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Castle

Governo corta 50% do subsídio de Natal... mas só no excedente do salário mínimo

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Ou seja, quem recebe mais é que vai ser mais afectado. Não é uma má medida, de todo.

 

Também era melhor que quem recebe mais fosse menos afectado, como eu ao início pensei, deduzindo as palavras do senhor 1º ministro, que tem um curso de Economia, mas nem é capaz de explicar com clareza a medida que o Governo decidiu tomar.

 

E é uma má medida, sim. Pelo que já enunciei neste tópico anteriormente, mas também pelo facto de te esqueceres a estrutura de uma família comum em Portugal. Casal (ambos empregados), com um filho e salário médio de 750/800€/mês. Façamos as contas a 800€/mês:

 

800 - 485 = 315€

315/2 = 157,5€

 

157,5 x 2 = 315€

 

Estamos a falar de menos 315€ para uma típica família portuguesa, que paga 300 ou 400€ de casa, mais os habituais 100/150€ de água/luz/gás, etc. Isto para não falar de ser um subsídio (que na verdade não o é, mas enfim) que para muitas pessoas, significa comprar roupa para a criança, comprar uma prenda melhorzinha para recompensar as boas notas do filho, fazer aquele arranjo no carro que já vem sendo adiado há vários meses, etc. São 315€ importantes que fazem mossa numa família comum portuguesa.

 

Repara, eu só estou a pegar no exemplo comum, porque se quiseres, podemos falar dos agregados com 3 ou 4 pessoas que sobrevivem com 1000€/mês (às vezes menos) e que perdem uma fatia ainda mais importante do seu orçamento. Isto é um assalto ao bolso das famílias, que já por si, andam a contar os trocos durante 11 meses. 100/200/300€ fazem sempre falta numa família que chega muitas vezes ao fim do mês com 0€ na conta. 0€. Conheço casos assim. É triste e revoltante vermos pessoas a viver com a corda ao pescoço e ainda haver o descaramento de se dizer que é uma boa medida, que é necessária, que não é má de todo, etc. É triste...

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Ou seja, quem recebe mais é que vai ser mais afectado. Não é uma má medida, de todo.

 

E a comunicação social é incrível a espalhar noticias como bem entende.

 

E continua a falta de noção...

 

Uma coisa é o valor nominal, outra é o impacto real sobre a vida das pessoas.

 

Um trabalhador que ganhe 1000 € vai ter dificuldade em comprar prendas de Natal para os filhos, enquanto que um trabalhador que ganhe 5000 € vai ter que adiar as férias natalícias nas Bahamas.

 

Qual deles será mais afectado por esta medida cega?...:-k

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Portanto, 6% da população activa.

 

São cerca dos 9,4% dos trabalhadores.

São o dobro de pessoas que o receberam em 2005, são 13,4% das mulheres empregadas por conta de outrem e 6,4% dos homens.

E são, mais ou menos, cerca de 200000 os trabalhadores que recebem menos do que 485€.

 

E o salário médio é mais baixo do que alguns dos salários mínimos nos outros países e metade do salário médio de Espanha.

Editado por Koper

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São sempre os ciganos. Já sei essa ladainha.

 

Queres que te diga porque razão isso acontece? Eu tenho um conhecimento mínimo do que ocorre com a etnia cigana, porque moro numa zona onde a comunidade cigana é vasta. Posso estar enganado, mas é aquilo que vou sabendo...

 

O grande problema deles não é o receberem o RSI, por irem lá mostrar os sobrinhos e venderem na feira. Antes de mais, devem ter alguma forma de rendimento declarada, porque o RSI funciona como complemento. Aliás, funciona sempre. Só que por cá, gostamos muito de ir para o café arrotar as postas do costume de que o RSI e outros subsídios estatais servem para as pessoas andarem a coçá-los. Muitos dos beneficiários do RSI são pessoas que trabalham, ganham uma miséria (algo normalmente em torno do salário mínimo ou pouco mais) e que têm que dar de comer a 3 ou 4 filhos. São pessoas que metem 500 ou 600€ em casa para alimentar 4 ou 5 bocas.

 

Enfim, voltemos ao assunto da etnia cigana. O grande problema está nos negócios paralelos em que eles se envolvem (tráfico de droga/tabaco/armas, jogo, crime organizado, etc.) E como é óbvio eles não declaram esse rendimentos. Mal por mal, quando compram um automóvel, têm que pagar IA, IVA, entre outros...

