Longineu Publicado 22 Maio 2015 a minha leitura para o próximo mês :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Totoro Publicado 22 Maio 2015 Comprei hoje na Bertrand o livro Crime e Castigo do Dostoiévski. Já alguém leu? Apesar de o Crime e Castigo ser bastante mais conhecido eu pessoalmente gostei mais do O Idiota. No entanto é um excelente livro. Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 23 Maio 2015 O que recomendam do Gonçalo M. Tavares? Há muito que estou curioso para ler alguma coisa dele, mas nunca encontrei nada a um preço aliciante. Agora que tenho algum de parte gostava de comprar alguma coisa dele. Jerusalém. A metade do preço aqui: http://odivelas-lisboa.olx.pt/jerusalem-iid-478030765 Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 26 Maio 2015 Um “personal alfarrabista” ao seu dispor O alfarrabista "Sr Teste" nasceu na blogosfera, cresceu no Facebook, e partilha hoje uma livraria na Guilherme Cossoul. Ricardo Ribeiro encontra-lhe o livro que tanto busca. Mas faz mais do que isso. Ricardo é músico, mas começou cedo a trabalhar em livrarias. Tinha 20 anos. Cresceu em volta dos livros, e há mais de uma década que vive deles, para eles. A vontade de criar um alfarrabista a que daria o nome de “Sr Teste” é recente, tem pouco mais de três anos, mas foi uma vontade que lhe alterou a vida e os dias. Nem quinze dias passados sobre o surgimento da ideia, inaugurou um blogue, trouxe a si os amigos, os leitores, e os leitores que entretanto se fizeram amigos, trouxe a si uma vida de livreiro, e criou um alfarrabista sem paredes, sem estantes, sem balcão. “Cansei-me. Cansei-me de ver o livro ser tratado – de eu próprio tratá-lo – como um negócio, algo de somenos valor, em que te dizem o que tens de vender, quando e quanto tens de vender, em que o leitor não tem querer, não vai opinar, e ‘come’ o que lhe dão. Cansei-me disso. O que fiz foi um ato ideológico. Ser-se crítico, valorizar a tradição, valorizar o livro, ter escolha, dar o que escolher, é um ato profundamente ideológico.” Conversámos no bar da Sociedade Guilherme Cossoul, em Santos, onde, no rés do chão, o “Sr Teste” hoje mora, e para onde Ricardo trouxe os tantos livros que lhe atulhavam a casa. Foi em setembro que se mudou para cá. Sentado connosco está Fábio, 27 anos, que partilha o exíguo espaço da livraria com Ricardo e com Débora, outra livreira. Tal como Ricardo, também eles derivaram da blogosfera, onde tinham (e têm) o alfarrabista “ennui”. “A vinda para a Guilherme Cossoul partiu de um convite do editor da ‘Artefacto’, que eu já conhecia do tempo em que trabalhava em livrarias, e que me acompanhava (e à “ennui” do Fábio e da Débora) no blogue. Não é que nós não estivéssemos bem só com o blogue. Mas a mudança para a Guilherme Cossoul também foi ótima para que nós conseguíssemos contactar de um modo mais direto com o leitor; saber o porquê de se interessar por um determinado autor, por um determinado livro, discutir o autor, discutir o livro. Também foi a curiosidade que me fez aceitar o convite.”, explica Ricardo. O serviço de alfarrabista que o “Sr Teste” e a “ennui” propõem não é de todo o convencional. Dizem-se, por graça: “personal alfarrabistas”. Mas o que isso? “O que nós fazemos é “book hunting”. É estar ligado a outros alfarrabistas, ir comprar a bibliotecas particulares, ir comprar a mercados de rua, e encontrar o livro que o leitor procura. Mas isso não é uma novidade – a “Letra Livre” fê-lo bem antes de nós, a “Pó dos Livros” também o faz. A novidade é que a nossa rede não é a dos alfarrabista em Lisboa, é maior, bem maior, nós vamos a todo o país e ao estrangeiro, vamos a todos os cantinhos, para encontrar o livro.”, descreve Ricardo. Fábio interrompe-o: “…Sim, também é isso, mas não é só isso. Muitas vezes um leitor pergunta-me o que eu penso de um livro, e eu digo-lhe que não é um bom livro, ou que não é o livro que ele procura. Se eu pensar bem no que estou a dizer, é o tipo de abordagem que numa Bertrand ou que numa Fnac dá direito a despedimento na hora. [Risos] Por outro lado, e isto está sempre a acontecer-me, se eu encontro um livro que pressinto que um leitor vai querer, não o divulgo no blogue, ligo-lhe logo, e são raras as vezes em que o leitor não fica com ele. Ser-se “personal alfarrabista” também é isso: é conhecer