Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Rui Cardoso

Oficina de Escrita

Publicações recomendadas

Paixão de verão (embora merecesse uma thread)

 

Foi no verão que te conheci

Vontade me deu e assim o fiz

Contigo fugi

E nem te roubei os rins

 

Logo amei os teus cabelos loiros

E Mesmo contra todos os agoiros

Brilha-mos que nem oiros

Praticamos o coito que nem toiros

 

Eras cheia de pinta

Até no olho

Já não há quem minta

Nosso amor é um repolho

 

Raptei-te só naquela da desportiva

Mas desde logo vi que contigo queria apanhar a çida

Não te consegui vender aos alemões

Nem tão pouco te dar de comer aos porcos, tipo queijo castelões

 

E agora estamos juntos

só nós dois e já somos muntos

Meu amor não se esgota

Por muito que procure a PJ

 

Compartilhar este post


Link para o post

Parece-te (me) um tornado

 

Parece-te um tornado.

Um jubilar de ideias e de pensamentos,

Célere redemoinho de preconceitos que fervilha em ti.

Parece-te um tornado.

Um autêntico turbilhão de afirmações falseadas,

E deveras desacreditadas,

por alguém que por si só se torna impreciso.

Parece-te um tornado.

Acreditar em tudo o que dizes,

Mesmo sabendo que essas bárbaras e atrozes palavras,

Vão tornar-se num sorvedouro para quem efectivamente as sente.

Parece-te um tornado.

Mesmo assim não cedes,

Mesmo assim deitas tudo a perder apenas por um momento,

Aprenderás um dia a função do tornado?

Permitir que tudo entre, mas que nada de si saia.

Parece-me agora, um tornado.

 

Escrito por: Ricardo Barbosa - 18 de Abril de 2008

 

Compartilhar este post


Link para o post

Porquê é que Portugal não aposta em televisão de qualidade?

 

Todos sabemos que a televisão em Portugal, não é a mesma que nos Estados Unidos, por exemplo. Enquanto que nos Estados Unidos se vêem séries de qualidade, programas de humor com cabeça, tronco e membros, aqui em Portugal temos de aturar com horas ininterruptas de telenovelas, e de programas de qualidade duvidosa, como “Os Batanetes”. Atenção, que não estou a dizer que os Estados Unidos são um exemplo a seguir. Eles são a origem dos programas que tentam explorar a condição humana, como os Reality Shows.

 

Mas, será que é demais, pedir uma televisão nacional com séries de qualidade, ou onde as séries estrangeiras não são tratadas com desdém, com séries a passar a horas proibitivas, como “Donas de Casa Desesperadas” ou “A Vedeta”, na SIC? Será demais pedir que se seguia o exemplo da televisão pública, que tenta colocar séries de qualidade em bom horário, ou mesmo produzir uma excelente série, como é “Liberdade 21”, que mostra o quotidiano de uma empresa de advogados?

 

Penso que não, e tenho algumas ideias sobre o porquê da não-aposta das televisões em séries: as telenovelas são algo de enraizado na nossa sociedade, e têm toda uma fórmula fácil de seguir – rapaz conhece rapariga, e apaixonam-se, vivendo um amor proibido; há uma morte, que só é desvendada no último episódio, os maus morrem sempre, etc – que todos os apreciadores de novelas apreciam; as cópias de séries de sucesso são muito mais fáceis, como “Morangos com Açúcar”, que segue o exemplo de séries americanas de sucesso, como “Beverly Hills 90210”; a aposta em séries é considerada muito cara, porém, as possíveis receitas de Merchandising, seriam muito benéficas para abater esse custo.

 

E porquê é que não se vê séries de humor de qualidade, com um formato mais apropriado, de cerca de 25 minutos? Atenção, que eu dou muita qualidade aos “Contemporâneos”, que são a melhor coisa a aparecer na cena do humor nacional desde os Gato Fedorento, porém, episódios de 25 minutos eram mais fáceis de produzir, e de digerir pela audiência. Por exemplo, as consideradas melhores séries cómicas de sempre: “Friends” , “Seinfeld” , “Allo Allo”, e mesmo séries mais recentes, como “The Big Bang Theory” e “My Name is Earl”, seguem todas essa “regra”, de episódios de cerca de 25 minutos. Tenho também saudades dos tempos do “Levanta-te e Ri”, que mostrava a qualidade da Stand-Up Comedy em Portugal, e que lançou excelentes valores, como Nilton, Francisco Menezes, Bruno Nogueira, João Seabra, Serafim, etc. A única tentativa de seguir esse exemplo, é o “Sempre em Pé”, que infelizmente, deixou de transmitir

 

Onde eu queria chegar, era ao seguinte: a televisão portuguesa precisa de melhorar, de deixar de apostar tanto em fórmulas repetidas, mas começam a aparecer alguns raios de esperança – “Conta-me Como Foi” é uma série de excepcional qualidade e “Liberdade 21” pode-se tornar numa série de culto, ao nível de outras do passado, como “Duarte e Companhia” -, e que é preciso tratar melhorar as séries do estrangeiro, como a 2, a RTP1, e em alguns casos, a TVI, trata, como “Prison Break”, “Bones”, “Heroes”, “Smallville”, “Lost” e “Supernatural”. Fica aqui o apelo: melhorem a nossa televisão, sob a pena de ela poder morrer.

