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6nario

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  1. É uma realidade diferente. Uma coisa é indiscutível, o futebol é o desporto mais popular do planeta, dito isto. Está muito longe de ser o mais bem organizado. É impossível comparar a realidade norte-americana à Europeia. Podemos e devemos inspirar-nos em muitas coisas mas o core da organização desportiva na Europa, para o bem e para o mal dificilmente consegue ser mudada. Uma coisa, no entanto, podemos e devemos fazer. Olhar para o modelo norte-americano e perceber que coração disso está uma coisa - As equipas são donas da liga, e existe um senhor, que é o commissioner, cujo trabalho é assegurar-se que as equipas (o patrão está satisfeito). Ora no futebol, especialmente no futebol de alto nível europeu, o problema está em que a UEFA é uma entidade que não zela pelo interesse dos clubes. Tem um poder enorme do qual nao quer abdicar, tem zero vontade de inovar... há décadas que o modelo competitivo está podre. A superliga europeia é o acumular de tensões e a resposta dos maiores clubes à inércia da UEFA. Dificilmente é possível manter todos contentes. Mas um bom princípio seria que, tal e qual como nos estados unidos, o comité regulador fosse composto pelos clubes. A UEFA zela por si, não zela pelos clubes. Há uma coisa que caracteriza o desporto americano, e bem sei que é uma realidade distinta, mas é EFICIÊNCIA. Consciência de que, para o bem e para o mal, é o produto televisivo que possibilita o jogo, que trás receitas e que faz o desporto crescer, as equipas crescer, etc... As equipas, esquecendo a parte do ‘negócio’ e indo ao mais básico, precisam de ser financeiramente sustentáveis - A UEFA tem vindo a assegurar-se que não deixa os pequenos prosperar, nem tão pouco deixa os grandes prosperar, é o corpo estranho que gera parte desta eficiência. Há muitos anos que tenho vindo a dizer que esta tradição, fanatismo, ligação à história é um paradoxo no mundo do futebol - É em simultâneo aquilo que não permite que evolua, pelo medo de romper com a tradição... logo, ficando preso a modelos ineficientes e criados à décadas atrás, assim como também acaba por ser aquilo que não deixa o futebol morrer (para já). Embora, por mais que me custe veja o produto futebolístico em declínio ano após ano. A conclusão é - Não, não podemos olhar para os americanos, chegar aqui e fazer uma liga fechada, um draft, americanizar isto tudo. Não podemos, porque descaracterizamos o futebol e se há coisa que caracteriza o futebol são os modelos de competitividade aberta. No entanto, podemos e devemos ir beber da inovação dos desportos americanos, a forma como se organizam sem intermediários e como não têm medo de arriscar e mudar. O jogo e a competição não é estático, vai mudando. Precisamos com urgência de olhar para o modelo competitivo na europa e pensar em soluções, porque as coisas não estão bem e vao deteriorando...
  2. Porra, conseguia jurar que estavas a falar da UEFA e da FIFA
  3. O motivo é tão simples como não se meter num assunto que não lhe deveria dizer respeito. É assunto dos clubes e da UEFA, eles que o resolvam. O governo não deveria de ser meter, não tem nexo nenhum.
  4. Precisamente... mais ainda tratando-se de futebol. Essas entidades privadas que se amanhem. O governo não tem de ser pronunciar, muito menos de intervir.
  5. Não devem achar nada porque não lhes diz respeito. É assunto da UEFA e dos clubes. Como tal, políticos não se devem meter no assunto.
  6. Que raciocínio de bosta. Não há glazers na alemanha = é por isso que o campeonato é bom.... Não é essa a razão - A razão pela qual a Alemanha tem um campeonato pujante, e clubes fortes é demográfica. Há cidades médias e população suficiente para sustentar vários clubes médio/grande. Assim como em Inglaterra também existe e é a razão pela qual o campeonato também é bom... com ou sem mecenas. Se ter ou não mecenas/donos envolvidos ajuda ou não, não sei. Mas a razão é demográfica. o Mercado alemão é enorme.
  7. Tranferências milionárias é um assunto relacionado... Mas quase diferente. Por mim mercantilizar jogadores é absurdo e não faz sentido serem comprados e vendidos como mercadoria. É especulativo e criou uma economia paralela no futebol que não tem nexo. É a minha opinião - E todos os intervenientes no futebol têm culpa nisso.
