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doudou

Rugby

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Então deve estar para nós como a RTP Internacional. Lá passam muitos jogos nossos de futebol. 

Hoje na RTP Internacional estava a dar de tarde um programa qq com concursos de caca. Mais valia estar a dar um jogo bom tuga de andebol/ basket/ hóquei...

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6-14 para Montauban. Incrível. Lindo o drop já depois do gongo. 

@Ion Timofte vê lá se dá no mesmo canal da semana passada. 

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Absolut cinema. 

Primeira vez que uma equipa que termina em 6º no campeonato sobe de divisão. 

Grenoble 19-24 Montauban. 

Aos 75 minutos Grenoble tem uma penalidade e decidem jogar ao pé. O jogador que vai pegar na bola tenta dar um toque com o pé e o pé prende na relva e acaba por agarrar na bola sem que ela mexa. Penalidade para Montauban. 

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Citação de Jimpo, há 5 horas:

6-14 para Montauban. Incrível. Lindo o drop já depois do gongo. 

@Ion Timofte vê lá se dá no mesmo canal da semana passada. 

Na Tunísia não apanho TV5 hehe! Para a semana tento 😉

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Final do campeonato francês. 

Toulouse 3-6 Bordeaux aos 17 minutos. 

Stade de France cheio para o jogo. 

Está a dar na France 2 para quem tem IPTV 

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O Jack Willis é uma besta a empurrar. Gostava de saber quando kgs é que ele consegue empurrar naqueles exercícios de força que empurram uma espécie de carrinho. 

20 - 16 para o Stade Toulousain 

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33-30 para Toulouse a 1 minuto do fim e cometem uma penalidade. 

Lucu transformou. Prolongamento. Imagino os batimentos cardíacos quando chutou a bola. 

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39-33. Duas penalidades convertidas pelo Ramos no prolongamento. 

Tricampeão o Stade Toulousain. Primeira equipa a conseguir. 

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Portugal a perder ao intervalo frente à "Irlanda" por 0-54

A equipa está uma sombra daquilo que era há uns anos.

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menos de 100 é vitoria

não vou mentir, ja nao tá a ter piada

Editado por bobzz

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Ainda bem que estou a trabalhar e não estou a ver isto lol
Olhando para os plantéis PT até está com os seus melhores jogadores, mas não chega mesmo para a Irlanda sem os Lions

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Citação de Lebohang, há 18 horas:

Isto é um grupo de amigos que se juntou para jogar contra um top tier-6

E é. 

Só conseguimos o que conseguimos em França porque os jogadores estiveram todos juntos 2 meses antes do campeonato do mundo. 

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Citação de Jimpo, há 7 minutos:

E é. 

Só conseguimos o que conseguimos em França porque os jogadores estiveram todos juntos 2 meses antes do campeonato do mundo. 

Eu acho que isto resulta de dois fatores, o Mannix que meteu na cabeça que Portugal pode competir com equipas de tier 1, como disse nos pós-jogo ontem, e a FPR que cheia de dívidas decidiu fazer estes amigáveis para tentar ganhar algum.

O melhor caminho seria aquele que a Espanha está a fazer, amigáveis contra EUA, Fiji, Samoa e essas seleções ao nosso nível para testar verdadeiramente a equipa. A Geórgia joga com Irlanda, Itália e Wales porque pode, está num nível superior e isso permite resultados mais equilibrados. 

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Citação de Lebohang, há 3 minutos:

Eu acho que isto resulta de dois fatores, o Mannix que meteu na cabeça que Portugal pode competir com equipas de tier 1, como disse nos pós-jogo ontem, e a FPR que cheia de dívidas decidiu fazer estes amigáveis para tentar ganhar algum.

O melhor caminho seria aquele que a Espanha está a fazer, amigáveis contra EUA, Fiji, Samoa e essas seleções ao nosso nível para testar verdadeiramente a equipa. A Geórgia joga com Irlanda, Itália e Wales porque pode, está num nível superior e isso permite resultados mais equilibrados. 

A verdade é que tiveste dois jogadores este ano no Top14 e praticamente não jogaram. 

Tudo o resto é nivel de ProD2, que já é um bom nível, e o resto de Portugal que é amador. Precisamos de muito mais jogadores profissionais mas aí leva ao caso em que nunca treinam juntos e os clubes de ProD2 depois não os libertam para os jogos de seleção durante o ano. 

