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The_Dark_Night

[FM2020] Lux in umbra revelabitur

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Olá a todos!

Decidi criar este save com um único objetivo: Divertir-me (e, quem sabe, entreter-vos também). Sem pressões, sem regras rígidas, sem a obsessão de encontrar a melhor tática ou o wonderkid mais promissor. Aqui, o que conta é a história — mesmo que seja totalmente inventada.

Neste save, vamos mergulhar num mundo alternativo onde os limites do real são empurrados um bocadinho para o lado. Clubes improváveis, personagens caricatas, decisões malucas… tudo é possível. Estou a deixar a lógica no balneário e a levar apenas o essencial: imaginação, paixão pelo jogo e vontade de contar uma boa história.

Ao longo do save, vou partilhar:

  • O contexto e a origem da história;
  • As aventuras e desventuras dentro e fora das quatro linhas;
  • Updates mensais;
  • E claro, aceito sugestões da comunidade para dar ainda mais cor à narrativa!

Sejam bem vindo a bordo desta incrível viagem … 

Dados Save

Liga Selecionada:🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿

Base Dados: Enorme

 

Editado por The_Dark_Night
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Citação de jFrost, há 18 horas:

Boa sorte!

Obrigado 🫂 

Citação de cadete, há 16 horas:

Boa sorte.

Obrigado 🫂 

Citação de Banks29, há 5 horas:

Boa sorte

Obrigado 🫂 

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Capítulo 1 – A Chegada a Bergamo

 
David pousou a mala no chão frio da estação de Bergamo, respirando fundo o ar húmido daquela manhã cinzenta. Tinha  32 anos, vindo de Lisboa com a promessa de um estágio numa pequena empresa de restauro de arte, mas no fundo era outra coisa que o atraía àquela cidade italiana: um segredo que lhe tinha sido sussurrado numa carta antiga.
 
A carta, escrita em português arcaico, falava de um manuscrito perdido durante as guerras napoleónicas, escondido algures entre os becos medievais da Città Alta. Supostamente, o documento continha informações que remontavam ao Renascimento italiano e a um certo círculo oculto de intelectuais que tinha protegido ideias proibidas pela Igreja.
 
Ao subir pelas ruelas de pedra, com a mala numa mão e a carta bem dobrada na outra, David sentia o peso da história a envolver-lhe cada passo. As muralhas venezianas erguiam-se como guardiãs silenciosas, e os sinos da Basílica de Santa Maria Maggiore ecoavam num tom quase ameaçador.
 
Num pequeno café de esquina, parou para descansar. A empregada, uma mulher de cabelo grisalho e olhar penetrante, serviu-lhe um expresso e, ao ver o envelope antigo pousado sobre a mesa, arqueou uma sobrancelha.
 
Non è possibile… — murmurou em italiano, fixando o selo na carta.
Conhece isto? — perguntou David, surpreendido.
 
A mulher inclinou-se, sussurrando:
Se procura o que penso que procura… tenha cuidado. Em Bergamo, certas histórias não gostam de ser despertadas.
 
O coração de David acelerou. Não era apenas uma lenda. Havia quem soubesse.
 
E assim começava a sua jornada, sem saber ainda que estava prestes a mergulhar num labirinto de segredos renascentistas, sociedades secretas e enigmas guardados nas sombras de Bergamo.

 

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Citação de Burkina2008, há 4 horas:

BS pelo norte de Italia

Será? Pode haver desenrolar da história e .... 🤫

 

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Capítulo 2 – O Símbolo de Colleoni

 

David não conseguiu tirar da cabeça as palavras da mulher do café. “Certas histórias não gostam de ser despertadas.”

Depois de lhe pagar e agradecer, decidiu seguir a sua intuição. A carta trazia, num dos cantos, um desenho enigmático: três esferas alinhadas como planetas em órbita.

Ao caminhar pela Piazza Vecchia, reparou que o mesmo símbolo se repetia esculpido em pedras e fontes, embora de forma discreta. Perguntando a um guia turístico, soube que aquele era o brasão de Bartolomeo Colleoni, um famoso condottiero de Bergamo, herói para uns, tirano para outros.

