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Spikey

“Não se pretende pôr as crianças a falar latim e grego"

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Tou meio a leste nesta conversa que não consigo perceber lógica nenhuma de perder tempo a estudar latim a não ser para casos muito específicos. :confuso: Não há tanta coisa mais importante para aprender?

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Tive 2 anos de latim e grego.

Adorava Latim. Não desgostava de grego.

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Porque há mil e um documentos históricos que quando são traduzidos perdem metade do significado. Tanto o Latim como o Grego clássico são super importantes nesse aspecto.

 

Claro que quem não se interessa por isso não vê nenhuma vantagem em aprender. Mas isso é como tudo...

 

EDIT: Resposta ao noike.

Editado por Su1

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para ensinarem as coisas mal e porcamente, começando com "eis o herói grego de nome romano: Hércules!!"?

 

 

ah e esqueci-me do herói da ODISSEIA, conhecido como Ulisses! Nome romano, mas sa f*da, não é que o nome do herói esteja sequer conectado ao livro mais conhecido sobre esse mesmo herói. Nah. Nada a ver.

Eu percebo. Mas a ideia é introduzir (substituo por sensibilizar) a Cultura Clássica a alunos do Ensino Básico. Fazer as coisas mal e porcamente é tornar uma disciplina que tem como objectivo sensibilizar (pronto) para a importância deste tema tornando a disciplina aborrecida e pesada.

 

Chamarão os nomes pelos bois quando, e se, chegarem à faculdade para estudar algo que obrigue à aprendizagem da Cultura Clássica. Mas tenho a confiança de que os professores não vão chamar Hércules ao Herácles sem explicar devidamente a diferença entre as duas figuras na mitologia grega e na mitologia romana.

 

Compreenderás também por certo que é perfeitamente compreensível, e já que a nossa língua deriva do Latim, chamar Ulisses e não Odisseu ou Odysseýs. Mesmo quem traduz do Grego traduz na forma "latinizada". E isso não invalida que não se saiba a verdadeira designação. Olha o Spikey que estuda, sabe, e o professor (bom, por sinal), na tua opinião lhe ensina mal.

 

Latinar não é errado. Muito menos quando o que queremos é introduzir a mitologia e a Cultura Clássica a alunos do Ensino Básico.

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Porque há mil e um documentos históricos que quando são traduzidos perdem metade do significado. Tanto o Latim como o Grego clássico são super importantes nesse aspecto.

 

Claro que quem não se interessa por isso não vê nenhuma vantagem em aprender. Mas isso é como tudo...

 

EDIT: Resposta ao noike.

 

Não me admira que saber latim seja crítico em determinados cursos, determinadas carreiras. Faz algum sentido que para estas pessoas a disciplina esteja disponível. Mas no geral, qual é a percentagem da população que vai ler documentos históricos? :confuso:

 

Ensino básico não faz sentido nenhum quando os miúdos nem fazem ideia do que é que "querem ser quando forem grandes".

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Tou meio a leste nesta conversa que não consigo perceber lógica nenhuma de perder tempo a estudar latim a não ser para casos muito específicos. :confuso: Não há tanta coisa mais importante para aprender?

Sim, deve haver. Tipo empreendedorismo, ou como alguns defendem, a introdução da disciplina de economia porque o mundo agora gira à volta da economia.

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Não me admira que saber latim seja crítico em determinados cursos, determinadas carreiras. Faz algum sentido que para estas pessoas a disciplina esteja disponível. Mas no geral, qual é a percentagem da população que vai ler documentos históricos? :confuso:

 

Ensino básico não faz sentido nenhum quando os miúdos nem fazem ideia do que é que "querem ser quando forem grandes".

Para quem se está a formar, por exemplo, a mitologia pode ter muita importância. Perceber como é que o tal Ulisses vence usando a razão e a inteligência. Seria útil, hoje, explicar que não é o ginásio e a musculação que nos tornam heróis e que julgar que podemos vencer apenas usando a força física pode ser ilusório. Sei lá, coisas assim.

 

E como é óbvio, diz a noticia, ninguém vai aprender latim como se aprende Inglês. Mas a etimologia é importante e pode ser um complemento para quem quer seguir letras.

Editado por Mayday

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wut

é precisamente por isso que faz sentido, para os ajudar a escolher...no 10º já têm uma decisão muito importante a tomar.

