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Xadrez

Publicações recomendadas

Magnus Carlsen revalida o titulo mundial após vencer 3-1 nos tiebreaks

 

De destacar o "afogamento" do Karjakin no 2º jogo com apenas 3 segundos para jogar

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E que tal se fazer um torneio disto?

 

Mas não mata-mata, um torneio como mandam as regras 8-)

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André Sousa campeão nacional absoluto aos 17 anos

Xadrezista tornou-se no mais jovem de sempre a conquistar o título.

 

A 74.ª edição do campeonato nacional absoluto foi conquistada pelo jovem de apenas 17 anos André Sousa, numa prova que foi discutida taco a taco com o experiente Mestre Internacional Sérgio Rocha. E pelo acaso determinado pelo sorteio inicial, os dois defrontar-se-iam na última ronda com Sérgio Rocha, de brancas, a precisar de vencer, enquanto ao jovem André o empate seria suficiente para conquistar o troféu e tornar-se no mais jovem campeão absoluto de sempre.

 

A abertura não correu de feição para as negras que ficaram numa posição muito passiva. Na tentativa de simplificar a posição, André decidiria trocar torre e peão por duas peças, mas cometeria logo a seguir um erro que tornava a sua posição insustentável. A partir daqui os nervos falariam mais alto, com Rocha a permitir a recuperação e a entrada num final igualado. Novamente a pressão psicológica seria determinante, com muitos erros de parte a parte, oscilando a partida entre a igualdade e a vitória das brancas. Por fim, o empate seria acordado, depois de 104 lances e quase 5 horas de jogo, e André tornava-se o novo campeão nacional.

 

A competição, disputada em sistema de poule a uma volta entre os 10 participantes, ficou empobrecida com a desistência do Grande Mestre e número um da prova, Luís Galego, obrigado a retirar-se ao fim da terceira jornada por problemas familiares. O outro Grande Mestre presente, o já veterano António Fernandes, que detém o recorde de títulos nacionais, com 15 títulos conquistados, e era o anterior campeão, desta vez teve de se contentar com o terceiro lugar, tendo ficado arredado da discussão do troféu quando perdeu com André Sousa.

Editado por Peplin

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eu tenho seguido, tem valido a pena pelos comentários do Grischuk, acho que ambos tão com demasiado respeito um do outro e acabam por comprometer jogos com claras vantagens (Carlsen no jogo 1, e Caruana no 6º), a preparação do Caruana tem sido claramente superior também.

neste ponto espero q o Caruana tente tudo hoje amanha pq em rapid e blitz o Carlsen é francamente superior

Editado por Kendrick Lmao

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empataram 6-6 em clássico 

1º dia de rapid 1º vitoria para o Carlsen

Acho que tá resolvido até pq mesmo q o Caruana empate em rapid nunca na vida cheira em Blitz

2º jogo 2º vitoria, basta-lhe um empate em 2 jogos para ser campeão do mundo

Editado por Kendrick Lmao

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3-0 pro Carlsen

 

Fácil 8-)

 

 

E já se fazia um torneio =(

Editado por Hawkeye

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É a primeira vez que uma mulher entra no top-10 absoluto nacional. Mas Filipa Pipiras quer mais: ser grande mestre e fazer xeque ao machismo

Tem 17 anos e alcançou há duas semanas, em Dortmund, alguns feitos inéditos para o xadrez português. Agora, para dar o derradeiro salto internacional e dar continuidade à sua ascensão no jogo que “é uma batalha de nervos”, a campeã nacional sub-16 e sub-18, nascida na Carolina do Norte, Estados Unidos, precisa mesmo de um patrocínio. Inspirada em Judit Polgár, Filipa Pipiras revela numa conversa com a Tribuna Expresso que o título de grande mestre será o céu dela.

Muito antes de se deixar invadir pela angustia de evitar erros e antecipar o futuro próprio e alheio num tabuleiro, Filipa Pipiras teve de lidar com a doença da mãe. Era criança, talvez com nove anos, e não queria deixar o hospital para estar sempre, sempre ao lado de Natércia Fortuna. Certo dia, talvez para dar uma folga ao tenro e assustadiço pensamento de Filipa, o avô desafiou-a para a levar a um torneio de xadrez. Ela jogava na escola, mas não ligava muito. E lá foi. O segundo lugar, mesmo contra miúdos que jogavam há mais tempo, chegou como chegam as inesperadas boas notícias.

