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Filhos de homossexuais são tão ou mais saudáveis do que os outros

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Não podias estar mais errado. É que nem sequer faz sentido.

 

Eu sei. Reconheci que estava errado no dia anterior ao teu post. Ora vê lá:

 

Claro. Idiotice minha. É uma característica genética.

 

 

como é que a homossexualidade é uma escolha ou opção? acham que as pessoas lembram-se e de um minuto para o outro lembram-se "ah olha agora quero ser gay, puff já esta"? Por amor de deus...

 

Não é. Eu reconheci que estava errado no dia anterior ao teu post. Ora vê lá:

 

Claro. Idiotice minha. É uma característica genética.

 

 

 

Não é bem assim.

Tanto quanto sei é, em parte escolha, em parte genética. Não sei que parte tem mais peso, nem sei se já temos o conhecimento para responder a essa pergunta.

E mesmo que fosse apenas uma mera "escolha" acho que as pessoas deviam ter a liberdade de escolher o que quiserem.

 

Pois. Eu sei que não é bem assim. Reconheci que estava errado 2 dias antes do teu post. Ora vê lá:

 

Claro. Idiotice minha. É uma característica genética.

 

 

 

Neste tópico deu para aprender que ser homossexual é uma questão de escolha e implica não poder ter filhos. Fantástico. Um dia acordam e pensam: "Epá, a partir de agora sou gay, mas é chato porque assim já não posso ter filhos."

 

Sabem que um eunuco é diferente de um homossexual não sabem? Um homossexual é fértil e pode ter filhos. E sim, a homossexualidade é influenciada pela genética, existem n estudos a comprovar isso, e nem sequer é notícia recente.

 

Pois, eu sei. Reconheci que estava errado 2 dias antes do teu post. Ora vê lá:

 

Claro. Idiotice minha. É uma característica genética.

 

Mais alguém? Não? Não se acanhem... Ouvi dizer que este tipo de posts faz crescer cabelos no peito...

 

 

 

Eu já contei aqui a história do meu amigo que é gay e tem um filho, que teve porque decidiu que queria ser pai e então a melhor amiga dela disponibilizou-se para ser a mãe e assim foi.

 

O filho já vai com quase 30, é hétero e é uma pessoa espectacular de quem nunca ouvi histórias de bullying ou seja o que for embora tivesse dois pais. Isto porque teve dois pais espectaculares, bem formados e que lhe deram uma excelente educação.

 

Eu só vejo é preconceito por parte de quem não conhece de certeza o mundo homossexual a fundo.

 

Se querem adoptar que se processe da mesma forma que se for um casal hétero. Avalie-se e perceba-se se existem condições favoráveis sem tomar em conta a preferência sexual. Tal e qual como se uma bacana feia vier falar com vocês na noite dizem que não cordialmente, se for um gajo ficam com vontade de lhe dar umas pêras... É só parvo... É a mesma situação, lide-se da mesma forma.

 

Cá está. Ninguém impede um homossexual de exercer na plenitude o seu direito a ter filhos.

 

Todavia não percebo essa necessidade de afirmar constantemente que os filhos de homossexuais são hetero. Como se esse fosse um aspeto positivo da parentalidade por parte de casais homossexuais ou, dito de outra forma, como se fosse negativo que haja filhos de casais homossexuais também eles homossexuais. Tal como não percebo esse conceito do "mundo homossexual" como se fosse uma sociedade secreta.

 

E quanto à comparação entre a "bacana feia" e o "gajo" funciona para os dois lados. Se um gajo chegar armado em parvo a querer armar confusão leva um murro nas trombas enquanto que se for uma bacana feia essa reação não passa pela cabeça da maioria dos homens. É a tal coisa: os homens são diferentes das mulheres. E aceitar as diferenças não é tratar tudo por igual. É reconhecer as diferenças e agir em conformidade. E não. Não estou a defender que se devam afastar os gays à porrada!

 

 

Sim, abdicam da possibilidade de gerar um filho como casal.

E ninguém na comunidade gay reclama esse direito, obviamente. Não sei porque continuas a bater nessa tecla.

Reclamam o direito que todos os restantes cidadãos têm de adoptar uma criança.

Sim, eu li o que disseste do direito ser da criança e coiso e tal. Mas um casal gay devia ter a mesma oportunidade para adoptar que o resto da população.

 

A adopção deveria ser um direito dos casais, sejam eles hetero ou homossexuais.

