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Sincèire

Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos

Publicações recomendadas

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Nome: Marcel van Basten

País: Holanda

Posição: Ponta-de-lança

Clubes: Ajax (1982-87), Milan (87-93)

Internacionalizações/golos: 58/24

 

"Finalmente, depois de tantas tentativas quase na mouche, a tradicionalíssima escola de atacantes holandesa produziu uma obra-prima: o ponta-de-lança completo. Capaz de dominar sozinho o último terço do campo, elegante na condução, rápido na desmarcação, inteligente tacticamente, acrobata quando necessário, Marco van Basten tinha tudo.

A cabeça, o pé direito, o pé esquerdo. Mas tinha também os tornozelos.

O início da carreira pareceu encenado: no dia 3 de Abril de 1982 entrou em campo a substituir o veterano Johan Cruyff, num jogo do Ajax com o NEC Nijmegen. Van Basten tinha chegado a Amesterdão nesse ano, já formado no Utrecht, a cidade onde nasceu e da qual deriva o seu mais famoso cognome, "Cisne de Utrecht". No Ajax ganhou títulos coletivos - três ligas, uma Taça das Taças. com um golo seu na final - e individuais - quatro vezes o melhor marcador holandês e uma o melhor europeu. Estava no ponto certo para voos mais altos.

O Milan de Silvio Berlusconi contratou-o e também a Gullit e Rijkaard, os compatriotas que se juntaram a Baresi, Maldini e companhia para formar a equipa mais dominadora do fim de século europeu. Mas Van Basten começou timidamente: os tornozelos foram mais notícia do que a cabeça, o pé direito e o pé esquerdo. Por isso, foi suplente de Bosman na seleção holandesa no Euro-88 ( derrota inicial com a URSS ) para só no segundo jogo se assumir como titular marcando logo um hat-trick ( vitória sobre a Inglaterra por 3-1 ). Daí até à final marcou mais um nas meias-finais à RFA, antes do volley magistral sobre Dassaev, considerado um dos melhores golos da história do futebol. Resultado: Holanda campeã, Van Basten melhor da Europa. No ano seguinte voltou a ser Bola de Ouro e em 1992 conquistou, como apenas Platini e, claro, Cruyff, a terceira distinção europeia, à qual juntou um prémio FIFA.

É natural: ganhou quatro scudetti, três taças dos Campeões, duas intercontinentais e muito mais ainda como referência dos rossoneri. Demonstrou as características - descritas no primeiro parágrafo - que fizeram dele o ponta-de-lança perfeito, humilhou defesas inteiras e pôs em sentido rivais da estirpe de Maradona. Só não superou, aos 28 anos, as dores nos tornozelos. Agonizou de 1993 a 1995 até pendurar as botas. Nesse dia, o treinador Fabio Capello, "O Duro", chorou, o dirigente Adriano Galliani disse que o futebol perdeu o seu Leonardo Da Vinci, mas Van Basten, lui même, cumpriu uma volta olímpica em San Siro sem uma lágrima, mantendo a fleuma impenetrável com que sempre jogou. Por essas e por outras é um mito vivo."

 

http://www.youtube.com/watch?v=7PPrgGY5YJQ

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Estava este golo do Ibra nos relacionados tenho que postar aqui :prayer: :prayer:

e contra o Benfica :mrgreen:

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Nome: Obdulio Jacinto Muiños Varela

País: Uruguai

Posição: Médio-defensivo

Clubes: Deportivo Juventud (1936-38), Montevideo Wanderers (38-43), Peñarol (43-55)

Internacionalizações/golos: 45/9

 

"Este post está repleto de jogadores com pés fabulosos. Tem cabeceadores implacáveis, magníficos marcadores de livres, especialistas em penáltis. E dribladores formidáveis, organizadores de jogo com mapas na cabeça. A arma de Obdulio Varela era outra: o grito.