 

Esqueces-te é que ainda existem pessoas de etnia cigana que vivem em barracões, não têm roupa, andam de burro e apesar de venderem na feira (outro negócio dentro da legalidade, porque para venderem numa feira, têm que pagar o aluguer do espaço e convém que tenham facturas da mercadoria que vendem), não conseguem ter rendimentos suficientes para alimentar a família. E que eles tenham muitos filhos é lá com eles. Eu não meteria ao Mundo 4 ou 5 filhos, tendo um emprego mal pago, mas isso tem que ver com a forma como eles encaram a vida em sociedade e os costumes que possuem. São outros quinhentos.

 

Rematando, digo-te que tenho plena noção de que existem casos de fraude. É óbvio que sim. Agora, se calhar são menos do que as pessoas julgam e este assunto é um cavalo de batalha, que para mim, sinceramente, já cheira a podre.

Bold 1: Aqui em Setubal tambem existem bastantes

Bold 2: Conheço pouqissimos ciganos que trabalham. Mas com isto nao estou a dizer que todos sao assim.

Bold 3: Acreditas mesmo nisso?

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São cerca dos 9,4% dos trabalhadores.

São o dobro de pessoas que o receberam em 2005, são 13,4% das mulheres empregadas por conta de outrem e 6,4% dos homens.

E são, mais ou menos, cerca de 200000 os trabalhadores que recebem menos do que 485€.

 

E o salário médio é mais baixo do que alguns dos salários mínimos nos outros países e metade do salário médio de Espanha.

 

obrigado ;-)

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Bold 1: Aqui em Setubal tambem existem bastantes

Bold 2: Conheço pouqissimos ciganos que trabalham. Mas com isto nao estou a dizer que todos sao assim.

Bold 3: Acreditas mesmo nisso?

 

Eu sei que sim.

 

Vender na feira não é trabalhar?

 

Acredito, porque o aluguer do espaço é responsabilidade camarária. Quanto às facturas, há sempre casos de material falsificado e contra-feito, mas a ASAE costuma estar atenta a isso.

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Eu sei que sim.

 

Vender na feira não é trabalhar?

 

Acredito, porque o aluguer do espaço é responsabilidade camarária. Quanto às facturas, há sempre casos de material falsificado e contra-feito, mas a ASAE costuma estar atenta a isso.

 

Ai, tendo em conta do tipo de negocio que estamos a falar na sua larga maioria (tentando não generalizar muito) é mesmo roubar

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Ai, tendo em conta do tipo de negocio que estamos a falar na sua larga maioria (tentando não generalizar muito) é mesmo roubar

 

Se percebi bem, estás a dizer que vender na feira é roubar?

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Se percebi bem, estás a dizer que vender na feira é roubar?

 

Percebeste mal.. estou a dizer que vender na feira (e salientando de quem estamos a falar) é roubar o estado, é fuga directa aos impostos sem falar de outras ilegalidades

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.

Editado por Elvis

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Guest fiasco

São sempre os ciganos. Já sei essa ladainha.

 

Queres que te diga porque razão isso acontece? Eu tenho um conhecimento mínimo do que ocorre com a etnia cigana, porque moro numa zona onde a comunidade cigana é vasta. Posso estar enganado, mas é aquilo que vou sabendo...

 

O grande problema deles não é o receberem o RSI, por irem lá mostrar os sobrinhos e venderem na feira. Antes de mais, devem ter alguma forma de rendimento declarada, porque o RSI funciona como complemento. Aliás, funciona sempre. Só que por cá, gostamos muito de ir para o café arrotar as postas do costume de que o RSI e outros subsídios estatais servem para as pessoas andarem a coçá-los. Muitos dos beneficiários do RSI são pessoas que trabalham, ganham uma miséria (algo normalmente em torno do salário mínimo ou pouco mais) e que têm que dar de comer a 3 ou 4 filhos. São pessoas que metem 500 ou 600€ em casa para alimentar 4 ou 5 bocas.

 

Enfim, voltemos ao assunto da etnia cigana. O grande problema está nos negócios paralelos em que eles se envolvem (tráfico de droga/tabaco/armas, jogo, crime organizado, etc.) E como é óbvio eles não declaram esse rendimentos. Mal por mal, quando compram um automóvel, têm que pagar IA, IVA, entre outros...

 

Esqueces-te é que ainda existem pessoas de etnia cigana que vivem em barracões, não têm roupa, andam de burro e apesar de venderem na feira (outro negócio dentro da legalidade, porque para venderem numa feira, têm que pagar o aluguer do espaço e convém que tenham facturas da mercadoria que vendem), não conseguem ter rendimentos suficientes para alimentar a família. E que eles tenham muitos filhos é lá com eles. Eu não meteria ao Mundo 4 ou 5 filhos, tendo um emprego mal pago, mas isso tem que ver com a forma como eles encaram a vida em sociedade e os costumes que possuem. São outros quinhentos.