 

Xavier Gonçalves

 

Compartilhar este post


Link para o post

Bom texto :) A série " Casos da Vida " , que transmite na TVI, supera qualquer novela.

Compartilhar este post


Link para o post

Perdido, perdi-te?

 

Deixa que os meus olhos te observem. Eles não te vão fazer mal, eles não te vão magoar. Nem quando eles se assemelham a um luar, nem quando quase me transformo em canibal. Nunca te vou deixar, gritei eu 5 minutos antes de partir. Não podia ficar sabendo que assim o prometi, percebeste isso no momento em que me olhei nos olhos, tentara encontrar a razão para sair. Sem sucesso, segui sem suspeitas, segui sem razões, segui sem perdões, segui sem consentimento, meu ou alheio. Um dia vou voltar, talvez. É mais que certo que te voltarei a ver, é mais que certo que serei diferente, é mais que certo que continuarei o mesmo... Continuei, devagar prossegui, não havia o que olhar por cima dos ombros, não havia do que fugir, não havia para onde me apressar. Era assim que eu gostava, era assim que podia suavemente deprimir na minha alegre solidão. Comecei então a planear o momento do não próximo regresso. Havia uma festa? Algo do género, mas não. Os copos estavam partidos e as bebidas quentes. Os balões ainda estavam lá, mas já enrugados pelo tempo, as crianças não corriam, o leitor estava encravado e a musica não rolava, apenas a repetição daquele verso se fazia ouvir. À medida que me aproximava a curiosidade apertava, que festa era aquela? Era cinzenta e sem alegria, quando lá cheguei, finalmente, já lá não estavas, ou só lá estava o teu corpo. Assim como o de toda a gente...curiosidade, medo e raiva me assolavam, curiosidade, medo e raiva me perseguiram. Decidi re-imaginar...mas não mudava, era como se de uma visão do futuro se tratasse. Será que...? Não sei, não sabia pelo menos. Só havia duas opções, ou confiava que aquilo não passou dum sonho mau e continuava com a minha viagem, ou acreditava que tinha poderes adivinhatórios e voltava para trás para vos ajudar...Mas ajudar quem? Não conhecia ninguém daquela festa para além de ti, porquê uma festa de recepção com gente que não me conhece? Acreditei que era a minha imaginação apenas, acreditei que era apenas um pesadelo, acreditei que tinha tempo para voltar, acreditei que não era preciso salvar ninguém pois o perigo estava apenas na minha cabeça e...perdi-te. Perdi-te e a todos aqueles ilustres desconhecidos que se reuniram para me saudar. Será que perdi? Será que continuo a sonhar? É impossível terem passado tantas semanas e ter acontecido exactamente o que eu sonhei. É impossível, mas será? Parecia bem real, mas da primeira vez também parecia e não aconteceu...ou se calhar aconteceu e a minha mente criou esta ilusão para ludibriar a dor. Talvez se seguir viagem tudo se torne mais claro. Pois assim segui, e assim me fui afastando. Todas as noites acordava sobressaltado com aquela imagem na cabeça, com a duvida, com a tormenta. Será que aconteceu? Uma vez? Duas vezes? Já não dormia em condições há várias semanas. A minha vida era caminhar e ter pesadelos, ou pesadelo, sempre o mesmo, sempre a mesma imagem. Sempre a mesma festa, sempre a mesma figura tua: pálida e parada. Caminhei tanto, tentando perceber o que aconteceu que acabei por me perder. Não sabia onde estava nem sabia como voltar. Não sabia como estavas nem sabia se ainda estavas. Só o pesadelo continuava, já tinha decorado aquela imagem de horror. Sempre a lápis de carvão e nunca a lápis de cera. E agora?

 

 

Como de costume @ http://istoemesmomeu.blogspot.com/

Compartilhar este post


Link para o post

Não me consigo mover, mas sei que cá estás. Eu consigo-te ouvir, ouço-te a implorar, a chorar que queres viver. Mas sabes tão bem quanto eu que não vale mais a pena.

Ouço-te inerte no chão, sem movimento, sem som. Sem nada mais do que um fraco pulso, uma réstia de misericórdia do teu coração que te prende à vida. Uma falsa esperança, como que a morte a rir-se de nós.

