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[FM 2013] There Is Only A Cloud In The Sky - Final da 1ª Parte

Publicações recomendadas

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Capítulo 39: Treino Árduo

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=3rfXDRg-WIg

 

Já fazia um ano que se encontravam em Marselha - ocupado com o emprego, Cloud delegou para Aerith, Vincent e Yuffie a procura pela mulher que, supostamente, seria a chave para encontrarem o passado de Cloud: Tifa Lockhart. No entanto, até agora não tinham tido qualquer sucesso, o que, surpreendentemente, nem chateava muito o espadachim - sentia-se feliz junto da amada e dos amigos, pelo que até já equacionara abandonar a busca das suas memórias. Só que, de cada vez que pensava nisto, o sonho do vilarejo em chamas inundava-lhe a mente, bem como a presença maligna que destruíra aquela que seria, certamente, a terra natal de Cloud.

 

Cansado de não poder fazer nada, e de já ter atingido o limite com o seu estigma de exteriorização, Cloud voltou a focar-se nos ensinamentos básicos da espada, tentando com isso aumentar ainda mais os seus índices físicos naturais. Graças ao seu estigma corporal conseguia atingir velocidades e forças exorbitantes, mas sentia que, se não treinasse, ia parar no tempo. Com este pensamento, começou a deslocar-se secretamente, todos os dias após o trabalho no clube, até a um canto remoto da praia da cidade. Escondido por entre algumas rochas, mergulhava no mar até ao pescoço, sempre com Buster nas mãos.

 

Debaixo de água, e graças à pressão do Mediterrâneo, tentava, dia após dia, manobrar melhor a espada. Nos primeiros dias limitava-se a brandir a lâmina de um lado para a outro, usando por vezes o estigma para conseguir melhores resultados. Agora tentava usar truques e habilidades que usava em terra firme, sempre com o estigma activado - e isso já começara a resultar, pois Cloud sentia, dia após dia, que a sua massa muscular aumentava e que a maneira de empunhar Buster era cada vez mais perfeita.

 

Já ofegante, o jovem treinador decidiu parar, saindo da água e, já no extenso areal, pegou na toalha e secou o cabelo e a cara. Espetou a enorme espada no chão e olhou para o horizonte, acenando a alguns transeuntes que, pertencentes à cidade, conheciam o ídolo que restaurara a glória do clube de Marselha. Estava perdido em pensamentos sobre o treino que quase não reparou numa jovem que corria à beira-mar: calções bastante curtinha, com um top que deixava o umbigo à mostra. O cabelo era enorme e tocava-lhe no fundo das costa, estando preso como se se tratasse da cauda de um golfinho.

 

Quando lhe olhou para a cara sentiu um aperto no peito - além de ter reconhecido aquela face pela foto que Tseng lhe dera, ainda em Madrid, algo mais estava a mexer com ele. Associando isso ao facto de ela estar presente no seu sonho constantemente, pegou em Buster e acenou-lhe, avançando para ela de modo a poderem falar. A rapariga parou a uma certa distância dele e, com os olhos em lágrimas, sussurrou:

 

- "Cloud?"

 

- "És a Tifa, não és?"

 

Passando as costas da mão pelos olhos, a jovem endireitou os punhos e colocou-se em pose de batalha, com um sorriso matreiro. Cloud suspirou, resignado - já estava habituado a que as mulheres à sua volta mostrassem uma tendência bastante agressiva em situações como estas. Brandiu Buster e preparou-se para aquilo que, esperava, fosse uma simples disputa amigável.

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a Aerith não vai gostar muito de estares na praia alone com uma gaja :mrgreen:

 

Aqui não tem de ter ciumes :mrgreen:

 

Muito bom :)

 

Obrigado :compinchas:

 

Para o presidente és intocável ninguém te toca icon_mrgreen.gif

 

Lá isso sou :mrgreen:

 

Abraço e obrigado pelo apoio! :fixe:

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Mais uma vez a conquistar tudo por onde passas e aquela final da Liga dos Campeões foi um jogo de nervos :medinho: Como era de esperar, tantos troféus metem-te no topo do futebol alemão e quase de certeza que do Europeu também.

