bmfpcdm Publicado 5 Agosto 2010 Eu gostei, mas acho que os nomes em estrangeiro retiram muita magia aos textos em português... Não sei porque não escrever nomes portugueses, mas tu é que sabes... Ainda bem que gostaste, para a próxima terei em conta a questão dos nomes. Obrigado pelo 'feedback'. Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 4 Setembro 2010 (editado) Editei porque posso vir a ser publicado e não quero arriscar quaisquer problemas. No entanto ainda é prematuro… Editado 15 Novembro 2010 por bmfpcdm Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 14 Dezembro 2010 Pá, eu ando aí numa de brainstorming...Dá-me para escrever sobre o que vai na cabeça e começo...Tenho um blog: magiaseutopias.blogspot.com se alguém quiser ver... são cenas que têm a ver comigo, mas tenho um estilo muito básico de escrver, e apesar do assunto mudar de vez em quando, parece q é sempre a mesma cena. mas pronto, vou deixar aqui 2 textos que sao os que eu gosto mais. Apetece-me I Apetece-me escrever. É 1 da manhã e já bocejei umas quantas vezes. Não quero ir para a cama e fico aqui a deambular pelas internets como se isto me trouxesse algo de novo e positivo para a vida. Vejo o facebook, leio algumas coisas, oiço música e pronto. Lembrei-me de ir ao blog. Tudo o que vem neste post não faz sentido. Não sei bem o que escrever, só sei que me apetece. Realmente o que podemos esperar da vida é impressionante. Nada faz sentido, nada é por acaso, nada é porque sim, nada é porque não. Procuro respostas e não as encontro. Será que me enganei? Não costumo falhar neste tipo de coisas, mas se há coisa que aprendi nestes últimos tempos é que eu sou mesmo igual aos outros. Pensei que fosse diferente, mas afinal sou igual. Também fico pensativo sobre as coisas que acontecem e gostava de saber o porquê. Pensei que era sempre capaz de ver algo de positivo em tudo o que me acontece, por pior que seja a situação. A verdade é que vejo coisas bastante positivas, e estão mesmo em maior número do que as negativas, mas mesma assim isto lixa-me o esquema todo. Já nem estou triste, já só estou incrédulo e desiludido; passei do 80 para o 8 de uma forma surrealmente rápida. Pensei que tudo isto fosse diferente, a verdade é que não. E acho que é por isso que estou assim. Acho que andei um bocado offline do mundo até agora. Tenho uma mente complexa que nunca me permite estar completamente feliz. Até fui mais do que o habitual, e acho que me arrependo. Ou secalhar não, mas talvez sim. Mostrei-me demasiado, senti-me completamente à vontade num ambiente que eu agora sei que não é o meu. Ou secalhar até é. Mas acho que esta resposta nunca chegará. Se por um lado tento combater tudo isto e fazer uma forçinha para levar isto de ânimo leve, basta 1 referência para que seja tudo apagado. Procuro explicações e não as encontro porque secalhar nada faz sentido e nunca fará. Pelo menos para mim, sei que não vou encontrar uma explicação -daquelas que eu gosto- todas pipis, lógicas e coerentes. Porque secalhar não há. E se a vida é mesmo isto, feita de desventuras e caminhos atribulados, o equilibrio é a utopia em que quero acreditar. Acredito que o destino (qué'ssa m*rda!?) me vai trazer momentos bons e consequentemente maus. Porque se eu já tinha isto bem patente na minha vida: nada dura para sempre, tudo tem um fim, por mais simples que seja a coisa e que tudo o que é bom tem qualquer coisa má que serve para que aprendamos e tiremos alguma ilacção sobre o assunto em questão; porque é que ainda sou dos otários que acredito que as pessoas não são facilmente influenciáveis? Mas o mundo, a sociedade, o ambiente exógeno que nos rodeia é tão forte e tão pressionante que se calhar até é normal...Ou não? Nós, no fundo, somos forçados a acreditar no que nos dizem, no que ouvimos, no que nos contam...Somos fruto de um brainstorming cultural e não temos nem um pingo de originalidade no corpo. Não há nada de diferente; a bem ou a mal, devagar ou depressa, de uma maneira ou de outra acabamos sempre por revelarmos a m*rda que somos. Se acreditava que ia ser tudo diferente, acabou tudo igual. Que é que posso fazer? Nada. Não podemos fazer nada. Temos de assistir a um festim de comportamentos e aos quais somos impotentes de criticar, de alterar, de mexer, de mudar ! Não depende de nós, porque se dependesse iríamos pôr isto bom só p'ra nós e os outros que se lixassem não é? Não somos todos assim? Uma cambada de egoístas? Só pensamos em nós e gozamos e aproveitamo-nos daqueles burrinhos que ainda são ingénuos e que ainda não acordaram para a vida. A vida é uma selva, e aqui manda o mais forte. "Welcome to the jungle" gritavam eles nos anos 80 e se vinte e tal anos depois se continua assim...Seremos nós fortes o suficiente para lutar por algo melhor? Uma selva mais justa? Mais igualitária? De que serve isso se nós somos egoístas e se só queremos o nosso bem e "tou-me cagando" p'rós outros? Não serve de nada. Mas nem tudo foi em vão. É isto a que eu chamo evolução. Uma aprendizagem constante, por mais irritante que seja! E nós estamos cá para isto mesmo, para