A preparação para o mundial permitiu criar realmente um grupo e a obrigar os que não tinham nível físico a melhorá-lo. 

Eu acho muito complicado melhorarmos o nível do que fizemos em França muito sinceramente. 

Ouvi ontem durante o jogo NZ - França que em França há +-700 mil federados. 

É uma possibilidade de escolha enorme sendo que a França profissionalizou o rugby no fim dos anos 90 princípio de 2000. Algo impossível de fazer em Portugal. 

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Citação

Portugal está a ressacar da sua pior derrota de sempre no râguebi: “O nosso objetivo é o Mundial da Austrália, não é ganhar à Irlanda”

Os 'Lobos' perderam, no sábado, por 99 pontos frente a uns muito desfalcados irlandeses e Carlos Amado da Silva, presidente da federação, ainda estava a recuperar da "muito dolorosa derrota, a pior da história, quando indicou à Tribuna Expresso várias razões e atenuantes do pesado resultado. Entre falta de tempo de preparação, ausência de jogadores (até para se casarem) e um convite, feito pela Irlanda, irrecusável, o líder do râguebi nacional garante que esta derrocada será irrepetível: Não vamos deitar tudo a perder por causa de um resultado."

Foi uma bola de neve oval a engordar compulsivamente enquanto rolou ribanceira abaixo, aos trambolhões, mas de trajetória previsível ao contrário do usual. Cedo se percebeu, no Jamor, o destino desastroso do ímpeto irlandês, trágico para quem lhes tentou fazer frente. “Foi uma conjugação de coisas negativas”, queixa-se Carlos Amado da Silva com a sua fala frenética, a posteriori cheia de razão. “Normalmente, Portugal não perde por 100 contra nenhuma equipa do mundo”, ressalva o presidente da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR), um bocadinho ao lado. Foram 106 os pontos sofridos pela seleção, pareceu uma fuga a jorrar água sem remendo possível, ensaios atrás de ensaios.

A compressora Irlanda não teve piedade. Marcou 16 ao todo, o primeiro ainda antes de se chegar ao minuto de jogo. Houve apenas um singelo toque de meta dos portugueses, conseguido por Nicolás Martins, na segunda parte. O último dos ensaios sofridos apareceu no derradeiro dos 80 penosos minutos da partida. “Houve uma falta contra eles e tínhamos a posse de bola. Qualquer jogador mais experiente teria chutado a bola para fora, evitando irmos aos 100 e acabava o jogo. Mas não, foram jogar à mão, perderam a bola e sofremos o ensaio que ultrapassou os 100, o que psicologicamente é diferente.” A descrição de Carlos Amado da Silva tem um propósito na sua recoleção dos eventos - “até nisso se viu a imaturidade”.

É, também, uma de várias justificações que dá para explicar o traumático resultado, “muito doloroso” de encaixar, confissão sua quando já tinham passado dois dias do jogo. “Ainda hoje não recuperei bem”, desabafa. “Nunca pensei que perderíamos por 100”, confessa. Nem o terá pensado, há coisa de seis meses, quando o presidente da federação irlandesa lhe propôs a realização deste test match, rara oportunidade de Portugal se medir frente a adversários do tier 1, categoria máxima entre as usadas pelo râguebi para encaixotar as seleções. Terceira do ranking mundial, a Irlanda mora no varandim de onde Portugal dista mais do que a sua classificação (18.º) sugere. 

Carlos Amado da Silva pergunta: “Quem se negaria a jogar com a Irlanda? Fomos convidados pelo presidente para jogar com eles, não foi sequer uma escolha da World Rugby.” Ele próprio responde, com a bênção da retrospetiva. “Se me perguntarem se fiz bem, não, não fiz, mas qual era a alternativa? Dizer que não?” A conclusão hoje é resoluta, o melhor teria sido cordialmente agradecer o convite como quem diz que não. O dirigente sabe-o. Mas agora, enquadra, “é fácil de analisar” que “se calhar não devíamos pensar fazer um jogo com esta intensidade numa altura destas”.

