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Alexandre Lobo

Fuga de informação revela conteúdo do exame de Português

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E sim, acho que o nosso ensino tem várias falhas. Deviam-se promover mais debates para melhorar a capacidade de exposição oral de cada aluno, promover mais a parte oral no ensino de línguas, inserir uma disciplina de "Introdução às Ciências Políticas" no secundário, etc...

Isso era coisa para dar m*rda.

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Na última aula de português do meu 12º ano, o prof. disse: "Eu, se fosse a vocês, concentrava-me em X e Y (já não me recordo quais). Desconfio que é isso que vai sair.

 

Confirmou-se.

No meu ano o de Geometria disse "isto nunca sai, concentrem-se no resto"....e saiu mesmo

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Sim. Não é uma prova de 90 minutos que representa o que tu aprendeste durante 3 anos. Representa apenas que decoraste matéria suficiente, ou não, para a aplicares naquele exame em específico. Não é um incentivo à aprendizagem, é um incentivo a que se decore a matéria para a prova apenas.

Eu defendo um ensino sem exames, não digo sem testes e sem avaliação atenção. lol somente sem exames. Com uma avaliação contínua, com testes no final dos períodos, com trabalhos, etc. etc.

Se exames "é um incentivo a que se decore a matéria para a prova apenas", testes não? :lol:

 

Testes ainda mais, porque gente que marra, sai do teste e já não se lembra da matéria é o que mais há por aí.

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Só um à parte, é verdade que existem certas escolas privadas que têm protocolos com certas universidades e os alunos dessas escolas nem de prova de ingresso precisam (por ex.: Escola Alemã)?

 

O que eu vejo muito a acontecer é escolas terem protocolos com universidades (por exemplo Lusófona que tem protocolos com várias escolas profissionais) o que faz com que os alunos que queiram ir para a Lusófona não façam os exames nesse ano e possam frequentar o 1º ano fazendo os exames de admissão no final desse ano.

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E para quando provas de admissão à faculdade, feitas pelas próprias faculdades?

e como é que isso era feito?

eu quando acabei o 12º queria ir para Engenharia Eletro/Eletronica

e meti 3 opções Aveiro, Feup e IST e tive muitas dúvidas entre qual das duas primeiras escolher, propunhas o quê? que eu fizesse o exame nos dois lados?

e além disso, a FEUP e o IST tem praí > 1000 candidatos por curso(!), achas que iam fazer um exame para umas 6 mil pessoas por aí e depois corrigi-lo? Sabendo que a maior parte deles demoram MUITO tempo por vezes para corrigir uns 200 testes, quando mais essas provas lol

 

eu concordo com os exames nacionais, se há algo que deve ser melhorado é a mentalidade dos alunos e a qualidade de alguns professores.

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e como é que isso era feito?

eu quando acabei o 12º queria ir para Engenharia Eletro/Eletronica

e meti 3 opções Aveiro, Feup e IST e tive muitas dúvidas entre qual das duas primeiras escolher, propunhas o quê? que eu fizesse o exame nos dois lados?

e além disso, a FEUP e o IST tem praí > 1000 candidatos por curso(!), achas que iam fazer um exame para umas 6 mil pessoas por aí e depois corrigi-lo? Sabendo que a maior parte deles demoram MUITO tempo por vezes para corrigir uns 200 testes, quando mais essas provas lol

 

eu concordo com os exames nacionais, se há algo que deve ser melhorado é a mentalidade dos alunos e a qualidade de alguns professores.

 

Isto.

 

Basicamente com a existência dos exames nacionais neste momento, o que os professores fazem não é ensinar-nos a matéria e prepararem-nos para o futuro como deve ser mas sim preparam-nos para conseguir ter uma boa nota no exame.

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Isso era coisa para dar m*rda.

Qual delas?

 

edit: Outro problema do nosso sistema é que há muitas vagas ocupadas por pessoal frustrado que depois acaba por desistir logo no 1º ano.

O exemplo clássico é o pessoal que não entra em Medicina, vai para Ciências Farmacêuticas/Med. Vet/Med. Dentária e desiste a meio do ano. Esse pessoal inflaciona as notas desses cursos deixando pessoal que os tinha como 1ª opção de fora.

