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André Sousa

[Benfica] Basquetebol

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Temos quórum então.

 

 

 

É uma questão de orçamentos, fomos várias vezes campeões com o Lisboa. Saudades da competitividade da Ovarense e afins.

Não é só uma questão de orçamentos. Aliás, noutras modalidades as diferenças não se notam tanto. Porque será?

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Ao nível do Andebol e Futsal, nota-se bem que o Benfica tem menos orçamento que os demais.

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Porque nas outras modalidades or orçamentos são semelhantes ou até inferiores.

O que interessa é a comparação com as outras equipas.

 

Ao nível do Andebol e Futsal, nota-se bem que o Benfica tem menos orçamento que os demais.

Não, não se nota.

 

No futsal, o Sporting tem dominado, é certo, mas o Benfica foi arrumado pelo Braga que tem vários jogadores amadores.

 

No andebol, o Sporting foi campeão com um orçamento muitíssimo superior aos demais, mas foi-o à rasquinha e da forma que todos vimos. No ano passado, o Benfica com um orçamento inferior ao do Porto, ganhou ao Porto e depois perdeu com o ABC que tem um orçamento muitíssimo inferior.

 

E no hóquei, o campeão foi a equipa com menor orçamento dos 4 primeiros. A equipa com o maior orçamento ficou em quarto.

 

Isto tudo para dizer que o problema não está nos orçamentos. Sendo certo que maiores orçamentos normalmente garantem melhores jogadores e, logicamente, melhores resultados, um orçamento mais baixo sempre foi possível de ultrapassar com competência.

 

O problema no basket é que as regras quase que impedem que quem tem orçamentos mais compita com quem os tem mais elevados. Aqui está o problema que não acontece nas outras modalidades.

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O problema no basket é que as regras quase que impedem que quem tem orçamentos mais compita com quem os tem mais elevados. Aqui está o problema que não acontece nas outras modalidades.

 

Perdi-me aqui.

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Perdi-me aqui.

Eu explico. O nível do jogador português é péssimo. Então em posições interiores é mesmo ridículo. E não há jogadores portugueses suficientes com qualidade para fazer uma liga de jeito. Mas todas as equipas são obrigadas a ter pelo menos 8 jogadores com passaporte português. Então acontece que os poucos jogadores portugueses com alguma qualidade ficam caros e espalhados por 2 ou 3 equipas, que. As outras, por mais exímias que sejam a descobrir estrangeiros bons e baratos (o Lusitânia é o maior exemplo disso e está farto de contratar estrangeiros a ganhar 1000 euros de muito bom nível) nunca conseguem competir com quem tem melhores orçamentos e que saca os melhores portugueses. E a diferença entre o nível dos portugueses é tão gritante que estraga o campeonato e impede a evolução dos jogadores nacionais. E andamos nesta patetice de estarmos perto do último lugar do ranking de selecções da FIBA, de sermos carne para canhão na Europa e do MVP da Liga ser o Nuno Marçal com 40 anos.

 

E depois acontecem coisas escabrosas. O Loncovic, p.e., obteve o passaporte português. Ganha balúrdios por ser português e não ocupar vaga de estrangeiro para depois não calçar no Benfica. Ou seja, aquele que será provavelmente o melhor 4 português está encostado na melhor equipa.

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Já percebi, mas aí a única solução era limitar o número de estrangeiros. Até tinha a ideia de que essa regra estava implementada.

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Pelo contrário. A solução é alargar o número de estrangeiros. É a única forma de aumentar a competitividade e fazer o nosso basket evoluir.

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Mas se depois os clubes não têm capacidade financeira para contratar estrangeiros de valor, ficamos na mesma.

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Mas é preferível dar X a um estrangeiro que renda mais em campo do que a um português.

E com mais estrangeiros o Benfica e o Porto também podiam ir buscar mais gente lá fora e deixar os portugueses espalhados pelos outros clubes em vez de andarem no plantel só a fazer número.

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Mas é preferível dar X a um estrangeiro que renda mais em campo do que a um português.

E com mais estrangeiros o Benfica e o Porto também podiam ir buscar mais gente lá fora e deixar os portugueses espalhados pelos outros clubes em vez de andarem no plantel só a fazer número.

Isto. Para além de, com o mesmo dinheiro, conseguires estrangeiros melhores que portugueses. Há estrangeiros para todos os bolsos.

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Isso iria limitar alguma evolução dos jogadores Portugueses e para além disso também eles procuram melhores contratos e isso só conseguem no Benfica ou no Porto.

