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Portal Pimba regressa para documentar e criar um arquivo da “música pimba”

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Portal Pimba regressa para documentar e criar um arquivo da “música pimba”

 

Depois de alguns anos inativo, o portal regressa à internet com o objetivo de ser “o arquivo definitivo” daquela tendência musical, procurando documentar um estilo que ainda sofre de algum preconceito, segundo o responsável do projeto

 

O Portal Pimba, depois de alguns anos inativo, regressa com o objetivo de ser "o arquivo definitivo" daquele género musical, procurando documentar um estilo prolífico que ainda sofre de algum preconceito, segundo o responsável do projeto.

 

O portal tem um lado quase etnográfico, querendo divulgar canções, mas também fazer entrevistas e vídeos em torno do pimba, contou à agência Lusa Bruno Raposo, mentor do projeto, classificando-o de uma espécie de "Música Pimba a Gostar Dela Própria", numa alusão ao "Música Portuguesa a Gostar Dela Própria", de Tiago Pereira.

 

O 'site' foi lançado no domingo e pretende crescer ao longo do tempo com os contributos da comunidade, para que o portal se torne "o espaço definitivo e o arquivo definitivo destes artistas", explicou o responsável, que colaborou com Nuno Markl para o "Laboratólarilolela", na Antena 3, onde deu a conhecer Ninfa Artemis ou Júlio Miguel e Lêninha.

 

O gosto pelo pimba do designer e fotógrafo a morar em Ílhavo começou quando andava no secundário, em Pombal, no distrito de Leiria, e descobriu uma cassete do artista Leonel Nunes. Com um grupo de amigos, criou-se um "site muito arcaico, em que se demorava uns 50 minutos para fazer o 'download' do mp3". "Fomos os primeiros a dar voz ao Zé Cabra", recorda Bruno Raposo.

 

Posteriormente, em 2005, lançou o Portal Pimba, que se manteve ativo até há cerca de seis anos e que agora regressa.

"Se me diverte, eu gosto. Oiço muitas outras coisas, mas isto é uma parte. Vou a festivais de verão, mas também vou a bailaricos. Não é algo incompatível e é isso que quero mostrar às pessoas: o bailarico é uma coisa muito portuguesa e não tem que ser só fixe no Santo António, em Lisboa", vinca o responsável pelo projeto.

 

Segundo Bruno Raposo, o Portal Pimba também procura lutar "um pouco contra o preconceito" que persiste em relação ao género, considerando que o projeto não "ridiculariza os artistas". "A graça tem que estar na música e no que eles fazem", frisa, referindo que o primeiro portal era "um espaço em que os próprios artistas gostavam de aparecer". Por lá, juntava-se o meio, os entusiastas da música pimba e também aqueles que procuravam a parte humorística dentro daquele estilo musical. No novo 'site', Bruno Raposo pretende manter essa dinâmica e juntar "os três públicos".

 

No arquivo, tanto haverá partilhas de vídeos de Youtube - "um poço sem fim" -, como a digitalização de músicas da sua coleção ou que surjam de contributos de outros, explanou. Para a pesquisa, há a Internet, mas também a Feira da Ladra ou as bancas de cassetes que ainda encontra numa feira em Ponte de Lima, onde vai todos os anos.

 

"As pessoas não imaginam a quantidade de artistas desconhecidos em Portugal com coisas editadas. Continua-se a lançar muita coisa, que nunca ninguém ouve falar e, pelo meio, há verdadeiras pérolas", sublinha. O 'site' pode ser consultado em portalpimba.pt.

 

Blitz

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Não é que tenha muito a ver, mas fica um à parte: pimba e música tradicional portuguesa não são a mesma coisa. A primeira, não tem, de facto, qualidade, mas a segunda pode ter (e muita).

Há quem confunda isto muitas vezes, principalmente quem não percebe nada de música.

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Agora lembrei-me... uma vez o CMPT teve grande espiga com outro fórum, já não me lembro em que situação. Com quem foi e porquê? Alguém se lembra?

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Agora lembrei-me... uma vez o CMPT teve grande espiga com outro fórum, já não me lembro em que situação. Com quem foi e porquê? Alguém se lembra?

Tokio Hotel.

Editado por Sumudica by Night

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Visitante

Vai estar mais tempo online por dia que o CMPT

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Brunão <3 o maior.

 

Não é que tenha muito a ver, mas fica um à parte: pimba e música tradicional portuguesa não são a mesma coisa. A primeira, não tem, de facto, qualidade, mas a segunda pode ter (e muita).

Há quem confunda isto muitas vezes, principalmente quem não percebe nada de música.

Pá, acho injusto. Arranja-me um estilo que aborde de forma tão assertiva (quase um policial) um tema sério como este:

 

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