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Victarion

[Núcleo] Serie A

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Trabalhei com vários treinadores durante a minha carreira, mas o Conte foi certamente o que me surpreendeu mais. Ele só precisou de um discurso, com muitas palavras banais, para me conquistar a mim e à equipa. Nós chegamos juntos ao Planeta Juventus.

 

Ele apresentou-se à equipa no primeiro dia da pré-época no ginásio de Bardonecchia. Já tinha 'fogo' a correr-lhe nas veias e mexia-se como uma víbora. E então ele disse: "Esta equipa, meus caros amigos, vem de dois sétimos lugares consecutivos. Isto é de loucos. Chocante. Não estou aqui para isto, por isso, está na hora de deixarem de ser uma m*rda.

 

Se Arrigo Sacchi foi um génio, então ele é o quê? Eu esperava que ele fosse bom, mas não assim tão bom. Pensava que ia encontrar um treinador cheio vontade e personalidade, mas, invés, descobri que ele também tem imenso para nos ensinar numa vertente técnico-táctica.

 

http://football-italia.net/33289/pirlo-milan-juve-and-conte

Um excerto sobre o Conte do livro autobiográfico que o Pirlo vai lançar (Penso quindi gioco, Penso logo jogo em português).

 

Preferem que eu traduza partes de uma notícia que considere mais interessante como agora ou gostam mais que deixe só a notícia original? É que eu não gosto nada de traduções, acho que altera sempre o sentido original do texto, nem que seja só um bocadinho. E mesmo esse artigo já está traduzido, por isso isto é basicamente a tradução da tradução. :lol: :mrgreen:

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Paulinho :prayer:

 

Sempre gostei do tipo, vá-se lá saber porquê.

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Citação do jornal "A Bola" online

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Mkhitaryan na agenda da Juventus

O controverso Mino Raiola, empresário, entre outros, de Mario Balotelli e Zlatan Ibrahimovic, revelou neste domingo que a Juventus está a apostar fortemente na contratação Henrikh Mkhitaryan, avançado arménio que tem brilhado a grande altura com as cores do Shakhtar Donestk.

Os valores de uma possível proposta da Juventus não foram revelados.



Pelo preço certo pode ser uma contratação interessante. Editado por Mary

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Citação do jornal "A Bola" online

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Mkhitaryan na agenda da Juventus

 

O controverso Mino Raiola, empresário, entre outros, de Mario Balotelli e Zlatan Ibrahimovic, revelou neste domingo que a Juventus está a apostar fortemente na contratação Henrikh Mkhitaryan, avançado arménio que tem brilhado a grande altura com as cores do Shakhtar Donestk.

 

Os valores de uma possível proposta da Juventus não foram revelados.

 

 

Pelo preço certo pode ser uma contratação interessante.

Estavam a pedir 30M por ele.

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Times Históricos: Roma 1980-1984

 

Grandes feitos: Campeã Italiana (1982-1983), Tricampeã da Coppa Italia (1979-1980, 1980-1981 e 1983-1984) e Vice-campeã da Copa dos Campeões (1983-1984).

 

Time base: Tancredi; Bonetti, Nela (Turone), Righetti (Santarini), Nappi (Vierchowod); Falcão, Toninho Cerezo (Maggiora; Maldera), Di Bartolomei; Conti, Graziani (Ancelotti; Prohaska), Pruzzo. Técnico: Nils Liedholm.

 

A Cidade Eterna ganha um novo rei

 

Depois de algumas conquistas esporádicas nas décadas de 60 e 70, o torcedor da Roma esperava por tempos melhores nos anos 80. A equipe da capital italiana não sabia o que era vencer um campeonato nacional há mais de quatro décadas e via os rivais cada vez mais gigantes, cheios de títulos e imponentes. Aquilo doía demais no coração do fanático torcedor romano.

 

Porém, tudo mudou quando dois personagens chegaram à equipe bem no começo daquela maravilhosa década de 80: o técnico sueco Nils Liedholm e o meia brasileiro Falcão. Os dois foram, sem dúvida alguma, os maiores responsáveis por fazer a Roma temida novamente, jogar um futebol vistoso e vencedor. De 1980 até 1984 o time faturou quatro títulos, incluindo o sonhado Campeonato Italiano, em 1983. A festa só não foi maior porque a equipe perdeu, em casa, a taça da Copa dos Campeões 1983-84 para o bicho papão da época, o Liverpool.

 

Mesmo assim, os feitos daquele timaço de Tancredi, Pruzzo, Di Bartolomei e Bruno Conti entraram para a história por transformar aquele time num dos maiores e melhores que a Roma já conseguiu formar, além de ser uma das três equipes que tiveram a honra de dar ao clube um scudetto. É hora de relembrar as façanhas do clube que foi a casa de um craque brasileiro que fez jus ao apelido de “Rei de Roma”.

 

Ventos gloriosos a caminho

 

Em 1979, a Roma acertou a contratação do técnico sueco Nils Liedholm, que já havia treinado a equipe na metade daquela década de 70, mas sem sucesso. Porém, naquele ano, ele teria um plantel bem mais forte e com grandes possibilidades de dar certo.

 

Para melhorar ainda mais a qualidade do time, a equipe acertaria, em 1980, a contratação do volante brasileiro Falcão, então estrela do Internacional tricampeão brasileiro em 1975, 1976 e 1979 - neste último ano, invicto. O craque chegou à equipe logo depois de ter disputado (e perdido) a final da Copa Libertadores daquele ano contra o Nacional, do Uruguai. Ele seria o primeiro de muitos outros jogadores brasileiros que brilhariam na Itália naquela década a exemplo de Júnior, Zico e Toninho Cerezo.

 

Primeiro caneco

 

O primeiro título da era Liedholm na Roma foi a Coppa Italia de 1979-1980. Depois de uma primeira fase tranquila, em que foi líder, o time cresceu no mata-mata e eliminou o Milan com uma goleada por 4 a 0 no primeiro jogo e empate em 2 a 2 no segundo, e despachou o fraco Ternana com 1 a 1 e 2 a 0. Na final, o time encarou o tradicional Torino. O jogo terminou sem gols e a decisão foi para os pênaltis. Nela, o time venceu por 3 a 2 e garantiu o primeiro título depois de 11 anos.

 

Controvérsia tira o scudetto

 

Na temporada 1980-1981, a Roma já impunha mais respeito no país com a liderança de Falcão no meio de campo. Com sua classe, habilidade e apoio ao ataque, o craque brasileiro virou um ídolo instantâneo na equipe e ganharia rapidamente o apelido de “Rei de Roma”.

 

O time tinha como grande objetivo naquela temporada o título da Serie A, mas esse objetivo foi por água abaixo por conta de uma arbitragem polêmica e desastrosa na reta final do torneio. No clássico contra a Juventus, na antepenúltima rodada, as equipes empatavam sem gols quando o zagueiro romano Turone marcou um gol que daria a vitória e a liderança isolada à equipe da capital. Porém, o árbitro da partida anulou o tento por ver impedimento no lance, o que na verdade não ocorreu. Revoltados, os romanos viram a Juventus ser beneficiada, vencer seus dois jogos seguintes, e faturar o título com dois pontos a mais que a Roma, equipe que menos perdeu naquele ano - apenas três derrotas. Não à toa, a rivalidade entre Juve e Roma aumentou nos anos seguintes.

 

A perda do título nacional foi superada logo em seguida com o bicampeonato da Coppa Italia. Como atual campeã, a equipe entrou direto nas quartas de final e despachou a Fiorentina com uma vitória por 1 a 0 fora de casa e empate sem gols em Roma. Nas semifinais, o troco na rival Juventus, com vitória por 1 a 0 na casa da Juve e empate em 1 a 1 na capital italiana. Na decisão, nova vitória sobre o Torino nos pênaltis: 4 a 2, após dois jogos empatados em 1 a 1 - Ancelotti, Conti, Santarini e Falcão marcaram. Aquele foi o último caneco levantado pelo capitão Santarini, que deixou a equipe naquele ano de 1981 depois de 13 anos de Roma para encerrar a carreira no Catanzaro.

Preparação para a glória máxima

 

Na temporada 1981-1982 a Roma passou em branco e não conquistou nenhum título. A equipe foi eliminada pela Internazionale nas quartas de final da Coppa Italia após vencer o primeiro jogo por 4 a 1 e levar 3 a 0 no jogo de volta, ficando de fora por conta do gol marcado pela Inter na primeira partida. No Campeonato Italiano, o scudetto ficou novamente com a Juventus, que pode colocar a segunda estrela acima de seu escudo, por celebrar o vigésimo título nacional - lembrando que, na Itália, a cada 10 títulos nacionais, os clubes têm direito a ostentar uma estrela na camisa. As derrotas, porém, serviram de experiência para a Roma se concentrar na temporada mágica que se iniciaria muito em breve.

 

Para entrar na história

 

Nils Liedholm tinha em mãos um timaço na temporada 1982-1983. A zaga era forte e tinha nomes como Tancredi, Nela e Righetti; o meio de campo era impecável com Falcão, Di Bartolomei, Ancelotti e Cerezo e o ataque com o matador Pruzzo e com o habilidoso ponta-esquerda Bruno Conti. Com essas estrelas, a Roma não deu moleza e partiu com tudo em busca do scudetto. O time foi derrotando os rivais, empatando quando podia e perdendo muito pouco - como em 1980-81, foram apenas três derrotas. Os romanos acabram conquistando o sonhado título na penúltima rodada, no empate em 1 a 1 com a Genoa. O time terminou o torneio com 43 pontos, quatro a mais que a Juventus, e 16 vitórias, 11 empates e 3 derrotas em 30 partidas - vale lembrar que na época as vitórias valiam dois pontos, e não três como hoje.