  8. O modelo de gestão dos clubes é a consequência de um sistema ineficiente. O modelo competitivo atual foi criado há décadas atrás, quando fazia sentido (nem podia ser de outra maneira), que o futebol nacional fosse o centro de tudo. Aos dias de hoje o futebol tem de se pensar no futebol de alto quilate como europeu, e tem de se pensar num mercado europeu e global, ao invés de um nacional. Claro que tem de ser um modelo aberto, que de oportunidade a todos. E claro que o futebol nacional terá sempre o seu papel. Mas eu não acho normal o modelo competitivo ter mudado zero em décadas. Foi isto que asfixiou países pequenos como Portugal, Holanda, Bélgica, etc... que deveriam ter condições para competir num nível europeu, mas estão fechados nos seus mercados limitados. Por isso se tem de pensar num modelo que inclua estes países e se pense no produto como algo europeu e global. O modelo atual não é sustentável, nem honesto para os pequenos nem para os grandes.
  9. Isso é como tudo crl, oh diabo.... e vê lá eu nem defendo o modelo da super liga, acho abominável. Mas acho que vocês estão todos cegos e sem bom senso nenhum. Vivem num romantismo irrealista e ignoram os problemas e ambições reais dos clubes. Depois ficam chocados quando acontece isto. Esta m*rda estava para acontecer há muitos anos, é uma pressão que fervilha.
  10. Como dar demais? Tás bebado? A UEFA quer manter tudo como está não pelo bem do futebol, mas para manter o seu poder. Quando inventam liga das nações e o diabo a 4 para fazer mais receitas a torto e a direito, sem ouvir os clubes, roubando calendário ninguém quer saber. O modelo competitivo atual está falido, não é sustentável. A Super liga não é a solução. Mas é o monstro criado por um sistema ineficiente que foi criado há décadas e virtualmente sofreu 0 atualizações.
  11. Acho interessante a forma como falam desses 12, a forma como os acusam de ganância, quando esta situação não foi gerada por eles. A raíz do problema é a UEFA, a ganância da UEFA, a sede de poder da UEFA. A criação da superliga nada mais é do que uma revolta perante o poder despótico da UEFA. A UEFA é o middleman ineficiente aqui, que não toma uma posição proativa a proteger os interesses dos clubes. Insultar os 12, é o caminho fácil para não olhar para os problemas, ineficiência e inação da UEFA. Dizer que o futebol "está morto" e a "ganância mata o futebol" é um lugar comum que nada serve os interesses dos grandes, nem tão pouco dos pequenos, senão os da própria UEFA, que querem perpetuar um sistema ineficiente, concebido há muitas décadas atrás, que pouco ou nada se adaptou. A UEFA de vez em quando leva uns apertões e lá faz uns ajustes aqui e acolá, mas o problema fundamental é que a UEFA não quer abdicar de poder, de receitas e de controlo. A UEFA acha-se a entidade superior do futebol, quando na verdade os clubes são bem mais importantes. Não por acaso estes 12 se acham no direito que fazer o que fazem, de forma precipitada ou não sabem muito bem que os clubes são o elemento central do futebol e que a UEFA não é nada sem eles. É fácil dizer que isto é sobre ganância, quando é uma questão muito mais complexa que isso. Em primeiro lugar é sobre competitividade. Os modelos de competitividade atual não têm nexo absolutamente nenhum para a realidade em que vivemos. Os grandes quererem jogar entre si mais vezes, quererem gerar um melhor produto televisivo e consequentemente mais receitas é perfeitamente normal, natural e desejável. A UEFA é a culpada por lhes ter cortado as pernas tantas e tantas vezes. Por mais tradicional que seja o futebol, e é dessa tradição que vive, o futebol não pode viver parado no tempo e tem de evoluir. O modelo atual é igualmente desonesto para pequenos como para grandes, quer financeiramente quer competitivamente. Há espaço para competições internas, elas são importantes. E a competição deve ser aberta. Mas há muitos anos que aquilo que são as taças internas deveriam ser progressivamente eliminadas dos calendários. Assim como o calendário europeu expandido. Mais jogos interessantes só beneficiam o produto, que beneficia o próprio futebol. Dito isto, a ideia de uma super liga fechada é naturalmente difícil de digerir, difícil de apoiar. Mas a UEFA não tem qualquer solidariedade do meu lado, nem pode ter. Espero que haja diálogo e se chegue a um entendimento, e que o resultado seja uma reformulação total e completa daquilo que são os modelos competitivos atuais, dos quais as competições domésticas têm de dar lugar ao futebol europeu de alto quilate - Que não só é a nata do produto futebolístico, como financeiramente viabilidade o futebol a todos os níveis.
  12. Curado? Ele não esteve doente. Nem está doente. Mas a questão não é essa. Se está positivo continua, teoricamente a poder ser foco de contágio. Logo é prudente continuar de molho.
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