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Fundação católica lança «Aleteia», a rede social cristã

Publicações recomendadas

Também sou livre de escolher o que é "bom" para os meus, ora :b

 

O Hitler costumava dizer o mesmo, e o melhor para os dele (Alemães) era matar todos os judeus.

 

Respeito e convivo com pessoal religioso, mas aquela necessidade de estar sempre a evitar ofender (porque se ofendem facilmente, digam o que disserem), não é, a meu ver, saudável.

 

Eu prefiro estar com pessoas que evitam ofender-me, não sei que tipo de pessoa tu és, mas se precisas de estar sempre a ofender alguém então tu tens um problema. A minha familia também é extremamente religiosa e eu encontrei um remédio santo para não os ofender: Não falo de religião com eles.

 

 

Eu nem falei em quaisquer mensagens. Mas, desculpa lá, é preciso ser religioso para se promover o que disseste? Não é. Isso não faz sentido.

 

A religião dá esperança e paz de espírito a quem não tem, dá estrutura e organização a inúmeras actividades de caridade, trabalha em muitos casos angariando pessoas que, estando ligadas à religião, encontram nela um veiculo para todo o bem que quiseram toda a vida fazer... mas que não sabiam bem como.

 

 

"O problema não é a religião, o problema é os palermas que a praticam."

Isto leva-me a uma maneira de pensar muito simples. Vendo assim, uma pistola só é um problema, quando existem palermas com ela na mão. Na mão de quem sabe, e está bem intencionado, é um bem valioso. No entanto, não deixa de ser uma pistola.

 

Uma arma é um objecto, não tem vida, não tem pensamento. Se for deixada no meio de um campo não ganha pernas e habilidade de pensar e de te mandar um tiro. O problema das armas está em quem as usa, as vende a quem não devia (mercados negros) e em quem legisla o seu uso.

Uma faca de manteiga tanto pode servir para barrar manteiga no pão... mas também serve para espetar no pescoço de uma pessoa. Vamos banir essas também?

 

A cena, é que as pistolas não irão acabar, enquanto que a religião, como uma generalidade, perdeu e está a perder muito poder. E porque será? Porque é que número de pessoas religiosas diminuiu tão drasticamente? Avanço da ciência e das tecnologias de comunicação, que deitaram por baixo o monopólio que a religião tinha (e, apesar de ser um bebé comparado ao monstro que era, ainda tem)?

 

Não te iludas. Tu pensas que a religião já não tem a mesma força porque hoje em dia tens acesso a internet e afins. Exercício hipotético. Numa aldeia de 100 pessoas em 1950 tu serias o único ateu, raramente terias contacto com outras pessoas como tu. Nesse caso iria parecer-te que estarias rodeado de um mundo religioso. Hoje em dia entras no facebook, vês um gajo com uma frase a dizer mal da religião. Tu entre 100 pessoas partilhas. Outra pessoa noutro sítio entre 100 vai partilhar, outra pessoa entre 100 vai partilhar.

A única diferença é que agora tu tens contacto com os "uns entre 100's", dando-te a ilusão de que são mais do que na verdade são. Não te enganes, a religião cristã está com a força que sempre esteve. Se tens dúvidas disso vai ver o que acontece a cada visita papal, ou com cada reunião europeia de jovens cristãos e afins.

O mundo não é apenas aquilo que tu vês.

Presta atenção.

 

 

Tá respondido. A ver se te cresce algum bom-senso.

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Comparaste ele não querer ensinar aos filhos a religião com o Hitler? Really?

 

The graph below shows the trends of people who self-classify as Christian, non-Christian religious, and non-believer as measured by the British Social Attitudes Survey between 1983 and 2009

 

800px-Bsa-religion-question.svg.png

 

Se uma pessoa quiser fazer o bem, fá-lo sem ser preciso a religião imo

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Tá respondido. A ver se te cresce algum bom-senso.

Olha-me para esta arrogância! :lol: Tu tens um ego descomunal, desculpa que te diga.

 

"O Hitler costumava dizer o mesmo, e o melhor para os dele (Alemães) era matar todos os judeus." Eu não falei em matar. Disse apenas que não acho saudável, dando ênfase ao direito mais valioso que temos: liberdade.

 

"Eu prefiro estar com pessoas que evitam ofender-me, não sei que tipo de pessoa tu és, mas se precisas de estar sempre a ofender alguém então tu tens um problema. A minha familia também é extremamente religiosa e eu encontrei um remédio santo para não os ofender: Não falo de religião com eles."

Se estás com alguém que está constantemente a evitar ofender-te, é porque estás com alguém que não tem confiança contigo. Quanto tens confiança com alguém, não estás a pensar e pensar em tudo o que dizes, perguntando-te se o mesmo tem alguma remota possibilidade de ofender a outra pessoa.

E claro que não procuro ofender ninguém. Mais uma vez, saltas para conclusões ridículas, que só tu consegues entender.

 

"A religião dá esperança e paz de espírito a quem não tem, dá estrutura e organização a inúmeras actividades de caridade, trabalha em muitos casos angariando pessoas que, estando ligadas à religião, encontram nela um veiculo para todo o bem que quiseram toda a vida fazer... mas que não sabiam bem como."

A religião dá esperança, dá isso tudo, mas fá-lo com base em mentiras. Diz-te o que queres ouvir. A ideia de dar todo o mérito de algo bom ao ser todo poderoso, e culpabilizar tudo o que acontece de mau a pessoas, é ridículo e descabido.

A meu ver, é que cada um apenas se engana, quando vai por tais caminhos.

Agora, se há casos em que a religião, a ideia de existir algo superior, algo que motive alguém para fazer alguma coisa, sim, sem dúvida. Mas isso não invalida o facto de se viver numa ilusão. E disto ninguém me tira, porque estamos em 2012. Ponto.

 

"Uma arma é um objecto, não tem vida, não tem pensamento. Se for deixada no meio de um campo não ganha pernas e habilidade de pensar e de te mandar um tiro. O problema das armas está em quem as usa, as vende a quem não devia (mercados negros) e em quem legisla o seu uso.

Uma faca de manteiga tanto pode servir para barrar manteiga no pão... mas também serve para espetar no pescoço de uma pessoa. Vamos banir essas também?"

