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Rui Cardoso

Oficina de Escrita

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Bom dia

 

Todas as forças abruptas do reino do mal se reuniram, eram 7.30 na altura. Tinham um minucioso plano de controlo de todo o metabolismo publico. Eram unidos, nobres por uma causa, sentiam toda aquela magnificência de maldades como se fosse a sua própria. Sempre foram fieis à causa, era isso que os tornava tão fortes, todos tinham cega fé na sua causa. O mundo era deles, nem precisavam de rei pois auto-reinavam-se na crença das suas convicções e clemencias.

 

No entanto, a vida era dura para eles. Nem sempre é fácil enfrentar tudo e todos para combater pelo mal, nem sempre se é devidamente apreciado quando se está entre barricadas supostamente inimigas. Os olhares amedrontados da multidão deixavam transparecer ódio, os gritos desesperados das vitimas muitas vezes faziam aqueles soldados balançar, mas depressa a força vinha, e a crença mantinha. Essa força sempre me impressionou, ao contrário de ódio, nos meus olhos sempre brilhou admiração, mesmo enquanto de esquartejamentos eles se divertiam, mesmo sabendo que todas as razões daquilo vão contra tudo que de normal considero moral, havia sempre uma parte de sub-consciente de mim que os admirava pela sua genial maleficência.

 

21/8/08, com amor

 

@ istoemesmomeu.blogspot.com

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Whoa. Já vi que há muito bons escritores por aqui :D Ler os vossos textos anima-me, pois identifiquei-me com alguns.

Se nao se importam, ponho aqui um texto meu. Nao espero grandes comentarios, mas qualquer um é bem-vindo.

 

Um parco raio de luz desperta-a. Abre os olhos. Não sabe onde está. Não sabe o que aconteceu. Lembra-se apenas de se encontrar numa festa. Lembra-se de ter captado o olhar de um rapaz atraente. Lembra-se de ele ter vindo falar com ela. Lembra-se até de lhe ter dado um beijo. Mas depois disso apenas reside escuridão. Trevas. Negro.

 

Onde está? Não sabe. Foca os olhos, para logo a seguir os contrair. Sente algo na cabeça. Uma dor forte e um cheiro persistente a sangue no seu corpo. Tenta levantar as mãos, mas estas encontram-se presas. Só aí percebe que o espaço se assemelha bastante a uma cave abandonada. Está presa a uma cadeira pelos pés e mãos. Quer gritar, mas não consegue, apesar de a boca se encontrar livre de qualquer mordaça. Não, é a sua garganta que está seca.

 

Naquela cave apenas existe uma janela no topo, por onde passam os raios da madrugada. A cave está quase toda ela deserta: contém apenas um lavatório velho e algo partido e algumas caixas puídas. E muitas teias de aranha, algumas com o próprio animal pendurado.

 

Sente dores por todo o corpo. Olha e vê-se coberta de sangue, com diversas nódoas negras. E, pior que isso, o seu vestido de festa encontra-se rasgado ao meio e pendurado melancolicamente nos seus braços.

 

Procurou tomar atenção aos sons. Não ouvia nada excepto a àgua que pingava do lavatório. Gota a gota a cair no chão metálico da cave.

 

Pling!

 

Podia suportar.

 

Pling!

 

Não a irritava por aí além.

 

Pling!

 

Sentiu vontade de refrescar a garganta.

 

Pling! Pling! Pling!

 

Não aguentava mais. Queria parar aquele som insistente. Começou a gritar tanto quanto a sua garganta deixava para o lavatório, esperando que este lhe obedecesse. Mas este não lhe obedeceu.

 

Apoiou os pés com força no chão e sentiu dor ao aterrar, pois o chão encontra-se repleto de vidros partidos. Tinha de desligar aquela torneira, cujas gotas a levavam à loucura. Usou o que restava das suas forças para se levantar, mas só para depois cair exausta. As gotas continuavam a cair e algo mexeu no seu corpo, fazendo-a abanar-se e gritar tanto quanto conseguia. Estava sozinha naquele sítio. Ninguém a podia ajudar.

 

Perguntou-se onde estaria, enquanto trauteava uma canção conhecida que ouvira a noite anterior. Tentou recordar-se da cara do rapaz. Por mais que tentasse, não conseguia. Sentiu raiva: tinha a certeza de que aquele desconhecido a quem não perguntara o nome se encontrava de alguma maneira relacionado com a sua situação.

 

E os seus amigos? E os seus familiares? Estariam preocupados com ela?

 

Pling! Pling! Pling! Pling!

 

Rangeu os dentes, enquanto abanava a cabeça. Sentiu de novo dor. Agonia.

 

Desespero.

 

Solidão.

 

Ouviu um estrondo atrás de si e voltou a cabeça. Não viu nada, apenas luz. Não conseguiu abrir os olhos para a luz depois das trevas e voltou-se de novo para a frente. Sentiu tal agonia que teve de se inclinar para a frente. Queria vomitar, mas não conseguia. Não tinha nada no estômago.

