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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Apenas por curiosidade, porquê a associação do Augusto Santos Silva a "tacho"? Pergunto mesmo por desconhecimento, o homem foi meu professor há um par de anos e reconheço-lhe bastante competência e conhecimento (além de ser um porreiraço), pelo menos nesse campo.

 

Suponho que seja por ser parte da velha guarda do PS, já ter sido ministro do Sócrates e porque nas suas participações na política regra geral é um trauliteiro do crl. Porque como professor também o tive e digo o mesmo, é muito competente.

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Bora para Itália Mayday

 

Provavelmente foi um post na brincadeira, mas é esta a mentalidade que vigora por cá. Apoiar a cultura é dar subsídios a torto e a direito e o produto final que se f*da que ninguém queira saber, o que interessa é dar para viver daquilo :lol:

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Provavelmente foi um post na brincadeira, mas é esta a mentalidade que vigora por cá. Apoiar a cultura é dar subsídios a torto e a direito e o produto final que se f*da que ninguém queira saber, o que interessa é dar para viver daquilo :lol:

Esse programa será dedicado nomeadamente a bairros de periferia de grandes cidades onde existem problemas de desinserção social. Além disso, serão distribuidos cheques no valor de €500 a jovens de 18 anos, que poderão ser gastos em museus, concertos e teatros.

 

Ainda por cima nem leste a noticia.

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Ainda por cima nem leste a noticia.

 

Claro que li, se reparares no meu post, em nenhum parte eu digo que acho mal o destino desse dinheiro. O que eu acho mal é o simples acto de dar dinheiro para se fazer cultura por cá, em vez de apostar na projecção de eventos, na educação cultural dos mais jovens ou na internacionalização do que cá se faz. E foi nesse ponto que peguei, o simples acto de distribuir subsídios.

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Claro que li, se reparares no meu post, em nenhum parte eu digo que acho mal o destino desse dinheiro. O que eu acho mal é o simples acto de dar dinheiro para se fazer cultura por cá, em vez de apostar na projecção de eventos, na educação cultural dos mais jovens ou na internacionalização do que cá se faz. E foi nesse ponto que peguei, o simples acto de distribuir subsídios.

Pois, mas isso não tem nada a ver com a noticia.

 

Mas vamos lá esclarecer.

 

1º - Dizer que se dá dinheiro para se fazer Cultura em Portugal :lol: Tomara nós, que o investimento de dinheiro na Cultura fosse equivalente à qualidade do que se produz por cá e do trabalho que lhe é aplicado.

 

2 º Já fomos por 3 ou 4 vezes Capital Europeia da Cultura (se não em engano até somos o país que mais vezes já o foi e preparamo-nos, ao que parece, para o ser mais uma vez) Portanto, projecção de eventos, maior que isto? O quê, exactamente? Isto leva-nos também à questão de Internacionalização. Primeiro, hà politicas de apoio à Internacionalização em todas as disciplinas artísticas, por exemplo. E são até das mais concorridas. Mas é interessante não haver investimento para criar e construir e depois querer internacionalizar :lol:

Nunca pensaste no resultado disto? :lol: Já sei. Fazemos como este governo e vamos mostrar ao mundo o que já temos à décadas e toda a gente já conhece como o Fado e o pastel de nata. Isto é que é internacionalizar!!

 

3º - Aqui é preciso corrigir. O Estado não aposta na educação cultural dos mais jovens. Nem nas escola por via do ensino, nem através de incentivos como os que vimos acima, nem baixando o IVA, nada. Quem o faz são as estruturas que recebem os fraquissimos apoios do estado. São estas que são obrigadas a ter serviço educativo, que aplicam descontos bastantes generosos para jovens até aos 35 anos e estudantes, entre tantas outras coisas.

 

Esse mito de que o que nós gostamos é de viver à conta dos subsídios do estado estado é tão injusta e arredada da realidade...

 

Ainda um ponto. O governo em que votaste e apoiaste apostou em quase todas as medidas que tu falaste (menos numa, o desinvestimento da educação cultural) . Menos investimento e mais medidas de internacionalização e projecção internacional para parecer que é bom. Veja-se o resultado...

E compara-se o que pode fazer a uma cidade um Rui Rio com as mesmas ideias que as tuas contra um Rui Moreira.

Editado por Woyzeck

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1º - Dizer que se dá dinheiro para se fazer Cultura em Portugal :lol: Tomara nós, que o investimento de dinheiro na Cultura fosse equivalente à qualidade do que se produz por cá e do trabalho que lhe é aplicado.

 

Esse mito de que o que nós gostamos é de viver à conta dos subsídios do estado estado é tão injusta e arredada da realidade...

 

Ainda um ponto. O governo em que votaste e apoiaste apostou em quase todas as medidas que tu falaste (menos numa, o desinvestimento da educação cultural) . Menos investimento e mais medidas de internacionalização e projecção internacional para parecer que é bom. Veja-se o resultado...