A arma é um objecto sem vida, e a religião é o quê? :lol:

Banir? Mas quem é que falou em banir!? Rapaz, tu falas sozinho, a sério. Uma coisa, é desaprovar algo. Apelar para o banimento de uma coisa é um passo gigante, a que, mais uma vez, só tu chegaste...

 

"Não te iludas. Tu pensas que a religião já não tem a mesma força porque hoje em dia tens acesso a internet e afins. Exercício hipotético. Numa aldeia de 100 pessoas em 1950 tu serias o único ateu, raramente terias contacto com outras pessoas como tu. Nesse caso iria parecer-te que estarias rodeado de um mundo religioso. Hoje em dia entras no facebook, vês um gajo com uma frase a dizer mal da religião. Tu entre 100 pessoas partilhas. Outra pessoa noutro sítio entre 100 vai partilhar, outra pessoa entre 100 vai partilhar.

A única diferença é que agora tu tens contacto com os "uns entre 100's", dando-te a ilusão de que são mais do que na verdade são. Não te enganes, a religião cristã está com a força que sempre esteve. Se tens dúvidas disso vai ver o que acontece a cada visita papal, ou com cada reunião europeia de jovens cristãos e afins.

O mundo não é apenas aquilo que tu vês.

Presta atenção."

Aqui, já falaste bem melhor. É bem possível que hajam mais do que o que se pensa, mas acho que é um facto de a influência deles desceu brutalmente nas últimas décadas. E felizmente.

Editado por Zacker

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Comparaste ele não querer ensinar aos filhos a religião com o Hitler? Really?

 

 

Não, eu comparei ele querer decidir pelos outros o que é melhor para eles.

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Não, eu comparei ele querer decidir pelos outros o que é melhor para eles.

 

Estando ele a falar do seu filho, não vejo nenhum problema. Achas o mesmo dos pais que baptizam e obrigam os seus filhos a ir à catequese?

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Esquece.

 

Tu tropeças tantas vezes nos teus próprios argumentos, que já nem te consigo encontrar as ideias originais pelo meio.

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Estando ele a falar do seu filho, não vejo nenhum problema. Achas o mesmo dos pais que baptizam e obrigam os seus filhos a ir à catequese?

 

 

Acho que devem fazer o mesmo que os meus pais.

 

Eu fui baptizado porque eles achavam que no futuro, não sendo baptizado, iria trazer trabalho a mais para se algum dia me quisesse casar ou converter-me ao cristianismo.

 

Nunca me colocaram na catequese, nunca fizeram propaganda. Aos 12 anos já eu sabia tudo o que havia para saber sobre religião. História, crenças, todas os ensinamentos. Eu fiquei curioso e perguntava, lia aqueles livros de histórias da bíblia para crianças, etc.

 

Quando cheguei aos 12/13 anos os meus pais perguntaram-me o que achava da religião e se eu queria tornar-me um membro activo de alguma. Disse que não e eles aceitaram. Torceram o nariz porque são praticantes mas aceitaram.

 

Simples e directo. Não falo com religião sobre eles porque sei que eles não partilham das minhas ideias. Eles têm as suas crenças e eu tenho as minhas. Orgulho-me de dizer que tenho pais sensatos e inteligentes. Não tenho de andar a espetar-lhes com argumentos sobre ateismo. Eles não seriam nem mais, nem menos do que são hoje se não fossem praticantes.

 

Agora, algumas pessoas têm de aceitar que nem tudo na religião é má, ponto final. Há gente má e há gente boa. Há gente má que usa a religião para fazer coisas más, e há gente boa que usa a religião para fazer coisas boas que de outra maneira não faria.

 

O resto é conversa de miúdo de 16 anos que ainda não compreende lá muito bem como o mundo deve funcionar.

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Acho que devem fazer o mesmo que os meus pais.

 

Eu fui baptizado porque eles achavam que no futuro, não sendo baptizado, iria trazer trabalho a mais para se algum dia me quisesse casar ou converter-me ao cristianismo.

 

Nunca me colocaram na catequese, nunca fizeram propaganda. Aos 12 anos já eu sabia tudo o que havia para saber sobre religião. História, crenças, todas os ensinamentos. Eu fiquei curioso e perguntava, lia aqueles livros de histórias da bíblia para crianças, etc.

 

Quando cheguei aos 12/13 anos os meus pais perguntaram-me o que achava da religião e se eu queria tornar-me um membro activo de alguma. Disse que não e eles aceitaram. Torceram o nariz porque são praticantes mas aceitaram.

 

Simples e directo. Não falo com religião sobre eles porque sei que eles não partilham das minhas ideias. Eles têm as suas crenças e eu tenho as minhas. Orgulho-me de dizer que tenho pais sensatos e inteligentes. Não tenho de andar a espetar-lhes com argumentos sobre ateismo. Eles não seriam nem mais, nem menos do que são hoje se não fossem praticantes.

 

Agora, algumas pessoas têm de aceitar que nem tudo na religião é má, ponto final. Há gente má e há gente boa. Há gente má que usa a religião para fazer coisas más, e há gente boa que usa a religião para fazer coisas boas que de outra maneira não faria.

 

O resto é conversa de miúdo de 16 anos que ainda não compreende lá muito bem como o mundo deve funcionar.

 

Sabes que pais como os teus são uma minoria certo? Muita gente que andava comigo na catequese, também andava porque eram obrigados a tal. Quando dizia que "não acreditava em nenhuma coisa daquela treta" foi-me dito para não dizer disparates e etc. Então quando alguma senhora mais velha na rua me tentava dar um papel qualquer sobre Jesus e Deus, e dizia que não era crente tinha de aturar aquele bla bla todo. Ainda se queixam que os ateus não respeitam o cristianismo, quando essa religião é especialista em não respeitar os ateus. Concordo que nem tudo é mau, mas algum do mau que existiu na História foi devido à religião. E faz-me alguma confusão essa gente que precisa da religião para fazer coisas boas. Fazem o bem para depois da vida terem algum "prémio"?

