Stout Publicado 14 Setembro 2011 Sábado à noite falaram-me sobre o estripador de Lisboa e achei interessante fazer um tópico para discutir crimes e criminosos famosos. Entre Julho de 1992 e Março de 1993, o assassínio brutal de cinco prostitutas lançou o pânico na região de Lisboa e na Margem Sul do Tejo. É um dos muitos casos em que as complexas investigações conduzidas pela Polícia Judiciária (PJ), que incluem a comparação com crimes idênticos ocorridos em vários países europeus e nos Estados Unidos, ainda não levaram à descoberta do(s) selvático(s) criminosi(s). É que as autoridades, analisando as cinco mortes, admitiram a existência de, pelo menos, dois homicidas.Três dos tenebrosos assassínios, atendendo à forma como as vítimas foram mortas - selvaticamente esventradas à navalhada - são atribuídos ao mesmo criminoso, o "estripador" de Lisboa. Os outros dois crimes registaram-se na Margem Sul do Tejo, com a causa principal da morte a ser o estrangulamento, ainda que as mulheres apresentassem sinais de espancamento e mesmo de tortura - queimaduras, possivelmente com pontas de cigarros. Maria Valentina (22 anos), Ângela Maria (22), Maria Fernanda (25), Ana Cristina (24) e Maria João (27), as cinco prostitutas barbaramente assassinadas, tinham em comum o facto de serem toxicodependentes - algumas encontravam-se infectadas (seropositivas) pelo vírus da SIDA -, magras, morenas e jovens. O conhecimento destes factos levou muita gente a considerar que o "estripador" devia ser um homem infectado com o vírus da SIDA, já que só matava prostitutas e contaminadas pela doença. Ou seja, seria alguém que procurava vingar-se nas prostitutas por ter contraído a SIDA. Hipótese aventada chegou a ser também a de tratar-se de um "serial killer", uma vez que havia registo de crimes idênticos em vários países europeus e mesmo nos Estados Unidos. Pensou-se ainda que seria um psicopata, que cometia os hediondos crimes pelo prazer de matar - esventrava as vítimas praticamente da vagina até ao pescoço, arrancando-lhes as entranhas à mão e espalhando-as à volta dos cadáveres. Ninguém sabe o que movia este monstro. Mas uma coisa é certa: não matou por dinheiro. A carteira da última vítima (Maria João) estava ao lado do corpo, com dinheiro no seu interior. Nem a colaboração das prostitutas, que denunciaram clientes com comportamentos esquisitos e violentos, permitiu à PJ chegar aos assassinos. Muitas pessoas foram investigadas, desde frequentadores de prostitutas com antecedentes criminais, infectados com o vírus da SIDA, até ao comum dos cidadãos, dos mais diferenciados modos de vida e profissões, mas não se obtiveram resultados positivos. Ao longo de todo este processo, a melhor pista encontrada pelas autoridades foi obtida no local em que apareceu o corpo de Maria Fernanda, um barracão desactivado da Direcção Geral de Transportes, situado na Avenida 5 de Outubro, sob a linha férrea de Entrecampos, e que servia para guardar ferramentas. Os agentes da PJ encontraram marcas no chão dos sapatos do assassino, que terá calcado o sangue da vítima. Os peritos da PJ analisaram o tamanho do pé e os vestígios das pegadas e chegaram a algumas conclusões relativamente ao peso e à altura do homicida - tratar-se-á de um indivíduo de aproximadamente 1,80 metros de altura e cerda de 90 quilos de peso. Na altura foi também descoberto um cabelo no local, supostamente do pretenso criminoso, que permitiu identificar o seu ADN. Recorde-se que os testes de ADN têm resultados positivos muito próximo dos 100%. Porém, dada a inexistência de um arquivo com dados deste tipo em Portugal, não foi possível à PJ avançar muito quanto à identificação do criminoso. Há cerca de quinze anos que o "estripador" desapareceu de circulação, não se tendo registado neste período quaisquer crimes com as mesmas características. Ninguém sabe o que lhe aconteceu, a começar pela PJ, que ainda mantém uma equipa a estudar o caso. Crimes semelhantes em qualquer parte do Mundo são de pronto investigados, à procura de ligações perigosas com o que se passou durante aqueles sete meses e meio de terror. Mas o mistério do "estripador" de Lisboa continua por deslindar. Será que ele ainda anda por aí? Daqui Wiki Disseram-me que a hipótese de ser um serial killer estrangeiro, foi posta de parte, porque os cortes na primeira vítima pareciam ser trabalho de amador. Não me acredito que o homem esteja vivo, não deve ter conseguido aguentar a culpa. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 14 Setembro 2011 Disseram-me que a hipótese de ser um serial killer estrangeiro, foi posta de parte, porque os cortes na primeira vítima pareciam ser trabalho de amador. Hum, não percebi, o que tem a ver o facto dos cortes serem trabalho de amador com ser alguém de dentro? Não existem amadores de fora? Não me acredito que o homem esteja vivo, não deve ter conseguido aguentar a culpa. Gente que comete este tipo de crimes não sente culpa. Provavelmente ainda aí anda, quem sabe a cometer o mesmo tipo de crimes mas sem ninguém dar por ela... Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 14 Setembro 2011 Hum, não percebi, o que tem a ver o facto dos cortes serem trabalho de amador com ser alguém de dentro? Não existem amadores de fora? Gente que comete este tipo de crimes não sente culpa. Provavelmente ainda aí anda, quem sabe a cometer o mesmo tipo de crimes mas sem ninguém dar por ela... Sentem sim. :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 14 Setembro 2011 Antigamente davam bons programas sobre assassínos em série em canais como: Zone Reality, História, Odisseia, NGC, Discovery. Agora não sei porque já não vejo esses canais (ficaram cheios de series manhosas). http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_serial_killers_by_number_of_victims Pessoalmente penso que o crime perfeito não passa por homicídio(s). Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 14 Setembro 2011 Sentem sim. :compinchas: Não percebo como isso é possível estando nós perante um cenário destes. Gente que comete crimes de tal brutalidade, repetidamente, são psicopatas deprivados sem qualquer tipo de sentimento. Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 14 Setembro 2011 Não percebo como isso é possível estando nós perante um cenário destes. Gente que comete crimes de tal brutalidade, repetidamente, são psicopatas deprivados sem qualquer tipo de sentimento. Não existe nunca a possibilidade de mais tarde virem a tomar consciência dos seus actos? E em alguns casos desses foram precisamente os sentimentos (ou a falta de preparação para lidar com eles) que ditaram o primeiro homicídio. Compartilhar este post Link para o post
Don Andres Publicado 14 Setembro 2011 Não existe nunca a possibilidade de mais tarde virem a tomar consciência dos seus actos? E em alguns casos desses foram precisamente os sentimentos (ou a falta de preparação para lidar com eles) que ditaram o primeiro homicídio. Não sou nenhum expert na matéria, apenas falo daquilo que me parece razoável. Se existe a possibilidade? Sim claro, nada é absoluto. Apenas me parece que para cometerem tais crimes, repetidamente sublinho, esses sentimentos teriam de ser inexistentes, antes da sua execução o psicopata deveria ter a noção que iria matar alguém certo? E nos crimes seguintes também certo? Mas como digo, não sou nenhum expert. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 14 Setembro 2011 Na wikipedia em inglês dizem o seguinte: Other crimesThere were two other alleged prostitutes found dead.[1][3][4] There were also four similar murders in the Netherlands, the Czech Republic, Denmark, and Belgium.[5] There was a lead that the Lisbon Ripper may have been a serial killer active in New Bedford, Massachusetts in 1988,[5][6] known as the New Bedford Highway Killer. Isto é interessante considerando que New Bedford é das zonas nos EUA com maior concentração de emigrantes e descendentes de Portugueses. Não tendo eu nenhum tipo de conhecimentos na área diria que provavelmente a pessoa entretanto ou morreu ou ficou incapacitada, isto porque não estou a ver um serial killer a mudar repentinamente o seu comportamento. Uma psicopatia e uma compulsão deste genero não deverá passar de um dia para o outro... Mas isto é mais coisa para o Vaart discutir. Compartilhar este post Link para o post