Colleoni tinha servido Veneza no século XV, e a sua família guardava segredos ainda mais antigos. Segundo os rumores, estava envolvido com círculos de humanistas renascentistas que discutiam ciência, astrologia e textos proibidos.

David parou diante da sua estátua imponente. O cavaleiro de bronze parecia observá-lo de cima, como se desafiasse qualquer um que ousasse decifrar os mistérios da cidade. O jovem português aproximou-se da base da escultura e, ao passar a mão pela pedra fria, encontrou algo estranho: uma inscrição quase invisível, gasta pelo tempo. Não era italiano… era latim.

> “Lux in umbra revelabitur.”

(“A luz será revelada na sombra.)

 

David sentiu um arrepio. A frase estava também na carta que recebera em Lisboa.

Enquanto tentava anotar a inscrição, um homem de sobretudo escuro aproximou-se discretamente, ficando a poucos metros. Não parecia um turista. Tinha um olhar fixo, quase predador. David percebeu que não estava sozinho naquela busca — alguém o seguia.

Com o coração acelerado, guardou a carta no bolso e começou a andar depressa, misturando-se na multidão da praça. Mas o som dos passos atrás dele não deixava dúvidas: o jogo acabara de começar.

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Citação de Spiklas The Manager, Em 23/08/2025 at 22:33:

E começa a perseguição 

Vamos ver como pagamos...

Citação de cadete, há 18 horas:

Temos história...

Parece que sim. Obrigado

Citação de Sir Esquilo, há 17 horas:

🍿🥤 já estou pronto para o prócimo capítulo

Bora lá então....

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Capítulo 3 – As Sombras da Biblioteca

David acelerou o passo pelas vielas da Città Alta, tentando não olhar para trás. O som ritmado das botas que o seguiam desapareceu por instantes, mas ele sabia que o homem de sobretudo não desistiria facilmente.

Dobrou uma esquina e entrou num pequeno átrio onde uma placa indicava: Biblioteca Civica Angelo Mai. Um refúgio perfeito. Empurrou as portas pesadas e foi recebido por um silêncio reverente, apenas interrompido pelo ranger distante das estantes antigas.

A biblioteca era um verdadeiro templo de conhecimento. Manuscritos medievais, tratados renascentistas e mapas antigos enchiam as prateleiras. David respirou fundo — ali sentia-se protegido, quase invisível.

Dirigiu-se a uma mesa isolada, retirou a carta do bolso e voltou a observar o selo com o brasão das três esferas. Não era um mero detalhe heráldico; parecia uma chave. Vasculhando entre os catálogos, encontrou uma secção dedicada à história de Colleoni e, folheando um volume empoeirado, deparou-se com uma gravura idêntica ao selo. Mas havia algo mais: sob as esferas, surgia um mapa rudimentar de Bergamo, com um X marcado perto da Basílica de Santa Maria Maggiore.

Antes que pudesse copiar o desenho, uma sombra passou refletida no vidro da janela. O coração de David gelou. O homem de sobretudo estava lá fora, imóvel, como um sentinela.

Não podia sair pela porta principal. Guiado pela adrenalina, David procurou outra saída. Atrás das estantes, descobriu uma escada estreita que levava a uma porta lateral de serviço. Empurrou-a com cuidado e sentiu o ar frio da tarde envolver-lhe o rosto.

Estava livre… por agora.

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Esse sentinela até assusta. Ansioso por ver o que sai desta "perseguição".

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Citação de cadete, Em 25/08/2025 at 12:17:

Esse sentinela até assusta. Ansioso por ver o que sai desta "perseguição".

Assusta pois😱

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Capítulo 4 – O Segredo da Basílica

A noite caía sobre Bergamo quando David alcançou a Basílica de Santa Maria Maggiore. As pedras antigas brilhavam sob a luz amarelada dos candeeiros, e os vitrais iluminados criavam reflexos quase sobrenaturais. O jovem português hesitou diante das portas pesadas de madeira, como se pressentisse que, ao cruzá-las, estaria a abrir não só um edifício sagrado, mas também um enigma esquecido.