Em que podemos acreditar agora? Deus? Sim, um anjo de Deus há-de vir e acabar o sofrimento. Ou um anjo do Diabo, dependendo da perspectiva. Não, não vale mais a pena.

A espera dói.

E depois, como um piscar de olhos, perco-te. Onde estás? Depois de tanto...

Só resto eu. Eu e a Morte. Descanço sobre uma poça vermelha, uma faca ao meu lado. E percebi finalmente que afinal valia a pena.

Tento lutar, mas aos poucos perco as forças. Vejo-te uma última vez, morta, focando o vazio. Sinto o teu corpo tocar no meu e não penso mais.

Vejo-me morrer, vejo o sangue jorrar diante dos meus olhos.

A espera dói.

 

 

 

LOL que cena deprimente. Foi improviso, depois de ficar aziado de perder no poker :lol:

Compartilhar este post


Link para o post

A Cidade sem Gente

 

Já tive demasiada “vida”

Já tive demasiada “morte”

Já ri demasiado

Já chorei demasiado.

 

 

Por isso, caminho nesta cidade sem gente, cidade deserta, a procura daquela que goste de mim verdadeiramente.

Sei que as probabilidades de apanhar uma “tampa”, ou ser descartado são grandes, mas e depois? Qual o mal de arriscar?

A cidade está deserta, todos têm alguém em quem confiar, alguém em quem se apoiar, alguém que os ajude nas necessidades, alguém para todas as alturas.

Eu não tenho esse “alguém”, mas não desisto na busca, mas tenho a certeza que hei - de encontrar.

Irei encontrar quem goste de mim pelo que sou, por tudo o que eu consiga fazer, por tudo o que não consiga fazer, que aceite as qualidades e defeitos.

E se não aceitar? Se essa pessoa não for a Tal? Nesse caso tudo farei para que seja, partirei á luta e vou conseguir! Vou inverter as coisas.

Hoje a cidade está sem gente e ando sozinho. Amanhã estará muito povoada, porque a Tal existirá!

 

 

 

Escrito de improviso numa aula, o que acham? :)

Compartilhar este post


Link para o post
f*da-se, a m*rda que eu pus neste tópico :mrgreen:

Eu pus pior :mrgreen:

Tive há uns tempos a ler os textos todos que escrevi e odiei todos eles

Compartilhar este post


Link para o post
Eu pus pior :mrgreen:

Tive há uns tempos a ler os textos todos que escrevi e odiei todos eles

 

Porque provavelmente já leste mais não sei quantos livros e notas uma diferença da tua escrita agora e da tua escrita " antiga ", não é ?

Compartilhar este post


Link para o post
Porque provavelmente já leste mais não sei quantos livros e notas uma diferença da tua escrita agora e da tua escrita " antiga ", não é ?

Sim.

E sobretudo, acho que a minha escrita antiga era tão má, que nem merecia ter visto a luz do dia

Compartilhar este post


Link para o post

sao 22 horas de quinta feira. nada para fazer. acho que tv vou ver.

 

:basofe:

Compartilhar este post


Link para o post

Hoje já é o dia de amanhã!

 

-----------------------------------

 

Hoje já é o dia de amanhã!

E o óleo moderno ensopa

vultos, transfigura...

 

A gravidade é lei.

Hoje mais do que nunca!

 

Frequências, ondas e que tais

Vagueiam ou correm à solta.

 

As foices e as enchadas: Enroscadas.

E quem da lua faz a sua escolta

Estende e distende por demais.

E espera, com a crista, os animais,

E o ralenti e a revolta.

 

Hoje já é o dia de amanhã!

 

Para alcofas ociosas,

melodias tenebrosas

e suor...

 

Gota a gota,

até adormecer...

 

-----------------------------------

Compartilhar este post


Link para o post
Sim.

E sobretudo, acho que a minha escrita antiga era tão má, que nem merecia ter visto a luz do dia

 

Eu li pelos menos uns 3 textos teus e não achei isso. Mas se achas que agora sai melhor é porque deves notar alguma evolução, posta aqui um outro texto para comparar.

Compartilhar este post


Link para o post

Não deixem isto morrer! :mrgreen:

 

E é então que a chuva se torna mar

O castelo de areia lá continua a sonhar

Sozinho, virado para o céu escuro e nublado

Pela sua expressão, o mar não gostou de ser desafiado

Mas o castelo ainda resiste

Ele acredita que é possível, portanto não desiste!

As ondas do mar batem no castelo com a sonoridade de trovões

Raiva e fúria são as suas únicas emoções.

 

O dia nasce e o castelo ainda lá está...

Afinal quem tem sonhos tem tudo

Isto é, até chegar algum miúdo..

Compartilhar este post


Link para o post

Uau. Gostei.

 

Eu também de vez em quando me dedico à escrita. Não tanto ultimamente, mas muitas vezes funciona como uma espécie de terapia. Qualquer dia deixo cá algum texto.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...