Mas agora vamos à magia. O Cloud está cada vez mais perto do seu objectivo: recuperar a memória. Agora resta saber como vai correr este encontro com a Tifa "Lágrimas de Crocodilo". :mrgreen:

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Mais uma vez a conquistar tudo por onde passas e aquela final da Liga dos Campeões foi um jogo de nervos :medinho: Como era de esperar, tantos troféus metem-te no topo do futebol alemão e quase de certeza que do Europeu também.

Mas agora vamos à magia. O Cloud está cada vez mais perto do seu objectivo: recuperar a memória. Agora resta saber como vai correr este encontro com a Tifa "Lágrimas de Crocodilo". :mrgreen:

 

Obrigado. Lágrimas de crocodilo porquê? :mrgreen:

:compinchas:

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Rg9YHIv.jpg

 

 

Capítulo 40: A Jovem dos Punhos de Aço

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=9VGpCinLZvU

 

Balançando um pouco Buster, Cloud atirou-se de rompante, tentando acabar com a disputa num instante. No entanto, um murro certeiro da rapariga na lâmina fê-lo perder o balanço e, antes de dar por isso, ouviu uma voz segredar ao ouvido:

 

- "Sempre com pressa, não é, Cloud?"

 

Cerrando os dentes virou-se e encarou com Tifa a olhar para ele de forma divertida - o sorriso aberto da jovem mostrava que ela se estava a divertir como nunca se divertira antes, e isso tranquilizou Cloud. Endireitando novamente a espada, esperou que a rapariga atacasse. Quando a viu flectir as pernas preparou-se para defender, mas ficou surpreendido com o ataque directo de Tifa ao ponto de mal ter tido tempo de se proteger com a enorme lâmina.

 

O soco dela embatera no metal com tal força e barulho que Cloud suspeitou de imediato que ela tivesse partido o pulso. No entanto, e ao ver-se empurrado para trás com a força do impacto, apercebeu-se de que algo estava errado. Caiu na areia com Buster ao seu lado, olhando estupefacto para Tifa. Ela saltitava em jeito de desafio, sempre com os punhos levantados - o jovem espadachim reparou que as luvas da rapariga tinham, junto aos nós dos dedos, pequenas placas de metal presas ao couro. Ainda assim, pensou, era preciso ter uma força espantosa para conseguir aquele tipo de impacto.

 

Levantou-se e pegou na espada, optando por ser ele a atacar desta vez. Levantou a arma e desceu-a verticalmente, vendo a jovem bloquear o ataque recorrendo ao aço dos punhos. Soltando um sorriso, Cloud aproveitou o facto de ela ter ambas as mãos ocupadas na tentativa de se defender da lâmina para lhe dar um toque numa das pernas, desequilibrando-a e fazendo-a cair na areia. A rapariga endireitou-se e cuspiu um pouco de areia que lhe entrara para a boca, atirando-se de seguida para cima do espadachim, numa troca sucessiva de ataques e defesas, todas com seriedade e, ao mesmo tempo, sem serem na máxima força nem com a intenção de magoar.

 

Ficaram nesta dança frenética durante algum tempo, até que, sorrindo um para o outro, se deixaram cair na areia, ofegantes. A rapariga encolheu-se e, abraçando-se aos joelhos, suspirou:

 

- "Mesmo após estes anos todos continuamos como quando éramos pequenos, não é?"

 

- "Não sei."

 

Intrigada, Tifa levantou os olhos.

 

- "Eu não me lembro de nada. Conheci um homem, Tseng, que me disse que só tu ias conseguir desbloquear as minhas memórias e fazer-me lembrar do meu passado."

 

- "Então continua tudo na mesma..."

 

Mantiveram-se em silêncio, até que a jovem se levantou e lhe estendeu a mão:

 

- "Anda, Cloud. Tive uma ideia."

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ai ai se a Aerith visse agora vocês abraçando de joelhos, ias ver o que era aço :mrgreen:

estou a curtir , veremos onde vocês vão agora :compinchas:

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Qual é a ideia da Tifa? compinchas.gif

 

Isso agora...

