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Red Prince

Enfermeiros querem passar receitas de medicação e exames

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Os enfermeiros querem poder prescrever medicamentos e meios auxiliares de diagnóstico, uma medida defendida pelo bastonário da Ordem para prevenir "muitos erros de medicação".

 

"Os enfermeiros são responsáveis por mais efeitos adversos evitáveis do que qualquer outro profissional de saúde. Logo, se a evidência científica atesta as competências dos enfermeiros para evitar erros de medicação ou efeitos adversos, por que razão não podem os enfermeiros prescrever formalmente fármacos e meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica", questiona o bastonário Germano Couto, segundo um comunicado enviado à agência Lusa.

 

De acordo com a nota, na sessão de abertura do VII Encontro Ibérico de Enfermagem, que decorre em Leiria, Germano Couto recorreu a estudos realizados nos Estados Unidos para indicar que que os enfermeiros detetam 86% de todos os erros de medicação antes de eles ocorrerem.

 

"Não se trata de substituir uns profissionais por outros nem tão pouco de usurpação de funções, mas de reconhecer o que é uma prática, pois os enfermeiros já prescrevem atualmente", defende a Ordem.

 

Para o bastonário, esta medida permitiria aos utentes a "efetiva liberdade de escolher o profissional" e ainda acabaria com consultas ou outros atos redundantes.

 

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, o Estado pouparia pelo menos cerca de 1,8 milhões de euros e 150 mil horas de cuidados de médicos de família caso as competências dos enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica fossem rentabilizadas no seguimento de grávidas de baixo risco, "sem prejuízo da qualidade assistencial".

 

JN

 

Que palhaçada. A formação das duas profissões não tem nada a ver uma com a outra. Se detectam, de facto, tanto erro de medicação é porque a tarefa do enfermeiro é muito mais próxima do doente, nomeadamente no internamento. Mas nunca na vida uma profissão com 4 anos de formação pode ter a competência com outra que tem, no mínimo 9 a 10 anos de formação completa onde se tem duas cadeiras de farmacologia, duas cadeiras de terapêutica e passagem pelas diversas especialidades com terapêutica para cada uma repetida à exaustão. Não sei se isto é uma piada de mau gosto, se é economicista se é maneira de arranjar maneira aos milhares de enfermeiros desempregados (diga-se, em abono da verdade, a maior parte deles muito bem formados e com excelente qualidade!). Não é uma luta entre duas classes aqui em causa, são as competências específicas de cada uma que uma medida destas pode adulterar irremediavelmente!

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Isto não tem sentido nenhum. Se ainda admito que a prescrição de medicamentos pelos enfermeiros poderia ser ponderada em certas situações, muito específicas e limitadas (analgésicos em situações de internamento, por exemplo) a possibilidade de prescrição de meios complementares de diagnóstico é um completo disparate. Com todo o respeito, não me parece que o curso de enfermagem dê a capacidade de raciocínio clínico suficiente para tal tarefa. E já não somos propriamente um país de 3ºmundo em que as necessidades de cuidados de saúde sejam tão elevadas assim que requeiram outros profissionais de saúde a executar tarefas exclusivamente médicas.

Editado por tozequio

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Cá uma enfermeira estagiária matou uma senhora no hospital por ter dado a medicação de forma errada.

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Piada de muito mau gosto, só pode. Principalmente quando os especialistas do medicamento nem têm esse papel nem pretendem ter.

 

E, tendo em conta a minha experiência, se for para darem os conselhos que me chegam pela boca de utentes, mais vale estarem quietinhos do que dizerem parolices.

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Meter a questão dessa maneira é extremamente redundante, hugo :mrgreen:

 

A senhora estava no pós-operatório depois de lhe terem amputado um dedo, acho eu. Mandaram a enfermeira, estagiária de ultimo ano, dar uma medicação à senhora. Em vez de lhe ter dado via oral, como deve ser dada essa medicação, a gaja chega lá e espeta-lhe aquilo na veia. Acho que coagulou o sangue da senhora e em minutos estava morta.

