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Spikey

“Não se pretende pôr as crianças a falar latim e grego"

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se todos chamam Ulisses e tu ensinas "o nome verdadeiro é Odisseu! Mas ninguém diz ou quer saber, todos dizemos Ulisses", tu achas mesmo que muita gente vai dizer "Epá, ele é Odisseu. Se calhar vou dizer mesmo Odisseu"? Não te enganes.

 

É o mesmo problema que há com o Ferdinand Magellan. Porque é que não ensinamos aos miúdos que grande parte do mundo lhe chama Ferdinand Magellan? Ya, o nome é Fernão de Magalhães, mas...

Se tu o fizeste porque é que outros não o farão? Não és o único a ter pensamento critico.

 

Agora, estás numa conversa em sala de aula, todos chamam ao herói Ulisses, mas tu chamas Odisseu :rolleyes:

 

Chamam Ferdinand Magellan porque não conseguem pronunciar Fernão de Magalhães. E sempre é melhor "traduzir" e apropriarem-se de um nome que facilite a comunicação do que dizer Fernáu de Magliãns e parecer que têm uma deficiência na fala.

 

Pois nós não ensinamos porque sabemos dizer Fernão de Magalhães.

 

E um tópico para Mitologia?

 

Mayday, isso tudo que escreveste é baseado na ideia de que os alunos nessas idades devem aprofundar o estudo numa determinada matéria, e não é isso que se quer, antes pelo contrário. O ensino básico serve para te dar bases para depois aprofundares o que bem te apetecer aprofundar. O secundário dá-te a primeira possibilidade para te começares a especializar. Atualmente há tanta discussão sobre o impacto da decisão do curso no 10º ano e tu vens aqui dizer que queres especializar os alunos desde ainda mais cedo!? Para não falar na impraticabilidade disso tudo; se tens mais disciplinas opcionais vais ter mais desacordo. Vais ter grupos de 10 alunos que querem ter EVT mas que não podem porque 10 não chega para abrir uma turma, outros 10 que querem música, outros 10 que querem TIC, etc. Ou então tens 25 que querem EVT e 25 que querem Música e 25 que querem TIC e a escola tem de contratar um professor para cada uma...

Especializar? Ao dar a possibilidade ao aluno de escolher uma disciplina variada diferente por ano (ou por semestre) o que eu estou a fazer é precisamente o contrário. Agora, se o aluno só escolhe informática é porque gosta. E se gosta porquê privá-lo de aprender? Ou obriga-lo a aprender mais 3 ou 4 disciplinas reduzindo-lhe assim o tempo para aprender o que lhe interessa?

 

É que isto acaba por acontecer. O aluno escolhe aquilo que mais quer aprender, a diferença é que tem que escolher dentro daquilo a que obrigam. Depois tens os alunos que são bons a tudo porque são obrigados pelos pais a sê-lo.

Editado por Mayday

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Já para não dizer que ninguém no ensino basico sabe o que quer ser no futuro ou não sabe para o que q tem jeito.

 

Nem no final do 12 ano...

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Porque está demasiado preenchido.

 

 

A minha ultima aula de português já foi à bastante tempo, mas a pergunta que deixo é o que é que se aprende de português nas disciplinas de português? O que se dá pelo menos no secundário é literatura. Por isso acho, que se a vertente das línguas clássicas é realmente importante (não faço a mínima ideia) pode substituir parte das dezenas de obras que se dão.

 

Tenho pena que actualmente, pelo menos ao nível de secundário, o português assente mais no lado artístico (poemas, historias, etc) e menos no lado da escrita técnica (noticias, relatórios, etc), ou seja, uma vertente mais lírica do que formal. Isto claro nos cursos de ciências e tecnologia e ciências socioeconómicas.

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Eu também não sei ao certo o que se dá mas julgo não ter mudado muito. Mas em Português não se dá só poemas e obras. A quantidade de obras que são estudadas também têm um propósito. Não se dão só para preencher.

 

Agora, para responder à tua pergunta. Porque etimologia, apesar de importante, não é mais importante do que aquilo que se estuda actualmente em Português. É importante enquanto complemento.

 

Aliás, Português deve ser dos programas mais diversificados e bem estruturado de todos os programas.

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A educação física deve ser obrigatória e ensinada com qualidade devendo ser bem mais do que por os putos a jogar à bola.

Os miúdos devem ser ensinados a não só fazer exercício mas também a cuidar da máquina que é o seu corpo e a alimenta-la de forma correcta para não criar vícios.

 

Isto se não quiserem ficar com uma sociedade cheia de gordos (dedicatória), obesos mórbidos que ao fim de 30 anos de vida ou morrerem ou dão ultra-despesas ao Estado no departamento da saúde. Tipo eu.

Por isso é que não vais ás futeboladas :mrgreen:

 

Agora mais a sério, a Educação Física devia ser uma das disciplinas mais importantes. Especialmente pelo que referiste, e não esquecer que hoje em dia já não há o "brincar" na rua com vários jogos tradicionais onde os miúdos iam fazendo desporto sem darem conta.

 

A carga horário também devia ser superior, é muito curto.

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Já para não dizer que ninguém no ensino basico sabe o que quer ser no futuro ou não sabe para o que q tem jeito.

 

Nem no final do 12 ano...

Sinceramente não sei quando é que estamos preparados para decidir :lol: Tenho 26 anos e vejo que a maior parte do pessoal da minha geração ainda anda um bocado à nora.

Acho que se a decisão fosse mais tardia o pessoal ia continuar a dizer: "Esses miúdos de 21 anos não têm maturidade para saber o que querem fazer da vida!"

Editado por G1njas

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Se as disciplinas fossem opcionais, os putos iam escolher todos as que dão menos trabalho ou que o professor é um charrado que deixa sair mais cedo, nessas idades tão-se cagando para a escola querem é jogar/tirar selfies/fazer m*rda, culminando numa geração de malta (ainda) mais burra.

Se houvesse áreas como no secundário, devidamente equilibradas, ainda comprava a ideia, assim não.

E para ensinar latim, se calhar dava mais jeito ensinar português em condições, 12 anos a aprender português para não saberem conjugar um verbo no pretérito perfeito mas terem "lido" e "estudado" livros do Saramago e restante companhia nonstop, faz um sentido do crl.

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