 

ai ai se a Aerith visse agora vocês abraçando de joelhos, ias ver o que era aço :mrgreen:

estou a curtir , veremos onde vocês vão agora :compinchas:

 

Ela abraçou os joelhos dela :lolada:

 

Tenho quase a certeza que nessa praia estava a amiga do Unclouded a Fanny e o senhor Fernando

 

Duvido bem, não há baleias nem ursos no Mediterrâneo :mrgreen:

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Capítulo 41: Sem Poder Contar A Verdade

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=6E6xou57xOo

 

Quando entraram na luxuosa vivenda de Cloud em Marselha, Vincent recebeu-os com a sobrancelha levantada - reconhecera Tifa pela foto que Tseng lhes dera, mas absteve-se de fazer qualquer comentário. Aerith e Yuffie foram mais hospitaleiras e receberam a jovem de braços abertos, acomodando-a imediatamente. Cloud, por seu lado, mantinha alguma distância. Descobrira que era amigo de infância daquela rapariga, mas continuava sem saber nada do seu passado. Impaciente, sentou-se à mesa da cozinha com a cabeça apoiada nas mãos, pensando para si próprio.

 

Ouviu Tifa contar como ocorrera o encontro fortuito em plena praia de Marselha, ouviu a sua amada e a esposa de Vincent rirem à gargalhada com a história da disputa amigável, ouviu Vincent entrar na conversa e mandar uma das suas habituais piadas. No entanto, não conseguia esboçar qualquer sorriso, qualquer reacção - agora que estava tão perto de descobrir tudo estava nervoso. Queria encontrar o seu passado, custasse o que custasse, mas agora que se via confrontado com essa opção sentia uma medo enorme pesar-lhe nos ombros. Perdido nestes pensamentos, não sentiu Tifa, Vincent, Yuffie e Aerith sentarem-se na mesa, junto a si.

 

- "Cloud, precisamos de falar."

 

Dando um pulo de surpresa, o espadachim forçou um sorriso e, olhando para a jovem pugilista, acenou-lhe que sim. Porém, o que ouviu de seguida caiu-lhe como uma pedra no estômago:

 

- "Eu não te posso contar a verdade sobre o teu passado."

 

Levantando-se de rompante e batendo com os punhos na madeira, Cloud sentiu a voz sair aos berros:

 

- "Que queres dizer com isso? Não tenho o direito de saber o meu passado?"

 

Apercebeu-se de que falara alto demais, pelo que pediu desculpa, voltando a sentar-se. Quando reparou, os olhos de Tifa estavam inundados de lágrimas.

 

- "Tu não percebes..."

 

Deixaram a rapariga acalmar-se, com Aerith a dar-lhe um copo de água para ela voltar ao estado normal. Recompondo-se, a jovem continuou a falar:

 

- "Cloud, o teu passado é mais negro e mais terrível do que aquilo que imaginas. Muito provavelmente irias entrar em choque quando soubesses de tudo, e, para piorar, isso não ia reavivar a tua memória - ias saber o que se tinha passado, mas pelos meus olhos. Aqueles pensamentos que tiveste em determinadas alturas, as tuas reacções, os teus medos, tudo - isso continuaria enterrado..."

 

- "Mesmo assim quero saber..."

 

- "Se calhar é melhor ouvires o que ela tem para te dizer até ao fim."

 

A voz de Aerith era rígida e, ao mesmo tempo, denotava uma preocupação extrema com o namorado. Tifa sorriu:

 

- "Não te preocupes tanto, Cloud. Eu disse-te na praia - eu tive uma ideia. É capaz de ser arriscada, é capaz de ser difícil para ti, mas é o melhor caminho..."

 

- "E essa ideia é?"

 

Com a voz mostrando uma firmeza implacável, a jovem concluiu:

 

- "Vamos voltar à nossa terra natal, onde tudo aconteceu."

