Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

O facto de a maioria dos suiços não serem xenófobos, não quer dizer que a extrema direita não tenha algum poder, contrastando por exemplo com Portugal, em que a extrema direito é quase insignificante. O nopla saberá explicar melhor, mas na generalidade dos países mais desenvolvidos com grandes vagas anuais de imigrantes a extrema direita ganha relevância, se não for no Parlamento, será nas ruas, e por isso é que conseguiram propor esse referendo, porque acreditavam que o povo se revia nos seus objectivos.

Isso também era o que pensava, que eles não eram xenófobos. Depois de toda a pesquisa que fiz e livros que li, cheguei à conclusão que a ideia de eles não serem xenófobos é só com os próprios. Ou seja, a divisão do Estado em cantões faz com que as mais diferentes étnias, costumes, culturas e tudo mais, abunde, no entanto, eles apenas são tolerantes com os próprios, tudo o que vem "de fora" eles repudiam e olham com desdém e desconfiança.

 

A minha maior dificuldade na realização do trabalho, foi o facto de não haver quase bibliografia nenhuma. Descobri o porquê num dos livros que li. Tal acontece, devido ao facto de a maior parte dos estudiosos considerar a Suíça um caso excepcional em relação aos restantes da Europa Ocidental. Acham que a ascensão da Extrema Direita não é comparável à dos restantes, tanto por não ser "alarmante", como por, segundo eles, não ter impacto. No fundo é uma mentira total. O caso suíço é cada vez mais preponderante nas dinâmicas extremistas que têm vindo a ascender na Europa. Em virtude de quase ninguém se dedicar a explorar e a estudar esse caso, é que o mesmo vai passando entre os pingos da chuva, despercebido.

 

Faltou-me só referir mais uma coisa. O Referendo aconteceu, como eu já disse, porque eles são governados num sistema de Democracia Directa. E o "sim" ter ganho, foi algo, infelizmente, expectável. O SVP, em virtude da sua enorme máquina propagandista e domínio dos Media, acaba por reunir tanto o apoio da maior parte da população, como maior visibilidade e importância a nível nacional e mundial.

Editado por nopla

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Isso também era o que pensava, que eles não eram xenófobos. Depois de toda a pesquisa que fiz e livros que li, cheguei à conclusão que a ideia de eles não serem xenófobos é só com os próprios. Ou seja, a divisão do Estado em cantões faz com que as mais diferentes étnias, costumes, culturas e tudo mais, abunde, no entanto, eles apenas são tolerantes com os próprios, tudo o que vem "de fora" eles repudiam e olham com desdém e desconfiança.

 

A minha maior dificuldade na realização do trabalho, foi o facto de não haver quase bibliografia nenhuma. Descobri o porquê num dos livros que li. Tal acontece, devido ao facto de a maior parte dos estudiosos considerar a Suíça um caso excepcional em relação aos restantes da Europa Ocidental. Acham que a ascensão da Extrema Direita não é comparável à dos restantes, tanto por não ser "alarmante", como por, segundo eles, não ter impacto. No fundo é uma mentira total. O caso suíço é cada vez mais preponderante nas dinâmicas extremistas que têm vindo a ascender na Europa. Em virtude de quase ninguém se dedicar a explorar e a estudar esse caso, é que o mesmo vai passando entre os pingos da chuva, despercebido.

 

Faltou-me só referir mais uma coisa. O Referendo aconteceu, como eu já disse, porque eles são governados num sistema de Democracia Directa. E o "sim" ter ganho, foi algo, infelizmente, expectável. O SVP, em virtude da sua enorme máquina propagandista e domínio dos Media, acaba por reunir tanto o apoio da maior parte da população, como maior visibilidade e importância a nível nacional e mundial.