Portugal está a ressacar da sua pior derrota de sempre no râguebi: “O nosso objetivo é o Mundial da Austrália, não é ganhar à Irlanda”
David Fitzgerald

O momento, as lesões, o tempo

O encontro calhou, como se saberia que calharia, precisamente num período em que a temporada, em Portugal, estaria embrulhada há muito: o campeonato nacional acabou faz um mês, os jogadores que representam clubes de cá já estariam de férias, os que vêm de França também e, para mais, amarrados à legislação gaulesa que os vincula a descanso obrigatório caso ultrapassem uma certa dose de minutos de utilização pelos seus clubes. Por isso ou por lesões, faltaram José Madeira, Samuel Marques, José Lima e Raffaele Storti, todos mundialistas como Rodrigo Marta, ausente por motivo matrimonial: a partida calhou no dia do seu casamento. 

Pedidas explicações para o descalabro, estas são algumas das enunciadas pelo presidente, mas que “não justificam tudo” na derrota por 106-7, a pior da história oval nacional, superando os tectónicos 108-13 contra a Nova Zelândia, sofridos na primeira participação num Mundial, em 2007. Aí também as atenuantes podem prestar visita: todos os jogadores jogavam em Portugal, esses desbravadores de caminho eram amadores. Não estes, entre quem há vários que atuam nos campeonatos profissionais de França. Eram outros tempos. E o tempo dá outra explicação para o que correu mal.

Ao contrário de fulcrais eventos da história recente do râguebi português, atentou-se a este jogo contra a Irlanda sem a devida antecipação. “Tivemos uma semana juntos. Até treinámos bem, os rapazes estavam convencidos de que teríamos um bom resultado, que iríamos dar luta, mas uma semana de preparação não chega”, constata Carlos Amado da Silva, ecoando lamentos já feitos pelo selecionador. Em 2022, a seleção teve um mês concentrada antes do torneio de repescagem no Dubai, onde se qualificou para o Mundial do ano seguinte. Antes de irem a França, onde empataram com a Geórgia e ganharam às Ilhas Fiji, os jogadores estiveram quatro meses profissionalizados e melhoraram brutalidades.

Portugal está a ressacar da sua pior derrota de sempre no râguebi: “O nosso objetivo é o Mundial da Austrália, não é ganhar à Irlanda”
David Fitzgerald

A intensidade

Nesses píncaros do râguebi português, ainda com o treinador Patrice Lagisquet, a seleção teve “condições para se preparar e isso muda tudo”. Agora “não foi possível”, diz Carlos Amado da Silva e “as pessoas”, queixa-se, “comparam o incomparável”. Ele explica-o: “Nós, federação, não somos um clube, dependemos dos jogadores e que eles sejam libertos pelos clubes.” Mas, tendo a época já tinha terminado, e sendo a Irlanda o adversário conhecido há meio ano, não deveria o forno da preparação ter sido pré-aquecido com outra antecedência? 

“Os rapazes também precisam de descansar, tiveram férias, se não, quando descansam?”, riposta o presidente com outra pergunta extraída do novelo com tantas a desemaranhar no râguebi português, onde reclama “uma relação mais próxima” entre clubes e seleção, além de “uma maior integração” entre treinadores de um lado e do outro. “Dependemos muito dos clubes, mas não deveríamos depender tanto, tem de haver uma relação mais próxima, um enquadramento diferente, para ninguém ser prejudicado.” Carlos apregoa que se treine, em equipas e na seleção, com “outra intensidade”, uma um pouco mais próxima da que moveu a Irlanda. “Aí claro que estamos longe”, reconhece.

O jogo no Jamor deu provas desse fosso e da impreparação.

Enquanto os irlandeses cilindravam nos rucks e depois furavam por entre a linha portuguesa, sem precisarem de encadear muitas fases para descobrirem brechas, os portugueses sofreram com o ritmo, atropelados pelo desgaste. Tomás Appleton lesionou-se, o seu substituto, Gabriel Aviragnet, sairia lesionado nem 15 minutos depois. Em vários outros jogadores foram visíveis queixas físicas. Sintomas do tal rol de “coisas negativas” lamentado por Carlos Amado da Silva. Ou, por outras palavras, foi a consequência de a seleção fazer “bluff” com a sua própria realidade, ao “acreditar” que podia “render” frente à Irlanda com jogadores vindos de férias, de casamentos e em apenas sete dias, como resumiu, à "Lusa", Simon Mannix.

Portugal está a ressacar da sua pior derrota de sempre no râguebi: “O nosso objetivo é o Mundial da Austrália, não é ganhar à Irlanda”
David Fitzgerald

O dinheiro

O presidente da federação insiste na intensidade, no como se treina, na forma de os jogadores se regerem, “para retirar ilações importantes” rumo ao futuro. Todos terão entendido o quão preciso é “treinar muito mais”.

