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jFrost

Chidozie renova até 2020

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A forma como se fala de milhões, às vezes, assusta-me. Parecem centavos.

 

Vamos discordar, eu acho que a ideia da cláusula de rescisão é, precisamente, reflectir o valor de um jogador.

 

Eu por acaso vou dizer que não. Apenas e só porque não consegues (realisticamente) andar a adaptá-la constantemente, certo?

 

A clausula de rescisão deve a meu ver reflectir um possível ceiling realístico do jogador, ou então um custo acrescido devido a ser uma clausula em que o clube fica fora da negociação.

 

Se meteres o valor do jogador e ele na época seguinte valorizar-se acima desse valor, acabaste de deixar um retorno ridículo cair-te dos dedos.

 

 

Agora, a maneira como são usadas hj em dia não reflecte isso nem tem essa função... de longe. No fim de contas o agente e o jogador (vá, o agente) têm sempre a possibilidade de rejeitar esta clausula ou mudá-la... se não pensarmos em leverage.

Editado por Lip Iverson

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A cláusula de rescisão nunca pode reflectir o valor do jogador, pelo menos nunca o valor actual, senão os clubes ficavam sempre a perder.

 

Agora, eu acho estas cláusulas exageradas um pouco abusivas, e uma imposição do poder da entidade empregadora (o clube) sobre o trabalhador (o jogador). Ao se colocar um valor na cláusula que é quase impossível algum dia se atingir, desvirtua-se o sentido da cláusula que seria o de dar uma opção de saída para o jogador em caso das coisas mudarem consideravelmente em relação ao momento que aceitou assinar o contrato (como o caso do seu passe se valorizar excepcionalmente), e passa a servir para absolutamente nada, mais valia não ser obrigatória e não existir.

 

O que faria sentido para mim é que para um jogador aceitar valores destes, só o deveria fazer se fosse muito bem compensado com outras coisas, como um salário fora de série. Infelizmente os clubes podem simplesmente dizer que é "política do clube" colocar cláusulas de 60M€ e os jogadores, principalmente os jovens, só baixam a cabeça e dizem que sim, porque sabem que se não renovam os contratos segundo os termos impostos pelo clube, podem perder a oportunidade da vida deles e destruir as suas carreiras. Basta ver como os jogadores são tratados quando não querem renovar, p.ex. o Carrillo; ou se querem um exemplo do meu clube, o do Paulo Assunção que é um exemplo já um bom bocado diferente mas ficou completamente queimado perante os adeptos e a opinião pública apenas por ter accionado um direito seu por lei.

Ficavam porquê? Desculpa, isso não me faz sentido. Se reflecte o valor do jogador então nunca saem a perder. É claro que quando se fala do valor de um jogador de 20 anos, este tem que ter em conta o seu potencial. Mas uma cláusula de rescisão deve, precisamente, reflectir o valor do jogador.

 

Ainda para mais tendo em conta que uma cláusula só é accionada se o dinheiro for pago na íntegra. Por norma elas só são usadas como valor de referência. Haverá assim tantos clubes disponíveis para chutar 15M de uma vez num jogador? E será num qualquer jogador? O que aconteceu nos últimos anos tornou as cláusulas absolutamente irrelevantes.

 

Eu por acaso vou dizer que não. Apenas e só porque não consegues (realisticamente) andar a adaptá-la constantemente, certo?

 

A clausula de rescisão deve a meu ver reflectir um possível ceiling realístico do jogador, ou então um custo acrescido devido a ser uma clausula em que o clube fica fora da negociação.

 

Se meteres o valor do jogador e ele na época seguinte valorizar-se acima desse valor, acabaste de deixar um retorno ridículo cair-te dos dedos.

 

 

Agora, a maneira como são usadas hj em dia não reflecte isso nem tem essa função... de longe. No fim de contas o agente e o jogador (vá, o agente) têm sempre a possibilidade de rejeitar esta clausula ou mudá-la... se não pensarmos em leverage.

Exacto. Ou seja, se quiseres actualizar a cláusula, vais ser obrigado a renovar (e ressarcir devidamente) o jogador. Perfeito!

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Teoricamente, 100% de acordo. Realisticamente, parece-me f*dido garantir integridade, justiça e boa fé nisso. Mas hey, as leis regem-se pela boa fé portanto sim, seria como dizes que se deveria proceder.

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Estamos mesmo a falar de boa-fé, integridade e justiça no que toca a definir uma cláusula de rescisão?