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Sabes que pais como os teus são uma minoria certo? Muita gente que andava comigo na catequese, também andava porque eram obrigados a tal. Quando dizia que "não acreditava em nenhuma coisa daquela treta" foi-me dito para não dizer disparates e etc. Então quando alguma senhora mais velha na rua me tentava dar um papel qualquer sobre Jesus e Deus, e dizia que não era crente tinha de aturar aquele bla bla todo. Ainda se queixam que os ateus não respeitam o cristianismo, quando essa religião é especialista em não respeitar os ateus. Concordo que nem tudo é mau, mas algum do mau que existiu na História foi devido à religião. E faz-me alguma confusão essa gente que precisa da religião para fazer coisas boas. Fazem o bem para depois da vida terem algum "prémio"?

 

Continuam com o estigma de "cristãos não respeitam ateus", "Cristãos só fazem o bem por causa da vida eterna".

Eu não sei por onde andam... mas aqui em Aveiro essas pessoas respeitam quando digo "não estou interessado, obrigado".

 

Quanto ao não respeitarem ateus... são tantos os cristãos que não respeitam os ateus, como os ateus que não respeitam os cristãos. Aliás, só de andar no facebook, vejo diariamente dezenas de imagens de ateus a gozar com as crenças religiosas de toda a gente.

 

Extremistas não são bons, sejam de que lado for. Descem os dois à ignorância e falta de bom-senso quando cedem ao extremismo.

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Continuam com o estigma de "cristãos não respeitam ateus", "Cristãos só fazem o bem por causa da vida eterna".

Eu não sei por onde andam... mas aqui em Aveiro essas pessoas respeitam quando digo "não estou interessado, obrigado".

 

Quanto ao não respeitarem ateus... são tantos os cristãos que não respeitam os ateus, como os ateus que não respeitam os cristãos. Aliás, só de andar no facebook, vejo diariamente dezenas de imagens de ateus a gozar com as crenças religiosas de toda a gente.

 

Extremistas não são bons, sejam de que lado for. Descem os dois à ignorância e falta de bom-senso quando cedem ao extremismo.

 

Mas esse estigma é verdadeiro pelo menos na pouca experiência que tenho.

Recentemente nunca mais apanhei ninguém assim, mas há uns anos eram bem frequentes e não respeitavam lá muito quando negava o interesse.

 

O número de cristãos que não respeitam os ateus é bem maior (também pelo facto de serem mais), mas penso que apenas estás a falar das pessoas mais novas. Isso aí até concordo, mas se fores ver, grande parte das pessoas mais velhas (da idade dos meus pais +- e mais velhos até) não costumam respeitar.

Posso me incluir nesses ateus que de vez em quando postam imagens a gozar com as crenças religiosas, porque existem algumas histórias em cada religião, que eu acho extremamente ridículas e fico pasmado quando alguém diz que acredita nisso.

 

Claro, mas a religião é que faz essas pessoas irem ao extremismo.

E a da vida eterna é mesmo por não saber porque motivo alguém precisa da religião para fazer o bem

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Podemos então concordar que extremismos são maus sejam de que lado for?

 

Podemos concordar que esta nova rede social não faz mal a ninguém?

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Sim e btw, estou-me a c*gar para essa rede social, nem foi por isso que comecei a postar

Editado por LgD

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Eu sou agnóstico, questiono a existência de Deus e essas m*rda. Agora cada um acredita no que quer, claro sem ofender ninguém. E a religião há séculos que trás conflitos mundiais.

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Não tenho nada contra os pais que batizam os filhos em bebés e os colocam na catequese, afinal de contas são os pais e devem fazer sempre aquilo que acham melhor para os seus filhos. Eu, a não ser que a minha futura esposa/companheira queira, dar-lhes-ei liberdade de escolha quando fizerem 18 anos. E o mesmo digo para o casamento, não faço intenções de me casar mas não me vou opor se a companheira o quiser. Afinal de contas sou cristão (praticante ou não, não interessa), faz parte de um dos meus direitos.

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O Hitler costumava dizer o mesmo, e o melhor para os dele (Alemães) era matar todos os judeus.

 

Resta dizer que o Hitler era tudo menos ateu...aliás, um dos seus lemas era do género "em deus confiamos".

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Não, eu comparei ele querer decidir pelos outros o que é melhor para eles.

Não é o que um pai deve fazer? Seja qual for a idade, acho que o interesse é esse.

Qualquer pessoa consegue ver que ser religioso tens as suas desvantagens, e que, principalmente, poucas razões tem para o ser.

 

Acho que devem fazer o mesmo que os meus pais.

 

Eu fui baptizado porque eles achavam que no futuro, não sendo baptizado, iria trazer trabalho a mais para se algum dia me quisesse casar ou converter-me ao cristianismo.

 

Nunca me colocaram na catequese, nunca fizeram propaganda. Aos 12 anos já eu sabia tudo o que havia para saber sobre religião. História, crenças, todas os ensinamentos. Eu fiquei curioso e perguntava, lia aqueles livros de histórias da bíblia para crianças, etc.

 

Quando cheguei aos 12/13 anos os meus pais perguntaram-me o que achava da religião e se eu queria tornar-me um membro activo de alguma. Disse que não e eles aceitaram. Torceram o nariz porque são praticantes mas aceitaram.

 

Simples e directo. Não falo com religião sobre eles porque sei que eles não partilham das minhas ideias. Eles têm as suas crenças e eu tenho as minhas. Orgulho-me de dizer que tenho pais sensatos e inteligentes. Não tenho de andar a espetar-lhes com argumentos sobre ateismo. Eles não seriam nem mais, nem menos do que são hoje se não fossem praticantes.

 

Agora, algumas pessoas têm de aceitar que nem tudo na religião é má, ponto final. Há gente má e há gente boa. Há gente má que usa a religião para fazer coisas más, e há gente boa que usa a religião para fazer coisas boas que de outra maneira não faria.

 

O resto é conversa de miúdo de 16 anos que ainda não compreende lá muito bem como o mundo deve funcionar.

 

Mas a tua história altera alguma coisa? É por um caso ter sido bem gerido, que se ignora a esmagadora maioria, em que os filhos são religiosos "porque sim"? Aliás, o facto de terem baptizado em criança, a meu ver, já está errado. No meu caso, os meus pais escolheram que só a mim iria caber tal decisão (como deves calcular, não será surpresa nenhuma dizer que não tenho, nem tive, qualquer interesse em fazê-lo).

