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Sporting nunca sofreu tão poucos golos como agora

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Sporting nunca sofreu tão poucos golos como agora

Jorge Jesus blindou a baliza “leonina” igualando os registos de 1996-97 e 1989-90 para o campeonato. FC Porto de Lopetegui está melhor do que na temporada de estreia do espanhol

 

Marcar golos é fundamental para se ganhar no futebol e é aquilo que mais exalta a paixão dos adeptos, mas não os sofrer é também uma virtude e uma arma para ganhar títulos. O Sporting de Jorge Jesus não tem sido uma máquina trituradora das balizas adversárias neste campeonato, mas marca o suficiente para ir vencendo e para liderar isoladamente a Liga. O que verdadeiramente mais distingue o conjunto “leonino” liderado pelo ex-técnico do Benfica é a solidez defensiva que tem apresentado na prova e que lhe vale, por esta altura, um recorde histórico: nunca a equipa de Alvalade sofreu menos golos à passagem da 15.ª jornada e só por duas vezes, desde que há campeonato, igualou o registo de sete golos sofridos nesta fase. A última foi há 19 anos.

 

Corria a temporada de 1996-97, com José Roquette a presidir o Sporting e o belga Robert Waisage a treinar a equipa, antes de ser rendido por Octávio Machado (actual director-geral da SAD do clube) à passagem da 13.ª jornada. Os “leões” tinham sofrido apenas sete golos nas primeiras 15 rondas do campeonato, mas também marcaram poucos golos, 20, o que lhes valia o terceiro lugar da classificação, atrás de FC Porto (com mais onze pontos) e Benfica (a três de distância). Com o belga De Wilde na baliza, a defesa dos lisboetas era composta por Luís Miguel (Gil Baiano), Beto (Oceano), Marco Aurélio e Pedrosa. Terminaria a temporada no segundo lugar, como equipa menos batida da prova (19 golos).

 

Sete golos foram também sofridos nos primeiros 15 jogos do campeonato de 1989-90, mas, mais uma vez, face aos escassos golos marcados (17), o Sporting seguia apenas na quarta posição. A temporada arrancaria com Manuel José no banco, mas encerraria com Raúl Águas aos comandos, com o conjunto “leonino” a terminar em terceiro. E estes são os melhores registos defensivos no historial sportinguista no campeonato nacional, onde apenas por 14 vezes chegou ao final das 15 jornadas iniciais com menos de dez golos consentidos (Ver quadro).

 

Nas últimas duas épocas em que chegou ao título, a equipa de Alvalade tinha números menos impressionantes nesta fase da Liga. Em 1999-00, tinha sofrido 14 golos (marcara os mesmos 26) e em 2001-02, averbara 12 (35 apontados).

 

A actual segurança defensiva do Sporting tem ficado particularmente evidenciada nas partidas contra os seus principais rivais esta temporada em todas as competições. Em quatro encontros disputados (três com Benfica e um com FC Porto) sofreu apenas um golo e venceu todas as partidas, tendo apontado um total de oito golos. Só o avançado benfiquista Kostas Mitroglou conseguiu violar as redes defendidas por Rui Patrício, no Estádio José Alvalade, em partida da Taça de Portugal (2-1). Exclusivamente para o campeonato, não sofreu qualquer golo: 3-0 frente ao Benfica, no Estádio da Luz; 2-0, este sábado, com o FC Porto.

 

Também nenhum adversário conseguiu marcar mais do que um golo ao conjunto de Jorge Jesus na presente Liga, tendo oito deles ficado em branco. As excepções foram Tondela (2-1), Paços de Ferreira (1-1), Académica (3-1), Rio Ave (2-1), Vitória de Guimarães (5-1), Moreirense (3-1) e União (0-1).