Sempre senti que o pessoal tem uma grande necessidade de não desperdiçar a média. Se não entra em Medicina, quer entrar no outro a seguir com maior média. Mesmo que não tenha nada a ver.

Os alunos deveriam escolher 1 só curso e depois podiam fazer os exames de admissão para até 3 faculdades.

Editado por G1njas

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Guest fiasco

Qual delas?

 

edit: Outro problema do nosso sistema é que há muitas vagas ocupadas por pessoal frustrado que depois acaba por desistir logo no 1º ano.

O exemplo clássico é o pessoal que não entra em Medicina, vai para Ciências Farmacêuticas/Med. Vet/Med. Dentária e desiste a meio do ano. Esse pessoal inflaciona as notas desses cursos deixando pessoal que os tinha como 1ª opção de fora.

Sempre senti que o pessoal tem uma grande necessidade de não desperdiçar a média. Se não entra em Medicina, quer entrar no outro a seguir com maior média. Mesmo que não tenha nada a ver.

Os alunos deveriam escolher 1 só curso e depois podiam fazer os exames de admissão para até 3 faculdades.

 

Infelizmente muitos possuidores de média alta entram para cursos não por vocação, mas porque "tem de ser, para não desperdiçar a media"

Na minha turma do 12º, os 2 melhores alunos não entraram para medicina porque não se viam com médicos, um foi para Eng.º Civil (e agora anda arrasca, mas feliz) e o outro para uma vertente nerd de biologia ou genética já nem sei, ambos com médias inferiores em alguns valores.

As 3 melhores gajas (cabras desde que as conheço, sem o menor perfil para medicina) foram para medicina para não desperdiçar a média, desmaiaram nas primeiras aulas a doer e da ultima vez que as vi, continuam as mesmas anormais de sempre.

Um dos meus melhores amigos, foi "formatado" pelos para entrar em medicina, estoirou 3 anos da sua vida a tentar entrar, falhava sempre por pouco, foi para Farmácia porque pronto "ah que dar uso à média, e é o mais parecido com médico que se arranja, sem ser enfermeiro", anda infeliz da vida e não tinha de todo também perfil de medicina.

 

O nosso sistema de ensino está todo ao contrario. Há bem piores por aí fora, claro que há.

E até formamos bons profissionais, mas os que conheço (cientistas, engenheiros e afins), são-no porque bateram muito punho fora da faculdade (durante e depois do curso).

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Por acaso já tinha ouvido uns rumores disto. Um colega meu foi fazer exame (penso que cá no Porto numa pública como externo) e ele disse-meque ouviu uns rumores que esta m*rda ia sair, burro foi ele.

Eu posso dizer que o ano passado não fazia a mais pura ideia do que ia sair e, imagine-se, andava numa escola privada! Alias, a minha prof de PT até nos disse para termos atenção a Lusíadas e Memorial, sendo qu, por acaso, a mim disse-me para ter atenção a Ricardo Reis (Que acabou por sair)... Vai-se a ver, também eu tive fuga de informação.

 

Quanto a questão do Ribadouro, eh pah, só mesmo "quem conhece" é que vai poder opinar. Posso dizer que já ouvi muita história (e inclusivé) conheço gente que lá andou que me disse que, além de facilismos, aquilo é de cenas nunca vista. Além de que a forma de ser das pessoas de lá enoja, além de ser um ambiente extremamente competitivo, é tudo gente muito "plástica". Dificil explicar. Engraçado ainda que, eu ter andado num privado, cheguei a ver pessoal a transferir-se do Ribadouro para a minha escola e a baixar drasticamente as notas. (Óbvio que, por outro lado, também há pessoal das publicas que vinha e subia). A questão ai nem é inflacionarem-te as notas, eu, por exemplo, tinha aquilo que merecia. Tenho, alias, meia-turma num privado que esta a repetir o 12º ou, imagine-se, não entrou. E, para nós, talvez seja ainda mais frustante ver algumas pessoas "passar a frente", sendo que, afinal, também nós andavamos num privado. A diferença, é que enquanto eu trabalhava e tinha 15 e tinha sempre 15/16, essas mesmas pessoas tinham 18/19. E quanto a respostas no quadro imagine-se, já ouvi falar que no Ribadouro isso se fazia (alias, houve uma "cena" onde um professor se enganou numa múltipla e penso que uma aluna ficou "escandalizada").