O problema é que já há muitas disciplinas no básico e não estou a ver nenhuma que possa ser retirada sem que haja choro...Ainda existe Formação Cívica e Estudo Acompanhado?

 

Vai ajudar a escolher o quê? Só se tiveres a ponderar ir para estudos linguísticos ou algo do género. Coisas tipo história e direito, apesar de ser uma base para o curso, duvido que ter latim te vá ajudar muito a decidir se gostas de história ou de direito.

 

Mas se há recursos disponíveis (professores, salas, tempo, até o interesse geral por parte dos próprios alunos), força. O problema é mesmo esse, se os recursos tão todos alocados a coisas mais importantes...

 

Se calhar não tenho uma boa visão sobre o tema como sou de ciências (eng. informática). Mas não acho que o mundo gira à volta das ciências, claro que há espaço para as outras àreas, tou apenas curioso como é que é assim tão fulcral estudar uma língua morta numa idade tão nova.

 

Para quem se está a formar, por exemplo, a mitologia pode ter muita importância. Perceber como é que o tal Ulisses vence usando a razão e a inteligência. Seria útil, hoje, explicar que não é o ginásio e a musculação que nos tornam heróis e que julgar que podemos vencer apenas usando a força física pode ser ilusório. Sei lá, coisas assim.

 

E como é óbvio, diz a noticia, ninguém vai aprender latim como se aprende Inglês. Mas a etimologia é importante e pode ser um complemento para quem quer seguir letras.

 

Eu concordo que a mitologia é importante. Mas é fulcral aprender a língua para aprender a mitologia?

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Vai ajudar a escolher o quê? Só se tiveres a ponderar ir para estudos linguísticos ou algo do género. Coisas tipo história e direito, apesar de ser uma base para o curso, duvido que ter latim te vá ajudar muito a decidir se gostas de história ou de direito.

 

Mas se há recursos disponíveis (professores, salas, tempo, até o interesse geral por parte dos próprios alunos), força. O problema é mesmo esse, se os recursos tão todos alocados a coisas mais importantes...

 

Se calhar não tenho uma boa visão sobre o tema como sou de ciências (eng. informática). Mas não acho que o mundo gira à volta das ciências, claro que há espaço para as outras àreas, tou apenas curioso como é que é assim tão fulcral estudar uma língua morta numa idade tão nova.

 

 

 

Eu concordo que a mitologia é importante. Mas é fulcral aprender a língua para aprender a mitologia?

Pelo mesmo motivo que tens história. Porque é importante saberes como é que a sociedade chega a este momento.

 

Fulcral não é. Mas terá a sua importância certamente. Como outras disciplinas que terão influenciado a tua decisão ao escolher Eng. Informática.

 

Eu sou apologista das disciplinas que desenvolvam o pensamento. E esta disciplina tem muito disso. Se não se tornar em mais uma disciplina em que o mote é 'eu - professor - digo, tu decoras e repetes.'

 

Mas tal como defendo que TIC e Educação Física, por exemplo, devem ser estas opcionais esta disciplina também.

 

EDIT: Ah, para aprender a mitologia não. Mas ajuda a compreendê-la melhor, claro. Tal como à nossa língua.

Editado por Mayday

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Educação física opcional????? :confuso: Ainda por cima hoje em dia com o sedentarismo cada vez maior dos putos? u mad?

 

Concordo a 100% que a educação deve passar pelo estímulo do pensamento e não pelo decoranço, mas isso depende mais da forma como cada disciplina é ensinada do que propriamente da escolha de disciplinas, com algumas excepções (ex filosofia).

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A educação física deve ser obrigatória e ensinada com qualidade devendo ser bem mais do que por os putos a jogar à bola.

Os miúdos devem ser ensinados a não só fazer exercício mas também a cuidar da máquina que é o seu corpo e a alimenta-la de forma correcta para não criar vícios.

 

Isto se não quiserem ficar com uma sociedade cheia de gordos (dedicatória), obesos mórbidos que ao fim de 30 anos de vida ou morrerem ou dão ultra-despesas ao Estado no departamento da saúde. Tipo eu.

Editado por SAS_Robben

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Educação física opcional????? :confuso: Ainda por cima hoje em dia com o sedentarismo cada vez maior dos putos? u mad?

 

Concordo a 100% que a educação deve passar pelo estímulo do pensamento e não pelo decoranço, mas isso depende mais da forma como cada disciplina é ensinada do que propriamente da escolha de disciplinas, com algumas excepções (ex filosofia).