 

O time marcou 47 gols e sofreu 24, tendo o segundo melhor ataque e a segunda melhor defesa. A festa foi tremenda em Roma e imortalizou de vez os jogadores do time. Enfim, depois de 41 anos, a Cidade Eterna podia vibrar com o título italiano, e, enfim, a Roma poderia disputar uma Copa dos Campeões.

 

A batalha europeia

 

Com o título nacional de 1983, a Roma ganhou o direito de fazer sua estreia na Copa dos Campeões na temporada 1983-1984. O time estava embalado e pronto para chegar à final, que seria disputada no estádio Olímpico de Roma. Seria o máximo conseguir, logo na estreia, chegar à final em casa. E foi para isso que o esquadrão de Falcão batalhou. A Roma eliminou o IFK Gotemburgo, da Suécia, na primeira fase com uma vitória por 3 a 0 em casa (gols de Vincenzi, Conti e Cerezo) e uma derrota por 2 a 1 fora (gol de Pruzzo), vencendo por 4 a 2 no placar agregado. Nas oitavas de final, duas vitórias sobre o CSKA Sofia, da Bulgária, por 1 a 0, fora de casa (gol de Falcão) e 1 a 0 em Roma (gol de Graziani). Nas quartas, show em casa contra o Dynamo Berlin, da Alemanha Oriental: 3 a 0, gols de Graziani, Pruzzo e Cerezo. Na volta, a derrota de 2 a 1 não foi o bastante para eliminar a Roma, que foi para as semifinais.

 

Nas semis, a equipe quase colocou tudo a perder quando foi derrotada na Escócia por 2 a 0 pelo Dundee United. Mas na volta, com o apoio da torcida no repleto estádio Olímpico, a Roma se impôs e fez 3 a 0 nos escoceses com dois gols de Pruzzo e um de Di Bartolomei. A equipe italiana chegava pela primeira vez na final da Liga dos Campeões. Era a chance de vencer o cobiçado troféu. E em casa.

 

A mais dolorosa derrota

 

O privilégio de decidir uma Copa/Liga dos Campeões em casa é para poucos. Pouquíssimos, aliás. E a Roma conseguiu ser um desses felizardos na final de 1983-1984, contra o então tricampeão europeu Liverpool. Os ingleses eram tarimbados e sabiam como ninguém jogar uma Copa, além de ter o retrospecto favorável de nunca terem perdido uma final europeia. Já a Roma teria que conter a ansiedade, apostar na força de seu conjunto e de sua torcida para fazer bonito na decisão. Outro fator que pesaria na final era não ter enfrentado times tradicionais naquela competição, ao contrário do Liverpool, que encarou Athletic Bilbao e Benfica. Mas, com a bola rolando, a Roma teria que mostrar que estava preparada para vencer.

 

O jogo foi disputado e o Liverpool fez uma partida inteligente, sem deixar a Roma pressionar ou fazer o clima hostil da torcida influenciar nos ânimos dos ingleses. Com isso, os reds abriram o placar aos 13 minutos, com um gol de Phil Neal. No final do primeiro tempo, foi a vez da Roma marcar com o matador Pruzzo, aos 42, que chegou ao seu 5º gol na competição. No segundo tempo, a Roma dominou o meio de campo, mas não conseguiu furar a forte defesa inglesa. Com poucas emoções, o jogo foi para a prorrogação, e, depois, para os pênaltis.

 

Nas cobranças, o Liverpool contou com a malandragem do goleiro Grobbelaar, que distraiu os jogadores romanos Conti e Graziani, que chutaram para fora. O Liverpool venceu por 4 a 2 e faturou, em pleno estádio Olímpico, seu quarto título europeu. Foi um desastre para a Roma. Em sua primeira final, com o privilégio de jogar em seu próprio estádio, o time sucumbia nos pênaltis. A derrota foi amarga e é um dos capítulos mais tristes da história do clube, que perdeu a chance de colocar seu nome e de seus jogadores no mais alto escalão do futebol europeu.

O consolo na Itália

 

Após a derrota na Liga, a Roma conseguiu encerrar a temporada com um título de consolação: a Coppa Italia. Depois de ter eliminado o Milan, nas quartas, e o freguês Torino, nas semis, o time enfrentou o Verona na decisão. No primeiro jogo, em Verona, empate em 1 a 1. Na volta, em Roma, vitória por 1 a 0 para a equipe da capital, que comemorou o terceiro caneco da Copa em cinco anos. Mas aquele seria o último grande momento do esquadrão comandado por Nils Liedholm.

O fim de um time para a história

 

A derrota na final da Copa deixou feridas na Roma que não foram cicatrizadas. O técnico Liedholm deixou a equipe em 1984, assim como Falcão, o que culminou com a perda da magia conquistada pelo time naqueles anos. A Roma ainda venceria mais uma Coppa Italia, em 1985-1986, mas só voltaria a brilhar no Campeonato Italiano em 2001, quando faturou o tri. Terminava no fatídico ano de 1984 a trajetória do time que voltou a fazer o torcedor romano alegre, que esbanjou categoria, conquistou títulos, e conseguiu a proeza única de chegar a uma final de Copa dos Campeões. Por esta façanha, e por ter levado a Roma à conquista do scudetto de 1983, esse esquadrão que tinha um rei (Falcão) e vários ótimos suditos é, sem dúvida alguma, um time histórico.

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Times Históricos: Inter 1988-1991

 

Grandes feitos: Campeã da Copa Uefa (1990-1991), campeã do Campeonato Italiano (1988-1989) e campeã da Supercopa da Itália (1989).

 

Time base: Zenga; Bergomi, Matteolli (Battistini), Mandorlini (Paganin), Ferri (Giuseppe Baresi) e Brehme; Berti, Bianchi e Matthäus; Ramon Diáz (Klinsmann) e Aldo Serena. Técnico: Giovanni Trapattoni.

 

“Wir haben Calcio!” *

 

*Nós temos futebol

 

Os anos dourados do futebol italiano se passaram, sem dúvida alguma, entre 1982 e 1996, período em que diversos clubes do país colecionaram títulos e mais títulos na Europa. Primeiro, foi a Juventus de Platini e, posteriormente, de Del Piero e Deschamps. Também tivemos o Napoli de Maradona, o Milan do trio holandês Rijkaard-Gullit-van Basten, a Sampdoria de Mancini e Vialli e até o Parma de Zola, Asprilla e Dino Baggio. Mas você deve estar se perguntando... Onde está a Internazionale nessa história toda? Ora, ela teve um capítulo todo especial nesse período, mais precisamente entre 1988 e 1991, quando surpreendeu a todos conquistando um Campeonato Italiano de maneira impecável em 1989, uma Supercopa da Itália no mesmo ano e ainda uma Copa Uefa em 1991, derrotando a rival Roma na grande final.

 

Se o time não colecionou muitos canecos como os rivais, todos ficaram encantados com a eficiência defensiva e ofensiva do esquadrão comandado pelo sempre copeiro e vitorioso Giovanni Trapattoni, que se não teve holandeses do seu lado, contou com uma santíssima trindade vinda da Alemanha: Andreas Brehme, Lothar Matthäus e Jürgen Klinsmann, simplesmente os craques do selecionado alemão tricampeão do mundo na Copa de 1990. Além deles, Trapattoni tinha os excelentes Zenga, Bergomi, Berti, Díaz e Serena, além de peças de reposição muito eficazes. É hora de relembrar.

 

Chucrute à milanesa

 

Em 1988, os times da moda eram Milan, recém-campeão nacional, e o Napoli, com Maradona tinindo. A Inter estava mordida pelo fato de o rival rossonero estar bem financeiramente e contar com um elenco formidável, além de três holandeses que fariam história: Rijkaard, Gullit e van Basten. Foi então que a equipe nerazzurra decidiu “imitar” o rival e buscar gringos tão bons quanto os holandeses. E foi na Alemanha, lá no Bayern Munique, que o presidente Ernesto Pellegrini encontrou dois craques: o lateral-esquerdo Andreas Brehme e o multifuncional Lothar Matthäus.

 

A dupla passaria a integrar um elenco que perdera nomes importantes como Passarella, Scifo e Altobelli, mas ainda forte com o goleiro Walter Zenga, os defensores Giuseppe Bergomi, Giuseppe Baresi (irmão mais velho de Franco), Andrea Mandorlini e Riccardo Ferri, além de Bianchi, Díaz, Berti e Serena. Para comandar todos, Giovanni Trapattoni, já famoso no país e no mundo depois de seus 10 vitoriosos anos no comando da incrível Juventus que foi base da seleção italiana campeã do mundo em 1982. Trapattoni estava na Inter desde 1986 e ainda não havia conseguido um título, algo muito incomum para sua rotina vencedora. Mas ele poderia ficar tranquilo, pois já na temporada 1988-1989, a primeira com os alemães em campo, ele marcaria para sempre a história da Serie A.

 

O scudetto dos recordes

 

Enquanto os principais rivais da Inter se digladiavam nas competições europeias (Milan na Copa dos Campeões, Napoli na Copa Uefa e Sampdoria na Recopa), a equipe nerazzurra teve para si um campeonato inteiro para desfilar. E fazer história. A equipe de Milão fez uma das melhores campanhas do campeonato nacional em todos os tempos naquela temporada de 1988-1989. O time simplesmente trucidou seus rivais com gols, shows e uma eficiência assustadora. Foram 26 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em 34 jogos, com 67 gols marcados e 19 sofridos.