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Esta limitação dos estrangeiros foi feita com essa premissa, fazer evoluir os portugueses. A verdade é que para já, não se tem visto resultados. Por outro lado, com uma liga fraca como temos agora, eles nunca vão ter estímulos para melhorar mais do que o nível em que estão. Se esses estrangeiros a mais que viessem, fossem realmente uma mais valia e tornassem a liga num nível superior, os portugueses só tinham a ganhar com isso.

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Enquanto a liga não subir uns quantos patamares em termos competitivos, os portugueses vão continuar a não dar uma para a caixa.

 

Por mim, aplicava-se uma obrigatoriedade de 3/4 jogadores formados localmente, e estava feito. A liga só vai subir de nível quando aparecerem estrangeiros de qualidade, que a façam subir de nível.

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A segunda edição da Liga dos campeões é sorteada na terça.

 

O Benfica será cabeça de série na primeira de 3 eliminatórias de acesso à fase de grupos.

 

Possíveis adversários que vos podem calhar:

 

Lulea (Suécia9

Royal Sarajevo (Bósnia)

Dinamo Tbilisi (Geórgia)

Groningen (Holanda)

Kapfenberg Bulls (Áustria)

Karposh Sokoli (Macedónia)

Keravnos (Chipre)

Sigal Pristina (Kosovo)

 

 

O Carlos Andrade vai renovar por uma época.

 

De saída devem estar: Damian Hollis, Marko Loncovic, Derek Raivio e Nicolas dos Santos

 

A saída do Mário Fernandes já é oficial

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A segunda edição da Liga dos campeões é sorteada na terça.

O Benfica será cabeça de série na primeira de 3 eliminatórias de acesso à fase de grupos.

 

Possíveis adversários que vos podem calhar:

 

Lulea (Suécia9

Royal Sarajevo (Bósnia)

Dinamo Tbilisi (Geórgia)

Groningen (Holanda)

Kapfenberg Bulls (Áustria)

Karposh Sokoli (Macedónia)

Keravnos (Chipre)

Sigal Pristina (Kosovo)

 

 

O Carlos Andrade vai renovar por uma época.

 

De saída devem estar: Damian Hollis, Marko Loncovic, Derek Raivio e Nicolas dos Santos

 

A saída do Mário Fernandes já é oficial

Calharam com estes.

 

 

Caso consigam passar, vão jogar com o Lukoil (crónico campeão da Bulgária)

 

 

Caso não consigam passar nenhuma destas equipas, vão ter sempre acesso directo à fase de grupos da FIBA Europe Cup

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Entrevista do José Ricardo ao site oficial do Benfica:

 

Qual é a sua impressão sobre os primeiros tempos de Benfica?

 

É uma opinião muito positiva. Nunca trabalhei com um “staff” tão longo e com condições físicas tão boas. Sinto-me profissional, pela primeira vez, no basquetebol. Há maior disponibilidade de tempo e estou a trabalhar com uma equipa que permite e obriga a outra interação. Tenho o pavilhão 100 por cento disponível, sala de musculação, muito apoio… Estou muito satisfeito e expectante em relação ao que se segue.

 

Superou as expectativas?

 

Creio que sim. Uma coisa é estarmos de fora e pensarmos que poderá haver estas condições, outra coisa é vivê-las por dentro. São ainda poucos dias, mas já deu para perceber que as condições são ainda melhores do que pensava. Tenho a certeza que a experiência vai ser extremamente positiva e que vai trazer coisas novas e boas.

 

O que é que os reforços José Silva, Jesse Sanders, Neemias Barbosa e Gonçalo Delgado podem acrescentar ao plantel?

 

Os dois jovens são apostas para a Formação, com uma margem de progressão muito grande. São dois corpos inabituais em Portugal, grandes, com dimensões antropométricas anormais. São muito compridos e têm talento para o basquetebol. São projetos a longo prazo para o basquetebol português e serão uma mais-valia para o futuro no Benfica. Em relação ao José Silva e ao Sanders são dois jogadores para acrescentar valor para já e estamos à espera de um posição 4. Estes jogadores são para o curto prazo, para darem já rendimento e para melhorarem a qualidade do plantel.

 

Que basquetebol podem os Benfiquistas esperar para esta época?

 

Vai haver algumas alterações. A forma de estar e a filosofia serão diferentes, nem melhores nem piores só diferentes. Diria que, do ponto de vista defensivo, as minhas equipas costumam ser agressivas e com sistemas defensivos profundos. Vamos jogar no campo todo e apostar na defesa agressiva. Ofensivamente não gosto de partir o jogo por fases. Tentaremos, após posse de bola, prosseguir em contra-ataques ou ataques rápidos. As equipas que oriento não jogam só em ataque de posição. Nos próximos tempos colocaremos em prática algumas alterações e a equipa terá uma nova filosofia.

