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Alexandre Lobo

Fuga de informação revela conteúdo do exame de Português

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O exame de Português tem outro problema: é muito subjectivo. É dos exames onde o professor corrector mais conta.

Concordo

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Eu não sou contra os exames. Só têm um defeito, que foi o que apresentei ali, caso alguém esteja doente ou tenha acontecido algo em dias anteriores, nunca vai estar a 100% para o exame, mas, dentro da injustiça, é do mais justo, ou então provas de admissão à faculdade.

Será a mesma coisa na faculdade.

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Eu não sou contra os exames. Só têm um defeito, que foi o que apresentei ali, caso alguém esteja doente ou tenha acontecido algo em dias anteriores, nunca vai estar a 100% para o exame, mas, dentro da injustiça, é do mais justo, ou então provas de admissão à faculdade.

 

O exame de Português tem outro problema: é muito subjectivo. É dos exames onde o professor corrector mais conta. No ano passado vi um 11 ser passado para 17 com um simples recurso. E muitas das notas da minha escola subiram após recurso.

 

 

Na minha opinião esta era provavelmente a melhor solução. Era matar 2 coelhos com uma cajadada: faziam-se exames mais específicos para cada curso e tirava-se esta idiotice de um gajo ter de ter grande nota a psicologia ou a história ou lá o que é para entrar em Engenharia.

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por uns pagam todos, anulem o exame de português e repitam a 1ª fase.

 

Era lindo :lol:

ui!

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Um dos maiores cancros do ensino português, os exames.

 

O cancro maior são os Ribadouros deste país.

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Guest fiasco

Na minha opinião esta era provavelmente a melhor solução. Era matar 2 coelhos com uma cajadada: faziam-se exames mais específicos para cada curso e tirava-se esta idiotice de um gajo ter de ter grande nota a psicologia ou a história ou lá o que é para entrar em Engenharia.

 

Tens de perceber a psicologia das classes e objectos, assim como a historia do sql ou c#

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Estou a falar a sério. Mas eu não andei lá.

 

Ah, então pronto :mrgreen:

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Guest Dpitz

Em que medida Dpitz?

isto:

A resposta dele não sei, mas aqui vai a minha.

Na vida não vais ser testado em exames. Vais ser testado todos os dias na tua capacidade de lidar com problemas, na tua capacidade de pesquisa, resolução e resistência mental.

Um exame prepara-te para um momento de 90 minutos ou whatever. Marras, escreves e esqueces.

Na vida real tens um trabalho, pedem-te uma tarefa, tens de pesquisar, aprender como fazer, resolver problemas. Tens de ter a capacidade de lidar com volume de trabalho grande, tens de ter capacidade de repetir esse trabalho até à exaustão e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de ontem para amanha ter de fazer outra coisa.

Claro que há linhas de trabalho importantes onde os conhecimentos têm de ser decorados. Não espero que um médico tenha de a meio de uma operação abrir um livro para saber o que fazer. Esses têm obrigatoriamente de saber tudo de cabeça. Como estes deve haver mais onde a técnica do decorar e compreender é mais importante.

Agora para o mundo real? Os exames são inúteis. Em vez de prepararem os alunos para serem capazes de trabalhar sozinhos, preparam-nos para falhar.

Basta lembrar-me do meu primeiro trabalho como assistente editorial. O coordenador do serviço editorial pede-me para em 3 dias compilar tudo o que temos sobre uma figura histórica que nunca na vida tinha estudado? Servia-me de algo ter estudado páginas e páginas de manuais? Não, teria sido melhor que me tivessem ensinado a pesquisar, reunir, tratar informação e saber o que estou a ler. Felizmente aprendi estas coisas sozinho, mas a maioria dos alunos tá fixado na cena de ter a nota no exame e depois cagar no que se aprendeu.

Há disciplinas onde não sei se os exames são positivos. Eu não tive matemática a partir do 10º ano, não sei até que ponto em matemática ou física, ou química os exames serão importantes, mas garanto que nas ciências humanas são quase inúteis e não preparam ninguém para o mundo real.

Um dos maiores erros do ensino, que é promover o "decoranço" em vez do verdadeiro ensino, em vez dos reais modos de aprendizagem, de estudo, de trabalho.

Os exames estão ultrapassados.

E contra mim falo, porque eu só entrei no superior à pala do exame de história em que tive um notão.

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Os exames estão ultrapassados? Podes desenvolver?

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Guest Dpitz

Os exames estão ultrapassados? Podes desenvolver?

Sim. Não é uma prova de 90 minutos que representa o que tu aprendeste durante 3 anos. Representa apenas que decoraste matéria suficiente, ou não, para a aplicares naquele exame em específico. Não é um incentivo à aprendizagem, é um incentivo a que se decore a matéria para a prova apenas.

Eu defendo um ensino sem exames, não digo sem testes e sem avaliação atenção. lol somente sem exames. Com uma avaliação contínua, com testes no final dos períodos, com trabalhos, etc. etc.