 

Agonia.

 

Ouve o som de uma porta a fechar atrás de si e a cave mergulha de novo no silêncio. Apenas ouve as gotas do lavatório. Ouve passos, mas mantém a cabeça baixa. Os cabelos molhados pelo suor (ou sangue? Não sabe.) cobrem-lhe a cara. Mantém os olhos fechados.

 

Os passos param diante dela.

 

- Bom dia!- diz uma voz masculina.

 

Levanta a cabeça e abre os olhos sob os cabelos lisos colados à cara, enquanto respira com força. Vê um rapaz familiar.

 

Sim, é o rapaz da festa.

 

Que faz ele ali?

 

Mais do que nunca tem a certeza de que foi ele que a raptou. Sente a fúria associar-se ao desespero, como amigos de longa data que se juntam para se fortalecerem mutuamente. Olha com raiva profunda para o rapaz.

 

- Bem, pequena, diverti-me contigo, mas acabaram de me confirmar algo!- diz o rapaz.

 

Espera ansiosamente o que o rapaz tinha para dizer.

 

- De certo que vais apresentar queixa contra mim... e eu não quero isso!

 

O rapaz aproxima-se e beija-lhe os lábios. Ela não retribui. O rapaz ri-se e leva uma mão ao bolso. Ouve um estalido familiar, que só tinha ouvido em filmes. Depois, sente algo duro a ser pressionado contra a sua cabeça.

 

- Adeus!- sussurra o rapaz, sorrindo de maneira terna.

 

Um som ensurdecedor e forte percorre-lhe os ouvidos. Mais do que nunca, a dor na cabeça é forte e latejante. Sem forças, cai para a frente.

 

Não sabe quem é agora.

 

Vê, lá no alto, o seu raptor diante do seu corpo, com uma arma na mão e um ar enojado a olhar para ela.

 

Não sabe o que a espera daí em diante.

 

Só sabe que foi o fim da sua Vida e que foi ela própria que a arruinou.

 

 

http://reliquiasanonimas.blogspot.com/

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IMPOTANTE ANTES DE LER :mrgreen: Não costumo escrever, mas agora estava sem fazer nada e no Word tentei.

 

Digam o que pensam sff, é que nao estou mesmo habituado a escrever e quero ganhar esse hábito porque até gosto

 

Miragem

 

Ia sozinho, caminhando na rua enquanto pensava em ti, quando de repente vejo o reflexo de uma sobra. Olhei para trás e avistei-te. Linda. Fiquei a contemplar-te durante minutos, tentei tocar-te… desapareces-te. Uma miragem, era apenas uma miragem criada pelo meu subconsciente. Fiquei triste por te ver partir sem te despedires mas percebi que tinha de agir, a miragem significava algo. Tinha que ir atrás de ti! Depois chega o o arrependimento, talvez por medo da rejeição. Enfim…sentia-me perdido sem saber o que fazer.

A noite chegou, olhei através da janela e vi-te novamente. Desta vez estavas a passar na minha rua. Gritei o teu nome mas… era mais uma miragem.

 

Apenas mais uma miragem... só mais uma miragem. E tu? Não deste sinal :(

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O que é a paixão? Segundo o dicionário, paixão é sentimento de amor intenso; amor obsessivo. Pode ser, como também pode ser um engano. Uma pessoa pode pensar que está apaixonada, mas apenas estar atraída. E paixão também é isso, também é atracção, quer física quer psicológica. Mesmo inadvertidamente, uma pessoa sente atracção, o que pode levar à paixão, e aí sim, ao maior, melhor e pior de todos os sentimentos: o Amor. Por isso, pode-se dizer que a paixão é um dos sentimentos mais importante e, ao mesmo tempo, um dos sentimentos mais insignificantes que vivemos, pois pode durar muito ou pouco tempo, pode significar muito ou pouco.

 

Em suma, a paixão é um engano e uma realidade, é uma certeza e uma mentira.

 

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O fundo da Garrafa

 

Não são raras as vezes em que somos surpreendidos pela negativa por quem menos esperamos. Ou melhor, somos sempre surpreendidos pela negativa por quem julgávamos que as mãos gelavam se as lançássemos ao fogo. Porque do mal, em abono da verdade, nunca esperamos nada.

Dá para perceber então porque é que os portugueses gostam tanto de beber o seu copito de vez em quando: normalmente temos tendência a tratar os outros como Vinho do Porto - hoje estás bom, amanhã estás melhor mas eu quero-te é para a vida - e somos tratados como Cerveja - estás excelente agora, a seguir ainda dás, mas não falta muito para mandar vir outra.

Acho que está explicado porque é que gostamos de afogar as mágoas na bebida. Não se esquece, mas bem lá no fundo é algo genuíno.