Não um grito angustiado, como o de Munch, mas de revolta permanente, talvez por ser de um país demasiado pequeno, o Uruguai, provavelmente por descender de africanos, Varela gritava revoltado. Não era um duro, como Monti que gritava com os pés nas canelas dos rivais, mas era um autoritário: era "El Jefe Negro".

Varela começou no Montevideo Wanderers, onde jogou de 1938 a 1943, conquistando uma Copa América pela seleção nesse período, antes de integrar o Peñarol e ganhar seis títulos uruguaios. Contemporâneo da Segunda Guerra Mundial, só em 1950, aos 32 anos, pôde participar num Mundial, o do Brasil. Esteve para não ir pela idade e por causa dos problemas na seleção, com três mudanças de treinadores às vésperas da prova.

Mas foi. O Uruguai só fez um jogo na primeira fase, com a Bolívia (8-0), porque Escócia e Turquia não compareceram.

Apurou-se então para o quadrangular final com Espanha, Suécia e, claro, o favorito Brasil. Os uruguaios só empataram com Espanha graças a um golo de Varela mas venceram a Suécia. Para o jogo final, encontraram um país organizador, que tinha passeado perante espanhóis e suecos (6-1 e 7-1), bastando-lhes um empate.

Com duzentos mil no Maracanã, discurso de vitória do prefeito do Rio e Carnaval preparado, ao Uruguai cabia o papel de ator secundário. Mas Varela gritava. Enquanto espalhava na cabina reportagens dos jornais locais a dar garantido o triunfo, impelia cada colega a jogar com o próprio sangue. Varela, segundo Nelson Rodrigues, atou as chuteiras com as veias nesse dia. Mas Friaça fez o 1-0 para o Brasil. Varela esteve cinco minutos a discutir com o árbitro a legalidade do golo para esfriar a euforia brasileira e concentrar os colegas. Resultou: o Uruguai marca dois e o Maracanã vem abaixo.

Varela foi considerado o artífice do título. Ele rejeitou.

Disse mais tarde que estava até arrependido de ter lutado porque os dirigente uruguaios ficaram com tudo, incluindo as medalhas dos jogadores, e porque provocou uma tragédia no Brasil. O mesmo Varela que nessa noite consolou brasileiros devastados nos bares de Copacabana. O mesmo que mais tarde jogou sem patrocínios na camisola, ao contrário dos colegas do Peñarol, "porque já passou o tempo em que os negros eram puxados por uma argola no nariz".

O mesmo que morreu pobre, na única casa que conheceu, em 1996."

Editado por Sincèire

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Nome: Hans-Hubert Vogts ( Berti Vogts )

País: Alemanha (RFA)

Posição: Defesa-lateral direito

Clubes: Borussia Monchenglabach (1965-79)

Internacionalizações/golos: 96/1

 

"Berti Vogts nasceu pequenino, 1,68 metros, mas perfeitinho, pelo menos de acordo com o título da sua autobiografia. Pequeno mas perfeito, limitado mas perseverante, há sempre um "mas" na vida de Vogts a contrariar o anonimato que lhe estaria destinado. Não foi um craque, é certo, mas foi um dos jogadores mais temidos pelos craques. Não chegou a jogador do Bayern mas ganhou cinco Bundesligas e duas provas europeias ainda assim. Marcou um autogolo no Mundial-8 que eliminou a RFA mas asfixiou de tal forma Cruyff na final do Mundial-74 que o título ficou com os germânicos também por causa dele.

Vogts nasceu em Buttgen, jogou no clube local dos 7 aos 17 anos, mas quando parecia destinado ao esquecimento assinou pelo Borussia Monchengladbach. No grande rival do Bayern nos anos setenta, nunca foi a estrela de equipa, esse estatuto pertencia a Heynckes, a Simonsen, a Netzer, a Bonhof, a Wimmer, mas jogou 14 temporadas, todas as da carreira profissional, em dez delas foi totalista da Bundesliga, conquistou cinco campeonatos, e ainda foi vencedor de duas taças UEFA como capitão.