Lá dentro, o silêncio era profundo, apenas cortado pelo eco distante dos seus passos. As paredes estavam cobertas de frescos e tapeçarias renascentistas, cada detalhe transbordando séculos de história. David aproximou-se do altar, recordando o mapa que vira na biblioteca: o X estava marcado exatamente aqui.

Ajoelhou-se, passando a mão pelo chão de mármore frio. De repente, os dedos tocaram uma ranhura quase invisível entre duas lajes. Curioso, acendeu a lanterna do telemóvel e viu um pequeno símbolo gravado na pedra: as três esferas de Colleoni.

O coração disparou. Empurrando com cuidado, percebeu que uma das lajes estava solta. Ergueu-a lentamente e encontrou um espaço oculto, como um cofre improvisado. Lá dentro, protegido por um invólucro de couro envelhecido, repousava um caderno antigo.

Com mãos trémulas, abriu-o. As páginas estavam cobertas de anotações em latim e desenhos enigmáticos: diagramas astronómicos, símbolos alquímicos e referências a nomes do Renascimento italiano, incluindo Leonardo da Vinci. Mas o que mais lhe chamou a atenção foi uma frase repetida várias vezes:

 

> “Il Custode veglia.”

(“O Guardião vigia.”)

 

David não teve tempo de refletir. Um ruído metálico ecoou no interior da basílica — como se uma porta se tivesse fechado com força. O frio percorreu-lhe a espinha. Ele não estava sozinho.

Fechou o caderno e levantou-se de imediato, escondendo-o sob o casaco. As sombras das colunas pareciam mover-se, e passos ecoaram atrás dele, lentos, calculados.

O Guardião… não era apenas uma metáfora.

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Citação de Spiklas The Manager, há 2 horas:

Um autentico Codigo da Vinci que práki vai

É uma espécie sim🙂

Citação de cadete, há 50 minutos:

Mas quem é esse Guardião?

Mas quem será....🤔🤔

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Citação de Sir Esquilo, há 55 minutos:

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É bom que tenhas stock🙂

 

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Capítulo 5 – O Guardião

David manteve-se imóvel, os músculos tensos, enquanto os passos se aproximavam. O eco ressoava nas paredes da Basílica como se fossem tambores de guerra. Então, da penumbra surgiu uma figura alta, envolta num manto negro, o rosto oculto por uma meia-máscara metálica que refletia a fraca luz das velas.

Restituis o que não te pertence. — A voz do estranho soou grave, carregada de autoridade.

David apertou instintivamente o caderno contra o peito.

Quem é você? — consegui perguntar, tentando parecer firme.

O homem aproximou-se lentamente, revelando uma corrente de prata ao pescoço com o símbolo das três esferas de Colleoni.

Sou o Guardião. A minha família vela por este segredo há gerações. Não devias ter vindo, estrangeiro.

O silêncio da Basílica tornava cada palavra mais pesada. David tentou ganhar tempo.

Eu só encontrei isto por acaso. Nem sequer sei o que significa.

A máscara brilhou com um leve reflexo enquanto o Guardião inclinava a cabeça.

Mentir dentro desta casa sagrada é perigoso. O manuscrito que procuras contém conhecimento que pode alterar a história — e há quem mate para o obter.

David sentiu a garganta secar. Então era verdade: havia algo de monumental escondido naquele caderno.

E por que não o destrói, se é tão perigoso? — arrisquei.

O Guardião parou diante dele, tão próximo que David sentiu o frio metálico da máscara quase roçar o seu rosto.

Porque a luz deve existir, mesmo que apenas na sombra. Mas a tua presença atraiu atenção indesejada. Não és o único a seguir as pistas.

Antes que David pudesse responder, um estrondo ecoou no exterior da Basílica — uma porta arrombada. O Guardião ergueu o olhar, tenso, e num gesto rápido agarrou o braço de David.

Se queres sobreviver, segue-me. Agora.

Sem ter tempo de pensar, David deixou-se guiar pelas passagens escuras da Basílica, enquanto atrás deles outros passos invadiam o templo.

O verdadeiro jogo tinha começado...

Editado por The_Dark_Night
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