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Tanaka acha que «se fosse brasileiro» era mais utilizado

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Isto.

 

O Tanaka é de caras um dos melhores jogadores deste plantel, que só não joga pelo tal "estatuto". A jogar o que ele joga só o Gauld, mas esse padece do mesmo "problema".

 

:lol:

Coitados do Nani, do William, do Adrien, do André Martins e do Patrício, basta vir um japonês e fazer uma boa pré-temporada que, como não joga, é essa a imagem que fica e arruma com os primeiros para um canto em termos de qualidade :biggrin:

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:lol:

Coitados do Nani, do William, do Adrien, do André Martins e do Patrício, basta vir um japonês e fazer uma boa pré-temporada que, como não joga, é essa a imagem que fica e arruma com os primeiros para um canto em termos de qualidade :biggrin:

 

Também é difícil mostrar alguma coisa quando nunca joga. E curioso que quando joga, até mostra qualidade.

 

A qualidade futebolística do Slimani já foi mais que debatida, não vale a pena ir por aí outra vez. Estou apenas a falar do estatuto. Quando o Montero deixou de produzir, o Slimani ganhou o seu lugar. Ou seja, aí não havia estatuto, mas não deixou de ser criticado o facto de se ter trocado um jogador que não andava a produzir (Montero), por outro que estava em melhor forma (Slimani).

 

 

O problema é que agora o Slimani deixou de produzir e... mantém o lugar.

Editado por 1906

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Portanto, quem dirige a equipa, ao invés de se preocupar com a sua performance desportiva, ignora-a e aposta em jogadores com menor potencial por causa do seu estatuto, é isso?

 

Não vejo onde pode estar a dúvida, é mais que normal que aconteça.

Basta ver quanto tempo se demorou a apostar no Paulo Oliveira, no João Mário ou até mesmo no Tobias.

 

 

Opá tem paciência, o Tanaka é uma boa alternativa que como qualquer alternativa (entenda-se o significado da palavra) pode em alguns jogos até ser titular, nada mais que isso.

 

O Gauld pode vir a ser muito grande, neste momento é um miudo com talento em bruto, nesse estatuto tens uns 5 ou 6 para não dizer mais na B/emprestados mas como têm assim um nome português e isso não é fixe deixa lá estar.

 

Reduzir o Gauld a um patamar desses :lol:

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Opá tem paciência, o Tanaka é uma boa alternativa que como qualquer alternativa (entenda-se o significado da palavra) pode em alguns jogos até ser titular, nada mais que isso.

 

O Gauld pode vir a ser muito grande, neste momento é um miudo com talento em bruto, nesse estatuto tens uns 5 ou 6 para não dizer mais na B/emprestados mas como têm assim um nome português e isso não é fixe deixa lá estar.

Sim, porque o pessoal não anda a pedir o Iuri Medeiros, ou o Daniel Podence, ou até o Carlos Chaby na A dsd o inicio da época.

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Não percebo esta frase do Tanaka, se fosse jogador do Benfica ou assim ainda percebia mas agora no SCP, o que temos mais é brasileiros :lol:

 

Compreendo que quando joga jogue razoavelmente bem e fez uma boa pre epoca, mas enaltecem de mais as suas qualidades, parece que as vezes que ele é o melhor e o resto do plantel é plebe. Dizer que é de caras um dos melhores do plantel e que s´não joga pelo estatuto, pá, menos. Claro que não faz mal ser titular assim contra um Gil Vicente de vez em quando mas o Slimani e o Montero ainda partem muito a frente dele para o lugar, não deixa de ser uma boa alternativa. E insisto, alternativa

Editado por familia2

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Isto.

 

O Tanaka é de caras um dos melhores jogadores deste plantel, que só não joga pelo tal "estatuto". A jogar o que ele joga só o Gauld, mas esse padece do mesmo "problema".

:mrgreen:

 

Também não exageremos. Quando se diz "não joga mais", não quer dizer que merecesse ser titular indiscutível. Mas já merecia ter tido muitos mais minutos, sim. Essencialmente, os do Capel, e, em muitos jogos, os de quem jogou a 10 (ou a tentativa disso).

 

O conceito de estatuto é estranho aqui no fórum. Principalmente quando dizem que o Slimani só joga pelo estatuto.