 

Preste atenção na sequência de recordes a seguir para não se perder: a Inter foi a equipe que mais venceu, que menos empatou, que menos perdeu, que mais fez gols, que menos sofreu gols, que mais venceu em casa (15 vitórias e dois empates, invicta), que mais venceu fora de casa (11 vitórias) e a que menos perdeu fora de casa - duas vezes, para Fiorentina e Torino. Para coroar uma campanha tão avassaladora, Aldo Serena foi o artilheiro do campeonato com 22 gols, com Ramón Díaz sendo o outro goleador da equipe, com 12. Aquela Inter ainda marcou época como a que mais fez pontos na história da Serie A em campeonatos de 18 equipes, quando as vitórias ainda valiam dois pontos: 58. Apenas a Juventus de 1994-1995 quebraria esse recorde ao marcar 73, mas com as vitórias já valendo três pontos.

 

A torcida vibrou como nunca com uma conquista tida como improvável na época, tamanha a badalação pra cima dos outros rivais. Mas a Inter se impôs e desfilou. Os destaques foram as vitórias sobre Milan (1 a 0), Napoli (2 a 1), Roma (2 a 0 e 3 a 0) e Sampdoria (1 a 0 e 1 a 0). O time mesclava uma segurança fenomenal na zaga com precisão cirúrgica no ataque. Os alemães Brehme e Matthäus caíram como luvas no esquema de Trapattoni, que podia usar a abusar do talento ofensivo de ambos para surpreender os rivais. Porém, o ano dos recordes daria início ao jejum. Aquele foi o último título italiano da equipe em 17 longos anos. A Itália só voltaria a ser da Inter em 2006.

 

Trindade completa

 

Em 1989, a Inter trouxe a peça que faltava para completar o seu trio estrangeiro de sucesso: o atacante Jürgen Klinsmann, uma das maiores estrelas de seu país, após várias temporadas de sucesso no Stuttgart. Pouco depois da estreia do craque, em uma vitória sobre o Spezia pela Coppa Italia, a equipe venceu em setembro de 1989 a Supercopa da Itália, derrotando a fortíssima Sampdoria por 2 a 0, com gols de Cucchi e Serena.

 

Na sequência, a decepção ficou por conta da pífia campanha na Copa dos Campeões, quando o time sequer passou da primeira fase, sendo eliminado pelo Malmö, da Suécia. No Campeonato Italiano, a Inter ficou na terceira posição, atrás de Milan (vice) e Napoli (campeão). Ainda sim, o time fez boas apresentações como uma vitória por 3 a 1 sobre o Milan, um 3 a 1 sobre o Napoli e um 2 a 0 na Sampdoria, todas jogando em casa - com exceção do dérbi, pois o jogo tinha mando do clube rossonero.

 

Klinsmann mostrou a que veio naquela temporada e foi o artilheiro da equipe com 13 gols, seguido do compatriota Matthäus, com 11. A terceira posição no Italiano deu ao clube uma vaga na Copa Uefa 1990-1991, competição esta que seria encarada como essencial pela equipe depois do fracasso na Copa dos Campeões 1989-1990 e na Copa Uefa1988-1989, quando a equipe acabou eliminada no critério de gols marcados para o Bayern Munique.

 

No embalo dos campeões

A temporada 1990-1991 começou com alto astral na Inter. Motivo? O trio Brehme-Matthäus-Klinsmann havia acabado de conquistar a Copa do Mundo pela seleção alemã em plena Itália. Claro, havia alguns desanimados no elenco como Zenga, Bergomi, Ferri, Berti e Serena, presentes na seleção italiana que ficou com o terceiro lugar após a eliminação na semifinal diante da Argentina, nos pênaltis - Serena, inclusive, desperdiçou uma das cobranças. Mas a Copa era águas passadas e o time tinha vários desafios pela frente.

 

No Campeonato Italiano, a Inter brigou até as últimas rodadas pelo título, mas não foi páreo para a Sampdoria, que fez história ao levantar o scudetto pela primeira vez, com quatro pontos de vantagem sobre o esquadrão nerazzurro, que ficou na terceira posição. Foi justamente nos duelos contra a Samp de Cerezo, Mancini e Vialli que a Inter desperdiçou a chance de ser campeã, pois foi derrotada tanto em casa (2 a 0) quanto fora dela (3 a 1).

 

Matthäus foi outra vez brilhante como elemento surpresa no ataque da Inter e se tornou o vice-artilheiro da competição com 16 gols, apenas três a menos que Vialli, da Sampdoria. Klinsmann também mostrou faro de gol e anotou 14 tentos. Na Coppa Italia, outra vez a equipe não foi bem (como nas outras duas edições) e foi eliminada nas oitavas de final para o Torino. Restava, então, a Copa Uefa, torneio que a Inter ainda não tinha em sua galeria de troféus.

 

Com a força do Giuseppe Meazza

 

Na Copa Uefa, a Internazionale teve que superar diversos resultados adversos para chegar até a final. Na estreia, o time perdeu para o Rapid Viena por 2 a 1 na ida e avançou graças a uma vitória por 3 a 1 que só saiu depois da prorrogação, com gols de Berti (2) e Klinsmann. Na fase seguinte, outra derrota fora de casa, dessa vez para o Aston Villa, por 2 a 0. Era preciso vencer por três gols. E a Inter conseguiu, graças a Klinsmann, Berti e Bianchi.

 

Nas oitavas de final, o time fez a primeira partida em casa contra o Partizan e voltou a triunfar: 3 a 0, gols de Matthäus, Mandorlini e Bianchi. Na volta, Matthäus marcou mais um e ajudou a equipe a segurar o empate em 1 a 1. Nas quartas de final, duelo doméstico contra a Atalanta de Caniggia e Evair. Depois de um empate sem gols na partida de ida, outra vez o caldeirão nerazzurro funcionou e a equipe venceu por 2 a 0, gols de Serena e Matthäus.

 

O último desafio antes da final era contra o Sporting. Em Portugal, empate sem gols. Na Itália (novidade...), vitória da Inter por 2 a 0, gols de Matthäus e Klinsmann. A equipe estava na final. E o adversário seria uma velha conhecida: a Roma.

 

Fim do jejum de 26 anos

 

Na final italiana, a Internazionale tinha a grande chance de interromper um incômodo jejum de 26 anos sem conquistas internacionais. As últimas haviam acontecido em 1965, quando a “Grande Inter” de Helenio Herrera foi bicampeã da Copa dos Campeões e do Mundial Interclubes. Em 1991, a Copa Uefa era decidida em duas partidas. No primeiro jogo, mais de 68 mil pessoas lotaram o Giuseppe Meazza, em Milão, para empurrar a Inter em busca da vitória e da invencibilidade em casa no torneio.

 

A Roma tinha uma boa equipe com Berthold, Aldair, Giannini e Völler, mas nada que pudesse agredir o esquadrão da Internazionale composto por Zenga, Bergomi, Battistini, Ferri, Brehme, Paganin, Bianchi, Berti, Matthäus, Serena e Klinsmann. Um time de respeito. Depois de um primeiro tempo morno, no segundo a Inter tratou de se impor. Matthäus, de pênalti, abriu o placar aos 10. Doze minutos depois, Berti ampliou e decretou a vitória por 2 a 0.

 

Em Roma, a Inter se segurou, levou um gol apenas no final do jogo, mas a derrota por 1 a 0 não foi lamentada. Depois de 26 anos, a torcida podia comemorar uma taça internacional e, acima de tudo, inédita. Era a consagração daquele time marcante e que conseguiu, mesmo diante de tantos adversários poderosos, abocanhar taças. Um fator de destaque foi a força demonstrada pela Inter dentro de sua casa naquela Copa (seis vitórias em seis jogos). Maciça e inesquecível.

 

A queda e o fim

 

Na temporada 1991-1992, Giovanni Trapattoni deixou o comando da Inter para voltar a sua querida Juventus, onde ficaria até 1994 com mais títulos para a coleção. Já a Inter perdeu sua intensidade e várias de suas estrelas, conquistando naquela década de 90 apenas mais duas Copas Uefa, em 1994 e 1998, além de viver o incômodo jejum nacional que só terminaria após a virada do século. Com isso, restaram aos torcedores daquele tempo as lembranças de um time coeso, forte e histórico, que mostrou aos rivais como se ganha com autoridade um campeonato nacional: com recordes, gols, exibições impecáveis e craques. Um time histórico.

Editado por Mary

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Times Históricos: Milan 1988-1990

 

Grandes feitos: Bicampeão do Mundial Interclubes (1989 e 1990), Bicampeão da Copa dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), Bicampeão da Supercopa da Uefa (1989 e 1990), Campeão Italiano (1987-1988) e Campeão da Supercopa da Itália (1989). É a última equipe a ter conseguido vencer duas Copa/Liga dos Campeões da UEFA e dois Mundiais de forma consecutiva. Desde 1990, nenhum clube conseguiu tal feito.

 

Time base: Galli; Maldini, Baresi, Costacurta e Tassotti; Colombo, Donadoni (Evani), Ancelotti (Massaro) e Rijkaard; Gullit e van Basten. Técnico: Arrigo Sacchi.

 

“O melhor Milan da história”

 

Imagine uma zaga impecável, robusta e técnica, com um dos maiores líberos da história do futebol: Baresi - a seu lado, ainda, o bom Costacurta. Pense em laterais polivalentes, que atacavam e defendiam com maestria e sutileza: Maldini e Tassotti. Tente acreditar em um meio campo extremamente ofensivo, rápido, daqueles que deixam o adversário atordoado e que não o deixa nem sair de seu próprio campo: Donadoni, Ancelotti e Rijkaard. E que tal um ataque driblador, com dois holandeses que se entendiam por telepatia e adoravam estufar as redes adversárias das mais diversas maneiras, principalmente em momentos decisivos: Gullit e van Basten. Pronto, você tem um time dos sonhos.