 

Durante o teu trabalho chegaste a fazer uma comparação entre a Suiça e os países da Escandinávia, tanto em termos de mentalidade do povo, bem como a importância do papel desempenhado pela extrema direita? Por acaso é um assunto que me interessa bastante, e sempre gostei de ler aqueles artigos que procuram fazer o paralelismo entre a ascensão da extrema direito nos anos 30 e a ascensão da extrema direita na Europa no Séx.XXI, sobretudo, nos países do Norte e Leste. O caso suiço acaba por ser muito interessante, não só pelo facto de uma boa parte da população ser portuguesa ou luso-descendente, mas porque não é dada grande importância a esse assunto e depois vão caindo umas bombas, como foi o caso do referendo.

Compartilhar este post


Link para o post

Aqui na Dinamarca é lamentavel a ascencao do partido de extrema direita, o Dansk Folkeparti mas a realidade e o que a comunicacao social passa é que o estado social se esta a desmoronar por culpa da imigracao massiva que vem acontecendo sobretudo nesta zona e com as situacoes que vemos onde muita gente cada vez mais se aproveita do sistema.

 

Vou vos dar um exemplo, aqui quem tem 3 filhos, recebe um subsidio de 26000 DKK mes, que sao 7x o ordenado minimo em Portugal. Nao é uma grande coisa mas da para sobreviver sem grandes luxos. As maes dinamarquesas ficam em casa 3 anos depois do nascimento dos filhos e depois vao trabalhar, faz parte da consciencia social deles voltarem ao trabalho e nao continuarem a viver do subsidio estatal... no caso dos iranianos e palestinianos que tem sido noticia recentemente as maes ficam sem trabalhar ate os filhos serem maiores de idade e ainda juntam o subsidio de desemprego e integracao dos maridos que nao encontram emprego. Sao excepcoes ou sao muitos casos? Penso serem sobretudo excepcoes, mas estas junto ao facto da imigracao islamica causar algum desconforto e ter tornado algumas partes de Norebro "perigosas" (coisa irreal à 10 anos atras) causam este sentimento, sendo que o proximo governo a ser eleito neste ano vai referendar o espaco schengen e em caso da saida do UK da UE, a Dinamarca segue o mesmo caminho

Compartilhar este post


Link para o post

A Fep não é exemplo para nada, vivem da reputação que construiram há anos e anos para se afirmarem como a melhor faculdade de economia do país, mas a verdade é que estão bem longe quer da Nova quer da Católica, em Lisboa. E ainda não trabalhei com ninguém que tenha vindo do ISEG, mas quase que aposto que até lá se é mais sério e se aprende mais. Se já estiveres no 3º ano, prepara-te porque vais lidar com algumas das maiores pérolas em termos de professores na fep wink.gif

 

Eu sou do ISEG. Já vou para o meu quarto ano na instituição (licenciatura+mestrado). Lá existe uma geração mais antiga, que ainda acha que estamos no top 3 e que goza de um estatuto que lhes permite ter horários reduzidos e mandar. Como existe algum respeito pela categoria do docente, por vezes acabamos por ter cadeiras em que quem manda é o pior professor da "equipa". Depois há um outro conjunto de professores, esses sim, bastante competentes e que o principal objectivo é ensinar. Por norma estes não progridem na carreira, visto no iseg o que conta mais para a progressão é a investigação.

 

So um exemplo interessante: numa das cadeiras de micro que tem a volta de 400 alunos inscritos a média de assistência às aulas teóricas era de 20/30 alunos. E exemplos destes não faltam.

Compartilhar este post


Link para o post

Se já estiveres no 3º ano, prepara-te porque vais lidar com algumas das maiores pérolas em termos de professores na fep ;)

Tipo?

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Eu sou do ISEG. Já vou para o meu quarto ano na instituição (licenciatura+mestrado). Lá existe uma geração mais antiga, que ainda acha que estamos no top 3 e que goza de um estatuto que lhes permite ter horários reduzidos e mandar. Como existe algum respeito pela categoria do docente, por vezes acabamos por ter cadeiras em que quem manda é o pior professor da "equipa". Depois há um outro conjunto de professores, esses sim, bastante competentes e que o principal objectivo é ensinar. Por norma estes não progridem na carreira, visto no iseg o que conta mais para a progressão é a investigação.