Lembra a relevância dos Lusitanos, uma espécie de equipa all-stars com os melhores portugueses a jogarem em Portugal, criada para ser profissional, ou pelo menos semi-profissional, e atuar como “a base dos Lobos, com uma preparação diferente, que tenha competição internacional”. Já compete na Rugby Europe Super Cup contra os seus semelhantes de Espanha, Bélgica, Roménia ou Chéquia, mas já sem a adversária da Geórgia, a Black Lion tetracampeã, sumida para jogar no United Rugby Championship, prova que reúne adversários de Irlanda, Gales, Escócia, Itália e África do Sul. Uns vão escalando na competitividade, outros rebolam na estagnação.

Para tal há dinheiro, garante Carlos Amado da Silva, vindo da World Rugby que apoia “o alto rendimento” com esse propósito de estimular uma equipa profissional portuguesa. Falta que as agulhas se acertem cá dentro: “As pessoas têm que conversar para encontrar soluções. Não faz sentido um jogador treinar na seleção e no clube no mesmo dia, são coisas que têm de ser consertadas e isso é possível, e desejável, porque todos queremos o melhor para o râguebi nacional.” Para jogos como este, com a Irlanda, é que o dinheiro não abunda.

Disse o presidente, antes do atropelamento irlandês, que o Estádio Nacional precisaria de 15 mil almas, só assim o encontro seria lucrativo para a federação. “Foi frustrante porque deveria dar boa receita, como dá em todo o lado, e não aconteceu.” Os bilhetes começavam nas duas dezenas de euros e acabavam nos 40€. “As pessoas não vão porque não querem, não lhes apetece, ou não estão cá”, suspeita, indo buscar um argumento de romaria musical. “Não é por 20€ que não vão ver um jogo com a Irlanda. As pessoas não põem em causa ir ao NOS Alive, que custa bem mais.” Carlos lembra que a FPF arcou com a hospedagem da seleção irlandesa nos arredores de Lisboa. A intenção era o jogo ser no Algarve, mas o futebol fintou-a. Tentou também o estádio do Sporting, mas Alvalade estava em obras, a trocar de relvado.

E para adensar a trama, há o apoio “insuficiente” do Estado e do IPDJ, “o mesmo que era há 10 anos”. Ou o projeto, entregue há 20, para o râguebi ter casa própria, com um estádio a rondar os 10 mil lugares, do qual a federação aguarda. Sem isso, não podemos rentabilizar nada, estamos muito limitados. Sobram, “felizmente”, os patrocinadores que vai angariando, que Carlos Amado da Silva tranquilizou após os 99 pontos de diferença que se colaram nas parangonas das notícias sobre a derrota: “Já me justifiquei aos nossos patrocinadores, não é por isso que vai faltar apoio.” Muito precisará no outono, quando a seleção jogar contra Uruguai, EUA e Tonga na próxima janela de jogos internacionais.

Contra equipas, em teoria, de nível equiparável ao de Portugal, “é que vamos aferir”. 

Portugal está a ressacar da sua pior derrota de sempre no râguebi: “O nosso objetivo é o Mundial da Austrália, não é ganhar à Irlanda”
David Fitzgerald

E a reputação

A intenção do presidente da FPF é ir com Simon Mannix, o neozelandês que treina a seleção desde abril do ano passado, até ao próximo Mundial, em 2027, para o qual Portugal garantiu uma inédita qualificação direta. Haverá mais tempo, haja condições e vontades alinhadas, para os 'Lobos' se prepararem, caso a realidade não se intrometa entretanto. “Se as coisas não correrem bem, novo rumo. Estamos sempre em avaliação, previne o dirigente, ao apontar aos próximos jogos internacionais e ao Rugby Europe Championship - o Seis Nações B - de 2026. O otimismo é seu, não o esconde: Temos gente muito nova, de futuro, eu falo com os treinadores e eles dizem o mesmo.

Na mesma veremos se ficará a reputação do râguebi português, saído com louvores e altivez do último Campeonato do Mundo, ainda nem há dois anos, pela férrea atitude e o entusiasmante estilo de jogo ofensivo, à mão, dinâmico à brava. Este 106-7 poderá ter consequências. É um desaire que mexe com a reputação de muito boa gente reconhece quem lidera a federação, o projeto e as ideias para resgatar o râguebi nacional do amadorismo, mas isto não é regra.