 

Peraí, sonhos? Que nada! Esse time existiu! Era de carne e osso, vestiu o manto rossonero do A.C. Milan nas temporadas de 1989 e 1990, e assombrou a Europa (e o mundo) de maneira soberana como há muito tempo não se via. Desde o esquadrão do Bayern Munique da década de 70 que uma equipe não conquistava a Europa de maneira tão sublime como esse Milan conquistou. Desde aquela época que não se via uma equipe que dominava o adversário, não o deixava respirar, e tocava muito bem a bola. Espaços? O Milan não deixava. Atacar? Só se Baresi, Maldini e companhia permitissem. A torcida rossonera cansou de vibrar e comemorar títulos no final da década de 80. É, esse time era mesmo encantado. Vamos conhecer melhor essa magia.

Enterrando a “Era negra”

 

O início da década de 80 foi terrível para o Milan. Devido a um escândalo de manipulação de resultados, a equipe foi rebaixada e disputou a temporada 1980-81 na Serie B. A equipe dominou a competição e voltou à elite instantaneamente. Porém, a volta à primeira divisão não foi reflexo de bons tempos, e a equipe chegou a cair novamente no ano seguinte, e depois que retornou pela segunda vez à elite, seguiu fazendo campanhas ruins.

 

Até que em 1986 um tal de Silvio Berlusconi (polêmico dirigente, até hoje no clube) assumiu a equipe de Milão com o objetivo de dar a volta por cima e devolver o time aos tempos de glória. Dito e feito. Primeiro, contratou o técnico Arrigo Sacchi, célebre estrategista e contrário ao tradicional sistema defensivo do futebol italiano. Berlusconi também correu atrás de 3 promessas holandesas que começavam a brilhar na Europa: Rijkaard, Gullit e van Basten. E deu certo. Aquisições feitas, base do time formada, era hora de botar essa turma para treinar. E logo o trabalho começou a dar resultado.

O primeiro caneco depois de 9 anos

 

O Milan “pegou no breu” na temporada 1987-88. Já mostrando um bom entrosamento e estilo de jogo bastante ofensivo, a equipe foi campeã italiana depois de nove anos, ficando à frente do grande Napoli de Maradona, Careca e Ferrara. O time venceu 17, empatou 11 e perdeu apenas dois dos 30 jogos disputados. Foram 43 gols marcados e apenas 14 sofridos (melhor zaga da competição). Vale destacar as vitórias sobre o Napoli, que brigou com o time de Milão pelo título, tanto em casa (4 a 1) quanto fora (3 a 2 – o jogo do título, praticamente, a três rodadas do fim), além de um 2 a 1 na Sampdoria em Milão e um 1 a 0 na Juventus em Turim. A conquista levou sua equipe à disputa da Copa dos Campeões 1988-89.

 

O objeto de consumo do Milan naquela temporada era, sem dúvida alguma, a Copa dos Campeões. Na época, o sistema de disputa era bem diferente e não consistia nas fases que temos hoje, com qualificação, grupos e eliminatórias. Os clubes jogavam já em sistema eliminatório, em partidas de ida e volta. O número de participantes era bem menor, também. Por exemplo, o Milan daquela temporada precisou de apenas 9 jogos para levar o caneco, bem diferente de hoje em dia, quando um participante precisa de 13 a 15 jogos para ficar com a taça.

 

No começo de sua escalada, o Milan despachou facilmente o Vitosha, da Bulgária, por 7 a 2 no placar agregado. Na fase seguinte, o adversário foi o Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, que vendeu caro a eliminação, que só saiu nos pênaltis após empate em 1 a 1 nos dois jogos. Nas quartas de final, a equipe eliminou os alemães do Werder Bremen ao vencer por 1 a 0 no placar agregado. Na semifinal… Bem, na semifinal o Milan empatou com o Real Madrid de Hugo Sánchez em 1 a 1, e levou a decisão para o San Siro. E, no caldeirão rossonero, a equipe protagonizou um dos maiores bailes da história da Copa dos Campeões: 5 a 0, com golaços, lances magníficos e obras assinadas pelo trio de ouro Gullit, van Basten e Rijkaard. Foi uma das maiores derrotas do Real Madrid em competições europeias. Após a partida, todos davam como certa a conquista da equipe italiana. Mas ainda faltava a final, contra o não mais surpreendente à época Steaua Bucareste, da Romênia, campeão europeu e da supercopa europeia em 1986.

 

Baile milanês e a volta ao topo da Europa e do mundo

 

Todos esperavam uma grande final no gigante Camp Nou, em Barcelona, entre Milan e Steaua Bucareste. Porém, apenas o Milan de Arrigo Sacchi jogou, ao massacrar a equipe romena por 4 a 0, com dobradinha de Gullit e van Basten, que anotaram dois gols cada. O resultado colocou o esquadrão italiano no topo da Europa e deu ao Milan seu terceiro título europeu. Depois de vencer a Europa, o Milan ainda conquistou a Supercopa da Uefa, ao bater o Barcelona por 2 a 1 no placar agregado

 

Em seguida, era a vez de ir ao Japão e enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão da Libertadores de 1989, que tinha como destaque o folclórico goleiro Higuita. A decisão foi uma clara disputa entre o ataque do Milan e a retranca colombiana. Os italianos martelaram durante todo o jogo a defesa sul-americana, mas esbarravam em tudo e em todos. O zero não saiu do placar no tempo normal, e o jogo foi para a prorrogação. Quando tudo parecia levar aos pênaltis, uma falta na entrada da área parecia ser a chance derradeira para o Milan furar a retranca do Atlético. E foi. Num chute seco de Evani, no penúltimo minuto do tempo suplementar, o Milan deixou Higuita sem reação, e conseguiu, enfim, o gol que garantiu o título mundial ao clube italiano, o segundo na história. Ano perfeito, hora de descansar? Que nada, o Milan queria mais…

Bicampeões da Europa e do mundo

 

Maior esquadrão do planeta, o Milan começou a temporada 1989-90 como o time a ser batido na Itália e na Europa. Suas partidas passaram a ser televisionadas em todos os cantos do planeta, e todos queriam ver aquela equipe fantástica jogar. Parecia não haver adversários à altura de Baresi, Maldini, Rijkaard, van Basten, Gullit e companhia. Parecia, pois ao mesmo tempo, o Napoli de Maradona e Careca encantava a todos, com um futebol vistoso e mágico. Os embates entre as duas equipes eram épicos, nunca tinha favorito. Em 1989, a campeã italiana foi a Inter. Em 90, foi a vez de o Napoli ficar com o scudetto. Mas, se na Itália o Milan parecia não se importar muito em vencer, na Europa sua autoridade era absoluta.

 

A equipe começou a Copa dos Campeões de 1989-1990 eliminando o HJK Helsinki, da Finlândia, com fáceis 5 a 0 no placar agregado. Na fase seguinte, uma das vítimas do ano anterior: o Real Madrid. A equipe espanhola perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, e não conseguiu reverter a vantagem em casa, ao vencer por apenas 1 a 0. Milan nas quartas de final. O adversário foi o duríssimo Mechelen, da Bélgica, que tinha como destaque o excelente goleiro Preud'Homme, que simplesmente parou o ataque do Milan. Após empate sem gols na Bélgica, o Milan sufocou de maneira absurda o adversário no San Siro, e só venceu na prorrogação por 2 a 0. A valentia do Mechelen naquele jogo foi coisa de cinema. A equipe vendeu muito caro a derrota.

 

A semifinal colocou dois tricampeões europeus frente a frente, o Milan e o Bayern München. O primeiro jogo teve vitória italiana por 1 a 0, e a decisão ficou para a Alemanha. O jogo foi muito disputado, e decidido apenas na prorrogação. O Bayern venceu por 2 a 1, mas o gol fora marcado pelo Milan garantiu a equipe rossonera pela segunda vez seguida na final.

 

O Milan decidiu contra o Benfica, dos brasileiros Aldair, Ricardo Gomes e Valdo, além do técnico sueco Sven-Göran Eriksson, o título europeu de 1990. A final teve predominância novamente do Milan, que era bloqueado pelo paredão brasileiro na zaga portuguesa. Mas, como elemento surpresa, Rijkaard avançou pelo meio de campo e tocou na saída do goleiro Silvino para fazer, aos 68, o gol do título e do bicampeonato europeu, o quarto do Milan. Era a consagração de uma equipe técnica, rápida e mortal. O técnico Sacchi mantinha seu esquadrão no topo e conseguia um feito até hoje inigualado no continente: um bicampeonato consecutivo da Copa ou da Liga dos Campeões.

 

Depois do bicampeonato europeu, o Milan despachou a Sampdoria na final da Supercopa europeia, ficando com o título. No final do ano, foi a vez de buscar mais um título mundial e tentar a façanha de ser o primeiro europeu tricampeão do mundo. O feito, até então era restrito a equipes sul-americanas, mais exatamente os uruguaios Peñarol e Nacional. E até que foi fácil. A equipe enfrentou o Olímpia, do Paraguai, campeão da Libertadores de 1990. A final, apitada pelo brasileiro José Roberto Wright, teve vitória incontestável do Milan por 3 a 0, com dois gols de Rijkaard e um de Stroppa. O Milan era tricampeão do mundo, bi consecutivo. Porém, seria o início do fim de uma geração de ouro.