 

Para os dois:

 

A adoção não é um direito dos potenciais pais. Sejam eles homo ou heterossexuais. Vamos analisar outros direitos aceites por todos enquanto tal:

 

O Direito à educação. O que é que acontece num cenário em que, num Estado de Direito, não há escolas nem professores? O Estado, para garantir esse direito dos seus cidadãos, constrói escolas públicas e forma professores.

 

O Direito à saúde. Num cenário em que não existam hospitais ou médicos o Estado constrói hospitais e forma médicos.

 

O Direito à habitação. O Estado constrói ou compra casas e atribui-as a quem delas necessita e não tem condições para as obter no mercado imobiliário.

 

É assim que funcionam os direitos. Alguém tem direito a alguma coisa e há outro alguém (o Estado em última análise) que tem a responsabilidade de satisfazer esse direito.

 

Agora o eventual direito à adoção. O que fazer num cenário em que não existam crianças para adotar? O que faria o Estado numa situação dessas para satisfazer os casais que desejassem exercer esse direito? Eu encontro várias opções, mas nenhuma delas me livraria da acusação de estar para aqui a gozar convosco...

 

 

Outra coisa é o direito à igualdade de tratamento, que defende o bmfpcdm, o Dpitz, num certo sentido, e agora o G1njas. Nesse plano a discussão já é outra. Aqui a minha resposta situa-se no plano em que o exercício de um direito pode ser limitado ou anulado quando entra em conflito com os direitos dos outros. Os casais homossexuais têm direito à igualdade de tratamento no que respeita à sua apresentação como candidatos a pais adotivos. Mas as crianças têm direito a ser adotadas por casais heterossexuais. Para mim é um aspeto relevante. Para o bmfpcdm é um argumento pobre.

Editado por Descartes

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A pobreza do argumento reside na razão para diferenciares os casais com base na sua orientação sexual; é nesse sentido que cometes uma injustiça a pessoas perfeitamente capazes de criar uma criança. As crianças têm direito a serem adotadas por quem tenha as condições para as adotar, independentemente da orientação sexual dos candidatos a adoção, pois a orientação sexual não é determinante na capacidade para educar uma criança e garantir tudo o que ela necessita. Evocar o preconceito de que uma minoria é alvo para lhe negar uma igualdade é promover esse mesmo preconceito.

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Talvez... Mas tendo em consideração que existe grande probabilidade desse preconceito se manifestar contra uma criança inocente devido a uma decisão do Estado eu entendo que há sustentação para vedar essa igualdade com vista à proteção da criança.

 

É como eu disse: para mim é relevante, para ti é pobre. Não vamos sair daqui.

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Naturalmente que no processo de entrevista ter-se-ia a preocupação em inquirir e aconselhar nas medidas e atenções especiais a ter sobre a criança, dada a circunstância. O Estado e suas instituições teriam, também, a responsabilidade de garantir aos pais (mães) ajuda na defesa da criança, caso o preconceito de que o casal é alvo fosse indevidamente direcionado à parte mais inocente. O correto é defender os maiores interesses da criança face àquilo que os coloca em causa, e aquilo que os coloca em causa não é a orientação sexual dos possíveis candidatos à sua adoção, mas sim o preconceito (preconceito esse que enquanto existir, aos teus olhos, sempre negará uma igualdade a indivíduos que, como todos nós, foram um dia crianças).

 

Só não saímos daqui se eu não o puder evitar. Um dia ainda te farei ver o teu erro, Descartes.

Editado por bmfpcdm

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Naturalmente que no processo de entrevista ter-se-ia a preocupação em inquirir e aconselhar nas medidas e atenções especiais a ter sobre a criança, dada a circunstância. O Estado e suas instituições teriam, também, a responsabilidade de garantir aos pais (mães) ajuda na defesa da criança, caso o preconceito de que o casal é alvo fosse indevidamente direcionado à parte mais inocente. O correto é defender os maiores interesses da criança face àquilo que os coloca em causa, e aquilo que os coloca em causa não é a orientação sexual dos possíveis candidatos à sua adoção, mas sim o preconceito (preconceito esse que enquanto existir, aos teus olhos, sempre negará uma igualdade a indivíduos que, como todos nós, foram um dia crianças).

 

Só não saímos daqui se eu não o puder evitar. Um dia ainda te farei ver o teu erro, Descartes.

