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Nunca o Benfica perdeu tanto como com Vitória. E isso conta para alguma coisa?

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Nunca o Benfica perdeu tanto como com Vitória. E isso conta para alguma coisa?

A pré-época do Benfica não passou pela Luz e os adeptos só viram os craques pela TV, a tarde e más horas. Os encarnados, com Rui Vitória, superaram o pior registo (que era de Jorge Jesus) desde 01/02.

 

Como se não bastasse ter visto o treinador campeão nacional sair para o rival da Segunda Circular; como se não bastasse ter visto um dos capitães, Maxi Pereira, assinar por outro rival, o da Invicta; como se não bastasse ter visto Lima, o goleador com pés de veludo, partir rumo às arábias em busca do contrato da sua vida; como se não bastasse tudo isto, o Benfica de Rui Vitória não vence. Em cinco jogos da pré-época, os encarnados perderam três, empataram dois, sofreram oito golos e só marcaram três. E nem o jogo contra o América, que o Benfica venceu, a custo, nos penáltis (no final dos 90 minutos o jogo ficou 0-0), chegou para “salvar” a pré-época. Nunca este século o Benfica agregou tão maus resultados na véspera de começar a rolar a bola à séria.

 

É certo e sabido que estes jogos de pré-época não contam para grande coisa. Mas nenhum adepto fica satisfeito quando a equipa não vence, mesmo que seja a feijões, mesmo que o jogo contra o Monterrey passe às quatro da madrugada, nenhum benfiquista o fica. E a Supertaça com o Sporting é já domingo, no Algarve.

 

Mas será mesmo caso para que soem as sirenes de alarme nas hostes encarnadas? Quim, guarda-redes trintão que ainda calça as luvas no Desportivo Aves, é um dos jogadores mais velhos e com mais títulos nos campeonatos profissionais. Jogou no Benfica durante seis temporadas, entre 2004/2005 e 2009/2010, sendo campeão na primeira, com Trapattoni, e na última, com Jorge Jesus. O ex-guardião benfiquista não crê que os maus resultados da pré-época venham afligir o balneário.

 

“Numa pré-época , mais a mais num clube como é o Benfica, os jogos são para vencer. Sempre. Mas é perfeitamente natural que não se vença sempre. Os treinadores ainda estão numa fase de estudo dos jogadores que têm à disposição. São jogos com muitas substituições, a condição física nem sempre é a desejada, e nem sempre se vence. É normal.” Já convencer os adeptos de que é normal, é outra conversa. “Os adeptos, que querem ganhar tanto quanto nós, ficam de ‘pé atrás’. Mas o treinador e o plantel, se sentirem que estão a trabalhar bem, não vêem nas derrotas da pré-época razão para alarmismo.” Quim, outrora campeão no Benfica, garante que na pré-época o mais importante é “formar um balneário, uma família”.

 

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Não é como começa, mas como acaba?

 

O Benfica já fez magnificas pré-épocas. Em 2001/ 2002, a primeira temporada do século, em sete jogos, o clube da Luz só empatou um e contou por vitórias os restantes. Resultado final? A dupla Toni e Jesualdo separou-se com a Liga a meio, foi Jesualdo quem veio a terminar a época como treinador principal e o Benfica terminou fora do pódio, em 4º lugar. Em 2005/2006, com Ronald Koeman a substituir no banco a velha raposa Giovanni Trapatonni, que deixou a Luz campione, o Benfica terminou em 3º lugar, mesmo tendo feito uma pré-época digna de campeão: seis vitórias em nove jogos.

 

Em 2009/2010, Jorge Jesus, vindo de Braga, contrariou a história, e provou que é possível dar uma alegria aos adeptos de julho até maio. Nessa temporada, o Benfica não só foi campeão, como realizou uma das melhores pré-épocas da sua história. Curiosamente, na temporada passada, Jesus consegue o tão desejado “bi”– que teimava em fugir da Luz desde os dias em que Eriksson se sentava no banco dos encarnados –, mas o verão não lhe foi fácil: era do Benfica de Jesus o pior resultado do século em pré-épocas. Era. Rui Vitória superou esse registo na pré-época de 2015/2016.

 

O primeiro jogo oficial dos encarnados é a doer e pode vir a dar-lhes o “triplete” em 2014/2015: Liga, Supertaça e Taça da Liga. O troféu disputa-se este domingo, no Estádio Algarve. O adversário é o Sporting, detentor da Taça de Portugal, e no banco dos leões vai sentar-se Jorge Jesus, que nos últimos seis anos foi guiou o Benfica à conquista de três campeonatos.

