Lifehouse Publicado ontem às 13:33 Citação de kareca, há 32 minutos: Um não quis guerra com esqueletos, o outro não quis guerra com esqueletos. No fim de contas, esqueletos só tinham pó. Sim. E é uma opção válida. E o mesmo se vai passar com o Benfica. Uma futura direção vai apanhar com os escombros, vai-se sabendo o que foi feito e a resconstrução será a prioridade. Eu não falo em efeitos judiciais. Eu falo de que mais se saberá com o fim do regime. Depois cada um fará a sua avaliação. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 56 minutos Citação Será que Rui Costa sabe que as épocas não começam em setembro? Rui Costa, com Mário Branco atrás de si, é um presidente em contrarrelógio NurPhoto É fácil perdermos a perspetiva global dos acontecimentos, envoltos que estamos no quotidiano que nos consome. Mas, por vezes, devemos parar e refletir em certas coisas, certos números. Por exemplo: desde que Rui Vitória saiu do Benfica, na já distante 2018/19, só por uma vez um treinador cumpriu duas épocas completas no banco do clube. Note-se que Bruno Lage, o sucessor de Vitória, fez parte de 2018/19 e saiu no final de 2019/20; seguiu-se Jorge Jesus, técnico em 2020/21 e despedido a meio da campanha seguinte. Chegamos a Roger Schmidt, o tal oásis de relativa estabilidade, treinador em 2022/23 e 2023/24 e, a bem do planeamento, despedido à quarta jornada do campeonato seguinte, meses depois de um voto de confiança do presidente. Foi, então, resgatado Bruno Lage, contratado em setembro e despedido no setembro seguinte, pontual como o regresso às aulas (já dos exames nacionais não se pode dizer o mesmo), fora do cargo meses depois de um voto de confiança do presidente. Saiu Lage, entrou José Mourinho, técnico das águias entre setembro de 2025 e até Florentino Pérez ter decidido que queria o special one para o Real Madrid. Oficialmente, Mourinho assinou pelos blancos a 11 de junho, certamente sem nunca ter pensado no cargo nem na hipótese durante 2025/26, particularmente naquela parte final em que conseguiu a proeza de, perante o colapso físico e mental do Sporting, perder quatro pontos de seguida e deixar o segundo lugar escapar. Principiou, então, a era Marco Silva. Criticavam Rui Costa por despedir treinadores muito cedo nas temporadas? Pois bem, agora o líder do clube — reeleito com forte apoio no passado outono, em histórica ida às urnas com afluência massiva — contratou um treinador muito tarde. Pelo terceiro ano seguido, o Benfica tem as coisas preparadas de forma caótica. Ora monta plantéis para quem sai após as primeiras rondas do campeonato, ora deixa-se enredar numa novela espanhola, perde semanas de trabalho e vê-se com um recém-chegado técnico a lidar com um plantel brutalmente incompleto em plena competição, uma equipa em pré-época durante a época. O Benfica ganhou o hábito de se atrasar no planeamento e na ação. Dá vontade de perguntar: será que Rui Costa sabe que as temporadas não começam em setembro? Marco Silva tem sido a face da desconfiança Gualter Fatia A derrota perante o St. Gallen traduziu uma péssima exibição. Há mais do que margem para dar a volta na Luz, a diferença individual é grande, os suíços não terão o embalo emocional do seu público. Mas o que o 2-1 helvético evidenciou é um Benfica que entra em 2026/27 viciado no para já. António Silva deve sair, mas para já joga e é capitão. Não há centrais, então lá vai o quase-vendido-mas-para já-não para campo. Tiago Gouveia saiu, mas para já joga. Jakub Kamiński esforça-se para provar que não deveria ter sido contratado, mas para já é titular porque não há muito mais extremos. Claro que vão chegar reforços. Claro que os futebolistas que estiveram no Mundial vão aumentar a qualidade do plantel. Mas analisar a cara de Marco Silva deveria preocupar qualquer benfiquista. É uma face cuja expressão se vai alterando, como uma exposição de emojis: ora visivelmente chateado, ora incrédulo, ora protestando com os seus futebolistas, ora olhando para o chão com olhar vazio. Marco Silva começou a criticar a estrutura no primeiro amigável que disputou. Criticou a equipa no primeiro jogo oficial que realizou. É incrível o que seis semanas podem fazer a um homem: o ar fresco e ambicioso, com cheiro a aura de Premier League, da apresentação já foi trocado por uma espécie de fatalismo na postura e no verbo. É importante não haver erros de interpretação: isto não é uma certidão de óbito à época do Benfica. Há gente altamente talentosa — Tomás Araújo, Aursnes, Rafa, Pavlidis, Schjelderup —, há dinheiro para contratar, há um treinador muito competente. Há um campeonato muitíssimo desequilibrado, onde os grandes se arriscam sempre a fazer muitos pontos e a, nos momentos decisivos da temporada, fazerem click e embalarem para o título. Mas Rui Costa, uma vez mais, brinca com o fogo. E ignora o passado, incluindo o seu próprio. Últimos campeões nacionais: FC Porto de Sérgio Conceição, um coletivo de identidade clara, de anos de trabalho em continuidade, um clube à boleia da marca de um treinador; Sporting de Ruben Amorim, uma equipa de autor, plena de marcas reconhecíveis, anos e anos juntos; Sporting de Rui Borges, que foi o prolongamento emocional e tático do Amorismo; FC Porto de Farioli, princípios claros, uma forma de fazer as coisas definida com tempo, com aquisições à medida das intenções. Quem falta aqui? Benfica de Roger Schmidt, curiosamente o primeiro treinador contratado por Rui Costa enquanto presidente. Convicções claras, jogadores contratados para o modelo do alemão. Schmidt chegou há mais de quatro anos. Desde então, não mais um treinador aterrou sem asterisco, sem um contexto complicado, sem um aroma a ano zero associado. Sempre em modo para já. É arriscado. As temporadas não começam em setembro. Compartilhar este post Link para o post
verY Publicado 1 minuto Citação de Lifehouse, Em 26/07/2026 at 11:13: Tanto esqueleto no armário que vai saltar quando esta corja sair do clube... Há quantos anos andamos com essa conversa? Compartilhar este post Link para o post