 

Rematando, digo-te que tenho plena noção de que existem casos de fraude. É óbvio que sim. Agora, se calhar são menos do que as pessoas julgam e este assunto é um cavalo de batalha, que para mim, sinceramente, já cheira a podre.

 

Acrescento que se calhar o total de "ciganos" a trafulhar o RSI, não chega para pagar a dividia ao Fisco de uma média/grande empresa.

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Percebeste mal.. estou a dizer que vender na feira (e salientando de quem estamos a falar) é roubar o estado, é fuga directa aos impostos sem falar de outras ilegalidades

 

Ah ok.

 

Epá, talvez, não estou totalmente por dentro disso. Quero acreditar que alguma coisa eles pagam para vender na feira. Aluguer dos espaços sei que pagam. Disso tenha certeza. E muitos deles vão buscar a mercadoria a fábricas/revendedores que vendem o produto com defeito, normalmente a peso. Aí acredito que possa surgir marosca, mas se surge é dos 2 lados, porque não havendo factura nem interposição de impostos, a fábrica/revendor também sai beneficiado.

 

Acrescento que se calhar o total de "ciganos" a trafulhar o RSI, não chega para pagar a dividia ao Fisco de uma média/grande empresa.

 

Muito provavelmente.

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Eu sei que sim.

 

Vender na feira não é trabalhar?

 

Acredito, porque o aluguer do espaço é responsabilidade camarária. Quanto às facturas, há sempre casos de material falsificado e contra-feito, mas a ASAE costuma estar atenta a isso.

 

Li melhor o teu bold2 e deste a entender que a maioria dos beneficiários do RSI são ciganos, o que não é verdade.

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Comparativamente com o total de famílias que recebem o RSI, só 3,7% correspondem a famílias ciganas. Isto nos últimos dados disponíveis.

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Comparativamente com o total de famílias que recebem o RSI, só 3,7% correspondem a famílias ciganas. Isto nos últimos dados disponíveis.

Espera lá, existem estatisticas sobre qual a "raça" das familias que recebem RSI?

Desculpa lá, mas isso parece me simplesmente inconcebivel... se o SOS Racismo e o BE sabem disso está o caldo entornado.

 

Roda ai as estatisticas sff, quero comprovar uma teoria que cá tenho...

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Comparativamente com o total de famílias que recebem o RSI, só 3,7% correspondem a famílias ciganas. Isto nos últimos dados disponíveis.

 

A sério? Nem sabia que haviam estatísticas sobre isso. :lol:

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Ah ok.

 

Epá, talvez, não estou totalmente por dentro disso. Quero acreditar que alguma coisa eles pagam para vender na feira. Aluguer dos espaços sei que pagam. Disso tenha certeza. E muitos deles vão buscar a mercadoria a fábricas/revendedores que vendem o produto com defeito, normalmente a peso. Aí acredito que possa surgir marosca, mas se surge é dos 2 lados, porque não havendo factura nem interposição de impostos, a fábrica/revendor também sai beneficiado.

Pagam, pagam... na recentemente extinta feira de Mafra pagavam 12 vendedores ambulantes a taxa camarária, a cada terceiro Domingo de cada mês estavam lá cerca de 300...

E agora és tu que vais lá cobrar?

 

A sério? Nem sabia que haviam estatísticas sobre isso. :lol:

Nao quero desmentir o Koper, e se ele provar que tem razao assumo o erro, mas nao me parece que seja bem assim...

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Pagam, pagam... na recentemente extinta feira de Mafra pagavam 12 vendedores ambulantes a taxa camarária, a cada terceiro Domingo de cada mês estavam lá cerca de 300...

E agora és tu que vais lá cobrar?

 

Epá, isso são casos isolados. Aqui na minha zona, sei que pagam.

 

Estai aqui.

 

Pede desculpa 8-)

 

E pronto, mais um mito desfeito.

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Soube desta medida durante a realização de uma frequência que estava a fazer e sinceramente acho que esta medida já era de esperar, no entanto caso fosse o Socrates a tomar antes de ser demitido o Coelho começava a mandar vir chuva.

Editado por Goku

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Estai aqui.

 

Pede desculpa 8-)

O seu a seu dono... As minhas desculpas.

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Um imposto surpresa

 

O imposto extraordinário sobre quase 50% do subsídio de Natal de todos os portugueses que ganham acima de 485 euros - em pensões ou salários - é brutal. Trata-se de uma medida surpresa, não referendada nas eleições, que não só vai afectar directamente os trabalhadores como terá um efeito recessivo na economia, pela forma como afectará o importante período do Natal.