 

Quim, apesar da má pré-época, tem esperança que o Benfica vença a Supertaça, mesmo que não seja o favorito. “Uma coisa é um jogo de pré-época, outra é um jogo ‘a doer’, um jogo que vale um título. Na pré-época vimos um Benfica a sentir muitas dificuldades, é verdade, um Benfica que tem um treinador novo, com métodos igualmente novos, saíram muitos jogadores que são importantes, e não senti um Benfica tão forte como em temporadas passadas. Mas espero que seja um bom jogo, bem disputado, e que, vencendo o Benfica, a moral suba e ninguém se lembre mais da pré-época.”

Pela primeira vez, o Benfica não pisou a relva da Luz na pré-época

 

Pela primeira vez, o Benfica não pisou a relva da Luz na pré-época

O Benfica andou pela América do Norte na pré-época — a imprensa desportiva garante que os clube terá recebido cerca de 3,5 milhões pelo tour americano –, o que significa que, pela primeira vez na sua história, o Benfica não se apresentou aos adeptos no Estádio da Luz. Foram dezoito dias a viajar, do Canadá aos Estados Unidos, dos Estados Unidos ao México. A diferença horária chegou a ser de cinco horas, os jogos, cá, eram transmitidos de madrugada, e a equipa só esta segunda-feira chegou a Lisboa.

 

Agora, há que recuperar. Mas há tempo para recuperar até domingo? Henrique Jones, o antigo diretor clínico da seleção nacional, acredita que sim. Ele que foi o médico da seleção que disputou, por exemplo, o Mundial da Coreia do Sul e do Japão, ou, mais recentemente, em 2010, o do Brasil, duas competições que são de má memória para Portugal.

 

“O jet lag é um problema. Mas é importante dizer que nem todos os futebolistas reagem da mesma forma à mudança de fuso horário e de continente. Na hora de recuperar um atleta, há várias soluções à nossa disposição: o uso de medicamentos, a introdução imediata no horário do país de destino, a adequação das horas de treino, o reforço da hidratação ou o ajuste da alimentação.”

 

Quanto à recuperação do Benfica para o jogo de domingo, com o Sporting, Henrique Jones acredita que é possível, mas muito, muito em cima da hora. É que o Benfica jogou com uma média de cinco fusos horários de diferença — de Lisboa para Monterrey, no México, a diferença horária é de seis horas. “Normalmente, por cada fuso horário, nós definimos, à partida, que será necessário, pelo menos, um dia de recuperação. Mas hoje, quando necessário, é-nos possível reduzir esse tempo de recuperação.”

@Observador

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A pré-época do Benfica não passou pela Luz e os adeptos só viram os craques pela TV, a tarde e más horas.

 

Finos fomos nós, que não nos metemos nisso.

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Já sabiam que isto ia correr mal, tentaram fazer com que não fosse muito difundido. :mrgreen:

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Sobre o Barça escreve-se no ESPN «Luis Enrique cannot be too impressed after leading his team to only one victory in four matches. Although results don't matter in preseason, conceding an average of two goals per match is never a good sign

 

O Real Madrid pode ir encomendando as faixas, por este prisma...

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Os resultados seriam irrelevantes se a equipa jogasse alguma coisa, o que não ocorre.

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Estas digressões pela América são lixadas e sentem-se mais ao longo da época. No caso do Benfica acresce ainda a profunda transformação da equipa. Se valeu a pena pelo dinheiro aí já é outra coisa. Até porque para além da competição ainda fizeram a inauguração do estádio.

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Até porque para além da competição ainda fizeram a inauguração do estádio.

 

Isso foi para pagar o favor de ficarem com o Funes Mori.

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só eu é que acho que uma equipa que muda de treinador e q supostamente traz as suas ideias de jogo, claramente distintas das do tecnico anterior, deveria fazer mais de 5 jogos amigaveis?!

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só eu é que acho que uma equipa que muda de treinador e q supostamente traz as suas ideias de jogo, claramente distintas das do tecnico anterior, deveria fazer mais de 5 jogos amigaveis?!

 

Talvez. Mas não é a jogar com PSGs ou Fiorentinas que vão assimilar as ideias de jogo, e ainda para mais não tendo jogado antes.

Acho que antes de partirem para estágio deviam ter feito uns dois ou três jogos (com equipas de menor dimensão tipo distriais ou CNS). Mesmo que esses jogos tivessem a duração de 60', já daria para assimilar muita coisa.

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