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Prémios Nobel 2017

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Citação do jornal "Expresso" online

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Nobel da Medicina para trio americano que mostrou o funcionamento do relógio biológico

Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young são os contemplados com o prémio Nobel da Medicina de 2017 “pelas suas descobertas dos mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano”

Os norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young são os contemplados com o prémio Nobel da Medicina de 2017 “pelas suas descobertas dos mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano”, acaba de anunciar a academia sueca.

“As duas descobertas mostram como as plantas, os animais e os humanos adaptam o seu ritmo biológico de modo a que esteja sincronizado com as revoluções da Terra”, refere o comunicado.

O trio “conseguiu entrar dentro do nosso relógio biológico e elucionar sobre o seu funcionamento interno”.

O ritmo circadiano adapta a fisiologia às diferentes fases do dia, influenciando o sono, o comportamento, os níveis hormonais, a temperatura do corpo e o metabolismo.

Robash é da Universidade Brandeis, Young da Universidade Rockefeller e Hall da Universidade de Maine

O trio irá repartir o prémio que tem o valor pecuniário de cerca de 934 mil euros.

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O da Literatura sairá quinta-feira às 12h portuguesas.

 

Noutro tópico:

 

:lol:

 

Acho que as listagens das odds só vão começar a mexer a sério quando anunciarem a data, mas não acredito (salvo seja, depois do ano passado já acredito em tudo) que fuja muito disto:

 

- Ngugi wa Thiongo

 

Queniano relativamente premiado e em fim de vida. Pode ser também uma forma de devolver o prémio a África, foge-lhe desde o Coetze.

 

- Murakami

 

Crónico candidato. Multi-premiado. Nenhum dos últimos dois era um romancista, pode ajudar.

 

- Javier Marías

 

Já se falava o ano passado. É um romancista relativamente mediático, premiado, também encaixa no white male novelist que foi o padrão durante anos.

 

- Amos Oz

 

Há cinquenta anos que um israelita não é premiado. Hiper-premiado também.

 

- Adónis

 

Também se falava muito o ano passado. Está no fim de vida, tal como o queniano, mas ainda ainda este ano teve obras reeditadas cá.

 

- Margaret Atwood

 

Autora dos livros que deram origem à série que muitos de vocês vêem. A carreira dela ganhou novo fôlego por isso mesmo, o ano passado ninguém a consideraria. No entanto, não me lembro de quem foi a última mulher romancista (e não contista) premiada.

 

 

Dito isto, há outros. O Salman Rushdie, o Roth, os próprios Mia Couto, Lobo Antunes ou Kundera estarão facilmente numa shortlist a 50, são dos grandes romancistas europeus do século, em fim de vida, com obras publicadas há não muito tempo.

 

Eu acho que este ano voltamos aos white male novelists, acho que não voltam a dar um prémio a um americano... O Murakami é um crónico candidato, mas é novo, e isso vai pesando. Mais facilmente ganhará o queniano (podia estar a falar de atletismo)... Bem, depois do ano passado é difícil fazer previsões sérias.

 

Eles próprios podem ainda não ter o assunto arrumado. É numa quinta-feira, significa que ou é dia 5 ou dia 12.

Editado por Chandler

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Bem, feito o anúncio da data do de Literatura ontem, e tendo em conta que a decisão foi tomada na passada quinta-feira, as odds de Kon Un, poeta sul-coreano, e Nawal El Saadawi, egípcia, parecem ter dado um salto valente.

 

Costuma ser um bom indicador.

 

Edit: Olhando outra vez, tenho a sensação de que o Lobo Antunes também não tinha uma odd tão razoável há uma semana atrás, de repente está nos quinze maiores candidatos. Será desta?

Editado por Chandler

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Citação do jornal "Expresso" online

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Nobel da Física para trio que contribuiu para a “observação das ondas gravitacionais”

Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne, os contemplados com o Nobel da Física de 2017, contribuíram para a observação das ondas gravitacionais – “um testemunho das disrupções do próprio tempo” – previstas na Teoria da Relatividade de Einstein, que não acreditava na possibilidade destas serem registadas

O secretário-geral da academia sueca anunciou esta terça-feira a atribuição do prémio Nobel da Física para os norte-americanos Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne, pela sua “contribuição decisiva para a observação das ondas gravitacionais”.

As ondas gravitacionais já haviam sido previstas por Einstein há 100 anos na sua Teoria da Relatividade, mas só foram finalmente registadas em 2015 pelo Observatório de Ondas-Gravitacionais de Laser Interferómetro, que integra cerca de um milhar de investigadores de mais de 20 países, entre os quais os laureados.

“Os pioneiros Rainer Weiss e Kip S. Thorne, juntamente com Barry C. Barish, o cientista e líder que conduziu a conclusão do projeto, asseguraram que quatro décadas de esforços levasse a que as ondas gravitacionais fossem finalmente observadas", refere o comunicado da academia.

“As ondas gravitacionais espalham-se à velocidade da luz, enchendo o universo, tal como Albert Einstein descreveu na sua Teoria Geral da Relatividade. Elas são sempre criadas quando a massa acelera, como quando um patinador de gelo faz piruetas ou dois buracos negros rodam em torno um do outro. Einstein estava convencido de que nunca seria possível medi-los”, acrescenta o comunicado.