“Ganhar uma tacinha foi uma motivação. Fascinei-me pelo jogo. Foi de um momento para o outro, comecei a prestar mais atenção”, confessa Filipa Pipiras à Tribuna Expresso. Hoje tem 17 anos, acabou o 12.º na área de Ciências e ganhou uma certeza: é a primeira mulher da história do xadrez nacional a alcançar o top-10 absoluto. Ou seja, o ranking onde estão misturados homens e mulheres.

Tudo aconteceu no Sparkassen Chess Trophy, em Dortmund, há sensivelmente duas semanas. A jovem portuguesa alcançou também o estatuto de mestre FIDE [Federação Internacional de Xadrez] e conseguiu igualmente a norma de mestre internacional absoluta (à terceira ganha definitivamente esse estatuto). Tudo primeiras vezes para uma mulher no nosso xadrez. A partir de 1 de agosto, altura me que se renovam os rankings, Filipa Pipiras deverá surgir no top-100 mundial feminino, sendo que no escalão sub-18 estará na nona posição do mundo.

Os feitos são assombrosos, mas o discurso, a calma e a cadência das palavras que lhe saem da boca sugerem que ainda não ficou saciada. Ou então estamos perante alguém que segura perfeitamente as pontas do sistema nervoso ou do lado perverso do deslumbramento, o que será seguramente uma vantagem para uma xadrezista. A jovem celebra o facto de o torneio em Dortmund ter sido positivo para o seu ranking, é certo, assim como o facto de ter conquistado o primeiro lugar no torneio feminino lhe ter dado um prémio de €1.000, mas há mais no horizonte.

“Não me tenho preocupado muito com os rankings”, garante. “Eu quero atingir o meu máximo potencial e estar dentro dos melhores jogadores de Portugal. Não presto muita atenção se estou no top-15, top-10…” Lá à frente vê os títulos absolutos, é essa a cenourinha. O título de grande mestre será o céu. “Ainda tenho um longo caminho até aí, sempre foi o meu sonho.”

O presidente da Federação Portuguesa de Xadrez explica a este jornal que o Sparkassen Chess Trophy “é um torneio de elevado prestígio”, onde figuravam 21 grandes mestres, 31 mestres internacionais, 52 mestres FIDE, sete grandes mestres femininas e quatro mestres internacionais femininas. Dominic Cross diz que Filipa Pipiras, campeã nacional sub-16 e sub-18 há não muito tempo, teve “uma prestação fantástica” e enumerou as tais primeiras vezes para uma mulher portuguesa na modalidade.

Na caminhada germânica que a aproximou de um lugar mais alto defrontou o grande mestre norte-americano Gata Kamsky, que em tempos foi concorrente ao título mundial e atualmente no 88.º do ranking FIDE. O duelo pariu uma maratona. E resultou num empate. “É muito combativa, esforça-se imenso”, continua Cross. “A partida teve 109 lances, que é muito tempo, deve ter jogado sete ou oito horas. É um autêntica lutadora, esforça-se até à exaustão. Nota-se que trabalha, não ha milagres no xadrez. É um sinal de que há muito trabalho de casa. No xadrez estuda-se imenso, como se estuda para exames ou música. Há muita dedicação e trabalho para chegar lá.”

O amor ao jogo é o que a move, mas também outra coisa. “Há este preconceito que vem da história do xadrez, de que é um jogo mais para homens”, assume Pipiras, alguém que aceita o rótulo de batalhadora. “Há muitos comentários sexistas, até pelas pessoas que estão no poder nesta modalidade. Acho que um dos grandes problemas para existir esta diferença é o facto de haver muito menos jogadoras do que jogadores. É uma diferença brutal.” Ainda acontece, e não é pouco, os rapazes ou homens ficarem incomodados por perderem com uma rapariga ou mulher. São coisas que, ingenuamente, diríamos que já não se usavam. “Há essa atitude, nos mais pequenos e também nos mais crescidos: perder com uma rapariga? Não pode ser, como é que se perde com uma rapariga? Não são todos, mas há demasiados. Sentem-se pior por perderem com uma rapariga, mesmo estando no mesmo nível.”

É por isso mesmo que Filipa Pipiras admira desde pequena Judit Polgár. “É a mulher que alcançou o ranking mais elevado de sempre e que estava mesmo entre os melhores do mundo, a competir com os campeões mundiais. Isso é inspirador, no sentido de mostrar que uma mulher consegue ser tão boa como um homem.”

A BATALHA MENTAL, A ARTE E O DESEJO

Filipa Pipiras nasceu há 17 anos em Durham, na Carolina do Norte. Foi aí que passou mais tempo até aos nove anos. Depois, voltou com a mãe para Portugal. Mas é por isso, por esse passado em território norte-americano, que o principal idioma desta xadrezista é o inglês, daí a escolha meticulosa e vagarosa das palavras em português. Essa mesma juventude justifica também a escolha por escolas internacionais no nosso país.

