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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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E imposto sucessório sobre heranças de elevado montante.

 

Sim, eu já tinha referido isso. Acima de 1 milhão. (em relação a esta medida, até acho que podia ser mais baixo). É uma medida que considero boa, o Paulo Trigo Pereira já fala desta medida há anos, mas é preciso que seja bem executada, normalmente existe muita marosca nos impostos sucessórios.

Btw, sou do PS, mas tenho algumas reservas em relação a este programa, tenho dúvidas que mesmo com todas as medidas de aumento de receita que anunciaram exista cabimento orçamental para muitas das medidas mais ousadas, mas também não acho que esteja tudo louco.

 

Podia era haver mais ênfase no combate á economia paralela, isto é, é preciso que deixa de existir malandrices do género de canalizadores e empreiteiros etc não passarem fatura, pessoas receberem subsídio de desemprego e fazerem uns trabalhos etc etc, isto resolvia-se com a contratação massiva de inspetores tributários para trabalharem à paisana. Assim as pessoas passavam a ter mais receio de não pagar impostos e tenho a certeza que em 2/3 anos a cultura de malandrice do tuga mudava.

Editado por ascom

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não é péssimo, mas para o tempo que demorou a sair esperava-se muito mais..

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Ah e também esperava uma mudança na aplicação do subsídio de desemprego. Esperava que passasse a ser mais longo e de valor mais reduzido em tempos de crise e mais curto e generoso em tempos de crescimento, esta é a opinião do Mário Centeno, esperava que fizessem algo em relação a este assunto.

 

F_Tex, não acho que o tempo seja por aí além, estamos em Abril, as eleições são em Outubro, acho normal que este projeto tenha sido apresentado agora. Além do mais, temos de ver que são 11 economistas que debateram cada medida, e mais, calcular quanto vale x ou y medida, leva tempo.

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Não é péssimo? Querem hipotecar o nosso futuro para nos dar mais rendimento hoje e não é péssimo?

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Esse programa tem uma coisa que me preocupa, através do aumento do financiamento público estamos a aumentar a dívida pública portuguesa. Lembram-se do que nos conduziu ao resgate financeiro?

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contratação massiva de inspetores tributários para trabalharem à paisana. Assim as pessoas passavam a ter mais receio de não pagar impostos e tenho a certeza que em 2/3 anos a cultura de malandrice do tuga mudava.

Diz-me que estás a gozar e já agora diz-me que na JS não há mais gente com este género de ideias absurdas.

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isto resolvia-se com a contratação massiva de inspetores tributários para trabalharem à paisana. Assim as pessoas passavam a ter mais receio de não pagar impostos e tenho a certeza que em 2/3 anos a cultura de malandrice do tuga mudava.

 

Era re-ativar a Direção Geral de Segurança, isso é que era!

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Concordo com a ideia do ascom, era um conceito inovador em Portugal. Até já arranjei nome para a nova polícia: Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, porque vigiavam as pessoas e defendiam o estado. Algo inovador e com um nome arrojado.

 

(EDIT: Porra, Vaart :mrgreen:)

Editado por Carlos Gouveia

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E pior, inspectores à paisana já existe.

 

Ah, e a mentalidade já está a mudar. Com esta crise, o chico-esperto que era podre de rico e declarava o salário mínimo deixou de ser visto como um herói para ser visto como um f-d-p.

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Esse programa tem uma coisa que me preocupa, através do aumento do financiamento público estamos a aumentar a dívida pública portuguesa. Lembram-se do que nos conduziu ao resgate financeiro?

 

Foram os juros elevados, não o nível da divida :mrgreen:

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E as duas coisas não estão interligadas?

 

Baseei-me, somente, nesta lógica: havendo a percepção de que a nossa dívida pública era elevada, os mercados começaram a cobrar-nos taxas de juro mais altas para nos financiarmos, uma vez que a nossa probabilidade de cumprir as nossas responsabilidades financeiras era significativamente baixa.

Editado por Vaart

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E as duas coisas não estão interligadas?

 

Baseei-me, somente, nesta lógica: havendo a percepção de que a nossa dívida pública era elevada, os mercados começaram a cobrar-nos taxas de juro mais altas para nos financiarmos, uma vez que a nossa probabilidade de cumprir as nossas responsabilidades financeiras era significativamente baixa.

 

Não, porque há paises com dividas muito mais elevadas do que nós como os EUA ou o Japão a quem os mercados nao cobram juros mais altos

 

Não é o facto da divida ser elevada, é o facto de existir a percepção que o pais tem capacidade para pagar a divida.

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Não, porque há paises com dividas muito mais elevadas do que nós como os EUA ou o Japão a quem os mercados nao cobram juros mais altosNão é o facto da divida ser elevada, é o facto de existir a percepção que o pais tem capacidade para pagar a divida.