Parece-te estranho porque estás a partir do princípio da meritocracia, onde um jogador, por mérito próprio, trabalho e esforço, ganha o lugar a outro, e se torna dono do lugar, até o processo se repetir. Mesmo que, por vezes, o jogador y seja inferior ao jogado x.

 

Acredito que haja quem não conheça bem a dinâmica de um balneário, e portanto, não se preocupe muito com a questão da gestão psicológica dos jogadores. Não é o meu caso. Ainda assim, como já disse várias vezes, eu não defendo e não acredito na meritocracia, no que diz respeito ao futebol. Para mim, cada jogador tem uma função mais ou menos específica, de acordo com o seu perfil de jogo. E é isso que dita a sua utilização. Daí eu achar que há mais do que espaço para se utilizar, de forma minimamente regular, o Montero, o Tanaka e o Slimani durante a época. Agora, no caso do Slimani, não como titular. Porque, segundo as minhas ideias de jogo, ele não tem um perfil adequado para o ser.

 

Quanto à gestão psicológica dos jogadores, roda à volta de algo muito simples: vitórias. Ninguém fica triste quando ganha, sobretudo quando ganha de forma regular. Essa forma de gestão, combinada com uma noção clara por parte dos jogadores do papel que têm no plantel, chega e sobra para manter um balneário feliz. E para o treinador poder fazer e desfazer a seu belo prazer, de acordo com o que idealiza.

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O André Almeida é superior ao Maxi, ao Eliseu e ao Samaris. E sentar um destes três?

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O Tanaka é melhor que o Montero e Slimani. Já o digo ha umas semanas.

Eu não o acho melhor que o Montero. Mas é um jogador algo diferente deles, mais polivalente, mais versátil. Não entendo como é que só conta mesmo para 9. Aliás, arrisco dizer que essa nem é a posição onde ele tem mais minutos na sua carreira.

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Também é difícil mostrar alguma coisa quando nunca joga. E curioso que quando joga, até mostra qualidade.

 

 

Claro, mas daí até ser dos melhores jogadores do plantel, acho exagerado.

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Parece-te estranho porque estás a partir do princípio da meritocracia, onde um jogador, por mérito próprio, trabalho e esforço, ganha o lugar a outro, e se torna dono do lugar, até o processo se repetir. Mesmo que, por vezes, o jogador y seja inferior ao jogado x.

 

Acredito que haja quem não conheça bem a dinâmica de um balneário, e portanto, não se preocupe muito com a questão da gestão psicológica dos jogadores. Não é o meu caso. Ainda assim, como já disse várias vezes, eu não defendo e não acredito na meritocracia, no que diz respeito ao futebol. Para mim, cada jogador tem uma função mais ou menos específica, de acordo com o seu perfil de jogo. E é isso que dita a sua utilização. Daí eu achar que há mais do que espaço para se utilizar, de forma minimamente regular, o Montero, o Tanaka e o Slimani durante a época. Agora, no caso do Slimani, não como titular. Porque, segundo as minhas ideias de jogo, ele não tem um perfil adequado para o ser.

 

Quanto à gestão psicológica dos jogadores, roda à volta de algo muito simples: vitórias. Ninguém fica triste quando ganha, sobretudo quando ganha de forma regular. Essa forma de gestão, combinada com uma noção clara por parte dos jogadores do papel que têm no plantel, chega e sobra para manter um balneário feliz. E para o treinador poder fazer e desfazer a seu belo prazer, de acordo com o que idealiza.

Mas Poeira, a gestão psicológica feita assim é demasiado redutora. Eu joguei futebol durante 10 anos. Passei por todos os escalões, desde escolinhas (que agora são benjamins, creio eu) a seniores, e consequentemente por todos os "balneários". Quando cheguei aos seniores, encontrei duas situações distintas: a primeira foi quando o clube foi campeão distrital e a segunda quando o clube esteve perto de descer de divisão.

 

Na 1ª situação, aquilo que dizes é verdade: as vitórias davam motivação. Mas aquilo nos fazia dar mais do que conseguíamos era saber que o treinador estava atento ao que produzíamos no treino e nos jogos. Era ver o treinador reconhecer o teu esforço, correr 50 metros para te abraçar por teres feito um passe fantástico, ou teres um posicionamento perfeito que corta uma jogada de golo, e depois seres recompensado com minutos no campo. Porque vamos ser sinceros: qualquer jogador que não joga tem de estar insatisfeito. Faz parte da natureza do futebolista, nem faz sentido ser de outra maneira.