Ao longo da juventude sofreu com a perda dos pais aos 12 anos, viveu só com uma tia, mas encontrou no treinador e mestre Hannes Weisweiler, no Borussia, uma protecção paternal que o manteve nos eixos ao longo de toda a carreira. A carreira não foi só bem sucedida no clube, foi também na seleção, onde jogou sempre na sombra de Beckenbauer, de Maier, de Muller, de Breitner e companhia mas conseguiu conquistar o seu espaço. O seu espaço era a lateral direita e foi nessa posição que se tornou uma referência nos anos setenta, mas perseguiu Cruyff por todo o campo quando em 1974 se defrontaram na final numa das marcações diretas mais históricas do futebol. Cruyff ainda foi derrubado logo no início, dentro da área, num lance de que resultou o golo holandês, mas depois eclipsou-se no bolso de Vogts, a quem passaram a chamar de "Terrier", de tanto morder os calcanhares aos rivais.

Em 1978 deitou tudo a perder ao fazer um autogolo num jogo decisivo com a Áustria ( os austríacos chamaram-lhe Milagre de Córdoba, cidade argentina onde se jogou ) mas já era um atleta imortalizados pela tenacidade e empenho.

Muitos jogadores mais talentosos do que Vogts não couberam neste post mas em matéria de trabalho árduo ele está no topo da lista, acima de Pelé ou Maradona."

Editado por Sincèire

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Nome: Friedrich Walter ( Fritz Walter )

País: Alemanha (RFA)

Posição: Avançado

Clubes: Kaiserslautern (1937-59)

Internacionalizações/golos: 61/33

 

"A Alemanha do pós-guerra era um país com sete milhões de mortos por enterrar. Tinha as principais cidades parcial ou totalmente destruídas. Estava geograficamente amputado da metade oriental. Vivia os traumas da derrota, da humilhação, da vergonha. Mesmo assim, realizou o Wirtschaftswunder, o Milagre Económico, e recuperou-se financeira, social e psicologicamente sob a condução de Konrad Adenauer. Mas Adenauer não o teria conseguido sozinho.

No início dos anos cinquenta, a Alemanha futebolística, ou RFA, estava como o país: necessitava de uma reconstrução da base ao topo. Seeler era uma criança, Beckenbauer estava a nascer, os pais de Rummenigge a pensar em casar. Foi Fritz Walter, um atacante, quem assumiu a liderança da National Mannschaft e iniciou uma dinastia teutónica que já vai em sessenta anos de sucesso.

Mais velho dos cinco filhos dos donos do restaurante do Kaiserslautern, começou a jogar no clube aos oito anos, tornou-se profissional aos 17, conquistou dois títulos nacionais e chegou a internacional alemão em 1940. Walter tinha 24 anos quando a guerra acabou e 29 em 1950, ano do Mundial brasileiro para o qual a RFA nem sequer pôde concorrer. Entretanto, foi integrado na força aérea e feito prisioneiro de guerra na Rússia. Alegadamente escapou de um gulag porque um guarda húngaro que o tinha visto jogar futebol o poupou.

Em 1954, a Hungria estava invencível há quatro anos. Puskás e companhia eram os campeões anunciados do Mundial suiço para o qual Walter partiu com 33 anos. Na primeira fase os magiares ganharam à RFA por 8-3 e na final venciam por 2-0 aos dez minutos. Mas estava um "Clima Fritz Walter" nessa tarde, uma expressão utilizada na Alemanha até hoje. Isto é, chovia muito, por isso Walter, que detestava calor por ter contraído malária na guerra, sentiu-se confortável. Inspirou a RFA à reviravolta e acabou por ficar com a primeira de três taças do mundo conquistadas pelos alemães, sem dúvida a mais inesperada e difícil delas. Ter-se-á lembrado do guarda húngaro que o salvou, seguramente triste nessa tarde.