 

O fim de uma equipe mítica

 

Na temporada seguinte, a dolorosa eliminação para o brilhante Marseille nas quartas de final da Copa dos Campeões de 1991, bem como a derrota na final da Copa de 1993, pelo mesmo Olympique, provocaria, aos poucos, a saída do trio holandês da equipe. O atacante van Basten, por problemas no tornozelo, encerraria precocemente a carreira. Gullit foi perdendo espaço na equipe e seguiria para a Sampdoria, em 1993. Rijkaard deixou o time italiano também em 1993 e encerrou a carreira no Ajax. Mesmo com força e a conquista dos títulos italianos de 1992, 1993 e 1994, a equipe já não tinha o brilho de 1989-90. Seguiria muito competitiva, mas aí já é outra história. A magia do esquadrão bicampeão europeu e do mundo já havia terminado. Mas ela nunca saiu da memória dos amantes do futebol. E, com certeza, jamais sairá…

 

Times Históricos: Milan 1988-1990

 

Grandes feitos: Bicampeão do Mundial Interclubes (1989 e 1990), Bicampeão da Copa dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), Bicampeão da Supercopa da Uefa (1989 e 1990), Campeão Italiano (1987-1988) e Campeão da Supercopa da Itália (1989). É a última equipe a ter conseguido vencer duas Copa/Liga dos Campeões da UEFA e dois Mundiais de forma consecutiva. Desde 1990, nenhum clube conseguiu tal feito.

 

Time base: Galli; Maldini, Baresi, Costacurta e Tassotti; Colombo, Donadoni (Evani), Ancelotti (Massaro) e Rijkaard; Gullit e van Basten. Técnico: Arrigo Sacchi.

 

“O melhor Milan da história”

 

Imagine uma zaga impecável, robusta e técnica, com um dos maiores líberos da história do futebol: Baresi - a seu lado, ainda, o bom Costacurta. Pense em laterais polivalentes, que atacavam e defendiam com maestria e sutileza: Maldini e Tassotti. Tente acreditar em um meio campo extremamente ofensivo, rápido, daqueles que deixam o adversário atordoado e que não o deixa nem sair de seu próprio campo: Donadoni, Ancelotti e Rijkaard. E que tal um ataque driblador, com dois holandeses que se entendiam por telepatia e adoravam estufar as redes adversárias das mais diversas maneiras, principalmente em momentos decisivos: Gullit e van Basten. Pronto, você tem um time dos sonhos.

 

Peraí, sonhos? Que nada! Esse time existiu! Era de carne e osso, vestiu o manto rossonero do A.C. Milan nas temporadas de 1989 e 1990, e assombrou a Europa (e o mundo) de maneira soberana como há muito tempo não se via. Desde o esquadrão do Bayern Munique da década de 70 que uma equipe não conquistava a Europa de maneira tão sublime como esse Milan conquistou. Desde aquela época que não se via uma equipe que dominava o adversário, não o deixava respirar, e tocava muito bem a bola. Espaços? O Milan não deixava. Atacar? Só se Baresi, Maldini e companhia permitissem. A torcida rossonera cansou de vibrar e comemorar títulos no final da década de 80. É, esse time era mesmo encantado. Vamos conhecer melhor essa magia.

Enterrando a “Era negra”

 

O início da década de 80 foi terrível para o Milan. Devido a um escândalo de manipulação de resultados, a equipe foi rebaixada e disputou a temporada 1980-81 na Serie B. A equipe dominou a competição e voltou à elite instantaneamente. Porém, a volta à primeira divisão não foi reflexo de bons tempos, e a equipe chegou a cair novamente no ano seguinte, e depois que retornou pela segunda vez à elite, seguiu fazendo campanhas ruins.

 

Até que em 1986 um tal de Silvio Berlusconi (polêmico dirigente, até hoje no clube) assumiu a equipe de Milão com o objetivo de dar a volta por cima e devolver o time aos tempos de glória. Dito e feito. Primeiro, contratou o técnico Arrigo Sacchi, célebre estrategista e contrário ao tradicional sistema defensivo do futebol italiano. Berlusconi também correu atrás de 3 promessas holandesas que começavam a brilhar na Europa: Rijkaard, Gullit e van Basten. E deu certo. Aquisições feitas, base do time formada, era hora de botar essa turma para treinar. E logo o trabalho começou a dar resultado.

O primeiro caneco depois de 9 anos

 

O Milan “pegou no breu” na temporada 1987-88. Já mostrando um bom entrosamento e estilo de jogo bastante ofensivo, a equipe foi campeã italiana depois de nove anos, ficando à frente do grande Napoli de Maradona, Careca e Ferrara. O time venceu 17, empatou 11 e perdeu apenas dois dos 30 jogos disputados. Foram 43 gols marcados e apenas 14 sofridos (melhor zaga da competição). Vale destacar as vitórias sobre o Napoli, que brigou com o time de Milão pelo título, tanto em casa (4 a 1) quanto fora (3 a 2 – o jogo do título, praticamente, a três rodadas do fim), além de um 2 a 1 na Sampdoria em Milão e um 1 a 0 na Juventus em Turim. A conquista levou sua equipe à disputa da Copa dos Campeões 1988-89.

 

O objeto de consumo do Milan naquela temporada era, sem dúvida alguma, a Copa dos Campeões. Na época, o sistema de disputa era bem diferente e não consistia nas fases que temos hoje, com qualificação, grupos e eliminatórias. Os clubes jogavam já em sistema eliminatório, em partidas de ida e volta. O número de participantes era bem menor, também. Por exemplo, o Milan daquela temporada precisou de apenas 9 jogos para levar o caneco, bem diferente de hoje em dia, quando um participante precisa de 13 a 15 jogos para ficar com a taça.

 

No começo de sua escalada, o Milan despachou facilmente o Vitosha, da Bulgária, por 7 a 2 no placar agregado. Na fase seguinte, o adversário foi o Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, que vendeu caro a eliminação, que só saiu nos pênaltis após empate em 1 a 1 nos dois jogos. Nas quartas de final, a equipe eliminou os alemães do Werder Bremen ao vencer por 1 a 0 no placar agregado. Na semifinal… Bem, na semifinal o Milan empatou com o Real Madrid de Hugo Sánchez em 1 a 1, e levou a decisão para o San Siro. E, no caldeirão rossonero, a equipe protagonizou um dos maiores bailes da história da Copa dos Campeões: 5 a 0, com golaços, lances magníficos e obras assinadas pelo trio de ouro Gullit, van Basten e Rijkaard. Foi uma das maiores derrotas do Real Madrid em competições europeias. Após a partida, todos davam como certa a conquista da equipe italiana. Mas ainda faltava a final, contra o não mais surpreendente à época Steaua Bucareste, da Romênia, campeão europeu e da supercopa europeia em 1986.

 

Baile milanês e a volta ao topo da Europa e do mundo

 

Todos esperavam uma grande final no gigante Camp Nou, em Barcelona, entre Milan e Steaua Bucareste. Porém, apenas o Milan de Arrigo Sacchi jogou, ao massacrar a equipe romena por 4 a 0, com dobradinha de Gullit e van Basten, que anotaram dois gols cada. O resultado colocou o esquadrão italiano no topo da Europa e deu ao Milan seu terceiro título europeu. Depois de vencer a Europa, o Milan ainda conquistou a Supercopa da Uefa, ao bater o Barcelona por 2 a 1 no placar agregado

 

Em seguida, era a vez de ir ao Japão e enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão da Libertadores de 1989, que tinha como destaque o folclórico goleiro Higuita. A decisão foi uma clara disputa entre o ataque do Milan e a retranca colombiana. Os italianos martelaram durante todo o jogo a defesa sul-americana, mas esbarravam em tudo e em todos. O zero não saiu do placar no tempo normal, e o jogo foi para a prorrogação. Quando tudo parecia levar aos pênaltis, uma falta na entrada da área parecia ser a chance derradeira para o Milan furar a retranca do Atlético. E foi. Num chute seco de Evani, no penúltimo minuto do tempo suplementar, o Milan deixou Higuita sem reação, e conseguiu, enfim, o gol que garantiu o título mundial ao clube italiano, o segundo na história. Ano perfeito, hora de descansar? Que nada, o Milan queria mais…

Bicampeões da Europa e do mundo

 

Maior esquadrão do planeta, o Milan começou a temporada 1989-90 como o time a ser batido na Itália e na Europa. Suas partidas passaram a ser televisionadas em todos os cantos do planeta, e todos queriam ver aquela equipe fantástica jogar. Parecia não haver adversários à altura de Baresi, Maldini, Rijkaard, van Basten, Gullit e companhia. Parecia, pois ao mesmo tempo, o Napoli de Maradona e Careca encantava a todos, com um futebol vistoso e mágico. Os embates entre as duas equipes eram épicos, nunca tinha favorito. Em 1989, a campeã italiana foi a Inter. Em 90, foi a vez de o Napoli ficar com o scudetto. Mas, se na Itália o Milan parecia não se importar muito em vencer, na Europa sua autoridade era absoluta.

 

A equipe começou a Copa dos Campeões de 1989-1990 eliminando o HJK Helsinki, da Finlândia, com fáceis 5 a 0 no placar agregado. Na fase seguinte, uma das vítimas do ano anterior: o Real Madrid. A equipe espanhola perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, e não conseguiu reverter a vantagem em casa, ao vencer por apenas 1 a 0. Milan nas quartas de final. O adversário foi o duríssimo Mechelen, da Bélgica, que tinha como destaque o excelente goleiro Preud'Homme, que simplesmente parou o ataque do Milan. Após empate sem gols na Bélgica, o Milan sufocou de maneira absurda o adversário no San Siro, e só venceu na prorrogação por 2 a 0. A valentia do Mechelen naquele jogo foi coisa de cinema. A equipe vendeu muito caro a derrota.