A academia frisa ainda que “as ondas gravitacionais são um testemunho das disrupções do próprio tempo” e que a ”possibilidade de as registar e de interpretar a sua mensagem” abre portas para inúmeras novas descobertas.

Rainer Weiss é investigador do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Barry Barish e Kip Thorne trabalham no California Institute of Tehnology. Weiss vai receber metade do montante do prémio e os outros dois parceiros partilham a restante metade.

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Citação do jornal "Expresso" online

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Nobel da Química para trio que desenvolveu microscópio que melhora a observação das biomoléculas

Jacques Dubochet, Joachim Frank e Richard Henderson são os contemplados com o Prémio Nobel da Química 2017

O prémio Nobel da Química 2017 foi atribuído ao suíço Jacques Dubochet, ao alemão naturalizado norte-americano Joachim Frank e ao escocês Richard Henderson, pelo desenvolvimento do microscópio crioeletrónico que “simplifica e melhora a visualização das biomoléculas”, um “método que projetou a bioquímica para uma nova era”, anunciou esta quarta-feira de manhã a academia sueca.

O desenvolvimento da microscopia crioeletrónica veio “permitir obter imagens estáticas a meio do movimento das biomoléculas e visualizar o processo de uma forma nunca antes vista, o que foi decisivo para a compreensão elementar da vida química e para o desenvolvimento de farmacêuticos”, refere o comunicado da academia.

Anteriormente pensava-se que os microscópios eletrónicos não permitiam a observação de matéria morta, por os feixes eletrónicos destruírem o material biológico, mas o trabalho levado a cabo por estes três investigadores foi determinante para ultrapassar essa limitação.

O desenvolvimento do microscópio crioeletrónico tornou possível que os investigadores tenham passado a recorrer no seu trabalho quotidiano à produção das estruturas tridimensionais de biomoléculas, abriando caminho para a criação de novos mapas bioquímicos.

“Nos últimos anos, a literatura cientifica encheu-se de imagens de tudo, desde proteinas que causam resistência aos antibióticos até à proliferação do vírus Zika. A bioquímica está agora a ter um desenvolvimento explosivo e preparada para um futuro entusiasmante”, frisa ainda a academia.

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A especulação sobre o Nobel da Literatura, já amanhã às 12h de Estocolmo, vai crescendo.

 

Entretanto já se fala de um islandês, Jon Stefansson. O rumor do Lobo Antunes poder ser dos fortes candidatos também parece ir subindo de tom.

 

Noutro lado:

 

In a morning talk show today the host and two critics were speculating on the prize. One of them guessed Margaret Atwood and the other guessed António Lobo Antunes.

 

No entanto, se tivesse de meter dinheiro, ia no queniano que já era um candidato óbvio o ano passado, o Thiongo'o.

Editado por Chandler

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O Lobo Antunes sempre me pareceu ter alto ego, se ganhar o avião rumo à Suécia não vai poder levar mais passageiros. :mrgreen:

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Gosto do Jon Stefansson, mas ganhar já um nobel?

 

Se fosse para um nórdico, acredito que mais facilmente fosse para o Jon Fosse.

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A Atwood está com boas odds por causa da série Handmaid's Tale?

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Fui ver as odds para o nobel da Literatura e, no fundo da lista, aparece Donald Trump e Kanye West. Porquê?

 

Achei que estavas a gozar :lol: Talvez porque "covfefe" é apenas algo decifrável pelo deus da História, Tomás Noronha. José Rodrigues dos Santos chamado ao tópico!

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A Atwood está com boas odds por causa da série Handmaid's Tale?

Temo que sim. Não desmerecendo, nem querendo ser acusado de misoginia, espero que a ideia não seja dar a uma mulher para equilibrar os pratos da balança. A egípcia que aí referi também seria um prémio entregue com base na ideia de literatura enquanto arma de arremesso, é mais activista que escritora.

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Seria, salvo erro, o segundo Nobel mais novo da história.

O Jon Stefansson?

Houve vários mais novos como podes ver aqui, mas ainda assim seria bastante invulgar.

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Por esta altura parece-me praticamente certo que isto está entregue à Nawal el Saadawi ou à Atwood.

 

Existem algumas hints no twitter.

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Live

 

 

Ishiguro

Editado por kareca

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O Ishiguro, ainda que inglês, nasceu no Japão. O Murakami vai ter de viver e esperar mais dez anos.

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Nobel da Literatura para Kazuo Ishiguro

 

A Academia Sueca distingue o escritor inglês que se tornou globalmente conhecido com Os Despojos do Dia.

 

O Nobel da Literatura de 2017 foi atribuído ao escritor inglês Kazuo Ishiguro e aos seus "romances de grande força emocional, que revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo", anunciou esta manhã em Estocolmo a secretária permanente da Academia Sueca Sara Danius.