Não é: foi apenas a segunda vez na história que Portugal sofreu mais de 100 pontos. Só que valores como os da potência de Nicolás Martins, da flecha que é Raffaele Storti e dos outros raios velozes como Rodrigo Marta ou Manuel Cardoso Pinto, além da natureza ludibriosa das fintas de corpo de Nuno Sousa Guedes, poderão ficar menos sujeitos a aparecerem frente a nações como a Irlanda, ou a Escócia e a África do Sul, adversárias enfrentadas o ano passado, contra as quais Portugal marcou mais de 20 pontos e sofreu menos de 70.

Perder como perdeu, ou pior, jogar como jogou, desincentivará o interesse de países do tier 1. “A Irlanda é óbvio que não convidará outra vez, falei com o presidente, não vale a pena nestes termos”, confirmou Carlos Amado da Silva, ao dar conta da consequência direta do "choque tremendo" da derrota.

Os convites, nos próximos tempos, talvez escasseiam no râguebi atreito a mobilidades sociais, raramente dado a descobrir o elevador que permite a países emergentes na modalidade competirem, com regularidade e nas maiores provas, contra as nações tradicionais. Mas não vamos por em causa o trabalho que está a ser feito" nem deitar tudo a perder por causa de um resultado, pede o presidente. As reputações custam horrores a formar e, por vezes, tardam um espirro a descambar. “O nosso objetivo é o Mundial da Austrália, não é ganhar à Irlanda”, lembra o dirigente. Veremos quanto durará esta ressaca. Contem com Carlos Amado da Silva para o otimismo - quando Potugal reganhar a imagem que teve em 2023...

 

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Entãoooo, imagina que durante as férias Portugal e Espanha decidiam fazer a equipa Ibérica.
Podias ter o Rubén Dias a fazer dupla com o Huijsen, o Ruiz, Vitinha e Neves no meio com o Yamal a cruzar para o Ronaldo.

Os Lions é isso só que com Irlandas, Gales, Escócia e Inglaterra.

Wallabies é simplesmente a alcunha da seleção da Austrália.  

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excerto-da-assembleia-geral-da-fpr-sobre

Excerto da Ata da Assembleia Geral da FPR, sobre a meia-final do REC 2025 contra a Espanha

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Apesar do meu ponto de vista ser muito diferente, é um bom texto de reflexão!

O texto mistura um bocado duas questões: uma questão é a evolução do rugby nacional e outra é o sucesso da seleção sénior.
Acredito que o nosso crescimento passa por haver mais praticantes. Para haver mais praticantes precisamos de mediatismo.
Infelizmente, neste momento o mediatismo só pode vir da seleção e aqui só podemos investir na descoberta de mais "françogueses".
Outra questão é o nosso campeonato nacional. Acho difícil o crescimento do nosso campeonato fazer alguma coisa pelo rugby nacional. Acho um erro da eliminatórias de campeão. As eliminatórias trazem uma magia especial. É ver o exemplo do hóquei ou do basket.
Um exemplo disso é que não acredito que o @Descartes ou o @Diogo_CFB tenham visto muitos jogos do bicampeão Belenenses. Se ao menos houvesse a guerra dos três estarolas no rugby, ainda era possível vender as final-four/eliminatórias de campeão. A cegueira do povo com os 3 habituais tem que ter alguma vantagem 😅


Noutros assuntos, ontem cheguei do trabalho e estava o África do Sul - Austrália no intervalo. Achei que estava o jogo feito, mas na verdade foi uma segunda parte histórica. Uma bela demonstração de um bom jogo de rugby com resultado imprevisível.

Spoiler



 

 

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Citação de Ion Timofte, há 1 hora:

Um exemplo disso é que não acredito que o @Descartes ou o @Diogo_CFB tenham visto muitos jogos do bicampeão Belenenses.

Não sei se é o melhor exemplo... A autonomia do rugby desde há bastante tempo faz com que na realidade o sucesso do rugby passe ao lado da maioria. Só serve mesmo de arma de arremesso contra a direção do CFB, apesar de provavelmente este ser o presidente em várias décadas que promoveu uma maior aproximação e apoio ao rugby.

A mim particulamente confesso que me faz alguma espécie aquele 1928 debaixo da Cruz de Cristo. O basquetebol não diz 1926, andebol 1932 nem por aí fora... Se somos todos Belenenses, somos todos de 1919.    

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