A Educação Física, a Educação Musical, EVT, ET, TIC. E sei lá mais o quê. Exactamente porque, não é por meteres alguém a correr atrás de uma bola ou a saltar ao eixo que vais acabar com o sedentarismo de um jovem se este mesmo jovem chegar a casa e os pais permitiram que depois do lanche ele passe o resto do dia alapado a jogar consola. Ao tornar uma disciplina opcional eu defendo que deve ser o encarregado de educação (e o próprio jovem) a tomar a iniciativa de combater o sedentarismo ou o que for.

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Ed. Física opcional? :estrelas: TIC ainda dou de barato, apesar de não concordar, mas porquê Ed. Física? Ainda por cima nos dias de hoje, onde a maior parte dos putos só faz exercício quando tem Ed. Física?

 

 

A educação física deve ser obrigatória e ensinada com qualidade devendo ser bem mais do que por os putos a jogar à bola.Os miúdos devem ser ensinados a não só fazer exercício mas também a cuidar da máquina que é o seu corpo e a alimenta-la de forma correcta para não criar vícios.Isto se não quiserem ficar com uma sociedade cheia de gordos (dedicatória), obesos mórbidos que ao fim de 30 anos de vida ou morrerem ou dão ultra-despesas ao Estado no departamento da saúde. Tipo eu.

Nunca os ginásios estiveram tão cheios como agora. Arrisco até dizer que nunca se fez tanto exercício como hoje.

 

Eu já desenvolvo porque agora tenho que sair.

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Eu gostava de saber como é que o Indiana Jones se desenrascaria das trapalhadas em que andava envolvido se não soubesse Latim e Grego. Ora aí está uma boa aplicação prática dessas línguas.

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Nunca os ginásios estiveram tão cheios como agora. Arrisco até dizer que nunca se fez tanto exercício como hoje.

 

Eu já desenvolvo porque agora tenho que sair.

 

Faz-se muito exercício mas muitas vezes faz-se mal feito, pelos piores motivos e utilizando métodos de apoio que só pioram a saúde.

A nutrição tb é algo que faz falta à educação e se andarmos uma vida inteira a ensinar a "Roda dos Alimentos" nunca mais saímos da cepa torta.

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Eu gostava de saber como é que o Indiana Jones se desenrascaria das trapalhadas em que andava envolvido se não soubesse Latim e Grego. Ora aí está uma boa aplicação prática dessas línguas.

 

Vim de para-quedas portanto preciso de saber se concordas com o aprender grego e latim ou não para perceber a tua ironia.

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Visitante

Eu não concordo que se deva ensinar este tipo de línguas "mortas" no ensino básico. No Secundário, acho muito bem que haja essa opção para os cursos de Humanidades :)

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O ensino hoje obriga a que o aluno tenha demasiadas disciplinas e demasiada matéria. O que provoca uma carga horária excessiva e uma desigualdade na aprendizagem. Ora, eu entendo que o ensino deveria obrigar à aprendizagem das disciplinas importantes (Português, Matemática, etc) e depois apresentasse uma série de disciplinas opcionais que o aluno escolheria em cada ano. O leque de opcionais seria obviamente alargado e poderíamos incluir o ensino artístico por exemplo, as línguas, o empreendedorismo, etc...

 

Mas também, se achamos que é excessivo, a solução não está em tirar. Tornamos opcional e damos o poder de decisão ao aluno e encarregado.

 

O que é que isto traria de bom?

 

1- Aliviaria o aluno de matéria "desnecessária".

Não seria estranho se eu disse que a maioria dos alunos selecciona as disciplinas que quer efectivamente aprender (ou pelo menos dedicar-se mais) deixando as outras para segunda plano porque são... obrigatórias. Mas se ao invés de serem obrigatórias tivessem sido escolhidas pelo aluno a aprendizagem seria equivalente às obrigatórias.

E assim o plano de estudo do aluno seria mais equilibrado. Haveria um maior foco no estudo e na aprendizagem.

 

2 - O aluno poderia ir adquirindo mais conhecimento sobre mais coisas.

Porquê? Porque em 12 anos de estudo haveria tempo para aprender todas as coisas pelas quais o aluno se interessasse. Ou seja ao invés do aluno ter num ano musica, evt, filosofia, cultura classica + as obrigatórias podia ter num ano musica, no outro filosofia, assim por diante.