 

Ou seja, ou a gaja era burra e é mau ter chegado ao ultimo ano do curso, ou não tinha preparação para tal, logo quem deve fazer essas coisas são os médicos ou especialistas do género.

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A senhora estava no pós-operatório depois de lhe terem amputado um dedo, acho eu. Mandaram a enfermeira, estagiária de ultimo ano, dar uma medicação à senhora. Em vez de lhe ter dado via oral, como deve ser dada essa medicação, a gaja chega lá e espeta-lhe aquilo na veia. Acho que coagulou o sangue da senhora e em minutos estava morta.

 

Ou seja, ou a gaja era burra e é mau ter chegado ao ultimo ano do curso, ou não tinha preparação para tal, logo quem deve fazer essas coisas são os médicos ou especialistas do género.

Essa comparação não faz sentido ! Também há médicos que se enganam na perna que vão amputar ou se esquecem de pinças dentro do utente ... Acho que a classe de Enfermagem tem guerras bem mais importantes, mas era bom que fosse dada alguma autonomia, a nivel de analgesia e assim !

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Isto é tanga da Ordem dos Enfermeiros.

 

Trabalho num hospital e lido diariamente com uma equipa de enfermeiros no internamento, com um vário leque de médicos e a rivalidade entre as equipas por vezes é assustadora.

 

Se por algum motivo falha o sistema informático e os médicos prescrevem a medicação para o doente fazer no internamento, manualmente, depois alguém de a transcrever para o sistema assim que houver sistema e quem lá está de forma permanente é o enfermeiro, pois bem que o doente fica sem medicação porque eles recusam-se, dizem ser função do médico.

 

Se o doente na visita do médico se queixa de dores/desconforto e o médico manda dar medicação no imediato, é logo interpelado para parar a visita médica e se sentar ao computador porque só dão o que está prescrito.

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A senhora estava no pós-operatório depois de lhe terem amputado um dedo, acho eu. Mandaram a enfermeira, estagiária de ultimo ano, dar uma medicação à senhora. Em vez de lhe ter dado via oral, como deve ser dada essa medicação, a gaja chega lá e espeta-lhe aquilo na veia. Acho que coagulou o sangue da senhora e em minutos estava morta.

 

Ou seja, ou a gaja era burra e é mau ter chegado ao ultimo ano do curso, ou não tinha preparação para tal, logo quem deve fazer essas coisas são os médicos ou especialistas do género.

 

Essa história não é bem assim... Eu estou a par do caso e quem tem a culpa é quem não vigiou a acção da enfermeira. Por alguma razão é um estágio supervisionado ao milímetro, ou deveria ser. Os enfermeiros no 4º ano de curso não têm autonomia para dar o que quer que seja nos doentes sem supervisão. Por outro lado, segundo me constou a preparação já estava feita e não se deve dar nada que não se tenha preparado... Regra de ouro!

 

___

E quando pedem autonomia "a nível de analgesia ou assim", não fazem ideia do que estão a falar! Os analgésicos, sobretudo os usados na dor mais forte, são narcóticos. Estamos a falar de opiáceos, estamos a falar de uma medicação que tem de ser ponderada doente a doente e que a enfermagem não tem habilitações para saber a quem dar, ou quem não dar!

Editado por Red Prince

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Essa história não é bem assim... Eu estou a par do caso e quem tem a culpa é quem não vigiou a acção da enfermeira. Por alguma razão é um estágio supervisionado ao milímetro, ou deveria ser. Os enfermeiros no 4º ano de curso não têm autonomia para dar o que quer que seja nos doentes sem supervisão. Por outro lado, segundo me constou a preparação já estava feita e não se deve dar nada que não se tenha preparado... Regra de ouro!

 

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E quando pedem autonomia "a nível de analgesia ou assim", não fazem ideia do que estão a falar! Os analgésicos, sobretudo os usados na dor mais forte, são narcóticos. Estamos a falar de opiáceos, estamos a falar de uma medicação que tem de ser ponderada doente a doente e que a enfermagem não tem habilitações para saber a quem dar, ou quem não dar!

 

Não sei como é que funciona ai, mas aqui um opiaceo só sai do cofre com a assinatura de 2 medicos diferentes, o que está de turno, e um outro qualquer colega que confirma a decisão.