 

A semifinal colocou dois tricampeões europeus frente a frente, o Milan e o Bayern München. O primeiro jogo teve vitória italiana por 1 a 0, e a decisão ficou para a Alemanha. O jogo foi muito disputado, e decidido apenas na prorrogação. O Bayern venceu por 2 a 1, mas o gol fora marcado pelo Milan garantiu a equipe rossonera pela segunda vez seguida na final.

 

O Milan decidiu contra o Benfica, dos brasileiros Aldair, Ricardo Gomes e Valdo, além do técnico sueco Sven-Göran Eriksson, o título europeu de 1990. A final teve predominância novamente do Milan, que era bloqueado pelo paredão brasileiro na zaga portuguesa. Mas, como elemento surpresa, Rijkaard avançou pelo meio de campo e tocou na saída do goleiro Silvino para fazer, aos 68, o gol do título e do bicampeonato europeu, o quarto do Milan. Era a consagração de uma equipe técnica, rápida e mortal. O técnico Sacchi mantinha seu esquadrão no topo e conseguia um feito até hoje inigualado no continente: um bicampeonato consecutivo da Copa ou da Liga dos Campeões.

 

Depois do bicampeonato europeu, o Milan despachou a Sampdoria na final da Supercopa europeia, ficando com o título. No final do ano, foi a vez de buscar mais um título mundial e tentar a façanha de ser o primeiro europeu tricampeão do mundo. O feito, até então era restrito a equipes sul-americanas, mais exatamente os uruguaios Peñarol e Nacional. E até que foi fácil. A equipe enfrentou o Olímpia, do Paraguai, campeão da Libertadores de 1990. A final, apitada pelo brasileiro José Roberto Wright, teve vitória incontestável do Milan por 3 a 0, com dois gols de Rijkaard e um de Stroppa. O Milan era tricampeão do mundo, bi consecutivo. Porém, seria o início do fim de uma geração de ouro.

 

O fim de uma equipe mítica

 

Na temporada seguinte, a dolorosa eliminação para o brilhante Marseille nas quartas de final da Copa dos Campeões de 1991, bem como a derrota na final da Copa de 1993, pelo mesmo Olympique, provocaria, aos poucos, a saída do trio holandês da equipe. O atacante van Basten, por problemas no tornozelo, encerraria precocemente a carreira. Gullit foi perdendo espaço na equipe e seguiria para a Sampdoria, em 1993. Rijkaard deixou o time italiano também em 1993 e encerrou a carreira no Ajax. Mesmo com força e a conquista dos títulos italianos de 1992, 1993 e 1994, a equipe já não tinha o brilho de 1989-90. Seguiria muito competitiva, mas aí já é outra história. A magia do esquadrão bicampeão europeu e do mundo já havia terminado. Mas ela nunca saiu da memória dos amantes do futebol. E, com certeza, jamais sairá…

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Esse Milan foi claramente uma das melhores equipas de todos os tempos

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Times Históricos: Milan 1988-1990

 

Grandes feitos: Bicampeão do Mundial Interclubes (1989 e 1990), Bicampeão da Copa dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), Bicampeão da Supercopa da Uefa (1989 e 1990), Campeão Italiano (1987-1988) e Campeão da Supercopa da Itália (1989). É a última equipe a ter conseguido vencer duas Copa/Liga dos Campeões da UEFA e dois Mundiais de forma consecutiva. Desde 1990, nenhum clube conseguiu tal feito.

 

Time base: Galli; Maldini, Baresi, Costacurta e Tassotti; Colombo, Donadoni (Evani), Ancelotti (Massaro) e Rijkaard; Gullit e van Basten. Técnico: Arrigo Sacchi.

 

“O melhor Milan da história”

 

Imagine uma zaga impecável, robusta e técnica, com um dos maiores líberos da história do futebol: Baresi - a seu lado, ainda, o bom Costacurta. Pense em laterais polivalentes, que atacavam e defendiam com maestria e sutileza: Maldini e Tassotti. Tente acreditar em um meio campo extremamente ofensivo, rápido, daqueles que deixam o adversário atordoado e que não o deixa nem sair de seu próprio campo: Donadoni, Ancelotti e Rijkaard. E que tal um ataque driblador, com dois holandeses que se entendiam por telepatia e adoravam estufar as redes adversárias das mais diversas maneiras, principalmente em momentos decisivos: Gullit e van Basten. Pronto, você tem um time dos sonhos.

 

Peraí, sonhos? Que nada! Esse time existiu! Era de carne e osso, vestiu o manto rossonero do A.C. Milan nas temporadas de 1989 e 1990, e assombrou a Europa (e o mundo) de maneira soberana como há muito tempo não se via. Desde o esquadrão do Bayern Munique da década de 70 que uma equipe não conquistava a Europa de maneira tão sublime como esse Milan conquistou. Desde aquela época que não se via uma equipe que dominava o adversário, não o deixava respirar, e tocava muito bem a bola. Espaços? O Milan não deixava. Atacar? Só se Baresi, Maldini e companhia permitissem. A torcida rossonera cansou de vibrar e comemorar títulos no final da década de 80. É, esse time era mesmo encantado. Vamos conhecer melhor essa magia.

Enterrando a “Era negra”

 

O início da década de 80 foi terrível para o Milan. Devido a um escândalo de manipulação de resultados, a equipe foi rebaixada e disputou a temporada 1980-81 na Serie B. A equipe dominou a competição e voltou à elite instantaneamente. Porém, a volta à primeira divisão não foi reflexo de bons tempos, e a equipe chegou a cair novamente no ano seguinte, e depois que retornou pela segunda vez à elite, seguiu fazendo campanhas ruins.

 

Até que em 1986 um tal de Silvio Berlusconi (polêmico dirigente, até hoje no clube) assumiu a equipe de Milão com o objetivo de dar a volta por cima e devolver o time aos tempos de glória. Dito e feito. Primeiro, contratou o técnico Arrigo Sacchi, célebre estrategista e contrário ao tradicional sistema defensivo do futebol italiano. Berlusconi também correu atrás de 3 promessas holandesas que começavam a brilhar na Europa: Rijkaard, Gullit e van Basten. E deu certo. Aquisições feitas, base do time formada, era hora de botar essa turma para treinar. E logo o trabalho começou a dar resultado.

O primeiro caneco depois de 9 anos

 

O Milan “pegou no breu” na temporada 1987-88. Já mostrando um bom entrosamento e estilo de jogo bastante ofensivo, a equipe foi campeã italiana depois de nove anos, ficando à frente do grande Napoli de Maradona, Careca e Ferrara. O time venceu 17, empatou 11 e perdeu apenas dois dos 30 jogos disputados. Foram 43 gols marcados e apenas 14 sofridos (melhor zaga da competição). Vale destacar as vitórias sobre o Napoli, que brigou com o time de Milão pelo título, tanto em casa (4 a 1) quanto fora (3 a 2 – o jogo do título, praticamente, a três rodadas do fim), além de um 2 a 1 na Sampdoria em Milão e um 1 a 0 na Juventus em Turim. A conquista levou sua equipe à disputa da Copa dos Campeões 1988-89.

 

O objeto de consumo do Milan naquela temporada era, sem dúvida alguma, a Copa dos Campeões. Na época, o sistema de disputa era bem diferente e não consistia nas fases que temos hoje, com qualificação, grupos e eliminatórias. Os clubes jogavam já em sistema eliminatório, em partidas de ida e volta. O número de participantes era bem menor, também. Por exemplo, o Milan daquela temporada precisou de apenas 9 jogos para levar o caneco, bem diferente de hoje em dia, quando um participante precisa de 13 a 15 jogos para ficar com a taça.

 

No começo de sua escalada, o Milan despachou facilmente o Vitosha, da Bulgária, por 7 a 2 no placar agregado. Na fase seguinte, o adversário foi o Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, que vendeu caro a eliminação, que só saiu nos pênaltis após empate em 1 a 1 nos dois jogos. Nas quartas de final, a equipe eliminou os alemães do Werder Bremen ao vencer por 1 a 0 no placar agregado. Na semifinal… Bem, na semifinal o Milan empatou com o Real Madrid de Hugo Sánchez em 1 a 1, e levou a decisão para o San Siro. E, no caldeirão rossonero, a equipe protagonizou um dos maiores bailes da história da Copa dos Campeões: 5 a 0, com golaços, lances magníficos e obras assinadas pelo trio de ouro Gullit, van Basten e Rijkaard. Foi uma das maiores derrotas do Real Madrid em competições europeias. Após a partida, todos davam como certa a conquista da equipe italiana. Mas ainda faltava a final, contra o não mais surpreendente à época Steaua Bucareste, da Romênia, campeão europeu e da supercopa europeia em 1986.

