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Simeone

Davide Astori, capitão da Fiorentina, morre aos 31 anos

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Citação do jornal "Expresso" online

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Um líder bem-disposto que ia para os treinos de Smart e “nem parecia jogador de futebol”. Davide Astori recordado pelo ex-colega Rui Sampaio

Chegava aos treinos ao volante de um Smart, puxava por toda a gente e liderava, naturalmente, pelo exemplo. Davide Astori, capitão da Fiorentina que faleceu, durante o sono, no domingo, era "mais do que um bom jogador, uma excelente pessoa", segundo Rui Sampaio, que chegou ao Cagliari em 2011 e quis usar o número que pertencia ao italiano. É assim que o médio português, hoje no Cova da Piedade, o recordou

Acordei domingo com a notícia. Um casal amigo de Itália ligou-me, a saber se já tinha visto. Recebi a notícia com muita tristeza. Foram dois anos e meio que estive com ele, era um dos capitães do Cagliari. Era um rapaz fantástico e muito humilde, que ajudava toda a gente.

Eu tinha acabado de chegar lá, não falava a língua e ele foi sempre muito bom comigo. Sempre me ajudou nos treinos. Sempre que estive lesionado, ele era aquele tipo de colega que tinha uma palavra amiga, para animar, quando não era convocado ou ficava de fora. O Davide era uma pessoa pura, um líder por natureza, liderava pelo exemplo.

Era dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos do Cagliari, já lá estava há muito tempo. Depois, se não me engano, foi chamado nesse ano, ou um ano antes, à seleção italiana. Além do jogador fantástico que era, conseguia ser ainda melhor como pessoa. Nem parecia jogador de futebol: era muito simples, muito calmo, ia para os treinos de Smart, tranquilo. Para ele estava tudo bem desde que treinasse bem, jogasse e ajudasse o colega.

É uma pena, mesmo. Era pai de uma menina de dois anos, é muito triste. Com 31 anos, com o futuro todo pela frente e com uma filha por cuidar, é trágico.

Já não falávamos há algum tempo. Seguia-o através das redes sociais. Antes de rescindir com o Cagliari e de voltar para Portugal, trouxe a camisola dele. Temos histórias muito boas. Nunca se está à espera de uma coisa destas, é muito triste, tenho falado com outros colegas e foi um choque para toda a gente.

Vou sempre lembrar o jogador fantástico que o Davide era.

Quando cheguei ao Cagliari, perguntaram-me que número de camisola queria. No Beira-Mar jogava com o 13, sempre gostei do número. Eles disseram-me: “O 13 é o Astori, um dos jogadores com mais moral aqui da equipa”. O Davide brincava sempre comigo no balneário, dizia que se queria o 13, tinha que merecê-lo. Sempre com um sorriso, ele era assim.

No meu primeiro ano em Cagliari estava sozinho. Ele e outros jogadores convidavam-me sempre para ir almoçar. Não morava próximo dele, mas era uma pessoa super sociável. Quando ia jantar com algum colega, tinha o cuidado de dizer aos outros que, se quisessem aparecer, estavam à vontade - até aos estrangeiros. Na altura, abriu uma gelataria em Cagliari, penso que ainda a tinha.

Não é demagogia da minha parte: o Davide era uma pessoa fantástica. Das que dava gosto partilhar o balneário pela humildade e pelo respeito. Mesmo com a moral, a qualidade e o peso que tinha, nunca usava isso para o que fosse. Só para ajudar e ter uma palavra amiga. Mais do que bom jogador, ele era uma excelente pessoa, mesmo.

Quando cheguei ao Cagliari, notei como os italianos eram um bocadinho fechados. Não são tanto como nós, que recebemos logo toda a gente com sorrisos. São mais reservados, ‘vamos ver que tipo de pessoa é’ primeiro. Na altura, dava-me mais com os brasileiros, como o Nené, que também passou por Portugal [Nacional da Madeira]. O Davide não era assim.

Mesmo nos treinos, quando chegava alguém novo e estava nervoso, ainda não habituado à nova realidade, ele era sempre a pessoa que dizia: “Não importa. Falhaste, bora. Levanta a cabeça, vamos trabalhar, isto não acaba aqui”. Ele era muito assim, um líder, mas um líder que não se impunha através de outras coisas que não o exemplo. O Davide ainda era novo, não era o principal capitão, mas já tinha um peso enorme no balneário. Era uma coisa natural.

Tanto que, na Fiorentina, era o capitão, e acho que também integrava o lote de capitães no AC Milan, onde se formou. Era uma característica dele.