 

"O resto é conversa de miúdo de 16 anos que ainda não compreende lá muito bem como o mundo deve funcionar." E isto apenas demonstra a tua falta de nível. Como não concordo contigo, já é conversa de miúdo. :lol:

Não compreendo como o mundo funciona? Foi por compreender muito acerca do funcionamento das coisas, nos últimos séculos, que comecei a odiar a religião. Hell, assim que me começo a lembrar da quantidade de guerras, sacrifícios, e todos os possíveis tipos de injustiças feitos em nome de religiões, lembro-me que, sendo honesto, não existem muitas coisas que me metam mais nojo.

 

 

Continuam com o estigma de "cristãos não respeitam ateus", "Cristãos só fazem o bem por causa da vida eterna".

Eu não sei por onde andam... mas aqui em Aveiro essas pessoas respeitam quando digo "não estou interessado, obrigado".

 

Quanto ao não respeitarem ateus... são tantos os cristãos que não respeitam os ateus, como os ateus que não respeitam os cristãos. Aliás, só de andar no facebook, vejo diariamente dezenas de imagens de ateus a gozar com as crenças religiosas de toda a gente.

 

Extremistas não são bons, sejam de que lado for. Descem os dois à ignorância e falta de bom-senso quando cedem ao extremismo.

E não, há uma grande maioria que não respeita os que não partilham as suas crenças. Desprezam, mesmo.

Em Aveiro respeitam-te? Que bom, rapaz! Também não viste ninguém a dizer que são todos pouco receptivos para com quem não é religioso. Apenas se falou que é assim que muita gente, naturalmente, pensa. Ora, se são ensinados a que, se não fizerem determinadas coisas, são más pessoas, que vão para o inferno, que são infiéis, é normal que olhem essas mesmas pessoas de lado. E isto, só falando das nossas crenças. Se metes muçulmanos ao barulho, esquece lá isso.

 

"Aliás, só de andar no facebook, vejo diariamente dezenas de imagens de ateus a gozar com as crenças religiosas de toda a gente." Mas em que mundo é que tu vives :lol:

Há alguma coisa com a qual não se goze, nos dias de hoje? O facto de levares isso a sério é que está errado.

E, pessoalmente, não gozo porque tenho amigos religiosos e sei que não iria cair mal, mas rio-me e apoio que esfreguem na cara algumas verdades.

Até porque a religião é um assunto inofensivo, que merece todo e mais algum cuidado... coitadinhos. Faziam o que queriam durante séculos e séculos e séculos, mas exigem todo o respeito e mais algum. Por favor...

 

E sim, tenho de concordar que, quando se chega ao extremismo, a coisa corre mal. Nem quero apoiar isso. Prefiro que o poder das religiões vá desaparecendo gradualmente, como tem sido feito, porque fazê-lo à força (proibir ou banir, como para aí inventaste) seria responder na mesma moeda, algo de evitar.

 

 

Eu sou agnóstico, questiono a existência de Deus e essas m*rda. Agora cada um acredita no que quer, claro sem ofender ninguém. E a religião há séculos que trás conflitos mundiais.

Basicamente...

É que, hoje em dia, só não vê, quem não quer.

Editado por Zacker

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Não é o que um pai deve fazer? Seja qual for a idade, acho que o interesse é esse.

 

 

Um pai deve ensinar os filhos a fazer a melhor escolha consoante o que eles desejam.

Isso que acabaste de dizer é de uma idiotice tão grande que nem sei por onde começar a desconstruir isso...

 

E isto apenas demonstra a tua falta de nível. Como não concordo contigo, já é conversa de miúdo. :lol:

[/Quote]

 

Já que aqui estamos deixa-me esclarecer.

 

Não tenho nenhuma vontade de ter algum tipo de nível contigo. Tópico atrás de tópico atrás de tópico só te revelas um boneco, não tenho necessidade de estar aqui a dizer que te respeito porque não te respeito.

Em 99% das vezes que leio algo teu acabo sempre a achar que não fazes a mínima ideia do que estás a dizer.

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Um pai deve ensinar os filhos a fazer a melhor escolha consoante o que eles desejam.

Isso que acabaste de dizer é de uma idiotice tão grande que nem sei por onde começar a desconstruir isso...

 

 

 

Já que aqui estamos deixa-me esclarecer.

 

Não tenho nenhuma vontade de ter algum tipo de nível contigo. Tópico atrás de tópico atrás de tópico só te revelas um boneco, não tenho necessidade de estar aqui a dizer que te respeito porque não te respeito.

Em 99% das vezes que leio algo teu acabo sempre a achar que não fazes a mínima ideia do que estás a dizer.

Consoante o que eles desejam, dentro de limites. Se o teu filho quiser se drogar, se quiser vingar de um gajo que o lixou, ou matar uma namorada que o traiu, ou ir por caminhos que sabes que são ruinosos (sejam lá eles quais forem), tu vais, seja qual for a idade, fazer tudo o que puderes para o ajudar. Isso nem é só ser pai, é ser amigo.

Claro que isto não é dizer "vais gostar disto, disto, disto, e vais fazer isto". É apenas "isto é mau, e vais-te arrepender. Não quero que faças isso, e farei o que puder para o parar".

Percebeste?

 

Tópico atrás de tópico, dou e explico a minha opinião. Aprendo bastante por aqui. Ou seja, como já me farto de dizer, faço o que se faz num fórum.

Tenho pena que não gostes do que acho, mas não vou fingir que me importo com isso.

 

Não faço a mínima ideia do que estou a dizer? Eu argumento, coisa que tu não fizeste, ao fugires completamente do assunto. Fazes apenas questão de fazer um post que deveria ser uma MP, dado que nem mencionas a discussão que tiveste...

E quem não tem mesmo respeito por a tua opinião, se é que te interessa, sou eu. Sempre te vi com intervenções inteligentes e facilmente explicadas, mas aqui, como foste por caminhos onde simplesmente não tens razão, desces e atacas, que nem um puto de 14 (com 16 já tinha melhores noções de respeito) anos.