 

Mas não é apenas a blindada defesa sportinguista que contribui para Jorge Jesus fazer história em Alvalade, onde há muito tempo um treinador não era tão ovacionado. A última vez que o Sporting liderou o campeonato isoladamente no arranque do mês de Janeiro foi há 14 anos, precisamente quando conquistou o título nacional pela última vez. E antes desse ano de sucesso, comandou também a prova, nesta fase na época, em 1981-82, acabando por segurar o primeiro lugar até ao final.

 

Lopetegui melhor que Lopetegui

Se Jorge Jesus está a conquistar o coração do mais renitente adepto “leonino”, o trabalho de Julen Lopetegui é cada vez mais contestado pelas massas do FC Porto. As críticas são tantas e de tão variadas que o próprio treinador do Sporting veio em socorro do seu colega no final do clássico deste sábado: “Penso que o treinador do FC Porto é de grande qualidade, um líder. Está a fazer um bom campeonato e antes desta jornada tinha mais cinco pontos que o ano passado.”

 

Uma declaração que merece uma prova dos factos. É verdade que os “dragões” antes da partida de Alvalade tinham mais cinco pontos do que em igual período do ano passado, menos um golo marcado (30 contra 31) e os mesmos sete sofridos. E continuam a ter um melhor registo depois do clássico, apesar da derrota, mesmo com a vantagem agora reduzida a apenas dois pontos, tantos quanto a distância actual para os “leões”. A diferença é que têm menos seis golos marcados e mais um sofrido.

 

Na verdade, e apesar das críticas, o FC Porto ainda continua a depender de si próprio para ser campeão, não sendo a derrota em Alvalade anormal face ao passado recente. Na realidade, os nortenhos não venciam na casa “leonina” para a Liga desde 5 de Outubro de 2008. E no Estádio da Luz a última vez que bateram o Benfica foi a 2 de Março de 2012. As deslocações a Lisboa para defrontar os grandes rivais internos não têm sido profícuas, mas já era assim antes do espanhol chegar à Invicta na temporada passada.

 

Apesar de tudo, Lopetegui não está particularmente talhado para os jogos grandes nas competições nacionais. Em sete tentativas, em todas as competições, venceu apenas dois (o último já esta temporada para o campeonato, com o Benfica, no Dragão, por 1-0), contabilizando dois empates e três derrotas. Uma estatística que contrasta com os êxitos dos anos de grande domínio dos “dragões” em Portugal, mas que confirma o crescimento competitivo de Benfica e do Sporting.

 

Vitória atrás de Jesus

No rescaldo do clássico com o FC Porto, Jesus não se ficou apenas pelo apoio inesperado a Lopetegui (com quem viveu episódios polémicos na época anterior), procurando também visar, pela negativa, outros adversários, desta vez sem citar nomes. Para reforçar a injustiça das críticas ao treinador do FC Porto, o técnico referiu que “há quem tenha oito ou nove [pontos] a menos e a esses não se fazem perguntas”. O alvo do técnico sportinguista não foi claro, mas o Benfica de Rui Vitória apresenta-se como o principal candidato à alfinetada, apesar de alguma imprecisão.

 

Os “encarnados” somam realmente menos seis pontos, com mais um golo marcado e mais três sofridos em relação à melhor temporada de Jorge Jesus nos seis anos que passou na Luz. No ano de estreia pela “águia” (que valeu o seu primeiro título), o actual treinador “leonino” alcançara apenas mais dois pontos do que os actuais 34 de Rui Vitória e só ficou abaixo do registo do seu sucessor em 2010-11, com 33 pontos, num ano em que o FC Porto de André Villas-Boas já tinha disparado, nesta fase, em direcção ao título, com oito pontos de vantagem do Benfica.

@Publico

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Guest fiasco

Alguem o vai dizer, mas vale ser eu.

5 deles irregulares.

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«(...) No ano de estreia pela “águia” (que valeu o seu primeiro título), o actual treinador “leonino” alcançara apenas mais dois pontos do que os actuais 34 de Rui Vitória (...)»