Rui Sampaio, jogador de futebol (depoimento recolhido por Diogo Pombo)

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O captain, my captain.

Why did not you come down to have breakfast with all of us?

Why did not you move on to take your shoes out of Marco's room and you did not come to drink your usual orange juice?

Now they will tell us that life goes on, that the gaze should be pointed forward and we will have to get up again, but what flavor will your absence have?

Who will arrive every morning in the cafeteria to warm up the environment with their smile?

Who will ask us curious what we did the night before to laugh at?

Who will scold the younger ones and who will make the most experienced responsible?

Who will form the circle to play "two touches" or who will make Marco crazy playing with the play(station)?

With whom will we debate on the episodes of Masterchef, Florentine restaurants, TV series or matches played?

On whom will I support my shoulder at lunch after an exhausting workout?

Come back, you still have to finish seeing LaLaLand in order to analyze it like any film just released.

Back to Florence, they await you in the office to renew the contract and recognize the good and the positive that you give every day to us all.

Get out of that damn room, we are waiting for you tomorrow at the resumption of training.

In life there are people who you have always known with whom you will never tie, then there are the Davide who immediately get close to you with just a simple "Welcome to Florence Ricky".

Wherever you are now, continue to defend our door and from the rear light for us the right path.

O captain, my captain.

Forever my captain.

 

:cry: :cry:

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Estão-te a chamar no tópico do wrestling.

Ao menos lá não tenho de levar com presunçosos com a mania que têm piada como tu.

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Fiorentina mantém renovação de Astori e doa dinheiro à família

 

RTP

Editado por silentz

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Davide Astori terá morrido por causas naturais

 

Davide Astori sofreu no domingo uma "morte cardíaca", devido a uma bradiarritmia", provavelmente por causas naturais, de acordo com as primeiras conclusões da autópsia hoje realizada.

 

A autópsia ao capitão da Fiorentina, que morreu no domingo, revela que este sofreu uma paragem cardíaca. No entanto, serão necessários mais exames para descobrir o que a provocou.

 

"Com base na autópsia realizada no dia 6 de março de 2018 ao corpo de Davide Astori é possível indicar um problema cardíaco como causa da morte, sem evidência macroscópica, provavelmente com base numa bradirritmia, com congestão polivisceral e edema pulmonar. Para o diagnóstico definitivo, serão necessários exames histológicos detalhados", diz o documento.

 

DN

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Passou rápido de manchetes de homícidio por negligência para causas naturais :lol:

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Opá, posso dizer-te, sobre o meu caso, que já fiz uns 20 ecg durante toda a vida e só num, apenas um, é que foi detectado o problema, simplesmente porque nesse dia tive um pico febril. Em todos os outros apenas mostravam arritmias.

Conheço um moço novo, 35 anos, que teve um enfarte e após isso fez uma bateria de exames "convencionais" e não detectaram de onde veio o problema, fez um exame parecido com o cateterimo, mas que lhe aceleraram o coração ao máximo e aí detectaram de onde vinha o problema e parece que o "repararam"

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Buffon pagou avião do próprio bolso para estar no funeral de Astori

A morte de Astori, capitão da Fiorentina, chocou Itália e nem o mais famoso jogador italiano ficou imune. Gianluigi Buffon emocionou-se no funeral e nas homenagens feitas ao colega de seleção e sabe-se agora de um gesto de um verdadeiro capitão levado a cabo pelo guarda-redes.

 

Na véspera do funeral do jogador, em Florença, a equipa da Juventus estava em Londres para defrontar o Tottenham, para a Liga dos Campeões. No final da partida, no balneário do estádio de Wembley, o capitão reuniu os colegas e comunicou que tinha fretado um avião privado para o levar para Florença afim de marcar presença no funeral. Segundo a Gazzetta, o guarda-redes lembrou que compreendia quem não quisesse ir, uma vez que o avião partia às 4h30 da manhã, mas de madrugada todo o plantel se apresentou para voar com Buffon.

 

Os jogadores depararam-se então com um problema. O avião que Buffon tinha alugado só podia levar 12 pessoas, com tripulação incluída, pelo que alguns teriam de ficar em terra. Acabaram por embarcar, além do guarda-redes, o treinador Allegri e o adjunto, Landucci, e ainda Chiellini, Benatia, Pjanic, Barzagli, Marchisio e Rugani.

 

Já em Florença, outro gesto do guarda-redes. Foi-lhe dada a hipótese de entrar na igreja por uma porta lateral, para evitar o público, mas Buffon fez questão de entrar pela porta da frente e saudar os milhares de adeptos da Fiorentina presentes, mostrando que estava com toda a cidade de Florença.

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