o nosso leitor.” O negócio dos alfarrabistas é um negócio onde tende a falar-se de especulação. Há livros que são vendidos por um valor muito superior ao real, e em que a venda pode mesmo ultrapassar a centena (às vezes o milhar) de euros. Não falamos de incunábulos, raros, mas de Herbertos e Pachecos, não tão raros. E também disso o “Sr Teste” se quer diferenciar. “Se eu for a uma feira e encontrar um livro do Herberto Helder a cinco euros, não vou vendê-lo a cem. Eu não quero vender uma ‘Comunidade’ do Luiz Pacheco por ano, e lucrar cinco vezes o que paguei por ela. Se eu fizer um bom negócio, o leitor faz um bom negócio.” Mas, voltando a Herberto: “Se há um livro dele que, mal sai, e é logo avaliado em 150 euros, como o Fábio viu, eu prefiro nem ter esse livro. E se o faço, faço-o para me salvaguardar como alfarrabista, para salvaguardar o livro, o leitor, e, sobretudo, os meus leitores”, critica Ricardo. Mas há espaço no setor livreiro para um negócio como este? “Eu penso que não se trata de saber se há ou não espaço para o que nós fazemos. A problemática é outra: é saber se há espaço fora do mercado. É um trabalho de resistência.”, conclui Fábio. O livreiro da “ennui” crê que ser alfarrabista, hoje, é viver-se em deslumbramento, mas não deslumbrado. “A Fiama [Hasse Pais Brandão] fala em olhar com deslumbramento. Eu tenho por hábito ir para a montra da livraria e olhar através dela. Sabes o que é que me deslumbrou? A árvore ali à frente, que, no espaço de um mês, passou de não ter verde nenhum para estar completamente verde.” O deslumbramento pode ser o movimento de uma árvore, como a descoberta de um livro raro, como a chegada de um livro novo, de uma editora nova. “Um dia chegaram uns livros da “Sistema Solar” e nós parecíamos uns miúdos deslumbrados com o que lá vinha. Claro que há que ganhar o pão do dia. Mas é o deslumbramento que nos faz continuar”, explica. Há leitores – Ricardo trata-los por leitores, e não clientes – que pedem um livro ocasionalmente e retornam; há leitores que lhe entregam uma longa lista de obras que querem; há colecionadores que lhe confiam o caceio da sua vontade em colecionar mais e mais. Mas todos sabem que no “Sr Teste” não há prazos para a entrega. Um livro pode demorar uma semana a ser descoberto, ou, tantas vezes, meses. A procura está cada vez mais eficaz. “Eu encontro com facilidade as primeiras edições, os livros raros. Servir os outros é uma honra do caraças! Quando sou bem servido numa livraria, num alfarrabista, ou onde for, eu sei que não estão só a vender por vender, a olhar ao preço, mas estão a passar-me um testemunho. A missão alfarrabista é passar um testemunho.” Ricardo relembra um episódio recente: “Um dia fui a uma biblioteca pessoal, e encontrei o ‘Retrato em Movimento’ do Herberto Helder. Falei dele de novo!? [Risos] Enfim… Não comentei com ninguém que o tinha encontrado. Levei-o para casa, estive a curti-lo, claro, e fui-me deitar. No outro dia de manhã tinha uma mensagem de um leitor – um miúdo de 25 anos absolutamente incrível –, que me diz que está à procura do ‘Retrato em Movimento’.” Herberto tinha morrido dias antes. “Os livros dele vendiam-se, sei lá, a três ou quatro vezes mais do que o que era habitual – e o habitual já era venderem-se a três ou quatro vezes mais do que o que eu vendo. Sabes o que fiz? Vendi-lho. Ele não tinha muito dinheiro, mas vendi-lho. Não faz sentido ver isto só como um negócio, o lucro pelo lucro. Se fosse pelo lucro, abria um restaurante gourmet”, conta. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 26 Maio 2015 Hoje o Wook está a fazer Leve 3 pague 2. Devo comprar a trilogia do Murakami Compartilhar este post Link para o post
Longineu Publicado 26 Maio 2015 Hoje o Wook está a fazer Leve 3 pague 2. Devo comprar a trilogia do Murakami o 1q84? Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 27 Maio 2015 (editado) Começa amanhã a 85ª Feira no Parque. Editado 27 Maio 2015 por Chandler Compartilhar este post Link para o post
