frnk th tnk Publicado 9 Julho 2018 Citação do jornal "Expresso" online Acabou o peixe nos mares europeus: abastecimento até ao fim do ano tem de ser feito através de importaçõesPara alertar para a sobre-exploração dos mares, a WWF Portugal lembra que, “a partir de hoje, a Europa fica sem peixe” e que Portugal já “esgotou os recursos nacionais” há dois meses. A constatação tem por base um relatório da New Economics Foundation agora divulgadoA partir desta segunda-feira e até ao final do ano “a Europa depende do pescado importado”, de acordo com uma análise feita pela New Economics Foundation (NEF) — alerta a WWF Portugal em comunicado. O relatório, sustentado em dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), pretende alertar para “o estado dramático dos nossos oceanos”, tendo em conta que um terço do peixe e marisco a nível mundial estão sobre-explorados. A Comissão Europeia indica que 41% das populações de pescado avaliadas no Atlântico são alvo de sobrepesca.O dia “D” em Portugal foi a 5 de maio, lembra a organização não governamental do ambiente. A antecipação tem uma razão clara: Portugal é o principal consumidor europeu de peixe, já que cada português come em média 55,3 kg de pescado por ano, seguido de Espanha (46,2 kg), Lituânia (44,7 kg), França (34,4 kg) e Suécia (33,2 kg).“Em conjunto, estes cinco países representam cerca de um terço do consumo, sendo que, em média, cada cidadão europeu consome 22,7 kg de pescado por ano”, sublinha o comunicado. Só a Croácia, a Holanda ou a Irlanda se mostram autónomos, produzindo “tanto ou mais do que consomem”. Outros, como a Austria, Bélgica ou Itália deixaram de ser autónomos logo no início do ano.NÍVEL DE AUTOSSUFICIÊNCIA DA UNIÃO EUROPEIA É MUITO BAIXONo geral, “o nível de autossuficiência da UE é muito baixo e há demasiadas populações marinhas em sobrepesca, embora algumas populações marinhas europeias tenham estabilizado, devido a medidas tomadas no contexto da Política Comum das Pescas”, ressalva a WWF.“Temos que mudar as políticas globais, a procura e o consumo numa direção mais sustentável, se não quisermos ficar sem pescado e sem emprego para milhões de pessoas”, diz Ângela Morgado, Diretora Executiva da organização em Portugal. A responsável lembra que “mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo encontram uma fonte de alimento, rendimento e subsistência na pesca e na aquicultura”. Mas não há peixe para tanta boca.O consumo mundial de pescado cresceu 3,2% ao ano, o dobro do crescimento populacional (1,6%) e “a Europa consome mais pescado do que consegue capturar em águas europeias ou produzir em aquicultura”, alerta a WWF. Por ano, mais de metade do pescado consumido na Europa tem origem nas águas de países em desenvolvimento.“É necessário que os consumidores façam a opção mais sustentável nos produtos nacionais ou importados”, apela Rita Sá, especialista em Oceanos e Pescas na WWF, recordando que “em menos de 5 meses, Portugal esgotou o abastecimento de pescado local” e chamando a atenção para “a responsabilidade partilhada” de escolher o tamanho, a espécie e a proveniência do que se come. Compartilhar este post Link para o post
fns Publicado 10 Julho 2018 Bom título e sub-título. Da série: Portugal esgota recursos naturais de 2018 e começa a usar cartão de crédito ambiental URL Compartilhar este post Link para o post
.oz. Publicado 10 Julho 2018 Eu como peixe uma vez por semana, supostamente quando ele vem fresco, nos hipermercados é só m*rda criadas em viveiros ou bichos mortos há um ano e congelados com validade até 2020. :lol: Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 10 Julho 2018 (editado) Este sábado acaba-se o peixe português para o ano todo Esta noticia é de 2017. Suponho que esta noticia saia todos os anos. Isto deve querer dizer o que já nos dizem desde que entrámos para a CEE: querem comer peixe, deixem de pescá-lo e vão comprá-lo a Espanha. Se for muito caro, vão comprá-lo congelado aos países dos mares não europeus. Portugal tem a maior (?) zona económica exclusiva da União Europeia e importa mais para consumo do que aquilo que pesca. Deste pescado só consumimos à volta 30%, o resto é importado. Antes da entrada para a CEE, Portugal consumia 70% do peixe que pescava. Verdade que o povo vivia à base da sardinha e pouco mais, mas não faz sentido que um povo que come às toneladas de peixe e tenha mar que nunca mais acaba e uma boa cultura de pesca tenha virado a balança e importe mais do que pesque. Editado 10 Julho 2018 por Mayday Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 11 Julho 2018 E dentro de uns anos (se não nos f*derem) teremos uma das maiores do Mundo. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 11 Julho 2018 (...) Portugal tem a maior (?) zona económica exclusiva da União Europeia e importa mais para consumo do que aquilo que pesca. Deste pescado só consumimos à volta 30%, o resto é importado. Antes da entrada para a CEE, Portugal consumia 70% do peixe que pescava. Verdade que o povo vivia à base da sardinha e pouco mais, mas não faz sentido que um povo que come às toneladas de peixe e tenha mar que nunca mais acaba e uma boa cultura de pesca tenha virado a balança e importe mais do que pesque. As espécies de peixe nacional têm pouco valor comercial e são maioritariamente consumidas a nível local (lotas e afins). Muitas delas tirando o carapau e a sardinha não chegam às grandes superfícies (e onde muito provavelmente é vendida a maior parte do peixe em Portugal) porque não são atractivas para venda. E como a maior parte da população portuguesa está nas cidades o hábito de se consumir essas espécies de pescado de pouco valor financeiro perdeu-se em prol das mais rentáveis. Não esquecer também que os peixes mais consumidos em Portugal são o salmão, o atum e o bacalhau. Atum creio que há na ZEE tuga mas as outras duas não, o que aumenta o "défice" da balança piscatória portuguesa. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 11 Julho 2018 (editado) Este sábado acaba-se o peixe português para o ano todo Esta noticia é de 2017. Suponho que esta noticia saia todos os anos. Isto deve querer dizer o que já nos dizem desde que entrámos para a CEE: querem comer peixe, deixem de pescá-lo e vão comprá-lo a Espanha. Se for muito caro, vão comprá-lo congelado aos países dos mares não europeus. Portugal tem a maior (?) zona económica exclusiva da União Europeia e importa mais para consumo do que aquilo que pesca. Deste pescado só consumimos à volta 30%, o resto é importado. Antes da entrada para a CEE, Portugal consumia 70% do peixe que pescava. Verdade que o povo vivia à base da sardinha e pouco mais, mas não faz sentido que um povo que come às toneladas de peixe e tenha mar que nunca mais acaba e uma boa cultura de pesca tenha virado a balança e importe mais do que pesque. O que isto quer dizer é que pescas ou comes mais do que a capacidade reprodutiva dos peixes. Editado 11 Julho 2018 por Duluoz- Compartilhar este post Link para o post
Ion Timofte Publicado 11 Julho 2018 Eu como peixe uma vez por semana, supostamente quando ele vem fresco, nos hipermercados é só m*rda criadas em viveiros ou bichos mortos há um ano e congelados com validade até 2020. :lol: Muitas vezes o peixe de viveiro tem melhor qualidade do que o selvagem. Há espécies que fazem uma maior acumulação de ácidos gordos em regime de viveiro do que regime livre. Além disso, a morte por asfixia pode trazer mais alterações no gosto do peixe do que a morte térmica dos viveiros. Muitos destes peixes até ficam mais gordos e as pessoas já os rejeitam porque pode ser sinal de aquicultura. Ainda há muito que regular na alimentação e produção para que estes não virem os porcos/galinhas do mar, mas acreditem que estamos no bom caminho. Compartilhar este post Link para o post
.oz. Publicado 12 Julho 2018 (editado) Muitas vezes o peixe de viveiro tem melhor qualidade do que o selvagem. Há espécies que fazem uma maior acumulação de ácidos gordos em regime de viveiro do que regime livre. Além disso, a morte por asfixia pode trazer mais alterações no gosto do peixe do que a morte térmica dos viveiros. Muitos destes peixes até ficam mais gordos e as pessoas já os rejeitam porque pode ser sinal de aquicultura. Ainda há muito que regular na alimentação e produção para que estes não virem os porcos/galinhas do mar, mas acreditem que estamos no bom caminho. Sim acredito que tenhas uma certa razão, porém a minha preferência deixa de lado todo o peixe congelado, não tem o mesmo valor nutritivo, caguei para o que diz o rótulo e o sabor não me agrada muito. Para além disso, praticamente nem como muito os ditos peixes gordos com todos os seus benefícios e essa coisa toda porque tenho algumas alergias com esses peixes, para mim o melhor peixe ainda continua a ser o selvagem criado pela mãe natureza. :mrgreen: Em relação ao acumulo de ácidos gordos nos peixes em viveiro, tb há matérias que falam do porquê desses peixes desenvolverem mais gordura, na Ásia e nos EUA só lhes davam m*rda para a guelra num espaço super pequeno, no entanto quero acreditar que a nível Europeu as normas sejam bem mais apertadas e rigorosas, se tudo for um processo ´limpo' é o ideal para nós, mesmo para aliviar os oceanos... Editado 12 Julho 2018 por Osbourne Compartilhar este post Link para o post
Ion Timofte Publicado 12 Julho 2018 Enquanto que tive Profs mais pró-aquivultura, nunca tive um Prof anti-peixe congelado :mrgreen: Até as cadeiras que tive com os de nutrição, eles nunca foram contra esse tipo de coisas e eles tinham muitos mariquinhas do biológico. É mais uma daquelas coisas que bate do tópico da alimentação a tanta gente tem de ser atingida de alguma forma. O peixe congelado surge como uma necessidade. Na Europa ainda temos muita regulamentação a nível da alimentação animal e é isso que nos vai protegendo. Também não podemos querer sol na eira e chuva no nabal. Todos gostamos de comprar coxas de pito a 1,50€, mas todos queremos frangos do campo. Tal como nos frangos temos duas opções, ou pagamos bem e temos todos peixe fresquinho, ou pagamos menos e comemos peixe congelado Compartilhar este post Link para o post