 

Sobre o assunto em questão, apelo que se postem noticias acerca do tema. Tenho curiosidade para ver no que vai dar.

Editado por Zacker

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Afirmar-me na comunidade? Não somos todos iguais por aqui? :lol:

 

Pronto. Se percebeste isso sobre o fanatismo religioso, lamento. É óbvio que nem metade deles são religiosos, mas espaços como esses vão agarrá-los imenso... e digo-o sem rodeios: convivo com cristãos e tenho familiares religiosos (e não pouco), mas, a meu ver, isso não é bom. Não quero ofender, mas é o que acho. Acho que se trata de viver numa ilusão enorme, e que quanto mais se é agarrado à coisa, menos noção se tem das coisas. Nem pretendo alongar mais.

 

E daí, a minha ideia acerca do "pôr lenha na fogueira". É um pensamento radical, definitivamente. E sei bem que toda a gente é livre de acreditar no que quiser, mas... pronto, sou da opinião que não se deve incentivar a isto. E sinto que estou a ser cromo ao dizer isto, porque bate sempre no mesmo: cada um é livre de acreditar e seguir o estilo de vida que pretende.

Mas não acho, de todo, aconselhável que se siga esse caminho. É definitivamente algo que afastarei dos meus filhos (caso os venha a ter, obviamente).

 

E a questão dos ateus... também nada de especial a dizer. Acho que, a partir de um certo nível de crença (ou lá o que lhe queiram chamar), uma pessoa religiosa ofende-se com facilidade com as mais pequenas coisas feitas por pessoas não-religiosas. Há aquela distância nada saudável... é difícil explicar. Apenas tive garantia disso, quando 2 amigos meus se converteram ao cristianismo de forma séria... a relação fica estranha. Uma pessoa tem de ter muito cuidado com o que diz para não ofender... e depois os inúmeros posts no FB acerca de Deus, e devoção ao mesmo, e falsos moralismos... pronto. Peço desculpa se estou a ofender alguém, mas é o que penso : /

 

Portanto, para ti a religião é a encarnação do mal. Achas que tem um efeito pernicioso sobre as pessoas. É claro que isso não corresponde minimamente à verdade mas como eu não pretendo converter-te a nenhuma prática religiosa nem me vou alongar. Só espero, muito sinceramente, que nunca tenhas de chegar ao ponto de ter que bater à porta da Cáritas ou de outra organização qualquer da esfera religiosa para, por exemplo, pedir um prato de sopa para te saciar a fome. Nem imaginas as atrocidades que se fazem por lá... Mais vale morrer à míngua...

 

Quanto ao viver na ilusão, qual é o mal? Incomodam-te as pessoas que encontram conforto e esperança na vivência religiosa? Causa-te algum transtorno que haja pessoas a fazer promessas e acendam velas com vista a que lhes aconteça algo de bom a si ou aos seus? Revolta-te assim tanto que haja pessoas que acreditam que a vida tem um sentido espiritual, que a existência do universo e de si próprias decorra de um plano pré-definido, que o seu percurso não termina com a morte? Terás sido, de alguma forma, obrigado a acreditar em tudo ou isso? Foste pressionado?

 

Quanto à forma como pretendes educar os teus filhos é algo que só a ti e à tua parceira dirá respeito. Não faço qualquer juízo de valor e reconheço-te todo o direito a agires como melhor entenderes.

 

Quanto aos ateus, voltaste a não abordar a questão da separação que afirmaste irá acontecer com a entrada em atividade deste site, ou rede social ou lá o que é. Mas não resisto a dizer que achei um piadão a essa referência ao facto das pessoas religiosas se ofenderem com facilidade. Que falta de noção...

 

Também sou livre de escolher o que é "bom" para os meus, ora :b

Respeito e convivo com pessoal religioso, mas aquela necessidade de estar sempre a evitar ofender (porque se ofendem facilmente, digam o que disserem), não é, a meu ver, saudável.

 

Aqui somos quase iguais em termos de atitude. Também reclamo liberdade absoluta para escolher o que é bom para os meus. E também sinto necessidade de evitar ofender os outros. As únicas diferenças é que eu evito ofender quem quer que seja sem fazer distinções quanto a cor de pele, género, idade, orientação sexual ou posicionamento face à religião. Tento perceber em que meios me encontro e conhecer os meus interlocutores para me comportar em consonância, respeitando para poder ser respeitado. E isso não me causa qualquer transtorno. Considero, aliás, que esta forma de estar na vida e de encarar o relacionamento com as outras pessoas é a mais saudável possível.

 

 

E quando dizes que és ateu e dizem logo que vais parar ao inferno? Muito bom :lol:

 

E tu ficas cheio de medo, não é? :lol:

 

Se uma pessoa quiser fazer o bem, fá-lo sem ser preciso a religião imo

 

E qual é o mal da pessoa fazer o bem suportado nos ensinamentos religiosos? É um bem que vale menos?

 

Se estás com alguém que está constantemente a evitar ofender-te, é porque estás com alguém que não tem confiança contigo. Quanto tens confiança com alguém, não estás a pensar e pensar em tudo o que dizes, perguntando-te se o mesmo tem alguma remota possibilidade de ofender a outra pessoa.

E claro que não procuro ofender ninguém. Mais uma vez, saltas para conclusões ridículas, que só tu consegues entender.

 

Isso quer dizer que o problema de base é o facto de teres pouca confiança com esses teus dois "amigos". Não tem nada a ver com o teu diagnóstico de sensibilidade excessiva das pessoas religiosas.

 

A religião dá esperança, dá isso tudo, mas fá-lo com base em mentiras. Diz-te o que queres ouvir. A ideia de dar todo o mérito de algo bom ao ser todo poderoso, e culpabilizar tudo o que acontece de mau a pessoas, é ridículo e descabido.

A meu ver, é que cada um apenas se engana, quando vai por tais caminhos.

Agora, se há casos em que a religião, a ideia de existir algo superior, algo que motive alguém para fazer alguma coisa, sim, sem dúvida. Mas isso não invalida o facto de se viver numa ilusão. E disto ninguém me tira, porque estamos em 2012. Ponto.