 

Acho que isso está clarificado nesta porção de texto:

 

uma vez que a nossa probabilidade de cumprir as nossas responsabilidades financeiras era significativamente baixa

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Sei que vai parecer populismo mas e criar um orgão que regulasse os programas eleitorais, os fizesse cumprir e que tivesse poder para destituir o governo em caso de contrariedade ao prometido nas campanhas eleitorais? É que de 4 em 4 anos vemos gente a prometer mundos e fundos com olho no poder, a mentir descaradamente e muitas vezes mal como Passos Coelho e que nunca são responsabilizadas. Prometem politica A e no dia seguinte à eleição já estão a ir para Z e não há nada nem ninguém que possa erradicar isso, é preciso que se diga a verdade, mesmo que a verdade não agrade.

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Sei que vai parecer populismo mas e criar um orgão que regulasse os programas eleitorais, os fizesse cumprir e que tivesse poder para destituir o governo em caso de contrariedade ao prometido nas campanhas eleitorais? É que de 4 em 4 anos vemos gente a prometer mundos e fundos com olho no poder, a mentir descaradamente e muitas vezes mal como Passos Coelho e que nunca são responsabilizadas. Prometem politica A e no dia seguinte à eleição já estão a ir para Z e não há nada nem ninguém que possa erradicar isso, é preciso que se diga a verdade, mesmo que a verdade não agrade.

Esse órgão/cargo (teoricamente) já existe. Chama-se Presidente da República.

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E as duas coisas não estão interligadas?

 

Baseei-me, somente, nesta lógica: havendo a percepção de que a nossa dívida pública era elevada, os mercados começaram a cobrar-nos taxas de juro mais altas para nos financiarmos, uma vez que a nossa probabilidade de cumprir as nossas responsabilidades financeiras era significativamente baixa.

 

O que pode estar ligado são alguns dos motivos que te levam a pedir mais dívida (ou a baixar o PIB) e a capacidade de pagar juros. Por exemplo, nos últimos tempos a dívida pública tem aumentado, mas os juros não. Isto porque os mercados nos vêm com mais optimismo, porque há menor risco sistémico na UE, políticas económicas por parte do Governo e Comissão Europeia, alocação de fundos pelos investidores limitadas em dívidas de outros países (por exemplo, a Alemanha está/estava a pagar juros negativos pela dívida de curto prazo), etc ;)

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Acho que isso está clarificado nesta porção de texto:

 

Sim mas isso não é porque Portugal contraiu muita divida, é porque não vemos que Portugal tenha capacidade de gerar riqueza suficiente para pagar a divida.

Como disse varias vezes esse é o verdadeiro problema do pais. Portugal simplesmente não é competitivo e todas as politicas de todos os partidos são um tapa buracos dos problemas presentes. A estratégia é fazer uma visão para Portugal (chamem-lhe Portugal 2025, ou outra m*rda qualquer), em que o PS e o PSD se sentam e definem um plano para o futuro do pais, criando verdadeiras industrias motor da economia e instituições com capacidade de concorrer mundo fora

 

Somos a mesma m*rda de sempre, e isto deixa me triste também porque o meu partido também não aprende. Demonstra mais uma vez com este programa que a visão é a curto prazo e depois logo se vê

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O que pode estar ligado são alguns dos motivos que te levam a pedir mais dívida (ou a baixar o PIB) e a capacidade de pagar juros. Por exemplo, nos últimos tempos a dívida pública tem aumentado, mas os juros não. Isto porque os mercados nos vêm com mais optimismo, porque há menor risco sistémico na UE, políticas económicas por parte do Governo e Comissão Europeia, alocação de fundos pelos investidores limitadas em dívidas de outros países (por exemplo, a Alemanha está/estava a pagar juros negativos pela dívida de curto prazo), etc ;)

 

Porque fomos alvo de um programa externo de resgate financeiro que ainda hoje é fiscalizado por entidades não-portuguesas. Parece-me que, ao mínimo sinal de alarme interno, os nosso juros voltam a subir. Mas, uma coisa tem-me deixado surpreendido, mesmo com esta situação na Grécia, onde se fala inclusive de um Grexit, os nossos juros têm-se mantido estáveis.

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Porque fomos alvo de um programa externo de resgate financeiro que ainda hoje é fiscalizado por entidades não-portuguesas. Parece-me que, ao mínimo sinal de alarme interno, os nosso juros voltam a subir. Mas, uma coisa tem-me deixado surpreendido, mesmo com esta situação na Grécia, onde se fala inclusive de um Grexit, os nossos juros têm-se mantido estáveis.

Porque Portugal está a ser visto como o bom aluno e a Grécia como o mau. No 1º período tiveram os dois 8, mas depois Portugal subiu para 13 e 14, a Grécia nem ao 10 chegou. Se a Grécia chumbar, acredita-se que isso não fará com que Portugal vá atrás, continuando no "bom caminho". E, claro, a nossa subjugação às troikas também mostra que (não) somos parvos e deixamos que nos façam o que quiserem sem grandes ondas, indo para um caminho que os mercados gostam, por muito doloroso que seja para os portugueses.