Esta cidadã do Porto, apesar de ser de Ciências e de se imaginar num laboratório a ajudar pessoas, também tem queda para as artes. Toca violencelo desde os cincos anos. Ajuda-a a arrumar as ideias, a expressar os sentimentos. A esquecer também a carga que brota das partidas debruçada sobre o tabuleiro, mas também permite-lhe escapar aos problemas pessoais. A mãe, num eterno xeque-mate contra a humildade da filha, vai dando umas pinceladas na conversa para que nada escape. Parece que Filipa desenha muito bem a lápis. E compõe peças.

Para ser-se competente no xadrez há que estar bem fisicamente. “É preciso ter a capacidade de manter a concentração e o foco no jogo”, explica. Esta xadrezista corre todos os dias. Umas vezes ouve música, outras não. Agora, no verão, tem muitíssimo tempo para estudar xadrez e treinar, por isso agarra-se aos livros e à internet.

“O xadrez é um jogo mental, uma batalha de nervos”, resume. Questionamos se há prazer. Depende. “Se fizer um lance que é estético, se é bonito, se é uma combinação que ganha o jogo, aí dá para sentir prazer. E claro que com um bom jogo, uma vitória ou um resultado positivo também se sente prazer”, assume, antes de confirmar que a maioria do tempo é gasta a pensar e a calcular lances, a tentar prever o que o oponente vai fazer. No fundo, vive numa constante bola de cristal, a desvendar os futuros próprio e alheio.

Sem apoios de ninguém, estas idas a torneios como ao de Dortmund têm saído do bolso da mãe de Filipa, uma docente e investigadora na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Dominic Cross explica que o xadrez até vive o seu melhor momento da última década, com quase 5.000 filiados, o que transforma o xadrez numa das 20 maiores modalidades do país, mas “infelizmente a federação não tem capacidade” para ajudar os e as atletas “como mereciam”.

É isso que Filipa Pipiras, que gostava de ganhar a vida no xadrez, mais lamenta. “Para ser jogadora profissional tenho mesmo de estar no topo e receber algum apoio, senão é difícil”, reflete. “Porque, para evoluir, é preciso estar sempre a jogar em torneios fortes e para fazer isso quase sempre é preciso estar a viajar e, claro, os custos não são pequenos.”

A mãe volta à conversa para lamentar e explicar que será muito difícil a filha pagar contas através daquele jogo fabuloso que acontece em cima de casas negras e brancas, através de figuras com histórias e rotas diferentes. “O grande sonho da Filipa era ter um patrocínio de uma empresa qualquer que lhe permitisse dar o salto.”

Filipa Pipiras, no seu jeito sereno e pausado, soltou mais uma risada mansa. “Em muitos países é assim, mas em Portugal infelizmente ainda não.”

@Hawkeye

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Aqui a malta tbm joga?

Já n jogava à seculos, perdi dois seguidos mesmo tendo uma melhor posição a meio do jogo porque já não vejo as tacticas e dou-lhes peças pq me meto em pins 😞

Editado por Plagio o Original
  • Triste 1

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Gukesh novo campeao do mundo, e (ao mesmo tempo) também o campeao mais novo de sempre

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Já toda a gente deve ter visto, mas o Carlsen foi desqualificado do Mundial de Rapid porque... vestiu calças de ganga e não quis trocar. As regras prevêem um dress code, mas pá, estamos em 2024.

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Citação de Ghelthon, há 11 minutos:

Já toda a gente deve ter visto, mas o Carlsen foi desqualificado do Mundial de Rapid porque... vestiu calças de ganga e não quis trocar. As regras prevêem um dress code, mas pá, estamos em 2024.

tecnicamente não foi DQ, não iria ter pairing para a ronda 9 e portanto ficaria afastado basicamente de tentar lutar pela vitoria mesmo com o pessimo torneio que estava a ter. Mas poderia voltar hoje para as rondas 10-13

fora isso isto não é bem pelo dress code...é mais pela luta de poder sobre o mundo do xadrez,
o Carlesen juntamente com o Hikaru e um sponsor estão a organizar eventos e World Championship de freestyle chess / chess960 e a FIDE já tinha ameaçado banir dos eventos FIDE quem fosse jogar nestes eventos. 

Para além disso muito mais situações que já ocorreram onde basicamente a FIDE acha que ou é como eles querem ou não é e pronto, resultou nisto

Aliás o Kasparov não põe os pés em nenhum FIDE evento...por alguma razão deve ser

Editado por lordbifana
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