 

É muito otimismo esperar que o Estado seja competente no combate ao preconceito dirigido a eventuais filhos adotivos de casais homossexuais quando o mesmo Estado se tem mostrado tão incompetente na defesa das crianças que todos os dias são alvo de todo o tipo de preconceitos: os gordos, os caixa d'óculos, as meninas sem maminhas, os fanhosos, os coxos, os que não usam roupas de marca, os que só se preocupam em estudar, os que têm penteados esquisitos, os que têm a avó em todos os intervalos à porta da escola a perguntar se está tudo bem... A questão é que, no caso dos filhos adotivos de casais homossexuais, é o Estado quem permite a existência de mais esse potencial objeto de chacota.

 

Quanto ao resto tens razão. Não é a orientação sexual dos pais que os coloca em risco. É o preconceito. Que existe na Sociedade (com maior ou menor expressão, até há quem defenda que em Portugal é praticamente inexistente). E é nessa Sociedade que as crianças vão interagir e crescer, não é só em casa recebendo o amor e carinho extremosos dos pais.

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Dependerá dos casos que estivermos a analisar. No meu caso, que cheguei a sofrer ameaças à minha integridade física, com a ajuda da escola e dos meus pais, o problema resolveu-se com relativa facilidade. É nesse aspeto que eu insisto, os pais e as instituições estando atentos e cooperando têm em seu poder a capacidade para resolver essas situações, havendo sempre espaço para melhorias nos mecanismos de sensibilização, apoio e aconselhamento.

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Eu vejo a questão de outra forma. Eu acho que os miúdos são gozados por tudo e por nada. Se forem gozados porque os pais são homossexuais, é só mais uma das razoes para serem gozados. Não há que fazer grande drama à volta disso.

 

Qualquer miúdo "diferente" é gozado. A única saída é os filhos de homossexuais não serem vistos como "diferentes". E para isso acontecer é preciso que os homossexuais comecem a ter filhos adoptivos e será uma questão de tempo até isso ser visto como normal.

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Dependerá dos casos que estivermos a analisar. No meu caso, que cheguei a sofrer ameaças à minha integridade física, com a ajuda da escola e dos meus pais, o problema resolveu-se com relativa facilidade. É nesse aspeto que eu insisto, os pais e as instituições estando atentos e cooperando têm em seu poder a capacidade para resolver essas situações, havendo sempre espaço para melhorias nos mecanismos de sensibilização, apoio e aconselhamento.

 

Pois depende. No teu caso correu bem. Outros casos correm menos bem.

 

 

Eu vejo a questão de outra forma. Eu acho que os miúdos são gozados por tudo e por nada. Se forem gozados porque os pais são homossexuais, é só mais uma das razoes para serem gozados. Não há que fazer grande drama à volta disso.

 

Qualquer miúdo "diferente" é gozado. A única saída é os filhos de homossexuais não serem vistos como "diferentes". E para isso acontecer é preciso que os homossexuais comecem a ter filhos adoptivos e será uma questão de tempo até isso ser visto como normal.

 

E voltámos ao princípio. Este teu post é muito semelhante ao post do Dpitz que me trouxe à conversa.

 

É verdade que os miúdos são gozados por tudo e por nada. Mas também é verdade que são raros ou inexistentes os exemplos em que a atuação do Estado é determinante na criação dos motivos do gozo.

 

E cá estamos no argumento da banalização como forma de solucionar um problema. Quanto a mim não é por aí. Para não voltar ao exemplo do maneta, que foi mal interpretado, dou outro exemplo mais prosaico e que já foi aplicado e continua a sê-lo. Há miúdos que são gozados e desprezados por colegas porque não vestem roupas de marca. Acontece desde tempos imemoriais. Solução do problema através da banalização: obrigatoriedade no uso de uniformes ou o chamado "dress code". Efeito direto: criação de um problema ainda maior devido à limitação das liberdades individuais, em particular da liberdade de expressão. A banalização não acontece por decreto ou regulamento. E quando é imposta origina sempre reações. A banalização é um processo natural. Como o caso dos filhos de pais divorciados ou separados; como o caso dos miúdos que usam óculos ou aparelhos nos dentes.

 

A minha posição em relação a esta matéria pode sintetizar-se com base na lei da oferta e da procura: enquanto houver mais candidatos a pais adotivos do que crianças para adoção, originando listas de espera, os casais homossexuais devem ter um estatuto igual ao dos casais heterossexuais com mais de 50 anos. Se chegarmos ao ponto em que a situação se inverta então sim, faz sentido que os casais homossexuais possam adotar. Porque acima de tudo está o direito da criança ser adotada.