sobreviver! Porque é essa a nossa função na vida: sobreviver. E basta fazer isso para sermos felizes! moments like theseSão momentos vividos e que nós percebemos a importância dos mesmos quando os vivemos e a felicidade que com eles se auto-transportam... Contado parece uma coisa banal, mas vivido é do melhor. Momentos que julgámos perfeitos e que possivelmente não os são. Lá está, nunca saberemos, porque nós não sabemos o futuro, não sabemos o que ele traz de bom ou mau, e se ele mesmo nos trará momentos tão bons como os que vivemos ou estamos a viver. Por outro lado, não sabemos se a perfeição existe. Afinal, o que é isso? Existem momentos perfeitos? Existe felicidade a 100% ? Não poderemos querer sempre melhor? Exigir mais? Transformar o óptimo em perfeito? Mudar o perfeito para mais que perfeito? Será que temos mesmo a necessidade de definir tudo? De apalavrar tudo? Calma, não é preciso. Viver na indefinição é muito mais giro. Não saber o que o futuro nos trará, encarando-o com a esperança de que o amanhã vai ser melhor que o hoje é fundamental para uma vida saudável, tranquila e intensa. Tentar aproveitar o presente, ao máximo. Viver o presente como se não houvesse futuro, mas sabendo que o futuro nos espera já ali à frente. Meses? Dias? Semanas? Horas? Ordem natural da Natureza, ordem natural da vida, ordem lógica de tudo isto que conhecemos. Os momentos passam e nós tentamos aprisioná-los com medo que eles fujam! Foram tão bons que os queremos guardar para sempre e viver numa constante apatia com o mesmo de sempre. Fará isso sentido? Nenhum, digo eu. Ter esperança no futuro, arregaçar as mangas, ser empreendedor, ter iniciativa, ser optimista e procurar aquilo que nos faz feliz. Seguir o que sentimos, perseguir os nossos sonhos e aquilo que realmente nos diz algo. Cedendo aqui ou ali, convivendo com este ou com aquele, é esse caminho de busca da felicidade que dita a nossa personalidade e que em tudo influenciará o nosso futuro. Honrarmo-nos do passado, aproveitando o presente e não deixando fugir o futuro. Venha ele! Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 22 Dezembro 2010 Para quando? Para quando um fim de tarde na praia, a contemplar o pôr-do-sol? Para quando um passeio no mais encantador jardim de Lisboa? Para quando um jantar romântico à luz das velas? Para quando um gelado numa tarde de calor? Para quando a partilha dos momentos bons e menos bons? Para quando a união dos nossos amores? Para quando? Devaneios próprios das 2 da manhã. Não liguem. Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 12 Janeiro 2011 http://magiaseutopias.blogspot.com/2011/01/blog-post.html Não sei se vou ou se me fico.Não sei se arrisco ou se fico quieto. Valerá a pena? Não tenho a certeza. Lembranças ocorrem-me e penso como tudo mudou, Num vulto que fica e que vai. Confunde-me os pensamentos Tornam-se difusos, desfocados e dispersos Nunca concretos e precisos Ludibriando a diferente indiferença que sinto. Sinto que quero Sinto que penso Sinto-me vivo. Vivo numa gaiola de emoções que se aprisionam paralelamente a um perpendicular de sentimentos que não batem certo. Não faz sentido. Nada faz sentido. Vejo tudo aquilo que eu não quero Vejo tudo aquilo que não sinto Bem ao longe, ao longe... Oásis no deserto? Não sei. Tenho que experimentar para poder ter alguma certeza. Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 13 Janeiro 2011 aproveitando o que o boo fez anteriormente, vou imitar! :mrgreen: http://crowcoveredinrain.blogspot.com/ Mãe, como é que nasceram as estrelas? Acho que já todos, pelo menos uma vez, fizemos esta pergunta.Foi daí que nasceu o texto nada cliché que se segue. ---------------------------------------------------------------------------------------- «Mãe, de onde vieram as estrelas?» perguntou a criança irrequieta. Sabia bem que era a sua hora de dormir mas não tinha vontade. Atormentava-lhe a ingénua mente as estrelas que iluminavam o seu quarto através da clarabóia que tinha por cima da cama. A mãe, apanhada de surpresa pela questão, sentou-se num cadeirão, perto da cama, em silêncio. A forma como passava a mão pelos longos cabelos dourados fez a criança perceber que ela estava a pensar. Era o gesto habitual que a mãe fazia enquanto pensava. - Bom, não vale a pena tentar escapar-me, pois não? Irias insistir de qualquer maneira e se eu não contasse hoje teria de contar amanhã. É uma história longa, é bom que não adormeças antes do fim! - respondeu a mãe à pergunta da sua filha. Num ápice a criança sentou-se na cama, com os seus olhos verdes bem abertos e fixados nos da mãe. - Tudo começou há alguns anos. Não te sei dizer ao certo quantos, mas os suficientes para não seres nascida na altura. Naquela altura as noites eram assustadoras. No céu apenas a Lua se fazia mostrar. Mas nem sempre a Lua lá estava. Havia dias que a Lua não aparecia e essas noites eram as piores. O mundo ficava mergulhado numa escuridão aterradora. Era como se, durante algumas horas, todos fossemos cegos e tudo o que restasse fosse o nosso tacto, a audição, o paladar e o olfacto. Com o amanhecer, amanheciam