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Rui Cardoso

Oficina de Escrita

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Estou aqui,

n?o quero.

Estou ali,

j? quero.

Est? gelado,

no calor.

Est? calor,

no gelo.

Isto parece intelectual,

mas n?o ?.

? o que ?

e para o que nasceu.

Morreu, de aborto.

Ao parto.

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Mais uma vez obrigado! ;)

 

________________x_______________________

 

"Esperan?a"

 

Esperan?a... Enquanto a mantive estive condenado a sofrer. Era um p?ssaro que vivia sempre a voar e a cair, como se n?o conseguisse voar de vez. Mesmo que voasse baixinho, s? queria deixar de cair sempre que pusesse a asa fora da seguran?a do ninho.

Mais vale arrancar de vez a esperan?a, esquecer o sonho de voar e relembrar o qu?o seguro ? caminhar com os p?s em terra firme.

Com a esperan?a vem o sofrimento, a desilus?o. ? por termos as expectativas altas que nos desiludimos, que sofremos.

E ? por isso que perten?o ao nada. Ao que ainda n?o chegou. E apesar de esperar que esse nada chegue para me sacudir, n?o vou viver a olhar para tr?s, a ver se ele chega. E mesmo que ele n?o chegue, viverei sempre com a ilus?o desse nada que nunca chegou, pois eu pr?prio sou nada.

Sou nada. O vazio entre o querer ser feliz e saber que isso ? imposs?vel. Tudo o que sou, tudo o que fa?o ou desejo est? no meio, uma desilus?o realista.

N?o busco nada. Sou covarde. N?o tenho vergonha de admitir que procuro o mais f?cil para evitar a desilus?o e, ainda assim, sofro com isso. Mas todo esse nada faz parte de mim, ser um labirinto sem sa?da. Mas amo cada parede, cada beco, cada passo dado em falso. Porque o que importa n?o ? o caminho que percorro, mas sim aquilo em que o caminho me transforma.

 

Tudo verdade :\

 

"Arrisquem"

 

Onde ? que vamos parar? ? uma pergunta que fa?o a mim mesmo, olhando para os meus ?amigos? . S? vejo pessoas f?teis, interessadas em popularidade. Mas para que ? que a popularidade serve? Eu posso ser muito popular e ser uma (censurado) de pessoa. As pessoas ?populares? s?o vazias, sem interesse, todas com o mesmo gosto musical e a vestir a mesma roupa. Mas ? isso ser popular? Uma s?rie se soldadinhos, que as grandes companhia controlam? Uma s?rie de pessoas iguais?

 

Fica aqui o aviso. Ou?am uma m?sica diferente. Arrisquem. Fa?am uma coisa diferente. Em vez de ? noite irem para a discoteca, fiquem em casa com os amigos, a conversar. Conversas interessantes, n?o conversas de (censurado). Arrisquem, que estes s?o os melhores anos das nossas vidas?

 

Completamente contra esse ponto de vista... podes ser popular sem ser igual aos outros.. ou?am ? a m?sica que gostam e n?o aquela s? porque ? diferente ou igual. Se forem felizes a ir para discos v?o que fazem muito bem, bebam um pouco, fiquem alegres, se s?o felizes a ficar em casa a conversar, ent?o fiquem. Concordo, estes s?o os melhores anos da nossa vida, fa?am o que vos faz feliz ;)

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Completamente contra esse ponto de vista... podes ser popular sem ser igual aos outros.. ou?am ? a m?sica que gostam e n?o aquela s? porque ? diferente ou igual. Se forem felizes a ir para discos v?o que fazem muito bem, bebam um pouco, fiquem alegres, se s?o felizes a ficar em casa a conversar, ent?o fiquem. Concordo, estes s?o os melhores anos da nossa vida, fa?am o que vos faz feliz ;)

Sim, mas geralmente o que acontece ? que toda a gente "popular" ? "igual". E quando eu digo para n?o irem ? disco, ? para com 14 anos, n?o apanharem bebedeiras todos os fins-de-semana. E quem n?o adora um ser?o a conversar, a pregui?ar, etc...?