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Simplesmente afirmar que uns casos correm bem e outros mal, assim sacudindo a água do capote, não é o mais honesto. Por que não tentar analisar a razão para existir essa diferença e precaver futuros casos mais trágicos? Com certeza que se podia ter feito mais para os evitar. Consideras assim tão descabido que um casal homossexual vai avisado? Que em conjunto com a diretora de turma e colegas/amigos do filho vai estar redobradamente atento a sinais que possam apontar para problemas do foro emocional e fornecer o apoio psicológico necessário à criança?

 

Essa frase da criação dos motivos do gozo por parte do Estado é infeliz. Dá a entender que partes do princípio que ter pais homossexuais é um motivo/razão para gozar com a criança, e que a partir desse raciocínio não vês outra solução que não a de restringir esses casais no acesso à adoção. Quando é muito mais correto e produtivo encarar a situação de outra forma: ter pais homossexuais não é uma razão para gozar com a criança; partindo, assim, desta premissa para trabalhar no sentido de prevenir que tal aconteça, e na eventualidade de ocorrer há soluções e formas de corrigir esse comportamento, sem que a saúde e segurança da criança vitimizada seja posta em causa.

 

Como bem disseste, o preconceito existe na sociedade e não há forma de evitar que as crianças entrem em contacto com ele. Contudo, há maneiras dessa exposição ser controlada e auxiliada de modo a que as crianças retirem as ilações corretas, e para isso não há melhor do que o âmbito escolar e educativo. Nessa tentativa de blindar as crianças de um preconceito em particular corres o risco de, mais tarde, as condenar a serem vítimas desse mesmo preconceito, ou até mesmo de o incutir nelas, inadvertidamente; vitimizando-as por inação.

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Eu já contei aqui a história do meu amigo que é gay e tem um filho, que teve porque decidiu que queria ser pai e então a melhor amiga dela disponibilizou-se para ser a mãe e assim foi.

 

O filho já vai com quase 30, é hétero e é uma pessoa espectacular de quem nunca ouvi histórias de bullying ou seja o que for embora tivesse dois pais. Isto porque teve dois pais espectaculares, bem formados e que lhe deram uma excelente educação.

 

Eu só vejo é preconceito por parte de quem não conhece de certeza o mundo homossexual a fundo.

 

Se querem adoptar que se processe da mesma forma que se for um casal hétero. Avalie-se e perceba-se se existem condições favoráveis sem tomar em conta a preferência sexual. Tal e qual como se uma bacana feia vier falar com vocês na noite dizem que não cordialmente, se for um gajo ficam com vontade de lhe dar umas pêras... É só parvo... É a mesma situação, lide-se da mesma forma.

:mrgreen:

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Cá está. Ninguém impede um homossexual de exercer na plenitude o seu direito a ter filhos.

 

Todavia não percebo essa necessidade de afirmar constantemente que os filhos de homossexuais são hetero. Como se esse fosse um aspeto positivo da parentalidade por parte de casais homossexuais ou, dito de outra forma, como se fosse negativo que haja filhos de casais homossexuais também eles homossexuais. Tal como não percebo esse conceito do "mundo homossexual" como se fosse uma sociedade secreta.

 

E quanto à comparação entre a "bacana feia" e o "gajo" funciona para os dois lados. Se um gajo chegar armado em parvo a querer armar confusão leva um murro nas trombas enquanto que se for uma bacana feia essa reação não passa pela cabeça da maioria dos homens. É a tal coisa: os homens são diferentes das mulheres. E aceitar as diferenças não é tratar tudo por igual. É reconhecer as diferenças e agir em conformidade. E não. Não estou a defender que se devam afastar os gays à porrada!

 

Afirmei que era hétero porque é e porque das coisas que mais oiço é: "Mas depois o puto vai ficar com jeitos também..." Quando isso é só parvo. E se for gay fixe. Desde que seja feliz e que cresça num bom ambiente.

 

O mundo homossexual não é uma sociedade secreta, mas parte por culpa da sociedade, parte por culpa dos próprios gays, o que é facto é que existe uma compartimentalização que engloba uma boa fatia dos homossexuais. Temos discotecas gay, saunas gay, prides gay, pessoas que se apresentam como sendo gay, etc...