 

O mérito de algo bom é atribuído a Deus da mesma forma que a culpabilização do que acontece de mau é atribuída ao Diabo. Não é por aí...

 

Se estivéssemos em 1912 já não era ilusão?

 

 

Estando ele a falar do seu filho, não vejo nenhum problema. Achas o mesmo dos pais que baptizam e obrigam os seus filhos a ir à catequese?

 

E tu achas o mesmo para ambas as situações?

 

Sabes que pais como os teus são uma minoria certo? Muita gente que andava comigo na catequese, também andava porque eram obrigados a tal. Quando dizia que "não acreditava em nenhuma coisa daquela treta" foi-me dito para não dizer disparates e etc. Então quando alguma senhora mais velha na rua me tentava dar um papel qualquer sobre Jesus e Deus, e dizia que não era crente tinha de aturar aquele bla bla todo. Ainda se queixam que os ateus não respeitam o cristianismo, quando essa religião é especialista em não respeitar os ateus. Concordo que nem tudo é mau, mas algum do mau que existiu na História foi devido à religião. E faz-me alguma confusão essa gente que precisa da religião para fazer coisas boas. Fazem o bem para depois da vida terem algum "prémio"?

 

Dois disparates.

 

 

Mas esse estigma é verdadeiro pelo menos na pouca experiência que tenho.

Recentemente nunca mais apanhei ninguém assim, mas há uns anos eram bem frequentes e não respeitavam lá muito quando negava o interesse.

 

O número de cristãos que não respeitam os ateus é bem maior (também pelo facto de serem mais), mas penso que apenas estás a falar das pessoas mais novas. Isso aí até concordo, mas se fores ver, grande parte das pessoas mais velhas (da idade dos meus pais +- e mais velhos até) não costumam respeitar.

Posso me incluir nesses ateus que de vez em quando postam imagens a gozar com as crenças religiosas, porque existem algumas histórias em cada religião, que eu acho extremamente ridículas e fico pasmado quando alguém diz que acredita nisso.

 

Claro, mas a religião é que faz essas pessoas irem ao extremismo.

E a da vida eterna é mesmo por não saber porque motivo alguém precisa da religião para fazer o bem

 

Mais disparate...

 

Resta dizer que o Hitler era tudo menos ateu...aliás, um dos seus lemas era do género "em deus confiamos".

 

Verdade. O ateu assumido era o Estaline.

 

 

Não é o que um pai deve fazer? Seja qual for a idade, acho que o interesse é esse.

Qualquer pessoa consegue ver que ser religioso tens as suas desvantagens, e que, principalmente, poucas razões tem para o ser.

 

Disparate dos grandes... Que desvantagens são essas?

 

 

Mas a tua história altera alguma coisa? É por um caso ter sido bem gerido, que se ignora a esmagadora maioria, em que os filhos são religiosos "porque sim"? Aliás, o facto de terem baptizado em criança, a meu ver, já está errado. No meu caso, os meus pais escolheram que só a mim iria caber tal decisão (como deves calcular, não será surpresa nenhuma dizer que não tenho, nem tive, qualquer interesse em fazê-lo).

 

Cá está. Lá em cima eu disse: Quanto à forma como pretendes educar os teus filhos é algo que só a ti e à tua parceira dirá respeito. Não faço qualquer juízo de valor e reconheço-te todo o direito a agires como melhor entenderes.

 

Porque raio não recebo eu de ti, pessoa esclarecida e tolerante, o mesmo tratamento? O que te move a fazer juízos de valor sobre a forma como eu educo os meus filhos?

 

Não compreendo como o mundo funciona? Foi por compreender muito acerca do funcionamento das coisas, nos últimos séculos, que comecei a odiar a religião. Hell, assim que me começo a lembrar da quantidade de guerras, sacrifícios, e todos os possíveis tipos de injustiças feitos em nome de religiões, lembro-me que, sendo honesto, não existem muitas coisas que me metam mais nojo.

 

Eu sei de duas coisas que te devem meter ainda mais nojo. O dinheiro, dado que os motivos económicos ultrapassam, de longe, as motivações religiosas no que diz respeito às guerras e injustiças. E o petróleo e seus derivados dado que o seu domínio foi o motivo fundamental para a existência de quase todas as guerras ocorridas no planeta nos últimos 50 anos. Meter gasolina no carro deve ser algo que te suscita um asco tão violento que, depois disso, uma novena seria como que um bálsamo para o teu estômago.

 

 

E não, há uma grande maioria que não respeita os que não partilham as suas crenças. Desprezam, mesmo.

Em Aveiro respeitam-te? Que bom, rapaz! Também não viste ninguém a dizer que são todos pouco receptivos para com quem não é religioso. Apenas se falou que é assim que muita gente, naturalmente, pensa. Ora, se são ensinados a que, se não fizerem determinadas coisas, são más pessoas, que vão para o inferno, que são infiéis, é normal que olhem essas mesmas pessoas de lado. E isto, só falando das nossas crenças. Se metes muçulmanos ao barulho, esquece lá isso.

 

Disparate...

 

Mas em que mundo é que tu vives :lol:

Há alguma coisa com a qual não se goze, nos dias de hoje? O facto de levares isso a sério é que está errado.

E, pessoalmente, não gozo porque tenho amigos religiosos e sei que não iria cair mal, mas rio-me e apoio que esfreguem na cara algumas verdades.

Até porque a religião é um assunto inofensivo, que merece todo e mais algum cuidado... coitadinhos. Faziam o que queriam durante séculos e séculos e séculos, mas exigem todo o respeito e mais algum. Por favor...

 

Tens uma ideia estranha sobre o conceito de respeito...

 

E a frase que assinalei a bold é uma bela definição de hipocrisia.

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Isso dos mais velhos não respeitarem quem não tem fé religiosa não é um tão grande disparate quanto isso. Poderá depender do circulo social ao teu redor, mas infelizmente tenho muitas experiências disso e nem sequer é por defender a minha posição de forma tão forte como o faço aqui. Dizer-se que é ateu ainda é olhado de lado, é uma parvoíce ser assim mas nada a fazer neste momento acerca disso.