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Eu não estou a perceber a questão. A memória também é uma parâmetro importante da inteligência, e é óbvio que em certos assuntos tem mais preponderância que outros. Parece-me óbvio que tem que ser avaliado. Não tens que avaliar só a capacidade lógica de um individuo. Deste o exemplo da disciplina de história, e parece-me um bom exemplo disso, nem toda a gente guarda na sua mente as informações com a mesma precisão, alguém que tenha proeminência para o ramo da história, parece-me que terá que ter (entre outras qualidades) uma capacidade de armazenamento de informações apropriada.

 

Além do mais, mesmo que consideres decorar mau (o que eu não considero, dentro da medida que cada um se faz valer das suas ferramentas para se apresentar a avaliação), as soluções que propões não vejo em que é que impedem o decorar, visto que trabalhos tens sempre a facilidade da consulta, em que podes sempre pegar em trabalhos de outrem e simplesmente camuflar, e testes nos finais dos períodos apresentam o mesmo problema que os exames. Se me falares de avaliação continua baseada só no desempenho das aulas, acho que é demasiado subjetivo às qualidades do professor, não me parecendo ser de maneira nenhuma o mais justo.

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eu acho que os testes não deviam ser a principal forma de avaliação, é injusto para muitos alunos que são muito melhores alunos por exemplo oralmente e que quando chegam à hora dos testes bloqueia e tira notas más

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Sim. Não é uma prova de 90 minutos que representa o que tu aprendeste durante 3 anos. Representa apenas que decoraste matéria suficiente, ou não, para a aplicares naquele exame em específico. Não é um incentivo à aprendizagem, é um incentivo a que se decore a matéria para a prova apenas.

Eu defendo um ensino sem exames, não digo sem testes e sem avaliação atenção. lol somente sem exames. Com uma avaliação contínua, com testes no final dos períodos, com trabalhos, etc. etc.

 

Eu acho isso um erro. O que deve ser revisto é o peso dos exames. Eu já dei lá atrás o exemplo de como funcionam as coisas no Liceu Francês, ou seja no sistema de ensino Francês. Eu defendo um modelo, tal como o Francês, que atribui peso à avaliação continua, ao facto de todos os dias, tal como mais tarde num trabalho, estares a ser avaliado. Mas defendo que devem existir momentos específicos (exames) para seres avaliado sobre a globalidade da matéria. Serve para aferir os teus conhecimentos sobre a matéria na sua globalidade e são essenciais pois sem isso fica curto. Agora discordo que os exames se assumam como preponderantes e ganhem um peso desmesurado. A avaliação continua é fundamental e os exames servem para, pontualmente, aferir o conhecimento global/final.

 

Na vida profissional és avaliado diariamente, mas não só. A aprendizagem deve-te preparar para isso. Uma avaliação continua e uma avaliação feita num único momento. O segredo está em saber encontrar o peso certo :)

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Para mim, pior, pior é o facto de estes exames serem a nossa prova de ingresso em qualquer faculdade em vez de existirem exames de admissão às mesmas.

Isso sim, para mim não faz sentido.

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Para mim, pior, pior é o facto de estes exames serem a nossa prova de ingresso em qualquer faculdade em vez de existirem exames de admissão às mesmas.

Isso sim, para mim não faz sentido.

 

Nunca percebi como isso funcionaria. O exame era no mesmo dia para todos? É que há pessoal que vive longe e o pessoal das ilhas que tinha de ir à faculdade nesse dia fazer o exame? E se não fossem admitidos como faziam depois? Podiam fazer outro exame noutra fac?

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Não sei se é isso que ele quer dizer, mas é ridículo um aluno andar 3 anos a esforçar-se para depois ter uma prova de 2 ou 3 horas que vale mais do que um ano inteiro.

 

Amigo, eu estou na Universidade, passo um semestre inteiro a fazer trabalhos que no máximo são 40% da nota e depois um exame de 2h dá-me os restantes 60% da nota.

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Não sei onde foram buscar essa de que se andou 3 anos a estudar para depois se rever tudo num exame. No caso de Português, que é o que se está a falar aqui, o exame de Português só tem matéria do 12ºano, assim como o de Matemática A.

 

Os exames, na teoria, seria a maneira mais justa de se avaliar o pessoal, o problema é que em certas escolas, faz-se tudo certinho, noutras é a bandalheira com professores a darem respostas. Sinceramente não sei como é que isso é possivel, pois quando fui avaliado, os professores que vigiaram a prova nunca era os da disciplina em questão, mas lá está, em certas escolas está-se mesmo a ver a bandalheira que deve ser. Por isso, não conhecendo ao certo em que moldes se realizaria a prova de admissão nas faculdades, se calhar até era o melhor. Tinha era o senão que o Kratos referiu aí.

 

 

Só um à parte, é verdade que existem certas escolas privadas que têm protocolos com certas universidades e os alunos dessas escolas nem de prova de ingresso precisam (por ex.: Escola Alemã)?

 

Amigo, eu estou na Universidade, passo um semestre inteiro a fazer trabalhos que no máximo são 40% da nota e depois um exame de 2h dá-me os restantes 60% da nota.

 

 

E é quando não valem 100%.