 

E digo que essa gestão é redutora por uma simples razão: o papel que um jogador tem no plantel não é, nem pode ser algo fixo. Tem de haver um equilíbrio entre meritocracia e planeamento, porque tem de existir toda uma dinâmica entre jogadores e equipa técnica de confiança, seja para que papel for. Quando essa deixou de existir, entrei na 2ª situação.

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Eu não o acho melhor que o Montero. Mas é um jogador algo diferente deles, mais polivalente, mais versátil. Não entendo como é que só conta mesmo para 9. Aliás, arrisco dizer que essa nem é a posição onde ele tem mais minutos na sua carreira.

 

O Tanaka é mais 9 que o Montero, e dos bons. Eu gosto dele porque junta o melhor do Slimani e Montero, é forte a ler o jogo e a fazer os outros jogar e tem instinto para as meter lá dentro.

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Mas Poeira, a gestão psicológica feita assim é demasiado redutora. Eu joguei futebol durante 10 anos. Passei por todos os escalões, desde escolinhas (que agora são benjamins, creio eu) a seniores, e consequentemente por todos os "balneários". Quando cheguei aos seniores, encontrei duas situações distintas: a primeira foi quando o clube foi campeão distrital e a segunda quando o clube esteve perto de descer de divisão.

 

Na 1ª situação, aquilo que dizes é verdade: as vitórias davam motivação. Mas aquilo nos fazia dar mais do que conseguíamos era saber que o treinador estava atento ao que produzíamos no treino e nos jogos. Era ver o treinador reconhecer o teu esforço, correr 50 metros para te abraçar por teres feito um passe fantástico, ou teres um posicionamento perfeito que corta uma jogada de golo, e depois seres recompensado com minutos no campo. Porque vamos ser sinceros: qualquer jogador que não joga tem de estar insatisfeito. Faz parte da natureza do futebolista, nem faz sentido ser de outra maneira.

 

E digo que essa gestão é redutora por uma simples razão: o papel que um jogador tem no plantel não é, nem pode ser algo fixo. Tem de haver um equilíbrio entre meritocracia e planeamento, porque tem de existir toda uma dinâmica entre jogadores e equipa técnica de confiança, seja para que papel for. Quando essa deixou de existir, entrei na 2ª situação.

Não acho que seja redutora. Não estou aqui a dizer que não valorizo o esforço e o empenho dos jogadores nos treinos. Estou a dizer que não valorizo tanto isso como valorizo outros aspectos. Como a forma como o jogador joga.

 

Também não defendo, de todo, que hajam jogadores no plantel que nunca joguem ou que façam 3/4 jogos por época. Para isso, sinceramente, mais vale irem à vida deles. Não é bom para ninguém ter um jogador no plantel que joga tão pouco. Fica ele insatisfeito (obviamente, quem nunca joga, não pode estar feliz) e fica o treinador, mesmo que de forma inconsciente, com um peso na consciência, e condicionado, a partir de certo ponto.

 

Quando eu defendo um plantel com 22/23 jogadores, estou a dizer que estão ali 22/23 jogadores com os quais conto, para qualquer altura da época e para qualquer situação. A partir daí, há imensas variáveis e contextos incontroláveis. Lesões, castigos, momentos de forma sobrenaturais (e esses são uma excepção à regra, obviamente), situações específicas de jogos, jogos específicos, etc. Agora, eu sou apologista de que o jogador deve saber sempre a verdade. Se eu não conto com ele para o 11 titular, vou-lhe dizer. Se conto com ele, mais do que com os outros, para situações onde esteja a perder/empatar e precise de meter mais um avançado, também lhe vou dizer. E isto não significa que ele só vá jogar, à regra, nessas situações. Significa que o jogador fica com a noção clara das ideias do treinador, e do papel que este tem para ele dentro da equipa.

 

Isso também é confiança. Aliás, nem consigo ver as coisas de outra forma. Se eu não confio e não conto com todos os jogadores que estão no plantel...porque é que eles hão-de estar lá mesmo? Para fazer número?

 

O Tanaka é mais 9 que o Montero, e dos bons. Eu gosto dele porque junta o melhor do Slimani e Montero, é forte a ler o jogo e a fazer os outros jogar e tem instinto para as meter lá dentro.