E quanto a questão de "os privados facilitam", posso dizer que o ano passado houve um exame ANULADO no colégio onde eu andava.

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Qual delas?

 

edit: Outro problema do nosso sistema é que há muitas vagas ocupadas por pessoal frustrado que depois acaba por desistir logo no 1º ano.

O exemplo clássico é o pessoal que não entra em Medicina, vai para Ciências Farmacêuticas/Med. Vet/Med. Dentária e desiste a meio do ano. Esse pessoal inflaciona as notas desses cursos deixando pessoal que os tinha como 1ª opção de fora.

Sempre senti que o pessoal tem uma grande necessidade de não desperdiçar a média. Se não entra em Medicina, quer entrar no outro a seguir com maior média. Mesmo que não tenha nada a ver.

Os alunos deveriam escolher 1 só curso e depois podiam fazer os exames de admissão para até 3 faculdades.

A tal disciplina de Introdução às ciências políticas...

Quanto a isso do "pessoal frustrado", estão no seu pleno direito, até porque aí entra uma questão normal. Muita gente chega ao final do secundário sem certeza do curso que quer. E não é só pessoal de Medicina. Conheço quem quisesse Biologia, tivesse entrado noutros dois cursos, não gostou, entrou em Biologia e não gostou e acabou por tirar outro curso à 4ª vez que entrou.

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A tal disciplina de Introdução às ciências políticas...

Quanto a isso do "pessoal frustrado", estão no seu pleno direito, até porque aí entra uma questão normal. Muita gente chega ao final do secundário sem certeza do curso que quer. E não é só pessoal de Medicina. Conheço quem quisesse Biologia, tivesse entrado noutros dois cursos, não gostou, entrou em Biologia e não gostou e acabou por tirar outro curso à 4ª vez que entrou.

Não vejo o porquê de dar m*rda. Seria uma coisa bastante objectiva e neutra. Dar umas ideias do espectro político, que órgãos de poder há em Portugal e na UE. Conhecer os diferentes organismos(NATO,ONU,UE,OCDE), saber que eleições há e como funcionam exactamente(diferenças entre democracia directa/indirecta), e talvez de uma forma mais geral as definições de diferentes sistemas(Socialismo, Capitalismo, Comunismo, Anarquismo, etc...). É um bocado triste eu ter colegas de faculdade que não sabem piç* destas coisas. Pah, eu também não te sei dizer tudo direitinho, mas há uma boa % do pessoal que está mesmo a leste. Era uma boa maneira de o pessoal ganhar interesse na política antes de começar a votar.

Além de que esta disciplina existe na Alemanha(? Agora não me lembro ao certo...) e funciona bem sem grandes polémicas.

 

Quanto ao 2º ponto: Aconselho que leias isto: Numerus clausus provoca insatisfação e ineficiência

 

Eu dei o exemplo de Medicina, porque é o exemplo clássico. Mas isso acontece noutras áreas também.

A verdade é que há muita gente que faz os exames a pensar em entrar em medicina e depois vai para outro curso só para não desperdiçar a média e não ficar um ano parado. Chega a Janeiro e caga no curso para começar a estudar para os exames nacionais.

Este pessoal ocupou uma vaga a uma pessoa que tinha este curso como 1ª opção e provavelmente não iria desistir tão facilmente.

Se só pudesses fazer exames para entrar num curso ou entravas ou voltavas a tentar. E assim só havia pessoal convicto.

 

O pessoal tem muito o sentimento:"Ah e tal pago propinas, portanto faço o que bem me apetecer", mas parte dos estudos são pagos pelo Estado, ou seja estamos todos a pagar e são recursos que são desperdiçados.

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Sim. Não é uma prova de 90 minutos que representa o que tu aprendeste durante 3 anos. Representa apenas que decoraste matéria suficiente, ou não, para a aplicares naquele exame em específico. Não é um incentivo à aprendizagem, é um incentivo a que se decore a matéria para a prova apenas.