 

Não temos discotecas héteros, saunas héteros, prides héteros e pessoas que se apresentam como héteros, etc...

 

Já me bati muita vez a falar com amigos gay nesta tecla quando se queixam da postura da sociedade. No fundo eles próprios foram causadores da estigmatização, porque se isolaram e criaram esse tal sentimento de comunidade.

 

Por isso, sim, existe um mundo homossexual. Uma série de contextos e locais onde não existe só a preferência sexual, mas existe uma cultura gay.

 

E quanto há última parte eu não sou assim. Seja gajo ou gaja, se vier com 2 pedras na mão armado/a em parvo/a e a menos que a minha vida corra perigo iminente (tipo o gajo/a começou a arrear em mim forte e feio) eu procuro responder sempre de forma pedagógica e cordial. Os seres humanos são espelhos emocionais e a solução não deve ser refletir uma emoção negativa de volta, mas sim transmitir uma positiva e tentar redirecionar o foco dessa pessoa.

 

E esta última parte é das m*rda que mais me chateiam. É sermos esta sociedade que volta e meia caga no cérebro racional que é a nossa dádiva e segue directa no cérebro basal e responde como um perfeito animal. Eu nunca bati em ninguém e já levei socos e já trabalhei como guarda-costas (felizmente sem nunca ter de intervir). É uma questão de postura para com a sociedade. Uma sociedade melhor para mim começa exatamente em mim e eu só acredito nos olhos do amor, da pedagogia, da tolerância. Eu não sou religioso, mas cresci numa escola católica que me deu a conhecer figuras como João Bosco ou Domingos Sávio e são figuras que ainda hoje me estão presentes. Pessoas que optaram por ser boas para si e para os outros e esse tipo de ser humano que eu quero ser e gostava que existisse à minha volta.

 

Se há coisa que me faz ficar fdd connosco enquanto seres humanos é cada vez que oiço alguém falar de porrada, insinuar que batia, etc...

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Se há coisa que me faz ficar fdd connosco enquanto seres humanos é cada vez que oiço alguém falar de porrada, insinuar que batia, etc...

 

Vê lá se queres levar nos cornos, meu panelei*ote, a defender os outros panelei*os!!! Deves pensar que somos todos da vossa laia...

 

Digo isto enquanto bato no peito e passo o palito de um canto da boca para o outro!!! :mrgreen:

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Eu acho que ninguém levantou a questão importante na adoção por homossexuais. É que a maior parte dos gays são pedófilos e vão querer sempre uma coisa mais pura.

 

http://www.youtube.com/watch?v=-hkoZFTyUPg

 

''Eu estou cá(manifestação homofóbica) porque sou português''

 

''Está comprovado que 80% dos homossexuais são pedófilos''

Editado por ascom

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E cá estamos no argumento da banalização como forma de solucionar um problema. Quanto a mim não é por aí. Para não voltar ao exemplo do maneta, que foi mal interpretado, dou outro exemplo mais prosaico e que já foi aplicado e continua a sê-lo. Há miúdos que são gozados e desprezados por colegas porque não vestem roupas de marca. Acontece desde tempos imemoriais. Solução do problema através da banalização: obrigatoriedade no uso de uniformes ou o chamado "dress code". Efeito direto: criação de um problema ainda maior devido à limitação das liberdades individuais, em particular da liberdade de expressão. A banalização não acontece por decreto ou regulamento. E quando é imposta origina sempre reações. A banalização é um processo natural. Como o caso dos filhos de pais divorciados ou separados; como o caso dos miúdos que usam óculos ou aparelhos nos dentes.

O problema dos teus exemplos é que implicam que o Estado está a forçar a banalização da homossexualidade.

Tanto o de cortar as mãos para que existam mais manetas, como no dos uniformes em que se impõe um rigoroso "dress code" o Estado está a tirar liberdades individuais.

Uma melhor analogia seria: Imaginemos que todos os alunos podiam usar sapatilhas pretas menos os que usam óculos. Acabava-se com essa regra e todos eram iguais, todos eram livres.

O que eu defendo é que o Estado devolva essa liberdade aos homossexuais. O Estado não tira, dá.

Simplesmente digo que se essa liberdade for concedida aos homossexuais, vão existir mais filhos adoptados por estes e, gradualmente e de forma natural, vão-se banalizar estes casos.

Se tu restringes essa liberdade, e há menos miúdos a ser criados por homossexuais, esse processo natural de banalização nunca vai acontecer porque vão ser sempre casos raros.