 

So um exemplo interessante: numa das cadeiras de micro que tem a volta de 400 alunos inscritos a média de assistência às aulas teóricas era de 20/30 alunos. E exemplos destes não faltam.

 

No Porto não se falava muito do ISEG, a base de comparação era com a Nova sempre ;)

 

Tipo?

 

Idiotas de EPE e EM, sobretudo os respectivos regentes ;)

Editado por Visitante

Compartilhar este post


Link para o post

Idiotas de EPE e EM, sobretudo os respectivos regentes ;)

EPE fala-se que está melhor agora com o Teixeira dos Santos e EM já está quase no fim :mrgreen:

Mas pensei que ias falar no de Finanças Empresariais também :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Quem? O Elísio e o Abel "Indiana Jones" Fernandes?

Ele devia estar a falar do Octávio Figueiredo e do Abel Fernandes. Eu acrescentei Finanças Empresariais que são regência do Elísio.

 

EDIT: Já agora, Indiana Jones? :lol: Porquê?

Editado por Carlos Gouveia

Compartilhar este post


Link para o post

A Fep não é exemplo para nada, vivem da reputação que construiram há anos e anos para se afirmarem como a melhor faculdade de economia do país, mas a verdade é que estão bem longe quer da Nova quer da Católica, em Lisboa. E ainda não trabalhei com ninguém que tenha vindo do ISEG, mas quase que aposto que até lá se é mais sério e se aprende mais. Se já estiveres no 3º ano, prepara-te porque vais lidar com algumas das maiores pérolas em termos de professores na fep ;)

Se isso é assim, porque é que as empresas de Lisboa vêm buscar, todos os anos, dezenas e dezenas de alunos à FEP?

 

Ele devia estar a falar do Octávio Figueiredo e do Abel Fernandes. Eu acrescentei Finanças Empresariais que são regência do Elísio.

 

EDIT: Já agora, Indiana Jones? :lol: Porquê?

Nunca o viste de chapéu de cowboy e óculos de sol? Não sabes o que perdes.

 

O Octávio nunca me deu aulas, uma vez que no meu tempo só leccionava em Gestão.

 

Quanto ao Elísio, estive muito perto de o mandar a um certo sítio a meio de uma apresentação.

Compartilhar este post


Link para o post

Nunca o viste de chapéu de cowboy e óculos de sol? Não sabes o que perdes.

 

O Octávio nunca me deu aulas, uma vez que no meu tempo só leccionava em Gestão.

 

Quanto ao Elísio, estive muito perto de o mandar a um certo sítio a meio de uma apresentação.

Ontem levou o chapéu de cowboy pela primeira vez! (Só o tive a Monetária, não o tive a MIF) Mas faltaram os óculos de sol :mrgreen:

 

Mas passemos a conversa para aqui, que é para parar com o offtopic e eu ainda queria umas sugestões para professores no próximo semestre :mrgreen:

Editado por Carlos Gouveia

Compartilhar este post


Link para o post

Se isso é assim, porque é que as empresas de Lisboa vêm buscar, todos os anos, dezenas e dezenas de alunos à FEP?

Verdade e presente.

Isso de que a FEP está eclipsada é um mito de todo o tamanho, a não ser que queiram usar como termo de comparação parcerias, internacionalização e nível nos mestrados. Aliás, os mestrados são uma m*rda na FEP. Os licenciados da FEP vão trabalhar ou tirar mestrado para fora do país, para a Nova e para a Católica de Lisboa, o que acaba por resultar em não manterem o nível de exigência na FEP nos mestrados, pq as pessoas que lá entram não têm as bases para isso.

 

Eu trabalho com gente das 4 faculdades principais da área em Lisboa e noto claramente o quão bem preparado estou, tendo tido uma formação muito abrangente.

Gente de nenhuma delas tem mais bases, quanto muito têm as mesmas.

 

Aliás, basta olhar a factos. Se os licenciados da FEP não tivessem no topo de preparação pq raio iriam buscar todos os anos gente lá para Lisboa, a cidade que tem as 4 faculdades já referidas?

 

Nunca o viste de chapéu de cowboy e óculos de sol? Não sabes o que perdes.