Eu defendo um ensino sem exames, não digo sem testes e sem avaliação atenção. lol somente sem exames. Com uma avaliação contínua, com testes no final dos períodos, com trabalhos, etc. etc.

 

Concordo em parte contigo.

 

Eu acredito que não devia haver um modelo especifico de exame. As pessoas estudam e decoram as cenas porque já sabem mais ou menos o formato e o estilo de perguntas que vão sair, se não o souberem têm de estudar "bem" as coisas, não estudar só para aplicar os conhecimentos em x pergunta.

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Não vejo o porquê de dar m*rda. Seria uma coisa bastante objectiva e neutra. Dar umas ideias do espectro político, que órgãos de poder há em Portugal e na UE. Conhecer os diferentes organismos(NATO,ONU,UE,OCDE), saber que eleições há e como funcionam exactamente(diferenças entre democracia directa/indirecta), e talvez de uma forma mais geral as definições de diferentes sistemas(Socialismo, Capitalismo, Comunismo, Anarquismo, etc...). É um bocado triste eu ter colegas de faculdade que não sabem piç* destas coisas. Pah, eu também não te sei dizer tudo direitinho, mas há uma boa % do pessoal que está mesmo a leste. Era uma boa maneira de o pessoal ganhar interesse na política antes de começar a votar.

Além de que esta disciplina existe na Alemanha(? Agora não me lembro ao certo...) e funciona bem sem grandes polémicas.

 

Quanto ao 2º ponto: Aconselho que leias isto: Numerus clausus provoca insatisfação e ineficiência

 

Eu dei o exemplo de Medicina, porque é o exemplo clássico. Mas isso acontece noutras áreas também.

A verdade é que há muita gente que faz os exames a pensar em entrar em medicina e depois vai para outro curso só para não desperdiçar a média e não ficar um ano parado. Chega a Janeiro e caga no curso para começar a estudar para os exames nacionais.

Este pessoal ocupou uma vaga a uma pessoa que tinha este curso como 1ª opção e provavelmente não iria desistir tão facilmente.

Se só pudesses fazer exames para entrar num curso ou entravas ou voltavas a tentar. E assim só havia pessoal convicto.

 

O pessoal tem muito o sentimento:"Ah e tal pago propinas, portanto faço o que bem me apetecer", mas parte dos estudos são pagos pelo Estado, ou seja estamos todos a pagar e são recursos que são desperdiçados.

 

Quanto à primeira parte, é tudo muito bonito mas haveria sempre quem visse parcialidade no professor que desse a cadeira, haveria sempre quem acusasse os responsáveis de propaganda política, etc. Eu percebo a intenção e acho a ideia claramente boa, mas acho pouco praticável.

 

Quem entrou noutros cursos trabalhou para lá estar, e não me parece que se deva cortar as pernas a quem trabalhou apenas porque não entrou no curso que queria. No meu curso há sempre um número significativo de pessoas a entrar que colocaram medicina em primeiro na candidatura e há geralmente um pequeno número que acaba por mudar de curso, mas isso também o há em todos os cursos. Há quem acabe por não gostar, não se adapte ao curso, veja que tem dificuldades para o fazer... Acho que estás a ver muito mal a questão.

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Não vejo o porquê de dar m*rda. Seria uma coisa bastante objectiva e neutra. Dar umas ideias do espectro político, que órgãos de poder há em Portugal e na UE. Conhecer os diferentes organismos(NATO,ONU,UE,OCDE), saber que eleições há e como funcionam exactamente(diferenças entre democracia directa/indirecta), e talvez de uma forma mais geral as definições de diferentes sistemas(Socialismo, Capitalismo, Comunismo, Anarquismo, etc...). É um bocado triste eu ter colegas de faculdade que não sabem piç* destas coisas. Pah, eu também não te sei dizer tudo direitinho, mas há uma boa % do pessoal que está mesmo a leste. Era uma boa maneira de o pessoal ganhar interesse na política antes de começar a votar.

Além de que esta disciplina existe na Alemanha(? Agora não me lembro ao certo...) e funciona bem sem grandes polémicas.

Eu dei isso em História A e em Direito. Só se pretendesses tornar essa disciplina abrangente a todas as áreas.

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