Ainda há quem tenha a lata de criticar Marco Fortes (atleta olímpico português, a quem deixo a minha vénia) por dizer que de manhã "só se está bem é na caminha". Eu vou mais longe: "há dias em que só se está bem na caminha"! Isto enquanto sonhar não pagar imposto. Porque quando os sonhos começarem a ser vendidos em barris e os preços tabelados por quem é obcecado em encher o bolso, é melhor voltarmos à mesma vidinha de sempre, mas agora com os olhos bem abertos para ver de onde podem vir novas quantidade industriais de stress.

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Tentar de Novo...

E se tentássemos de novo? Vá lá, não ia custar muito. Bastava falar. Explicar. Entender. Resolver. Adorar.

Não percebo o que se passou. Terei mudado assim tanto no último ano? Não gostas dos meus amigos? Achas que já não gosto de ti? Não percebo.

Talvez aches que eu estou contra ti. Falso. Mentira. Não acredites! Não podes acreditar em tudo o que te dizem.

Queres deixar-me? Tudo bem. Não perdes nada. Se achas que uma pessoa como eu não te serve, tudo bem: eu não me importo.

Talvez te arrependas e voltes para trás. Peças desculpa. Peço-te que sejas sincera. Talvez te perdoe.

Talvez...

Ingénua.

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Guest .Joe

:rotfl:

 

Peco desculpa..

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Dá-me a tua mão. Deixa-me guiar-te. Deixa-me mostrar-te o caminho da felicidade.

 

Veio-me à cabeça na aula de FQ, com ela sentadinha ao meu lado :carinhoso:

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A Receita

Decerto que todos nós já provamos fantásticos cozinhados, tendo sido eles cozinhados pela mãe, avó, qualquer familiar, amigo ou até mesmo num restaurante.

E, não em raras vezes nos terá vindo á cabeça, já aguçada pelo paladar, a pergunta: “Que receita será esta? Que ingredientes usaram?”

Pois, acreditando na existência de um Deus criador também podemos pensar que receita terá ele seguido? Ou já que falamos num Deus, que receita terá inventado? Na criação de algumas pessoas más pensamos rapidamente numa receita deplorável feita com o pior que podemos encontrar na natureza.

Mas... E que receita terá sido usada para criar outra Deusa? Hoje enquanto olhava para ela formulava esta pergunta.

Não cheguei a qualquer conclusão! De facto depois de muito meditar nada me disse que elementos teriam sido usados, pois para criar algo tão genial teriam de ser materiais extraterrenos-Divinos e não de outro planeta ao contrário do que a palavra possa sugerir.

Pois não conhecendo eu esses elementos, apenas posso imaginar o que terá sido usado e lançar uma sugestão de como teria sido ela criada caso fossem usados materiais mais “convencionais”.

Assim direi que ela foi criada: Com a Beleza de Helena de Tróia, a Eloquência de Cícero, a Arte de Mozart, o Poder de Alexandre Magno, a Sabedoria de Platão, a Genialidade de Einstein e o poder de atracção de uma Musa.

E para vocês que ingredientes são necessários para criar uma Deusa?

 

 

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Último texto do meu blog.

Leiam e digam o que acharam?

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Omni(não)presente

 

Estou-te a redigir uma carta, sem justificações

No passado já te fiz preces, promessas e confissões

A única coisa que questiono é a tua existência,

É a fé com que o Homem vive na tua dependência,

São as desgraças que acontecem e perduram em sequência,

São as guerras causadas pela tua “santa” influência

E se existes onde estavas naquele 11 sem piedade?

Mais de 3000 pessoas sem uma segunda oportunidade,

Porque é que temos de pagar pelos erros de outros mortais?

Porque e que deixas crianças serem agredidas pelos pais?

Deixas crises e pestes negras agravarem-se mundialmente

Metes um terceiro mundo à parte, como se não fossem gente

E como se não bastasse o controlo sobre todos os teus crentes

Ninguém sabe o que Tu és, onde estás nem o que sentes…

 

A tua igreja diz que é do Homem que provém todo o mal,

Mas quem deu toda essa maldade a um simples mortal?

Deste a Moisés 10 mandamentos, todos os dias ignorados

Por cada milagre que acontece são fabricados 11 atentados

Deste ao homem toda esta ganância e todo este cinismo

Transformas-te Cristo em diversas datas de consumismo

Porque não perdoaste Eva como todos nós perdoamos,

Se tens esse poder de nos perdoar sempre que pecamos?

Enviaste Cristo com o objectivo de espalhar a tua religião

Como resultado idosos pagam-te, mesmo sem alimentação

Se és omnipresente, porque é que não te vejo em nenhum lado?

Se fizeste o Homem à tua imagem então deves-te ter enganado

E se todos temos um destino e tu controlas cada passo,

Porque é que me deste motivos para escrever este desabafo?

 

João Pereira @ 15/10/08

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O tópico de poesia é mais abaixo, animal.

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