E gabardine :prayer:

Compartilhar este post


Link para o post

Isto a realidade é que quem contrata olha para o primeiro patamar, Nova, Catolica e FEP.

Depois abaixo esta ISEG e ISCTE e vá lá um qualquer de uma outra publica que teve uma média fora do normal, tudo o resto é paisagem...

 

Conheco muita multinacional em Portugal que se não é das três primeiras nem olha para o CV e mesmo aqui na Dinamarca conhecem Nova e Catolica na area de economia/gestão; tudo o resto nunca ouviram falar e desconfiam

Compartilhar este post


Link para o post

O ISEG, há algum tempo, parecia estar a subir, mas parece-me que estagnou um pouco.

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Dpitz

Estás enganado. Ganhou o "sim" e deu força a outras forças extremistas da Europa a quererem fazer o mesmo do que na Suíça, que tem a vantagem, ou a desvantagem de usufruir de um sistema de Democracia Directa que lhes permite fazer este tipo de Referendos. Essa vitória é perigosíssima para os destinos da Europa. Para não falar que o SVP, partido de extrema-direita suíço, é já há algum tempo, o partido mais representado e importante no Conselho Nacional.

epá tenho um amigo na suiça e tinha uma ideia exactamente oposta a essa ( e estava mesmo convencido que o Não tinha ganho). Thanks pelo reparo

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

EPE fala-se que está melhor agora com o Teixeira dos Santos e EM já está quase no fim :mrgreen:

Mas pensei que ias falar no de Finanças Empresariais também :mrgreen:

 

Um dos melhores profs que lá está, não é incompetente, só não tem grande jeito para dar aulas. Se te souberes comportar na aula, se leres o livro dele e perceberes o que lá está e participares, tiras grande nota. Claro que era mais fácil se fosses gaja, mas curti aquele prof, ele percebe muito da coisa, e para quem se interessa por Finanças, é muito bom mesmo ;)

Compartilhar este post


Link para o post

Cuspiria os cereais todos se os estivesse a comer.

 

O Elísio Brandão está totalmente ultrapassado. É um teórico da batata, que continua a achar que a economia se baseia apenas em modelos matemáticos puros.

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Se isso é assim, porque é que as empresas de Lisboa vêm buscar, todos os anos, dezenas e dezenas de alunos à FEP?

 

 

Eu estava a falar da minha experiência pessoal a trabalhar com ex-estudantes de outras faculdades, mas posso responder à pergunta na mesma: a fep tem reputação ainda, e os alunos saem de lá com bases, mesmo que na maior parte dos casos não estejam tão preparados como na Nova ou na Católica. Depois, porque o grosso das consultoras e multi-nacionais estão cá em Lisboa, e ainda para mais, muitos dos alunos das faculdades de Lisboa têm colocação no estrangeiro (sobretudo em mestrados), daí que haja mais espaço. Mas esta é a minha percepção, tu também lá andaste e estás no mercado de trabalho, de certeza que podes dar uma opinião mais qualificada do que a minha ;)

 

Cuspiria os cereais todos se os estivesse a comer.

 

O Elísio Brandão está totalmente ultrapassado. É um teórico da batata, que continua a achar que a economia se baseia apenas em modelos matemáticos puros.

 

Em termos de conhecimento, tenho de discordar. Na Católica tive uma cadeira de Derivados Financeiros em que a matéria era dada com o pressuposto que tinhamos o mínimo conhecimento de opções, contratos forward/futuros, estratégias com opções, delta hedging, etc, e foi a única cadeira até agora onde posso dizer que estava melhor preparado que o restante pessoal, com excepção para os alemães. Admito que não seja uma personagem fácil para se simpatizar, mas FE foi a única cadeira do 3º ano a que eu fui às aulas porque aquela hora e meia era dedicada exclusivamente para a aprendizagem, e estava à vontade para fazer perguntas, por muito estúpidas que parecessem. Mas eu adoro Finanças, portanto também dou de barato que seja dos poucos a ter gostado da cadeira :lol:

 

E puxemos a conversa para o outro tópico, já está a ser demasiado offtopic :mrgreen:

Editado por Visitante

Compartilhar este post


Link para o post

Quem anda pelo menos na minha faculdade, a FEP, penso que pode concordar naquilo que estou a dizer. Este ano chegou-se ao ridículo que os professores pareciam crianças num infantário, com insulto e gozo barato entre a legião da lista X contra a legião da lista Y...