Assediado por clubes estrangeiros como Nancy ou Atlético Madrid manteve-se fiel ao Kaiserslautern. "A cidade de Kaiserslautern foi fundada por Fritz Walter", escreveu um dia uma criança de 6 anos num teste; não, a cidade é medieval mas o professor não considerou a resposta completamente errada. Hoje o estádio da cidade chama-se Fritz Walter, uma homenagem mínima para o homem que ao lado de Adenauer reergueu das cinzas a moral da Alemanha."

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Nome: George Manneh Oppong Ousman Weah

País: Libéria

Posição: Ponta-de-lança

Clubes: Mighty Barolle (85-86), Invincible Eleven (86-87), Tonerre Yaoundé (87-88), Mónaco (88-92), Paris Saint-Germain (92-95), Milan (95-99), Chelsea (99-00), Manchester City (00), Marselha (00-01), Al Jazira Abu Dhabi (01-03)

Internacionalizações/golos: 60/22

 

"George Weah ou Roger Milla? Qual deles foi o melhor jogador africano de sempre? O continente que está na essência de tantas conquistas do Brasil, Uruguai ou de França ao longo dos tempos só tem dois representantes legítimos neste post. Um camaronês, como Milla, todo ele talento, alegria e caos, e um liberiano, como Weah, exemplo perfeito do jogador africano fisicamente irrepreensível e tecnicamente sobredotado. Foi eleito melhor jogador do mundo em 1995, no auge de uma carreira com passagens triunfantes por França, Itália e Inglaterra.

Weah cresceu em Clara Town, subúrbio de Freetown, a capital liberiana. Criado pela avó paterna, foi um jovem jogador e um aluno de liceu aplicado. As carreiras simultâneas no futebol e fora dele continuaram até ao fim da adolescência, altura em que já brilhava como ponta-de-lança produtivo nos Invincible Eleven e atendia chamadas no call center da Liberia Telecommunications Corporation.

Os olheiros europeus que rodeavam o futebol liberiano começaram a apertar o cerco mas foi Arsène Wenger quem acaboou por o receber no Mónaco, jogava Weah na altura já fora do país, no Torrene Yaoundé, dos Camarões. Do principado foi para Paris, onde ganhou um championnat e brilhou na Liga dos Campeões, e daí para o Milan, o lugar mais quente do mundo de futebol na altura, aquele que Van Basten deixou vago.

O liberiano não se intimidou: triunfou em San Siro e conquistou o troféu de melhor do mundo, entre dois títulos da Série A. Como momento negativo a cabeçada a Jorge Costa, no túnel da Antas num jogo de Champions, que lhe motivou seis jogos de suspensão.

Aos 34 anos, foi para Inglaterra ganhar uma taça no Chelsea, passou pelo Manchester City e pelo Marselha antes de encerrar a carreira nos Emirados Árabes Unidos.

Faltou chegar a um Mundial com a sua seleção, onde jogou sessenta vezes ( algumas delas a líbero ) e treinou e patrocinou e levou ao colo. Em 2002 esteve quase no Mundial oriental mas falhou, entrando na galeria dos grandes jogadores que nunca pisaram o palco máximo do futebol.

Falharia ainda a eleição para presidente da Libéria, em 2005, perdendo para Ellen Johnson Sirleaf, na segunda volta, depois de ter sido o mais votado no primeiro turno.

Respondendo à pergunta no início, Weah foi eleito o jogador africano do século XX pela IFFHS, a federação internacional de história e estatísticas de futebol."

 

http://www.youtube.com/watch?v=TXzBqL-kT08&feature=related

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Sempre que vejo a palavra "magiares" recordo-me daquela tirada do saudoso Manuel Bento, que uma vez assim caracterizou a selecção húngara:

 

Eles são bons, mas magiares não creio que sejam.