todos os acontecimentos bizarros da noite. Mortes e raptos eram apenas os mais frequentes. Principalmente a crianças, que no escuro perdiam a noção de onde estavam os seus pais e acabavam por ir parar às mãos erradas. Raros eram os casos em que voltavam a aparecer. Enquanto tudo isto acontecia na Terra, no Espaço as coisas eram diferentes. Contam as histórias que no Espaço, sentado em cada Lua, de cada planeta, havia um rapaz. Um rapaz sem nome. Um rapaz sem nada. Um rapaz do espaço. A Terra não era excepção, também tinha o seu Rapaz do Espaço. Era um Rapaz pequeno, com roupas brancas e um cabelo cinzento que lhe tapava os olhos. Consta que ele não gostava de ver o que acontecia na Terra. Não gostava do mal, da ganância, da guerra. Portanto, ele não fazia nada. Ficava apenas sentado na Lua, com os olhos tapados pelo seu cabelo, agarrado aos joelhos. Durante muito tempo assim foi. Ele apenas fazia algo quando sentia que o equilíbrio do planeta estava em perigo, caso contrario ficaria no seu sítio, sentado, em paz. Preferia assim. Passado um período de tempo indeterminado o Rapaz afastou o cabelo de um dos olhos. Ele sabia que se tinha passado muito tempo desde a última vez que o tinha feito. Desta vez não iria ver pessoas a carregar blocos de pedra enormes enquanto eram chicoteadas, pelo menos era o que ele queria acreditar. Quando começou a olhar para a Terra fixamente viu que nada tinha mudado. As pessoas continuavam a pisar-se sem pudor, ignorando o que o outro pudesse estar a sentir. As pessoas ainda matavam. Não morriam de exaustão ou sede enquanto carregavam blocos de cimento, era certo, mas morriam fuzilados por armas de fogo, queimadas vivas ou em jogos doentios. Sentiu as forças vitais fugirem-lhe enquanto observou um soldado, provavelmente um general, ordenar um grupo de condenados a atravessar um rio recheado de minas terrestres prometendo-lhes que os que voltassem seriam soltos. Dos oito que partiram, só dois voltaram. Esses dois foram abatidos a tiro no momento em que concluíram a travessia. Quase perdeu a esperança. Pensou para si próprio que, já que tinha arriscado, não iria desistir ali e iria ver o resto do planeta também. Enquanto via o planeta os seus olhos acabaram por ficar presos numa rapariga. Tinha olhos verdes, como uma esmeralda, e um cabelo loiro. Ficou a observa-la durante algum tempo. Sentiu-se esquisito por o estar a fazer. Será que ela sabia que ele estava a observa-la? Provavelmente não. Até era melhor assim. Se soubesse, iria acabar por achar tudo aquilo bastante assustador. Como a noite. A rapariga caminhava rumo a algum sítio com um grupo de raparigas que, pouco a pouco, iam ficando pelo caminho, como uma fileira de soldados que vai gradualmente perdendo os seus membros durante o decorrer da guerra. Chegado a um certo ponto, a rapariga seguia sozinha. O Sol no horizonte começava a fechar os olhos e a rapariga começava a acelerar o passo. Sabia que aquilo era um aviso de que dentro de algum tempo a visão seria um sentido que se tornaria inútil. O Rapaz apercebeu-se de dois rapazes que seguiam a rapariga. Consoante o ritmo da sua caminhada se alterava, o deles também. Ingenuamente o Rapaz ficou quieto a observar. Assumiu que seria apenas uma casualidade ou dois amigos na brincadeira. Essa ideia manteve-se até ao momento que os dois rapazes abordaram a rapariga, tentando tirar-lhe a mala enquanto a ameaçavam com uma arma branca. O Rapaz levantou-se em pânico. Aquela sensação de paz e calma que a rapariga lhe transmitia estava ameaçada. Aquela rapariga que lhe estava a oferecer tantas coisas novas de uma forma tão simples estava ameaçada e ele não sabia o que fazer. Pela primeira vez na vida não conseguia pensar. Não conseguia desenvolver mais que uma vogal ou uma consoante na sua cabeça. Nesse momento apareceu um senhor a seu lado. Um senhor com uma certa idade, também vestido de branco e com uma bengala preta com detalhes em dourado. Pediu ao Rapaz que se sentasse, que a rapariga estava segura, ele havia parado o tempo no planeta. O Rapaz sentiu necessidade de confirmar com os seus próprios olhos. Era verdade, estava mesmo tudo parado no planeta. Sentia o equilíbrio do planeta ameaçado, mas o velho impediu-o de fazer algo, dizendo que estava tudo bem. Sentaram-se os dois, ao lado um do outro. Durante tempos ficaram em silêncio. Foi o velho a dar o primeiro passo na conversa, perguntando-lhe se ele tinha noção das consequências do que ia fazer. O Rapaz respondeu que não, mas que também não queria saber, apenas queria fazer o que achava que tinha de fazer, justificando isso com tudo o que aquela rapariga lhe tinha oferecido. O velho levantou-se e disse que o Rapaz estava perdido, esboçando de seguida um sorriso e desaparecendo. O Rapaz levantou-se e encaminhou-se para a Terra. No local onde a rapariga estava em perigo um enorme clarão começou por iluminar o céu, aproximando-se do solo acabando por produzir uma luz tão forte que impedia toda a gente de abrir os olhos. Era algo irónico como tanto na luz, como na escuridão, a sua visão lhes era negada. Quando a luz desapareceu