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nopla

Curta-metragem - "Ali, se" (2019)

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Subscrevo tudo o que já foi dito, está excelente mesmo! 

Apesar disto do covid, estão a pensar em inscrever-se em algum festival ou assim, no futuro? 

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Citação de Jpa, há 6 horas:

Subscrevo tudo o que já foi dito, está excelente mesmo! 

Apesar disto do covid, estão a pensar em inscrever-se em algum festival ou assim, no futuro? 

A parte lixada (para nós, que somos uns nabos nisto das redes sociais e derivados), está a ser mesmo a difusão da curta.

Alguém tem ideias? Isto tem pernas para andar, pelo feedback que temos recebido, mas não sabemos bem como exponenciar mais.

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Antes de mais, muitos parabéns! Gostei bastante 🙂

Sem pensar muito nisso, já pensaram em tentar estabelecer uma parceria qualquer com a Comunidade Cultura e Arte? Podia ser uma plataforma interessante de divulgação da curta. 

@Boo Riquelme, eras menino de pensarmos uns 10 minutos nisto? 

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Citação de RicardoBarbosa, há 2 horas:

Antes de mais, muitos parabéns! Gostei bastante 🙂

Sem pensar muito nisso, já pensaram em tentar estabelecer uma parceria qualquer com a Comunidade Cultura e Arte? Podia ser uma plataforma interessante de divulgação da curta. 

@Boo Riquelme, eras menino de pensarmos uns 10 minutos nisto? 

Já lhes mandámos mensagem mas ainda não responderam. O que terias em mente quando falas em parceria? Porque algo que nos interessaria muito era não ficar só por aqui, há vários caminhos para seguir.

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Citação de nopla, há 3 horas:

A parte lixada (para nós, que somos uns nabos nisto das redes sociais e derivados), está a ser mesmo a difusão da curta.

Alguém tem ideias? Isto tem pernas para andar, pelo feedback que temos recebido, mas não sabemos bem como exponenciar mais.

Acho que o caminho a seguir será sempre o dos festivais. Creio que será a melhor forma de irem ganhando reconhecimento dentro dos circuitos. Redes sociais pode ser um trilho a considerar caso disponibilizem a curta nalguma plataforma digital de forma gratuíta. Se pretendem fazer isso talvez possam comprar aqueles espaços publicitários no instagram (n sei se tmb existe no fb ou no twitter). Tenho ideia que não é muito caro. De qualquer maneira, não me parece que uma curta metragem vá ter muita adesão online - se fosse uma web série, por exemplo, penso que as pessoas até poderiam dar uma vista de olhos. 

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Citação de frnk th tnk, há 10 horas:

Já lhes mandámos mensagem mas ainda não responderam. O que terias em mente quando falas em parceria? Porque algo que nos interessaria muito era não ficar só por aqui, há vários caminhos para seguir.

Lá está, teria de pensar um bocadinho nisso! Eles de certeza que têm contactos na área, podia ser interessante para vocês criar uma espécie de estreia através da plataforma e gerar algum buzz à volta disso, por exemplo. O alcance deles é tremendo, qualquer forma de fazer a curta chegar ao público que os segue seria excelente 🙂 

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O "Ali, Se" fez um pequeno cameo (quase imperceptivel) no último video do CCB (Centro Cultural de Belém):

Um biscoito a quem encontrar

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Citação de bobzz, há 22 horas:

não encontrei, mas tem de ser nas janelas :mrgreen:

Nas portas ahah

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Meus queridos/as, amanhã a nossa curta vai ter a sua estreia público no Shortcutz Cascais na SMUP (Parede), mesmo ao lado da estação.

A quem aparecer pago uma limonada, sendo quem quiser vir tem que mandar mail para la a reservar primeiro

Abraço!

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Pois é, amigos! Os frutos da quarentena estão a repercutir-se agora. Vão lá ver essa obra-prima numa sala porreira e recheada de gente fixe.

Ali, se (olha!), podem ver-nos ao vivo a defender a curta.

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Outro dia lembrei-me que nunca cheguei a partilhar o texto que deu origem a tudo isto.

Se quiserem, aqui fica:

Para a Alise.

Ali, sim. Desapeguei-me das pontas deixando-me ficar no meio. Baralhado, sem questionar, parei. Parei-me. A toda a velocidade impedi a boca de incêndio dos meus devaneios de começar a jorrar toda a água que me alaga diariamente. Ali, sim. Deixei os olhos não rastrearem as sensações. Pedi-lhes, como quem afaga um corpo, para não inventarem alfabetos onde só há côr. Se há electrocardiograma para diagnosticar a tempestade da minha respiração, prefiro que o desconhecimento do imprevisível faça o rastreio completo. Com ondas que me precipitam, sem deixar chover torrencialmente onde quero sol.