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Simplesmente afirmar que uns casos correm bem e outros mal, assim sacudindo a água do capote, não é o mais honesto. Por que não tentar analisar a razão para existir essa diferença e precaver futuros casos mais trágicos? Com certeza que se podia ter feito mais para os evitar. Consideras assim tão descabido que um casal homossexual vai avisado? Que em conjunto com a diretora de turma e colegas/amigos do filho vai estar redobradamente atento a sinais que possam apontar para problemas do foro emocional e fornecer o apoio psicológico necessário à criança?

 

Essa frase da criação dos motivos do gozo por parte do Estado é infeliz. Dá a entender que partes do princípio que ter pais homossexuais é um motivo/razão para gozar com a criança, e que a partir desse raciocínio não vês outra solução que não a de restringir esses casais no acesso à adoção. Quando é muito mais correto e produtivo encarar a situação de outra forma: ter pais homossexuais não é uma razão para gozar com a criança; partindo, assim, desta premissa para trabalhar no sentido de prevenir que tal aconteça, e na eventualidade de ocorrer há soluções e formas de corrigir esse comportamento, sem que a saúde e segurança da criança vitimizada seja posta em causa.

 

Como bem disseste, o preconceito existe na sociedade e não há forma de evitar que as crianças entrem em contacto com ele. Contudo, há maneiras dessa exposição ser controlada e auxiliada de modo a que as crianças retirem as ilações corretas, e para isso não há melhor do que o âmbito escolar e educativo. Nessa tentativa de blindar as crianças de um preconceito em particular corres o risco de, mais tarde, as condenar a serem vítimas desse mesmo preconceito, ou até mesmo de o incutir nelas, inadvertidamente; vitimizando-as por inação.

 

Ter pais homossexuais não é motivo de gozo. Mas ele existe.

 

Gozar com alguém por ter pais homossexuais não é, a meu ver, mais ou menos grave do que por outro motivo qualquer. O preconceito baseado na orientação sexual não é, na minha opinião, mais ou menos grave do que qualquer outro preconceito. A discriminação que incide sobre os homossexuais não é, no meu entender, mais ou menos grave do que as discriminações que se direcionam para com outros grupos minoritários/divergentes. Não tenho a certeza se concordaria com medidas específicas para combater esse tipo particular de preconceito e discriminação sem encarar o problema da intolerância nas suas várias ramificações.

 

 

Afirmei que era hétero porque é e porque das coisas que mais oiço é: "Mas depois o puto vai ficar com jeitos também..." Quando isso é só parvo. E se for gay fixe. Desde que seja feliz e que cresça num bom ambiente.

 

O mundo homossexual não é uma sociedade secreta, mas parte por culpa da sociedade, parte por culpa dos próprios gays, o que é facto é que existe uma compartimentalização que engloba uma boa fatia dos homossexuais. Temos discotecas gay, saunas gay, prides gay, pessoas que se apresentam como sendo gay, etc...

 

Não temos discotecas héteros, saunas héteros, prides héteros e pessoas que se apresentam como héteros, etc...

 

Já me bati muita vez a falar com amigos gay nesta tecla quando se queixam da postura da sociedade. No fundo eles próprios foram causadores da estigmatização, porque se isolaram e criaram esse tal sentimento de comunidade.

 

Por isso, sim, existe um mundo homossexual. Uma série de contextos e locais onde não existe só a preferência sexual, mas existe uma cultura gay.

 

E quanto há última parte eu não sou assim. Seja gajo ou gaja, se vier com 2 pedras na mão armado/a em parvo/a e a menos que a minha vida corra perigo iminente (tipo o gajo/a começou a arrear em mim forte e feio) eu procuro responder sempre de forma pedagógica e cordial. Os seres humanos são espelhos emocionais e a solução não deve ser refletir uma emoção negativa de volta, mas sim transmitir uma positiva e tentar redirecionar o foco dessa pessoa.

 

E esta última parte é das m*rda que mais me chateiam. É sermos esta sociedade que volta e meia caga no cérebro racional que é a nossa dádiva e segue directa no cérebro basal e responde como um perfeito animal. Eu nunca bati em ninguém e já levei socos e já trabalhei como guarda-costas (felizmente sem nunca ter de intervir). É uma questão de postura para com a sociedade. Uma sociedade melhor para mim começa exatamente em mim e eu só acredito nos olhos do amor, da pedagogia, da tolerância. Eu não sou religioso, mas cresci numa escola católica que me deu a conhecer figuras como João Bosco ou Domingos Sávio e são figuras que ainda hoje me estão presentes. Pessoas que optaram por ser boas para si e para os outros e esse tipo de ser humano que eu quero ser e gostava que existisse à minha volta.