e a rapariga abriu os olhos estava tudo bem. Estava sozinha novamente, os dois rapazes tinham desaparecido e a mala ainda estava consigo. Correu até casa, mais assustada pelo enorme clarão de luz e pela forma como os dois rapazes se evaporaram do que pelo que assaltado falhado de que tinha sido vitima. O Rapaz voltou para a Lua, sentou-se e sentiu tudo em si desvanecer. Pensou para si que seria aquela a consequência de ter descoberto o que eram os sentimentos mas que, apesar disso, não tinha sido em vão. Ele ia desaparecer, era certo, mas levaria consigo a certeza de que tinha feito o que era correcto e tinha descoberto algo que muita gente nunca descobriu: a chave para a felicidade. O Rapaz desfez-se em pó. Não era um pó normal, era um pó luminoso de várias cores. Os outros rapazes do espaço tinham observado atentamente o que aconteceu. Um a um, sorrateiramente, escaparam das suas luas e vieram à Lua da Terra. Cada um pegou num grão de pó e, perto da Lua, fizeram força de forma a unir cada grão, na esperança que o seu companheiro voltasse à vida. Em vez disso, o que obtiveram foi algo semelhante a uma esfera luminosa. Luminosa o suficiente para brilhar na escuridão que se fazia ver na noite terrestre. Para os rapazes do espaço, aquilo era o coração do seu amigo. Para nós, terrestres, chamámos aquilo de estrela. Foi assim, que apareceram as estrelas. Terminada a história Carolina estava fascinada. Com um sorriso pacífico no rosto aninhou-se nos lençóis e não demorou muito a adormecer. A mãe, perdeu algum tempo a olhar pela clarabóia para uma estrela que brilhava incessantemente no céu, mais que todas as outras. - Boa noite. - sussurrou ela, enquanto abria a porta do quarto para deixar a sua filha dormir. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 13 Janeiro 2011 Eu nunca fiz essa pergunta. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 13 Janeiro 2011 (editado) repppppppppost Editado 13 Janeiro 2011 por andriy pereplyotkin Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 13 Janeiro 2011 Claro, vivias num orfanato. ZING! Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 13 Janeiro 2011 puto, curti mesmo muito. ja pus like no fb Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 19 Janeiro 2011 obrigado boo <3 pouco a pouco as coisas vão se materializando... Compartilhar este post Link para o post
C-4 Publicado 22 Janeiro 2011 (editado) De 2.ª a oito dias, sai esta minha reflexão como artigo de fundo do suplemento (S)Em Rede, do nosso curso, no mais antigo jornal do nosso país. :) A flor que perfuma este nosso triste Inverno Luís Vaz de Camões. Eça de Queirós. Fernando Pessoa. José Saramago. Nunca tanta mestria e excelência conseguiram estar unidas em apenas quatro frases compostas exclusivamente por substantivos próprios, sem verbos, sem adjectivos, sem complementos. Nomes que têm, já desde o longínquo século XVI até ao presente, elevado bem alto os padrões da língua portuguesa. A nossa língua, esse bem a que tão pouco valor é dado neste nosso quotidiano indecoroso… Sinto-me na obrigação, agora, saudosos leitores, de vos prestar contas. Comecei esta reflexão com um parágrafo marcado por uma certa divagação de ideias, na esperança de que percebam que a língua portuguesa me percorre as veias. E aviso já os mais críticos de que este não é um texto escrito com o propósito de bajular os professores nem tão pouco de esperar um hipotético incremento das expectativas dos mesmos face à minha pessoa. Esta é uma reflexão honesta, sentida – por isso subjectiva –, que comporta nos seus braços a mais fina e delicada flor do mundo, a única que resiste à triste melancolia do Outono, ao gélido frio do Inverno, à excessiva inocência da Primavera e ao sufocante calor do Verão: a língua portuguesa. E se estas realidades não se lhe apresentam como ameaças, uma outra parece ter prazer em o fazer. É com doloroso fardo que abro a minha alma quando falo da pseudo-escrita utilizada por muitos milhares de pessoas nos computadores, especialmente os jovens, os que usam a língua hoje e que a comandarão amanhã. Faz-me confusão haver pessoas que não conseguem discernir os momentos certos para utilizar a norma culta, uma linguagem mais formal e cuidada, dos outros em que é permitida uma margem de manobra maior para invenções. É absurdo qualquer aluno usar em momentos de avaliação a mesma linguagem que usa nas redes sociais. Casos destes até são mais comuns do que a sua mente lhe permite imaginar. Se as restrições causadas pelo limite do número de caracteres não fossem uma realidade, escreveria uma ou duas frases desta minha encruzilhada de sentimentos para ilustrar a barbaridade que é esta situação. Há seis séculos atrás, os navegadores portugueses partiram, destemidos, para uma epopeia de conquistas por entre mares desconhecidos. A nossa língua em nada difere dessa ousadia: como organismo vivo que é, altera-se, mas é capaz de resistir a modas que teimosamente perduram e envergonham todos os pretéritos da nossa bela língua. Ricardo Bettencourt (2.º ano CSC) Editado 22 Janeiro 2011 por C-4 Compartilhar este post Link para o post