 

Também é verdade que Hitler era religioso e isso não faz dele um "católico", nem é a convicção e fé de uma pessoa a deve rotular pelo bem ou mal que faz. Considero por ex. a Madre Teresa de Calcutá um exemplo de vida e nada tem a ver com a fé da própria, tem a ver com a vida que teve, fosse ela cristã ou outra coisa qualquer, o que interessa é o conteúdo e não o rótulo neste caso.

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Na minha modesta e resumida opinião, um espaço online, criado por uma instituição religiosa, aberto ao diálogo entre crentes e não crentes, tem o potencial de diluir a influência daquilo que Bergson apelidava de "religião estática" (com rígidas doutrinas), fomentando a "religião dinâmica" (desligada de doutrinas), alcançando a mudança e progresso com maior facilidade. A religião tem evoluído e este é mais um passo nesse sentido, no meu entender, positivo.

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Resta dizer que o Hitler era tudo menos ateu...aliás, um dos seus lemas era do género "em deus confiamos".

 

Verdade. O ateu assumido era o Estaline.

 

Só mesmo para frisar que, se é que não ficou esclarecido, a minha intenção não era expor o Hitler nem fazer prevalecer o bem ateu. Se quiseres continuar com os exemplos também podemos ir por essa via. Um beijinho e até à próxima.

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Portanto, para ti a religião é a encarnação do mal. Achas que tem um efeito pernicioso sobre as pessoas. É claro que isso não corresponde minimamente à verdade mas como eu não pretendo converter-te a nenhuma prática religiosa nem me vou alongar. Só espero, muito sinceramente, que nunca tenhas de chegar ao ponto de ter que bater à porta da Cáritas ou de outra organização qualquer da esfera religiosa para, por exemplo, pedir um prato de sopa para te saciar a fome. Nem imaginas as atrocidades que se fazem por lá... Mais vale morrer à míngua...

 

Quanto ao viver na ilusão, qual é o mal? Incomodam-te as pessoas que encontram conforto e esperança na vivência religiosa? Causa-te algum transtorno que haja pessoas a fazer promessas e acendam velas com vista a que lhes aconteça algo de bom a si ou aos seus? Revolta-te assim tanto que haja pessoas que acreditam que a vida tem um sentido espiritual, que a existência do universo e de si próprias decorra de um plano pré-definido, que o seu percurso não termina com a morte? Terás sido, de alguma forma, obrigado a acreditar em tudo ou isso? Foste pressionado?

 

Quanto à forma como pretendes educar os teus filhos é algo que só a ti e à tua parceira dirá respeito. Não faço qualquer juízo de valor e reconheço-te todo o direito a agires como melhor entenderes.

 

Quanto aos ateus, voltaste a não abordar a questão da separação que afirmaste irá acontecer com a entrada em atividade deste site, ou rede social ou lá o que é. Mas não resisto a dizer que achei um piadão a essa referência ao facto das pessoas religiosas se ofenderem com facilidade. Que falta de noção...

 

 

 

 

 

Não acho a encarnação do mal. Acho desprezível porque foi a ferramenta utilizada para controlar o povo, durante sei lá quanto tempo. Por tudo o que foi feito usando o seu poder. Dês as voltas que deres, não podes negar isto.

Agora, eu não disse nem quis dizer, que a religião torna as pessoas más, nem que não hajam casos em que a conversão à Igreja tenha melhorado, bastante, a maneira das mesmas agir. Há, e não são poucos. E também sei que as igrejas ajudam inúmeras pessoas que passam dificuldades, eu não quero negar isso, não quero negar os aspectos positivos que a religião trouxe. Mas a troco de quê? Como é que isso tudo se originou? Na miséria de milhares de gente, os ditos "infiéis". Se a religião fosse sinónimo de instituições de caridade, nem eu, nem milhões de pessoas a atacavam. Mas não é. Faz isso, mas fez coisas horríveis. E podia fazer muito mais que isso, tal é a fortuna que possuem, e que tão misteriosamente guardam...

 

Respondendo a algumas perguntas que fizeste:

- O mal de viver na ilusão? É esse mesmo. É viver iludido. Eu entendo que ajuda muita gente, mas faz-me impressão. Ou seja, a não ser que a conversão a alguma religião ajude mesmo alguém, a meu ver, não "vale a pena". Acho que não é algo que uma população precise, desse tipo de ideologias... é-me difícil explicar.

- "Incomoda-me" um bocado, sim. Por viverem numa mentira. Por ficarem com uma ideia errada das coisas, pensando que Deus fez tudo, e não acreditando na evolução, e... epá, é mesmo muita coisa para estar a escrever tudo. Sim, incomoda-me, mas de uma forma "cagativa", nem é por aqui.

- É a tal coisa. "Melga-me". Podem ter as superstições que quiserem, não morro por isso

- Bate no mesmo. Incomoda-me, porque acho errado. Só isso. Não acho que alguém que pense assim, é alguém que tem conhecimento na matéria em questão (ou pelo menos, demonstra não ter).

- Não, não fui obrigado/pressionado a acreditar em nada, pelo contrário. Tive total liberdade, nesse aspecto. Mas sou forçado a lidar com isso, quer com amigos, quer com familiares, e é "annoying", apenas. É daquelas coisas que acho que se passava tão melhor sem elas.

 

Sobre a separação, pah, é o que te disse: o pessoal que já se entrega muito à religião, ao entrar em tal ambiente, vai ainda solidificar mais a sua fé. E acho que isto vai, inevitavelmente, criar uma distância entre quem é e não é religioso. Separa mais a linha dos "grupos"... o pessoal não se identifica um com o outro. Podem se dar bem, mas há sempre aquele melganço.

 

E não percebo que aches piada a isso. Nunca viste pessoal religioso a ofender-se com facilidade? Principalmente, idosos?

 

 

 

 

Aqui somos quase iguais em termos de atitude. Também reclamo liberdade absoluta para escolher o que é bom para os meus. E também sinto necessidade de evitar ofender os outros. As únicas diferenças é que eu evito ofender quem quer que seja sem fazer distinções quanto a cor de pele, género, idade, orientação sexual ou posicionamento face à religião. Tento perceber em que meios me encontro e conhecer os meus interlocutores para me comportar em consonância, respeitando para poder ser respeitado. E isso não me causa qualquer transtorno. Considero, aliás, que esta forma de estar na vida e de encarar o relacionamento com as outras pessoas é a mais saudável possível.