Ali, sim. Naquele canto perdido do mundo concreto, onde a neve se fazia ouvir antes de se fazer sentir. Uma casa de chás envolveu cada um dos meus sentidos e tornou-os num só. Num bule misturou-se tudo, sem se confundir nada. Folhas para um lado, ansiedade a agarrar-se à chávena com unhas e dentes para outro e pacificação de estar longe do meu lugar seguro sem máscaras para exibir no topo de todas elas. Nas almofadas dispostas em fila, tracei as pernas como se adivinhasse que o tempo passaria a trote. Sem correrias de ideias loucas ou avalanches de respiração descontrolada. A brisa da sensatez bater-me-ia na cara para a deixar entrar. Despojada, desinibida de efeitos secundários e com a estranheza de quem vive num turbilhão.

Ali, sim, conheci a Alise. Olhar com fundo de mar tormentoso em dias de Primavera, que não deixava os olhos acabarem. Cobriam-lhe o corpo todo. Iam do Pólo Norte dos seus cabelos escuros, desgrenhados com cheiro a liberdade; até à Antárctida dos seus pés, que se mexiam descompassados do resto do corpo. Pelo meio, um clique iluminou todos os lampiões das minhas entranhas. Fez a gruta onde se esconde a honestidade, ser assaltada pelos “Salteadores da Arca Perdida”. Sem chapéu de cowboy, com um chicote a zigzaguear e a ideia fixa de a deixar a descoberto. Roubaram o cofre escondido debaixo das sete camadas de terra misturadas com os estilhaços de sentimentos despedaçados, mesmo à flôr da pele. Já não havia jardim suficientemente grande para impedir as plantas expostas, em cada poro dos meus braços, de se levantarem. Atentas, como quem prevê dia de rega, ficaram a eito com a estranha sensação de que as tentava ludibriar.

Não havia jardineiro no mundo que as pudesse alertar para a tempestade de emoções ao virar da esquina, do beco onde me meti. Um frio glaciar congelou-as antes de um sol reconfortante lhes ter feito a fotossíntese. Estático. Com pensamentos embrulhados num lugar pouco comum, resolvi deixar o pincel do imediato colorir os espaços em branco.

Ali, sim. Trocámos sonetos com as pestanas, enquanto falávamos cordialmente na língua que se diz universal. As palavras tentavam saltar a barreira linguística, urgiam por ser livres e para estraçalhar o livro de capa dura que nos obriga a seguir um padrão. O guia dos finais previstos, que não dá aso à liberdade do “ser-se” sem amarras.

Ali, sim. Dançámos com a hesitação de quem foi surpreendido. Tentámos parar a ampulheta situada no nosso lado esquerdo. Ou na direcção aleatória de onde a quisermos sentir. Apanhámos todos os grãos de areia ao som da música que escorria de forma desgovernada e ia ganhando um significado a cada acorde menor. O dos trovadores. Tentámo-nos. Com todos os constrangimentos de anos passados que não nos avisaram de que apareceríamos ali. De rompante. Tentámos ludibriá-los com o devido respeito. Não nos julgámos capazes de fazer com que as correntes do passado não nos deixassem estar presentes. Fomos prisioneiros do politicamente correcto. Conquanto, não tivemos mão nos cavalos selvagens que nos arrepiavam a espinha a cada magnetismo ocular.

Por fora prevaleceu a razão. Madrasta, sem piedade para tanto dó dos que tocámos Ali. Não fomos capazes de a subjugar ao ímpeto da nossa vontade e os cavalos acabaram por se perder naquele prado já distante.

Ali, se. A despedida doeu. Doem todas. São o corolário do bem-estar. Somos nós, despidos do pudor que nos veste diariamente, a colocarmos um ponto final. Rabiscamos para parecer mais distante, reescrevemos por não acreditarmos nas palavras e na vida que lhes queremos dar, evitando dizer em voz alta para não se tornarem reais. Dizer adeus só significa termo-nos dignado a estar. Com todos os porcento que a ciência exacta da matemática nos exige e sem as divagações que entram para baralhar as contas certas.

Ali, sim. Estive. Estivemos. Não voltaremos a estar, contudo. É assim que a vida deve ser passada, ao ritmo de uma dança demorada, onde vão olhar para nós, a sala vai parar, estaremos no meio, desprendidos das pontas, até que a música acabe e nós deixemos os dias seguirem o seu rumo. Haverá sempre um espaço na estufa da memória para nos revivermos quando quisermos, Alise.

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Estamos de volta a cozinhar aí umas coisas boas. Muitas ideias, muita vontade de ter tudo filmado e editado, mas ainda temos muito que palminhar.
 

Entretanto já se passaram mais 3 anos desta aventura. Tem sido muito bom.

@frnk th tnk 

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