Joaninha Publicado 23 Janeiro 2011 Gostaria que a minha vida não fosse feita só de sonhos, mas sim de realidades! Sonhar é espontâneo, sonhar é acreditar, sonhar é ter aquilo tudo o que queremos, sonhar é amar, sonhar é ir a lua e voltar, sonhar é aquilo que gostaria de ser, sonhar é desejar ser um animal e andar aí a vaguear nas ruas, sonhar é estar nas nuvens. Caso vivesse num sonho, tentaria estar o tempo mais possível contigo, estar contigo a todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, poder-te dar um abraço tão forte! Sonhar é saltar, rir, ir ao fim do mundo! Mas afinal qual é mesmo o significado de sonhar ? Com os sonhos, deseja-se tudo, mesmo que seja o impossível. Há um significado, uma razão.. Gostava que esses sonhos não fossem apenas um sonho, mas sim tornar isso numa realidade. Gostava de poder ir à varanda e ver que tudo o que eu queria estava a acontecer. Quero que esse sonho se torne real. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado 27 Janeiro 2011 (editado) Escrevi mais uma cena muito meio lame http://crowcoveredinrain.blogspot.com/ Mil Metros de AltitudeNão tive tempo de reler para ver se tinha erros, portanto peço desculpa caso existam. Espero que gostem. Era Primavera. Finalmente o Inverno tinha adormecido, permitindo a quem dele se abrigou acordar. As árvores voltavam a vestir-se, alguns animais, como o esquilo, davam ares da sua graça e a neve derretia. Fora isso era um dia como todos os outros, uma rotina para cumprir e nada mais, sendo o momento de chegar a casa o menos aguardado do dia. Quando o fazia sentia-se sozinho. Os pais trabalhavam até ao momento em que o sol se punha e ele acabava sempre por ficar sozinho naquela casa enorme e ficar ali deprimia-o. Geralmente acabava por ir a casa deixar apenas os livros da escola e ia para a cidade fazer algo. Qualquer coisa era melhor do que ficar sentado naquela casa vazia. Ficar num jardim a olhar para o céu, passar pela livraria e ver quanto tempo demorava até ao dono, já com alguma idade, dizer que aquilo não era uma biblioteca e que se ele queria ler o livro teria de o comprar, ver as lojas ou simplesmente andar. Mas naquele dia nem isso lhe apetecia. Estava farto de ver as mesmas nuvens, o dono da livraria já tinha desistido de lhe dizer que aquilo não era uma biblioteca e andar em ruas apinhadas de gente, numa verdadeira competição de quem se consegue esquivar mais rapidamente, não era propriamente o seu desporto favorito. A norte da cidade havia uma montanha. Quando olhava para lá era invadido por memórias de quando os pais o levavam lá a passear. Era um sitio lindo e calmo. Lembra-se particularmente de quando o pai lhe disse que se há guerras no mundo é porque as pessoas nunca viram aquele lugar, que se mesmo depois de o ver ainda fossem capazes de continuar ou criar uma nova guerra era porque o mundo estava mesmo condenado. Na altura não entendeu bem o que aquilo queria dizer, era uma criança, portanto limitou-se a responder com um sorriso. No entanto, nunca se esqueceu daquela frase. Passou por casa para ir buscar a bicicleta e pedalou até à montanha. Uma viagem de quinze minutos, mais sessenta para chegar até ao ponto mais alto. Encostou a cansada bicicleta a uma árvore e deitou-se na relva. Deu por si a observar as nuvens e a associa-las a animais. Era como se ali as nuvens fossem diferentes das vistas da cidade. Aquelas pareciam genuínas. As da cidade pareciam forjadas por uma qualquer fábrica. Pareciam tristes. Quando se fartou de observar as nuvens sentou-se e ficou a olhar para o horizonte. Dali sentia que podia ver tudo. A cidade, uma verdadeira metrópole, parecia uma colónia de formigas. Pessoas cheias de dinheiro, fama e poder dali nem eram visíveis. Ficou a pensar nisso. Até onde é que a fama delas chegava? Se não as conseguia ver dali devia ser porque não eram assim tão grandes. No encadeamento desse pensamento lembrou-se que as pessoas quando se referem a montanhas é para as utilizar como metáfora para referir problemas ou dificuldades. - Porquê? Uma montanha é um sítio tão calmo. Não incomoda ninguém. As pessoas têm assim tanta necessidade de tocar no que está do outro lado? Não lhes chega poderem ver o que lá está e saciarem assim a sua curiosidade? - pensou para si. Lembrou-se então do que estava a pensar anteriormente. Concluiu então que as montanhas eram metáfora para problema ou dificuldade porque as pessoas se sentiam pequenas perante elas. Sentiam-se ameaçadas. Todo aquele poder social e monetário que tinham era ridicularizado perante a imponência de uma montanha. Foi isso que concluiu e foi nisso que passou a acreditar. Passou a gostar ainda mais daquela montanha. Tornou-se parte da rotina ir à montanha. Passou a ter curiosidade pela montanha que ficava em frente àquela em que ele costumava estar, dividida por um vale com um enorme e furioso rio. Pareciam espelho uma da outra. Todos os dias se questionava se, como ele, alguém estaria do outro lado, deitado na relva, a olhar para o ar. Deu por si todos os dias sentado perto da mesma árvore a olhar para a outra