 

Baile milanês e a volta ao topo da Europa e do mundo

 

Todos esperavam uma grande final no gigante Camp Nou, em Barcelona, entre Milan e Steaua Bucareste. Porém, apenas o Milan de Arrigo Sacchi jogou, ao massacrar a equipe romena por 4 a 0, com dobradinha de Gullit e van Basten, que anotaram dois gols cada. O resultado colocou o esquadrão italiano no topo da Europa e deu ao Milan seu terceiro título europeu. Depois de vencer a Europa, o Milan ainda conquistou a Supercopa da Uefa, ao bater o Barcelona por 2 a 1 no placar agregado

 

Em seguida, era a vez de ir ao Japão e enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão da Libertadores de 1989, que tinha como destaque o folclórico goleiro Higuita. A decisão foi uma clara disputa entre o ataque do Milan e a retranca colombiana. Os italianos martelaram durante todo o jogo a defesa sul-americana, mas esbarravam em tudo e em todos. O zero não saiu do placar no tempo normal, e o jogo foi para a prorrogação. Quando tudo parecia levar aos pênaltis, uma falta na entrada da área parecia ser a chance derradeira para o Milan furar a retranca do Atlético. E foi. Num chute seco de Evani, no penúltimo minuto do tempo suplementar, o Milan deixou Higuita sem reação, e conseguiu, enfim, o gol que garantiu o título mundial ao clube italiano, o segundo na história. Ano perfeito, hora de descansar? Que nada, o Milan queria mais…

Bicampeões da Europa e do mundo

 

Maior esquadrão do planeta, o Milan começou a temporada 1989-90 como o time a ser batido na Itália e na Europa. Suas partidas passaram a ser televisionadas em todos os cantos do planeta, e todos queriam ver aquela equipe fantástica jogar. Parecia não haver adversários à altura de Baresi, Maldini, Rijkaard, van Basten, Gullit e companhia. Parecia, pois ao mesmo tempo, o Napoli de Maradona e Careca encantava a todos, com um futebol vistoso e mágico. Os embates entre as duas equipes eram épicos, nunca tinha favorito. Em 1989, a campeã italiana foi a Inter. Em 90, foi a vez de o Napoli ficar com o scudetto. Mas, se na Itália o Milan parecia não se importar muito em vencer, na Europa sua autoridade era absoluta.

 

A equipe começou a Copa dos Campeões de 1989-1990 eliminando o HJK Helsinki, da Finlândia, com fáceis 5 a 0 no placar agregado. Na fase seguinte, uma das vítimas do ano anterior: o Real Madrid. A equipe espanhola perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, e não conseguiu reverter a vantagem em casa, ao vencer por apenas 1 a 0. Milan nas quartas de final. O adversário foi o duríssimo Mechelen, da Bélgica, que tinha como destaque o excelente goleiro Preud'Homme, que simplesmente parou o ataque do Milan. Após empate sem gols na Bélgica, o Milan sufocou de maneira absurda o adversário no San Siro, e só venceu na prorrogação por 2 a 0. A valentia do Mechelen naquele jogo foi coisa de cinema. A equipe vendeu muito caro a derrota.

 

A semifinal colocou dois tricampeões europeus frente a frente, o Milan e o Bayern München. O primeiro jogo teve vitória italiana por 1 a 0, e a decisão ficou para a Alemanha. O jogo foi muito disputado, e decidido apenas na prorrogação. O Bayern venceu por 2 a 1, mas o gol fora marcado pelo Milan garantiu a equipe rossonera pela segunda vez seguida na final.

 

O Milan decidiu contra o Benfica, dos brasileiros Aldair, Ricardo Gomes e Valdo, além do técnico sueco Sven-Göran Eriksson, o título europeu de 1990. A final teve predominância novamente do Milan, que era bloqueado pelo paredão brasileiro na zaga portuguesa. Mas, como elemento surpresa, Rijkaard avançou pelo meio de campo e tocou na saída do goleiro Silvino para fazer, aos 68, o gol do título e do bicampeonato europeu, o quarto do Milan. Era a consagração de uma equipe técnica, rápida e mortal. O técnico Sacchi mantinha seu esquadrão no topo e conseguia um feito até hoje inigualado no continente: um bicampeonato consecutivo da Copa ou da Liga dos Campeões.

 

Depois do bicampeonato europeu, o Milan despachou a Sampdoria na final da Supercopa europeia, ficando com o título. No final do ano, foi a vez de buscar mais um título mundial e tentar a façanha de ser o primeiro europeu tricampeão do mundo. O feito, até então era restrito a equipes sul-americanas, mais exatamente os uruguaios Peñarol e Nacional. E até que foi fácil. A equipe enfrentou o Olímpia, do Paraguai, campeão da Libertadores de 1990. A final, apitada pelo brasileiro José Roberto Wright, teve vitória incontestável do Milan por 3 a 0, com dois gols de Rijkaard e um de Stroppa. O Milan era tricampeão do mundo, bi consecutivo. Porém, seria o início do fim de uma geração de ouro.

 

O fim de uma equipe mítica

 

Na temporada seguinte, a dolorosa eliminação para o brilhante Marseille nas quartas de final da Copa dos Campeões de 1991, bem como a derrota na final da Copa de 1993, pelo mesmo Olympique, provocaria, aos poucos, a saída do trio holandês da equipe. O atacante van Basten, por problemas no tornozelo, encerraria precocemente a carreira. Gullit foi perdendo espaço na equipe e seguiria para a Sampdoria, em 1993. Rijkaard deixou o time italiano também em 1993 e encerrou a carreira no Ajax. Mesmo com força e a conquista dos títulos italianos de 1992, 1993 e 1994, a equipe já não tinha o brilho de 1989-90. Seguiria muito competitiva, mas aí já é outra história. A magia do esquadrão bicampeão europeu e do mundo já havia terminado. Mas ela nunca saiu da memória dos amantes do futebol. E, com certeza, jamais sairá…

 

Times Históricos: Milan 1988-1990

 

Grandes feitos: Bicampeão do Mundial Interclubes (1989 e 1990), Bicampeão da Copa dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), Bicampeão da Supercopa da Uefa (1989 e 1990), Campeão Italiano (1987-1988) e Campeão da Supercopa da Itália (1989). É a última equipe a ter conseguido vencer duas Copa/Liga dos Campeões da UEFA e dois Mundiais de forma consecutiva. Desde 1990, nenhum clube conseguiu tal feito.

 

Time base: Galli; Maldini, Baresi, Costacurta e Tassotti; Colombo, Donadoni (Evani), Ancelotti (Massaro) e Rijkaard; Gullit e van Basten. Técnico: Arrigo Sacchi.

 

“O melhor Milan da história”

 

Imagine uma zaga impecável, robusta e técnica, com um dos maiores líberos da história do futebol: Baresi - a seu lado, ainda, o bom Costacurta. Pense em laterais polivalentes, que atacavam e defendiam com maestria e sutileza: Maldini e Tassotti. Tente acreditar em um meio campo extremamente ofensivo, rápido, daqueles que deixam o adversário atordoado e que não o deixa nem sair de seu próprio campo: Donadoni, Ancelotti e Rijkaard. E que tal um ataque driblador, com dois holandeses que se entendiam por telepatia e adoravam estufar as redes adversárias das mais diversas maneiras, principalmente em momentos decisivos: Gullit e van Basten. Pronto, você tem um time dos sonhos.

 

Peraí, sonhos? Que nada! Esse time existiu! Era de carne e osso, vestiu o manto rossonero do A.C. Milan nas temporadas de 1989 e 1990, e assombrou a Europa (e o mundo) de maneira soberana como há muito tempo não se via. Desde o esquadrão do Bayern Munique da década de 70 que uma equipe não conquistava a Europa de maneira tão sublime como esse Milan conquistou. Desde aquela época que não se via uma equipe que dominava o adversário, não o deixava respirar, e tocava muito bem a bola. Espaços? O Milan não deixava. Atacar? Só se Baresi, Maldini e companhia permitissem. A torcida rossonera cansou de vibrar e comemorar títulos no final da década de 80. É, esse time era mesmo encantado. Vamos conhecer melhor essa magia.

Enterrando a “Era negra”

 

O início da década de 80 foi terrível para o Milan. Devido a um escândalo de manipulação de resultados, a equipe foi rebaixada e disputou a temporada 1980-81 na Serie B. A equipe dominou a competição e voltou à elite instantaneamente. Porém, a volta à primeira divisão não foi reflexo de bons tempos, e a equipe chegou a cair novamente no ano seguinte, e depois que retornou pela segunda vez à elite, seguiu fazendo campanhas ruins.

 

Até que em 1986 um tal de Silvio Berlusconi (polêmico dirigente, até hoje no clube) assumiu a equipe de Milão com o objetivo de dar a volta por cima e devolver o time aos tempos de glória. Dito e feito. Primeiro, contratou o técnico Arrigo Sacchi, célebre estrategista e contrário ao tradicional sistema defensivo do futebol italiano. Berlusconi também correu atrás de 3 promessas holandesas que começavam a brilhar na Europa: Rijkaard, Gullit e van Basten. E deu certo. Aquisições feitas, base do time formada, era hora de botar essa turma para treinar. E logo o trabalho começou a dar resultado.

O primeiro caneco depois de 9 anos

 

O Milan “pegou no breu” na temporada 1987-88. Já mostrando um bom entrosamento e estilo de jogo bastante ofensivo, a equipe foi campeã italiana depois de nove anos, ficando à frente do grande Napoli de Maradona, Careca e Ferrara. O time venceu 17, empatou 11 e perdeu apenas dois dos 30 jogos disputados. Foram 43 gols marcados e apenas 14 sofridos (melhor zaga da competição). Vale destacar as vitórias sobre o Napoli, que brigou com o time de Milão pelo título, tanto em casa (4 a 1) quanto fora (3 a 2 – o jogo do título, praticamente, a três rodadas do fim), além de um 2 a 1 na Sampdoria em Milão e um 1 a 0 na Juventus em Turim. A conquista levou sua equipe à disputa da Copa dos Campeões 1988-89.

 

O objeto de consumo do Milan naquela temporada era, sem dúvida alguma, a Copa dos Campeões. Na época, o sistema de disputa era bem diferente e não consistia nas fases que temos hoje, com qualificação, grupos e eliminatórias. Os clubes jogavam já em sistema eliminatório, em partidas de ida e volta. O número de participantes era bem menor, também. Por exemplo, o Milan daquela temporada precisou de apenas 9 jogos para levar o caneco, bem diferente de hoje em dia, quando um participante precisa de 13 a 15 jogos para ficar com a taça.

