensinar, fazem com que os alunos se sentam imensamente desconfortáveis. Depois agarram-se aos chavões "não estou aqui para agradar, estou aqui para ensinar!!!" quando não fazem nem uma, nem outra. Sim, também há professores bons, gosto de acreditar que são mais do que aqueles que são maus, mas, hoje em dia, tenho sérias dificuldades a acreditar nisso. Também não tenho a mais pequena dúvida que os resultados dos alunos com esses "bons professores" são muito superiores. Depois há também os pais que não querem saber, estão mais preocupados com a crise e companha limitada, esquecem-se é que as crianças não são surdas. Se querem saber, fingem muito bem o contrário.

 

Se calhar é dizer que eu não disse que os alunos não têm culpas, não vá o diabo tecê-las.

Estava curioso para saber a resposta.

 

Eu acho que pode em parte ser dos professores e talvez dos pais. Mas talvez o maior culpado seja o próprio sistema de ensino.

Os pais, muitos deles são ocupados até mais não, aliás deves saber que Portugal é dos países europeus onde os pais passam menos tempo com os filhos.

Os professores, sim existem maus professores e devem ser muitos, mas não acho que sejam maus porque querem: "ah agora vou ser mau só mesmo para embirrar" :mrgreen: - são como disseste pessoas com problemas pessoais e é difícil separar as vidas. Isso de deixar a vida pessoal em casa e a vida profissional no trabalho é muito giro mas é só no papel.

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Haverá certamente casos em todo lado de maus professores tal como haverá de bons. Não duvido de tal coisa.

 

Agora, um aluno empenhado é meio caminho andado para chegar a um exame nacional e ter uma boa nota. São todos avaliados no exame da mesma forma (apesar de há quem discorde disto, basta ver os panfletos que a JCP anda a distribuir pelos Secundários) e se existir empenho e esforço por parte do aluno (estudando em casa, estando atento nas aulas e consultando antigos exames se disponíveis) ele conseguirá quase de certeza uma boa classificação.

Isso é muito relativo

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Isso de deixar a vida pessoal em casa e a vida profissional no trabalho é muito giro mas é só no papel.

 

O problema é que quando um professor tem uma atitude menos correcta, devido a problemas pessoais, é comer e calar, enquanto se for um aluno já é logo rua e com falta.

Editado por LgD

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Correcto, ainda por cima muitos dos alunos têm por hábito, para estudar para um teste intermédio/exame indo ver os anteriores e depois quando chegam ao dia do teste apanham uma coisa completamente diferente...

Mas isso não é propriamente positivo. Se lhes mudam o exercício e deixam de saber resolver é porque não aprenderam o que deviam, limitaram-se a decorar resoluções de casos particulares.

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Mas isso não é propriamente positivo. Se lhes mudam o exercício e deixam de saber resolver é porque não aprenderam o que deviam, limitaram-se a decorar resoluções de casos particulares.

 

Uma coisa é analisar e resolver exercícios de uma dificuldade, e depois chegar ao exame apanhar com exercícios de dificuldade muito superior. E em alguns casos não chega só aprender a matéria.

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Qual delas?

Escola Secundária Alves Martins.

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