doom_master Publicado 27 Maio 2015 http://feiradolivrodelisboa.pt/livros-dia/ Aqui ficam os descontos para cada dia. Por este andar vou lá muita vez :lol: Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 31 Maio 2015 (editado) Fui hoje dar uma voltinha à Feira do Livro e não vim de mãos a abanar. Trouxe o "Livro do Desassossego" (19,20 €) e o "Dentro do Segredo", do José Luís Peixoto (8,85 €, era um dos livros do dia). Ah, e ainda recebi um vale de desconto de 5 € na Bertrand em compras superiores a 25 €. Editado 31 Maio 2015 por Peplin Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 31 Maio 2015 Na sexta-feira também passei lá e levei "A Ilha" do Aldous Huxley a 5€. Compartilhar este post Link para o post
P_KOR Publicado 31 Maio 2015 Que livro fenomenal, um thriller criminal passado no ambiente sinistro da URSS. Ainda por cima vai sair um filme em breve. Dos melhores policiais que li nos ultimos tempos. Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 31 Maio 2015 (editado) Nestes dias em que lá estive trouxe O Anjo Mundo e o Lunário, ambos do Al Berto, um do Patrick Modano, o Som e a Fúria do Faulkner, o Frankenstein da Shelley (a minha edição era terrível), o Complexo de Portnoy do Roth, a Hora da Estrela da Lispector e o Bom Inverno do Tordo. Como entretanto fiz a trouxa de volta para a Invicta, conto ter alguém a passar lá nestes dias com uma lista minha de mais 4 ou 5 livros que ficarão substancialmente mais baratos na hora H. Que a menos que eu entretanto veja mais alguma coisa que me falte, terá Raymond Chandler, António Maria Lisboa, Boris Vian, Galeano e Afonso Cruz. E claro que é um estoiro valente, mas isto permite-me abastecer para o Verão, pelo menos. De todos os que já comprei nenhum me ficou a mais de 6€... é preciso é saber procurar. Ah, e hoje estive com o Peixoto cá em baixo na Porto Editora! Editado 31 Maio 2015 por Chandler Compartilhar este post Link para o post
Detlef Publicado 2 Junho 2015 Quero ler Bukowski. Por que livro acham que devo começar? Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 2 Junho 2015 O mais reputado é o Post Office. Começa por aí, é uma leitura acessível. Se leres em inglês arranja-se baratinho na internet. Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 3 Junho 2015 Por acaso também estou a pensar em levar essa na feira do livro, que sempre tive interesse em ler Bukowski. Em hora h deve ficar a uns 8 euros. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 3 Junho 2015 Amanhã está a esse preço: http://feiradolivrodelisboa.pt/livros-dia/?q=bukowski&data=2015-06-04 Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 4 Junho 2015 Passei lá hoje para comprar esse (8€) e trouxe também Regresso ao Admiravel Novo Mundo (5) e Livros & Cigarros (7) Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 4 Junho 2015 (editado) Também levei o Post Office hoje, obrigado pela dica ;-) Editado 4 Junho 2015 por frank the tank Compartilhar este post Link para o post
johan Publicado 5 Junho 2015 Vou passar amanhã na Feira, provavelmente vou comprar o 1984 de George Orwell. Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 7 Junho 2015 isto já deve ter estado aqui, mas como hoje compre o "O Elefante Evapora-se" do Murakami lembrei-me e li. http://youmightfindyourself.com/post/22131227213/on-seeing-the-100-perfect-girl-one-beautiful :heart: Compartilhar este post Link para o post
johan Publicado 10 Junho 2015 http://letrasinversoreverso.blogspot.com.br/2015/06/morreste-me-de-jose-luis-peixoto.html Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 10 Junho 2015 O Post Office é de uma leitura muito fácil e porreira. O vernáculo ajuda :mrgreen: . Compartilhar este post Link para o post
Ed Publicado 11 Junho 2015 Li, finalmente, O Estrangeiro do Camus. É muito bom, bem construído, leitura fácil, o ritmo está bem presente e aquela introdução do Sartre é qualquer coisa de fenomenal. Compartilhar este post Link para o post
Spikey Publicado 11 Junho 2015 De modo a alargar os meus horizontes na literatura, que não são muito largos, fui à Feira do Livro Segunda e comprei o American Gods e o Crime e Castigo. Comecei com o AG, vou na página 40 e estou a gostar. Supostamente é uma fantasia urbana com algum surrealismo e mitologia. No final do capítulo 1: Uma prostituta engole um gajo com a vagina. Começa bem :lol: Depois tmb tenho de ler o Insustentável Leveza do Ser que comprei há uns meses, mas só li até à página 95 por causa da faculdade, esse é para continuar, mas desde o início. Quanto ao Dostoevsky, parece-me ser o mais denso, mas tenho altas expetativas. Compartilhar este post Link para o post