 

Se há coisa que me faz ficar fdd connosco enquanto seres humanos é cada vez que oiço alguém falar de porrada, insinuar que batia, etc...

 

Sim, esse "mundo homossexual", como lhe chamaste, também tem a sua quota de responsabilidade na estigmatização de que são alvo.

 

 

O problema dos teus exemplos é que implicam que o Estado está a forçar a banalização da homossexualidade.

Tanto o de cortar as mãos para que existam mais manetas, como no dos uniformes em que se impõe um rigoroso "dress code" o Estado está a tirar liberdades individuais.

Uma melhor analogia seria: Imaginemos que todos os alunos podiam usar sapatilhas pretas menos os que usam óculos. Acabava-se com essa regra e todos eram iguais, todos eram livres.

O que eu defendo é que o Estado devolva essa liberdade aos homossexuais. O Estado não tira, dá.

Simplesmente digo que se essa liberdade for concedida aos homossexuais, vão existir mais filhos adoptados por estes e, gradualmente e de forma natural, vão-se banalizar estes casos.

Se tu restringes essa liberdade, e há menos miúdos a ser criados por homossexuais, esse processo natural de banalização nunca vai acontecer porque vão ser sempre casos raros.

 

Uma analogia interessante. Mas tens que tomar em consideração que não há sapatilhas pretas em condições para todos. Nem chegam para os que não têm óculos. Há muitas velhas, rotas, estragadas, que ninguém quer calçar, mas das boas não são suficientes. Agora imagina que há um motivo, por muito pobre que seja, que leva a excluir os que usam óculos de usar essas sapatilhas. Eu defendo que as sapatilhas pretas têm direito a ser usadas por alunos sem óculos.

 

Claro que os exemplos implicam que o Estado force a banalização. Eu estou a rebater o que tu e o Dpitz defendem: que a banalização resolve o problema do preconceito e que é esse o caminho. Daí os meus exemplos com os manetas e os uniformes. Para sustentar a minha opinião de que não é esse o caminho por ser impraticável ou por levantar mais problemas do que aqueles que tenta corrigir.

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Ter pais homossexuais não é motivo de gozo. Mas ele existe.

 

Gozar com alguém por ter pais homossexuais não é, a meu ver, mais ou menos grave do que por outro motivo qualquer. O preconceito baseado na orientação sexual não é, na minha opinião, mais ou menos grave do que qualquer outro preconceito. A discriminação que incide sobre os homossexuais não é, no meu entender, mais ou menos grave do que as discriminações que se direcionam para com outros grupos minoritários/divergentes. Não tenho a certeza se concordaria com medidas específicas para combater esse tipo particular de preconceito e discriminação sem encarar o problema da intolerância nas suas várias ramificações.

O gozo até pode existir, mas admitindo que não há motivo para ele, não tens como acusar o Estado de criar um motivo de gozo.

 

Nem eu quero que a resolução deste preconceito tenha prioridade perante outros na formação da generalidade das crianças, todos eles devem ser abordados nas disciplinas correspondentes (como, por exemplo, o preconceito contra casais inter-raciais ou adoção inter-racial, não vá alguém lembrar-se de restringir esses casais à oportunidade de adotar, ou esse tipo de adoção de existir, por medo de que as crianças sejam gozadas). Agora numa turma em que um ou mais alunos tenham pais homossexuais seria natural que o tema fosse abordado e discutido primariamente para logo desmitificar muitas das razões para tal preconceito, e dependendo da natureza e predisposição das crianças, abordar o tema de uma forma geral e/ou particular.

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Claro que os exemplos implicam que o Estado force a banalização. Eu estou a rebater o que tu e o Dpitz defendem: que a banalização resolve o problema do preconceito e que é esse o caminho. Daí os meus exemplos com os manetas e os uniformes. Para sustentar a minha opinião de que não é esse o caminho por ser impraticável ou por levantar mais problemas do que aqueles que tenta corrigir.

Impraticável? Porquê? É só deixar as coisas acontecerem naturalmente.

Que problemas podem ser levantados?

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