E compara-se o que pode fazer a uma cidade um Rui Rio com as mesmas ideias que as tuas contra um Rui Moreira.

 

Eu não disse que se dava dinheiro, mas que já se deu e que gostariam que voltasse a ser assim. E depois dizes que não gostam de viver à conta de subsídios, mas antes disseste que tomara a vocês que o investimento fosse feito de forma equivalente à qualidade do que cá se faz. Então que investimento é esse que vocês querem? Se não é dinheiro é o quê?

 

E eu não apoiei nenhum governo nem nenhum partido, ao contrário do que tu fazes aqui e depois na hora de justificar o porquê, nicles. Eu estou à vontade para dizer em quem votei, o porquê de o fazer e argumentar em todos os assuntos que o justifiquem. Sim, a cultura ficou para trás durante o mandato anterior, e foi uma das (muitas) coisas más que foi feito. Mas ao contrário de ti, como isso não é algo que me afecte de sobremaneira, não precisei de me colocar frontalmente a todas as outras posições tomadas por eles. Felizmente vou tendo e partilhando a minha opinião de forma independente.

Editado por Visitante

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Eu não disse que se dava dinheiro, mas que já se deu e que gostariam que voltasse a ser assim. E depois dizes que não gostam de viver à conta de subsídios, mas antes disseste que tomara a vocês que o investimento fosse feito de forma equivalente à qualidade do que cá se faz. Então que investimento é esse que vocês querem? Se não é dinheiro é o quê?

 

E eu não apoiei nenhum governo nem nenhum partido, ao contrário do que tu fazes aqui e depois na hora de justificar o porquê, nicles. Eu estou à vontade para dizer em quem votei, o porquê de o fazer e argumentar em todos os assuntos que o justifiquem. Sim, a cultura ficou para trás durante o mandato anterior, e foi uma das (muitas) coisas más que foi feito. Mas ao contrário de ti, como isso não é algo que me afecte de sobremaneira, não precisei de me colocar frontalmente a todas as outras posições tomadas por eles. Felizmente vou tendo e partilhando a minha opinião de forma independente.

:estrelas: lol.

 

Constituição da República Portuguesa, Capitulo III, Artigo 73.º.

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:estrelas: lol.

 

Constituição da República Portuguesa, Capitulo III, Artigo 73.º.

 

Estás a perder o meu ponto. Se a cultura em Portugal é boa para os recursos financeiros que há, e se há medidas para a sensibilização por parte das pessoas, então o que achas que falta?

E escusas de evocar artigos da constituição, do que eu estou a falar é da necessidade que as pessoas têm no meio da cultura para dizer que em Portugal não se consegue viver daquilo porque não há apoios do estado. Queres que va buscar quantas notícias sobre isso? Claro que têm de ser dados apoios, mas daí a servirem para sustentar um meio que não é capaz de encontrar forma de sobreviver de outra forma, não concordo.

Editado por Visitante

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Estás a perder o meu ponto. Se a cultura em Portugal é boa para os recursos financeiros que há, e se há medidas para a sensibilização por parte das pessoas, então o que achas que falta?

E escusas de evocar artigos da constituição, do que eu estou a falar é da necessidade que as pessoas têm no meio da cultura para dizer que em Portugal não se consegue viver daquilo porque não há apoios do estado. Queres que va buscar quantas notícias sobre isso? Claro que têm de ser dados apoios, mas daí a servirem para sustentar um meio que não é capaz de encontrar forma de sobreviver de outra forma, não concordo.

3. O Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural, em colaboração com os órgãos de comunicação social, as associações e fundações de fins culturais, as colectividades de cultura e recreio, as associações de defesa do património cultural, as organizações de moradores e outros agentes culturais.

 

O estado não promove nem a fruição nem a criação. Sem criação não há fruição e sem fruição não há criação. O estado precisa re-incentivar a criação e promover a fruição.

 

Nunca ninguém viveu de apoios do estado. Porque não são os apoios que pagam os salários. Os apoios vão todos para a criação e manutenção dos equipamentos culturais. É da fruição dessa criação que resultam os rendimentos. Ora, se o estado não promove ou quando o faz promove pouco para que não exista interesse na fruição como é que quem cria pode sobreviver? Então para a roda girar de forma oleada temos que voltar ao inicio. Promoção da criação e fruição.

 

O meio é sustentável e rentável. A França é um óptimo exemplo disso. Mas a França tem uma noção da importância da Cultura muito diferente da nossa.

 

O teu ponto é mais velho que tu. Isso e as meninas do Parque Mayer serem todas kengas.

 

Ah, e já estamos a confundir cultura com arte.

_ _ _

 

Francisca Van Dunem, a primeira mulher negra a chegar a ministra

 

Ana Sofia Antunes, a primeira governante cega em Portugal

Editado por Woyzeck

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A maneira como as 100 nomeações para cargos exatamente no último dia de mandato de CDS/PSD está a passar de mansinho é assustadora e reflecte como vai Portugal.