As estatísticas valem o que valem... mas comparar a forma como o Benfica joga atualmente com o "rolo compressor" que ganhou o primeiro título da era Jesus é absurdo.

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Sem dúvida, jogava-se muito naquela altura... com o Vitória ganha-se sem saber ler nem escrever.

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Guest fiasco

As estatísticas valem o que valem... mas comparar a forma como o Benfica joga atualmente com o "rolo compressor" que ganhou o primeiro título da era Jesus é absurdo.

 

Fui ver só por curiosidade, 14 expulsões em 30 jogos.

N invalida a qualidade do futebol jogado, mas ajuda.

Esta época, 1 expulsão, que até foi o nosso jogo com mais golos. :mrgreen:

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As expulsões não eram "por acaso", o futebol que a equipa jogava "forçava" o erro do adversário e a falta grosseira passível de sanção com cartão.

Atualmente o adversário não tem sequer de fazer falta, quanto mais ver cartões...

 

E tenho curiosidade em ver a estatística referente a posse de bola e remates à baliza dessa época versus a da época atual. Há algum lado em que se consiga ver esse tipo de informação? No football-lineups não tem isso, penso eu...

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Ter um Di María e um jogador que marcasse quase 40 golos numa época também ajudava a que o Sporting fosse mais parecido a essa Benfica.

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Ter um Di María e um jogador que marcasse quase 40 golos numa época também ajudava a que o Sporting fosse mais parecido a essa Benfica.

Ninguém está a comparar o Sporting com o Benfica, nem é isso que se pretende. Mas efetivamente, com os jogadores do plantel de então, certamente que (até) o Rui faria melhor do que tem feito por agora...

Quim; Maxi, Luisão, David Luíz, Coentrão; Ramires, Javi García, Aimar, Dí Maria; Saviola, Cardozo

Só de lembrar, vieram-me lágrimas aos olhos. Caso para se aplicar o ditado, «sem ovos não há omeletes».

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Um "Di Maria" até têm. Não pode é jogar.

Que para o caso é o mesmo.

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As expulsões não eram "por acaso", o futebol que a equipa jogava "forçava" o erro do adversário e a falta grosseira passível de sanção com cartão.

Atualmente o adversário não tem sequer de fazer falta, quanto mais ver cartões...

 

E tenho curiosidade em ver a estatística referente a posse de bola e remates à baliza dessa época versus a da época atual. Há algum lado em que se consiga ver esse tipo de informação? No football-lineups não tem isso, penso eu...

Assim de cor, tenho a certeza que esse Benfica era superior em quase todos os parâmetros ofensivos (oportunidades de golo criadas, posse de bola, remates à baliza, etc.).

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Assim de cor, tenho a certeza que esse Benfica era superior em quase todos os parâmetros ofensivos (oportunidades de golo criadas, posse de bola, remates à baliza, etc.).

Lembro-me também dos imensos golos que resultavam de bola parada, sobretudo cantos. Houve uma série de jogos em que pelo menos 25% dos cantos dava golo. E dos célebres "bloqueios" na área, que escandalizaram tanta gente :lol:

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Que para o caso é o mesmo.

 

É diferente não usar um jogador por não o ter, de outro que não se quer (por birra)

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Lembro-me também dos imensos golos que resultavam de bola parada, sobretudo cantos. Houve uma série de jogos em que pelo menos 25% dos cantos dava golo. E dos célebres "bloqueios" na área, que escandalizaram tanta gente :lol:

Ainda no jogo de Sábado foram assinaladas duas faltas por bloqueios :mrgreen:

 

E um golo de bola parada 8)

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Ainda no jogo de Sábado foram assinaladas duas faltas por bloqueios :mrgreen:

Gostei particularmente de um momento em que acho que foi o William meter-se entre o Slimani e um defesa do Porto que estava na marcação individual. Um "bloqueio moderno", chamemos-lhe assim...