Ora, com isto ganhava-se também o quê? Uma leque mais alargado de conteúdos programáticos. Mais matéria, sim, mas mais tempo e capacidade para aprendê-la.

 

Vejam TIC. O programa é tão curto e tem tão pouca matéria que se se resume à formatação de texto em Word, excel... É importante? É! Sem dúvida. Mas se esta fosse uma disciplina opcional o programa poderia ser alargado e quem se decidisse por informática poderia aprender muito mais e melhor. Ao invés disso é uma disciplina equivalente ao intervalo porque hoje um jovem já sabe quase tanto como o professor de TIC.

 

Com isto conseguia-se uma coisa também muito importante. O aluno poderia depois escolher que disciplinas é que quer que contem para a média. Porque se o aluno que escolheu Educação Física quer seguir desporto não tem que se dedicar mais à Matemática porque é esse exame que lhe permite entrar em... Desporto.

 

3 - Na hora de escolher o curso superior o aluno teria certamente muito mais conhecimento sobre as áreas e uma melhor capacidade de decisão.

Eu ás vezes vejo as opções dos alunos nas candidaturas aos cursos superiores e espanta-me como é que alguém pode escolher como primeira e segunda opção cursos de áreas tão distintas. Já para não falar naqueles que escolhem meia dúzia de opções. Leva-me a crer que a maioria dos alunos quando chega à hora da decisão não sabe o que escolher e que o que mais importa é mesmo entrar. Depois logo se vê. (Isto tem também a ver com a cultura do ensino superior. Ainda ontem ouvi o hino do ISCPS ou lá o que é cantado pela tuna e o refrão era qualquer coisa como: fui buscar o diploma mas trouxe o garrafão. Genial!)

 

Não é por a disciplina ser obrigatória que o aluno a vai aprender ou dedicar-se a ela. Não é por se ensinar desporto e nutrição que o aluno vai deixar de ser sedentário. Se uma semana em casa com os pais destrói os 90 minutos de Educação Física.

 

É muito fácil dizer que a solução é ensinar melhor. E era tão bom que fosse só isso. Mas só quem se mete do lado de lá das mesas é que percebe que esse é um argumento parvo. E pior ainda é saber que naquela sala de 20 alunos só 5 têm interesse na disciplina mas o professor tem que ensinar por igual aos 20 e não apenas aqueles 5. E o sistema tem que ser repensado rapidamente porque não é fácil ter quase 30 alunos numa sala nem é fácil ser aluno e estar tão sobrecarregado.

 

Haverá mais por falar acerca disto mas acho que assim resumindo fica explicado.

Editado por Mayday

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Vim de para-quedas portanto preciso de saber se concordas com o aprender grego e latim ou não para perceber a tua ironia.

 

Rapidamente é assim: se acham que é importante, e se é sabido que as línguas clássicas estão na origem da língua portuguesa porque não se incluem as bases destas matérias no plano curricular da disciplina de Português?

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Rapidamente é assim: se acham que é importante, e se é sabido que as línguas clássicas estão na origem da língua portuguesa porque não se incluem as bases destas matérias no plano curricular da disciplina de Português?

Porque está demasiado preenchido.

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Eu percebo. Mas a ideia é introduzir (substituo por sensibilizar) a Cultura Clássica a alunos do Ensino Básico. Fazer as coisas mal e porcamente é tornar uma disciplina que tem como objectivo sensibilizar (pronto) para a importância deste tema tornando a disciplina aborrecida e pesada.

 

Chamarão os nomes pelos bois quando, e se, chegarem à faculdade para estudar algo que obrigue à aprendizagem da Cultura Clássica. Mas tenho a confiança de que os professores não vão chamar Hércules ao Herácles sem explicar devidamente a diferença entre as duas figuras na mitologia grega e na mitologia romana.

 

Compreenderás também por certo que é perfeitamente compreensível, e já que a nossa língua deriva do Latim, chamar Ulisses e não Odisseu ou Odysseýs. Mesmo quem traduz do Grego traduz na forma "latinizada". E isso não invalida que não se saiba a verdadeira designação. Olha o Spikey que estuda, sabe, e o professor (bom, por sinal), na tua opinião lhe ensina mal.

 

Latinar não é errado. Muito menos quando o que queremos é introduzir a mitologia e a Cultura Clássica a alunos do Ensino Básico.