 

Se esta é a primeira grande conclusão da taxa especial ontem conhecida, é preciso aferir agora o que levou o novo Governo a decidir implementá-la e enquadrar as circunstâncias em que ela surge. Fica claro que a grande prioridade de Passos Coelho é não falhar e, se possível, fazer até melhor do que o comprometido em termos de défice público em 2011, ou seja, os 5,9%.

 

Pelos vistos, os dados do 1.º trimestre de 2011, publicados quarta-feira, indiciaram um défice excessivo de 1,1% do PIB na leitura do Governo. Precaver-se contra uma qualquer derrapagem terá conduzido a duas opções: este imposto extraordinário, que vale 800 milhões de euros de receita, e a mais uma redução adicional das despesas do Estado na casa dos mil milhões. Com o prémio adicional de poder, por esta via, antecipar o reequilíbrio das contas públicas. Seguir-se-á ainda o aumento das taxas mínimas (6%) e médias (13%) de IRS de muitos produtos, que vão passar a pagar 23%, dando seguimento ao memorando da troika.

 

É preciso sublinhar contudo que o anúncio de medidas surpresa e o argumento de que o cenário encontrado é pior do que o previsto é comum a todos os novos executivos. Como já acontecera com Durão Barroso e com José Sócrates, Passos Coelho, que durante a campanha se queixou de falta de informação rigorosa sobre o estado do País, também aludiu à situação herdada para anunciar que tem de prevenir para remediar depois.

 

Ainda que se notem as preocupações sociais de deixar de fora os salários e as pensões mínimas, ficou por explicar como se vai assegurar a equidade, em sede de IRS, dos diferentes tipos de rendimento individual (salários, rendas, juros, dividendos, mais-valias). Tal como nada foi dito sobre as medidas que deverão constituir um estímulo à produção, à exportação e ao emprego. Mas isso será reservado para um próximo debate parlamentar de prestação de contas do Governo.

 

@ DN

 

é uma crónica, não noticia

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Também era melhor que quem recebe mais fosse menos afectado, como eu ao início pensei, deduzindo as palavras do senhor 1º ministro, que tem um curso de Economia, mas nem é capaz de explicar com clareza a medida que o Governo decidiu tomar.

 

E é uma má medida, sim. Pelo que já enunciei neste tópico anteriormente, mas também pelo facto de te esqueceres a estrutura de uma família comum em Portugal. Casal (ambos empregados), com um filho e salário médio de 750/800€/mês. Façamos as contas a 800€/mês:

 

800 - 485 = 315€

315/2 = 157,5€

 

157,5 x 2 = 315€

 

Estamos a falar de menos 315€ para uma típica família portuguesa, que paga 300 ou 400€ de casa, mais os habituais 100/150€ de água/luz/gás, etc. Isto para não falar de ser um subsídio (que na verdade não o é, mas enfim) que para muitas pessoas, significa comprar roupa para a criança, comprar uma prenda melhorzinha para recompensar as boas notas do filho, fazer aquele arranjo no carro que já vem sendo adiado há vários meses, etc. São 315€ importantes que fazem mossa numa família comum portuguesa.

 

Repara, eu só estou a pegar no exemplo comum, porque se quiseres, podemos falar dos agregados com 3 ou 4 pessoas que sobrevivem com 1000€/mês (às vezes menos) e que perdem uma fatia ainda mais importante do seu orçamento. Isto é um assalto ao bolso das famílias, que já por si, andam a contar os trocos durante 11 meses. 100/200/300€ fazem sempre falta numa família que chega muitas vezes ao fim do mês com 0€ na conta. 0€. Conheço casos assim. É triste e revoltante vermos pessoas a viver com a corda ao pescoço e ainda haver o descaramento de se dizer que é uma boa medida, que é necessária, que não é má de todo, etc. É triste...

Concordo com o dizes, e retiro a minha expressão, "não é má de todo". Tinha apenas "calculado" individualmente e não num todo agregado familiar, que aí sim faz toda a diferença.

 

E continua a falta de noção...

 

Uma coisa é o valor nominal, outra é o impacto real sobre a vida das pessoas.

 

Um trabalhador que ganhe 1000 € vai ter dificuldade em comprar prendas de Natal para os filhos, enquanto que um trabalhador que ganhe 5000 € vai ter que adiar as férias natalícias nas Bahamas.

 

Qual deles será mais afectado por esta medida cega?...:-k

 

Correcto.

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Concordo com tudo o que o Peplin disse.

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