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A maneira como as 100 nomeações para cargos exatamente no último dia de mandato de CDS/PSD está a passar de mansinho é assustadora e reflecte como vai Portugal.

 

Esse tipo de nomeações são uma vergonha, mas são o modus operandide quando os governos mudam para a cor oposta da que estavam anteriormente.

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Esse tipo de nomeações são uma vergonha, mas são o modus operandide quando os governos mudam para a cor oposta da que estavam anteriormente.

 

100 nomeações no último dia de Governo?... 100? fds... de qualquer das formas devia ser mais noticiado... a título de exemplo uma petição contra o governo de esquerda teve direito da parte do Económico a mais de 1 notícia por dia... por cada 5000 subscritores novos era uma notícia nova... como se fosse algo de extraordinário uma petição online contra um governo de esquerda ter 50 mil assinaturas numa semana. Esta vergonha das 100 nomeações é que devia ser abertura de telejornal, seja qual for o partido a fazer isso num último dia de mandato.

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Ou eu percebi muito mal essa notícia que fala dos 100 cargos, ou o título é feito propositadamente para enganar.

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Tá a dar um documentário sobre 1975 na RTP1.

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Tá a dar um documentário sobre 1975 na RTP1.

Infelizmente já só apanhei o fim, mas assim que possa vou tentar ver tudo. O pós-25 de Abril é um período que desconheço em larga escala, gostava de saber mais sobre isso e fiquei super interessado no que vi hoje.

 

P.S.: O arquivo histórico da RTP é uma coisa absolutamente preciosa. É maravilhoso ver aquelas imagens, ainda que algumas sejam sobre coisas menos boas.

Editado por Ghelthon

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O estado não promove nem a fruição nem a criação. Sem criação não há fruição e sem fruição não há criação. O estado precisa re-incentivar a criação e promover a fruição.

 

Nunca ninguém viveu de apoios do estado. Porque não são os apoios que pagam os salários. Os apoios vão todos para a criação e manutenção dos equipamentos culturais. É da fruição dessa criação que resultam os rendimentos. Ora, se o estado não promove ou quando o faz promove pouco para que não exista interesse na fruição como é que quem cria pode sobreviver? Então para a roda girar de forma oleada temos que voltar ao inicio. Promoção da criação e fruição.

 

O meio é sustentável e rentável. A França é um óptimo exemplo disso. Mas a França tem uma noção da importância da Cultura muito diferente da nossa.

 

O teu ponto é mais velho que tu. Isso e as meninas do Parque Mayer serem todas kengas.

 

Ah, e já estamos a confundir cultura com arte.

 

 

Arte não é parte da cultura?

Bem, cingindo ao que interessa, se tu achas que a cultura por cá pode ser melhorada através da criação de condições para a fruição e criação sem ter de ser atirado dinheiro aos produtores para que os projectos avancem porque estes não conseguem ter retorno porque ninguém vai ligar ao seu trabalho, então acho que estamos de acordo. Não é o meu meio e portanto o meu conhecimento na área é nulo, mas sem querer cair no risco de cair nos típicos clichés de quando se fala de cultura, acho que o problema por cá são dois: primeiro, os rendimentos são baixos e, como tal, há outras prioridades para as pessoas que passam mais dificuldade em vez de investir em livros, teatros ou espectáculos (e a internet também ajuda a uma democratização da cultura sem exigir este investimento); o outro é o facto de a generalidade das pessoas em Portugal não estar sensibilizada quanto à importância da cultura, e isso vê-se nos programas de tv mais vistos, na quantidade diminuta de cd's e livros vendidos, no número de bilhetes vendidos para o teatro, etc. Acho que o Estado pode actuar sob este último ponto e garantir a sustentabilidade da cultura em Portugal sem ter de meter dinheiro nos projectos para que eles avancem, como referi aí atrás. Basta apostar na criação de um contexto favorável à produção das obras, e aumentar a importância da cultura na educação dos mais novos, através de mais bilhetes para o espectáculo, actividades extracurriculares, diminuição do iva em alguns casos, reformulação de disciplinas como música (que no meu tempo era medonho), etc :)

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Isto é cada tesourinho deprimente. Eu nem digo a profissão destas pessoas, que até tenho vergonha.

 

 

1111_2.png

Editado por tozequio

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Prefiro que voltem atrás nas promessas, do que tentem fazer mais do que podem e voltar para a lama de novo e a factura voltar a ser paga por nós daqui a uns tempos.

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Prefiro que voltem atrás nas promessas, do que tentem fazer mais do que podem e voltar para a lama de novo e a factura voltar a ser paga por nós daqui a uns tempos.

Mas estas declarações são de um secretário de estado do actual governo em gestão. Os tais que prometeram que iam devolver a sobretaxa, quando afinal andavam a aldrabar, como de costume. Mas como no facebook é giro falar do que não se sabe, já andam a tentar espalhar isto como uma promessa do PS. :roll: Editado por tozequio

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