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O próximo desafio é na Alemanha. Será o Dortmund? :mrgreen:

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Vais voltar ao Uruguai? compinchas.gif

 

Uruguaiu? :maluco:

 

Vais voltar a Nibelheim eheheh :compinchas:

 

Vês como tu sabes 8-)

 

O próximo desafio é na Alemanha. Será o Dortmund? :mrgreen:

 

Não digo :cool:

 

Acho que será o Shalke ou Bayer L :compinchas:

 

Não digo :cool:

 

Abraço a todos e obrigado pelo apoio! :compinchas:

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Capítulo 42: Nibelheim

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=zEh4s8X6l2Y

 

Tinha tratado de todos os papéis de modo a concluir a transferência para o clube da cidade mais perto daquela que era, segundo Tifa, a sua terra natal. Situada perto da fronteira entre a Alemanha e a Holanda, a aldeia de Nibelheim continha todos os segredos necessários para Cloud recuperar a memória e assim conseguir, passados quase 8 anos desde que acordara no Uruguai, atingir o seu objectivo. Era com algum nervosismo que entrava, juntamente com os companheiros, no seu Lamborghini Estoque prateado - no entanto, sentia que tinha mesmo de saber quem era.

 

A viagem até à reserva natural de Bachsystem des Wienbaches fez-se naturalmente, com os amigos do espadachim a aperceberem-se do seu nervosismo e, por conseguinte, esforçando-se por falar de coisas triviais que aligeirassem o ambiente. Quando chegaram à entrada da reserva, Tifa soltou uma lágrima, mas nada disse. Limitou-se a dizer a Cloud para seguir junto à enorme vedação que separava o refúgio do espaço em volta, remetendo-se depois ao silêncio.

 

Quando estavam praticamente a chegar à Holanda, Tifa pediu a Cloud para utilizar um caminho secundário que embrenhava pelo meio da floresta - o jovem assim o fez, tentando reconhecer localizações e padrões, mas tudo isso se revelou infrutífero. Tinham andado cerca de 20 minutos por entre as árvores densas, até que repararam que o caminho ia abrir numa enorme clareira. Parando o carro, abriu a porta e saiu, olhando para o que via.

 

Uma placa muito desgastada e cheia de ferrugem apresentava o nome da aldeia - "Nibelheim". Sentindo uma pontada na cabeça, Cloud deu por si a ver a placa completamente limpa, com um aspecto muito cuidado e o nome completamente legível. Sorrindo por ter reconhecido uma memória perdida, o espadachim avançou para a aldeia, apenas para ver um monte de ruínas e casas semi-queimadas e queimadas mesmo. O local dos seus sonhos e pesadelos, que o atormentavam dia após dia, era mesmo aquele. Reconheceu o caminho por onde, no sonho, ele e Tifa sempre corriam de encontro à sombra maligna que os atacava, com toda a aldeia consumida por um calor infernal e chamas destruidoras.

 

Vincent nada dizia, e fez sinal a Aerith e a Yuffie para que não o seguissem - com um acenar de cabeça, transmitiu o que pensava do assunto às duas raparigas. Era um assunto de Cloud e não deles, e a sua interferência só ia, provavelmente, dificultar mais as coisas. Tifa também ficou para trás, olhando para o chão e libertando algumas lágrimas de dor e mágoa.

 

O jovem alemão chegou ao pé de uma casa semi-queimada, lembrando-se de que tinha sido ali que se tinha escondido durante um dos sonhos enquanto assistia ao ataque que Tifa e o seu eu do passado tinham sofrido na noite em que a aldeia ardeu. Tocou com a mão na madeira, que cedeu um pouco - no entanto, já os olhos de Cloud se tinham enchido de lágrimas ao aperceber-se de que se tinha lembrado. Aquela casa, aquela mesma casa em que tocava agora - crescera ali, junto com a sua mãe. A imagem era completamente nítida - a mãe à porta de casa, de vassoura na mão a varrer o alpendre, enquanto ele e Tifa, juntamente com mais alguns jovens, corriam pelo largo com um pau na mão que, na sua mente, era uma espada.

 

Caindo de joelhos ao recordar-se da imagem da mãe e da casa que o viu nascer, sentiu a força desaparecer, enquanto que mais uma pontada na cabeça, desta feita com enorme intensidade, o fazia cair e desmaiar na hora. Quando Vincent chegou perto do corpo inanimado de Cloud, surpreendeu-se ao ver que o amigo, apesar de inconsciente, mantinha um sorriso firme.

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Agora é que o Cloud vai finalmente descobrir o que se passou? Talvez se lembre do Sephiroth :biggrin:

O clube só poder ser o Dortmund ou o Koln, apesar de estar mais inclinado no primeiro :compinchas:

 

 

:handclap: Tens um jeito de escrever, que prende qualquer pessoa. Não Pensaste em escrever um livro ou assim?