Que se passou?

Compartilhar este post


Link para o post

 

 

Elliot, na minha opinião, a elevada taxa de desemprego na área da Educação é da culpa do próprio Ministério e das universidades. O Ministério devia utilizar a sua influência para convencer as universidades a reduzirem as vagas nos cursos com elevado nível de desemprego, neste caso no setor da Educação, e só as devia autorizar a aumentá-las quando houvesse uma maior procura por estes profissionais no mercado de trabalho. Mas, aqui entra um grande problema, as universidades e quem lá trabalha têm interesses, a diminuição das vagas implicaria, por exemplo, uma diminuição no corpo docente - o que causaria alguma insatisfação. Todavia, a solução que vejo para os cursos como elevado desemprego é esta, diminuir as vagas de entrada até haver maior procura pelo mercado de trabalho.

 

Depois a profissão docente atravessa, de há vários anos para cá, uma situação complexa, grande parte dos profissionais está desmotivado, insatisfeito e apresenta sinais evidentes de psicopatologia. O que é que as escolas fazem? Nada. O que é que o Ministério faz? Nada. Uma das alíneas do meu projeto de doutoramento é dar um seminário, totalmente gratuito, sobre motivação docente, onde são ensinadas, entre outros aspetos, estratégias de coping, exercícios de relaxamento que ajudariam os professores a diminuir os seus níveis de stress e outras estratégias para aumentar o bem-estar docente. Sabes quantas escolas aderiram? Uma, e do setor privado. As restantes escolas, neste caso a Direção, recusaram. Isto demonstra que as chefias pouco se importam com o estado dos seus professores, ignorando o impacto que um professor (des)motivado tem ao nível da qualidade do ensino e motivação dos alunos. Ou seja, são os próprios professores, neste caso os que ocupam a posição de diretores, que se estão a lixar para o que se passa nas suas escolas.

 

A questão da avaliação, quanto a mim, também faz todo o sentido, mas teria que ser repensada e reformulada. Todos estamos sujeitos a ser avaliados no nosso âmbito laboral, porque é que os professores hão-de ser uma excepção? Agora, essa avaliação tem que ser feita com pés e cabeça. É certo que nunca irá haver consenso relativamente a essa avaliação, aqui entra o problema do extremismo de algumas centrais sindicais, porém essa avaliação poderia trazer alguns benefícios para o sistema educativo.

 

Contudo, o maior problema nem é esse, o problema é que o sistema educativo português precisa de uma grande reforma, faltam é pessoas com vontade para implementar essas mudanças, sendo que serão, obviamente, queimadas, especialmente porque só alguém com independência é que terá "estofo" para implementar uma reestruturação desse género.

Editado por Vaart

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

 

Depois a profissão docente atravessa, de há vários anos para cá, uma situação complexa, grande parte dos profissionais está desmotivado, insatisfeito e apresenta sinais evidentes de psicopatologia. O que é que as escolas fazem? Nada. O que é que o Ministério faz? Nada. Uma das alíneas do meu projeto de doutoramento é dar um seminário, totalmente gratuito, sobre motivação docente, onde são ensinadas, entre outros aspetos, estratégias de coping, exercícios de relaxamento que ajudariam os professores a diminuir os seus níveis de stress e outras estratégias para aumentar o bem-estar docente. Sabes quantas escolas aderiram? Uma, e do setor privado. As restantes escolas, neste caso a Direção, recusaram. Isto demonstra que as chefias pouco se importam com o estado dos seus professores, ignorando o impacto que um professor (des)motivado tem ao nível da qualidade do ensino e motivação dos alunos. Ou seja, são os próprios professores, neste caso os que ocupam a posição de diretores, que se estão a lixar para o que se passa nas suas escolas.