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E é quando não valem 100%.

 

Sim, mas eu até estou numa área onde a prática deveria ter maior peso.

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Sim, mas eu até estou numa área onde a prática deveria ter maior peso.

 

Me too.

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Nunca percebi como isso funcionaria. O exame era no mesmo dia para todos? É que há pessoal que vive longe e o pessoal das ilhas que tinha de ir à faculdade nesse dia fazer o exame? E se não fossem admitidos como faziam depois? Podiam fazer outro exame noutra fac?

 

Isso já seriam os senãos da coisa mas acho que era possível contornar.

Julgo que caso se abrisse isso da prova de admissão à faculdade, era num intervalo de tempo, o pessoal que se queria canditar ia fazer o exame às Universadades em questão, umas duas ou três porque não é certo que se entre na que se quer e depois esperar. Claro que poderiam existir requisitos para realizar esta prova de admissão, não se iam por alunos com média de 10 a fazerem uma prova para qual a média seria de 15 por exemplo.

Era uma questão de estudar várias ideias.

Só são aceites numa faculdade alunos com média de 15 para cima e noutra com média de 14 para cima, eu se quisesse entrar, apresentava as minhas médias à faculdade em questão e depois fazia as provas em questão num intervalo de tempo que devia estar definido (género dia 5 de Julho a 25 de Julho), mediante se passasse ou não, escolheria onde ficava.

Mas isto é só uma opinião minha.

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Uma colega minha contou-me que no Ribadouro, há uns anos, os professores escreviam as respostas no quadro :lol:

Era de todos os alunos receberem a cotação do grupo em que saiu Lusíadas :mrgreen:

Não sei se é verdade ou não. Mas já ouvi essa história das respostas no quadro muitas vezes.

isto:

 

Um dos maiores erros do ensino, que é promover o "decoranço" em vez do verdadeiro ensino, em vez dos reais modos de aprendizagem, de estudo, de trabalho.

Os exames estão ultrapassados.

E contra mim falo, porque eu só entrei no superior à pala do exame de história em que tive um notão.

Isso é tudo muito bonito mas a verdade é que ia aumentar as desigualdades. Os meninos ricos poderiam ir sempre para o privado, comprar a sua nota e seguir para o curso que querem sem grande esforço. Enquanto outro pessoal vai para a pública calha com um prof mais casmurro e f*de-se.

É preciso haver algo que seja igual para todos. E a meu ver o ideal seriam os exames de admissão à faculdade. Penso que em Itália é assim que funciona.

E vou mais longe, acho que a média interna quase nem devia contar. Poderia contar para o acesso(como o Hugo disse, podia ser preciso uma média de pelo menos 15 para tal exame, e pelo menos 13 para outro), mas no final só ia contar a nota do exame.

Claro que seria um sistema difícil de implementar ao início, mas penso que no final seria o mais justo.

 

E sim, acho que o nosso ensino tem várias falhas. Deviam-se promover mais debates para melhorar a capacidade de exposição oral de cada aluno, promover mais a parte oral no ensino de línguas, inserir uma disciplina de "Introdução às Ciências Políticas" no secundário, etc...

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Não sei se é verdade ou não. Mas já ouvi essa história das respostas no quadro muitas vezes.

 

Isso é tudo muito bonito mas a verdade é que ia aumentar as desigualdades. Os meninos ricos poderiam ir sempre para o privado, comprar a sua nota e seguir para o curso que querem sem grande esforço. Enquanto outro pessoal vai para a pública calha com um prof mais casmurro e f*de-se.

É preciso haver algo que seja igual para todos. E a meu ver o ideal seriam os exames de admissão à faculdade. Penso que em Itália é assim que funciona.

E vou mais longe, acho que a média interna quase nem devia contar. Poderia contar para o acesso(como o Hugo disse, podia ser preciso uma média de pelo menos 15 para tal exame, e pelo menos 13 para outro), mas no final só ia contar a nota do exame.

Claro que seria um sistema difícil de implementar ao início, mas penso que no final seria o mais justo.

 

E sim, acho que o nosso ensino tem várias falhas. Deviam-se promover mais debates para melhorar a capacidade de exposição oral de cada aluno, promover mais a parte oral no ensino de línguas, inserir uma disciplina de "Introdução às Ciências Políticas" no secundário, etc...

 

Exactamente, a média devia apenas contar para teres acesso a fazer esse exame, fazias o exame de admissão e a nota que tivesses no exame era a que eles iam usar para a tua entrada ou não nessa mesma faculdade.

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E para quando provas de admissão à faculdade, feitas pelas próprias faculdades?

 

Concordo a 100%

 

 

Como no Japão (se não me engano)

 

Confirmo que sim. As universidades japonesas fazem uma triagem usando exames próprios. Mas nós é que somos muito avançados :facepalm:

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Os exames do secundário ajudam a nivelar a coisa. Há sempre quem tenha notas dadas, ou quem seja prejudicado. Com os exames fica mais justo, porque é igual para todos e contam para a candidatura.

 

O problema são as escolas onde, supostamente, as respostas aparecem durante os exames.

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