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Sim, mas geralmente o que acontece ? que toda a gente "popular" ? "igual". E quando eu digo para n?o irem ? disco, ? para com 14 anos, n?o apanharem bebedeiras todos os fins-de-semana. E quem n?o adora um ser?o a conversar, a pregui?ar, etc...?

 

? ?bvio que isso ? um exagero, mas se s?o felizes assim for?a, o que importa ? ser feliz :compinchas:

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Guest LeoDB
? ?bvio que isso ? um exagero, mas se s?o felizes assim for?a, o que importa ? ser feliz :compinchas:

 

Ai ??

 

Se s?o felizes assim for?a

 

Eu fico feliz quando snifo coca. Devo continuar?

 

O que importa ? que eu seja feliz.

 

:biggrin:

 

H? limites para tudo. A felicidade n?o deve ser alcan?ada a qualquer custo. Ainda por cima sendo a felicidade algo moment?neo.

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Ai ??

 

Se s?o felizes assim for?a

 

Eu fico feliz quando snifo coca. Devo continuar?

 

O que importa ? que eu seja feliz.

 

:biggrin:

 

H? limites para tudo. A felicidade n?o deve ser alcan?ada a qualquer custo. Ainda por cima sendo a felicidade algo moment?neo.

 

Deves. ? a minha vis?o da vida, viver os momentos mas cada um com a sua ;)

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Pseudo-estudo para portugu?s

 

De onde vem esse epicurismo que eu desconhecia?

Porqu? ver em ti Ricardo Reis?

Ah se eu sabia...

Talvez tivesse seguido

Mestre Caeiro e suas leis

Mas n?o penso com sentidos

Sinto com cora??o

N?o!

N?o sou Campos

N?o vejo/ prevejo/ amo/ sinto futuros

N?o foram anos

Mas foram puros

Amei-te, Amaste-me(?)

J? dizia Pessoa

Cora??o entret?m a raz?o, talvez superior...

Sim, acabaste!

N?o foste m?, n?o foste boa

N?o me faltaste

Mas desenla??mos as m?os

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Deves. ? a minha vis?o da vida, viver os momentos mas cada um com a sua ;)

:prayer:

 

H? um ano dizia que n?o, mas hoje estou totalmente de acordo contigo!

 

:basofe:

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Para ser sincero, n?o achei o texto nada de mais. Mas revejo-me no ponto de vista acerca do Inverno. ;)

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Pensamos e gostamos que nos d?em sempre o que queremos, o nosso c?rebro ainda n?o chegou a um estado tal que nos permita inferir acerca do que os outros nos querem dar.

 

?, de facto, t?o simples quanto isso. A esmagadora maioria das diverg?ncias humanas est? entre o que uns querem dar e outros receber. N?o ? f?cil perceber qual o ponto que os outros estabelecem como limite do razo?vel, at? porque ? sempre, em muito divergente ao nosso. O que para n?s ? perfeitamente plaus?vel para outros pode ser um bicho-de-sete-cabe?as, e o que n?s assumimos como mais certo nem sempre condiz que o correcto de outrem.

 

Somos similares, em v?rias coisas. Discrepantes em muitas mais. Mas a ess?ncia acaba por ser cong?nere, mesmo assim somos uma verdadeira caixa de Pandora fechada a mais que sete chaves.

Queremos sempre algo de algu?m (algo teu), mas raramente temos algo em conjunto, apenas pequenos momentos que se tornam eternos. O algo nosso ? um pouco mais ortodoxo, necessita de uma clara sintonia de valores e de vontades, muito rara mas igualmente bonita e imensa. Alias, todos os momentos de sacrif?cio por um algo teu valem por um s? de algo nosso? Os sentimentos partilhados e compartilhados s?o a efectiva??o perfaz do ser, somos apenas pessoas em pot?ncia at? sentir algo assim. Confio que acaba sempre por acontecer, por vezes de forma estranha e quase despercebida, mas se calhar vivo num mundo de fantasia.