 

No começo de sua escalada, o Milan despachou facilmente o Vitosha, da Bulgária, por 7 a 2 no placar agregado. Na fase seguinte, o adversário foi o Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, que vendeu caro a eliminação, que só saiu nos pênaltis após empate em 1 a 1 nos dois jogos. Nas quartas de final, a equipe eliminou os alemães do Werder Bremen ao vencer por 1 a 0 no placar agregado. Na semifinal… Bem, na semifinal o Milan empatou com o Real Madrid de Hugo Sánchez em 1 a 1, e levou a decisão para o San Siro. E, no caldeirão rossonero, a equipe protagonizou um dos maiores bailes da história da Copa dos Campeões: 5 a 0, com golaços, lances magníficos e obras assinadas pelo trio de ouro Gullit, van Basten e Rijkaard. Foi uma das maiores derrotas do Real Madrid em competições europeias. Após a partida, todos davam como certa a conquista da equipe italiana. Mas ainda faltava a final, contra o não mais surpreendente à época Steaua Bucareste, da Romênia, campeão europeu e da supercopa europeia em 1986.

 

Baile milanês e a volta ao topo da Europa e do mundo

 

Todos esperavam uma grande final no gigante Camp Nou, em Barcelona, entre Milan e Steaua Bucareste. Porém, apenas o Milan de Arrigo Sacchi jogou, ao massacrar a equipe romena por 4 a 0, com dobradinha de Gullit e van Basten, que anotaram dois gols cada. O resultado colocou o esquadrão italiano no topo da Europa e deu ao Milan seu terceiro título europeu. Depois de vencer a Europa, o Milan ainda conquistou a Supercopa da Uefa, ao bater o Barcelona por 2 a 1 no placar agregado

 

Em seguida, era a vez de ir ao Japão e enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão da Libertadores de 1989, que tinha como destaque o folclórico goleiro Higuita. A decisão foi uma clara disputa entre o ataque do Milan e a retranca colombiana. Os italianos martelaram durante todo o jogo a defesa sul-americana, mas esbarravam em tudo e em todos. O zero não saiu do placar no tempo normal, e o jogo foi para a prorrogação. Quando tudo parecia levar aos pênaltis, uma falta na entrada da área parecia ser a chance derradeira para o Milan furar a retranca do Atlético. E foi. Num chute seco de Evani, no penúltimo minuto do tempo suplementar, o Milan deixou Higuita sem reação, e conseguiu, enfim, o gol que garantiu o título mundial ao clube italiano, o segundo na história. Ano perfeito, hora de descansar? Que nada, o Milan queria mais…

Bicampeões da Europa e do mundo

 

Maior esquadrão do planeta, o Milan começou a temporada 1989-90 como o time a ser batido na Itália e na Europa. Suas partidas passaram a ser televisionadas em todos os cantos do planeta, e todos queriam ver aquela equipe fantástica jogar. Parecia não haver adversários à altura de Baresi, Maldini, Rijkaard, van Basten, Gullit e companhia. Parecia, pois ao mesmo tempo, o Napoli de Maradona e Careca encantava a todos, com um futebol vistoso e mágico. Os embates entre as duas equipes eram épicos, nunca tinha favorito. Em 1989, a campeã italiana foi a Inter. Em 90, foi a vez de o Napoli ficar com o scudetto. Mas, se na Itália o Milan parecia não se importar muito em vencer, na Europa sua autoridade era absoluta.

 

A equipe começou a Copa dos Campeões de 1989-1990 eliminando o HJK Helsinki, da Finlândia, com fáceis 5 a 0 no placar agregado. Na fase seguinte, uma das vítimas do ano anterior: o Real Madrid. A equipe espanhola perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, e não conseguiu reverter a vantagem em casa, ao vencer por apenas 1 a 0. Milan nas quartas de final. O adversário foi o duríssimo Mechelen, da Bélgica, que tinha como destaque o excelente goleiro Preud'Homme, que simplesmente parou o ataque do Milan. Após empate sem gols na Bélgica, o Milan sufocou de maneira absurda o adversário no San Siro, e só venceu na prorrogação por 2 a 0. A valentia do Mechelen naquele jogo foi coisa de cinema. A equipe vendeu muito caro a derrota.

 

A semifinal colocou dois tricampeões europeus frente a frente, o Milan e o Bayern München. O primeiro jogo teve vitória italiana por 1 a 0, e a decisão ficou para a Alemanha. O jogo foi muito disputado, e decidido apenas na prorrogação. O Bayern venceu por 2 a 1, mas o gol fora marcado pelo Milan garantiu a equipe rossonera pela segunda vez seguida na final.

 

O Milan decidiu contra o Benfica, dos brasileiros Aldair, Ricardo Gomes e Valdo, além do técnico sueco Sven-Göran Eriksson, o título europeu de 1990. A final teve predominância novamente do Milan, que era bloqueado pelo paredão brasileiro na zaga portuguesa. Mas, como elemento surpresa, Rijkaard avançou pelo meio de campo e tocou na saída do goleiro Silvino para fazer, aos 68, o gol do título e do bicampeonato europeu, o quarto do Milan. Era a consagração de uma equipe técnica, rápida e mortal. O técnico Sacchi mantinha seu esquadrão no topo e conseguia um feito até hoje inigualado no continente: um bicampeonato consecutivo da Copa ou da Liga dos Campeões.

 

Depois do bicampeonato europeu, o Milan despachou a Sampdoria na final da Supercopa europeia, ficando com o título. No final do ano, foi a vez de buscar mais um título mundial e tentar a façanha de ser o primeiro europeu tricampeão do mundo. O feito, até então era restrito a equipes sul-americanas, mais exatamente os uruguaios Peñarol e Nacional. E até que foi fácil. A equipe enfrentou o Olímpia, do Paraguai, campeão da Libertadores de 1990. A final, apitada pelo brasileiro José Roberto Wright, teve vitória incontestável do Milan por 3 a 0, com dois gols de Rijkaard e um de Stroppa. O Milan era tricampeão do mundo, bi consecutivo. Porém, seria o início do fim de uma geração de ouro.

 

O fim de uma equipe mítica

 

Na temporada seguinte, a dolorosa eliminação para o brilhante Marseille nas quartas de final da Copa dos Campeões de 1991, bem como a derrota na final da Copa de 1993, pelo mesmo Olympique, provocaria, aos poucos, a saída do trio holandês da equipe. O atacante van Basten, por problemas no tornozelo, encerraria precocemente a carreira. Gullit foi perdendo espaço na equipe e seguiria para a Sampdoria, em 1993. Rijkaard deixou o time italiano também em 1993 e encerrou a carreira no Ajax. Mesmo com força e a conquista dos títulos italianos de 1992, 1993 e 1994, a equipe já não tinha o brilho de 1989-90. Seguiria muito competitiva, mas aí já é outra história. A magia do esquadrão bicampeão europeu e do mundo já havia terminado. Mas ela nunca saiu da memória dos amantes do futebol. E, com certeza, jamais sairá…

 

 

A melhor equipa do Seculo! :D

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houve outras bem melhores...

 

Bayern de Beckenbauer, Real das 5 CL, Ajax de Cruyff e Dream Team do Barça (que até levou 4 na pá de outro Milan na final da CL)

 

Não me estou a lembrar de mais nenhuma ao nível deste Milan

Editado por SAS_Operative

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houve outras bem melhores...

 

opinioes diferentes e aceito, mas para mim esta equipa era qq coisa de genial...

 

bem, para a World Soccer Magazine esta tb foi a melhor equipa de sempre (deixando de fora as selecçoes...Brasil 1970 ganhou essa votaçao).

 

Bayern de Beckenbauer, Real das 5 CL, Ajax de Cruyff e Dream Team do Barça (que até levou 4 na pá de outro Milan na final da CL)

 

Não me estou a lembrar de mais nenhuma ao nível deste Milan

 

Equiponas!

Editado por byoplayer

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Bayern de Beckenbauer, Real das 5 CL, Ajax de Cruyff e Dream Team do Barça (que até levou 4 na pá de outro Milan na final da CL)

 

Não me estou a lembrar de mais nenhuma ao nível deste Milan

 

Barça do Pep. Melhor Barça de sempre.

 

Benfica de Eusébio.

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Barça do Pep. Melhor Barça de sempre.

 

Benfica de Eusébio.

 

Ele falou em equipas do século XX.

 

E o Benfica do Eusébio é uma hipotese

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opinioes diferentes e aceito, mas para mim esta equipa era qq coisa de genial...

 

bem, para a World Soccer Magazine esta tb foi a melhor equipa de sempre (deixando de fora as selecçoes...Brasil 1970 ganhou essa votaçao).

 

eu por acaso tb estava a pensar em selecções. Mas se as excluirmos e falarmos apenas de clubes, sim, esse Milan foi um dos melhores do seculo XX, a par do Ajax dos anos 70 e do Real dos anos 50.

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um aparte só em jeito de desabafo.

 

que pena que me dá o ponto baixo a que o Clacio chegou, relativamente aos seus competidores, de tal modo que, por exemplo, aqui no fórum, o tópico desta jornada da Serie A tem 53 respostas e o tópico desta jornada da Premiership tem 334...

 

Desabafo feito, declaro que somos poucos mas somos bons!

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um aparte só em jeito de desabafo.

 

que pena que me dá o ponto baixo a que o Clacio chegou, relativamente aos seus competidores, de tal modo que, por exemplo, aqui no fórum, o tópico desta jornada da Serie A tem 53 respostas e o tópico desta jornada da Premiership tem 334...

 

Desabafo feito, declaro que somos poucos mas somos bons!

E novidades?

 

Esse pormenor nem reflecte nada btw, que as duas únicas ligas que ainda estão representadas na CL também estão com threads semelhantes se fores a ver.

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