NIkeL Publicado 14 Setembro 2011 Antigamente davam bons programas sobre assassínos em série em canais como: Zone Reality, História, Odisseia, NGC, Discovery. Agora não sei porque já não vejo esses canais (ficaram cheios de series manhosas). http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_serial_killers_by_number_of_victims Pessoalmente penso que o crime perfeito não passa por homicídio(s). Eu acho que o crime perfeito passa precisamente por homicídio. Sempre achei que se alguém quiser matar outra pessoa fá-lo sem ser apanhado se for minimamente esperto. Basta matar uma pessoa desconhecida sem qualquer ligação a nós, num sítio longe de casa e queimar o corpo até ficar em cinza. O "problema" é que quase todos os homicidios são pessoais. Compartilhar este post Link para o post
Hard Rock Publicado 14 Setembro 2011 Os psicopatas não têm qualquer tipo de emoção, pelo que para os fazer mudar qualquer coisa é preciso apelar à sua inteligência. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 14 Setembro 2011 Eu acho que o crime perfeito passa precisamente por homicídio. Sempre achei que se alguém quiser matar outra pessoa fá-lo sem ser apanhado se for minimamente esperto. Basta matar uma pessoa desconhecida sem qualquer ligação a nós, num sítio longe de casa e queimar o corpo até ficar em cinza. O "problema" é que quase todos os homicidios são pessoais. A questão é que um assassinio random não tem grande sentido, quando uma pessoa mata alguem é porque se sente compelido a fazê-lo, por qualquer motivo que seja, mas haverá sempre um motivo, mesmo que seja produzido por algum tipo de doença mental. Nas séries que tratam desses assuntos, que suponho sejam baseadas minimamente na realidade, muitas vezes os assassinos em serie têm uma primeira morte que provocam e essa sim é algo um pouco ao acaso, embora não totalmente, para experimentarem a sensação e tal, matam um sem abrigo ou assim, depois é que acabam por criar uma rotina. E queimar um corpo até ele desaparecer penso que seja practicamente impossivel sem equipamento "próprio". Compartilhar este post Link para o post
Victarion Publicado 14 Setembro 2011 Na wikipedia em inglês dizem o seguinte: Isto é interessante considerando que New Bedford é das zonas nos EUA com maior concentração de emigrantes e descendentes de Portugueses. Não tendo eu nenhum tipo de conhecimentos na área diria que provavelmente a pessoa entretanto ou morreu ou ficou incapacitada, isto porque não estou a ver um serial killer a mudar repentinamente o seu comportamento. Uma psicopatia e uma compulsão deste genero não deverá passar de um dia para o outro... Mas isto é mais coisa para o Vaart discutir. o vaart não sabe explicar muito além de como é que o indivíduo trabalha numa empresa, etc. Compartilhar este post Link para o post
ZeeSpecialThree Publicado 14 Setembro 2011 Os psicopatas não têm qualquer tipo de emoção, pelo que para os fazer mudar qualquer coisa é preciso apelar à sua inteligência. e olha que mesmo assim deve ser muito complicado, [csi, ncis, mentes criminosas /mode on] muitos desses psicopatas são gente com um ego muito elevado, é preciso fazer um jogo com essa pessoa para leva-la a admitir algo..tentar estar 1 passo a frente do assassino [csi, ncis, mentes criminosas /mode off] :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 14 Setembro 2011 Isso de não terem emoções não sei se será bem assim. Compartilhar este post Link para o post
Punk Publicado 14 Setembro 2011 (editado) Os psicopatas não têm qualquer tipo de emoção, pelo que para os fazer mudar qualquer coisa é preciso apelar à sua inteligência. Isso não são sociopatas? Vi algures isto Sociopata: As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média. Psicopata: O psicopata, por sua vez, superdimensiona suas prerrogativas, possibilidades e imunidades; "esta vez não vão me pegar", ou "desta vez não vão perceber meu plano", essas são suas crenças ostentadas. Toda lei ou norma, gera temor e inibição, implicam na possibilidade de castigo. A lei está feita para domar, para obrigar e para condicionar as condutas instintivas dos indivíduos. O psicopata não apenas transgride as normas mas as ignora, considera-as obstáculo que devem ser superados na conquista de suas ambições. A norma não desperta no psicopata a mesma