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Gostei particularmente de um momento em que acho que foi o William meter-se entre o Slimani e um defesa do Porto que estava na marcação individual. Um "bloqueio moderno", chamemos-lhe assim...

Já não é a primeira vez esta época que se vê aquilo, é um tag team :lol:

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Um artigo interessante:

 

http://antoniotadeia.com/article/81/

O Tadeia não se trocou aqui?

inventado por Stefan Kovacs e aperfeiçoado por Rinus Michels

 

É diferente não usar um jogador por não o ter, de outro que não se quer (por birra)

O JJ não o usa porque não o tem disponível no plantel e é isso que se está a falar aqui, do Benfica do Jesus em 09/10 e deste Sporting do Jesus.

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Um artigo interessante:

 

http://antoniotadeia.com/article/81/

O texto é interessante, mas tem algumas lacunas circunstanciais. Quando esteve no Benfica, Jesus não dava tanta supremacia aos movimentos interiores como é dada agora. Lembro-me, aliás, de ter sido com ele que despontaram na equipa grandes laterais e extremos, com movimento colado à linha e diagonais a privilegiar a lateralização do jogo.

Mesmo os movimentos "box-to-box" faziam circular a bola num carrocel com muito envolvimento quer dos defesas laterais, quer dos extremos na construção de jogo.

 

Mesmo no Benfica, por vezes houve variações no modelo de jogo. Algumas delas em jogos cruciais, como jogos decisivos da Champions ou clássicos com o Porto, em que tipicamente se dava mal com essas "mudanças" de esquema tático inconsequentes.

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Ninguém está a comparar o Sporting com o Benfica, nem é isso que se pretende. Mas efetivamente, com os jogadores do plantel de então, certamente que (até) o Rui faria melhor do que tem feito por agora...

Quim; Maxi, Luisão, David Luíz, Coentrão; Ramires, Javi García, Aimar, Dí Maria; Saviola, Cardozo

Só de lembrar, vieram-me lágrimas aos olhos. Caso para se aplicar o ditado, «sem ovos não há omeletes».

Dos melhores onzes do Benfica, não?

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O texto é interessante, mas tem algumas lacunas circunstanciais. Quando esteve no Benfica, Jesus não dava tanta supremacia aos movimentos interiores como é dada agora. Lembro-me, aliás, de ter sido com ele que despontaram na equipa grandes laterais e extremos, com movimento colado à linha e diagonais a privilegiar a lateralização do jogo.

Mesmo os movimentos "box-to-box" faziam circular a bola num carrocel com muito envolvimento quer dos defesas laterais, quer dos extremos na construção de jogo.

 

Mesmo no Benfica, por vezes houve variações no modelo de jogo. Algumas delas em jogos cruciais, como jogos decisivos da Champions ou clássicos com o Porto, em que tipicamente se dava mal com essas "mudanças" de esquema tático inconsequentes.

 

saudades salvio a e maxi a destruírem até à linha de fundo, cruzar para trás e golo.

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O Sporting pode não ter um Di Maria mas tem o Hazard, aka Podence da Silva.

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Guest fiasco

Ninguém está a comparar o Sporting com o Benfica, nem é isso que se pretende. Mas efetivamente, com os jogadores do plantel de então, certamente que (até) o Rui faria melhor do que tem feito por agora...

Quim; Maxi, Luisão, David Luíz, Coentrão; Ramires, Javi García, Aimar, Dí Maria; Saviola, Cardozo

Só de lembrar, vieram-me lágrimas aos olhos. Caso para se aplicar o ditado, «sem ovos não há omeletes».

 

Verdade seja dita, para o mundo do futebol o Quique é melhor treinador que o Rui Vitória.

E mesmo assim n fez nada de especial com um plantel igual ou semelhante.

 

Por isso, nao acho que seja assim tao "certamente".

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