montanha. Pedia com todas as forças que do outro lado estivesse alguém igual a ele. Alguém que lhe fizesse companhia. No entanto, nada acontecia. Continuou a ir para a montanha todos os dias e acabou por esquecer a ideia de que do outro lado haveria alguém... até ao dia que o vento trouxe um olá. Uma voz feminina ecoou pela montanha fora. Olhou em sua volta procurando de onde vinha aquele olá, levantando-se de forma apressada em busca da origem. Sem sucesso. Esperou que voltasse a fazer-se ouvir. Em vão. Desistiu de procurar e assumiu que tinha sido a sua imaginação. Talvez estivesse a ficar louco e não deveria voltar mais ali. O sol começava a pôr-se e o rapaz partiu da montanha com esse pensamento na sua cabeça. No dia seguinte voltou à montanha de manhã cedo. Faltou à escola para ir para lá. Tinha a certeza que aquele olá não tinha sido da sua imaginação, por mais que não tivesse achado a origem. Quando chegou novamente à montanha ouviu novamente o mesmo olá mas, desta vez, fez algo que não tinha feito anteriormente: olhou em frente. Conseguia ver do outro lado da montanha uma rapariga. A distância entre os dois não permitia tirar muitas conclusões sobre o seu aspecto, além de tinha um cabelo grande e castanho, devia ter mais ou menos a idade dele e, tal como ele, estava sentada na relva, a olhar para o horizonte. - Será que ela me consegue ver? - pensou, corando ligeiramente de seguida. Pensou o que faria se a rapariga gritasse olá novamente. Será que deveria responder? Antes que pudesse pensar mais a voz da rapariga fez-se ouvir. Um olá ecoou por toda a montanha novamente. O rapaz levantou-se, encheu o peito de ar e respondeu, também com um olá. Ficou nervoso. Será que ela iria responder? O mais provável era assustar-se e ir embora dali. Mas não foi isso que aconteceu. Logo de seguida a rapariga fez ouvir outro olá, ao que o rapaz respondeu com o mesmo. Ficaram nisso durante o resto da manhã, até que ela se levantou e se foi embora, fazendo ecoar um adeus. O rapaz não respondeu. Estava curioso. Queria saber quem ela era. O que fazia ali. Porquê? Quando? Tantas perguntas e nenhuma resposta. Não podia fazer nada. Pegou na bicicleta e desceu a montanha. Não foi às aulas de manhã mas ia aproveitar para ir às da tarde. Não acreditava que a rapariga fosse aparecer, portanto não estava ali a fazer nada. No dia seguinte voltaria lá e ela estaria lá. Ele tinha a certeza. Ainda era cedo, o sol começava a mostrar-se e já o rapaz estava em cima da montanha. A mota tinha voltado da oficina portanto o tempo que demorava a fazer o caminho até ali era menor. Deitou-se na relva e, pela primeira vez, não conseguia pensar direito. Não conseguia formar um raciocínio sem que este fosse quebrado, como uma ponte mal construída que desaba durante a sua inauguração. Ali, deitado, acabou por adormecer. Sonhou que a rapariga não vinha, nem naquele dia nem em nenhum outro. Sonhou que era tudo uma projecção dos seus desejos interiores e que não passava de uma ilusão. Acordou em sobressalto e levantou-se, com o coração, para ver a montanha da frente. Ela estava lá e não demorou muito a fazer-se ouvir. - Olá! - gritou ela, fazendo a sua voz ecoar por todo o lado. Um grupo de pássaros levantou voo, como se estivessem assustados, quando o eco terminou. - Olá! - respondeu o rapaz, desejando que este dia não fosse como o anterior, em que a conversa não passou disso. - Pensei que hoje não ias responder. Pensei que tivesses morrido. - Desculpa... acho eu. - Não faz mal. - Como é que te chamas? - perguntou ele de forma hesitante enquanto olhava para o lado para disfarçar o facto de estar a corar. Pensou para si mesmo porque estava a disfarçar se ela não iria conseguir ver. - Maria. - Eu chamo-me Leonardo. - Leonardo... é um nome giro. - É um nome como todos os outros. - Ou isso. Continuaram a falar todos as manhãs. Ela contou-lhe que faltava frequentemente de manhã à escola para ir para ali porque era um sítio calmo e não suportava o stress da cidade. Tornaram-se amigos. Conheceram-se de forma bizarra mas no entanto era como se já se tivessem conhecido antes. Talvez noutra vida. Talvez fosse apenas destino. Um dia ela desafiou-o a atravessar a velha ponte de madeira que unia as duas montanhas. Ele não o fez. Sabia que era morte certa. Era uma ponte velha, devia ser mais velha que os seus pais e abanava por todos os lados com o vento. Ela disse que ainda bem que ele não o fez. Era um desafio. Queria ver se ele era um idiota ou se era mesmo inteligente, como ela pensava. Riram-se os dois, ficando com um sorriso no rosto. Quando o sol se punha, iam-se embora. No entanto, naquele dia, ele não conseguia parar de pensar nela. Mesmo de noite tinha vontade de ficar ali sentado a falar com ela. Sentia-se bem. O vento podia ser gelado e a distância entre os dois era considerável, mas era como se um calor humano que nenhum dos dois conseguia ver os ligasse. Começou a questionar onde estava a lógica disso. Ele nunca a viu. Não podia estar com ela. Nunca iria acontecer. Escolher este caminho apenas o ia tornar miserável. Ia magoar-se. Ia cair num