 

 

Concordei com tudo, mas tenho reservas neste parágrafo. Por um lado compreendo a posição das direcções em não avançarem para esse seminário, primeiro porque acarraterá sempre um custo, certo? É mais do que sabido que as direcções fogem de maior despesa como o diabo foge da cruz. E a juntar a esse custo, o facto de ser algo ainda por testar e que poderá trazer grandes benefícios ou não, deverá estar por aí o motivo da rejeição. Mas tendo a oportunidade de implementar o teu projecto algures, se apresentares resultados satisfatórios, tenho a certeza que terás maior abertura por parte das escolas. Seminários serão sempre positivos porque podem ajudar, mas pelo menos mal não farão, mas acho sinceramente que o problema é um problema de fundo e que tem de ser resolvido mudando a forma como as coisas funcionam no sector da Educação e tudo o resto será apenas para maquilhar a situação. Mas por acaso é uma situação estranha: sabemos que a Educação precisa de ser reformada, acho que é mais ou menos consensual, até entre os professores, mas estes recusam-se com todas as forças (pela forma da FENPROF) em que essas mudanças impliquem ou mexer nos previlégios dos professores, ou nos seus horários, ou no número de vagas, etc, o que acaba por inviabilizar qualquer tentativa de reforma. Faz falta um Paulo Macedo da Educação :biggrin:

Compartilhar este post


Link para o post

 

 

Por acaso o seminário não implica qualquer custo para as escolas, só a cedência do espaço. E o método deste seminário está provado (e comprovado), nos anos 90 e inícios de 2000 foi aplicado em vários agrupamentos de escolas no Algarve pelo meu orientador, eu limitei-me a melhorar alguns aspetos com dados mais recentes. Temos um trabalho publicado, creio que numa revista de origem espanhola, que comprova a eficácia do modelo em médicos e professores. Utilizei tudo isto para argumentar nas reuniões que tive com várias escolas/agrupamentos em muitas zonas do País. Há uma resposta que nunca me vou esquecer e que me foi dada por um diretor: Nós queremos lá saber de motivação, queremos é ganhar o nosso ao fim do mês e não ter problemas.

 

As coisas têm que mudar e muito, todavia há um ator que tem de entrar em cena para ajudar nessas mudanças, os próprios professores, que têm que ter uma voz ativa num conjunto de reformas que, eventualmente, venha a ser implementado. Quem está no terreno tem uma percepção melhor do que quem vê o cenário de fora ou do próprio gabinete. As reformas são urgentes e necessárias.

 

PS: Foi diagnosticado, à mulher de Passos Coelho, um problema do foro oncológico.

Editado por Vaart

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

 

 

Nesse caso então a coisa está pior do que o que imaginava. Mas é estranho. Eu fazia parte de uma organização estudantil e o meu trabalho passava por "implementar" projectos de diversas temáticas nas escolas com recurso a voluntários estrangeiros, e esses projectos até tinham um custo significativo, na ordem dos 150 euros por mês, quando não era mais, e apesar disso, eram umas 15 escolas em simultâneo no Porto a pagar por isto (se bem que também recebiamos muitos não, quase sempre por restrições orçamentais) a cada ano, e algumas com mais do que um projecto ao mesmo tempo.

Compartilhar este post


Link para o post

 

E a juntar a isso há dois webmails que não era suposto chegar aos alunos mas houve 1 prof que mandou para os alunos e dps ficam outros profs também mal vistos nesse e-mail.

 

Fossem todos os profs como o Rui Alves estavamos nós mt bem. Fds é o único prof que tive gosto de ir às aulas. Deve ter sido pelo aspeto, olhei para ele pela 1ª x e pensei "fds que gajo acabado vai ser uma seca". Mas não, é 1 gajo que se preocupa em ensinar e sabe ensinar. Além que é daqueles que não foge aos alunos cá fora.

Editado por Harvey Specter

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante
Este tópico está impedido de receber novos posts.
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...