 

Ishiguro é o celebrado autor de Os Despojos do Dia (1989), um romance onde são bem visíveis os seus temas de eleição, "a memória, o tempo e a auto-ilusão", como escreve a Academia Sueca na pequena biografia do autor disponível no site. Com ele venceu o Booker Prize; o livro viria a ser adaptado ao cinema em 1993 por James Ivory. Ishiguro escreveu também Os Inconsolados (1995, vencedor do Cheltenham Prize), Quando Éramos Órfãos (2000, nomeado para o Booker Prize e para o Whitbread Prize), Nunca me Deixes (2005, nomeado para o Booker Prize; adaptado ao cinema), Nocturnos (2009) e O Gigante Enterrado (2015), publicados em Portugal pela Gradiva. O seu primeiro romance, As Colinas de Nagasaki, foi traduzido em 1989 pela Relógio D'Água.

 

Minutos após o anúncio, Sara Danius explicou numa curta entrevista difundida em directo que o Nobel da Literatura de 2017 distingue "um escritor de grande integridade" e "um romancista absolutamente brilhante" que "desenvolveu um universo estético só seu". "Kazuo Ishiguro está muito interessado em compreender o passado. Não para o redimir, mas para revelar o que temos de esquecer para podermos sobreviver enquanto indivíduos e enquanto sociedade", acrescentou, confessando que o seu romance favorito do autor britânico é o recente O Gigante Enterrado. A secretária permanente da Academia Sueca não quis porém deixar de mencionar Os Despojos do Dia, "uma verdadeira obra-prima que começa como uma comédia de costumes de P.G. Wodehouse e acaba num registo kafkiano". Kafka, assim como Jane Austen, apontou ainda, são as suas influências mais visíveis – mas para obter a receita completa da escrita de Ishiguro será preciso "acrescentar um pedacinho de Marcel Proust e depois agitar, mas não muito".

 

Natural de Nagasáqui, no Japão, onde nasceu em 1954, Ishiguro mudou-se com a família para o Reino Unido quando tinha cinco anos. Licenciou-se pela Universidade de Kent em 1978 e obteve um mestrado em escrita criativa pela Universidade de East Anglia em 1980.

 

Desde o seu primeiro romance, As Colinas de Nagasaki, (1982), que Kazuo Ishiguro "tem sido um escritor a tempo inteiro", e tal, como a segunda obra, Uma Artista do Mundo Transitório (1986), passa-se na cidade japonesa onde o escritor nasceu, alguns anos depois da Segunda Guerra Mundial e do bombardeamento atómico pelos EUA, continua a biografia feita pela Academia Sueca.

 

A escrita de Ishiguro “é marcada por uma expressão cuidadosamente contida, independentemente dos acontecimentos que retrata”, mas, "ao mesmo tempo, a sua ficção mais recente contém temas fantásticos". Com o livro Nunca Me Deixes (2005), "Ishiguro introduz uma corrente subjacente de ficção científica no seu trabalho”. Neste romance, como em vários outros, continua a academia, mostra um trabalho com várias referências musicais, como se pode ver na colecção de contos Nocturnos, “onde a música tem um papel fundamental no retrato das relações entre os personagens”.

 

No seu último romance, O Gigante Enterrado, Ishiguro coloca na estrada um casal idoso, em plena paisagem arcaica inglesa, que viaja à procura de um filho adulto que já não vê há anos.

 

No ano passado, algo inesperadamente, o Nobel da Literatura foi atribuído ao músico norte-americano Bob Dylan, “por ter criado novas formas de expressão poética no quadro da grande tradição da música americana”. A atribuição do 113.º prémio a Dylan foi considerada a mais radical da história da Academia Sueca.

 

Em 2016, o Nobel da Literatura já tinha sido concedido a Svetlana Alexievich, a jornalista bielorrusa cuja obra literária é criada a partir de extensas entrevistas a centenas de fontes, noutra escolha considerada não muito ortodoxa.

 

O escritor português José Saramago ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

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É, apesar de tudo, uma escolha segura.

 

Como é dito nesse artigo, depois de duas escolhas de difícil aceitação, convinha voltar a credibilizar o prémio com um vencedor relativamente unânime, um romancista aclamado, género reinante em praticamente todas as atribuições.

 

Pelo meio ainda se pisca um olhinho à fronteira intermedial da realização e da escrita cinematográfica.

 

Curioso é que a Academia parece este ano ter conseguido, finalmente, fechar a bolha a um ponto em que este nome parecia bem distante dos mais prováveis. Não me recordo de ler este nome referido em lado nenhum, fóruns, notícias, listagens de odds... tudo completamente a leste. Também só contribui para a valorização do prémio.

 

Simultaneamente, é a primeira vez em algum tempo (1993) que dois autores a escrever na mesma língua ganharam em anos seguidos. Outro critério derrubado foi a produção activa: o Ishiguro publicou um livro nos últimos doze anos. Podia bem ter sido o Kundera.

 

Acho que isto fecha a porta ao Murakami no próximo ano, mais um japonês romancista nos 60's deve estar fora de questão. Também acho que lhe falta outro romance de longo fôlego, o último é de quê, 2013? De qualquer das maneiras ainda é relativamente novo, não lhe faltarão oportunidades nos próximos dez anos.

Editado por Chandler

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