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Clubes despedem menos treinadores: mudança de mentalidades ou a calma antes da tempestade?

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Clubes despedem menos treinadores: mudança de mentalidades ou a calma antes da tempestade?

 

Nas 15 jornadas já disputadas, que nas épocas anteriores correspondiam à primeira volta do campeonato, registou-se um número invulgarmente baixo de mudanças de treinador. Os aspectos financeiros pesam.

 

Uma mudança de mentalidades? Uma margem de manobra alargada pelo facto de o campeonato ser mais longo? Ou um reflexo da falta de recursos financeiros para repetir os comportamentos do passado recente? É provável que todas as razões enumeradas ajudem a explicar o número invulgarmente baixo de mudanças de treinador registadas até ao momento na I Liga. Com 15 jornadas disputadas – o que, nas últimas oito temporadas, com o campeonato disputado a 16, correspondia ao final da primeira volta –, apenas dois clubes (Gil Vicente e Penafiel) fizeram estalar o “chicote” e trocaram de técnico.

 

Ironicamente, o efeito prático da mudança de treinador foi nulo para Gil Vicente e Penafiel: são estes dois emblemas que ocupam os lugares de despromoção. E os técnicos dispensados encontraram nova vida na II Liga. João de Deus resistiu apenas três jornadas em Barcelos e agora orienta a equipa B do Sporting; Ricardo Chéu esteve mais uma jornada em Penafiel e esteve dois meses sem emprego, antes de regressar ao Académico de Viseu. “Um treinador não pode ser avaliado em quatro jornadas, nem no Penafiel nem em clube nenhum, sobretudo na I Liga. Se assim fosse, passaríamos o tempo com ‘chicotadas psicológicas’. Todas as equipas passam por maus períodos”, vincou o jovem técnico, em entrevista ao portal zerozero.pt.

 

Por esta altura, em anos anteriores, era habitual uma mão-cheia de clubes já ter uma cara nova no banco de suplentes. Em 2013-14 já tinham sido feitas cinco trocas, duas delas pelo Olhanense: o emblema algarvio substituiu Abel Xavier por Paulo Alves e este por Giuseppe Galderisi, cuja estreia aconteceu precisamente à 15.ª jornada. A época terminou com a descida de divisão. O mesmo sucedeu com o Beira-Mar em 2004-05, temporada em que passaram quatro técnicos pelo banco: Mick Wadsworth, Manuel Cajuda, Luís Campos e Augusto Inácio não conseguiram salvar o clube de Aveiro. Uma proeza que, ainda assim, fica aquém da do Sporting em 2012-13: ainda durante a primeira volta, já eram quatro os técnicos que tinham orientado os “leões”. Ricardo Sá Pinto foi rendido por Oceano Cruz, que cedeu o lugar a Franky Vercauteren, substituído por sua vez por Jesualdo Ferreira, que orientou a equipa até ao final da temporada.

 

Mas, nas épocas mais recentes, não há paralelo com o que aconteceu em 2009-10. Durante a primeira volta do campeonato registaram-se 13 mudanças de treinador, sendo que três clubes já contavam, a meio do campeonato, com três caras diferentes no banco de suplentes: Sporting (Paulo Bento/Leonel Pontes/Carlos Carvalhal), Nacional (Manuel Machado/José Augusto/Predrag Jokanovic) e V. Setúbal (Carlos Azenha/Quim/Manuel Fernandes).

 

Algo mudou no futebol português, concorda o presidente da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF), José Pereira: “A razão principal [para esta mudança] é a maior experiência dos dirigentes. Temos exemplos de equipas que despediram o treinador e não conseguiram alcançar os objectivos”, afirmou, em conversa com o PÚBLICO. “É uma conjuntura de responsabilidade. O aspecto financeiro é significativo, e os dirigentes começam a ter em consideração que mudar de treinador fica caro. Mas também há uma consciencialização do bom trabalho que os treinadores fazem. A competência dos treinadores portugueses é reconhecida internacionalmente, e agora há um pouco mais de paciência”, acrescentou.

 

O alargamento do campeonato também terá contribuído para reduzir as “chicotadas”. “Há mais espaço para a recuperação e isso ajuda a que haja maior estabilidade”, reconheceu José Pereira. Mas, sublinhou o presidente da ANTF, será tudo uma questão de tempo. Esta altura é a da calma antes da “tempestade”, resumiu: “É natural que, daqui por algum tempo, haja comportamentos diferentes, mas neste momento ainda ninguém está desesperado. Claro que vamos chegar ao fim, há duas equipas que vão descer e uma que vai ser campeã.”

 

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Em 2012-2013, mítico:

 

Sá Pinto

Franky Vercauteren

Jesualdo Ferreira

Oceano

 

despedimos mais treinadores que os outros todos juntos...

Editado por del9y

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Em 2012-2013, mítico:

 

Sá Pinto

Franky Vercauteren

Jesualdo Ferreira

Oceano

 

despedimos mais treinadores que os outros todos juntos...

 

Tava na ideia que no caso do Jesualdo Ferreira tinha sido o contrato que tinha terminado

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Não há guito para indemnizar :lol:

 

Pensei exactamnete o mesmo.

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Não há guito para indemnizar :lol:

 

Acho que é mais por aqui. :mrgreen:

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Assim de repente só vejo a Académica com razões para despachar o seu treinador. Os outros já mantiveram treinadores nas mesmas condições, tipo o Vitória com o José Mota em 2012/13.

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