 

:funny:

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Sempre que vejo a palavra "magiares" recordo-me daquela tirada do saudoso Manuel Bento, que uma vez assim caracterizou a selecção húngara:

 

 

 

:funny:

 

Olha aí que o Bento é da minha terra 8-)

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Artigos muito interessantes Sincèire. :handclap:

Posso perguntar-te com que critérios estás a fazer esta selecção de jogadores? É que há muitos atletas na lista que, provavelmente, nem os nossos avôs viram jogar.

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É uma boa ideia, se bem que alguns jogadores torna-se difícil, como o caso do Andrade.

Não queria meter vídeos de 3 minutos, por exemplo, queria meter tipo um lance, ficava menos cansativo.

São nomeados pelo João Almeida Moreira, escritor que editou um livro com este nome ( do tópico ), do qual eu gostei imenso de ler e estou aqui a partilhar com todos vocês :grin:

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levyashin.jpg

 

Nome: Lev Ivanovich Yashin

País: Rússia (União Soviética)

Posição: Guarda-redes

Clubes: Dinamo Moscovo (1949-71)

Internacionalizações/golos: 78

 

"Lev Yashin retirou-se em 1971 no moscovita Estádio Lenine perante cem mil pessoas e com Pelé, Beckenbauer e Eusébio. Terminava uma carreira de 21 anos, com participação em quatro mundiais e a reinvenção da posição de guarda-redes. O "Aranha Negra", por parecer ter mais do que dois braços e se equipar de preto, é até hoje o maior mito da história das balizas.

Nasceu numa família de operários, foi obrigado a trabalhar a partir do 12 anos numa fábrica e mais tarde assionou pelo Dinamo Moscovo, o único clube da carreira. Aos 21 anos apareceu a oportunidade de jogar, que tanto aguardava. Resultado: derrota do Dinamo com frango de Yashin. Ficou mais dois anos na reserva, sem um minuto na liga russa.

Mas não parou, longe isso. Aproveitou a folga para vencer a Taça da Rússia de Hóquei no Gelo.

Só aos 23 anos, em 1952, assumiu o posto de titular no futebol e, dois anos depois, na seleção. Conquistou o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1956 num Mundial, com exibições memoráveis. A sua fama passou das fronteiras da URSS, pelas defesas impossíveis, pelos reflexos incríveis, pela pose atlética, pela agilidade de ginasta, pelo incomum uso soco mas também pela simples presença. Nas suas equipas, o guarda-redes deixou de ser mais um para ser o líder, o organizador de toda a estrutura defensiva, corrigindo posicionamentos nem que fosse à lei do berro - atenuou esse particular, por insistência da mulher, que sentia pena dos defesas.

Em 1962, no Mundial chileno, cometeu um erro: sofreu um golo olímpico ( golo de canto direto ) no jogo com a Colômbia. Um Mundial é assim: potencia heróis mas também os vilões. "Acabado", escreveram os principais jornais, incluindo o L´Équipe. Yashin cerrou os dentes e no ano seguinte foi eleito o melhor jogador do mundo - único guarda-redes na história a consegui-lo. No Mundial de Inglaterra em 1966, levantou estádios com as suas defesas até ser parado nas meias-finais e, depois, no jogo de consolação, quando perdeu com o Portugal do amigo Eusébio,

Em 1970, ainda integrou a seleção sociética mas como terceira escolha. Já era um mito nessa altura. Morreu aos 60 anos por culpa de maus hábitos. "O meu segredo? Um cigarro e uma bebida forte para acalmar", dizia. Para a história ficou a figura imponente, os movimentos inovadores, a facilidade de criar amigos mesmo entre os rivais, os mais de 150 penáltis defendidos.

E hoje, o melhor guardião dos mundiais leva o Prémio Yashin."

 

http://www.youtube.com/watch?v=Nztu1kA9ong&feature=related

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