 

Num mundo perfeito saber?amos exactamente o que queremos dar e receber, assim como o que cada quer nos dar. Mas que se lixe o mundo perfeito, tem tanto de ut?pico como de aborrecido, adoro assimetrias e desconex?es. Aqueles momentos ?nicos s?o t?o estupendos exactamente por serem ?nicos, se forem comuns deixam der ?nicos?talvez deixem mesmo de ser momentos passem a ser s? mais um passo rumo ao fim, talvez atinjam a banalidade do lavar a cara de manh?, como se sentiriam se as vossas maiores emo??es se resumissem ?quilo que fazem diariamente? Talvez meio d?beis, talvez meio im?veis, talvez meio?mortos?

 

Aproveito para dizer que este texto tem dois sentidos. Um impl?cito e outro altamente metaf?rico. Fiquem-se pelo impl?cito porque o metaf?rico e daqueles momentos que s? se enquadram mesmo no algo meu?e apenas meu.

 

@ http://istoemesmomeu.blogspot.com/

 

Que, para os mais desatentos, ? mesmo meu

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Tava a ver o teu Blog e adorei o texto das profiss?es que s?o descriminadas. Homem do Lixo, tava muito boa essa parte. :compinchas:

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A minha sora de Portugu?s diz que eu escrevo bem e quer que eu escreva mais textos, mas n?o tenho paci?ncia e tema. S? nos testes.

 

No 2? per?odo, penso nisso e talvez "poste" aqui.

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A stora de Portugu?s mandou-nos a fazer um poema a come?ar num verso de Pessoa, por isso decidi avacalhar um bocado... :mrgreen:

 

Melodrama

 

 

? talvez o ?ltimo dia da minha vida.

Que posso eu fazer,

Sen?o pensar na comida

Que irei ingerir pela ?ltima vez

Antes de morrer.

 

Olho pela janela e vejo que chove,

Como pode este dia ficar pior?

Apetece-me comer uma barra de salame, ou nove,

E comprar um perfume da Dior.

 

?Ser ou n?o ser??

Como j? diziam no Hamlet.

Eu s? quero saber o que irei comer,

Quem sabe, batatas?

Talvez at? uma omelete!

 

Entro na casa-de-banho para tomar um duche

S? me apetece morrer afogado.

? noite durmo com o meu urso de peluche,

Coitado! Est? degolado!

 

Rolo na cama sem conseguir dormir,

Como farei para isto mudar?

Os meus ouvidos parecem zumbir

De tanto na minha lastimosa vida pensar.

 

N?o!

N?o quero a minha ideia reprimida,

Mesmo n?o gostando muito de lamechice,

Pois ? assim a nossa vida,

Apesar da nossa parvo?ce.

 

Na manha seguinte acordo,

E qual n?o ? o meu espanto

Ao ver que estou vivo?

Que alegria!

Talvez me v? esconder a um canto,

Talvez seja hoje o meu ?ltimo dia.

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Nunca sentiram que d?i tanto na alma, que s? apetece sofrer fisicamente para acabar com o tormento?

Um aperto t?o grande no cora??o, uma vontade s?bita de beijar o estuque com os punhos, ver o sangue correr e deixar a adrenalina apagar por momentos o nosso aperto de alma?

N?o ? dor, ? como uma vontade maior que n?o conseguimos satisfazer, ? uma (censurado), a ?nica coisa que sei ? que o dia de amanh? vai ser igual, assim como o outro que se segue e por ai fora, s? me apetece gritar at? perder a voz, at? dormir, at? parar com este choro que me consome.

 

Escrevo isto com a maior vontade de partir o teclado e s? n?o o fa?o porque ainda tenho um pingo de tino que me mant?m sano, n?o sei quando ir? correr a ultima gota, mas espero que n?o seja em breve.

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Nunca sentiram que d?i tanto na alma, que s? apetece sofrer fisicamente para acabar com o tormento?

Um aperto t?o grande no cora??o, uma vontade s?bita de beijar o estuque com os punhos, ver o sangue correr e deixar a adrenalina apagar por momentos o nosso aperto de alma?