buraco. No dia seguinte não foi à montanha. Ficou a dormir. Ou a fingir que dormia, tanto faz. Durante vinte e quatro horas ficou debaixo dos lençóis, incapaz de decidir o que deveria fazer. Os pais perguntaram-lhe se ele estava doente, ao que ele respondeu que não tinham nada com que se preocupar, que estava só cansado. Durante a semana seguinte não foi à montanha, nem foi à escola. Caminhou pela cidade, todos os dias, almoçando num restaurante e passando as tardes num banco de jardim, a brincar com um cão abandonado que por lá parava. A rapariga ficou sozinha, cada um desses dias. O olá não chegava ao destino. Propagava-se pelo ar, sem forças para chegar a onde ela queria. Ao que ela mais desejava. Sentia-se sozinha. Tinha confiado nele e ele tinha-a deixado. Porquê? Já não se ouvia um olá a ecoar no ar. Ouvia-se um porquê. Um porquê molhado pelas suas lágrimas. Tinha a sensação que algo não estava bem e não sabia o que. Mas queria saber. Desejava com todas as suas forças saber. Ela não tinha mais ninguém em quem confiar. Estava sozinha. Quando deu por si estava, involuntariamente, em frente à velha ponte de madeira. Devia atravessa-la? Iria morrer, com quase toda a certeza. A ponte não oferecia segurança nenhuma e tinha aspecto de que ao mínimo peso que lhe fosse colocado em cima que iria desabar. Ela fechou os olhos. Não queria racionalizar. Não queria procurar lógica. Queria deixar-se levar pelo seu coração, ponto final. Foi o que fez: fechou os olhos e, quando deu por si, corria pela ponte fora. A madeira da ponte rangia violentamente, ameaçando quebrar a qualquer segundo mas a rapariga não parou num único momento. Quando chegou ao outro lado abriu os olhos e respirou fundo. Passou as mãos pelo corpo para ter a certeza que estava viva. Desceu a montanha e entrou na cidade, em busca de Leonardo. Em busca da pessoa em que podia confiar. Mas como é que o ia encontrar? A única coisa que sabia dele é que tinha o cabelo preto... nada mais. Deviam haver centenas, milhares de pessoas com o cabelo preto naquela cidade. Andou pela cidade, na esperança de que algum sinal divino a orientasse, mas sem sucesso. Comprou uma sandes num vendedor ambulante e sentou-se num banco de jardim, ao lado de um rapaz que fazia festas num cão vadio. Meteu as mãos na cara e chorou. Chorou porque tinha encontrado alguém em quem podia confiar, alguém de quem gostava e tinha perdido essa pessoa. O seu choro foi interrompido pelas palavras do rapaz ao cão. - Sabes cão, eu tal e qual como tu sou vadio. Não tenho um destino certo. Uma casa é um sítio onde alguém espera por nós, certo? Então acho que posso dizer que, como tu, não tenho casa. Provavelmente perguntar-me-ias pelos meus pais. Não tenho propriamente uma boa relação com eles. Aliás, nem tenho uma relação com eles. Muitas das vezes nem nos cruzamos, quando eles chegam já eu estou a dormir. Quando era uma criança as coisas eram diferentes... gostava de ser criança, só por isso. Talvez se eu fosse uma criança ainda, as coisas seriam diferentes. Quando somos crianças a fórmula para atingir a felicidade é muito mais simples. Agora... agora é tudo mais complicado. Não é que eu não tenha amigos. Eu tenho-os. Diria mais que são colegas, mas já que o sentido da palavra amigo hoje em dia está tão banalizada... porque não? Não é uma maré contra a qual eu queria remar, seja como for. Mas, ainda assim, não consigo confiar plenamente neles... só uma vez na minha vida consegui confiar numa pessoa e queres saber a melhor? Nunca lhe meti os olhos em cima. Quer dizer, meti, mas foi ao longe. Muito longe. Tínhamos um vale entre nós. Um vale com um rio furioso. Se as pedras não dessem conta de quem ali caísse, o rio faria o favor de terminar o serviço. Nunca a vou ver na vida. Era impossível. Achei que continuar a ir àquela montanha para falar com ela só iria alimentar este sentimento que cresceu no meu coração e isso só me traria miséria mas, no entanto, este caminho também me trouxe tristeza. Será que há algum caminho que não a traga? A tristeza, é ao que me refiro. Se houvesse um caminho que trouxesse aquela rapariga, era esse que eu escolheria. Quando terminou o discurso ao cão o rapaz pegou num pequeno ramo e escreveu na areia do chão um M. - É um M de Maria. - disse ele ao cão. - Daqui a pouco o vento começará a soprar e irá apagar este M que eu fiz aqui no chão. Será que é o que irá acontecer com o que eu sinto? Não sei. Nem sei se é isso que quero. A rapariga começou a chorar. O choro da rapariga chamou a atenção do rapaz, que até ali tinha estado concentrado na sua conversa com o cão, ou melhor, no seu monólogo. - Estás bem? - És um idiota, Leonardo. O rapaz ficou confuso, mas não demorou muito a perceber quem ela era. A rapariga abraçou-o e chorou. Chorou de alegria. Alegria porque o tinha encontrado. No meio do abraço e das lágrimas o cão partiu. Afinal de contas, era um cão vadio, não pertencia ali. Na sua mente vagueava o pensamento de que, se calhar, também para ele havia alguém que esperava por ele. Se calhar... Editado 27 Janeiro 2011 por Lawliet River Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 10 Fevereiro 2011 à procura de uma inexistente perfeição.Será que existe algo perfeito? Ou existem momentos muito bons? O que é um momento bom? Plena satisfação das necessidades por mais pequenas que sejam? Uma coca-cola com gelo e limão num fim de tarde, um gelado de menta numa noite quente ou um leite quente com chocolate numa noite fria? Um abraço saudoso de um amigo que não vemos há imenso tempo? Sucesso profissional? Muito dinheiro? Compras? Amor? Sexo? Orgasmos? Há uma excessiva preocupação em atingirmos a perfeição, seja de que forma for. Saber fazer (bem) as coisas: eficiência na eficácia. Frustração se ocorre o fracasso. Lutar para melhorar. Evoluir, aprender, escutar e tentar. Não parar. Treinar. Conseguir? Não...não foi perfeito. Eterna insatisfação. Viveremos felizes assim? Mas...se não for assim, nesta sempre ausência de felicidade total e nos contentarmos em sermos medianos? em darmos apenas o q.b e em sermos vulgares...Trará isso felicidade? Quanto muito trás algum sossego, mas na sua retaguarda vem a apatia, a inércia, a normalidade... E com isto a infelicidade!? Valerá a pena lutarmos por sermos melhores? Até à exaustão? Nunca temos a consciência tranquila, sendo assim...Saberemos nós os nossos limites? Saberemos nós a altura certa para desistir? Achamos que nada é suficiente e que podemos fazer sempre mais e melhor. Será que conseguiremos? Damos voz ao ego que possuímos e tentamos provar que somos capazes. Teremos a estrutura mental para tal? Atingiremos o objectivo ao qual nos propusemos? Vivemos na ilusão da perfeição - que possivelmente não existe. Fará sentido corrermos atrás de algo intangível, nada concreto e totalmente abstracto? Honestamente, não sei. Mas enquanto ninguém me disser o contrário, lutarei por ela durante toda a minha vida. Compartilhar este post Link para o post
El Colosso Publicado 20 Fevereiro 2011 f*da-se, n escrevo nada à mais de 2 anos :( Compartilhar este post Link para o post
JoaoBotas Publicado 6 Março 2011 (editado) Bem, vou aproveitar para mostrar um pouco do que faço quando me dá a vontade... que é basicamente tentar passar alguns pensamentos para "papel". O link para o meu blog é: http://pudim-toto.blogspot.com Thinkthinkthink... Feeling like a Tragic Toy... Maybe lil' Oyster? Or Roy, the Toxic Boy? Which one? Not quite sure. But not me, no sir... Well, I'm me, I know that But I feel like someone who owes me Made a contract. With whom? I don't know. But not with me, no... He's been playing around with me For quite a long time. I'm not that superstitious But I might just need a charm. They say racionalize is good; I say it isn’t that bad. But obviously they don’t think as I do Or they’d feel like this, too... Although all this Is hounding my mind And damaging me pretty bad, I try to put a smile everyday, So the others don’t feel sad. Editado 6 Março 2011 por JoaoBotas Compartilhar este post Link para o post
Boo Riquelme Publicado 4 Abril 2011 Sabes o que é ter medo do nada? Não saber o que aí vem e teres medo desse mesmo futuro que é indefinido e imperceptível? Saberes que ele chegará mais rápido do que possas imaginar e tu terás de saber lidar com ele para poderes sequer sobreviver? Tempo de preparação não existe E faz todo sentido não existir porque este futuro põe-te à prova mostra quem tu realmente és mostra o que realmente queres e mostra quem realmente queres ser. Por isso, ter medo é inevitável. É normal teres medo do desconhecido, receio do improvável e sentires arrepios do que aí vem. Porque esse futuro tanto de pode trazer o nada ou o tudo. Seja como for, deixa a Natureza seguir o seu curso natural Aceita o que aí vem E aproveita. Vive. Simplifica. Sê sincero e honesto com tudo o que te rodeia e assim serás feliz... Mesmo que o teu futuro não o seja. Compartilhar este post Link para o post
C-4 Publicado 5 Abril 2011 Ó amigo Boo, à medida que ia lendo isso, cada linha ia-me surgindo solta! Do género, aparecia "Sabes o que é ter medo do nada?", depois ela saía e surgia a seguinte, tudo num fundo negro. Publicidade style. :mrgreen: Gostei, mas notei um erro em "Porque esse futuro tanto de pode trazer o nada ou o tudo." Mas gostei. ;) Compartilhar este post Link para o post
Pan Publicado 5 Abril 2011 Meia-noite e quinze. Reparo agora que o nosso abraço é o papel de parede da minha memória. :confuso: (adoro escrever assim frases soltas :mrgreen: nas aulas surgem tantas...) Compartilhar este post Link para o post
Hansu Publicado 6 Abril 2011 Agora que ele bazou é que admites. Ainda tens sorte de ter os teus teeth's. Meu irmão a boca te vão partir . Pensas que esta m*rda é o que , teu bairro? Tuas bocas escrevia qd ainda tava no infantario. Não venhas ter comigo com cara de otario Mete no chão , enfio te no armario De onde nunca devias ter saido. Podes parar olhar para mim sei qe sou lindo. Vem com 16 barras em apago te com 16 barrotes. Mal sei falar portugues mesmo assim arrebento te no rap Tuga. Com menos de 16 barras já te meto a saltar tipo pulga. Apeteceu-me escrever isto xD Compartilhar este post Link para o post