inibição que produz na maioria das pessoas. Para os contraventores não psicopatas, vale o lema "Se quer pertencer a este grupo, estas são as regras. Se cumprir as regras está dentro, se não cumprir está fora". Mas o psicopata tem a particularidade de estar dentro do grupo, apesar de romper todas as regras, normas e leis, apesar de não fazer um insight, não se dar conta, não se arrepender e não se corrigir. Sua arte está na dissimulação, embuste, teatralidade e ilusionismo. Os psicopatas parecem ser refratários aos estímulos, tanto aos estímulos negativos, tais como castigos, penas, contra-argumentações à ação, apelo moral, etc., como também aos estímulos positivos, como é o caso dos carinhos, recompensas, suavização das penas, apelos afetivos. Essa última característica é pouco notada pelos autores. O psicopata não modifica sua conduta nem por estímulos, positivos, nem pelos negativos. Para o psicopata a mentira é uma ferramenta de trabalho. Ele desvirtua a verdade com objetivo de conseguir algo para si, para evitar um castigo, para conseguir uma recompensa, para enganar o outro. O psicopata pode violar todo tipo de normas, mas não todas as normas. Violando simultaneamente todas as normas seria rapidamente descoberto e eliminado do grupo. A particular relação do psicopata com outros seres humanos se dá sempre dentro das alterações da ética. Para o psicopata o outro é “uma coisa”, mais uma ferramenta de trabalho, um objeto de manipulação. Essa é a coisificação do outro, atitude que permite utilizar o outro como objeto de intercâmbio e utilidade. Esta coisificação explica, talvez, torturar ou matar o outro quando se trata de um delito sexual, sádico ou de simples atrocidade. Um sociopata tem aversão a sociedade, um pscicopata não tem essa aversão, mas é um indivíduo que transgride as regras e as normas sociais. Editado 14 Setembro 2011 por Punk Compartilhar este post Link para o post
xicantonio Publicado 14 Setembro 2011 Há uns tempos, na Sabado, colocaram os esconderijos dos criminosos mais famosos e houve um que pensei que só acontecesse em filmes Em 1886, H.H. Holmes, um farmacêutico, que viria a ficar conhecido como o primeiro serial killer dos EUA, comprou uma farmácia em Chicago, que era propriedade de um senhor chamado Holton. Quando Holton morreu, Holmes comprou as suas propriedades, e renovou os edifícios. Transformando-os num hotel, que abriu ao público durante a Feira Mundial de 1893. Este não era um hotel comum, a maior parte dos quartos não possuía janelas, havia escadas que levavam a lugar nenhum e corredores que eram autênticos becos sem saída. Holmes ainda construiu jactos de gás dentro dos quartos e um forno a lenha do tamanho de uma pessoa na cave. O hotel tornou-se no lugar perfeito para matar alguém, e foi o que Holmes fez, em 1893. Este torturou e matou um número incontável de pessoas naquele hotel, que na sua maioria eram mulheres jovens que visitaram a cidade durante a exposição. Holmes foi capturado e enforcado, admitiu ter matado 27 pessoas, mas as autoridades ainda se perguntam se este terá sido o número real de homicídios. Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 14 Setembro 2011 Muita gente anda a ver demasiado Mentes Criminosas. Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 14 Setembro 2011 Não sou nenhum expert na matéria, apenas falo daquilo que me parece razoável. Se existe a possibilidade? Sim claro, nada é absoluto. Apenas me parece que para cometerem tais crimes, repetidamente sublinho, esses sentimentos teriam de ser inexistentes, antes da sua execução o psicopata deveria ter a noção que iria matar alguém certo? E nos crimes seguintes também certo? Mas como digo, não sou nenhum expert. Eu também não sou nenhum expert da matéria. Eu acho que existe a possibilidade de virem a tomar consciência do que fizeram e penso que existem casos em que os serial killers já mostrou sinais de arrependimento (aquele portugues que matou os seis empresários no Brasil já não o fez?). Claro que isto não é de repente nem de um dia para o outro. Em alguns casos que já vi a primeira morte é um crime passional, o que mostra que a pessoa tem sentimentos, certo? Quanto a terem a noção de estar a matar alguém, eu penso que poderão ter essa noção, apenas não têm a completa noção do que isso significa. Mas enfim são pessoas perturbadas e que não vão parar até alguma coisa acontecer (serem apanhados ou alguma coisa importante acontecer na vida deles). Compartilhar este post Link para o post