N?o ? dor, ? como uma vontade maior que n?o conseguimos satisfazer, ? uma (censurado), a ?nica coisa que sei ? que o dia de amanh? vai ser igual, assim como o outro que se segue e por ai fora, s? me apetece gritar at? perder a voz, at? dormir, at? parar com este choro que me consome.

 

Escrevo isto com a maior vontade de partir o teclado e s? n?o o fa?o porque ainda tenho um pingo de tino que me mant?m sano, n?o sei quando ir? correr a ultima gota, mas espero que n?o seja em breve.

Muito bom.

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As rela??es do ser humano padecem dos mesmos v?cios desde sempre.....

J? Plat?o falava no qu?o fal?vel era o amor de carne, chegando inclusive a dizer que apenas "o amor de car?cter dura toda a vida", n?o se iludam nada mudou.

 

A paix?o do ser humano pela carne continua igual ao que sempre foi sendo que gostamos de uma mulher pelos ditos atributos f?sicos que ela apresenta.

Se ? bela ent?o amamos, se ? feia vem a repulsa.

 

Nem sei se bela ? a palavra mais adequada para os nosso dias... Hoje em dia prefere-se a palavra "boa" que considero a mais pura falta de respeito pela mulher e posso dizer que quando me dizem "a minha namorada ? boa" eu n?o sei se devo chorar ou rir....

A falta de respeito pela pessoa que se diz amar ao utilizar a palavra boa ? gritante, ainda assim muitos o fazem.

 

Ate a pr?pria sociedade tem tend?ncia para pegar nos consideramos mais bonitos com as vantagens que dai adv?m.

 

Enganem-se os que pensam que eu n?o sou igual. Sou exactamente como todos voc?s dando valor aos atributos f?sicos... a minha ?nica quest?o ? se deveria ser assim.

 

A todos os meus amigos que recebem este texto agrade?o por todas as semanas lerem o que eu escrevo e por enviarem as vossas opini?es e palavras de incentivo. No entanto pe?o desculpa por este texto pecar por ser pequeno mas o tempo dispon?vel n?o tem sido muito

 

Um enorme obrigado.

 

? de um amigo meu que escreve semanalmente e que envia por mail a um grupo de amigos.

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J? jaz o dia mas foi m?tuo, crescemos e atingimos o c?u, juntos. Foi lindo, sentimos e agimos em sintonia. Afinal ? como dizias, n?o o fui mas senti-me, senti-te, sentimo-nos. Fui completamente eu pela primeira vez? embora tu j? viesses a encher esse dep?sito desde aquele sorriso. Aquele que nem me lembro quando nem porqu?, apenas o que ele fomentou.

 

Omert? para qu?? Senti-me her?i, senti-me capit?o de mais de mil tropas, senti-me pirata dos 5 oceanos, senti-me superior ao mundo, senti-me superior ao que sou. Fizeste-me transcender-me com a tua transcend?ncia. Iluminaste-me com o teu brilho naquela noite escura, aquela que poderia ter sido igual a tantas outras, mas n?o. Foi algo mais, foi mais?perfeita.

 

Ah se sorrias, e n?o precisavas de fazer mais nada, j? isso era demais, petrificava-me e excitava-me no mesmo segundo, no mesmo instante. Consegui finalmente aquele aglomerado de sentimentos que nos faz sentir um v?rtice a sair de dentro para fora, de n?s para o mundo, de mim para ti. Um simples e honesto momento de felicidade, pura e dura, sem complexos.

 

N?o me arderia a alma se tivesse que escolher aquele momento como eterno. N?o que n?o espere que mais e melhores se sigam, mas porque a magnitude atingida ser? de certa forma inalcan??vel. Pelo menos enquanto humanos. N?o que piore mas que diferencie, n?o que desgoste, alias n?o que nada. N?o vou come?ar a racionalizar agora.

 

Agora sim, quero ter um amanh?, quero ser o teu amanh?.

 

 

Ando a ficar pro em textos gays

 

@ http://istoemesmomeu.blogspot.com/

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Enquanto forem s? os textos... :mrgreen:

 

_____________________ x _____________________

 

"Long Road To Ruin"

 

Mais uma vez caminho sozinho na velha longa estrada.