 

Fazendo pressão em todo o campo, tem receio que os jogadores sintam desgaste numa fase mais adiantada da época?

 

O Benfica é a primeira equipa que treino com elevada profundidade. Com as opções que tenho no plantel estou em crer que não terei problemas do ponto de vista físico. Obviamente que o risco de jogar no campo de todo é o permitir situações de superioridade numérica ao adversário, mas isso é assumido. Considero que os pontos positivos superam largamente os pontos eventualmente não tão positivos.

 

Que força terá o Benfica no jogo exterior e na luta das tabelas?

 

O Benfica terminou a época passada a um nível extraordinário atrás da linha dos três pontos. Poucas equipas tiveram as percentagens que o Benfica teve naquela fase da competição, a rondar os 50 por cento. Uma vez que o plantel mantém o seu núcleo duro e foi reforçado com dois jogadores com boas percentagens da linha dos três pontos (José Silva e Jesse Sanders), acreditamos no que podemos fazer no jogo exterior. Em relação ao jogo interior, ele mantém-se. O Hollis saiu, mas irá ser substituído por outro basquetebolista com bons indicadores ao nível do ressalto. Creio que, esta época, a equipa estará tanto ou mais equilibrada como a do ano passado.

 

O Benfica vai enfrentar o FC Porto na pré-época em Viana do Castelo. Por que razão escolheu estes testes mais complicados nesta fase da temporada?

 

Queremos jogar com os melhores. Quando queremos ser os melhores, e somos, assumidamente, candidatos a vencer tudo, temos de jogar com os melhores. Para além do FC Porto, em Viana do Castelo, estamos a tentar organizar um torneio no fim de semana seguinte na Luz com equipas espanholas, e a primeira opção foi equipas da Liga ACB. Queremos desafios que nos obriguem a ser melhores. Não queremos desafios fáceis. Vamos ter uma competição europeia muito exigente e queremos estar preparados, e só assim será se jogarmos com os melhores clubes.

 

Falou-me nas competições europeias… O adversário do Benfica é o Kapfenberg Bulls. Que análise faz desta equipa?

 

Tem o seu jogo assente em jogadores estrangeiros. Tem três jogadores americanos e três sérvios que tinham grande parte das opções ofensivas. Estamos à espera de uma equipa que assenta o seu jogo em situações de um-contra-um e dois-contra-dois com um treinador que valoriza muito o ataque em transição e o contra-ataque. Sabemos que pelo menos um ou dois dos norte-americanos vão continuar; sabemos, ainda, que os três sérvios vão sair. Ainda não temos muita informação em relação aos atletas estrangeiros, mas temos toda em relação aos austríacos.

 

Em Portugal, o Benfica é candidato a ganhar tudo. E na Europa?

 

Estamos muito expectantes em relação à competição europeia. Se passarmos a equipa austríaca vem uma búlgara, que normalmente investe muito. O treinador do Lukoil era do FC Bayern. Na época passada, o Benfica equilibrou os jogos com o Lukoil. Temos de pensar primeiro no Kapfenberg Bulls, mas já deitámos um olho na formação búlgara.

 

CAB Madeira na Supertaça e V. Guimarães na 1.ª jornada do Campeonato. O que esperar destes adversários?

 

Ao nível de jogadores portugueses já sabemos tudo de um e de outra equipa. O CAB Madeira mantém a estrutura acrescentada com o Mário Fernandes. O Fábio Lima vai continuar e o CAB terá um grupo de jogadores portugueses interessante. Falta perceber os jogadores estrangeiros. O V. Guimarães vai mudar tudo! Saíram João Guerreiro, João Balseiro, Pedro Pinto…; entraram alguns reforços: Eduardo Coelho que foi meu jogador na Oliveirense, o Tadic foi orientado por mim em Barcelos. Falta conhecer os três atletas estrangeiros, mas certamente vai reunir um grupo com qualidade.

 

É para continuar esta mescla entre juventude e experiência?

 

Sem dúvida. Esse é o propósito do Clube e essa informação foi-me passada aquando da minha contratação. É importante dar minutos aos rapazes que vêm da Formação, porque este é um investimento decisivo a médio e longo prazo se quisermos continuar a ter o nível que temos tido.

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/08/23/jose-ricardo-a-equipa-tera-uma-nova-filosofia

 

Depois de 6(?) anos de Carlos Lisboa, muita expectativa em ver o que faz o José Ricardo.

 

EDIT: Já agora:

 

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Editado por Rollo

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