 

Agora o que o Burkina disse é verdadeiro. Portugal olha apenas para o curto prazo e, sem ler o programa em si, mas pelo que vou lendo na CS, esta proposta do PS é aquilo que eu já digo há imenso tempo que vai acontecer. O português vai passar a viver melhor com o PS, mas sem dúvida, vamos todos estar mais desafogados. O problema é que daqui a 5/10/20 anos "voltamos" ao mesmo, basta uma crisezeca despoletar nos confins do mundo ocidental e lá vamos nós para a mesma jornada.

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Sim mas isso não é porque Portugal contraiu muita divida, é porque não vemos que Portugal tenha capacidade de gerar riqueza suficiente para pagar a divida.Como disse varias vezes esse é o verdadeiro problema do pais. Portugal simplesmente não é competitivo e todas as politicas de todos os partidos são um tapa buracos dos problemas presentes. A estratégia é fazer uma visão para Portugal (chamem-lhe Portugal 2025, ou outra m*rda qualquer), em que o PS e o PSD se sentam e definem um plano para o futuro do pais, criando verdadeiras industrias motor da economia e instituições com capacidade de concorrer mundo foraSomos a mesma m*rda de sempre, e isto deixa me triste também porque o meu partido também não aprende. Demonstra mais uma vez com este programa que a visão é a curto prazo e depois logo se vê

 

Burkina, várias pessoas reconhecem o problema da (falta de) competitividade da economia portuguesa. E isso que sugeres, um programa de longo-prazo, com os partidos que sugeres, neste momento, parece-me impossível, sinceramente. Aliás, fora o entendimento PSD-CDS que existiu até agora e não é certo que continue para as próximas eleições, ainda que seja provável, não vejo outros entendimentos possíveis a longo-prazo, sinceramente não vejo. Os partidos portugueses, não só os do arco da governação, não possuem, na minha opinião, o sentido de Estado suficiente para criar e implementar um programa desse género.

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Porque fomos alvo de um programa externo de resgate financeiro que ainda hoje é fiscalizado por entidades não-portuguesas. Parece-me que, ao mínimo sinal de alarme interno, os nosso juros voltam a subir. Mas, uma coisa tem-me deixado surpreendido, mesmo com esta situação na Grécia, onde se fala inclusive de um Grexit, os nossos juros têm-se mantido estáveis.

 

Os juros vão subir mais tarde ou mais cedo. Se não for mais cedo por causa da implosão da Grécia, será mais tarde fruto da tal falta de investimento no país que o Burkina falou aí atrás e bem. A preocupação da Europa e do Governo é espremer e espremer na tentativa de reduzir o défice e pagar uma parte do Governo, a do PS é virar a esponja e espremer do outro lado mas para regredir no tempo e voltar a aumentar o cerco, e a da restante oposição é fazer o que têm feito desde sempre, apontar o que está mal (mesmo quando não está), apresentar algumas alternativas, mas pura e simplesmente não têm nem a estrutura, nem capacidade para convencer a maior parte das pessoas de que são uma alternativa real. Ninguém se preocupa com a criação de riqueza para o país, só se preocupam em não piorarmos até lá, mas quando as coisas voltarem a encarrilar na Europa, voltamos ao mesmo de sempre, um clássico.

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Sinceramente e só assim do sem pensar muito Portugal necessita de:

 

- Fundir alguns bancos e criar dois (BCP e CGD por exemplo) que consigam entrar em força nos mercados africanos e da america do sul. Aliás esta foi a estrategia conseguida pelo estado espanhol e hoje têm dois dos 20 maiores bancos do mundo.

 

- Definir 3/4/5 tecnologias de ponta onde o estado dará fortes incentivos economicos na tentativa de criar um "silicon valley" a nivel europeu.

 

- Iniciar um grande plano de obras publicas passando pelo novo aeroporto, TGVs, novos e modernos hospitais, etc. Porque criar obra publica é fazer girar a economia, criar postos de trabalho e desenvolvimento.

 

- Finalmente criar todas as condições para que Sines se torne um grande porto de entrada para a Europa, com uma plataforma logistica e transporte capaz de fazer chegar o que é necessario rapidamente a onde necessita de ir.

 

- Apostar num turismo diferenciado e não no que temos hoje a competir com Espanha, Marrocos, Tunisia e etc, uma vez que este só tem margens baixas.

 

- Reforma da administração local para acabar com tudo o que é excesso a nivel autarquico. Um pais 10 Milhoes de habitantes nao necessita de 300 camaras e milhares de freguesias.

 

- Reforma do ensino universitario, fazendo com que as verdadeiras necessidades do pais sejam cobertas e evitando excessos de certas profissoes que apenas se tornam um fardo para o futuro do pais.

 

- Politica forte de imigração tentando criar condições para que muitos imigrantes venham para Portugal tendo as competencias certas

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