 

eu sou contra a propagação de nomes em romano quando se fala dos heróis -gregos- num cenário de mitologia -grega-. Poucas são as vezes que se fala do Hércules da mitologia grega. E para os romanos, o nome Ulisses não era usado tanto para o herói grego inteligente e corajoso, mas sim para o Rei grego ladrão, cruel e mentiroso. Neste caso tens uma abordagem diferente para o mesmo indivíduo mas vista de pontos de vista diferentes.

Acho que é importante manter um certo rigor nos nomes. E basta ir à wikipedia para ter uma noção importante de nomes: Heracles tem uma página com imensa informação, mas a página de Hercules...nem tanto. O mesmo acontece com Odisseu/Ulisses. Por isso, para ensinar a miúdos do básico, era fantástico se começassem por ensinar os nomes correctos. De pequenino se torce o pepino.

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O ensino hoje obriga a que o aluno tenha demasiadas disciplinas e demasiada matéria. O que provoca uma carga horária excessiva e uma desigualdade na aprendizagem. Ora, eu entendo que o ensino deveria obrigar à aprendizagem das disciplinas importantes (Português, Matemática, etc) e depois apresentasse uma série de disciplinas obrigatórias que o aluno escolheria em cada ano. O leque de opcionais seria obviamente alargado e poderíamos incluir o ensino artístico por exemplo, as línguas, o empreendedorismo, etc...

 

Mas também, se achamos que é excessivo, a solução não está em tirar. Tornamos opcional e damos o poder de decisão ao aluno e encarregado.

 

O que é que isto traria de bom?

 

1- Aliviaria o aluno de matéria "desnecessária".

Não seria estranho se eu disse que a maioria dos alunos selecciona as disciplinas que quer efectivamente aprender (ou pelo menos dedicar-se mais) deixando as outras para segunda plano porque são... obrigatórias. Mas se ao invés de serem obrigatórias tivessem sido escolhidas pelo aluno a aprendizagem seria equivalente às obrigatórias.

E assim o plano de estudo do aluno seria mais equilibrado. Haveria um maior foco no estudo e na aprendizagem.

 

2 - O aluno poderia ir adquirindo mais conhecimento sobre mais coisas.

Porquê? Porque em 12 anos de estudo haveria tempo para aprender todas as coisas pelas quais o aluno se interessasse. Ou seja ao invés do aluno ter num ano musica, evt, filosofia, cultura classica + as obrigatórias podia ter num ano musica, no outro filosofia, assim por diante.

Ora, com isto ganhava-se também o quê? Uma leque mais alargado de conteúdos programáticos. Mais matéria, sim, mas mais tempo e capacidade para aprendê-la.

 

Vejam TIC. O programa é tão curto e tem tão pouca matéria que se se resume à formatação de texto em Word, excel... É importante? É! Sem dúvida. Mas se esta fosse uma disciplina opcional o programa poderia ser alargado e quem se decidisse por informática poderia aprender muito mais e melhor. Ao invés disso é uma disciplina equivalente ao intervalo porque hoje um jovem já sabe quase tanto como o professor de TIC.

 

Com isto conseguia-se uma coisa também muito importante. O aluno poderia depois escolher que disciplinas é que quer que contem para a média. Porque se o aluno que escolheu Educação Física quer seguir desporto não tem que se dedicar mais à Matemática porque é esse exame que lhe permite entrar em... Desporto.

 

3 - Na hora de escolher o curso superior o aluno teria certamente muito mais conhecimento sobre as áreas e uma melhor capacidade de decisão.

Eu ás vezes vejo as opções dos alunos nas candidaturas aos cursos superiores e espanta-me como é que alguém pode escolher como primeira e segunda opção cursos de áreas tão distintas. Já para não falar naqueles que escolhem meia dúzia de opções. Leva-me a crer que a maioria dos alunos quando chega à hora da decisão não sabe o que escolher e que o que mais importa é mesmo entrar. Depois logo se vê. (Isto tem também a ver com a cultura do ensino superior. Ainda ontem ouvi o hino do ISCPS ou lá o que é cantado pela tuna e o refrão era qualquer coisa como: fui buscar o diploma mas trouxe o garrafão. Genial!)

 

Não é por a disciplina ser obrigatória que o aluno a vai aprender ou dedicar-se a ela. Não é por se ensinar desporto e nutrição que o aluno vai deixar de ser sedentário. Se uma semana em casa com os pais destrói os 90 minutos de Educação Física.

