Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Lebohang

Especulação sobre o futuro de Schmidt...

Publicações recomendadas

Citação de Rain Dog, há 48 minutos:

não acredito que vou entrar numa discussão por causa disso mas obviamente que sim, é um erro, a preposição ali não se pode contrair. "de o despedirem" está correto

Escusas de ficar alarmado porque não vai haver qualquer discussão. Os meus conhecimentos gramaticais não são tão profundos que me permitam assegurar que estás certo ou errado. Admito que tenhas razão, até porque também me soa muito melhor "de o" do que "do".

Edit: Isto é que foi azar. Pela sequência de posts fica a parecer que eu escrevi o que escrevi depois dos reparos do @bmfpcdm e do @Duda34 e não foi o caso.😀

Editado por Descartes

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Rain Dog, há 56 minutos:

não acredito que vou entrar numa discussão por causa disso mas obviamente que sim, é um erro, a preposição ali não se pode contrair. "de o despedirem" está correto

E assim se fala em Bom Português. 

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Duda34, há 8 minutos:

Naturalmente. Aliás, ler “do despedirem” causa-me confusão instantânea.

A explicação deu-a o bmf acima. O “o” é pronome e não se contrai a preposição “de” com pronomes 

A preposição "de" pode ser contraída com alguns pronomes, por exemplo: "O @Sumudica by Night é um bacano, tenho saudades dele. No caso de ele voltar, ficarei muito contente."

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post

Seria uma contratação do crl

Espero que não se concretize

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Che, há 20 horas:

Se o Mourinho é o special One, que ponha os treinos do zimene a bombar porque os regens já estão todos lá. 

fdx ahahah

Compartilhar este post


Link para o post

O Rui Costa que o segure, pois para o ano com o Sporting sem Amorim, o Porto uma incógnita, a ver se é desta que o Braga ganha o campeonato.

Compartilhar este post


Link para o post

Schmidt é o mesmo treinador

O alemão já tinha, quando foi contratado pelo Benfica, o perfil rígido que hoje evidencia. Não é um treinador com capacidade de adaptação, que resolva problemas a partir do engenho tático, analisa Tomás da Cunha, notando que o técnico precisa de jogadores que entrem rigorosamente nas especificidades do modelo de jogo que pratica. O talento de Di María é inquestionável, mas Roger Schmidt nunca procurou acomodar o argentino sem prejudicar o equilíbrio da equipa.

A época 23/24 do Benfica não apaga o passado, mas leva a que haja uma reflexão sobre as reais qualidades do técnico campeão em 2022/23. Estamos perante um dos casos mais bruscos de passagem de herói a vilão. Há não muito tempo, o alemão era visto como rosto de um projeto duradouro. Agora, com a tolerância dos adeptos esgotada, cabe a Rui Costa tomar uma decisão que marcará o futuro do clube. Na bancada da Luz, pensa-se que, afinal, tudo não passou de uma ilusão. Foram os jogadores (Grimaldo, Enzo Fernández e Gonçalo Ramos) que meteram a equipa na rota do título. É uma explicação fácil e injusta para Schmidt. Não se entende o sucesso encarnado sem a transformação tática e de mentalidade. A incapacidade revelada nesta temporada não valida a construção de uma nova narrativa.

Quando foi contratado, o Benfica sabia que trazia um perfil rígido. Essa clareza de pensamento (modelo de jogo e de jogador mais do que identificados) foi o ponto forte, ao início. Criou um coletivo reconhecível, que pressionava e ditava o ritmo das partidas. Tinha aquela verticalidade tão característica do futebol alemão, mas também um toque de pausa e criatividade. Existia harmonia. Redefiniu a posição de Gonçalo Ramos e deu uma nova vida a Rafa e João Mário. Recebeu um presente chamado Enzo Fernández, o que fez toda a diferença naquele início espetacular. O caso mais curioso é o de Grimaldo, possivelmente a figura maior daquele título. É legítimo assumir que Schmidt nunca iria privilegiar um lateral-esquerdo como o espanhol, caso pudesse ir ao mercado. As circunstâncias deram-lhe esse trunfo.

Aí está uma das principais diferenças para esse Benfica em início de ciclo. Com a renovação de contrato, um título e a valorização de jogadores, o poder de Schmidt aumentou. Ainda que não seja totalmente claro o alinhamento entre a estrutura e o treinador, as escolhas de Jurásek (além da distância para Grimaldo, rapidamente se notou a inaptidão para vingar) e Kökçü (não por falta de valor, mas porque falhou o casting) não permitiram esquecer a influência de figuras marcantes. Aursnes, absolutamente essencial na pressão alta, teve de apagar fogos noutras posições. A sucessão de Gonçalo Ramos também não foi assegurada, nem nas características nem no rendimento. Quem planeou, não olhou para as necessidades.

Isto leva-nos ao início da história. Schmidt não é um treinador com capacidade de adaptação, que resolva problemas a partir do engenho tático. Precisa de jogadores que entrem rigorosamente nas especificidades do modelo de jogo que pratica. O Benfica desta temporada nunca foi – nem podia ser – particularmente afirmativo na pressão alta. Por várias razões, o técnico alemão só estabilizou um 11 em abril e a melhor exibição surgiu contra o Sporting, para a Taça de Portugal, precisamente porque sufocou o rival em vários momentos. Essa perda estilística fez surgir todos os problemas defensivos e ofensivos, tornando os encarnados dependentes da iniciativa individual de Di María.

Nesse regresso do argentino, o significado está todo lá. A mais-valia do pé esquerdo não se questiona, muito menos depois de uma carreira tão longa. Ao serviço da Juventus, jogava como segundo avançado num 3-5-2, perfeitamente protegido pela estrutura coletiva. O campo falou e, chegando ao fim da temporada, as conclusões mostram que Schmidt nunca procurou acomodar o argentino sem prejudicar o equilíbrio da equipa. Houve uma passagem fugaz por um sistema com três centrais, mais improvisado do que a mostrar convicção. Depois da substituição no Bessa e da (in)oportuna entrevista, Fideo teve direito a tudo – independentemente do contexto ou do resultado. A troca de Neres, em Marselha, foi apenas a gota de água de um exercício de gestão medrosa (forte com os fracos, fraco com os fortes) desde o banco. Desenhar o futuro do Benfica tem uma resposta para ser dada por Rui Costa: ou Di María ou Schmidt, nunca os dois.

Os problemas apontados, tanto a nível da utilização do plantel como da preparação estratégica para os jogos grandes, já lá estavam na época anterior. Mas havia um modelo sólido a que o Benfica podia agarrar-se e um elenco mais curto em profundidade e investimento. Além disso, o desgaste causado por uma temporada de conflito aberto entre o treinador e a bancada (nunca assumindo a responsabilidade e apontando o dedo aos adeptos) não tem uma reversão simples. Mantendo o alemão, Rui Costa só pode guiar o pensamento pela premissa de que é preciso garantir que o modelo de Schmidt voltará a ser aplicado. Os pontos fortes e os pontos fracos estão à vista, sem qualquer perspetiva de mudança. Está ali uma figura para executar, não para planear. As decisões terão de vir de cima.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...