 

Quanto ao tema é treta, nunca nenhum enfermeiro ia aceitar essa responsabilidade, se bem que eles neste momento podem ser responsabilizados por um erro de prescrição por parte de um medico, e em muitos casos são realmente os enfermeiros que "sugerem" a medicação que o doente X ou Y deveria fazer.

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Em termos práticos não sei como a coisa funciona, mas já vi em fichas clínicas doentes oncológicos, sobretudo na cirurgia, a tomar opiáceos fracos e opiáceos fortes. Os de cirurgias digestivas paliativas, nomeadamente carcinoma da cabeça do pâncreas que dá umas dores terríveis segundo consta... E já vi na UCIGE por pancreatite aguda.

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Qualquer dia são médicos sem habilitações para tal.

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Qualquer dia são médicos sem habilitações para tal.

 

Desculpa lá, mas eu conhecendo os medicos como conheço, existem alguns, que são apenas individuos com licença legal para matar indiscriminadamente. Só porque têm um curso que demora 6 anos a tirar não significa que tenham qualidade para exercer.

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E lá porque há medicos incompetentes, mete-se enfermeiros a fazer trabalho para o qual não estudaram e que têm algum conhecimento?

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Desculpa lá, mas eu conhecendo os medicos como conheço, existem alguns, que são apenas individuos com licença legal para matar indiscriminadamente. Só porque têm um curso que demora 6 anos a tirar não significa que tenham qualidade para exercer.

Alguns e andas a ver muito 60 minutos. ;) | Para além disso o que é que isso inválida o que eu disse?

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Desculpa lá, mas eu conhecendo os medicos como conheço, existem alguns, que são apenas individuos com licença legal para matar indiscriminadamente. Só porque têm um curso que demora 6 anos a tirar não significa que tenham qualidade para exercer.

 

Competência e incompetência há em todo o lado, formação curricular específica nem por isso!

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Ninguem quer fazer o trabalho de ninguem isso é chacho

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Como profissional de saúde, mete-me nojo a classe dos enfermeiros

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Sabem em quê que isto se resume?

 

Na enfermagem ser uma profissão de 'renegados', que se auto-intitulam assim, dizendo que os doentes só valorizam o médico que os vê em minutos e desvalorizam o enfermeiro que é quem mais ajuda na recuperação (no ponto de vista deles).

 

E assim sendo, seriam um 'patamar' acima e talvez o reconhecimento, quer monetário por parte das entidades patronais, quer a nivel do 'povo alvo' (doentes).

 

Resumindo é apenas e só isto.

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Sim. Para além de fazerem uma especialização de um ano e dizerem que fazem o mesmo que os fisioterapeutas (que são 4 anos) e que também fazem terapia da fala.

 

Se querem ser fisioterapeutas, tirassem o curso de fisioterapia.

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Eu também dou bastante valor aos enfermeiros. Acho que os enfermeiros e os professores são duas das profissões mais injustiçadas deste país. O problemas é que os enfermeiros parecem querer adquirir o espaço que é seu por direito à custa das áreas dos outros profissionais de saúde, isso é que não consigo compreender na classe...

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Sim. Para além de fazerem uma especialização de um ano e dizerem que fazem o mesmo que os fisioterapeutas (que são 4 anos) e que também fazem terapia da fala.

 

Se querem ser fisioterapeutas, tirassem o curso de fisioterapia.

 

Isto. Eu também como futuro profissional de saúde sinto algum repudio pela classe de enfermeiros, só pelo facto de quererem "fazer tudo". Contudo reconheço a sua importância no âmbito da saúde, para aquilo que foram habilitados.

Editado por Kermit the Frog

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Eu dou bastante valor aos enfermeiros :)

 

Acho que ninguém está a dizer o contrário.

 

Agora a maneira de actuar deles não é nem de perto nem de longe a mais correcta no que toca a estes assuntos.

 

É que defendem-se de uma maneira que atacam e põem em risco outras profissões da área da saúde que são tão importante como as dele menosprezando essas profissões. É isso que está em causa.

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