As mesmas pedras no percurso, as mesmas folhas no ch?o, as mesmas po?as de ?gua. Estagnada. N?o a ?gua. A paisagem.

E eu continuo a caminhar. Numa mesma estrada, numa mesma paisagem. A mesma vida. Sempre. A mesma busca intermin?vel pelo fim do caminho. A busca pelo ponto em que acaba a demorada viagem rumo ao descanso confort?vel de descobrir quem realmente sou.

N?o mais basta seguir pelo caminho. Tenho que observar as cercas que o ladeiam, os port?es que d?o acessos a jardins at? agora secretos, as sombras das grandes casas, abandonadas na calma das certezas, pr?prias de quem h? muito atravessou o seu caminho.

N?o fui talhado para grandes cruzadas, nem sequer para pequenas! Sou um covarde, mas sincero. Busco apenas o mais curto dos atalhos....

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Preludio de Verdes Anos por Ricardo Fernandes

 

Por arcos velhos,

diria moribundos,

no sufoco do carbono,

t?xico,

perdemos a alma,

mas no tocar duma guitarra,

no g?nio de Paredes,

quem mais?

faz vibrar, n?o as cordas,

n?o os arcos,

apenas e s? nosso peito,

que carrega o amargo Lusitano,

bravo e escondido,

n?o morto,

n?o vivo,

moribundo e perdido.

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Hoje na aula de portugu?s, o exerc?cio do livro era o seguinte:

"Inspirando-te nas estrofes lidas, redige uma invoca??o ?s tuas Ninfas do Sucesso Escolar."

A primeira coisa que me lembrei foi da Floribella :funny: mas decidi aceitar o desafio.

S?o algumas as mo?as que conhecem o meu pequeno dom para a poesia, e muitas s?o as que babam para os poemas romanticos que eu fazia para a minha ex-namorada. :lol: (sim, tou me a exibir. Show offer. :basofe:)

 

Minhas ninfas da sorte

Por favor, evitai a minha morte

Olhai por mim

Dai-me boas notas

Porque n?o me apetece mesmo nada ouvir os meus cotas ...

 

Dai-me paci?ncia para estudar

Para, a stora Alface*, n?o reclamar

Ou ent?o por gentileza

Um feriadinho

Para n?o aturar a Nadine**, que se senta ao meu lado na mesa

Pe?o-vos isto com carinho

 

Agora um poco mais a s?rio

N?o me deixem no futuro

Ir trabalhar em alguma coisa a ver com min?rio

Vida de estudante ? trabalhar no duro

Haja paci?ncia ...

 

Tou eu, farto de estudar

J? n?o posso ver a escola, nem banhada em ouro

Por amor da santa, ajudai-me minhas ninjas do sucesso escolar

Eu at? mato um mouro!

D?em-me paci?ncia!

Ou uma bebida energ?tica***,

Pois j? n?o posso ouvir falar de fon?tica!

 

A mat?ria escolar?

J? n?o a consigo aturar!

Cam?es e Fernando Pessoa?

At? t?m jeito ...

Mas bom sou eu, profissional em rimar ? toa.

 

Atendai ao meu pedido, minha Ninfa Escolar!

Tirai-me daqui !

Deixai-me ir para casa dormir, e sonhar ...

 

 

 

* - Professora de Portugu?s

** - Colega de carteira

*** - Inspirado aqui no forum, num post qualquer no frio etc.., acho eu :lol:

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Preludio de Verdes Anos por Ricardo Fernandes

 

Por arcos velhos,

diria moribundos,

no sufoco do carbono,

t?xico,

perdemos a alma,

mas no tocar duma guitarra,

no g?nio de Paredes,

quem mais?

faz vibrar, n?o as cordas,

n?o os arcos,

apenas e s? nosso peito,

que carrega o amargo Lusitano,

bravo e escondido,

n?o morto,

n?o vivo,

moribundo e perdido.

 

:prayer:

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