É um ponto do contrato como outro qualquer e é acordado pelas duas partes. O empregador deve tentar colocar a cláusula de rescisão o mais alto possível porque é assim que o empregador ganha mais. Isto é como dizer que o empregado devia recusar assinar por 1.000.000.000€/hora se assim o empregador lhe propuser porque isso não reflete o valor dele. Se o empregador aceita, o empregado tem é de tentar maximizar o seu salário!

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O frosttheking está só a ser idiota, mas este momento foi mesmo só para não dar o braço a torcer, diz lá!

 

:mrgreen:

 

Foi uma pequena provocação :mrgreen:

 

Mas que no fundo tem alguma verdade, clausulas de rescisão são necessárias para os clubes se ressalvarem, porém muitas vezes exagera-se muito no valor destas.

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Estamos mesmo a falar de boa-fé, integridade e justiça no que toca a definir uma cláusula de rescisão?

É um ponto do contrato como outro qualquer e é acordado pelas duas partes. O empregador deve tentar colocar a cláusula de rescisão o mais alto possível porque é assim que o empregador ganha mais. Isto é como dizer que o empregado devia recusar assinar por 1.000.000.000€/hora se assim o empregador lhe propuser porque isso não reflete o valor dele. Se o empregador aceita, o empregado tem é de tentar maximizar o seu salário!

Eu estou a comentar o que acho que deve ser uma cláusula de rescisão. Se vamos brincar às cláusulas de 60M então não vejo a utilidade das mesmas para o atleta. E eu não vejo lógica em "pontos de contrato" que só sirvam para beneficiar o empregador. Desculpa-me o esquerdalhismo.

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Ficavam porquê? Desculpa, isso não me faz sentido. Se reflecte o valor do jogador então nunca saem a perder. É claro que quando se fala do valor de um jogador de 20 anos, este tem que ter em conta o seu potencial. Mas uma cláusula de rescisão deve, precisamente, reflectir o valor do jogador.

 

Ainda para mais tendo em conta que uma cláusula só é accionada se o dinheiro for pago na íntegra. Por norma elas só são usadas como valor de referência. Haverá assim tantos clubes disponíveis para chutar 15M de uma vez num jogador? E será num qualquer jogador? O que aconteceu nos últimos anos tornou as cláusulas absolutamente irrelevantes.

 

Eu tava a pensar à FM e a me esquecer do "pormenor" das cláusulas terem de ser pagas a pronto. Mas continuo a achar que também é um bocado parvo para o clube aceitar uma cláusula de rescisão correspondente ao valor actual de um jogador, quando o modelo de negócio da maior parte dos clubes profissionais depende imenso do lucro que conseguem obter com transferências. Aliás, perder-se-ia um incentivo a tentar valorizar um jogador.

 

Isto torna-se mais relevante nos jogadores jovens, para os quais não só o valor tem de ter em conta o potencial como tu dizes (e não apenas o nível actual do jogador, o que ele consegue render num jogo amanhã), mas também o facto de o valor de um jogador jovem é muito mais volátil dado que é mais difícil de prever de se ele irá evoluir, para além de que muitas vezes a qualidade está lá e sempre esteve, mas como são tão jovens ainda não o demonstraram em campo frente às câmaras logo o valor de mercado não reflecte a tal qualidade.

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Estamos mesmo a falar de boa-fé, integridade e justiça no que toca a definir uma cláusula de rescisão?

É um ponto do contrato como outro qualquer e é acordado pelas duas partes. O empregador deve tentar colocar a cláusula de rescisão o mais alto possível porque é assim que o empregador ganha mais. Isto é como dizer que o empregado devia recusar assinar por 1.000.000.000€/hora se assim o empregador lhe propuser porque isso não reflete o valor dele. Se o empregador aceita, o empregado tem é de tentar maximizar o seu salário!

 

O problema é que as renovações são feitas algum tempo antes do contrato terminar, e em caso de não-renovação (o clube pode mão negociar certos aspectos do contrato, pois tem a faca e o queijo na mão), o jogador fica sem possibilidade de continuar a exercer a sua profissão e acaba por ser punido desportiva e financeiramente.

Eu não me importava que as cláusulas de rescisão fossem fixadas proporcionalmente ao vencimento do jogador. Creio que dessa forma ficariam todos contentes, e se acabaria com boa parte dos pontos negativos de propor uma cláusula irrealista.

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