 

Editado por Figueiredo

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Agora é que o Cloud vai finalmente descobrir o que se passou? Talvez se lembre do Sephiroth :biggrin:

O clube só poder ser o Dortmund ou o Koln, apesar de estar mais inclinado no primeiro :compinchas:

 

 

:handclap: Tens um jeito de escrever, que prende qualquer pessoa. Não Pensaste em escrever um livro ou assim?

 

 

Será? Vamos lá ver, vamos lá ver...

Quanto ao livro, já está a ser escrito, se bem que embora tenha pré-acordo com a editora só no final do meu curso é que me vou debruçar a sério sobre ele.

:compinchas:

 

Gosto muito de cada capítulo que escreves, cada um é mais interessante que o outro compinchas.gif

 

Obrigado :compinchas:

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Capítulo 43: Pouco A Pouco

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=AqO-FNCV8U0

 

Quando Cloud acordou, reparou que estava deitado numa cama. Endireitando-se, levou a mão à cabeça, reconhecendo o quarto da casa que havia comprado para esta nova aventura. As picadas fortes na cabeça continuavam, mas ele não se importava - não conseguia deixar de sorrir. Tinha finalmente recordado alguma coisa - em algum momento teve uma mãe a cuidar dele, uma mãe que o acarinhava e lhe dava tudo que uma mãe pode dar. Sentiu os olhos humedecer. Queria saber mais. Tinha de saber mais.

 

Nesse instante bateram à porta do quarto, e Aerith entrou. Ao ver o namorado acordado, correu para junto da cama e abraçou-o. Mantiveram-se nos braços um do outro durante algum tempo, até que a médica se afastou e limpou uma lágrima que lhe corria pela bochecha.

 

- "Então, lembraste-te de alguma coisa?"

 

- "Sim. Da minha mãe. Da minha casa. Das minhas brincadeiras de adolescente naquele largo de Nibelheim. Da entrada de Nibelheim. Aerith, eu estou a recuperar a minha memória!"

 

Quase explodindo de felicidade, rapidamente contagiou a amada, que lhe começou a perguntar mais detalhes sobre o que se lembrava. Contou-lhe sobre a sua enorme parecença com a mãe, contou-lhe sobre a casa onde crescera. Contou-lhe que havia corrido, com Tifa e mais alguns jovens, por aquele largo fora, vezes sem conta, com lutas de espadas imaginárias. Levou a mão à cabeça inconscientemente, tentando afagar a dor que o assolava.

 

- "Eu sabia."

 

Atrás deles estava Vincent, muito calado e encostado à porta. Acenando ao melhor amigo, o inspector avançou para junto da cama e sentou-se numa cadeira.

 

- "Cloud, tens de ir com calma. Podias ter entrado em choque!"

 

- "Como assim?"

 

- "A tua mente não está preparada para reviver, de uma vez, a memória toda que tu perdeste. Não está. Seria preciso uma mente de ferro para isso acontecer. A Tifa recusa-se a contar mais, mas segundo ela o teu passado é tão forte que, quando descobrires, podes mesmo deixar de ser tu mesmo. Vai com calma..."

 

Em silêncio, ficaram os três a olhar para a janela do quarto. A cidade movia-se lá fora como se de nada se tratasse, e, lá ao fundo, o estádio começava a juntar bastante gente. Lembrando-se subitamente do que tinha de fazer, Cloud assustou os outros dois ao saltar da cama de rompante e ao correr para o armário.

 

- "Esqueci-me da minha apresentação como novo treinador!"

 

Rindo a bandeiras despregadas, tanto Aerith como Vincent deram por si a sossegar - para já, Cloud estava igual a si mesmo. Descuidado, honesto, seguro de si - ao mesmo tempo que transmitia uma sensação de força e sossego que contagiava tudo à sua volta. Antes de sair do quarto para ir tomar um duche rápido, o espadachim virou-se para trás e, olhando para Vincent, acalmou o amigo:

 

- "Não te preocupes, Vincent. Eu vou com calma."

 

 

Próxima Actualização: Apresentação do Novo Clube.

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