 

 

 

 

Não! Ou seja, evito ofender qualquer tipo de pessoa, acho que isso nem é assunto. Apenas há aquela maior preocupação quando sabes que a pessoa é religiosa, porque qualquer coisa que digas, que para ti (não-religioso) é inofensiva, para a outra, pode não ser. Daí, o "medo".

E, bolas, vais dizer que, de vez em quando, não ofendes alguém, sem querer? Se estiveres à vontade com alguém, sem estar com aquele cuidado no que dizes (o que é inevitável, e saudável! lool), há sempre uma altura em que dizes qualquer coisa que cai mal. Acho que se tiveres sempre a ser super respeitoso, é porque não tens aquela confiança com a pessoa (quando estás com um melhor amigo, por exemplo, sabes que podes dizer muita coisa e que nada será levado a mal, desde que também não abuses...).

 

 

 

 

 

Isso quer dizer que o problema de base é o facto de teres pouca confiança com esses teus dois "amigos". Não tem nada a ver com o teu diagnóstico de sensibilidade excessiva

das pessoas religiosas.

 

Porque raio meteste amigos entre aspas? :(

 

Achas, portanto, que, se não fores religioso, e se o teu amigo for, não há a hipótese de o magoares/ofenderes com alguma coisa que digas em relação à sua religião (nem que inconscientemente)? Se sim, não concordo.

 

 

 

 

 

O mérito de algo bom é atribuído a Deus da mesma forma que a culpabilização do que acontece de mau é atribuída ao Diabo. Não é por aí...

 

Se estivéssemos em 1912 já não era ilusão?

 

 

Nem sempre. "Deus castiga" reflecte isso. E mesmo aí, tens a tua resposta. Achas isso correto? Do tipo, um médico salva um paciente numa operação de alto risco. Assim que o paciente acorda, ou o parente chega, muitas vezes se diz "Graças a Deus...". Pah, se eu fosse o dito médico, ficava um bocado lixado com a situação. Claro que, dadas as circunstâncias, para uns é cagativo, porque salvaram o paciente e é isso que interessa, mas não condeno um médico que fique um bocado ofendido com o comentário, como que a sentir-se desvalorizado. São pequenos pormenores que contam.

 

Claro que era ilusão. Foi ilusão durante anos. Ilusão, medo... era tudo para pôr o pessoal em linha.

 

 

 

 

 

Disparate dos grandes... Que desvantagens são essas?

 

 

Será? Achas que uma pessoa altamente religiosa não iria ter dificuldades, caso estivesse num ambiente com pessoas não-religiosas? Ou seja, pode ou não acontecer, não é nenhuma regra de ouro. Mas conversas de traições, quecas diárias com parceiros diferentes, abortos, sei lá... coisas que a religião condene. Achas que vai cair bem? Não achas que a pessoa se integra melhor sem seguir ideologias religiosas?

Eu não. Acho que o religioso iria sentir-se a mais, iria sentir que não pertencia com aquele pessoal, porque os seus princípios são deveras diferentes. Esse tipo de diferenças pode levar à solidão, por exemplo.

 

 

 

 

Cá está. Lá em cima eu disse: Quanto à forma como pretendes educar os teus filhos é algo que só a ti e à tua parceira dirá respeito. Não faço qualquer juízo de valor e reconheço-te todo o direito a agires como melhor entenderes.

 

Porque raio não recebo eu de ti, pessoa esclarecida e tolerante, o mesmo tratamento? O que te move a fazer juízos de valor sobre a forma como eu educo os meus filhos?

 

 

 

 

Apenas não acho que seja sensato fazê-lo. Uma criança é um ser que ainda não pensa por si. Porque não deixá-lo crescer, e depois, sim, escolhe o que quer?

Isto, porque se trata de religião. E eu reprovo a religião, especialmente quando é incutida a crianças. São pontos de vista, que simplesmente não mudam.

 

 

 

 

Eu sei de duas coisas que te devem meter ainda mais nojo. O dinheiro, dado que os motivos económicos ultrapassam, de longe, as motivações religiosas no que diz respeito às guerras e injustiças. E o petróleo e seus derivados dado que o seu domínio foi o motivo fundamental para a existência de quase todas as guerras ocorridas no planeta nos últimos 50 anos. Meter gasolina no carro deve ser algo que te suscita um asco tão violento que, depois disso, uma novena seria como que um bálsamo para o teu estômago.

 

 

 

 

 

O dinheiro é um bem essencial, a religião, não. Guerras por dinheiro? Dinheiro é... dinheiro. É o que se usa para obter coisas. Não é uma ideologia limitativa. E o petróleo vai dar ao dinheiro, a treta é a mesma... São coisas que a população precisa.

Para que é que a população precisa de religião?

E não venhas com a caridade outra vez, porque o que não faltam são instituições de caridade.

 

 

 

Tens uma ideia estranha sobre o conceito de respeito...

 

E a frase que assinalei a bold é uma bela definição de hipocrisia.

 

 

Sim, admito. Foi um comentário hipócrita, mas a religião é um assunto em que abro excepções, sem quaisquer problemas.

Só preciso de me lembrar dos autos de fé. Isso que era feito em nome da Igreja, é das piores coisas que já estudei. E, não querendo parecer nenhum defensor dos pobres/fracos, só pelo que muita gente passou por serem "bruxos" e "infiéis", pah... não. Não papo mesmo disso.

O alguém ser religioso, incomoda-me. Melga-me. Mas não odeio uma pessoa por isso. Odeio sim, a Igreja Católica, por tudo o que fez. É das instituições (se é que se lhe posso chamar isso) mais desprezáveis que existem. Tanto poder, e só querem mais poder.

 

E finalizo dizendo que é um assunto sensível. Dito isto, acho improvável que se mude a maneira de pensar de alguém, porque as posições que se tomam em relação ao assunto, são muito fortes. Dificilmente mudam.

Editado por Zacker

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