Hard Rock Publicado 14 Setembro 2011 Isso não são sociopatas? Vi algures isto Por várias vezes tive uma discussão de ideias com a minha ex-professora de Psicologia, e penso que o termo utilizado foi sempre psicopata :wink: Compartilhar este post Link para o post
Gaberlunzie Publicado 14 Setembro 2011 Eu acho que o crime perfeito passa precisamente por homicídio. Sempre achei que se alguém quiser matar outra pessoa fá-lo sem ser apanhado se for minimamente esperto. Basta matar uma pessoa desconhecida sem qualquer ligação a nós, num sítio longe de casa e queimar o corpo até ficar em cinza. O "problema" é que quase todos os homicidios são pessoais. E matas a pessoa onde? Com o quê? O que fazes à arma? Como justificas a tua ausência se fores interrogado? Como justificas a tua deslocação até essa pessoa se fores interrogado? Irá sempre haver alguém que te viu. E é como o antifa diz, é muito difícil queimar um corpo completamente sem equipamento especifico. Compartilhar este post Link para o post
JackBauerPT Publicado 14 Setembro 2011 Não tendo eu nenhum tipo de conhecimentos na área diria que provavelmente a pessoa entretanto ou morreu ou ficou incapacitada Compartilhar este post Link para o post
DonSk Publicado 14 Setembro 2011 Há uns tempos li numa revista do Expresso um artigo sobre um assassinato em Cascais já há imensos anos, que por se tratar de famílias importantes nunca chegou a ser desvendado. Os factos passaram-se na casa da pessoas que foi assassinada, que estava a dar uma festa, era um jovem adolescente. Acho que foi dos crimes mais badalados da época, mas foi tudo abafado. Se alguém souber do que se trata, ou tenha alguma ideia da história que diga, porque eu não sei da revista e já pouco me lembro. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
OntheRadio Publicado 14 Setembro 2011 Charles Milles Manson (Cincinnati, 12 de novembro de 1934) é conhecido como o fundador, mentor intelectual e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski. Filho de uma prostituta, ainda criança Manson passou a frequentar reformatórios juvenis pelos quatro cantos dos Estados Unidos. Em 1967, Manson saiu da prisão aos 33 anos de idade, tendo permanecido preso desde os 9 anos de idade. Em 1968, ele formou uma comunidade alternativa em Spahn Ranch, perto de Los Angeles. Manson tinha idéias grandiosas e um grupo de amigos e admiradores, conhecidos como Família Manson. Esses eram jovens, homens e mulheres de famílias ricas, que não tinham bom relacionamento com seus familiares e que por isso passaram a morar nas ruas da Califórnia. Alguns dos admiradores de Manson o consideravam uma reencarnação de Jesus Cristo - uma analogia a ele abrir a vida dos jovens para "novos horizontes". O próprio Manson, porém, sempre negou tal comparação.[1] Em 9 de agosto de 1969, um pequeno grupo de conhecidos de Charles Manson invadiu uma casa alugada por Roman Polanski em Cielo Drive, 10050, Bel Air, assassinando sua esposa Sharon Tate — que estava grávida — e mais quatro amigos do casal. Segundo a polícia de Los Angeles, na cena do crime grandes quantidades de drogas haviam sido encontradas. As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue delas foi usado para escrever mensagens nas paredes. Em uma delas foi escrito Pigs ("porcos", em inglês). Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, matando o casal. As mensagens escritas na parede da casa com o sangue das vítimas foram "Helter Skelter", "Death to pigs" e "Rise". Os assassinatos de Sharon Tate, seus amigos e do casal LaBianca por membros da "Família Manson" ficaram conhecidos como Caso Tate-LaBianca. Segundo o promotor do caso, Vincent Bugliosi, os assassinatos teriam sido planejados por Charles Manson, apesar de ele não estar presente em nenhum dos dois casos. Bugliosi elaborou uma teoria chamada "Helter Skelter", onde o objetivo dos assassinatos seria começar uma guerra que, segundo ele, seria a maior já travada na Terra, denominada de "Helter Skelter". O nome corresponde ao título de uma música dos Beatles onde, segundo o promotor, havia uma enorme quantidade de mensagens subliminares que influenciaram as ideias de Manson. Seria uma guerra entre negros e brancos, em que os brancos seriam exterminados pelos negros. Nessa teoria, o assassinato dos famosos de Hollywood levariam a uma breve acusação de algum negro, fazendo com que os confrontos explodissem logo. Bugliosi afirmou que durante essa guerra, como Manson e sua "Família" eram todos brancos, planejavam esconder-se em um poço, supostamente denominado por Manson como "poço sem fundo", em algum lugar no deserto californiano, assim que a suposta guerra começasse. Após os conflitos, Manson e sua "Família" voltariam do deserto. Linda Kasabian, uma das integrantes da comunidade e testemunha ocular de todos os assassinatos, duas semanas depois dos crimes resolveu fugir e denunciar Manson e os outros integrantes à polícia. Ela decidiu depor contra Manson em seu julgamento em troca de imunidade oferecida pelo promotor, Vincent Bugliosi. Ela disse não concordar com os assassinatos, apesar de ter presenciado todos nas duas noites em que os crimes foram cometidos. Após semanas de conversas a portas fechadas, em um acordo com o governo da Califórnia, Kasabian recebeu imunidade no caso, um novo nome para ela e sua filha, e uma pensão do governo por tempo indeterminado. Após a condenação de Charles Manson, Kasabian desapareceu. Ela ressurgiu anos depois, em meados de 1970, presa por tráfico de drogas. Charles Manson, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à Justiça, juntamente com 'Tex' Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten, de 19 anos . Manson alegou não ter participação em nenhum deles. Ele conseguiu provar isso, mas Bugliosi convenceu o juri popular que Manson poderia ter influenciado os jovens a matar. Após o julgamento, Manson declarou o seu ódio profundo pela Humanidade, chamando os membros de sua "Família" de rejeitados pela sociedade. A promotoria se referiu a ele como "o homem mais maligno e satânico que já caminhou na face da Terra",[1] e o quinteto foi sentenciado à morte em 1971. Mas, com a mudança nas leis penais do estado em 1972, a pena deles foi alterada para prisão perpétua. Vale lembrar que Charles Manson, em suas entrevistas ainda no corredor da morte, costumava deixar claro que sabia que não iria ser executado. Segundo ele, a sua inocência seria o suficiente para escapar da execução. Desde a década de 1980, Manson e alguns de seus companheiros, alguns ainda da época dos assassinatos Tate-LaBianca, mas que não tiveram envolvimento com os crimes, têm trabalhado em um projeto conjunto conhecido internacionalmente como ATWA (do acrônimo em inglês Air, Trees, Water, Animals), uma referência ao Ar, às Árvores, à Água e aos Animais, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Manson, de dentro da Corcoran State Prison, na Califórnia, dirige pessoalmente o movimento. Em abril de 2009, em um processo de internacionalização do projeto, surgiu na Internet o website ATWA Brasil, introduzindo a filosofia de ATWA em língua portuguesa e abrindo um canal de comunicação do Brasil com Charles Manson.[2] A ATWA Brasil está em contato com Manson diariamente, e tem postado cartas, vídeos e gravações de ligações telefônicas recentes em que Charles Manson discute a questão de ATWA focando no Brasil.[3][4] O movimento também convida brasileiros a integrarem "a batalha pela restauração da ordem natural".[5] Manson tem direito de, a cada cinco anos, ser ouvido quanto à possibilidade de liberdade condicional. Manson nem sempre comparece às audiências, e quando é presente, costuma ofender os oficiais da audiência e fazer piadas sobre a formalidade do processo. Ele permanece encarcerado na Corcoran State Prison, Califórnia, em unidade especial de isolamento da penitenciária, onde também se encontra cumprindo prisão perpétua o assassino do senador Robert Kennedy, Sirhan Sirhan. Sua última tentativa em audiência, negada novamente, foi em 2007. A próxima, será em 2012. Vi isto no Canal História à umas semanas atrás Compartilhar este post Link para o post