 

É muito fácil dizer que a solução é ensinar melhor. E era tão bom que fosse só isso. Mas só quem se mete do lado de lá das mesas é que percebe que esse é um argumento parvo. E pior ainda é saber que naquela sala de 20 alunos só 5 têm interesse na disciplina mas o professor tem que ensinar por igual aos 20 e não apenas aqueles 5. E o sistema tem que ser repensado rapidamente porque não é fácil ter quase 30 alunos numa sala nem é fácil ser aluno e estar tão sobrecarregado.

 

Haverá mais por falar acerca disto mas acho que assim resumindo fica explicado.

 

Não tenho tempo para estar a esmiuçar tudo o que disseste porque estou estudando, mas não concordo em quase nada.

 

1º bold - disciplinas obrigatórias mas que o aluno escolhia em cada ano? Então mas se são obrigatórias não podem ser escolhidas...

 

2º bold - isso não faz nenhum sentido. Se dás o poder de decisão a um aluno para escolher quais são as disciplinas que quer que contem para a média, porque é que ele se havia de se esforçar nas que não contam?

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eu sou contra a propagação de nomes em romano quando se fala dos heróis -gregos- num cenário de mitologia -grega-. Poucas são as vezes que se fala do Hércules da mitologia grega. E para os romanos, o nome Ulisses não era usado tanto para o herói grego inteligente e corajoso, mas sim para o Rei grego ladrão, cruel e mentiroso. Neste caso tens uma abordagem diferente para o mesmo indivíduo mas vista de pontos de vista diferentes.

Acho que é importante manter um certo rigor nos nomes. E basta ir à wikipedia para ter uma noção importante de nomes: Heracles tem uma página com imensa informação, mas a página de Hercules...nem tanto. O mesmo acontece com Odisseu/Ulisses. Por isso, para ensinar a miúdos do básico, era fantástico se começassem por ensinar os nomes correctos. De pequenino se torce o pepino.

Nas traduções, nos programas dos cursos superiores, no quotidiano usa-se o nome Ulisses e é esse nome que se achou apropriado para designar comummente o herói. Tu não vais insistir com um aluno que o nome do herói é Odisseu e que é assim que ele tem que saber. Vais explicar que o nome é Odisseu mas que nós chamamos Ulisses. E que é assim que eles vão encontrar nos livros e em todo o lado e que por isso ele será Ulisses.

 

Importante é que se saiba. Depois, é deixar com o aluno. O pensamento critico dele determinará se ele vai aceitar Ulisses ou se vai contestar.

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Nas traduções, nos programas dos cursos superiores, no quotidiano usa-se o nome Ulisses e é esse nome que se achou apropriado para designar comummente o herói. Tu não vais insistir com um aluno que o nome do herói é Odisseu e que é assim que ele tem que saber. Vais explicar que o nome é Odisseu mas que nós chamamos Ulisses. E que é assim que eles vão encontrar nos livros e em todo o lado e que por isso ele será Ulisses.

 

Importante é que se saiba. Depois, é deixar com o aluno. O pensamento critico dele determinará se ele vai aceitar Ulisses ou se vai contestar.

 

se todos chamam Ulisses e tu ensinas "o nome verdadeiro é Odisseu! Mas ninguém diz ou quer saber, todos dizemos Ulisses", tu achas mesmo que muita gente vai dizer "Epá, ele é Odisseu. Se calhar vou dizer mesmo Odisseu"? Não te enganes.

 

É o mesmo problema que há com o Ferdinand Magellan. Porque é que não ensinamos aos miúdos que grande parte do mundo lhe chama Ferdinand Magellan? Ya, o nome é Fernão de Magalhães, mas...

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Não tenho tempo para estar a esmiuçar tudo o que disseste porque estou estudando, mas não concordo em quase nada.

 

1º bold - disciplinas obrigatórias mas que o aluno escolhia em cada ano? Então mas se são obrigatórias não podem ser escolhidas...

 

2º bold - isso não faz nenhum sentido. Se dás o poder de decisão a um aluno para escolher quais são as disciplinas que quer que contem para a média, porque é que ele se havia de se esforçar nas que não contam?

Desculpa, no primeiro bold eram opcionais. Vou corrigir.

 

Quanto ao 2º bold o que eu digo é precisamente o contrário. E quando eu falo em esforço, falo por exemplo na preparação para um exame nacional. Porque durante o ano lectivo o esforço é equitativo.

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