É mais 9 naquele sentido de "nem jogo directo, nem 354 meeínhos". Não o acho mais 9 que o Montero, sinceramente. E acho que é mais 10 que o colombiano. Mais médio, menos avançado.

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Claro, mas daí até ser dos melhores jogadores do plantel, acho exagerado.

 

Sim, isso também.

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Não acho que seja redutora. Não estou aqui a dizer que não valorizo o esforço e o empenho dos jogadores nos treinos. Estou a dizer que não valorizo tanto isso como valorizo outros aspectos. Como a forma como o jogador joga.

 

Também não defendo, de todo, que hajam jogadores no plantel que nunca joguem ou que façam 3/4 jogos por época. Para isso, sinceramente, mais vale irem à vida deles. Não é bom para ninguém ter um jogador no plantel que joga tão pouco. Fica ele insatisfeito (obviamente, quem nunca joga, não pode estar feliz) e fica o treinador, mesmo que de forma inconsciente, com um peso na consciência, e condicionado, a partir de certo ponto.

 

Quando eu defendo um plantel com 22/23 jogadores, estou a dizer que estão ali 22/23 jogadores com os quais conto, para qualquer altura da época e para qualquer situação. A partir daí, há imensas variáveis e contextos incontroláveis. Lesões, castigos, momentos de forma sobrenaturais (e esses são uma excepção à regra, obviamente), situações específicas de jogos, jogos específicos, etc. Agora, eu sou apologista de que o jogador deve saber sempre a verdade. Se eu não conto com ele para o 11 titular, vou-lhe dizer. Se conto com ele, mais do que com os outros, para situações onde esteja a perder/empatar e precise de meter mais um avançado, também lhe vou dizer. E isto não significa que ele só vá jogar, à regra, nessas situações. Significa que o jogador fica com a noção clara das ideias do treinador, e do papel que este tem para ele dentro da equipa.

 

Isso também é confiança. Aliás, nem consigo ver as coisas de outra forma. Se eu não confio e não conto com todos os jogadores que estão no plantel...porque é que eles hão-de estar lá mesmo? Para fazer número?

Discutir estas coisas contigo é interessante :mrgreen: Concordo contigo na grande maioria. Mas por vezes, um jogador demonstra capacidades que tu não reconhecias para um determinado papel. E é esse tipo de meritocracia que estou a falar. Independentemente das suas capacidades técnicas, e até mesmo da sua posição, por vezes, com trabalho, esse jogador consegue dar conta do recado (nos treinos ou nos jogos) de forma surpreendente. É esse tipo de versatilidade que faz com que tenha que existir meritocracia: a partir do momento em que um jogador te mostra que consegue ter resultados noutro contexto, reduzir o seu papel na equipa apenas ao papel que já tinha é errado.

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Discutir estas coisas contigo é interessante :mrgreen: Concordo contigo na grande maioria. Mas por vezes, um jogador demonstra capacidades que tu não reconhecias para um determinado papel. E é esse tipo de meritocracia que estou a falar. Independentemente das suas capacidades técnicas, e até mesmo da sua posição, por vezes, com trabalho, esse jogador consegue dar conta do recado (nos treinos ou nos jogos) de forma surpreendente. É esse tipo de versatilidade que faz com que tenha que existir meritocracia: a partir do momento em que um jogador te mostra que consegue ter resultados noutro contexto, reduzir o seu papel na equipa apenas ao papel que já tinha é errado.

Não digo que não. Os jogadores também melhoram ou pioram, embora muito raramente saiam do seu estilo. E há casos excepcionais, como eu já disse. Mas geralmente, um central limitado em termos técnicos não vai cumprir nas minhas ideias de jogo. Assim como um extremo "à Capel" também não vai perceber lá muito bem aquilo que eu quero dele. Ou um avançado mais alto e menos móvel vai ter dificuldades em envolver-se no jogo. É claro que qualquer um destes pode estar em grande forma e até corresponder em 3/4/5 jogos. Mas depois o gás acaba, ou as limitações acabam por ser mais fortes. É sempre assim. Às vezes não parece, mas a roda também já foi inventada no futebol. Inventar, já não há quase nada para inventar. Quanto muito, modificam-se umas coisas aqui e ali.

 

Mas também não desprezo a hipótese de um jogador, pura e simplesmente, mostrar que a minha avaliação sobre ele está/estava errada. Já aconteceu no passado, e de certeza que há-de acontecer no futuro.

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